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18 de nov. de 2016

Memorial da Inclusão realiza ações educativas para professores e alunos



Entre os dias 21/11 e 02/12, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, por meio de um convênio com a Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, desenvolverá pelo Memorial da Inclusão ações educativas sobre os direitos das pessoas com deficiência. 


Os cursos são voltados para funcionários públicos municipais e estaduais que tem relação direta com a população, como as áreas da saúde, educação, segurança e desenvolvimento social.


O projeto beneficia 4000 funcionários públicos, 1000 professores e 12000 jovens da rede pública de todo o Estado e consiste em duas frentes


  • Na primeira, são quatro edições do curso a distância Direitos da Pessoa com Deficiência: igualdade e diversidade humana. 

  • Na segunda frente, estão contempladas a adequação do conteúdo histórico da exposição permanente do Memorial da Inclusão para linguagem lúdica e adaptada ao público infanto-juvenil, com desenvolvimento de jogos e brincadeiras voltada aos jovens e a execução de atividades de formação específica professores da rede pública a partir de palestras, rodas de conversa e atividades que tocam nos temas ligados à história da deficiência e, de forma mais circunscrita, a aspectos ligados à pedagogia, inclusão escolar e a realidade nas salas de aula. 


Todas as atividades são desempenhadas e acompanhadas por especialistas no assunto.



 



Lei de Cotas nas universidades também valerá para PCD




Nesta semana, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados a o Projeto de Lei 2995/15


Ele altera a Lei de Cotas Sociais para incluir também pessoas com deficiência entre os beneficiários das cotas em universidades federais e em escolas federais de ensino médio técnico.


De acordo com a legislação vigente, estão reservadas 50% das vagas nessas instituições a quem se declara preto, pardo ou indígena. 


O deputado Max Filho afirmou que “a lei de cotas tem cumprido o seu papel de inclusão”. 


Com a aprovação do Projeto de Lei 2995/15, os mais de 40 milhões de brasileiros que declaram possuir algum tipo de deficiência também serão beneficiados.


O Projeto já havia sido aprovado pelo Senado, e agora seguirá para sanção presidencial. Ainda não há previsão para a efetivação da mudança, já que ela ainda depende da aprovação do presidente.
 
 
 
 
 
 

31 de out. de 2016

Argentina tem primeira professora de pré-escola com síndrome de Down



Com os olhos arregalados, as crianças ouvem a história contada por Noelia Garella. Nenhum deles sabe que têm diante de si a primeira professora de pré-escola com síndrome de Down na Argentina, e uma das poucas no mundo.


Crianças de dois e três anos cercam "Noe", como Noelia é chamada na pré-escola Jermonito, e a obedecem quando ela pede que se sentem para ouvir uma história. Minutos depois, todos a imitam quando ela abre a boca como "um tubarão".


"Adoro isto. Desde pequena sempre sonhei em ser professora porque eu gosto de crianças", contou à AFP Noelia, que em 2007 se formou professora pré-escolar na cidade de Córdoba e em 2012 começou a exercer a profissão, responsável pelo programa de estímulo precoce à leitura na escola Capullitos.


"Rapidamente nós percebemos que ela tinha muita vocação e que dava o que as crianças do maternal mais precisam, que é o amor", lembra Alejandra Senestrari, ex-diretora de Capullitos.


Noelia ainda se lembra dos episódios de discriminação que sofreu quando era criança, mas hoje, com 31 anos de idade e quatro de docência em Córdoba, conta com orgulho a sua experiência de inclusão.


"Com as crianças sempre me sinto bem, seus pais me adoram e as outras professoras e as diretoras que tive são maravilhosas", afirma.


Desde janeiro, junto com outra professora, está encarregada da turma de primeiro ano no Jardim Maternal Jeromito.


"Neste ano tenho uma criança com síndrome de Down" na turma, diz entusiasmada ao lado da sua mãe, Mercedes Cabrera, funcionária pública aposentada. 


"Ah, como é bonito quando nasce alguém como eu."


