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12 de ago. de 2016

Segunda Exposição de Osmar Santos em prol da Campanha #AdoteUmPetComDeficiencia





No período de 15/08 a 21/08, o Piola será a sede da segunda exposição das Obras de Osmar Santos, cuja verba será revertida para a ONG APASFA, que mantém a Campanha #AdoteUmPetComDeficiencia


O Piola Jardins, esta localizado na Alameda Lorena, 1765, em São Paulo.


Engajada na defesa animal há mais de 10 anos, Vanessa Mesquita, madrinha do #AdoteUmPetComDeficiência, além de receber o artista Osmar Santos no dia 23, que expõem suas obras no Piola em prol da Campanha, vai apresentar a linha de acessórios #EuAjudei, que também tem a verba revertida para ajudar os Pets.


"Adotar um pet com deficiência é acreditar em dias melhores, em humanos melhores, estou de corpo e alma nessa luta, o amor supera qualquer deficiência", declara.


O objetivo da campanha, idealizada por Livia Clozel, e junto com os Defensores de Animais, Luiz Scalea e Giuliana Stafanini, do Proteção Animal, é uma só: criar um evento especialmente para Pets com Deficiência e Especiais, gerando a oportunidade única de unir outras ONGs e protetores e promover a adoção de seus Pets, uma vez que eles tem o menor indice de obterem um lar.


Todos os Pets para adoção devem ser cadastrados, vacinados e vermifugados. Após isso, entram para a seleção dos que vão participar de cada evento.


O intuito é quebrar preconceitos, conscientizar e promover a adoção consciente, gerando conhecimento sobre o assunto e criando um elo entre as pessoas que desejam ter um companheiro de quatro patas que estão esperando por uma família.


Neste caso, o índice de adoção é minimo. A maioria dos Pets com deficiência participam de inúmeros eventos durante e acabam não sendo adotados, desta forma, acabam passando toda a vida, ou até a morte, no respectivo abrigo.


Em um evento de adoção convencional, 90% dos filhotes são adotados. Esta realidade é inversa e chega ao indice de +90% de não adoção aos Deficientes e Especiais.


São considerados Pets com Deficiência todos aqueles que apresentam problemas motores, mentais, renais, amputados, paraplégicos, cegos, que tomam medicações constantes, necessitam de tratamento periódico etc.


Os Pets Especiais são os de cor preta, a partir de 6 meses à idosos, que por sua vez que têm menor índice de adoção.


A  Campanha prova que um pet com deficiência tem uma vida normal: muitos deles não precisam sequer de acompanhamento médico por conta da deficiência, e todos são grandes companhias! 


Sem contar que, na verdade, o preconceito é que é uma deficiência e impede a adoção absoluta de qualquer tipo de animal!




Fonte: Revista Incluir


19 de abr. de 2016

‘Não tem diferença’, diz mulher que cuida de cães com deficiência no AP




O preconceito na adoção de animais com alguma deficiência ainda é um desafio para as ONGs de proteção aos animais no Amapá. 


Os cuidados e os gastos quase sempre são usados como desculpa por quem se recusa a adotar um cachorro sem patas, cego ou surdo. 


Mas para a dentista e professora Ana Cristina da Silva, de 42 anos, isso está longe de ser um problema.


Ela adotou os vira-latas ‘Boby’ e ‘Gigante’, ambos com amputações de patas. 


As histórias dos dois cães envolvem maus tratos, lembranças que a dentista faz questão de deixar para trás.


“Cachorro vira-lata ninguém quer. Se for deficiente, menos ainda. Para mim, não tem diferença entre cães com e sem deficiências. As pessoas abandonam os idosos, os deficientes; ocupam vagas de idoso, de deficiente na rua. Se elas são capazes de fazer isso com o ser humano, imagina com os animais”, lamenta Ana Cristina.


Ana conta que conheceu a história de Boby pela internet em 2013 e o adotou após ele ter sido levado diversas vezes para feirinhas de adoção em Macapá e não ter sido escolhido. Ele sofreu um acidente de trânsito e fraturou as duas patas traseiras.


