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31 de out. de 2016

Argentina tem primeira professora de pré-escola com síndrome de Down



Com os olhos arregalados, as crianças ouvem a história contada por Noelia Garella. Nenhum deles sabe que têm diante de si a primeira professora de pré-escola com síndrome de Down na Argentina, e uma das poucas no mundo.


Crianças de dois e três anos cercam "Noe", como Noelia é chamada na pré-escola Jermonito, e a obedecem quando ela pede que se sentem para ouvir uma história. Minutos depois, todos a imitam quando ela abre a boca como "um tubarão".


"Adoro isto. Desde pequena sempre sonhei em ser professora porque eu gosto de crianças", contou à AFP Noelia, que em 2007 se formou professora pré-escolar na cidade de Córdoba e em 2012 começou a exercer a profissão, responsável pelo programa de estímulo precoce à leitura na escola Capullitos.


"Rapidamente nós percebemos que ela tinha muita vocação e que dava o que as crianças do maternal mais precisam, que é o amor", lembra Alejandra Senestrari, ex-diretora de Capullitos.


Noelia ainda se lembra dos episódios de discriminação que sofreu quando era criança, mas hoje, com 31 anos de idade e quatro de docência em Córdoba, conta com orgulho a sua experiência de inclusão.


"Com as crianças sempre me sinto bem, seus pais me adoram e as outras professoras e as diretoras que tive são maravilhosas", afirma.


Desde janeiro, junto com outra professora, está encarregada da turma de primeiro ano no Jardim Maternal Jeromito.


"Neste ano tenho uma criança com síndrome de Down" na turma, diz entusiasmada ao lado da sua mãe, Mercedes Cabrera, funcionária pública aposentada. 


"Ah, como é bonito quando nasce alguém como eu."


'MONSTRO FELIZ'


Com um grande sorriso, Noelia conta um episódio de quando era criança, que sua mãe recorda com os olhos cheios d'água: o dia em que a diretora de um jardim de infância disse aos seus pais que ali não estudavam "monstros".


"Essa professora, para mim, é como a história que eu leio para as crianças: um monstro triste, que não entende nada e se equivoca, enquanto eu, por outro lado, sou um monstro feliz", afirma.


Delfor Garella, o pai de Noelia, lembra de outro episódio de discriminação. 


"Quando nasceu a Noe, nossa primeira filha, o médico me disse: 'Tenho que lhe dar uma má notícia'. Eu imediatamente perguntei se o bebê tinha morrido, e ele me respondeu: 'não senhor, mas é Down'", conta este engenheiro civil também aposentado.


Fora do trabalho, Noelia adora dançar, "principalmente bachata e reguetón". Segundo sua família, ela é a mais sociável do clã.


"A Noe é a que mais sai, sempre tem um plano com amigos", conta sua irmã.


AUTOESTIMA, O ANTÍDOTO


Duas das características mais evidentes de Noelia são a autoestima e o otimismo, à prova de qualquer preconceito.


Foi assim que ela conquistou a empatia dos seus colegas.


"De maneira nenhuma foram empecilhos", explica Senestrari, hoje supervisora de professoras da pré-escola municipal em Córdoba.


O que houve foi uma consideração docente "a partir de um lugar de responsabilidade" de que alguém com síndrome de Down não podia estar a cargo de alunos.


Mas essas dúvidas alimentaram um debate que terminou com uma reflexão da comunidade de pais, professores e inclusive do prefeito, que concluíram que o trabalho de Noelia podia ser dignificante.


Assim, lhe foi dada a oportunidade de exercer como professora de matérias especiais, como as oficinas de leitura precoce.


"Com o tempo, essas pessoas (que eram resistentes) concordaram com a iniciativa de adicionar a Noe como docente", disse Senestrari.


Susana Zerdan, diretora de Jermonito, afirma que "tem sido uma experiência única na equipe. A integração e a naturalidade com que as crianças a recebem já é para nós uma lição de vida".



