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30 de set. de 2016

Cinemas devem oferecer condições para cegos e surdos



Agência Nacional de Cinema (ANCINE) anunciou, no dia 17/9, a instrução normativa que obriga as salas comercias de cinema do país a oferecer, num prazo de dois anos, condições para que pessoas com deficiência visual e auditiva possam ver um filme na mesma sessão de outros espectadores.


O temor de parcela dos empresários sobre o custo dessa adequação é irreal, de acordo com Lívia, professora doutora em Linguística Avançada que realiza eventos culturais com audiodescrição. 


“(O custo) será muito pequeno se consideramos o tamanho desse público”, enfatiza, ao destacar que 25% da população brasileira têm algum tipo de deficiência.O público é enorme, se considerarmos que, além de pessoas com deficiência visual e auditiva, há ainda aqueles com deficiência intelectual e idosos, que também irão se beneficiar dos recursos”, registra Lívia, que ajudou a implantar o primeiro curso de especialização em audiodescrição do Brasil, na Universidade Federal de Juiz de Fora.


Para Lívia, a questão da acessibilidade não tem mais volta”, comemorando a importante vitória conquistada com a publicação da instrução normativa 128/2016. 


“Os produtores que já realizaram eventos para esse público sabem de seu potencial e sempre querem repetir a experiência”, afirma a professora, que recentemente fez o trabalho de audiodescrição para o DVD do filme “Meu Amigo Hindu”.

Inclusão


A vitória, endossa Lívia, é sobre um sistema que impedia, por exemplo, pessoas a assistirem a um filme que acabou de ser lançado nas telonas. 


“A gente sabe como a arte pode ser transformadora e inspiradora. Era muito triste ver uma pessoa morta de vontade de ver um filme aguardado e não poder ir, excluído de um produto que tanto quer ir”.


Quando promove seus eventos culturais, a produtora, que é mineira de Itajubá, gosta de ficar num canto escuro da sala, observando as reações da plateia. 


“Elas são iguais aos outros, com risadas, lágrimas, surpresa e espanto. É muito emocionante e nos faz pensar quantos detalhes deixam de apreender por falta de recursos de acessibilidade”, descreve.


Em 14 meses, metade das salas de cada grupo exibidor deverá oferecer recursos de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e Língua Brasileira de Sinais


A grande dúvida sobre a adequação das salas de cinema para abrigar recursos de acessibilidade, como legendagem descritiva, audiodescrição e Língua Brasileira de Sinais (Libras), é a tecnologia que será usada. Uma câmara técnica está sendo montada pela Ancine para definir o padrão.


“A medida é muito bem-vinda, porque, além de inclusiva, ela representa a possibilidade de agregar novos consumidores ao mercado. Mas também é complexa, exigindo um pacto entre produtores, distribuidores e exibidores”, afirma Adhemar Oliveira, proprietário da sala Belas Artes.

 

Aplicativo

 

Em vários países, o recurso mais utilizado é um aplicativo que o espectador baixa em seu celular, que, sincronizado com a projeção, apresenta os vários recursos. 


No caso de surdos, há ainda a possibilidade de uso de um óculos especial, em que o sistema de Libras é mostrado num canto da lente.


Adhemar, que tem uma rede de cinemas no país, deixa um ponto de interrogação em relação aos filmes de arte, distribuídos por empresas pequenas e que têm menor retorno financeiro. 


Ele salienta que esse tipo de custo é diluído na quantidade de cópias.O custo pode ficar pesado para eles, por isso a câmara técnica deve pensar em soluções que custem menos.Se um filme é lançado em mil posições (salas), um valor hipotético de R$ 15 mil não é nada. Mas se lançado em apenas seis posições, é muita coisa. Se é uma medida inclusiva, ela não pode excluir o pequeno distribuidor”, pondera.


Lívia Motta registra que há um número considerável de profissionais para atender a demanda. 


“Um profissional preparado traduz a imagem em palavra, sem filtragens, diferentemente de uma pessoa que fica ao seu lado contando o que está acontecendo, filtrando a percepção”, compara a especialista.

30 de jul. de 2016

VÍDEOS DA FUNARTE AGORA TÊM AUDIODESCRIÇÃO E LIBRAS



A poucos dias dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, quando o Brasil espera receber milhares de turistas estrangeiros, a Fundação Nacional de ArtesFunarte, por meio de seu Centro de Programas Integrados, disponibiliza no portal da instituição novas versões de 46 vídeos do projeto Brasil Memória das Artes. 