A antiga dona pediu ajuda a uma ONG e ele passou por cirurgia. Mas dias depois a família quis doá-lo por conta da recuperação. Com a falta de cuidados, ele precisou ter as duas patas amputadas.


No caso do Gigante, além de não ter a pata direita da frente, ele é um cachorro idoso. 


O cão foi adotado em fevereiro e ainda está em período de adaptação com os outros animais da casa, conta Ana Cristina.


“Encontraram o Gigante na rua, todo magro, com a pata quebrada. Os voluntários da ONG levaram ele, fizeram o tratamento e o Gigante foi para o abrigo. Só que as pessoas não gostam de adotar cachorro idoso. Ele ainda está em fase de adaptação. O Boby, como é muito territorialista, ainda não se dá bem com ele”, diz.


Mesmo trabalhando nos três turnos, a dentista afirma que adotar os cachorros e cuidar deles é como uma terapia.


“Ter um cachorro é uma terapia. Tanto para mim quanto para eles. A gente não gasta muito. O que eu gasto com eles é pouco perto da felicidade que eles me passam. É difícil eu ver um ser humano que me olha como eles me olham”, concluiu Ana Cristina.


Além de Boby e Gigante, a dentista também cuida da vira-lata Preta, do rottweiler Preto, e de uma gata chamada Branquinha.

Fontes: G1 / Vida Mais Livre
  

21 de mar. de 2016

Cresce no país o número de adoções de crianças com deficiência

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O número de crianças adotadas com algum tipo de doença ou deficiência tem aumentado no país. 
 
 
Dados da Corregedoria Nacional de Justiça mostram que, em 2015, houve 143 adoções de crianças e adolescentes com alguma limitação ou enfermidade – um aumento de 49% em relação a 2013.
 
 
Entre os adotados estão 15 crianças com deficiência física, 15 com deficiência mental, 19 com o vírus HIV e 94 com alguma outra doença detectada. Os dados são referentes às uniões feitas por meio do Cadastro Nacional de Adoção.
 
 
Uma nova lei, que foi criada em fevereiro de 2014 e acaba de completar dois anos, pode ter ajudado a aumentar o número de adoções. 
 
 
A lei 12.955 prioriza os processos de adoção de crianças deficientes ou doentes crônicas ao estabelecer uma celeridade no trâmite das ações. Já em 2014, com a nova legislação, foi registrado um aumento: 148 adoções.
 
 
Para a corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, no entanto, “o papel da legislação é subsidiário”. 
 
 
“Essa lei funciona mais como um desdobramento de outros regulamentos que já asseguravam direitos a essas pessoas. Considero a mudança de perfil da sociedade como muito mais relevante. Vejo as pessoas mais abertas e misericordiosas, dispostas a ajudar e amar uma criança ou um jovem numa situação de desamparo aguda, que demanda uma dedicação ainda maior do que aquela necessária em um caso de adoção tradicional”, afirma.
 
Segundo ela, o papel das entidades religiosas e outras organizações da sociedade civil, como os grupos de apoio, também tem sido fundamental.
 
 
Apesar do aumento nos últimos dois anos, os números ainda são irrisórios frente à realidade dos abrigos. 
 
 
Há hoje 6.353 crianças e adolescentes no Cadastro Nacional de Adoção, sendo que 1.225 (ou seja, quase 20%) possuem alguma doença ou deficiência.
 
 
O mais preocupante que isso é o percentual de pretendentes dispostos a adotar uma criança com essas condições.
 
 
Dados do cadastro mostram que 70% não aceitam crianças e adolescentes com doenças ou deficiências. E, da parcela que aceita, a maioria só permite doenças que sejam tratáveis ou de menor gravidade.
 
 
Apenas 3%, por exemplo, se colocam como futuros pais de uma criança com HIV, 5% de uma criança com deficiência física e 3% de uma criança com deficiência mental.
 
