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8 de nov. de 2016

Jovens com deficiência intelectual ilustram itens de papelaria



Inclusivo por dentro, exclusivo por fora, esse é o objetivo da parceria entre a marca Você Q Faz, especializada em produtos para customização, e a ONG Nossa Cooperarte, que juntas estão promovendo um trabalho de inclusão social para jovens com deficiência intelectual por meio da produção de bloquinhos de anotações e moleskines com ilustrações na capa que podem ser coloridas com canetinhas pelos clientes.

Na prática, os jovens da ONG criam as ilustrações nos blocos e cadernos e depois encadernam, para posteriormente, serem coloridos pelos clientes. 


Esses produtos são vendidos nos pontos de vendas da Você Q Faz e, os valores da comercialização, são repassados a ONG, que consegue beneficiar os jovens assistidos em forma de renda. 


Esse projeto tem como objetivo exaltar o ‘inclusivo por dentro, exclusivo por fora’, ajudando a desenvolver ainda mais a capacidade criativa desses jovens tão talentosos“, conta o CEO da marca, Rafael Ruschel.





A ONG Nossa Cooperarte realiza trabalhos sociais por meio da arte com o intuito de incluir jovens com deficiência intelectual e ajudá-los a desenvolver habilidades pessoais e profissionais, gerando suas próprias rendas. 


“Quando o cliente opta pela escolha de um dos produtos da coleção para presentear ou para seu uso pessoal, já está automaticamente contribuindo com a ONG. Gostamos de pensar que existe uma energia bastante positiva que envolve esses produtos, porque foram criados pensando em uma cadeia de boas ações e intenções”, afirma Ruschel.


Os produtos custam a partir de R$ 25,00, já com 6 canetinhas hidrocores inclusas e estão disponíveis para compra na loja Você q Faz no Shopping Eldorado,em São Paulo (SP). 



Para mais informações, acesse www.voceqfaz.com.br.




  





31 de out. de 2016

Projeto desenvolve potencial de pessoas com deficiência por meio da arte



Sulamita Oliveira Damazio, 34 anos, costuma fazer as coisas no próprio tempo e do jeito que a deixa mais confortável. 


Ela precisa chegar aos lugares pelo menos uma hora antes de dar início a cada atividade ou cumprimentar as pessoas, escuta só o que realmente quer e cria novos termos para nomear objetos e alimentos. 


Quando perguntado sobre qual é a “limitação” de Sulamita, o pai, Daniel, responde:


– Nenhuma. Ela só tem síndrome de Down.


Há dois anos, Sulamita também é atriz. Ela participa do Projeto Arte para Todos, uma parceria entre o Núcleo de Assistência Integral ao Paciente Especial (Naipe), a Associação para Integração Social de Crianças a Adultos Especiais (Apiscae) e o Universo Down e está entre os artistas que se apresentam hoje no Teatro Juarez Machado, em Joinville


Como integrante da oficina de teatro, ela costuma chegar em casa depois das aulas e sentir vontade de repassar alguns exercícios.


Movimentos como passar uma mão na outra ou trechinhos de uma música de Arnaldo Antunes poderiam parecer incompreensíveis para Daniel ou para a mãe, Conceição, mas Sulamita conta com a presença dos dois entre os colegas do projeto


Dessa forma, tem em todos os outros momentos da semana uma extensão do que aprende na oficina e pode contar com essa parceria na hora em que tem vontade de realizá-los fora da sala de aula.


– Ela chegou a fazer aula de Libras e, como eu não fazia, quando ela chegava em casa e queria repetir o que aprendeu, eu não sabia o que fazer. Agora, consigo identificar e participar – conta Conceição.


Desde que começou as aulas, Sulamita mudou o comportamento. De eterna criança que vivia dentro de casa, dependendo dos pais até para se alimentar, ela conquistou autonomia e começou a desempenhar atividades comuns do dia a dia que, até então, pareciam muito difíceis. Deixou também de chorar à toa, em horas de depressão que não tinham explicação.


Tudo isso faz parte de um conjunto de mudanças que a fisioterapeuta Simone Marcela Oliveira, atual coordenadora do Naipe, percebeu nos participantes das oficinas de artes, aliadas ao desenvolvimento físico e motor – e que tem na participação dos pais um forte aliado.


