31 de out de 2014

Artista continua a pintar mesmo após ficar paraplégica

Foto de Mariam com o pincel na boca pitando um quadro


Ao olhar para as pinturas de Mariam Paré, você pode se encantar à primeira vista. Mas depois de saber como elas são feitas, é impossível não ficar impressionado. 


A artista viu sua vida mudar em um único segundo quando, ao ser atingida por bala perdida, ficou paraplégica.


Os sonhos de ser pintora ficaram perdidos, mas só até ela descobrir que sua expressão na tela não precisava ser controlada exclusivamente pela mão, agora imóvel. Pode-se dizer que Mariam Paré pinta com a boca, mas a verdade é que sua arte vem do coração.


O incidente aconteceu em 1996, quando tinha 20 anos. Cheia de sonhos e aspirações com a arte, Mariam enfrentou longos meses de fisioterapia e precisou se adaptar a uma vida totalmente nova. 


Sem poder andar e sem ter o controle dos membros superiores, ela hoje se locomove com a ajuda de uma cadeira de rodas especial e usa a boca para controlar o pincel que dá vida à sua arte.


A lesão na coluna é permanente, bem como a paixão de Mariam pela pintura. Após enfrentar o desafio de reaprender a viver e a dominar os pincéis de uma forma totalmente nova, hoje, quase 20 anos depois, ela carrega consigo um bacharelado em artes, faz parte de uma associação mundial de pintores com a boca e cria peças incríveis, como o exemplo abaixo:


Foto de uma paisagem com duas árvores, uma montanha, céu azul e gramado claro

Fonte: Hypeness

Brasileiro cria parque acessível para crianças com deficiência física

Foto de duas crianças brincando no Alpapato


Vivemos num mundo cada vez mais pulverizado, separado por nichos e grupos que só nos distanciam ainda mais do conceito de sociedade. 


A necessidade de identificação e acolhimento fazem com que surjam diversas categorias e rótulos entre os “tipos” de seres humanos, sejam eles gays, negros, cadeirantes, deficientes mentais e outros.


Com isso, são criados diversos projetos de inclusão, mas, para o analista financeiro Rodolfo Henrique Fischer, conhecido por Rudi, o termo é mal aplicado. Segundo ele, a palavra “incluir” já parte automaticamente de que algo ou alguém está excluído.


Ele é o responsável pela criação da primeira unidade do Alpapato (Anna Laura Parques para Todos), primeiro parque direcionado a crianças com deficiência física no Brasil, situado na AACD do Parque da Mooca, em São Paulo


São, ao todo, 15 brinquedos adaptados, ideais para a recuperação das crianças e seu desenvolvimento lúdico, sem excluí-las dos aparatos convencionais, como escorregador, trepa-trepa, cama elástica e balanços.


A ideia surgiu após uma viagem para Israel, onde Rudi conheceu uma associação que une comunidades e religiões diferentes. 


Um pequeno parque, com apenas um brinquedo inclusivo, acabava integrando as pessoas. Com nome em homenagem à sua filha, Anna Laura, que faleceu precocemente aos quatro anos de idade, o parque surge com o intuito de integrar, já que serve para crianças com ou sem deficiência.


A iniciativa inovadora é financiada por Rudi com ajuda de alguns colaboradores. O parque já está em expansão em Porto Alegre e Recife (AACD), em Araraquara (APAE) e no Parque do Cordeiro da Prefeitura de São Paulo. Na capital paulista, o espaço é aberto ao público, que pode frequentá-lo às segundas, quartas e sextas, das 10h às 12h, e terças e quintas, das 15h às 17h.


Fonte: Hypeness


Aplicativo que dá independência a pessoas com deficiência visual no cinema é testado

Foto de Aguinaldo testando o aplicativo na sala de cinema


Aguinaldo Pestana, 52 anos, tem deficiência visual desde 1997, quando levou um tiro durante um assalto em São Paulo. 


A bala, que atravessou sua cabeça, danificou seu nervo óptico e lhe tirou totalmente a visão. Depois de 17 anos, o contabilista diz ser 95% independente, graças à tecnologia


Com seu smartphone, ele consegue escolher a roupa, acertar o caminho de casa, conversar com os amigos por mensagem de texto, pagar contas, fazer compras...


Nesses 5% de dependência está a tarefa de ir ao cinema. Para entender o que está na tela, além dos diálogos dos personagens, é preciso contar com a boa vontade de quem está ao lado para descrever o contexto das cenas. 


"É muito difícil que a pessoa ao seu lado tenha paciência de te contar o que está se passando na tela", diz ele ao UOL. Mesmo quando há vontade do acompanhante, corre-se o rico de ouvir muitos "shius" e "psius".


O problema de Aguinaldo e de outras pessoas com deficiência visual, no entanto, está mais próximo de ser resolvido, pois já existem aplicativos que permitem que a audiodescrição do filme seja baixada em smartphones e tablets antes da sessão. 


O site UOL convidou Aguinaldo para testar o MovieReading, em uma sessão do filme brasileiro "A Despedida", de Marcelo Galvão, presente na programação da Mostra de São Paulo. 