 

"Presente"

 
 
A funcionária pública Carmen Rute Fonseca, de 53 anos, está entre as exceções. Ela adotou um menino, hoje com 5 anos, que tem deficiência visual e paralisia em um dos lados do corpo.
 
 
Desde o início, Carmen não fez restrições quanto a problemas de saúde. Como trabalha, ela só deixou claro que não podia ficar em casa o tempo todo se a enfermidade assim exigisse. 
 
 
“Sou solteira e sempre tive vontade de ter filhos. Minha família é grande. Então comecei a assistir às palestras e fui ao fórum preencher a ficha. No começo eu queria uma menina, mas depois pensei que, se eu tivesse um filho, não ia escolher, então não fiz nenhuma exigência.”
 
 
Ela conheceu Francisco no abrigo há dois anos e foi informada das suas limitações. A aproximação foi feita aos poucos. Após três meses, Carmen foi questionada se já havia se decidido. Ela não titubeou. Dias depois, os dois já estavam em casa. 
 
 
O garoto tem uma rotina rígida de medicamentos e visitas a médicos – o que ele tira de letra. 
 
 
“Ele é ótimo. Ele mesmo fala: ‘mãe, você esqueceu de aplicar a injeção [que ele toma por causa da tireoide todas às noites]’. É uma figura. Um presente de Deus.”
 
Carmen diz que o filho é “super comunicativo” e cativa a todos. “Na escola, sempre tem um coleguinha que o ajuda sem ele nem pedir. Já pega a bolsa e sai levando. Com as crianças, não tem essa de preconceito.
 
 
Francisco faz acompanhamento na AACD e também na Laramara Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, em São Paulo. 
 
 
Criada há 25 anos, a entidade oferece atendimento gratuito e conta com uma equipe interdisciplinar composta por cerca de 40 profissionais.
 
 
A assistente social da Laramara Vera Pereira diz que a dedicação dos pais adotivos impressiona. “É um amor incondicional e compreensível: a adoção é decidida e vivida por muito mais que nove meses [de gestação].”
 
 
Para ela, os pais de crianças com deficiência deviam ter mais apoio. “É uma luta grande em busca de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, atendimentos com médicos especializados. A criança comprometida requer muito mais cuidados e o custo é excessivo”, afirma.
 
 
A corregedora Nancy Andrighi concorda. “Acredito que as autoridades governamentais podiam fazer mais do que apenas garantir prioridade nos processos, como estudar a concessão de incentivos concretos aos pretendentes que adotarem uma criança doente ou deficiente. Por exemplo, o Estado podia subsidiar as medicações essenciais ou os tratamentos das crianças doentes, ou custear parte dos gastos com a educação dos deficientes ou, pelo menos, assegurar algum abatimento adicional no Imposto de Renda”, diz.
 
 

Como adotar

 

Para adotar uma criança, é preciso ter no mínimo 18 anos. Não importa o estado civil, mas é necessária uma diferença de 16 anos entre quem deseja adotar e a criança acolhida.
 
 
O primeiro passo é ir à Vara da Infância mais próxima e se inscrever como candidato. 
 
 
Além de RG e comprovante de residência, outros documentos são necessários para dar continuidade no processo. É preciso fazer uma petição e um curso de preparação psicossocial.
 
 
São realizadas, então, entrevistas com uma equipe técnica formada por psicólogos e assistentes sociais e visitas. Após entrar na fila de adoção, é necessário aguardar uma criança com o perfil desejado.
 
 
Cartilhas e grupos de apoio podem ser consultados para esclarecer dúvidas e saber um pouco mais sobre o ato. O passo-a-passo pode ser verificado no site do CNJ.
 
 
 
 
 
 

7 de jan. de 2016

A emocionante amizade entre uma menina amputada e sua gatinha adotada de 3 patas

Scarlette e sua gatinha interagem com um brinquedo

A amizade é um bem tão valioso que é capaz de fazer com que a gente supere os momentos mais difíceis da vida. 


