30 de jul de 2014

Projeto treina cães-guia para doação em Taubaté, SP

Foto de um cão-guia
A pessoa com deficiência visual que pensa comprar um cão-guia não tem muitas opções na região de Taubaté, em São Paulo. 


Para conseguir um, é preciso encomendar de outro Estado ou até mesmo do exterior e desembolsar em média R$ 30 mil. 



Pensando nisso, a Associação de Deficientes Visuais em Taubaté está treinando cães-guias para adoção.


O trabalho acontece em parceria com adestradores voluntários e dois cães estão sendo treinados. Eles foram doados ainda filhotes por um canil de São Paulo e há quatro meses estão sendo preparados.


Segundo dados do levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, na cidade existem cerca de 931 pessoas que não enxergam de maneira nenhuma, 6.950 que possuem grande dificuldade e 44.528 com alguma dificuldade visual.


De acordo Luiz Antônio Pedrosa, da associação, esse trabalho começou há um mês. "A gente faz o treinamento com uma equipe de adestramento e as pessoas se cadastram. Após uma avaliação psicossocial esses cães são entregues, ou não, para essas pessoas. A pessoa precisa ter condições emocionais de estar com esse cão e condições financeiras para a manutenção desse animal, ele vai precisar de tosa, vacina e ração", afirmou.


Treinamento
 

Segundo a associação, não é qualquer cachorro que pode se tornar um cão-guia. O treinamento começa antes mesmo do filhote nascer, apenas determinadas linhagens sanguíneas e raças podem ser escolhidas para o adestramento. 


Geralmente, o cão mais utilizado é o da raça Golden Retriever. Essa seleção é uma garantia que o tempo de adestramento não seja desperdiçado.


"Caso houver um buraco, parelelepípedo, o cão precisa saber desviar. Por isso ensinamos ele a desobecer a ordem da pessoa, fazer o auto e parar, puxar ele para o canto ou algo nesse sentido", disse o adestrador Everton William. 


De acordo com ele, todo o processo de treinamento dura cerca de dois anos. O cachorro pode exercer essa função, em média, até os oito anos, quando se aposenta. 
 

Adaptação
 

Até o momento, nove pessoas com deficiência visual já se inscreveram para receber um desses cachorros. Eles irão passar por um rastreamento realizado pela prefeitura, para identificar quais delas têm melhores condições psicossociais para receber a doação. 


Mikaela Marinho da Silva é uma das inscritas e sonha em poder ter o cão-guia como um companheiro.


 "Gosto muito de cachorro e ele auxilia bastante na locomoção. Por exemplo, tem alguns obstáculos altos que a bengala não protege e o cão-guia desvia. Sempre tive vontade, mas o custo é muito alto", disse a estudante de 22 anos. Mikaela nasceu com deficiência visual por conta da rubéola que a mãe teve durante a gravidez.


Os interessados em receber um desses cães ainda podem se inscrever diretamente na Associação, que fica localizada dentro da Rodoviária Nova de Taubaté.



Fonte: G1


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