O recurso ainda está em fase de testes e o filme de Galvão foi o único do evento a aderir à novidade. Disponível para as plataformas Android e iOS, o aplicativo e o áudio podem ser baixados gratuitamente.
 

Como funciona


Recomenda-se que o download do aplicativo e da audiodescrição do filme seja feito em casa para não depender da conexão da sala do cinema.


É aconselhável ainda um teste simples de compatibilidade, que deve ser feito em frente a um computador com auto-falantes. Para a sessão, o usuário precisará de fones de ouvido com microfones. As instruções acompanham o aplicativo.


Desenvolvido na Itália, o programa tem o mesmo princípio do Shazam, que reconhece músicas gravadas e que, em alguns casos, reproduz a letra das canções. 


No caso do MovieReading, a audiodescrição é sincronizada à obra assim que o microfone do dispositivo reconhece o áudio do filme.


O narrador descreve o que é importante para cena e perceptível apenas aos olhos, como "ela acende um cigarro e se senta perto da janela", ou "ele amarra o cadarço do sapato preto e caminha até a porta". 


A audiodescrição não é novidade no Brasil, mas sua inclusão em sessões de cinema ainda é pouco práticada. Antes do aplicativo, um narrador precisava de um espaço para narrar o filme ao vivo, com transmissão para fones de ouvidos distribuídos antes da sessão.
 

Avaliação do aplicativo


Aguinaldo permaneceu calado durante toda a sessão, mas reagiu assim que o letreiro subiu pela tela da sala. "Decidi que ia avaliar o aplicativo de acordo com o número de perguntas que precisaria fazer para entender o filme. Não precisei fazer nenhuma", explicou ele.


Na mesma sessão ainda estavam outras três pessoas com deficiência visual. Entre eles, Paulo Romeu Filho, que cuida do Blog da Audiodescrição


"As pessoas que nos acompanham nas sessões – amigos, familiares – também querem prestar atenção no filme. Muitas vezes pergunto o que está acontecendo e recebo como resposta: 'peraí que já te conto'. Sem a audiodescrição, provavelmente sairia irritado do filme".


Fonte: UOL



Impressora 3D reproduz fotos antigas para pessoas com deficiência visual relembrarem o passado


Exemplo de uma das fotos impressas no projeto


Pessoas que nasceram com a visão perfeita e, por algum problema de saúde, tornaram-se pessoas com deficiência visual, preservam memórias de coisas que viveram, mesmo depois da perda da visão. Mas, com o passar dos anos, essas memórias tendem a diminuir ou a desaparecer por completo.


A Touchable Memories, ou “Memórias Tocáveis”, é um experimento que visa ajudar pessoas cegas a reviver essas memórias visuais usando as impressoras 3D. 


O projeto foi desenvolvido pela agência LOLA para a empresa Pirate3D, sediada em Singapura. Eles testaram a tecnologia de impressão 3D em um campo ainda não explorado e acabaram alcançando resultados incríveis.


Os responsáveis convidaram cinco pessoas que ficaram cegas em algum momento da vida e recriaram fotografias marcantes para elas.


Veja abaixo o trabalho do projeto e confira as reações das pessoas participantes:





Fonte: Hypeness


30 de out de 2014

Perna biônica tecnológia ajuda pacientes em fisioterapia e dispensa o uso de muletas

Foto da perna biônica sendo testada


Recuperar a capacidade de andar é um processo longo e doloroso. Exige disciplina, paciência e doses cavalares de força de vontade. Isso tudo para alguém que já lida com o trauma de uma cirurgia no joelho, de um AVC, ou de qualquer outro evento que cause limitações de movimentos nas pernas. Mas, se depender da AlterG Bionic Leg, essa etapa da recuperação passará a ser menos sofrida. 


Segundo a empresa, trata-se do “primeiro exoesqueleto robótico vestível e móvel para fisioterapia dos membros inferiores”. É uma perna biônica que oferece assistência motorizada para estender e flexionar os joelhos, dispensando o uso de muletas.


Para colocá-la não é preciso qualquer intervenção cirúrgica adicional. Basta o auxílio de um clínico para prender o dispositivo na perna. A Bionic Leg é ajustável para praticamente qualquer biótipo, pesa cerca de 3,5 kg e leva apenas três minutos até ser instalada.


Mas a maior inovação fica no sapato da pessoa. Uma palmilha com quatro sensores de pressão deve ser colocada no calçado e ligada ao restante do aparato. São eles que permitem à perna reagir automaticamente e fazer as ações que se deseja. 


A pressão do pé sobre os sensores junto com a tensão do joelho avisam à perna biônica que a pessoa quer sentar, levantar, andar, subir um degrau. 


Conforme os movimentos vão evoluindo, é possível reduzir a assistência robótica para aumentar o uso natural da perna.


O pessoal do site Gizmodo fez um teste com o produto, veja como foi:



Fonte: Hypeness


Pessoa com deficiência visual poderá solicitar versão em áudio de manual de produto

Foto de livros coloridos com um fone de ouvido


A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) aprovou, na última terça-feira (28), um projeto que obriga os fabricantes de produtos a fornecerem versão em áudio do manual que acompanha o produto quando o consumidor com deficiência visual solicitar.