A garotinha Scarlette Tipton, de 2 anos de idade, tem um dos braços amputados e arrumou uma amiga inseparável que compartilha com ela a mesma característica: uma gata com menos uma pata.


Quando tinha apenas 10 meses, a menina teve câncer e precisou remover o membro do corpo. Já a gata dormia debaixo de um carro quando, por um acidente, perdeu a pata direita. 


Vivendo na Califórnia, EUA, a família então foi até um abrigo em busca do mascote que havia visto na TV e assim encontrou a parceria perfeita para Scarlette.


Desde o Natal de 2015, a dupla tem compartilhado bons momentos e criado laços. 


A mãe da garota, Simone Tipton, disse que queria achar uma companheira para a filha e que ela reconhece os esforços da gata para conviver com sua deficiência. Juntas, elas têm dois braços para se ajudar, muito mais fortes do que qualquer outro.
 


Confira mais fotos Clicando Aqui




4 de jan. de 2016

Em busca de lar para cão com deficiência, grupo do DF faz ensaio fotográfico

Leão está ao lado de um rapaz cadeirante


Voluntários do Distrito Federal criaram uma campanha na internet para encontrar uma família que adote o cachorro da raça chow-chow "Leão", de 5 anos. 


O animal foi abandonado e ficou paraplégico após sofrer maus-tratos. Ele foi encontrado em outubro do ano passado pela publicitária Carolina Morais, de 32 anos, na via Estrutural, com feridas e lesões pelo corpo. 


Para estimular a adoção, um ensaio fotográfico com o pet e o cadeirante Pedro Nunes foi realizado no Parque da Cidade.


Leão têm blog e até uma página nas redes sociais. A publicitária Carolina conta que encontrou o cachorro por volta das 8h20 do dia 7 de outubro de 2014. Segundo ela, o animal estava deitado e observando os carros. Como estava em horário de pico e na via inversa, a mulher não o resgatou.


"Fui até o meu trabalho e o pensamento ficou nele o tempo inteiro. Quando deu 9h, voltei com um colega do trabalho para tentar pegá-lo. Descemos do carro e, para nossa surpresa, ele não conseguia se mexer. Reparamos um corte profundo em seu tórax e o levamos para o hospital veterinário", disse.


Segundo Carolina, Leão passou por cinco cirurgias e atualmente faz sessões semanais de fisioterapia. 


O tratamento, que já está em R$ 14 mil, é pago com a ajuda de rifas, vaquinhas e "paciência" dos veterinários de um hospital para pets no Setor Policial Sul.


"Ele mora na clínica e é amado por todos. Ele teve uma luxação na vértebra da coluna e por isso não anda mais. Todos os funcionários dão atenção para ele. Entretanto, não é a mesma coisa do que ter um lar definitivo, né?", indaga a publicitária.


Fonte: G1 - Distrito Federal Vida Mais Livre



17 de set. de 2015

Participem do 2° Edição da campanha "Adote um pet com deficiência"

Close em, Frederico, um cão com deficiência, marrom, da raça dachshund


Quem tem muita vontade de ter um amigo de quatro patas e só leva o amor em consideração na hora de escolher já tem destino garantido neste dia 20 de setembro: o Dog Zone do Parque Villa Lobos


Além dos animais disponíveis para adoção, vai ter gente que entende do assunto e poderá tirar dúvidas sobre cuidados, adaptação de espaços e outras dúvidas que possam surgir.


Para a Uhelp.com, organizadora do evento, a maior deficiência é o próprio preconceito. 


Por isso, o objetivo da campanha ADOTE UM PET COM DEFICIÊNCIA é mobilizar as pessoas e entidades e ampliar o assunto, para que seja possível quebrar preconceitos.


É possível doar valores para as entidades envolvidas por meio da campanha no Kickante, site de financiamento coletivo: www.kickante.com.br/campanhas/adote-um-pet-com-deficiencia.


No dia 29 de agosto, mais de 100 pessoas estiveram na primeira edição do evento, que aconteceu na Praça Velorama, no Jardim Europa.