'MONSTRO FELIZ'


Com um grande sorriso, Noelia conta um episódio de quando era criança, que sua mãe recorda com os olhos cheios d'água: o dia em que a diretora de um jardim de infância disse aos seus pais que ali não estudavam "monstros".


"Essa professora, para mim, é como a história que eu leio para as crianças: um monstro triste, que não entende nada e se equivoca, enquanto eu, por outro lado, sou um monstro feliz", afirma.


Delfor Garella, o pai de Noelia, lembra de outro episódio de discriminação. 


"Quando nasceu a Noe, nossa primeira filha, o médico me disse: 'Tenho que lhe dar uma má notícia'. Eu imediatamente perguntei se o bebê tinha morrido, e ele me respondeu: 'não senhor, mas é Down'", conta este engenheiro civil também aposentado.


Fora do trabalho, Noelia adora dançar, "principalmente bachata e reguetón". Segundo sua família, ela é a mais sociável do clã.


"A Noe é a que mais sai, sempre tem um plano com amigos", conta sua irmã.


AUTOESTIMA, O ANTÍDOTO


Duas das características mais evidentes de Noelia são a autoestima e o otimismo, à prova de qualquer preconceito.


Foi assim que ela conquistou a empatia dos seus colegas.


"De maneira nenhuma foram empecilhos", explica Senestrari, hoje supervisora de professoras da pré-escola municipal em Córdoba.


O que houve foi uma consideração docente "a partir de um lugar de responsabilidade" de que alguém com síndrome de Down não podia estar a cargo de alunos.


Mas essas dúvidas alimentaram um debate que terminou com uma reflexão da comunidade de pais, professores e inclusive do prefeito, que concluíram que o trabalho de Noelia podia ser dignificante.


Assim, lhe foi dada a oportunidade de exercer como professora de matérias especiais, como as oficinas de leitura precoce.


"Com o tempo, essas pessoas (que eram resistentes) concordaram com a iniciativa de adicionar a Noe como docente", disse Senestrari.


Susana Zerdan, diretora de Jermonito, afirma que "tem sido uma experiência única na equipe. A integração e a naturalidade com que as crianças a recebem já é para nós uma lição de vida".



"Nos disseram que ia haver uma professora com síndrome de Down e que não nos assustássemos, mas para mim pareceu normal, e a ideia de que possa compartilhar com as crianças me pareceu muito boa", disse Ariel Artino, pai de um dos alunos.

 
"O que eu quero é que leiam, que escutem, porque na sociedade é preciso escutar", ressalta Noelia, que no âmbito pessoal sonha em formar una família, conta, sem conseguir conter sua alegria porque está "conhecendo alguém" que lhe deixa com borboletas no estômago.







21 de out. de 2016

Senai fecha parceria para capacitação em libras a funcionários



O Senai fechou uma parceria com a MARS, empresa de alimentos, para lançar um curso de capacitação em libras para seus funcionários, com o objetivo de contribuir para um ambiente acolhedor aos recém-contratados com deficiência auditiva.


Com cerca de 70 pessoas, a turma se formou no curso, realizado na unidade da MARS em Mogi Mirim (SP). 


Profissionais de áreas como Segurança, Manufatura, Recepção e Pessoas & Organização/RH  aprenderam a utilizar desde os sinais mais básicos, como cumprimentos e indicação de lugares, até os específicos, como os termos mais usados na rotina da profissão. 


O curso tem duração total de 40 horas. A proposta é estender o curso às demais unidades da MARS pelo Brasil.






20 de out. de 2016

Produtora cria desenho inédito voltado para o público com deficiência auditiva




Foi numa “briga” com Deus que o produtor musical e empresário André Melo teve a ideia de fazer um desenho animado voltado para crianças surdas


Explica-se: ele estava passeando pela Rua XV de Novembro, em Curitiba, bem desanimado com sua vida profissional. 


Queria mudar de ramo, mas não sabia pra onde”, explica. Foi quando uma criança com deficiência parou para pedir comida. “Eu, na minha ignorância, continuei brigando com Ele. Foi quando veio o insight e me toquei: mas Ele acabou de falar comigo”, relata.