O conteúdo digitalizado sobre artes cênicas, música e outras linguagens artísticas com a temática Personagens das artes brasileiras foram traduzidos para três idiomas: inglês, francês e espanhol, facilitando assim o acesso de internautas de outros países ao acervo da Fundação. 


Outra novidade é que as pessoas com deficiência também poderão assistir aos vídeos, que ganharam versões com legendas Closed Caption em português e em Libras (Língua Brasileira de Sinais), ambas destinadas aos surdos; e com audiodescrição recurso acessível aos cegos, através da narração do que se vê nas cenas


As versões legendadas e acessíveis dos vídeos foram produzidas pelo Canal Virtual – setor responsável pela difusão da memória a partir do vasto acervo do Centro de Documentação e Informação (Cedoc) da instituição. 


A disponibilização destas versões não apenas amplia o acesso ao projeto Brasil Memória das Artes – Personagens das Artes Brasileiras, como reafirma o compromisso da Funarte com a acessibilidade. 


Depoimento do compositor Hermínio Bello de Carvalho sobre o Projeto Pixinguinha Produzidos entre 2010 e 2014, os vídeos relembram a trajetória de grandes personagens das artes brasileiras, como a atriz Dulcina de Moraes, os dramaturgos Nelson Rodrigues e Augusto Boal e o compositor Sidney Miller, além de iniciativas históricas da Funarte, como o Projeto Pixinguinha – criado em 1977 com a proposta de fazer circular pelo país shows de música brasileira a preços acessíveis. 


Clique aqui para acessar os vídeos do Projeto Memória das Artes – Personagens das Artes Brasileiras, da Funarte, com recursos de acessibilidade e legendas em línguas estrangeiras. 



Fonte: Funarte


 

13 de jul. de 2016

BALLET PARAISÓPOLIS FAZ APRESENTAÇÃO COM AUDIODESCRIÇÃO NO AUDITÓRIO IBIRAPUERA EM SÃO PAULO



A Prefeitura de São Paulo, Auditório Ibirapuera e Itaú Cultural convidam para o espetáculo de dança do Ballet Paraisópolis: DANÇANDO COM A ALMA, com audiodescrição


Sobre o espetáculo: 



O Ballet Paraisópolis, formado por crianças e jovens (com idade entre 8 e 16 anos) da segunda maior comunidade de São Paulo, sobe ao palco do Auditório Ibirapuera para apresentar o espetáculo Dançando com a Alma,como mostra do trabalho realizado durante quatro anos de curso. 


O espetáculo será composto por um divertssiment, com 24 coreografias nas modalidades dança contemporânea, balé clássico e de repertório


A apresentação conta ainda com a participação das bailarinas convidadas Isabella Rodrigues (São Paulo Companhia de Dança) e Sofia Tarragó (Pavilhão D). 


Com uma proposta que vai muito além da promoção da dança na comunidade e da formação artística de bailarinos, o Ballet Paraisópolis cria oportunidades, ajudando a transformar não só perspectivas de vida, mas sonhos em realidade. 

***

Ballet Paraisópolis: DANÇANDO COM A ALMA


Quando: 16 de julho de 2016 (sábado). 

Horário: 16:00 horas. 

Local: Auditório Ibirapuera. 

Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, 0, Parque do Ibirapuera – Portão 2. 

Duração: 70 minutos (aproximadamente). 
 
Ingressos: evento gratuito. Distribuição de ingressos na bilheteria do Auditório, uma hora e meia antes da apresentação. 

Classificação Indicativa: livre para todos os públicos. 

 

Atenção! 

 

  • Limite de 2 ingressos por pessoa. 
  • Sujeito à lotação da casa. 




7 de jul. de 2016

Cinema Acessível: os filmes nacionais "Contrato Vitalício' e "Mais Forte que o Mundo" tem recursos para pessoas com deficiencia visual e auditiva em todas as sessões

 



O primeiro longa-metragem do grupo Porta dos Fundos, ‘Contrato Vitalício’, que está em cartaz desde semana passada em todo o País, tem recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual ou auditiva em todas as sessões. 


Sinopse Miguel (Gregório Duvivier) e Rodrigo (Fábio Porchat) são dois amigos que costumam realizar filmes juntos. Um de seus trabalhos ganha um prêmio internacional. 


Animados, ele saem para comemorar e Rodrigo assina, em um guardanapo de bar, um contrato vitalício que garante que ele estaria em todos os filmes de Miguel dali para frente. 