 

Adote um Pet com Deficiência – 2ª edição


Data: 20 de setembro

Local: Dog Zone Villalobos/Portinari | Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001 | Alto de Pinheiros
 
Horário: 9h às 18h



Fonte: Vida Mais Livre  



29 de mai. de 2015

Maioria dos pais não adota criança com deficiência



A adoção de crianças com deficiência é restrita por grande número de famílias. De acordo com a assistente social da Laramara - instituição especializada em deficiência visual e um centro de referência na América Latina no desenvolvimento e na pesquisa nesta área, Vera Pereira, o Cadastro de Adoção tem por objetivo de auxiliar os pretendentes à adoção, aproximando-os do adotado. 


Mesmo sendo grande o número de pessoas que fazem restrição, existe um grau de satisfação muito grande da família quando adota uma criança com deficiência. 


Muitas dessas família já têm filhos biológicos e o que se observa é a questão de fazer o bem a essas crianças. Para a assistente social, falta informação para as famílias candidatas à adoção de crianças com deficiência.
 
Quem quiser mais informações sobre adoção de crianças com deficiência, pode buscar a Laramara - Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, que funciona em São Paulo, no bairro da Barra Funda, à Rua Conselheiro Lotero, 3318 e o telefone para contato é (11) 3660-6465 e o endereço eletrônico é laramara@laramara.org.br. O email é verapereira.ss@laramara.org.br.
 
Uma das medidas implementadas pelo governo para aproximar os dois grupos foi a aprovação da Lei 12.955/14, que estabelece prioridade de tramitação judicial aos processos de adoção envolvendo crianças ou adolescentes com deficiência ou doença crônica. 


Acompanhe esta entrevista no programa Revista Brasília sobre o assunto, com o jornalista Valter Lima, na Rádio Nacional de Brasília.





12 de fev. de 2015

Só 7,5% não fazem restrição a criança com doença ou deficiência ao adotar

Foto de um infográfico com dados da adoção
Apenas 2.502 dos 33.207 pretendentes à adoção no país não fazem restrição a crianças com algum tipo de deficiência ou doença, o que representa 7,5% do total. 


É o que mostram dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), obtidos com exclusividade pelo G1.


Existem hoje 5.699 crianças disponíveis no Cadastro Nacional de Adoção. Do total, 1.256 (ou 22%) têm algum tipo de doença ou deficiência.


Para tentar aproximar os dois grupos, há um ano foi sancionada pelo governo uma lei, a 12.955/14, que prioriza os processos de adoção de crianças com deficiência ou doenças crônicas. Para Antonio Carlos Berlini, presidente da Comissão Especial de Direito à Adoção da OAB-SP, no entanto, nada mudou.


“Embora a lei obrigue uma tramitação rápida, são raríssimos os pretendentes que se dispõem a adotar uma criança com essas características. O percentual já é baixo, e não quer dizer que na hora que estes sejam chamados a adoção se concretize. Às vezes, os pretendentes conhecem a criança e não se sentem prontos.”


Em 2014, apenas 26 crianças com alguma doença ou deficiência acabaram adotadas – o número não tem sido muito diferente desde a implementação do cadastro, em 2008. Em 2013, foram seis; em 2012, 24.


“Não é preconceito. Falta informação e falta formação aos pretendentes à adoção. Embora o artigo 50 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) diga que é necessária a capacitação, por vezes ela é dada superficialmente pelas varas de Infância e Juventude. Isso porque elas não têm estrutura nem pessoal capacitado para levar essa mensagem da prioridade que essas crianças têm sobre todas as outras. Falta alargar o horizonte do pretendente à adoção, mostrando que há crianças mais necessitadas”, afirma Berlini.


Para o presidente da comissão especial da OAB-SP, é preciso fazer uma “busca ativa”. “Não dá para esperar que com o preenchimento de um formulário em um balcão seja possível encontrar famílias para estas crianças que mais precisam. É preciso refinar mais a busca dentro do próprio cadastro.”