A solicitação deverá ser atendida em até 5 dias úteis após o pedido e o consumidor terá até 180 dias, após a compra, para solicitar a versão em áudio.


A medida consta de substitutivo de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 205/2012, de Jayme Campos (DEM-MT). 


No substitutivo, Rollemberg propõe que a versão em áudio do manual seja disponibilizada na internet para ser baixada gratuitamente do sítio eletrônico indicado pelo fabricante. 


A obrigatoriedade de fornecer versão em áudio também se aplica a normas de prestação do serviço, antes e durante a realização do mesmo.


O relator optou por incluir as normas no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990) e não na Lei 10.098/2000, que promove a acessibilidade de pessoas com deficiência, conforme proposto no texto original do projeto.


A matéria segue para a Comissão de Direitos Humanos  (CDH), onde será votada em decisão final.





Surfista com filho autista cria escola de surf para crianças que sofrem do distúrbio

Foto de Izzy e seu pai Doc


Foi num dia de verão em 1969 que Israel “Izzy” Paskowitz se apaixonou pelo surf. Ele tinha seis anos quando seu pai, o lendário surfista Dorian “Doc” Paskowitz, o levou para surfar.


Considerada a primeira família de surf, Izzy é o quarto dos nove filhos de Doc e Juliette. Eles viviam uma vida nômade em um trailer e viajaram o país durante cerca de 23 anos. Izzy se casou com Danielle e os dois tiveram um casal de filhos. 


Tudo era perfeito e o surfista tinha aquele sonho de que o filho, Isaiah, seria igual a ele e ao avô. Foi então que tudo mudou – o menino, aos três anos, de repente parou de falar. A família pensou que ele era surdo, mas o filho foi diagnosticado com autismo.


A descoberta foi um baque muito grande para Izzy, que sabia que tinha que ser um pai melhor para seu filho, e já havia começado a se desfazer da ideia de vê-lo sendo surfista, assim como os outros membros da família. 


Mas, em um momento especial, Isaiah, então com cinco anos de idade, enquanto estava tendo um ataque de raiva incontrolável na praia devido a uma sobrecarga sensorial, sintoma de autismo, foi levado por Izzi para o mar. Juntos remaram na prancha através das ondas, tal como o pai de Izzy havia feito com ele. 


“Uma calma caiu sobre o menino. Ele ficou solto e relaxado e genuinamente feliz. Ele era um rapaz normal fazendo o que sempre sonhei fazer com ele”.


Com o passar do tempo, os dois começaram o Surfer’s Healing, um acampamento de surf sem fins lucrativos, onde os melhores surfistas profissionais do mundo levam crianças com autismo para o mar. Hoje o projeto cuida de 3 mil crianças por ano em 22 acampamentos em todo o país.


Fonte: Hypeness


Boa Notícia !!!

 




29 de out de 2014

Moradores encontram problemas de acesso em rua de Itanhaém, SP

Foto de uma moradora na rua sem asfalto


Moradores de Itanhaém, no litoral de São Paulo, estão passando por problemas em uma rua do bairro Jardim das Palmeiras. Além de esburacada, não há asfalto na rua e o local alaga quando chove, oferecendo riscos a quem precisa passar pelo trecho.


O desafio dos moradores da Rua das Macaúbas é tentar não se sujar de lama ao sair de casa. A feirante Alessandra Berti conta que leva um par de botas no carro para usar nessas ocasiões. 


“Eu ando com botas dentro do carro, porque não dá para colocar um sapato legal ou um tênis. Na hora em que você desce, os pés afundam na lama. O negócio é muito feio”, relata a moradora.


Se o acesso ao local apresenta dificuldades para quem anda a pé, aqueles que andam de carro ou bicicleta enfrentam problemas ainda maiores. Há risco dos veículos ficarem atolados na via. 


A solução momentânea é desviar dos buracos. “Eu sou deficiente, tenho dificuldades para andar e não consigo me movimentar aqui sem a minha bicicleta. Imagine se eu encalhar dentro de um buraco. Já caí duas vezes”, conta o aposentado Juvenal Maurício de Barros.


Outros moradores relatam que o matagal do bairro esconde cobras e outros insetos perigosos, o que impossibilita a passagem pela grama. 


Os munícipes já procuraram a Prefeitura da cidade e pediram providências, mas até o momento nada foi feito. 


“Esse problema acontece há mais de dois anos. A gente pede que eles venham arrumar, mas não conseguimos retorno”, comenta a aposentada Nair Pessoa.


Em nota, a Prefeitura de Itanhaém informou que fez uma audiência no bairro, no último dia 22, e que 17 ruas serão pavimentadas. Já as outras ruas terão reforço de manutenção. 


Os técnicos da Secretaria de Urbanização também vão comparecer ao local para verificar a situação das ruas e incluir no cronograma de serviços que serão realizados no bairro.


Fonte: G1


Minha Casa, Minha Vida: pessoas com deficiência devem renovar cadastro

 


Em acordo firmado entre o Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) e a Prefeitura de Aracaju, ficou definido que haverá renovação no cadastro de pessoas com deficiência inscritas no Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) no município, em 2009. A atualização começou em 27/07 e segue até 07/11.