No entanto, Miguel desaparece e só retorna dez anos depois. Quando reaparece, ele leva para Rodrigo, agora um ator consagrado, a proposta de um filme insano que pode destruir sua carreira.


Ficha técnica 


Direção: Ian SBF

Roteiro: Fábio Porchat e Gabriel Esteves

Elenco: Gregório Duvivier, Fábio Porchat, Antonio Tabet, João Vicente de Castro, Luis Lobianco, Thati Lopes, Marcos Veras, Júlia Rabello e outras participações.  

Duração: 100m

Gênero: comédia

Recursos acessíveis: Iguale Comunicação de Acessibilidade



Veja a seguir o Trailer Porta dos Fundos:Contrato Vitalício’

 

 

Ficha técnica 


Direção: Ian SBF

Roteiro: Fábio Porchat e Gabriel Esteves

Elenco: Gregório Duvivier, Fábio Porchat, Antonio Tabet, João Vicente de Castro, Luis Lobianco, Thati Lopes, Marcos Veras, Júlia Rabello e outras participações.  

Duração: 100m

Gênero: comédia

Recursos acessíveis: Iguale Comunicação de Acessibilidade


***


O filme ‘Mais Forte que o Mundo – A história de José Aldo', conta a história de José Aldo, campeão da categoria peso-pena do UFC, é o líder do ranking peso-por-peso da organização.


 
Sinopse: Nascido e criado em Manaus, José Aldo (José Loreto) precisa lidar com a truculência do pai, Seu José (Jackson Antunes), que além de se embebedar constantemente ainda por cima bate na esposa, Rocilene (Cláudia Ohana), com frequência. 
 
 
Enfrentando constantemente seus demônios internos, Aldo encontra na luta sua válvula de escape. 
 
 
Acreditando em seu futuro como lutador, ele aceita se mudar para o Rio de Janeiro e morar de favor no pequeno alojamento de uma academia. 
 
 
Lá ele recebe o apoio do amigo Marcos Loro (Rafinha Bastos) e conhece Vivi (Cleo Pires), uma jovem que vai constantemente à academia. 
 
 
Precisando ralar um bocado para se manter, Aldo enfim consegue um voto de confiança do treinador Dedé Pederneiras (Milhem Cortaz), iniciando assim sua carreira no mundo do MMA.
 

Veja a seguir o trailer do filme "Mais Forte que o Mundo – A história de José Aldo"

 

 
 
 

Ficha Técnica

 
Direção: Afonso Poyart
 
Elenco: José Loreto, Cleo Pires, Rômulo Arantes Neto, Jackson Antunes, Claudia Ohana, Milhem Cortaz, Paloma Bernardi, Rafinha Bastos, Thaila Ayala, Felipe Titto, Robson Nunes, José Trassi, Georgina Castro, Marjorie Gerardi

Gênero: Ação
 
Duração: 124 min.
 
Distribuidora: Paris Filmes
 
Classificação: 14 Anos
  
Os dois filmes possuem recursos de  Audiodescrição, legendas e tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), que foram produzidos pela Iguale e são liberados por meio do MovieReading (clique aqui para fazer o download).


Para usar o MovieReading, basta baixar o aplicativo, o arquivo referente ao recurso que a pessoa necessita e sincronizar equipamento para assistir, em tempo real, ao filme exibido na tela do cinema. Já para a audiodescrição é preciso conectar um fone de ouvido. 


O app sincroniza os arquivos com o som do filme por meio do reconhecimento de áudio e por isso não necessita de rede WIFI ou equipamentos específicos nas salas de cinema.

 



 Fonte: Blog Vencer Limite
 
 
 

22 de jun. de 2016

Festival de Cinema Acessível está chegando





O Festival de Cinema Acessível está de volta a Porto Alegre. A segunda etapa do Festival começa dia 8 de julho (sexta-feira), com “Se eu fosse você”, na sala Paulo Amorim da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico). 


O Festival segue nos dias 29 de julho, com “Tropa de Elite 2” e 19 de agosto, com “O Palhaço”, sempre às 19h30 e com entrada franca. Haverá distribuição de senhas no local 1 hora antes de cada sessão.


O Festival é o primeiro do país a exibir clássicos do cinema brasileiro com audiodescrição, legendas e língua brasileira de sinais. 


Os filmes são exibidos com os três recursos de forma simultânea, permitindo que pessoas cegas, com baixa visão, deficiência auditiva, surdas ou sem nenhuma deficiência assistam aos longas na mesma sessão – o que permite a troca de experiências em um ambiente que valoriza as diferenças. 