– Passamos por momentos em que os alunos absorveram tanto as lições, que os pais reclamaram da quantidade de autonomia que desenvolveram. Este ainda é um desafio: os pais protegem tanto para evitar o sofrimento dos filhos com deficiência intelectual que não permitem que estejam expostos aos erros – explica Simone.


Tentativa e erro fazem parte do processo



Errar e falhar não são problemas para quem entra em uma sala de aula do Projeto Arte para Todos. Não que os participantes das oficinas sejam protegidos da crítica por causa das dificuldades e limitações com que foram diagnosticados. 


Ao aprenderem teatro, dança e música, todos estão expostos às inúmeras possibilidades que a arte proporciona e a alcançarem ou não os objetivos propostos para as atividades – assim como qualquer pessoa.


– Há serviços oferecidos a eles em que não há preocupações em avanços. Mas se você tem dificuldade para decorar um texto e conseguir memorizar duas palavras, esta já é uma grande conquista e, na próxima, vai tentar falar quatro palavras – reflete o coordenador de teatro do projeto, Robson Benta.


A paciência é elemento primordial neste processo, que conta com a superação assim como toda forma de aprendizado, mas ele não envolve nenhum outro fator que já não esteja presente nas aulas com pessoas que não apresentam limitações ou dificuldades diagnosticadas.


O resultado é que, na hora de subir no palco, não há esquecimento ou medo de encarar a plateia, muitas vezes formada por pais surpresos ao se deparar com um potencial que desconheciam em seus filhos.





 
 

5 de jul. de 2016

Cenas clássicas do cinema são recriadas com pessoas com deficiência








A dança oferece vários benefícios às pessoas com deficiência, como o próprio lazer, o reconhecimento pessoal e o desenvolvimento profissional. 


Assim, a ONG britânica "People Dancing", em parceria com o fotógrafo Sean Goldthorpe, criou uma série de imagens intitulada 11 Milion Reasons, em português 11 Milhões de Razões, que busca quebrar padrões através da arte.



O projeto reúne pessoas com deficiências auditiva, visual e física, e recria umas das cenas mais icônicas do cinema. 


O principal objetivo é mudar a percepção sobre a dança e as deficiências por meio de imagens positivas, e mostrar que qualquer pessoa pode ser o que quiser. 


As fotos foram capturadas em um período de três meses, em 12 locais diferentes e envolveu mais de 160 pessoas até sua conclusão

 

 

Veja a seguir fotos do fotógrafo Sean Goldthorpe





A imagem está na horizontal. Uma mulher está de costas em um palco escuro, com três holofotes virados para ela. Vestida de bailarina com uma saia de tule, seus cabelos estão presos e ela possui uma prótese na perna esquerda.
Cena de "Cisne Negro


A imagem está na horizontal e possui um fundo cinza. Um rapaz de cabelos escuros, vestindo um casaco preto, levanta pela cintura uma mulher de cabelos loiros que veste um vestido cor de rosa. Ela está com os pés bem esticados e os braços para trás.
 Cena de "Dirty Dancing - Ritmo quente"


A imagem está na horizontal, com um fundo escuro. O cenário é de discoteca, com  um globo e luzes amarelas e vermelhas. No centro da pista de dança está um homem vestido com roupas brancas em uma cadeira de rodas.
Inspirado em cena de "Os Embalos de Sábado à Noite"


A imagem está na horizontal. O fundo é escuro com holofotes de luzes azuis. No centro há cinco mulheres, todas estão vestidas de preto. A primeira, da esquerda para a direita, usa botas, possui cabelos escuros e está sentada em uma cadeira de madeira. A segunda possui cabelos escuros e longos e está sentada em uma cadeira de rodas. A terceira Possui cabelos castanhos claros e longos e está sentada em uma cadeira de madeira. A quarta possui cabelos castanhos escuros, curtos e está em uma cadeira de rodas. A quinta e última Está sentada em uma cadeira de madeira, possui cabelos castanhos claros, na altura dos ombros e possui síndrome de down.
 Inspirado em cena de "Chicago"
 