Em reunião realizada na última terça-feira, 21, foram reafirmados os ajustes a respeito do empreendimento Zilda Arns, do PMCMV. 


Entre eles, o de atualizar o sistema de cadastramento, com garantia de cotas destinadas a pessoas com deficiência e idosos. 


Participaram da reunião, além da Prefeitura de Aracaju e do MPF, o Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência em Sergipe (CEDPcD/SE) e a Associação dos Deficientes Motores de Sergipe.


Essa atualização, que acontece até 07/11, é destinada para todas aquelas pessoas com deficiência que possuem comprovante de inscrição realizada em 2009 no Programa Minha Casa, Minha Vida em Aracaju. 


“A medida é para garantir que nenhuma pessoa com deficiência, que se inscreveu em 2009, fique fora do sorteio para o empreendimento Zilda Arns, explica o procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Ramiro Rockenbach.


Sorteio – As unidades do empreendimento Zilda Arns destinadas a pessoas com deficiência serão sorteadas no dia 10/11, às 14 horas, na sala de reuniões do Centro Administrativo Professor Aluísio Campos.


Fonte:Plenário


USP realiza seminário para discutir surdocegueira e deficiência múltipla

Foto de vários símbolos da acessibilidade


Com o objetivo de divulgar a produção científica na área e discutir a inclusão escolar de pessoas com deficiência, a Universidade de São Paulo (USP) realiza o 3º Seminário Internacional sobre  entre os dias 29 e 31 de outubro.


O evento é organizado pelo Grupo Brasil de Surdocegueira e ao Múltiplo Deficiente Sensorial e a Associação Educacional de Múltipla Deficiência (AHIMSA), com participação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR) e apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).


No dia 29, o evento começa com o credenciamento dos participantes às 8h30, na entrada do auditório localizado na Faculdade de Educação da USP (FEUSP). 


A partir das 9h, o primeiro debate do evento tem como tema “Políticas Públicas para o atendimento a alunos com surdocegueira e com deficiência múltipla”.


No segundo dia de encontro, serão realizadas oficias como “Comunicação da pessoa com surdocegueira congênita”, “Recursos pedagógicos para deficiência múltipla” e “O trabalho com a família de pessoa com surdocegueira e com deficiência múltipla”.


No último dia do evento, será realizada a conferência “Tecnologia Assistiva para Pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla sencorial” e o debate “Construções e possibilidades de trabalho colaborativo entre universidades e instituições”. 


As inscrições para o evento podem ser feitas por meio do endereço eletrônico: priscila.manzari@grupobrasil.org.br.


Durante o evento, também serão realizadas exposições e apresentação de experiências sobre a inclusão de pessoas com deficiência.

Para conferir a programação completa, clique aqui.

Jovens com síndrome de down são estimulados a empreender em Santa Catarina

Foto de carteiras de trabalho
Uma empresa de serigrafia para ser administrada por pessoas com deficiência e seus familiares está em desenvolvimento na incubadora do Campus Araranguá, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).


 O projeto visa incentivar o empreendedorismo entre jovens com síndrome de down e tem o apoio da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).


A Incubadora Tecnológica de Economia Popular e Solidária recebeu incentivo de R$ 90 mil do CNPq para desenvolver quatro empreendimentos, enquanto consultores da SDH-PR atuam em parceria com os profissionais do IFSC para realizar o projeto de inclusão de pessoas com deficiência em convergência ao Plano Nacional de Atenção à Pessoa com Deficiência.


Desenvolvido pelos professores Assis Francisco de Castilhos e Suzy Pascoali, em parceria com os técnicos administrativos Marilene Ritter e José Augusto Farias Santos, que integram o grupo de pesquisa Educação, Meio Ambiente e Sociedade, o trabalho busca apoiar a formação de uma empresa de serigrafia fundada e administrada por jovens com síndrome de down.


A gestão do empreendimento é feita pelos 22 jovens que integram o projeto, três familiares e cinco representantes da unidade da Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (APAE) na cidade, na qual eles estudam.


“A equipe terá o prazo de quatro anos para aprender desde os fundamentos básicos da serigrafia aos processos de gestão de uma pequena empresa. Ao final, acreditamos que eles terão as condições necessárias para sair da incubadora e continuar no mercado competitivo”, explica José Augusto Farias Santos, técnico do IFSC.

Projetos


Além do projeto voltado a pessoas com deficiência, a incubadora desenvolve empreendimentos para a criação de cooperativas de catadores de lixo, para atuação nas áreas de serviços de limpeza e uma associação na área têxtil.




Projeto com deficientes físicos transforma conexões cerebrais em obras de arte

http://jeffreyperkel.files.wordpress.com/2011/02/brain-diffusion-mri.jpg


O artista Jody Xiong desenvolveu um projeto inspirador, que combina arte e tecnologia, a fim de chamar a atenção para os direitos das pessoas com deficiência física na China. 


Batizado de "Mind Art", a ação reuniu 16 voluntários com limitações físicas para a criação de obras de arte inovadoras.


Os participantes receberam fones de ouvido conectados a um processador. A partir de uma engenhosa configuração tecnológica, suas ações cerebrais foram transformadas em sinais eletrônicos e detonaram balões de tinta.