A iniciativa é uma realização do Som da Luz, com patrocínio de Banrisul Consórcios, Badesul e IMEC Supermercado, através da Lei Rouanet.

 
Conforme o idealizador do Festival e diretor do Som da Luz Sidnei Schames, o sucesso da primeira etapa do evento evidenciou que o público está ávido por produções cinematográficas e atividades culturais com acessibilidade.


 “Estamos contagiando as pessoas e mostrando que cinema pode – e deve – ser uma experiência vivenciada por todos. Acredito que estamos contribuindo com uma mudança de paradigma, em que a arte passa a ser pensada para todos e não apenas para um segmento da população”, afirma ele.


No ano passado o Som da Luz promoveu a primeira etapa do Festival de Cinema Acessível, com a exibição de cinco longas-metragens. 


Ao longo do primeiro semestre deste ano as obras do Festival foram exibidos nas principais cidades do interior do Estado através de uma ação de treinamento do Banrisul. 


Além disso, a equipe do Festival está visitando escolas públicas e privadas para levar cinema e debater questões de acessibilidade com alunos e professores.

Muitos músicos e artistas já manifestaram publicamente o seu apoio ao Festival, postando vídeos e convidando o público a prestigiar o evento. Acompanhe tudo na página oficina do Festival no Facebook (link para o facebook).

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Festival de Cinema Acessível



Realização: O Som da Luz
 
Datas: 8 de julho (Se eu fosse você), 29 de jullho (Tropa de Elite 2) e 19 de agosto (O Palhaço)  

Local: Sala Paulo Amorim da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico – Porto Alegre)  

Horário: 19h30

Ingresso: gratuíto, com distribuição de senhas 1 hora antes

***

 

6 de jun. de 2016

Em Libras, alunas da UFSCar falam sobre a situação do Brasil




A inclusão está, também, nos pequenos gestos. Três alunas da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, campus São Carlos, gravaram um vídeo no qual contam, em Língua Brasileira de Sinais – Libras, a atual situação da universidade e também do Brasil.


No vídeo, Anne Iriarte, Juliana Sena e Bruna Duarte explicam que a UFSCar está paralisada devido ao momento político por que passa País. 


Segundo as universitárias, os alunos decidiram fechar os prédios de aulas teóricas para incentivar o debate entre alunos, professores e funcionários sobre a atual conjuntura política.


Em seguida, elas dão um panorama geral do que está havendo na política brasileira e como está a situação do nosso país após a chegada de Michel Temer ao poder.

"Fizemos esse vídeo para mostrar à comunidade surda o que está acontecendo no Brasil e na nossa universidade”.


Até a publicação deste texto, o vídeo já havia sido visualizado mais de 22 mil vezes e teve 417 compartilhamento.



Para assistir ao vídeo clique aqui (necessário ter conta no facebook)


 
Fonte: Vida Mais Livre

25 de mai. de 2016

1º Seminário Regional sobre Audiodescrição - Região Metropolitana - "Transformando imagens em palavras"


 
 
Data: 01 de junho de 2016


Horário:  9 às 12 horas e das 14 às 16 horas


Local:  SESC Gravataí - Rua Anápio Gomes, 1241


Organização: 

  •  Faders Acessibilidade e Inclusão
  •  Prefeitura Municipal de Gravataí
  •  SESC Gravataí

Apresentação:


É papel da Faders Acessibilidade e Inclusão promover os direitos da pessoa com deficiência e sobretudo, pensar mecanismos que estimulem a eliminação de barreiras para que estes sujeitos partilhem da igualdade de oportunidades no acesso a bens e serviços.

 
A audiodescrição se insere neste processo como um mecanismo que oferta as pessoas com deficiência visual, baixa visão, dislexos, dentre outros, a partir da transformação de imagens em palavras, podendo ser aplicada a atividades sociais, culturais e técnicas. E é nesta perspectiva que este encontro se insere.


Objetivo:


Promover o conhecimento e a reflexão sobre a Audiodescrição no contexto das políticas públicas de forma regionalizada.


Programação: 


  • 9h -  Apresentação Cultural e Abertura Oficial
 
  • 9h30 - Estado da Arte – Audiodescrição como Política Pública Acessibilidade comunicacional - Legenda, Libras e Estenotipia
    Sites e eventos acessíveis
 
  • 12h - Almoço
 
  • 14h -  Mesa 01: O consultor em Audiodescrição - Palestrante – Felipe Mianes
 
  • 15h -  Mesa 02: Audiodescrição na prática – experiências do RS -   Palestrantes – Mimi Aragon e Kemi Oshiro
 
  • 16h - Encerramento


Inscrições Online:
CLIQUE AQUI!