"Nos disseram que ia haver uma professora com síndrome de Down e que não nos assustássemos, mas para mim pareceu normal, e a ideia de que possa compartilhar com as crianças me pareceu muito boa", disse Ariel Artino, pai de um dos alunos.

 
"O que eu quero é que leiam, que escutem, porque na sociedade é preciso escutar", ressalta Noelia, que no âmbito pessoal sonha em formar una família, conta, sem conseguir conter sua alegria porque está "conhecendo alguém" que lhe deixa com borboletas no estômago.







29 de out. de 2016

Epidemia de sífilis no Brasil,Como se proteger?

 
Três em cada cinco ocorrências (62,1%) estavam no Sudeste e a transmissão de gestantes para bebês é atualmente o principal problema.
 
A situação foi qualificada como "epidemia" somente agora, mas vem se desenvolvendo há mais tempo.
 
Em 2015, por exemplo, no país todo, foram notificados 65,878 casos. A maioria desses ocorreu na região Sudeste (56,2%) e afetou pessoas na faixa etária dos 20 aos 39 anos (55%), que se auto-declaram da raça branca (40,1%).
 
Não há dados majoritários sobre o nível de escolaridade, pois em 36,8% dos casos reportados essa informação não foi preenchida.
 
Em 2010, a incidência da doença em homens era maior - cerca de 1,8 casos para cada caso entre mulheres. Essa média caiu para 1,5 homem/mulher em 2015. Ou seja, as mulheres são o grupo cuja vulnerabilidade vem aumentando.
 
Os casos de sífilis congênita, de transmissão da mãe grávida para o bebê, também cresceram expressivamente.
 
No ano passado, a cada 1000 bebês nascidos, 6,5 eram portadores de sífilis. Somente cinco anos antes, em 2010, esse número era de 2,4 bebês em cada mil nascimentos. Ou seja, a incidência da sífilis congênita praticamente triplicou em meia década.
 
A BBC Brasil conversou por email com a médica colaboradora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Nemora Barcellos, para entender a doença e a epidemia atual. 
 
Leia abaixo os principais pontos da conversa:
 
