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26 de out de 2016

Em Santa Catarina, youtuber usa internet para falar sobre inclusão



Me encho de esperança em um futuro melhor quando encontro jovens como a Mariana Torquato, lutando pelo que acredita ser justo, não só para ela, mas para toda a sociedade. 


Ela é natural de Florianópolis e está fazendo sucesso no YouTube com uma proposta bem interessante. Mais do que isto, necessária. Ela tem deficiência física, e usa a internet para divulgar, criticar, elogiar e principalmente para promover ações de cidadania e igualdade.


No último vídeo postado, ela critica uma frase infeliz do prefeito eleito de São Paulo, João Doria Júnior, que usou o termo ‘defeituosas para se referir às crianças com deficiência da AACD. Realmente, o político cometeu uma gafe. 


Tem gente que acha que é muita patrulha se preocupar com essas nomenclaturas politicamente corretas. Algumas eu também acho. Por exemplo: anão é anão, cego é cego. Não vejo problema em falar assim, em vez de dizer pessoa com deficiência auditiva ou visual. Mas a palavra “defeituosa” é pesada, ultrapassada e tem uma conotação muito negativa, em nada contribuindo para a causa.


No vídeo, Mariana critica outra atitude de Doria, que prometeu nos primeiros dias da campanha eleitoral que ao chegar à prefeitura iria enxugar as contas públicas extinguindo secretarias, entre elas a da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. Após a repercussão negativa, ele voltou atrás e afirmou que manteria esta secretaria em seu governo. 


“Agora, de forma contraditória, ele diz que vai doar seu primeiro salário como prefeito de São Paulo para uma entidade que presta serviços a pessoas com deficiência. Isso é pura jogada de marketing pessoal, porque dinheiro ele sempre teve pra doar.”


A youtuber, que é formada em Administração Empresarial e estudante de Ciência e Tecnologia dos Alimentos, faz questão de frisar que não é de caridade que as pessoas com necessidades especiais precisam, mas sim de inclusão, por meio de políticas públicas que garantam seus direitos. 


“Existimos, mas não estamos na tv, nem no rádio, nem na política. Mas existimos, e não somos defeituosos”, reitera. 





 
 
 

10 de out de 2016

Habilitação de surdos unilaterais para cotas no mercado de trabalho é tema de debate


 
 
Uma mudança na atual legislação para garantir os diretos já assegurados às pessoas com deficiência auditiva nos dois ouvidos também aos surdos unilaterais dividiu opiniões, durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta segunda-feira (10). 
 
 
Os defensores da alteração afirmam que os deficientes de apenas um ouvido vivem em um “limbo”, preteridos quando enfrentam a concorrência, mas sem o direito de usufruir de benesses como a Lei de Cotas (Lei 8.213/1991). 


Já os contrários ponderaram que a aprovação será um retrocesso, afetará a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LEI 13.146/2015) e trará consequências para a contratação de surdos bilaterais, pois o mercado de trabalho sempre dará preferência ao deficiente que demande menos gastos com adaptações e treinamentos.


O senador Paulo Paim (PT-RS), relator do projeto de lei da Câmara (PLC 23/2016) que inclui os deficientes auditivos unilaterais como pessoa com deficiência para esses efeitos legais — hoje, eles são excluídos graças ao Decreto 5.296, de 2004 —, propôs que os participantes da audiência se reúnam novamente com ele, na próxima quinta-feira (13), para tentar ajustar uma redação ideal para a proposta.


— Tenho a tendência, como relator, de querer construir uma alternativa, um entendimento. Vamos fazer o bom diálogo — propôs.

Inclusão



Durante o debate, os defensores da inclusão dos deficientes unilaterais apontaram as dificuldades enfrentadas por eles. Eles são prejudicados no mercado de trabalho quando enfrentam a ampla concorrência, mas também não têm acesso às leis inclusivas, por isso defenderam o “alargamento do conceito”.


O médico otologista Krishnamurti Sarmento Junior mencionou artigos e estudos publicados em revistas médicas que asseguram existirem prejuízos para o desenvolvimento, até a vida adulta, das crianças com deficiência em apenas um ouvido. 


Segundo ele, habilidades da fala, desempenho acadêmico, interação social, funções cognitivas, tudo isso é prejudicado pela surdez unilateral.