A imagem está na vertical. O fundo é claro, ao ar livre, com árvores secas e algumas casas brancas ao fundo. Está chovendo, no chão há poças de água. Há um homem negro, com deficiência visual, vestido com um terno preto, camisa branca , gravata vermelha e um chapéu preto. Ele se segura em um poste e inclina seu corpo para frente segurando uma bengala.
  Inspirado no clássico "Cantando na Chuva"


A imagem está na vertical, o fundo é dourado brilhante. Há quatro homens, todos vestidos com calças pretas, camisas brancas semiabertas e chapéus pretos. Os três primeiros da esquerda para a direita estão em pé, já o último está sentado em uma cadeira de rodas.
  Cena de "Ou Tudo ou Nada"
 





Fonte: Revista Incluir



16 de dez. de 2015

ONG russa adota pintura para tratar crianças com deficiência

Quadro pintado pelo aluno Filipp Rissukhin mostra barcos no mar



Um homem de idade avançada e quase calvo caminha pelo corredor repleto de quadros. Diante de cada um deles, ele para e comenta. 


“Este aqui foi pintado por Filip Rissukhin, um rapaz muito talentoso. Tinha um tipo de diabetes, tomava seis injeções por dia. E este aqui é de Micha Manukian, que tem oligofrenia” diz e, na sequência, volta a andar.


Rissukhin, Manukian e muitas outras crianças são alunos ou ex-alunos da Academia INVA, fundada e administrada por Nikolai Galkin, que orgulhosamente apresenta as obras de seus discípulos.


“As crianças com deficiência mental são desprovidas do sentido da forma, mas Micha é exceção. Veja como ele consegue transmitir a forma de modo brilhante”, acrescenta.


A academia foi iniciada por Galkin e sua esposa ainda em 1992, quando criaram um pequeno estúdio infantil em Krasnodar, a mais de 1.300 km de Moscou.


“Na época nem imaginávamos que iríamos trabalhar com pessoas com deficiência”, conta.


Depois de uma experiência inicial bem-sucedida, a procura entre crianças com as mesmas necessidades foi aumentando até que o estúdio de Galkin passou a trabalhar somente com as pessoas com deficiência e passou a ser conhecido como Academia INVA. 


A meta então era integrar crianças com deficiências à vida social por meio da pintura, sobretudo de ícones.


Além de crianças com deficiência mental, passaram a ser atendidas também as com deficiências físicas, diferentes síndromes ou doenças internas graves.


Ao longo dos 23 anos de funcionamento, já foram cerca de mil exposições com obras de alunos, que continuam sendo supervisionados pela organização mesmo após deixarem a academia. Alguns também recebem ajuda para ingressar em institutos de arte profissionais.


A INVA mantém ainda parceria com organizações internacionais que se ocupam da reabilitação de pessoas com deficiência. Os ícones pintados na INVA já adornam igrejas ortodoxas em Turku, Bruxelas e Los Angeles.
 




 

27 de nov. de 2015

Impressora 3D permite que cegos apreciem obras de arte clássica pela primeira vez

Mãos femininas em close tocam o rosto de Mona Lisa impressa em 3D


Sabe aquele momento em que todo mundo está falando sobre uma coisa e você é a única pessoa que não conhece? Agora imagine que quem sofre com problemas de visão passa por isso o tempo inteiro, principalmente quando falamos sobre obras de arte. Afinal, por questões de conservação, até agora era impossível para uma pessoa cega tocar em uma obra ao visitar um museu 


Mas a impressão 3D pode estar prestes a mudar essa realidade.

 
Um projeto criado pelo designer Marc Dillon, morador de Helsinki, na Finlândia, quer utilizar impressoras 3D para permitir que cegos vejam algumas obras de arte famosas, como a Mona Lisa, ou os girassóis de Van Gogh.


Para isso, ele desenvolveu o projeto Unseen Art, que usa impressão 3D à base de areia para recriar essas obras de arte em uma escala e qualidade que permite que sejam expostas em museus.

 
Embora a ideia lembre bastante o projeto Touch The Prado, que criou réplicas de alguns quadros famosos expostos no museu para que pessoas cegas pudessem apreciá-los, ela é ainda mais ambiciosa, visto que pretende criar também um repositório online onde artistas possam submeter versões em 3D de suas obras para que as pessoas as imprimam em casa.