BBC Brasil - O que é sífilis?
Nemora Barcellos - Sífilis é uma doença infecciosa sistêmica, crônica. Ela se manifesta em diferentes estágios. Sem tratamento, apresenta evolução em fases: inicialmente com feridas na pele, pode evoluir para complicações que levam ao óbito, podendo afetar o sistema cárdio-vascular e neurológico. A causadora da doença é a Treponema pallidum, uma bactéria espiralada altamente patogênica. A sífilis é uma infecção muito antiga e recebeu inúmeras denominações ao longo dos séculos.
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BBC Brasil - Quais são as formas de transmissão?
Dra Barcellos A principal forma de transmissão é o contato sexual. A gestante também, por via hematogênica (pelo sangue), transmite para o feto a bactéria em qualquer fase da gravidez ou em qualquer estágio da doença. A transmissão via transfusão de sangue pode ocorrer, mas atualmente é muito rara, em função do controle do sangue doado.
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BBC Brasil - Quais as formas de prevenção?
Dra Barcellos - A principal forma de prevenção é o uso de preservativos no ato sexual. O tratamento correto e completo também é considerado uma forma eficaz de controle, pois interrompe a cadeia de transmissão. O tratamento de ambos os parceiros é muito importante na prevenção para impedir que ocorra a re-infecção, garantindo que o ciclo seja interrompido.
Em relação à sífilis na gestante e à sífilis congênita, é importante o diagnóstico precoce. É necessário testar todas as mulheres que manifestarem o desejo de engravidar. 
Um pré-natal qualificado pressupõe como rotina exames para o diagnóstico da sífilis no primeiro trimestre, de preferência já na primeira consulta.
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BBC Brasil - As pessoas devem estar atentas a quais sintomas para suspeitar da doença? E como devem reagir nesse caso?
Dra Barcellos O primeiro sintoma, o cancro duro, no homem é mais visível. O problema maior é seu desaparecimento espontâneo dando a impressão de que a cura ocorreu sem tratamento. Nas mulheres, por questões anatômicas, não é raro o cancro duro inicial passar desapercebido. O histórico de prática sexual sem uso de preservativos deve ser investigado com seriedade em consultas, seja na atenção básica, seja com especialistas da área de ginecologia ou urologia. A existência de testes rápidos para sífilis facilita muito a investigação.
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BBC Brasil - Quais as principais causas da atual epidemia de sífilis?
Dra Barcellos - O esgotamento do impacto das campanhas de uso de preservativos e da sua ampla disponibilização parece ser um dos fatores do recrudescimento dos casos de sífilis. Por outro lado, a implicação do desabastecimento de penicilina afeta a evolução individual da doença e a possibilidade de cura. A ideia é que muitos fatores estão implicados no presente crescimento dos casos. Corroborando essa ideia vale ressaltar que o crescimento da epidemia se iniciou antes de se tornar visível e importante a falta do medicamento.
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BBC Brasil - Por que a sífilis congênita é o maior problema agora?
Dra Barcellos - A sífilis congênita, passada de mãe para filho, dependendo da intensidade da carga bacteriana, pode resultar em aborto, natimorto ou óbito neonatal. A doença também pode ficar disfarçada e causar o nascimento prematuro de bebês com baixo peso, com outros sintomas como coriza mista de sangue e ranho, sinais e sintomas ósseos, inchaço do fígado e do baço, pneumonia, edemas, fissuras nos orifícios, entre outros males, que podem resultar na morte da criança. Mas o tratamento, quando adequado e precoce, oferece uma excelente resposta.
Os casos de sífilis congênita representam um indicador perverso das lacunas ainda existentes no sistema de saúde vigente, incapaz de identificar mulheres mais vulneráveis e oferecer-lhes acesso e qualidade no cuidado pré-natal.
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BBC Brasil - Como a doença se desenvolve?
Dra Barcellos - Na população em geral, a sífilis apresenta diferentes formas de manifestação, de acordo com o período de evolução da doença:
1) Sífilis Adquirida Recente:
Sífilis primária - apresenta lesão genital inicial denominada cancro duro, uma espécie de ferida rígida, com inflamação periférica, que costuma desaparecer espontaneamente em cerca de 4 semanas. O período de incubação médio é de 21 dias;
Sífilis secundária - manifestações da disseminação da bactéria no organismo, o que ocorre após 4 a 8 semanas do desaparecimento da primeira ferida. Aparecem então lesões de cor rosada eruptiva, parecidas com o sarampo, mas que não coçam. Essa é a manifestação mais precoce da sífilis secundária. Outras lesões podem surgir posteriormente, como manchas e feridas nas palmas das mãos e dos pés, na boca, inchaço dos nódulos linfáticos e glândulas, queda de cabelo em formato de "clareira" e condilomas planos; que são erupções na região genital-anal.
A Sífilis Latente Precoce é silenciosa, não apresenta manifestações clínicas e só a sorologia pode dar o diagnóstico.
 
2) Sífilis Adquirida Tardia:
 
A Sífilis Adquirida Tardia inclui a Sífilis Latente Tardia e ocorre se os portadores da infecção não foram foram adequadamente tratados ou diagnosticados. 
O período que a doença permanece no organismo sem se manifestar é variável.
As formas de apresentação desta fase da doença, também conhecida como Sífilis Terciária, ocorrem em períodos que vão de 2 a 40 anos e são:
Sífilis tardia cutânea - lesões na pele em forma de gomos e nódulos altamente destrutivas; Sífilis óssea; Sífilis cardiovascular - aortite sifilítica, principalmente, determinando insuficiência cardíaca; Sífilis do sistema nervoso.
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BBC Brasil - Como é o tratamento?
Dra Barcellos - A penicilina G é a droga preferencial para o tratamento da sífilis em todos os estágios da doença. O tipo do antibiótico (benzatina ou cristalina), a via (se por soro ou injeção) e a dosagem dependem das manifestações clínicas e da presença ou não de co-infecção pelo HIV, vírus da Aids. 
A sífilis terciária necessita um período maior de tratamento. A efetividade da penicilina no tratamento da sífilis está muito bem estabelecida e baseada na experiência clínica de muitas décadas, em estudos observacionais e em ensaios clínicos.
Os casos de sífilis congênita devem ser tratados com penicilina G cristalina e o acompanhamento da criança também está condicionado à adequação do tratamento da mãe. Portadores de alergia à penicilina podem se beneficiar de dessensibilização controlado. 
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BBC Brasil - A falta de penicilina foi um fator preponderante?