A ação exigiu intensa concentração dos participantes. As "performances" com explosões de pigmentos multicoloridos resultaram em telas abstratas repletas de intensidade. 


Uma exposição com as obras de arte percorreu 22 cidades da China. Cerca de 13 mil dólares foram arrecadados com a venda dos quadros - que foram revertidos para instituições de apoio a pessoas com deficiência.


Assista ao vídeo do projeto "Mind Art":





Fonte: Catraca Livre 

Sem acessibilidade, professor fica sem votar em escola de São Carlos, SP

Foto de Carlos sentado com sua muleta


O professor Carlos Roberto Sousa e Silva está indignado por não ter conseguido votar no primeiro turno das eleições de 2014, em São Carlos (SP), por causa da sua deficiência motora. 


Ele teve que justificar no segundo turno, no último domingo (26), já que a Escola Estadual Arlindo Bittencourt não tem acessibilidade para pessoas com deficiência. 


“Foi constrangedor. Fiquei chateado com a situação, e agora vou ser obrigado a justificar meu voto”, relatou. Ele ainda reclama da falta de informações sobre acessibilidade nas eleições.


Silva disse que essa foi primeira vez que isso ocorreu. Uma síndrome neuromotora acometeu o professor em março, e, segundo ele, ficou com dificuldades para se locomover. Porém, com o passar dos meses, a doença foi se agravando e o deixou em uma cadeira de rodas.


“Eu não imaginei que isso fosse acontecer. Eu nunca precisei usar uma cadeira de rodas antes, então quando cheguei pra votar me disseram que seria impossível já que minha sala não era no térreo e eu teria que subir dois lances de escadas”, contou.
 

Falta de informação


No local, ele foi informado que deveria ter avisado até o dia 7 de maio que estava impossibilitado de subir escadas, para que ele fosse transferido para uma zona especial no térreo. 


Como isso não ocorreu, Silva não teve outra saída e voltou para casa sem exercer o direito. 


“Me culparam por eu não ter avisado antes. Com tantas propagandas informativas eu nunca tinha ouvido falar disso, acho que deveria ser algo de fácil entendimento já que qualquer pessoa está submetida a passar por imprevistos”, comentou.


A chefe do Cartório Eleitoral da 410ª Zona de São Carlos, Meri Cristina Piveta Deangelo, informou que qualquer pessoa tem 150 dias antes das votações para avisar o cartório sobre qualquer dificuldade para subir escadas, para que o título seja transferido para uma sessão especial. 


 “Caso a pessoa não nos informe até a data prevista, fica registrado no sistema que o título dela consta na urna tal, da sessão tal. Não tem como transferir isso de última hora, é inviável por ser uma regra”, explicou.


Após esse prazo, somente depois das eleições, no dia 10 de novembro, é que Silva e qualquer outra pessoa poderá regularizar o título. “Fiquei indignado e sei que têm muitos que passaram pelo mesmo que eu por não saber desta informação. 


Triste também por ser uma escola que não oferece a seus alunos esse tipo de acessibilidade, seja rampas ou elevadores, penso que deveria ser o primeiro local para a inclusão”, finalizou.  
 

Acessibilidade


A chefe de Divisão de Políticas e Atendimentos ao Idoso e Pessoa com Deficiência de São Carlos, Sônia de Matteo Ferraz, disse que nesses casos não há o que ser feito, já que a maioria das escolas estaduais são prédios antigos e, por isso, não oferecem o suporte necessário. 


“As escolas municipais já são mais inclusivas, mas as estaduais é complicado mesmo até para um idoso”.


Ainda de acordo com Sônia, há leis que exigem que todo e qualquer estabelecimento público seja acessível. 


“São movimentos fracos porque ninguém faz nada, então geralmente as leis são prorrogadas ou revogadas. O nosso conselho discute muito isso e teoricamente muitos lugares deveriam ser adequados aos deficientes”, informou.


Em São Carlos, há seis colégios adaptados para permitir a inclusão nas eleições. Ao todo, são 51 eleitores com deficiência nos cartórios da cidade. Em Araraquara, o número é de 129. Já em Rio Claro, 234 eleitores têm deficiência. Os números podem ser maiores, já que alguns eleitores não declaram sua condição para a Justiça Eleitoral.


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que foram feitas campanhas de divulgação sobre transferências para seções especiais. Sobre as escolas estaduais sem acessibilidade, a Secretaria Estadual de Educação informou que os prédios atendem os padrões estabelecidos.


Fonte: G1


28 de out de 2014

Pessoas com deficiência visual disputam títulos panamericanos de xadrez em Bertioga, SP

Foto de dois jogadores cegos jogando Xadrez


Sem enxergar, homens e mulheres de cinco países da América Latina disputaram nesta semana o 1º Campeonato Panamericano de Xadrez por Equipes para Deficientes Visuais em Bertioga, no litoral de São Paulo. Além de praticarem o esporte, eles conheceram as belezas naturais e históricas da região.


Enxadristas da Bolívia, Argentina, Colômbia e Panamá participaram da competição, que aconteceu no Hotel Riviera Bertioga, no bairro Cantão do Indaiá. Foram 39 competidores disputando títulos por equipe e por dupla feminina.