— Não se trata de comparar deficiências, a gente não tem dúvida de que um surdo bilateral tem dificuldades maiores, até pela barreira da língua. O unilateral é oralizado, domina a língua falada. Mas isso não significa que o unilateral não tenha uma deficiência — disse.


Luciano Fernandes, porta voz dos deficientes unilaterais, lembrou que a deficiência em só um ouvido corresponde à definição de pessoa com deficiência proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU)


Também citou que o projeto reinclui os deficientes auditivos unilaterais entre as pessoas com deficiência, como era antes do Decreto de 2004, e salientou não haver essa diferenciação legal para quem tem perda visual em apenas um olho, por exemplo.


Kayo Leite, advogado e integrante da Comissão de Fiscalização de Concursos Públicos da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), registrou ainda que os tribunais superiores vêm reconhecendo os surdos unilaterais como pessoas portadoras de necessidades especiais, sedimentando uma jurisprudência e resgatando o espírito inclusivo da Constituição Federal.


Lei Brasileira de Inclusão

 

De acordo com Filipe Trigueiro, representante do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), o projeto de lei, caso seja aprovado, poderá revogar a Lei Brasileira de Inclusão. Ele teme até que a iniciativa seja inconstitucional.


— [Aprovar o projeto] pode ser uma perda significativa. Temos que fazer essa avaliação e entender a questão das brechas na jurisdição — disse.


Na opinião de Fernanda Di Cavalcanti, também representante do Conade e responsável pelo projeto de fiscalização da Lei de Cotas, a LBI vai permitir mais evolução na defesa dos que realmente necessitam usar a cota. 


Esse modelo entrará em vigor em 2018, explicou. Ela condenou a tentativa de mudança na lei, e disse já existirem instrumentos jurídicos suficientes para garantir os direitos das pessoas com deficiência, o problema é colocar em prática.


— Hoje, você pode ser uma pessoa com deficiência e evoluir para não ser mais. Quando você restringe esses conceitos para uma lei, não faz parte da evolução que o Brasil e o movimento têm sobre o conceito — avaliou.


A integrante do Conade lembrou ainda que no país, existem políticas públicas que não são restritivas, como o acesso à saúde e à educação, o que não é o caso da de cotas. 


O intuito desta é o de ajudar as pessoas que necessitam de um diferencial para entrar no mercado de trabalho.


— Se ela não for restritiva, enquanto houver uma pessoa com deficiência mais leve, a mais pesada vai ser preterida no mercado de trabalho — afirmou.



 
 
 
 

26 de jul de 2016

Autismo é tema de debate online na próxima quarta-feira


 


De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) estima-se que 70 milhões de pessoas tenham autismo, cerca de 1% da população mundial


Crianças e adultos com essa síndrome geralmente apresentam dificuldades na comunicação verbal e não verbal, interação social e lazer e atividades lúdicas


Com isso, este tema é bastante discutido entre os educadores e familiares envolvidas na temática da pessoa com deficiência. 


Diante desse cenário, na próxima quarta-feira, dia 27/07, às 17h, o site do projeto Diversidade na Rua, da Mercur realizará um debate online com o tema Minha experiência com o Autismo” com a psicopedagoga e criadora do blog Mundo da Mi, Fausta Cristina.


Cristina falará sobre o processo de aceitação do diagnóstico e as mudanças que precisam ser feitas para ajudar as pessoas com autismo. 


As questões que envolvem a vida das famílias e das pessoas que em geral têm suas vidas tocadas pelo autismo também serão abordadas durante o debate. 


“Se tem uma coisa que aprendi é que o autismo é diferente de pessoa para pessoa, não existe receita que funcione igual para todos e ninguém ainda pode afirmar verdades”, declara a psicopedagoga.

 
Por ser aberto ao público, qualquer pessoa que tenha interesse no tema pode participar do debate, basta acessar o site (www.diversidadenarua.cc/debate)
O formato é como o de um fórum: as questões são lançadas pelos participantes e todas as respostas podem ser replicadas. Para interagir é preciso fazer um cadastro rápido e simples.


27 de jun de 2016

Como a tecnologia pode tornar a cidade acessível para todos





Coisas simples como a ausência de piso tátil, não podar árvores que se projetam para as calçadas (o que gera um risco para a segurança de pedestres cegos), a falta de rampas e calçadas regulares para o tráfego de cadeirantes, idosos e muitos outros problemas de acessibilidade tornam nossas cidades um espaço excludente, cujas possibilidades de uso prejudicam em muito a mobilidade das pessoas. 