Dra BarcellosO desabastecimento de penicilina, embora mais sentido no Brasil, em função do aumento do número de casos e da maior necessidade de medicamentos, não é uma exclusividade brasileira. Ele foi também sentido nos Estados Unidos e Canadá. A gravidade é que o quadro de desabastecimento não parece representar um problema pontual ou temporário.
A penicilina benzatina é um produto barato, para populações na maioria das vezes marginalizadas e que provavelmente confere um lucro baixo aos fabricantes. 
O desinteresse das empresas farmacêuticas na produção dessa substância se alinha ao desinteresse na produção de pesquisa e de novas drogas para outras doenças, também características de países em desenvolvimento, conhecidas como doenças negligenciadas, na sua maioria infecciosas.
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BBC Brasil - Como é a situação da indústria farmacêutica no Brasil?
Dra Barcellos - No Brasil, a indústria farmacêutica não realiza a síntese das substâncias, ela adquire o princípio ativo e faz o produto final, dependendo, para tanto, de fornecedores internacionais como a Índia e a China. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Eurofarma, e outras três empresas possuem o registro para produzir a penicilina benzatina.
Aparentemente, o que ocorreu foi uma redução de fornecedores mundiais da penicilina nos últimos anos e a necessidade de buscar outras opções. O Ministério da Saúde tem se manifestado explicando que o problema é resultado da escassez mundial no suprimento de matéria-prima acrescido de problemas pontuais da qualidade da penicilina produzida.
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BBC Brasil - Você acredita que poderia ter ocorrido uma asfixia intencional da oferta de penicilina por parte das farmacêuticas para elevar o preço?
Dra Barcellos - Creio que os motivos são múltiplos e esse seria um deles a compor com as questões que já mencionei.
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Fonte:BBB Brasil
 
 
 

26 de out. de 2016

TV Cultura e MultiCultura Educação irão transmitir o Teleton



A TV Cultura e o canal MultiCultura Educação, que pertencem à Fundação Padre Anchieta, irão apoiar a 19ª edição do Teleton, que acontece nos dias 04/11 e 05/11, no SBT.  


A transmissão será ao vivo, na sexta-feira à noite, no sábado de manhã e durante o encerramento. O evento também será exibido (na íntegra) pelo canal de multiprogramação MultiCultura Educação (6.3), e pelo Youtube.


A TV Cultura liberou Adriana Couto, do Metrópolis, e Aldo Quiroga, do Jornal da Cultura Primeira Edição, que participarão do Teleton na sexta-feira à noite. No sábado de manhã, quem marca presença é a turma do Quintal da Cultura.


Com o tema Igualdade, o Teleton, maior plataforma de arrecadação de recursos da televisão brasileira, trabalha o conceito somos todos iguais, somos todos Teleton, para ajudar a sensibilizar o público e atingir a meta de R$ 27 milhões.


O tema visa destacar que todos têm sonhos e objetivos semelhantes, independente das diferenças. Além de promover a reflexão, ressaltando que a ajuda de cada um é muito importante, já que o Teleton é um dos principais meios de captação de recursos para a AACD


Neste ano, a criança símbolo será o paciente Samuel Silva, de 11 anos, que teve os dois braços amputados em um acidente com fios de alta tensão enquanto empinava pipa e está na AACD há um ano e meio. 