O xadrez para pessoas com deficiência visual existe desde a década de 50 na Europa. No Brasil, as competições são organizadas pela Federação Brasileira de Xadrez para Deficientes Visuais (FBXDV), filiada à Internacional Braille Chess Association (IBCA)


“O Campeonato Panamericano por Equipes acontece pela primeira vez na América Latina”, enfatiza o presidente da federação, Januário Couto, que pratica o esporte desde pequeno.


Esse xadrez conta com um tabuleiro diferente, que geralmente é feito de forma artesanal. Toda casa possui um orifício e toda peça possui um pino de encaixe. 


Cada peça tem também um pino na parte de cima, assim, é possível diferenciar as brancas das pretas. As áreas brancas do tabuleiro são em alto relevo, para distinguí-las das pretas. 


“Cada competidor joga com um tabuleiro à parte e todo o jogo é cantado, falado. Por exemplo, eu falo E4 e faço o movimento no meu tabuleiro, e o adversário no dele. É como o jogo batalha naval”, explica Januário.


O relógio que marca o tempo da competição também é diferente. “Esse nosso relógio tem um fone de ouvido, com o qual ouvimos o nosso tempo, sem consultar o árbitro. A maioria de nós tem esse relógio”, relata.


Sidnei Silveste da Silva, de 36 anos, é de São Caetano e joga xadrez há seis anos. “A única regra que difere o xadrez convencional do nosso é que, para a gente, peça levantada é peça jogada. Sou obrigado a jogar com ela”, explica. Os três melhores do Panamericano concorrerão a uma bolsa do Ministério do Esporte.


Além de competir, os enxadristas puderam aproveitar o tempo livre visitando as atrações turísticas de Bertioga. “O município nos deu apoio e se adequou às nossas necessidades”, comenta Januário.


Os jogadores tiveram à disposição os programas Praia Acessível, Verlejando e Ecocaiaque, atividades ao ar livre praticadas nas areias da Praia do Indaiá, especialmente para deficientes. 


“Todas as manhãs, os competidores ficaram livres para curtir a praia e os pontos turísticos da cidade”, conclui Sidnei.


Fonte: G1


Juiz condena Inep a pagar R$ 10 mil a cadeirante gaúcho prejudicado no Enem

Foto de uma carteira adaptada


O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), foi condenado a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais a um cadeirante gaúcho que fez a prova do Enem 2011 em uma escola sem acesso adequado. O Inep pode recorrer.


Se mantida, a decisão judicial da Justiça Federal do Rio Grande do Sul abre precedentes para que o instituto federal seja responsável por garantir acessibilidade nos locais de prova do exame.


“Esta decisão contra o Inep abre precedente para outras contendas judiciais. Em casos anteriores, a responsabilidade sempre recaía sobre a escola ou sobre a [empresa] organizadora da prova”, afirmou o advogado especialista em direito da pessoa com deficiência Geraldo Nogueira.


O estudante Maurício Zortea, 31, teve de ser carregado para o local de prova, em Passo Fundo (RS), pois o acesso era feito por uma escada. Durante a realização da prova, não conseguiu entrar na cabine do banheiro, que tinha portas mais estreitas que sua cadeira. Durante o processo, Maurício chegou a citar outros locais de prova na cidade com boas condições de acessibilidade para a realização do exame

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“Está claro que o Inep tomou ciência da condição especial do aluno, sem ter providenciado, porém, como lhe cabia, estrutura adequada”, afirmou o juiz federal Andrei Pitten Velloso em sua decisão.


Caráter pedagógico


“O que chama a atenção é que o único argumento da defesa é o atestado de incompetência do órgão. [Dizendo] que por causa do tamanho da prova não poderia ser responsabilizado por isso”, comentou Bruno Zortea, advogado e irmão do candidato.


A decisão foi tomada no último mês de setembro em julgamento a um recurso do Inep contra indenização no valor de dez salários mínimos a que fora condenado em abril de 2013.


De acordo com Bruno Zortea, o objetivo do processo era chamar atenção para o problema e obrigar o Estado a garantir a acessibilidade aos candidatos. No entanto, o advogado não está contente com o valor da indenização, considerado baixo.


“Queríamos que o processo tivesse um caráter mais pedagógico para a União em relação ao respeito dos direitos dos deficientes, mas o valor é insignificante para o instituto”, afirmou Bruno.


Procurada pela reportagem, a Advocacia-Geral da União (AGU) disse que foi notificada da decisão nessa segunda (20) e ainda analisa qual medida será adotada. Caso queira, a AGU tem 15 dias para entrar com recurso.
 

Enem 2014


Para a edição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deste ano, realizada nos dias 8 e 9 de novembro, 76.676 candidatos pediram atendimento especializado no ato da inscrição, segundo informações do Inep.


Desses, 15.115 precisam de uma sala de mais fácil acesso. Outros 4.528 estudantes pediram mesa com cadeira separada e mais 2.697 candidatos querem mesa para cadeira de rodas.