É necessário compreender quais são os principais problemas, mas também quais são as oportunidades de desenvolvimento tecnológico que nós – enquanto sociedade – devemos aproveitar, independente do investimento público, para que essa realidade se transforme. 


Diante desse cenário, na próxima quarta-feira, 29 de junho, às 19h30, o site Diversidade na Rua, da Mercur realizará um Debate Aberto ao público com o pesquisador em pós-doutorado na UFRJ, Wallace Ugulino. 


Ele conduz pesquisas em computação móvel e wearable, com especialidade em tecnologia assistiva para idosos e indivíduos com deficiência. 


Wallace criou, em sua tese de doutorado, óculos para pessoas cegas ou com deficiência visual, que fazem o mapeamento e a descrição do local e dos objetos presentes.


“Quais tecnologias um pesquisador como eu deveria investigar para melhorar a mobilidade de cegos? Sabemos que GPS tem uma precisão ainda inadequada para a mobilidade de cegos, mas quais detalhes devemos adicionar para que o conjunto de informações seja mais útil para o pedestre cego, para o cadeirante, para o surdo? Se você foi cadeirante por uma semana, como fez para transitar? Que recursos da cidade lhe foram úteis? Se você é cego e memoriza algum ponto de referência para se encontrar nessa cidade que não te apoia, que pontos de referência são esses? Será que nós, cidadãos, poderíamos mapeá-los com tecnologia para ajudar a tornar a mobilidade um direito (efetivo) de todos?”, questiona Wallace.


Por ser aberto ao público, qualquer pessoa que tenha interesse no tema pode participar do debate. Basta acessar o site (www.diversidadenarua.cc/debate). 


O formato é como o de um fórum: as questões são lançadas pelos participantes e todas as respostas podem ser replicadas. 


Para interagir é preciso fazer um cadastro rápido e simples. Também é possível acompanhar os principais momentos do debate pelo Twitter do Diversidade na Rua.

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Debate aberto: "Tecnologia para tornar a cidade para todos"


Data: 29 de junho

Horário: 19h30

Para participar acesse: http://www.diversidadenarua.cc/debate


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16 de mai de 2016

A empresa Mercur promove debate sobre equipe de basquete em cadeira de rodas






Aproveitando a proximidade dos Jogos Paralímpicos 2016, a empresa Mercur realiza Debate Aberto ao público sobre a equipe brasileira de Basquete em Cadeiras de Rodas


O evento acontece na próxima quarta-feira, 18, às 19h30 e pode ser acompanhado no site do projeto Diversidade na Rua.


A conversa contará com a participação de Tiago Frank, técnico da Seleção Brasileira Masculina de Basquete em Cadeira de Rodas, e do estudante que criou o primeiro portal de notícias sobre os Jogos Paralímpicos, Noticiário Paralímpico, Nataniel Souza.


“Conversar sobre o esporte paralímpico é, na verdade, incluir as pessoas que não tem deficiência no ambiente vivido por esta parcela da população". 


Segundo Nataniel faltam um pouco mais de 100 dias para as Paralimpíadas, este é o momento de reforçar o valor das pessoas com deficiência e de quebrar paradigmas. Muitos ainda têm uma ideia de que as pessoas com deficiência são, de alguma maneira, inferiores, o que não é verdade.


“O time de basquete está em pleno desenvolvimento para atingir um nível de excelência e competitividade contra grandes potências no cenário internacional. Será um prazer compartilhar a experiência na liderança desta equipe neste fórum online”, declara o técnico da Seleção Brasileira Masculina de Basquete em Cadeira de Rodas, Tiago Frank.

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Debate aberto Diversidade na Rua


Tema: Jogos Paralímpicos e a Seleção Brasileira de Basquete em Cadeiras de Roda


Quando: quarta-feira, 18/5, às 19h30


Convidados: Tiago Frank (técnico da Seleção Brasileira Masculina de Basquete em Cadeira de Rodas) e Nataniel Souza (criador do primeiro portal de notícias sobre os Jogos Paralímpicos). 