Samuel passou pela reabilitação física tendo um tratamento bem sucedido e, atualmente, já realiza tarefas com autonomia, além de praticar natação e capoeira pela AACD Esportes


“A nossa intenção é entrar nas casas dos telespectadores brasileiros, conseguindo mostrar as diversas histórias de superação que nos encantam diariamente pelos corredores da AACD, evidenciando que elas só são possíveis com a colaboração de todos por meio de doações” – afirma Angelo Franzão, superintendente de Captação de Recursos e Marketing. 


Doações:



Por telefone

  • 0500 12345 05 para doar R$ 5 
  • 0500 12345 15 para doar R$ 15
  • 0500 12345 30 para doar R$ 30
  • 0800 776 2016 qualquer valor acima de R$ 30

Por SMS: Envie uma mensagem de texto para 28127 com a letra T

 
Pelo site: www.teleton.org.br


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25 de out. de 2016

Santo André recebe feira de emprego para pessoas com deficiência



Nos últimos, anos a crise econômica vem afetando o desempenho das empresas e, como consequência, a geração de emprego. 


A dificuldade para encontrar oportunidade de trabalho se dá em todas as faixas etárias, jovens e adultos, incluindo os estudantes e as pessoas com deficiência.


Cerca de 24% da população brasileira é composta por pessoas que possuem algum tipo de deficiência e, segundo o último Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem 45 milhões de PCDs (Pessoas com Deficiência). 


Com o objetivo de ajudar a inserí-las no mercado de trabalho, o Atrium Shopping, de Santo André, recebe o Projeto Oportunidades Especiais, que oferece vagas específicas a esse público.




O evento acontece até o dia 5 de novembro, das 10h às 22h, sendo no domingo das 14h às 20h, no Espaço Oportunidades Especiais, no Piso 1 do complexo de compras.


Segundo o coordenador do projeto, Fabiano Medeiros, o local terá um estande adaptado para todos os tipos de deficiência, com atendimento para surdos, realizado por intérprete de Libras, piso tátil e material de divulgação em versão Braile para cegos, além de rampas e balcões para cadeirantes. 


As pessoas interessadas devem estar com um currículo em mãos para fazer o cadastro no local. Após isso, as informações vão para o banco de dados e, quando o evento terminar, todos os currículos serão enviados para as empresas que estão apoiando esse projeto. As contratações serão feitas por elas mesmos”, explica.


Na edição do Grande ABC, o evento nacional reúne empresas como:

  • McDonald’s; 
  • General Motors;
  • TIM;
  • Ambev;
  • Supergasbras;
  • Grupo GPA (Casas Bahia, Ponto Frio, Pão de Açúcar e Extra).


Medeiros diz que não é possível levantar o número de postos. As oportunidades, no entanto, são para diferentes níveis de formação, o que inclui os ensinos Médio, Técnico e Superior.


A importância do projeto está nessa aproximação, fazemos a ponte entre as empresas e as pessoas. O objetivo é promover esse contato e facilitar a empregabilidade dessas pessoas. Antes, as empresas não conseguiam ou não sabiam como se comunicar com a pessoa com deficiência e recrutá-la”, explica o coordenador do projeto.


A gerente geral do Atrium Shopping, Vanessa Nery, afirma que é importante apoiar o evento e divulgá-lo. 


Nosso objetivo é sempre apoiar o mercado de trabalho e o aprimoramento do profissional. Com esse projeto, afirmamos que é fundamental a conscientização dos empresários, até porque é necessário ampliar a visão das empresas”, afirma.


Os interessados que não conseguirem ir até o local ou que quiserem obter mais informações relacionadas a trabalho e cursos voltados a PCDs podem acessar o site www.oportunidadesespeciais.com.br






 

21 de out. de 2016

Senai fecha parceria para capacitação em libras a funcionários



O Senai fechou uma parceria com a MARS, empresa de alimentos, para lançar um curso de capacitação em libras para seus funcionários, com o objetivo de contribuir para um ambiente acolhedor aos recém-contratados com deficiência auditiva.


Com cerca de 70 pessoas, a turma se formou no curso, realizado na unidade da MARS em Mogi Mirim (SP). 