Foi ali, naquele calçadão, que ele teve a ideia de fundar uma produtora voltada para fazer animação para crianças com deficiência auditiva. 


Somente no Brasil, 1 milhão de crianças têm algum tipo de deficiência auditiva. E nenhum desenho animado feito exclusivamente para elas. 


“A maioria vem com alguém no canto da tela fazendo o sinal de Libras”, lembra André. 


Libras é a Lingua Brasileira de Sinais. Nascia ali a Área de Serviço, produtora que está realizando a primeira animação brasileira exclusivamente em Libras.


Ainda em fase de criação, André está em busca de financiamento para a produção. 


Cada animação deve custar em torno de R$ 80 mil, valor que ele vem arrecadando com a produção de eventos, área que conhece bem. Com ajuda do “concept designer” Frank Vader, os primeiros rabiscos da animação já começam a ganhar forma. 


O personagem principal é um gato, o “Tuntun”, nome inspirado em seu filho do meio. 


“Fui busca-lo na escola e os amigos o chamaram pelo apelido. Quando perguntei o porquê a explicação foi genial, pois é o barulho do nosso coração”, lembra.


Personagens definidos foi a vez de elaborar o roteiro. Tuntun é um gato cuja mãe é um cachorro. 


“Quis criar este tipo de estímulo para poder focar nas diferenças”, justifica. 


Na história também tem um alce, o professor Alcides. A animação é para crianças de zero a sete anos e terá nove personagens no total. 


Deste total, dois serão completamente surdos-mudos. Será falada em português e na linguagem de sinais.


Estudo

 

Para entrar neste universo André está tendo que fazer muita pesquisa. “Também fui buscar apoio junto às instituições”, afirma. Dentro do universo sem som, o que conta são as expressões de rosto. 


“Para isto, teremos que ter todos os personagens falando de frente para a audiência, nunca de lado, explica. Todas as animações serão faladas em português e em Libras, simultaneamente. 


“Nossa ideia é que as crianças, através do Tuntun, aprendam a se comunicar em Libras. Além de tirar o preconceito que essas crianças devem sofrer, a ideia é que a animação seja educativa”, ressalta.


Tuntun e sua turma” está em fase de criação. “O Frank está fazendo a modelagem dos personagens, que serão todos em 3 D”, explica André. “Em 40 dias será lançado o primeiro piloto”, promete.


9,7 milhões de brasileiros têm deficiência auditiva

 

Segundo Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 9,7 milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva, o que representa 5,1% da população brasileira


Deste total, cerca de 2 milhões possuem a deficiência auditiva severa (1,7 milhões têm grande dificuldade para ouvir e 344,2 mil são surdos), e 7,5 milhões apresentam alguma dificuldade auditiva.


Referente à idade, cerca de 1 milhão de deficientes auditivos são crianças e jovens até 19 anos


O Censo também revelou que o maior número de deficientes auditivos, cerca de 6,7 milhões, estão concentrados nas áreas urbanas.


Já a Organização Mundial de Saúde contabilizou em 2011 que 28 milhões de brasileiros possuem algum tipo de problema auditivo, o que revela um quadro no qual 14,8% do total de 190 milhões de brasileiros possuem problemas ligados à audição.


Pesquisas também apontam que o número de deficientes auditivos no Brasil deve somente crescer, pois, além do aumento da população idosa no país, que saltou de 2,7% para 7,4% da população apontado pelo Censo do IBGE de 2010, as deficiências auditivas que poderiam ser reversíveis se constadas até seis meses de idade, apesar da obrigatoriedade do teste da orelhinha, de acordo com a Sociedade Brasileira de Otologia SBO, são constadas a partir de quatro anos, idade considerada tardia pelos médicos. 


Outra pesquisa realizada no Rio de Janeiro em 2010 afirma que cerca de 20% das crianças com idade pré-escolar possuem algum grau de deficiência auditiva, porém não identificada.