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Fonte: Vida Mais Livre

 



11 de mai de 2016

Evento debate inclusão de pessoas com deficiência na construção



O Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (SINICESP), promove evento sobre estudo dos desafios na inclusão profissional de pessoas com deficiência na construção pesada. 


O encontro ocorre em 16 de maio, no auditório Escola Senai Francisco Matarazzo, no Brás, em São Paulo


O trabalho foi desenvolvido em 13 empresas da construção pesada, que concordaram em subsidiar o estudo denominado “Diagnóstico: a indústria da construção pesada e a consolidação da presença de trabalhadores com deficiência”. 


As empresas participantes foram: Azevedo & Travassos, Camargo Corrêa, Constran, Constroeste, CSO, Encalso, Mendes Jr., OAS, Odebrecht, Sinalisa, Souza Compec, TIISA e Vale do Rio Novo.


A entidade responsável pelo levantamento, o Instituto Amankay, realizou o trabalho por solicitação do SINICESP, sob orientação da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo. 


O Diagnóstico faz parte das contrapartidas previstas em acordo tripartite celebrado entre o SINICESP, o Sindicato dos TrabalhadoresSINTRAPAV e a SRTE/SP.

 
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Debate: inclusão de pessoas com deficiência na construção

 

Quando: segunda-feira, 16/5,

Onde: Auditório da Escola Senai Francisco Matarazzo
 
Endereço: Rua Correia de Andrade, 232, Brás, São Paulo – SP

Horário: 8h30 às 12h40


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26 de abr de 2016

Educação Inclusiva é o tema do próximo Debate Aberto




28 de abril é o Dia Mundial da Educação. A data marca a realização do Fórum Mundial de Educação, no ano 2000, na cidade de Dakar, no Senegal. 


Na ocasião, representantes de 180 países se comprometeram a não poupar esforços para garantir o direito de todas e todos a um ensino de qualidade. 


Para comemorar a data, na próxima quinta-feira (28/04), às 19h, o site do projeto Diversidade na Rua da Mercur realizará um debate online sobre a Educação Inclusiva nas escolas.


Um dos pontos centrais do debate é desmistificar se é possível atender um estudante com deficiência na escola regular. 


Desde 2011, o projeto DIVERSA tem viajado para diferentes regiões do mundo para pesquisar escolas que atendem com qualidade crianças e adolescentes com deficiência em salas de aulas comuns. 


Além disso, a plataforma desenvolvida pelo Instituto Rodrigo Mendes (IRM) recebe relatos de educadores que oferecem respostas positivas a essa questão. 


O objetivo do projeto é transformar essas práticas em fonte de referências para pessoas comprometidas com o desafio da educação inclusiva.


A conversa será comandada pelo superintendente do IRM, Rodrigo Hübner Mendes. Rodrigo é graduado em Administração de Empresas e mestre em Gestão da Diversidade Humana pela Fundação Getúlio Vargas, onde atua como professor. 


“Temas complexos, como a educação inclusiva, requerem espaços que estimulem e valorizem o diálogo entre as diversas esferas sociais envolvidas com o tema”, destaca o superintendente.


Por ser aberto ao público, qualquer pessoa que tenha interesse no tema pode participar do Debate Aberto acessando o site (www.diversidadenarua.cc/debate). 


O formato é como o de um fórum: as questões são lançadas pelos participantes e todas as respostas podem ser replicadas. Para interagir é preciso fazer um cadastro rápido e simples. 


Sobre Rodrigo Hübner Mendes e o IRM:



Rodrigo foi aluno do curso de Liderança e Políticas Públicas para o século XXI na Kennedy School of Government, em Harvard e é membro do Young Global Leaders (World Economic Forum) e empreendedor social Ashoka.


Desde 2004, dirige o Instituto Rodrigo Mendes (IRM), organização sem fins lucrativos fundada por ele em 1994. 


O Instituto desenvolve programas de pesquisa, formação continuada e controle social na área da educação inclusiva


O objetivo da organização é contribuir com a transformação do sistema público de ensino brasileiro em um modelo inclusivo, capaz de acolher a diversidade humana em sua plenitude.


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Instituto Rodrigo Mendes na Web:


Site : www.rm.org.br
 
Twitter: @projetodiversa
 


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17 de fev de 2016

Evento aborda desafios para a formação de universitários surdos

Pilha de livros com um capelo de formatura
 
 
A Unesp promove a roda de conversa "Educação inclusiva: desafios para a formação de universitários surdos" nesta sexta-feira, 19, das 19h30 às 22h, no anfiteatro do campus Marília. 
 