'Não abro mão do meu voto', diz homem com deficiência física ao votar, em RO

Foto de uma urna eletrônica


Pessoas com deficiência deixam as dificuldades de lado e comparcem às suas zonas eleitorais para garantir o voto, neste segundo turno das eleições 2014, em Porto Velho


Em uma escola da Zona Sul da capital, o eleitor Renato Siva Barbosa, de 21 anos, conta que mora ao lado do maior colégio eleitoral da cidade, a Escola Joaquim Vicente Rondon, seu local de votação. 


"É bom saber que temos direito por igual de votar, com acesso fácil às urnas", comemora o rapaz ao votar pela segunda vez.


A aposentada Maria Lúcia Lázaro de Jesus, de 62 anos, fez uma cirurgia no quadril e mesmo em fase de recuperação, utilizando um andador, pediu ao filho que a levasse para votar. 


“É nosso direito escolher quem vai administrar nosso estado e país”, disse Maria, que pede pela criação de uma assembleia popular para a diminuição da quantidade de partidos.


Já Edmilson Silva dos Santos, de 52 anos, tem problemas nas articulações e votou acompanhado da filha. 


“Nunca faltei quando tinha boa saúde, não seria a doença que me faria deixar de comparecer à urna”, disse.


No primeiro e segundo turno, Edmilson teve dificuldades para reconhecimento de sua digital no aparelho biométrico, segundo os mesários, esse problema é decorrente das dificuldades em suas articulações e, devido à idade de muitos eleitores, muitas digitais não são reconhecidas. Nesses casos os eleitores ou um responsável assinam o caderno de votação.


Fonte: G1


Escolas de Pernambuco farão busca ativa de pessoas com deficiência para cursos

Foto de uma sala de aula


Agentes da rede básica de ensino de Pernambuco farão busca ativa de pessoas com deficiência aptas a ingressar em cursos de qualificação profissional oferecidos pelo governo federal na região. 


A ação é uma parceria entre a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR) e da Secretaria Estadual de Educação (SEE).


Com a iniciativa, unidades de ensino de 185 municípios pernambucanos foram convidadas pela Gerência de Políticas de Educação Especial (GEDE-SEE) para realizar matrículas de pessoas com deficiência em cursos realizados por unidades do Sistema S (Senac, Sesc, Senai e Senat) e por institutos federais na região. 


Quem ingressa nos cursos recebe apoio para transporte e alimentação e não perde os benefícios governamentais que recebe.


A ação foi articulada pelo consultor da SDH-PR na região, Roberto Paulo do Vale Tiné, em parceria com a GEDE. A expectativa é que a ação possibilite a entrada de 2,3 mil alunos com deficiência atualmente matriculados na rede estadual de ensino em cursos profissionalizantes.


“O processo de inclusão das pessoas com deficiência em cursos tecnológicos ainda é lento no Estado. A desinformação e a resistência dos familiares em permitir que essas pessoas saiam de casa são desafios que ainda precisamos superar. Essas estratégias buscam mudar essa visão”, explica Tiné.


Oportunidade - A ação é parte do Plano Nacional de Qualificação das Pessoas com Deficiência, que prioriza a entrada de pessoas com esse perfil em cursos técnicos e tecnológicos gratuito.


As instituições que integram o plano são o Senac (Serviço Nacional do Comércio), o Senai (Serviço Nacional da Indústria), o Sesi (Serviço Social da Indústria), o Senat (Serviço Social do Transporte) e institutos federais integram a iniciativa nacional.





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27 de out de 2014

Homem com deficiência tem casa reformada com ajuda de voluntários em Rio Branco, AC

Foto de um voluntário da obra
O jovem André Capistrano, de 20 anos, nasceu com paralisia cerebral, mas mesmo com dificuldade para falar e se locomover nunca desistiu de seus objetivos. 


Ele cursa teologia em Rio Branco (AC) e, há pouco mais de um mês, a reforma na sua casa, interrompida após a morte do pai, vítima de um acidente de trânsito no ano passado, foi retomada graças a um mutirão feito por amigos e vizinhos do jovem.


Precisamente, no dia 18 de agosto a obra recomeçou. O material foi todo de doações e os voluntários se revezam na mão de obra. Aurino Saraiva é pedreiro e conta que todos os dias, depois do trabalho, ainda encontra forças para ajudar na construção da casa.


"Para mim é muito gratificante. Na realidade, eu até me emociono quando falo disso.Trabalho no dia a dia no meu emprego e quando saio de lá estou por aqui. Fico até 10h ou 11h da noite. Já sai daqui meia noite", se emociona.


Já em fase final, André destaca a atitude dos amigos e se diz emocionado com a iniciativa que deu continuidade ao desejo do seu pai. 


"Eu me senti muito especial, muito honrado. Fiquei sem palavras porque foi uma atitude muito bonita do povo da igreja. Não só da igreja, mas de todos os meus amigos da escola", ressalta.


A dona de casa Fátima Capistrano, mãe de André, diz que só acreditou na ação após ver a casa finalizada. "Não acreditava. É uma coisa assim fora de série, nem dá para explicar. Na verdade, agora que a ficha está caindo, porque ela está aí, pronta", diz emocionada.