O projeto ainda está em fase de arrecadação de recursos, buscando financiamento através da plataforma IndieGoGo, onde já reuniu quase U$ 2.000 para sua produção.

 

Abaixo o vídeo de apresentação do projeto:








 

19 de out. de 2015

ONG Escola de Gente inicia circuito de palestras e oficinas de teatro acessível


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A partir desta segunda-feira, dia 19 de outubro, a ONG Escola de Gente – Comunicação em Inclusão dá início a uma série de palestras e Oficinas de Teatro Acessível por municípios do Rio de Janeiro. 


O circuito integra o projeto Campanha Teatro Acessível – Arte, Prazer e Direitos, da Escola de Gente. 


A iniciativa pretende sensibilizar mais de 10 mil pessoas até o final do ano, em um percurso gratuito e acessível, focado em disseminar o conceito de cultura inclusiva entre estudantes, professores/as, gestores/as e agentes culturais.


Nesta segunda (19), a partir das 11h, o projeto teve início com uma palestra sobre inclusão, direitos humanos e acessibilidade dada pela fundadora da Escola de Gente, Claudia Werneck, no Instituto Helena Antipoff (R. Mata Machado, 15 – Maracanã), da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. 


Jornalista e escritora, Claudia Werneck é pioneira na disseminação do conceito de sociedade inclusiva no Brasil e nos demais países da América Latina desde 1992 e autora de 14 livros sobre direitos humanos, diversidade e inclusão.


Até o fim do ano, serão 13 oficinas de teatro acessível gratuitas para estudantes, agentes culturais e professores/as da rede pública de ensino, além de quatro palestras de Claudia Werneck, em 12 cidades do estado do Rio.
 

Oficinas de Teatro Acessível



Desde 2009, a Escola de Gente já realizou mais de 60 Oficinas em todas as regiões do Brasil. 


Com metodologia e supervisão da Escola de Gente, as Oficinas de Teatro Acessível têm o objetivo de sensibilizar o público para praticar inclusão todos os dias, propondo situações lúdicas e desafiadoras nas quais todas as pessoas se exercitam e praticam a inclusão. 


“Tudo é muito instigante, provocador, ousado e faz com que o público exercite diferentes modos de se comunicar. Nas Oficinas é possível testar os limites daquilo que se pensa, no dia a dia, ser inclusão,” comenta Claudia Werneck. 


Com três horas de duração, as Oficinas de Teatro Acessível contam com intérprete de Libras e audiodescrição. 


Cada participante receberá uma camiseta da campanha “Teatro Acessível. Arte, Prazer e Direitos” e um exemplar do livro “Um amigo diferente?”, de Claudia Werneck, impresso em tinta e com outros formatos acessíveis. 


Publicado pela WVA em 1994, o livro foi traduzido para o espanhol e o inglês e integra o acervo de bibliotecas e escolas públicas de todo o Brasil.
 

A Escola de Gente – Comunicação em Inclusão



Fundada pela jornalista Claudia Werneck em 2002, a ONG Escola de Gente já sensibilizou mais de 400 mil pessoas de 16 países das Américas, África, Oceania e Europa, além de contar com parceiros/as da sociedade civil, governos, Ministério Público da União, conselhos de direitos, cooperação internacional e empresas. 


Por sua atuação, a ONG recebeu 41 reconhecimentos nacionais e internacionais, dentre elas duas da Presidência da República: o “Prêmio Direitos Humanos 2011” na categoria “Direitos de Pessoas com Deficiência”, a mais alta condecoração do Estado brasileiro na área dos Direitos Humanos; e a Ordem de Mérito Cultural 2014, por usa contribuição ao país na categoria “Artes Integradas”.


A Escola de Gente trabalha para que as políticas públicas se tornem inclusivas, ou seja, que garantam direitos humanos também para quem tem deficiência e vive na pobreza, especialmente crianças, adolescentes e jovens. 


A participação em conselhos, produção e disseminação de marcos teóricos e metodologias próprias, formação de juventudes em mídias acessíveis em universidades, comunidades e favelas, criação de indicadores, consultorias e distintas ações na área da cultura são papéis desempenhados pela Escola de Gente.