Profissionais de áreas como Segurança, Manufatura, Recepção e Pessoas & Organização/RH  aprenderam a utilizar desde os sinais mais básicos, como cumprimentos e indicação de lugares, até os específicos, como os termos mais usados na rotina da profissão. 


O curso tem duração total de 40 horas. A proposta é estender o curso às demais unidades da MARS pelo Brasil.






18 de out. de 2016

Feira do Livro de Porto Alegre terá Estação da Acessibilidade



Na próxima semana, começa a 62ª Feira do Livro de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que mais uma vez terá a Estação da Acessibilidade, um espaço dedicado a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.


Neste ano, o evento conta com área total de 10 mil m², sendo 6 mil m² de área coberta. 


São 93 bancas de venda de livros na Área Geral, 12 na Área Infantil e 6 na Área Internacional – movida para o interior do primeiro andar do Memorial do Rio Grande do Sul, a fim de aproveitar as estruturas permanentes existentes na Praça da Alfândega. 


O prédio histórico acolhe também alguns espaços da Área Infantil, como a Biblioteca Moacyr Scliar e a Bebeteca.


Outro espaço que merece destaque, a Estação da Acessibilidade vai receber uma programação especial, com serviços:


  • Passeios guiados para surdocegos e para pessoas com deficiência visual;
  •  Tradução em Libras; 
  • Guia com a programação da feira em braile; 
  • Empréstimo de cadeiras de rodas para pessoas com mobilidade reduzida.


A 62ª Feira do Livro de Porto Alegre acontece de 28/10 a 15/11, e é uma realização da Câmara Rio-Grandense do Livro em parceria com Ministério da Cultura e Secretaria de Estado da Cultura.


 

Fonte: Revista Incluir


 

Alunos de Engenharia criam aparelho interativo para pessoas com deficiência



Alunos de Engenharia Eletrônica do Instituto Mauá de Tecnologia criaram um sistema interativo para pessoas com deficiência, locomoção limitada e dificuldade em se comunicar poderem ter autonomia para realizar tarefas simples do dia a dia, como acender e apagar luzes, chamar outra pessoa e expressar suas vontades e reações.


Chamado de Eye Control, o produto é composto por uma câmera acoplada a um óculos que, pela leitura dos movimentos dos olhos, movimenta o cursor do software conectado possibilitando acionar os botões com as ações definidas.


A idealização do Eye Control teve como objetivo principal melhorar a integração social das pessoas com deficiência com um custo acessível, de R$ 950, incluindo o óculos, software e auxílio de profissionais para adaptação.


O projeto foi idealizado para Trabalho de Conclusão de Curso dos alunos Ariadne Fernandes e Lucas Bordonal, e será apresentado na Eureka 2016, evento anual onde os alunos do último ano de todos os cursos da Mauá apresentam seus trabalhos. 


A Eureka será aberta ao público e será realizada entre os dias 27/10 e 29/10, das 14h às 20h, no campus de São Caetano do Sul do IMT.


 
 
 
 

11 de out. de 2016

Lojas do Rio terão de adaptar provadores para pessoas com deficiência





Lojas de roupa do Rio de Janeiro serão obrigadas a instalar novos ou adaptar seus provadores para torná-los acessíveis a pessoas com necessidades especiais e mobilidade reduzida


A determinação está na Lei 7.443/16, sancionada pelo governador em exercício, Francisco Dornelles, e publicada em (10/10/16) no Diário Oficial do estado.


De acordo com a lei, os estabelecimentos terão 120 dias para se adequar à medida. As lojas que forem inauguradas a partir de agora também devem respeitar a obrigação. 


Quem descumprir a lei estará sujeito à multa e outras penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor. Os detalhes serão regulamentados por meio de decreto.


O deputado estadual Luiz Martins (PDT), autor do projeto que deu origem à lei, disse que a inclusão das pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida tem que abranger todos os aspectos da rotina dos cidadãos. 


“Comprar roupas e sapatos é um hábito comum, mas para essas pessoas pode se tornar extremamente difícil e constrangedor por falta de espaços adaptados nos provadores.”