O pastor Luzivan Aguiar é o que mais se orgulha da iniciativa. Foi ele que teve a ideia de juntar forças para melhorar a qualidade de vida de André e de toda a família dele.


"O André, no ano passado, passou por uma dificuldade muito grande. A família dele perdeu um ente querido, o pai dele foi atropelado em um acidente de trânsito e foi a óbito. Naquele dia, no meio daquela tragédia, conheci a realidade social do André, como ele vivia. E naquele dia mesmo eu falei para ele que não estava só. E disse uma outra coisa, que Deus colocou no meu coração e nós vamos construir uma casa para você habitar dignamente com a sua família", relembra.


Fonte: G1

 

Robô inteligente auxilia no tratamento do autismo e no cuidado de idosos

Foto do robô Nao


Um robô desenvolvido por uma empresa francesa está ajudando no tratamento do autismo e no cuidado de idosos.


O projeto foi uma das inovações apresentadas na Joint Conference on Robotics and Intelligent Systems (JCRIS) 2014 que terminou na útlima quarta-feira (22), na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos. 


Criado com o intuito de contribuir para o bem estar dos seres humanos, o robô Nao - palavra que significa cérebro em chinês - foi lançado em 2007 e pode ser programado para desempenhar diversas funções como ferramenta educativa e interativa para crianças e adultos.


Desenvolvido pela empresa francesa Aldebaran Robotics, Nao tem 57 centímetros de altura e é equipado com câmeras no lugar dos olhos, microfones para responder aos comandos de voz, autofalantes e sensores variados.


 Além disso, ele possui dois processadores e acesso à rede de internet sem fio. O robô é capaz de ler e-mails e respondê-los por meio de uma conversa com o usuário, por exemplo. 


Hoje, já existem no mundo mais de 450 instituições que utilizam o Nao, entre elas a USP São Carlos e a Harvard University.


Matheus Mainardi, da Somai Tecnologia e Educação, empresa que representa a Aldebaran no Brasil, explica que a aplicação do robô para auxiliar em casos de autismo teve início de forma espontânea. 


“Ele foi apresentado em um evento e uma criança autista começou a brincar com ele. Como é um sistema que não possui emoções, a interação fez com que as pessoas que possuem essa disfunção se sentissem mais à vontade para brincar com ele. Assim, depois de alguns estudos, foi constatado que o Nao podia funcionar como um canal direto de comunicação entre um autista e outras pessoas”, declarou. 


Pensando nisso, a empresa francesa lançou em 2013 o Autism Solution for Kids (ASK) para o Nao, dedicado às necessidades especiais para o ensino dessas pessoas.


Mainardi explicou que o fato de permitir programação específica para realizar funções diferentes faz o robô ter possibilidades infinitas de aplicação. 


“Estamos apenas no começo. Ele é capaz de mostrar na prática algumas coisas que aprendemos apenas em teoria. Campos como a robótica, a matemática, a ciência da computação e a engenharia são muito melhor trabalhados por meio desse equipamento. Mesmo se contarmos apenas com as funções já conhecidas do Nao, as aplicações são infinitas. Imagine então quando mais pessoas passarem a programar seus próprios códigos e fazer suas próprias demandas ao robô”, pontuou.


Próxima etapa


A Aldebaran já prepara outra versão do Nao, o “irmão mais velho” dele, Romeo. A nova versão está em desenvolvimento desde 2009, mas já foi apresentada. Dessa vez, o alvo foi a população idosa, que poderá contar com a ajuda do robô. 


Ele tem 1,40 metro e pode ajudar pessoas que perderam sua autonomia auxiliando em atividades como abrir portas, subir escadas e até buscar objetos.
 

Aplicações e uso


No caso da RoboCup de futebol, que aconteceu durante a JCRIS, um time de Naos foi programado para desempenhar funções em campo como goleiro, zagueiro ou atacante. 


Assim como nos jogos entre humanos, os robôs eram vítimas de faltas e empurrões, sendo jogados no chão pelos outros em alguns momentos. 


Mesmo assim, sem nenhum tipo de intervenção humana, o robô se levanta sozinho com o apoio das mãos e volta à partida como se nada tivesse acontecido.


Em 2012, o G1  mostrou um sistema desenvolvido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos, que fazia com que Nao reproduzisse gestos realizados por humanos. 


A pesquisa tinha como objetivo auxiliar pacientes em fisioterapia, além de promover a interação com crianças do ensino fundamental.


O humanóide, termo atribuído aos robôs que se assemelham a humanos, pode ser adquirido apenas por empresas ligadas ao ramo da educação ou, em alguns casos, de tratamento de determinadas condições como o autismo. 


As instituições interessadas em adquirir o Nao devem enviar uma inscrição ao Somai, que vai avaliar e aprovar o pedido caso se encaixe nas categorias requisitadas.


No entanto, Mainardi explica que logo o sistema deve estar aberto ao público. “Ele ainda pode ser considerado um protótipo, mesmo com tantas funções, já que ainda existem muitas outras a serem descobertas. Ele ainda está sendo testado, de certa forma. Quando for julgado que está pronto para atender ao público da melhor forma possível, com certeza deve ser comercializado abertamente”, afirmou.


Fonte: G1