 



 

22 de abr. de 2016

Biblioteca Braile oferece possibilidades de inclusão social a cegos em Manaus




Desde 2006, Nilo Lopes, de 47 anos, aprende a lidar com a deficiência visual. Porém, das terças às sextas-feiras dos últimos cinco anos, o ato de enxergar criou outro significado. 


O olhar não faz falta nenhuma”. 

É assim que o técnico eletrônico industrial se sente na Biblioteca Braile do Amazonas, localizada no Bloco C do Sambódromo, no Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus.


O acervo da Biblioteca conta com mais de 1000 livros em braile, 4.020 livros falados ou no formato audiolivros, 102 filmes com audiodescrição e 25.000 livros digitalizados


Outra atração são as aulas de violão, às quartas e sextas, e de teclado, às terça e quinta. 


“Aqui, tocando música, a gente nem pensa na deficiência. A gente ouve o que tá vindo do coração e é uma satisfação”, conta Nilo que frequenta a Biblioteca Braile há cinco anos e sente como se fosse parte de sua casa".


O local possui 290 cadastros. Além de frequentar o local, as pessoas podem emprestar os livros e combinar com a gente para o dia de entrega. 


"Atendemos desde crianças, mas o nosso maior público é o infanto juvenil até idosos. As pessoas sentem a acessibilidade e, com isso, ficam mais confortáveis”, conta a assessora administrativa da Biblioteca, Karen Cordeiro. 


Sobre os livros do local, a assessora destaca que estes são doados pela Fundação Dorina Nowill e também produzidos pela própria biblioteca. Obras de ficção contemporânea, literatura brasileira e técnicos se destacam no acervo. 


“Também fazemos a adaptação do livro de tinta para braile ou em formato de áudio que ficam no nosso acervo. Muitas pessoas utilizam esse recurso de tradução, pois os livros disponibilizados pelas faculdades ou cursos não são acessíveis. Gratuitamente realizamos essa conversão”, explica Cordeiro, acrescentando que o tempo de produção depende do formato entregue e do tamanho da obra.

Quem já teve auxílio das produções foi historiadora Renata Moraes, 32. Após frequentar o local há mais de dez anos e usufruir do acervo, ela começou a trabalhar na biblioteca. 


“Sou formada em História e tenho a vontade de ser professora de braile. Os livros me ajudaram quando estudei para concursos e também em estudos para a pós graduação. Aluguei livros sobre a Constituição Federal, Direito Legislativo e Informática”, conta.


A Biblioteca também oferece curso de braile gratuito no horário de funcionamento da biblioteca, de segunda a sexta de 8h às 17h. Os interessados podem realizar o agendamento através do contato (92) 3622 0869.

 

Voluntários



O coordenador da Biblioteca Braile, Gilson Pereira, que também é deficiente visual, conta que o local busca voluntariados para agirem como ledores, aqueles que leem os livros para a gravação das obras do acervo. 


“O voluntário vem aqui, realiza um teste de leitura e pode gravar um livro que é demandado. Hoje, temos duas, para as outras obras são utilizados a voz sintetizada pelo computador, mas confesso que a humana é bem melhor, pois consegue ser mais fiel ao que está escrito”, explica.

Parcerias

 

Pereira destaca que voluntários já aturam em outras parcerias do local. Fundada em 1999, a Biblioteca era focada em criar e expandir o acervo. Já a partir de 2003, o foco da casa passou a dar apoio aos deficientes visuais entrar na Universidade Estadual do Amazonas.


“Nós tínhamos grupos de voluntários ledores de diversas matérias para o grupo de estudo para o vestibular. Em 2004, o primeiro adentrou. No total, naquele ano a UEA tinha 28 alunos cegos e de baixa visão. A partir de 2009, a tarefa era implantar nos espetáculos do Teatro Amazonas a auto descrição. Vale destacar que aquele preconceito do cego como coitadinho já passou, hoje só não lê quem não quer”, diz Gilson.






19 de abr. de 2016

Pernambuco promove 3ª edição do Festival Verouvindo





O Festival Verouvindo chega à edição e acontece de 20 a 24 de abril, com entrada gratuita, nos cinemas do Museu de Recife e São Luiz, em Pernambuco. 