 



17 de ago. de 2015

Exposição no Memorial da Inclusão, em SP, aborda diferenças e preconceitos



Foto exposta na Mostra de mãe e filho com deficiência


O Memorial da Inclusão , da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, apresenta a exposição “Além da Pele: A beleza da alma e da família”, uma mostra que coloca em pauta a diferença e o preconceito.
Em 15 fotografias distintas, crianças e jovens com doenças de pele são retratados individualmente ou acompanhados por suas mães. 
Por meio da fotografia artística, produzidas pela dermatologista e fotógrafa Régia Patriota, a mostra busca trazer uma nova linguagem e refletir sobre o preconceito que a pessoa com doença de pele sofre, algo parecido com que sofrem as pessoas com deficiência, em função de sua aparência.
Visando conscientizar e promover a inclusão de pessoas com deficiência, por meio de mostras artísticas e acervo documental, o Memorial da Inclusão busca temas diversos em relação aos direitos humanos. A exposição “Além da Pele” instiga o público à reflexão acerca de paradigmas no combate à discriminação.
A coordenadora do Memorial da Inclusão, Elza Ambrosio destaca que esta exposição é distinta do habitual.
“Como trabalhamos com direitos humanos, nós trabalhamos com o diferente, e a mesma questão da discriminação que a gente sente com a relação à pessoa com deficiência, essas pessoas com doenças de pele sentem o mesmo preconceito”.
A exposição conta com o apoio da Associação Paulista de Medicina (APM), da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo e dos Laboratórios Aché. Recebe visitação do público, de 04 a 28 de Agosto, de segunda a sexta, das 10h às 17h.


O Memorial recebe grupos acima de 10 pessoas. Agendamento pelo e-mail: memorial@sedpcd.sp.gov.br .   


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Exposição Além da Pele: A Beleza da Alma e da Família


Data: de 04 a 28 de agosto

Horário: de segunda à sexta, das 10h às 17h.

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 - Portão 10 - Barra Funda - São Paulo – SP (próximo da estação Barra Funda do metrô e trem)

Informações e agendamento de grupos acima de 10 pessoas: (11) 5212.3727 e memorial@sedpcd.sp.gov.br


Entrada gratuita
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7 de ago. de 2015

Artista cria dispositivo que permite que crianças cadeirantes pintem no chão

Foto de uma criança cadeirante com o dispositivo



A arte pode mudar a vida das pessoas de muitas maneiras, seja expandindo os pontos de vista ou contribuindo para o bem-estar de toda uma comunidade. 


Se depender de Dwayne Szot, suas obras irão sempre além, sendo capazes de contribuir para uma maior qualidade de vida de crianças cadeirantes.


“Eu sabia que nunca ia ser esse tipo de cara que coloca pinturas na parede em um museu”, contou em uma entrevista ao The Huffington Post. E, se sua arte pode não habitar os museus, uma de suas criações tem o poder de ajudar outras pessoas a desenvolver suas habilidades artísticas.


Se trata de um dispositivo chamado Zot Artz, que pode ser acoplado a uma cadeira de rodas para permitir que crianças com deficiências físicas possam expressar sua criatividade pintando. 


Outra função oferecida pelo aparelho é a de soprar bolhinhas de sabão – uma coisa tão simples, mas que pode ser bastante complexa para quem convive com dificuldades de movimento.


A inspiração para isso vem da infância do artista, vivida no sistema de assistência social, e principalmente de seus irmãos adotivos com deficiência, que sempre precisaram encontrar a melhor maneira de se adaptar ao mundo, apesar das dificuldades. 


Agora a invenção de Dwayne promete ser um empurrãozinho para que crianças cadeirantes possam viver a infância de uma maneira mais plena, realizando atividades que antes pareceriam impensáveis.


Confira o vídeo abaixo:

 

 

Fontes: Hypeness  /  Vida Mais Livre

 

2 de jul. de 2015

Instituto Olga Kos realiza crowdfunding para projeto cultural de pessoas com deficiência intelectual

Jovens pintando um tapume bem colorido


O Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK) está realizando um crowdfunding para o projeto ‘Pintou a Síndrome do Respeito’, que tem como objetivo oferecer atividades artísticas para crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual, particularmente Síndrome de Down. O financiamento coletivo terá como foco o Projeto Tapume Inclusivo.