A presidente da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), Suzana Schettini, concorda. “Um dos papéis dos grupos de adoção é justamente esse: procurar famílias para essas crianças, ajudar nessa busca. Mas isso não significa que seja algo fácil ou que a gente encontre.”


Suzana diz que a adoção de uma criança com deficiência envolve diversos fatores. “Não é só uma questão de querer, mas, sim, de poder, no sentido psicológico e financeiro. Infelizmente, as condições de saúde pública no país são muito precárias e, dependendo da dificuldade da criança, são necessárias terapias, consultas médicas diversas. É também um percurso bastante diferente, que exige pais disponíveis e com muita afetividade.”

 

Barreiras



Apesar do número de pretendentes ser maior que o de crianças disponíveis, inclusive os que aceitam algum tipo de deficiência ou doença, há outros pré-requisitos impostos pelos pais que dificultam o processo.


Do total de pretendentes, só 20% aceitam adotar mais de uma criança. Quase 38% das crianças, por sua vez, aguardam no cadastro junto de um irmão. Cerca de 70% só querem crianças de até 3 anos de idade, mas apenas 4% delas possuem essa faixa etária.
 

 

‘Maior presente da vida’



Mãe adotiva de Matheus, de 16 anos, Suzana Schettini diz que esse era um de seus projetos de vida. Ela já tinha duas filhas biológicas quando partiu em busca de mais um filho. 


“Eu estava divorciada, já tinha 42 anos. Estava me aposentando, com a vida financeira resolvida, tranquila psicologicamente e com muita disponibilidade.”


Sem fazer qualquer restrição – a não ser para irmãos –, foi contatada quando surgiu um bebê, que teve uma lesão cerebral durante um parto difícil, no qual perdeu a mãe. 


“Quando me ligaram e perguntaram se eu queria conhecer, eu já disse que era meu filho e comecei a chorar. Pediram para eu falar com o pediatra na segunda para ele explicar a situação direitinho antes. Era uma sexta. Mas eu não consegui esperar. Fui na instituição de acolhimento e, no momento em que o peguei no colo, me tornei mãe dele, de alma, espírito e coração. Foi o maior presente da minha vida.”


Suzana diz que foi uma adoção “consciente” e, por isso, o filho nunca se tornou “um peso”. 


“Ele teve um histórico de convulsões, foi hospitalizado 11 vezes. Foi uma trajetória de sobressaltos, mas sempre me organizei e nunca deixei de fazer nada após a chegada dele. Ele vai à escola e me acompanha em eventos e viagens. Está socializado.”


Antes de Suzana adotar Matheus, outras 13 famílias foram conhecê-lo, mas desistiram do ato. 


“Eu acho, na verdade, que elas foram responsáveis. Viram que não estavam prontas. Filho é para a vida toda.”
 

 ‘Paixões à primeira vista’


A dona de casa Carla Cristina Penteado, de 42 anos, fez mais do que adotar três crianças – todas com alguma deficiência. 


Percebendo o abismo que separa as crianças dos pretendentes a pais, criou um grupo de apoio batizado de ATE (Adoção Tardia e Especial). Em oito anos, conseguiu fazer com que mais de 80 crianças com deficiência de todas as idades fossem acolhidas.


Segundo ela, um dos principais problemas hoje é o fato de o cadastro não distinguir especificamente qual a deficiência ou a doença das crianças. 


“Uma deficiência física severa abarca desde um acamado até um cego. Só que a situação dos dois é muito diferente. Se não fosse isso, ia ter o dobro de pessoas aptas à adoção dessas crianças no cadastro”, afirma.


Mãe de Marcela, de 12 anos, que tem paralisa cerebral, de Luana, de 7, que tem síndrome de Down, e de Rafaela, 4, que é cadeirante, Carla resume em uma frase o que a fez adotar as três filhas: “Foram todas paixões à primeira vista”.