Dentre as seleção de filmes, estão “Baile Perfumado”, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, “Tatuagem”, de Hilton Lacerda e “Boa Noite, solidão”, de Geneton Moraes Neto, todos com recursos de acessibilidade.


Incentivado pelo Funcultura e realizado pela Com Acessibilidade Comunicacional, a mostra destaca-se por promover o serviço de audiodescrição e da Libras no audiovisual e pela formação do público com deficiência visual ou auditiva.


Tal recurso no cinema é voltado para pessoas cegas e de baixa visão que descreve o ambiente, os personagens, o figurino e os demais elementos imagéticos e sonoros contidos em uma cena.


Já a tradução em Libras reproduz e interpreta os diálogos, narrativas e sons na língua de sinais.


O VerOuvindo, idealizado e produzido pela audiodescritora Liliana Tavares, não só leva para as grandes telas curtas e longas-metragens compreensíveis para todos os públicos, como possui uma Mostra Competitiva e premia em dinheiro audiodescritores. Além disso, visa ampliar o debate em torno da acessibilidade no audiovisual.


“Promovemos também atividades formativas como mesa redonda, estudo de roteiro e debate com os diretores, profissionais da acessibilidade e o público”, pontua Liliana.


Sessão Memória



Criada este ano, a Sessão Memória exibirá filmes importantes da história de Pernambuco com audiodescrição e Libras. No dia 23 de abril, o longa-metragem 


Baile Perfumado”, lançado há 20 anos, estará nas telas do Verouvindo disponível para todos. 


A sessão será às 17h, no cinema São Luiz e na sequência, ocorre show de música com  a cantora e compositora Luiza Caspary.


Formação                        



Uma das ações do Verouvindo é fomentar a discussão sobre a inserção da acessibilidade comunicacional no audiovisual. 


Deste modo, na abertura do evento, sempre há uma mesa-redonda para debater as técnicas de inclusão cultural.


A difusão da audiodescrição” será o tema abordado este ano pelas produtoras, Lara Pozzobon e Rachel Ellis e mediada pela audiodescritora Liliana Tavares. 


A mesa acontecerá no dia 20 de abril, às 17h, na Fundaj na sala Caloutre Gulbenkiean, Av. 17 de Agosto, 2187.


Nesta edição, haverá ainda, um estudo de roteiro de audiodescrição, com audiodescritora e locutora gaúcha Márcia Caspary. 


A aula acontecerá no dia 24 de abril, às 15h, no cinema São Luiz e será aberta a todos.


Para conferir a programação completa e mais detalhes, acesse o site do Festival.


4 de fev. de 2016

Circo Vox trás 3 espetáculos com audiodescrição e interpretação de libras



Ministério da Cultura e Tom Brasil apresentam: CIRCO VOX em 3 espetáculos, no dia 07 de fevereiro, com audiodescrição e interpretação em LIBRAS. 


Espetáculo Se CHOVE não MOLHA

1º Espetáculo: SE CHOVER NÃO MOLHA 



Um espetáculo divertidíssimo com uma família de palhaços e suas trapalhadas.


Data: 07 de fevereiro.


Horário: 11:00 horas. 

***


2º Espetáculo: CARAVANA 



Mistura de canto, dança e teatro com os números circenses habituais. 


Data: 07 de fevereiro. 


Horário: 16:00 horas. 


*** 


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3º Espetáculo: NOSTALGIA 



Um espetáculo que resgata a magia dos primeiros circos que se apresentaram no Brasil, quando os artistas circenses eram ainda as estrelas da televisão. 


Data: 07 de fevereiro. 


Horário: 19:00 horas. 


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Endereço: Rua Bragança Paulista, 1281 (próximo à Av. das Nações Unidas).  


Informações:www.tombrasil.com.br 


Patrocínio Cultural: Vivo. Apoio: Estanplaza Hotels e Estrella Galícia. 


Realização: Ministério da Cultura, Governo Federal, Ministério da Cultura Transportadoras Aéreas Oficiais: Delta e Gol. 


Ingressos: 


  • CORTESIA  PARA  PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL ACOMPANHANTES
  • CAD ALTA PARCIAL - a partir de R$25,00 
  • CAMAROTE - a partir de R$50,00
  • FRISAS - a partir de R$40,00  
  • SETOR 01 - a partir de R$40,00 
  • SETOR 02 - a partir de R$25,00  
  • SETOR VIP - a partir de R$50,00