Durante alguns domingos do ano, alunos das oficinas de arte do IOK transformam tapumes em obras de arte. 


As intervenções acontecem em tapumes dos canteiros de obras da cidade, envolvendo as pessoas do bairro como um todo.


Para colaborar, basta acessar o site e escolher o valor a ser doado, que pode ser de R$ 10, R$ 30, R$ 50, R$ 100, R$ 500, R$ 1.000 ou R$ 3.000. Para cada valor, há um brinde correspondente para o doador.


Além de dar vida aos tapumes espalhados pela cidade, quem contribui ajuda o Instituto Olga Kos a continuar oferecendo projetos artísticos às pessoas com deficiência intelectual.


A doação pode ser feita neste endereço



Fonte:  Vida Mais Livre 


25 de jun. de 2015

Crianças cegas escolhem cores pelo olfato e fazem exposição

Foto com vários pincéis e aquarela de tintas ao fundo
Uma matéria publicada nesta semana no site da Folhinha mostrou que, na Jordânia, a real academia promove atividades que ensinam crianças deficientes visuais a pintar e desenhar. E até a escolher quais cores desejam usar em seus trabalhos.


Os jovens e crianças aprendem a distinguir as cores com a ajuda do olfato, já que os materiais têm cheiros diferentes para cada tonalidade.


O resultado das aulas de arte ganharam uma exposição no país. Nos trabalhos da mostra, é possível ver cores vibrantes e desenhos retratando pessoas, barcos e paisagens.


No mês passado, a equipe da publicação  visitou crianças do Instituto de Cegos Padre Chico para descobrir como elas leem livros.


Mais informações podem ser obtidas em Crianças cegas contam como leem livros



Fonte:  Vida Mais Livre  


27 de mai. de 2015

"Pintar com a boca fez minha netinha aceitar sua deficiência", diz avó

Foto de Luisa pintando com a boca
Quem vê minha neta Luisa, de 4 anos, pela primeira vez fica impressionado. 


Ela nasceu com uma síndrome rara chamada artrogripose, que entorta as articulações e prejudica muito o movimento dos braços e pernas. Não dá pra não notar. 


Mas um minuto de conversa com ela é o suficiente para perceber como ela é uma criança alegre, inteligente e talentosa. 


Ela descobriu uma paixão pelos pincéis aos 2 anos e, desde então, nunca mais parou de pintar com a boca. 


Já teve até exposição! E você está enganado se acha que ela sofre por não ser como as outras crianças. Ela abraçou sua condição de tal forma que chega a dizer que, se pudesse escolher, preferiria continuar assim para não abrir mão do seu dom.


A Luisa é tão madura que até me espanto. Ela começou a ir à escola este ano e, como não pode andar, compramos uma cadeira de rodas rosa pra ela – que, por sinal, faz o maior sucesso com as amiguinhas, que até disputam para ver quem vai ajudá-la na cadeira rosa. 


Um dia, voltando da aula, ela perguntou se conseguiria andar quando crescesse. Nunca quis iludi-la e disse que não. Em vez de ficar triste, ela pensou um pouco e respondeu da seguinte maneira: 


“Vovó, eu não quero andar não. Quero ser assim, porque se andasse e minhas mãos fossem maiores, eu não seria uma grande artista”. Fiquei tão emocionada! 


A verdade é que a Luisa nunca foi uma criança triste apesar das limitações físicas. Lembro até hoje de quando a vi no berçário, após um pré-natal aparentemente normal e saudável. 


As perninhas dela formavam um “V” e as mãos, pequeninas, faziam ganchinhos. Quando bebê, ela era uma alegria só. Sou uma avó babona e não escondo! 


Quando minha nora Danielle e meu filho Jefferson se separam, cerca de um ano após o parto, continuei presente e passei a assumir cada vez mais responsabilidades. Não me importei porque os pais dela não tinham nem 20 anos e ficar com a Luisa era lazer pra mim. 