 
Com o objetivo promover o debate e reflexão sobre as políticas institucionais que apoiam o acesso e a permanência de universitários surdos na educação superior.
 
 
Como convidada, a Professora Doutora Sueli Fernandes do Setor de Ciências Humanas/ Coordenação do Curso de Letras Libras - Universidade Federal do Paraná (UFTPR) participa do debate, moderado por Sandra Eli Sartoreto de Oliveira, doutora do Departamento de Educação Especial e Programa de Pós-Graduação em Educação da FFC/Unesp - Marília.


Mais do que pessoas com deficiência, a roda de conversa busca propriciar o diálogo entre  estudantes da graduação e pós-gradução, professores e profissionais em geral.
 
 
A realização conta com o Lalis  (Laboratório da Linguagem à Surdez), Unesp e CEFEPI (Centro de Formação Extensão e Pesquisa em Inclusão).
 
 
 
 
 

2 de dez de 2015

Comissão de Educação vai debater Estatuto da Pessoa com Deficiência



A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) vai debater a aplicação da Lei Brasileira de Inclusão, também conhecida por Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015). 


O texto, em vigor desde julho deste ano, visa garantir, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais desses cidadãos, visando a inclusão social e a cidadania. 


A audiência, que acontece nesta quinta-feira (03), a partir de 9h, faz parte do encerramento da 9ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência.


Foram convidados para a discussão o diretor de Relações Institucionais do Comitê Paralímpico Brasileiro, Luiz Garcia; o embaixador do Reino Unido no Brasil, Alex Ellis; a doutora em Educação, Loni Elisete Manica; e o assessor de Inclusão da Pessoa com Deficiência do gabinete do senador Paulo Paim, Luciano Ambrósio Campos.


O presidente da Comissão de Educação, senador Romário (PSB-RJ), propôs o debate. Ele lembrou que pessoas com deficiência são mais vulneráveis a abusos e normalmente não frequentam a escola ou têm emprego.


— Também é importante destacar que a maioria dos deficientes não consegue entrar no mercado de trabalho, principalmente porque alguns empregadores acreditam que essas pessoas não são capazes de realizar o trabalho com eficiência, além de acharem que a construção de um ambiente acessível é bastante cara — ressaltou Romário.


O senador do PSB defende ser fundamental a criação de políticas que acolham melhor essa parcela da população.


A audiência pública na Comissão de Educação terá tradução simultânea na Língua Brasileira de Sinais (Libras). 


As perguntas e comentários da população podem ser enviadas por meio do Portal e-Cidadania, no endereço www.senado.leg.br/ecidadania, e do Alô Senado, pelo número 0800 61 22 11.


Você também pode participar pelo site  http://bit.ly/audienciainterativa








 
Fonte: Agência do Senado                          

18 de nov de 2015

Debate sobre perda auditiva: informação é a melhor prevenção contra o preconceito



Foram muitas interações no debate virtual “Soluções auditivas: pelo bem-estar e contra o preconceito”, promovido pelo site Diversidade na Rua (www.diversidadenarua.cc/), projeto da empresa Mercur, em parceria com o portal Deficiência Auditiva (www.deficienciaauditiva.com.br) no dia 12 de novembro, às 19h.


A mediação do debate foi feita pela equipe do Portal Deficiência Auditiva: a fonoaudióloga Mônica de Sá Ferreira, do conselho editorial do portal Deficiência Auditiva; a jornalista e deficiente auditiva, Daniella Lisieux de Oliveira Navarro, e a editora do portal Deficiência Auditiva, Juliana Tavares.


“A população, em geral, não está preparada para receber e atender o cliente com perda auditiva, assim como não sabe lidar com os outros problemas, afirmou uma das participantes, Luciana de Araújo Machado, fonoaudióloga. 


“O funcionário que trabalha em um guichê para atender pessoas com deficiências, deveria estar preparado para se comunicar com pessoas surdas, ter uma boa articulação labial e expressão fácil, e saber o básico de LIBRAS".