Texto Original: Bem Estar




12 de jan. de 2015

Casal de São Carlos adota cinco crianças com deficiência e dá exemplo de amor

Pessoas sorridentes com as mãos pra cima
Quando a fisioterapeuta Ana Paula Amaral e o escrevente Ricardo Augusto Vieira decidiram adotar o primeiro filho, eles não imaginavam que se tornariam pais de outras quatro crianças com deficiência. 


Hoje, o casal de São Carlos (SP) comemora essa trajetória. 


"Eu já gastei todos os meus créditos na vida mandando mensagens para Deus, mensagens de gratidão", disse Vieira.


Ele contou que cada uma das adoções tem uma história especial. 


"Primeiro, a Paula assistiu a um filme e falou: 'Olha, acho que poderia ser Down'. Aí, a gente fez a habilitação para Down, colocaram nosso nome no cadastro e fomos buscar o Didi, o mais velho. Depois, por um engano abençoado, a gente permaneceu na lista e isso nos permitiu ter nossa segunda filha, a Clara".


Na sequência, para completar a família, vieram o Henrique e a Tainá. "A situação apertou financeiramente. Eu era professor de filosofia no Ensino Médio, a Paula em dois, três empregos e prestei concurso para escrevente. 


Eu teria que começar a trabalhar no dia 21 e o pessoal ligou e falou: 'Sua filha tem que ser buscada no dia 21'. Eu faltei no meu primeiro dia de serviço para buscar nossa quarta filha, a Tainá", contou.


Guilherme foi o último a ser adotado. "A assistente social conversou comigo pelo telefone e falou: 'Olha, ele é moreno, moreninho'. Eu falei: 'Sei, sei'. E continuei conversando.


'Olha, ele é bem moreno, ele é moreno escuro'. Aí, eu percebi que ela estava com dificuldade devido ao preconceito. Aí, eu disse: 'Olha, a senhora poderia me dizer que ele é negro, por favor?'. Hoje ele é um dos nossos filhos mais alegres. Ele não enxerga, ele não entende muito bem, mas ele sorri, ele aprendeu a abraçar, abraça os irmãos", contou Vieira.


Cada criança trouxe consigo alegria e cuidados. A rotina inclui levar os filhos na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), dar remédios, cuidar da alimentação e, claro, brincar.


"É só por amor que a gente tenta cuidar de outra pessoa, então se é seu filho biológico ou se é um filho adotivo, a partir do momento em que você decide ser pai, ser mãe, é uma coisa que é do coração", comentou Ana Paula.
 

Saudade


Apesar das alegrias, uma saudade vai companhar para sempre o casal. Clara, Clarinha, como era chamada, morreu com sete anos. 


"Ela era linda. Ela tinha um prognóstico muito ruim, de no máximo 30 dias de vida. A gente estava a cada mês esperando que ela fosse falecer e parou de esperar porque ela estava linda", contou Ana Paula. Agora, a fisioterapeuta carrega o nome da criança no braço, tatuado.


Depois de adotar, ela descobriu que não pode dar à luz, mas a notícia, ao contrário do que costuma acontecer, não foi mal recebida. "Não foi uma coisa para sofrer, a gente sente que foi uma coisa só para dizer que estamos no caminho certo."
 
Foto: Pedro Santana/EPTV

Fonte: G1


11 de fev. de 2014

Sancionada lei que prevê prioridade na adoção de crianças com deficiência



A presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou  a Lei nº 12.955 que dá prioridade de tramitação na adoção de crianças e adolescentes com deficiência ou doença crônica. 


O ato do Poder Executivo foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta quinta-feira (6).


A adição do parágrafo 9 ao artigo 47 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990) foi decretada pelo Congresso Nacional. 


De acordo com o novo trecho, “terão prioridade de tramitação os processos de adoção em que o adotando for criança ou adolescente com deficiência ou com doença crônica."
 
A intenção da autora do projeto, a deputada Nilda Gondim (PMDB-PB), é acelerar o andamento dos processos nos quais o adotado se encontre em uma dessas condições. Isso não significa, segundo a autora, ultrapassar etapas ou flexibilizar procedimentos.



Fonte: EBC