Eu estava presente quando a psicóloga do hospital de reabilitação colocou pincéis, tinta e papel na frente dela. A danada se arrastou com o quadril e abocanhou um pincel na hora. Foi incrível como ela driblou a falta de mobilidade. 


Desde então, comecei a reparar que ela gostava muito de desenhar e nunca deixei faltar lápis de cor, tinta e papel. Ela desenvolveu tamanha precisão de traço que até assina o nome com a boca!


Fizemos uma exposição dela e vendemos 40 quadros.


Minha neta é muito viva. Ela já falava algumas palavras em inglês antes de completar 2 anos, identificava números e sabia de cór o RG e CPF dela. Sempre assistiu desenhos educativos e sobre artesanato. 


A gente percebe a cabeça boa que ela tem pelos quadros que pinta. Ela ama cores vibrantes e quase não usa preto e marrom nos seus desenhos. Comentei isso com a psicóloga e ela disse que aquilo era sinal de que minha netinha é muito feliz!


A Luisa também é uma criança generosa. Sempre deu seus quadros como presentes aos colegas e parentes. Uma vez, um amigo da família sugeriu que vendêssemos as pinturas para custear os estudos da pequena lá na frente. 


Falei sobre isso com a Luisa e, durante um ano, ela pintou as telas da futura exposição. Foram 40 ao todo, que expus na varanda de casa com etiquetas de R$ 10 a R$ 25. 


Convidei amigos e divulguei no Facebook. Veio tanta gente que vendemos tudo por cerca de R$ 600 e recebemos até encomendas! Ah, a Luiza transbordou de orgulho. 


Investi o dinheiro para comprar mais material de pintura e vamos devagar com a ideia da poupança, mas esse dia fez com ela fortalecesse ainda mais sua autoestima. Ela é mesmo grande na vida e na arte! - ANTONIA IVANETE VIEIRA BEZERRA, 43 anos, cozinheira, Salvador, BA


Pintor afiliado ganha até bolsa!

 

Para incentivar artistas deficientes que pintam como a Luisa, foi fundada em 1956 a Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP). 


A organização internacional conta com cerca de 800 artistas, 50 deles brasileiros. Para entrar para a entidade, o portador da deficiência deve ter habilidade com a boca ou com os pés e encaminhar de seis a dez obras para avaliação de um júri técnico na Suíça, sede da APBP.


“Se for aprovado, o artista passa a receber uma bolsa mensal de 700 francos suíços, cerca de R$ 2.319, e passa a enviar uma obra à sede a cada três meses”, fala Luciana Muniz, gerente de marketing da associação em São Paulo. 


Todo ano são escolhidos trabalhos para os cartões de Natal. Se o artista tiver sua obra escolhida, ganha um valor extra. A bolsa é reavaliada para renovação a cada três anos.




  
 

26 de mai. de 2015

Dica Cultural: Mostra de Joan Miró é realizada em São Paulo


 

No último domingo, 24 de maio, Joan Miró (1893-1983) volta a ter seu trabalho exposto no Instituto Tomie Ohtake, dez anos após a primeira vez no local. 


Desta vez, no entanto, a mostra possui mais de 100 obras, entre esculturas, pinturas, gravuras e desenhos criados pelo artista catalão.

Influenciada pelos anos 20 de Paris, a arte do pintor traz características  surrealistas, que buscam transcender a realidade e dar espaço ao inconsciente. 


A mostra Joan Miró, a força da matéria apresenta o empenho do autor em suprimir a razão e a própria consciência para que as ideias projetadas nas suas obras refletissem as profundezas da mente. 


Com formas simples e cores vibrantes, seu trabalho contém códigos para suas memórias. Retratava trabalhadores do campo, por exemplo, pintando objetos simples como um chapéu ou um cachimbo.

 

Joan Miró, a força da matéria


Local: Instituto Tomie Ohtake. Rua dos Coropés, 88, Pinheiros, São Paulo.

Quando:de 24/05/2015 até 16/08/2015

Horário: De terça a domingo, das 11h às 20h.

Ingresso: R$ 10. Gratuito às terças-feiras.

Informações: (11) 2245-1900.