Até hoje não encontrei nenhum que soubesse "LIBRAS”, reforçou Patrícia Rodrigues Witt, terapeuta ocupacional, deficiente auditiva profunda e escritora do blog e livro “Surdez Silêncio em Voo de Borboleta”, que também participou do debate.


A questão da demora em procurar por tratamento adequado também foi apresentada no debate. Isso porque estudos mostram que uma pessoa que está perdendo audição pode demorar até 7 anos para procurar auxílio médico. 


A fase do luto é muito grande e isso acaba prejudicando o tratamento, pois a perda auditiva costuma ser progressiva. 


Além da falta de informação, perdas auditivas progressivas costumam ser menos percebidas que uma surdez súbita, por exemplo, onde a pessoa deixa de ouvir de uma hora pra outra. As pessoas não têm ideia da privação e mal que estão fazendo ao cérebro se não houver estimulação. Inclusive saiu, recentemente, mais um trabalho científico relacionando a perda auditiva com problemas cognitivos, como o Mal de Alzheimer, relatou a fonoaudióloga Mônica Ferreira.

Para Daniella Navarro, informação é a chave para a autoaceitação. “Quem não sabe o que é a surdez e o quanto aparelhos auditivos podem ajudar, acha que ficar surdo é coisa do destino, vontade de Deus etc'. 


Quando eu não usava AASI, achava que se eu aceitasse usar um aparelho auditivo ficaria ainda mais surda porque meus ouvidos iriam se acostumar com um som mais alto. Sério!


Eu achava que se eu me esforçasse para ouvir, estaria "estimulando" meus ouvidos! Olha que absurdo! 


"Eu só passei a entender que meus ouvidos estavam se atrofiando quando encontrei médicos e fonoaudiólogos com paciência para me explicar como um aparelho auditivo funciona.”


Você pode ter acesso ao conteúdo completo do debate acessando: http://bit.ly/debate-perda-auditiva 


Caso queira enviar dúvidas, sugestões ou contribuir com depoimentos, envie um e-mail para redacao.deficienciaauditiva@gmail.com


Ajude-nos a conscientizar a sociedade sobre a importância dos cuidados com a saúde auditiva.


Você tem alguma sugestão de tema para um próximo debate aberto? Encaminhe para o e-mail: diversidade@mercur.com.br






8 de out de 2015

Anatel prorroga consulta pública que debate a acessibilidade em telecom





Os pedidos de prorrogação foram apresentados pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) e Claro, sucessora por incorporação da NET Serviços de Comunicação S/A, e aprovados parcialmente por meio do Circuito Deliberativo nº 2.361, de 2 de outubro de 2015. 


A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 5, por meio do Acórdão nº 442/2015-CD.


O regulamento proposto pela Anatel tem por objetivo estabelecer regras que proporcionem às pessoas com deficiência a fruição de serviços de telecomunicações. Determina também a utilização de equipamentos de telecomunicações em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, por meio da supressão das barreiras à comunicação e informação.


As novas regras da Anatel buscam resguardar e reforçar os direitos das pessoas com deficiência, entre eles o direito à acessibilidade, à isonomia e ao atendimento especializado e individualizado.


O RGA estabelece regras quanto à divulgação de funcionalidades, de facilidades ou de tecnologias assistivas dos terminais de telecomunicações, voltadas para os diferentes tipos de deficiência, que constem das ofertas comerciais das prestadoras.


O regulamento busca estimular a modernização dos orelhões adaptados para pessoas com deficiência auditiva por meio de recursos como videochamadas, envio e recebimento de mensagens, acesso à internet diretamente pelo terminal ou por meio de conexão sem fio, observados os avanços tecnológicos.


Além disso, o RGA da Anatel procura criar condições para a expansão das Centrais de Intermediação de Comunicação, com a possibilidade de compartilhamento de custos por parte das prestadoras que poderiam adotar uma central integrada ou terceirizada, a utilização de tecnologias para permitir a intermediação por vídeo e mensagens e o fomento do uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras).


A atual proposta é resultado de debates preliminares realizados ao longo de 2014 envolvendo representantes das prestadoras, da indústria, dos consumidores, de pessoas com deficiências auditivas, da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência e do Ministério das Comunicações.

 

6 de jun de 2015

Projeto "Papo de Mãe" é ampliado e reúne familiares de pessoas com diversas deficiências em MG



O projeto “Papo de Mãe”, que reúne familiares de pessoas com síndrome de Down para trocar informações sobre a deficiência em Juiz de Fora, foi ampliado. 


Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social, a partir de agora a ação passa a ter como público-alvo os familiares de pessoas com qualquer deficiência e passa a se chamar Algo em Comum.


O próximo encontro está marcado para 12 junho. As inscrições devem ser realizadas no local ou pelo telefone (32) 3690-7215.


Os dois encontros serão às 14h na sede do Departamento de Políticas para a Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos (DPCDH), que fica na Rua São Sebastião, 750, no Centro.


Mudanças



A partir deste mês, as reuniões, que antes eram mensais, passam a ser quinzenais, com encontros às terças e sextas-feiras. 


Os encontros de terça-feira continuam restritos ao tema “Síndrome de Down”, com oficinas ministradas pelas fonoaudiólogas Cylene Medrado e Patrícia Pogianello.


Já as reuniões de sexta-feira serão abertas aos temas relacionados a todas as deficiências, divididas em duas partes. 


Na primeira, a chefe do DPCDH, Thais Altomar, debaterá os mitos e verdades que rodeiam as pessoas com deficiência.


Na segunda parte, as supervisoras de Direitos Humanos do departamento, Giane Elisa Sales de Almeida e Ana Paula Machado, conversam sobre diversos temas como objetivo de estimular a promoção dos direitos humanos, além de discutir questões de raça, gênero e sexualidade.



Fonte: G1  /  Vida Mais Livre



23 de set de 2014

Debate sobre educação inclusiva no Ensino Médio e exibição de documentário ocorre nesta terça-feira (23/9) em SP

Foto de um aluno estudando na sala de aula
Na semana da Ação Mundial pela Educação, que se inicia no dia 21 de setembro, o Instituto Unibanco e o Instituto Rodrigo Mendes realizarão um debate gratuito e aberto ao público sobre educação inclusiva no Ensino Médio. 


O evento acontece dia 23 de setembro (terça-feira), no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do 
 Conjunto Nacional, em São Paulo


Contará com a participação do superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, do diretor geral do Instituto Rodrigo Mendes, Rodrigo Mendes e de Liliane Garcez, mestre em Educação e assessora especial da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo.
 

No debate será lançado o documentário Outro Olhar, iniciativa do Instituto Rodrigo Mendes, com apoio do Instituto Unibanco, Instituto Alana e Itaú BBA, e produção de Maria Farinha Filmes


O vídeo conta a história de Renata Basso, estudante com Síndrome de Down que acaba de completar o Ensino Médio no Colégio Coronel Pilar no município de Santa Maria, Rio Grande do Sul.


Para Henriques, o desafio da educação inclusiva no Ensino Médio é ainda maior do que na etapa do Fundamental. 


Ele explica que a inadequação da estrutura atual da escola, voltada para um ideal de aluno e não para atender a singularidade de cada um deles, vai desde o currículo até a infraestrutura e arquitetura da escola, passando pela formação de professores e gestores. 


“A educação inclusiva nos obriga a repensar o ensino como um todo. No que se refere ao currículo, precisamos pensar o que é necessário que as crianças e jovens aprendam para a vida. Além disso, são necessárias políticas públicas para formação dos professores e para apoiar os gestores e as famílias para a garantia da educação inclusiva nas escolas públicas”, diz Henriques.


A experiência do Colégio Estadual Coronel Pilar se tornou referência em educação inclusiva.  Em 1993 a instituição recebeu o primeiro aluno cego em uma classe de ensino regular, reconheceu a importância social e aceitou o desafio pedagógico de ter salas de aula mais plurais quando tais práticas ainda eram absolutamente incipientes e experimentais na educação brasileira.

 

Segundo Mendes, fundador do Instituto Rodrigo Mendes, é preciso lembrar que a educação é um direito fundamental e, portanto, deve ser garantida a todos, sem exceção. Por outro lado, a educação inclusiva pressupõe a desconstrução do modelo de ensino atualmente predominante, propondo uma valorização da singularidade de cada indivíduo. 


“A educação contemporânea deve valorizar as diferenças, contribuindo para o desenvolvimento de competências que vão além do ler, escrever e o calcular. Por isso, esse exemplo da estudante gaúcha é tão significativo”, completa.
 

Os interessados em participar do debate podem se inscrever no site www.institutounibanco.org.br.