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14 de abr. de 2015

Deficientes têm aulas de circo em projeto social de Ponta Grossa

 


Dar piruetas, tentar uma mágica e jogar malabares são algumas das técnicas das artes circenses que começam a fazer parte da vida de 15 alunos com deficiência, matriculados na oficina de circo do programa “Além dos Olhos”, em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná.


As aulas começaram em novembro de 2014 e são ministradas pelo professor Robert Salgueiro, conhecido como palhaço Picolé, da quarta geração de uma família circense. 


Os alunos têm os mais variados tipos de deficiência: há cadeirantes, hiperativos, autistas e portadores de síndrome de Down.


O curso é gratuito. Todas as quintas-feiras, o professor chega à sala do programa, no Ginásio dos Deficientes Jamal Farjallah Bazzi, com uma mala recheada de peruca, malabares, varinhas, chapéus e adornos para o figurino.


A aluna Taís das Dores, 16 anos, portadora da síndrome de Down, ensina em casa os truques de mágica que aprende com o palhaço Picolé. 


“Ela fica muito empolgada com as aulas, chega em casa e conta tudo o que aprendeu”, conta a mãe de Taís, a dona de casa Irene de Souza das Dores.


Conforme Salgueiro, a oficina é dividida por módulos. Os alunos já aprenderam noções de malabarismo, equilibrismo e mágica. Agora, eles têm aulas sobre palhaços, desde como fazer o figurino até como evidenciar as expressões faciais.
 

Salgueiro lembra que, apesar de as deficiências serem diferentes, é possível promover uma interação entre os alunos. 


“No começo, eles eram tímidos, mas agora se desenvolvem bem nas aulas”, completa. 


O professor lembra que em cada novo módulo, os participantes desenvolvem outras aptidões. “O malabarismo melhora a coordenação motora e as aulas de palhaço despertam as expressões corporais”, comenta. 


A intenção, segundo ele, é montar um espetáculo ao final do curso, no fim do ano.

 

Mães participam das aulas



Um diferencial, segundo o professor, é que as mães podem participar das aulas. Para Irene, mãe de Taís, o encontro é válido para aproximá-la da filha. 


“A vida da gente é tão corrida, que ficar essas tardes com a minha filha é muito bom”, afirma.


A dona de casa Solange Aparecida Vendramini diz que participar das aulas de circo a faz perceber o desenvolvimento da filha Mônica Alves, hiperativa, de 15 anos. 


“Ela fica menos agitada depois das aulas”, diz. Solange acredita que participar da oficina aumenta o vínculo com Mônica. “A gente pode ficar um pouquinho mais de tempo juntas”, aponta.


Embora as aulas já tenham iniciado, a oficina ainda tem inscrições abertas.Ela é voltada para pessoas com deficiência atendidas pelas entidades conveniadas à Secretaria Municipal de Assistência Social, mas também é aberta a deficientes que não estão vinculados a entidades.


Os interessados podem procurar o Ginásio dos Deficientes, na Rua Silva Jardim, 7, no Centro, e fazer a inscrição.


 Fontes:  G1  /   Rede Saci



31 de mar. de 2015

Pintor deficiente visual utiliza toque em texturas para criar belas imagens

Pintura de um casal andando no parque de mãos dadas. Um misto de muitas cores.


Antes de ficar cego aos 30 anos devido à epilepsia, John Bramblitt nunca tinha pintado antes. Agora, ele já publicou dois livros sobre pintura, dá palestras no Metropolitan Museum of Art e ganha a vida com suas pinturas coloridas. 



Ele afirma ver mais cor, agora que ele é cego do que durante seus 29 anos de vida anteriores.


Perder sua visão foi um ponto de virada na vida de Bramblitt que se refere como "o mais profundo buraco negro", e ele sabia que a arte era o seu caminho. 
 
 
Ele começou a desenhar o contorno de suas pinturas com tinta de secagem rápida para que ele pudesse traçar as linhas em relevo com as pontas dos dedos. Ele então começou a preencher os espaços com cor. 
 
 
Sobre o curso de pintura, ele percebeu que todos os tons de uma cor tem sua própria textura especial. Ele usa braille em seus tubos de tinta, mas sabe como misturar cores para encontrar o tom perfeito.
 
 
 
Fontes:  Rede Saci  /  Catraca Livre