Turma das Libras



Há dez anos, a Língua de Sinais Brasileira ganhava destaque em um gibi da Turma da Mônica (n. 239, 2006), de Maurício de Sousa. Em uma das historinhas, intitulada “Aprendendo a falar com as mãos”, o personagem Humberto (conhecido por apenas balbuciar hum-hum) apresenta para os seus amigos – Mônica, Magali, Cascão e Cebolinha – um livro sobre Libras. 


Além de promover a língua de sinais entre os seus leitores, a simpática turminha ainda os desafia a desvendar uma frase soletrada por meio do alfabeto manual.


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18 de out. de 2016

Feira do Livro de Porto Alegre terá Estação da Acessibilidade



Na próxima semana, começa a 62ª Feira do Livro de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que mais uma vez terá a Estação da Acessibilidade, um espaço dedicado a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.


Neste ano, o evento conta com área total de 10 mil m², sendo 6 mil m² de área coberta. 


São 93 bancas de venda de livros na Área Geral, 12 na Área Infantil e 6 na Área Internacional – movida para o interior do primeiro andar do Memorial do Rio Grande do Sul, a fim de aproveitar as estruturas permanentes existentes na Praça da Alfândega. 


O prédio histórico acolhe também alguns espaços da Área Infantil, como a Biblioteca Moacyr Scliar e a Bebeteca.


Outro espaço que merece destaque, a Estação da Acessibilidade vai receber uma programação especial, com serviços:


  • Passeios guiados para surdocegos e para pessoas com deficiência visual;
  •  Tradução em Libras; 
  • Guia com a programação da feira em braile; 
  • Empréstimo de cadeiras de rodas para pessoas com mobilidade reduzida.


A 62ª Feira do Livro de Porto Alegre acontece de 28/10 a 15/11, e é uma realização da Câmara Rio-Grandense do Livro em parceria com Ministério da Cultura e Secretaria de Estado da Cultura.


 

Fonte: Revista Incluir


 

Anhanguera oferece bolsas de estudos para pessoas com deficiência





A universidade Anhanguera recebe inscrições até o dia 30 de dezembro para bolsas de estudos voltadas a pessoas com deficiência no ensino a distância. São 250 vagas específicas para atletas com deficiência de todo o País.


Os cursos têm o mesmo currículo e diploma da graduação presencial, com disciplinas disponíveis no ambiente virtual de aprendizagem (AVA).  


Não há vagas no cursos da área de Saúde.


O programa foi desenvolvido em parceria com a Educafro, instituição que promove a inclusão em especial da população afrodescendente e, também, de pessoas com poucos recursos financeiros. 


O grupo ainda luta pela promoção da diversidade no mercado de trabalho, defesa dos direitos humanos, combate ao racismo e todas as formas de discriminação.


Interessados podem conferir a relação completa de cursos e fazer a inscrição do vestibular na página vestibulares.br.


Quem for aprovado deve apresentar no ato da matrícula: laudo médico que comprove a deficiência, declaração que confirme a prática esportiva e documento de comprovação de associação ao Educafro.




 

29 de set. de 2016

Os 62 Livros Fundamentais sobre Deficiência



Conhecimento. Esta palavra está na base das conquistas obtidas nas últimas décadas na promoção dos direitos das pessoas com deficiência e de sua cidadania. E é resultado da construção de um sólido legado produzido por atores sociais do segmento, que pode ser medido em páginas e mais páginas publicadas ao longo dos anos. 


Falamos, é claro, de livros que se tornaram referências para todos os interessados em conhecer o perfil da deficiência aqui e no exterior - onde o Brasil é reconhecido como modelo de avanço na inclusão social de pessoas com deficiência. Muitos desses livros se tornaram quase best sellers, merecendo sucessivas edições. Outros se esgotaram, mas não perderam a importância. 


Conservados em bibliotecas públicas, de universidades e de instituições do Terceiro Setor, continuam vivos, fazendo a cabeça de quem estuda a realidade de brasileiros que possuem alguma deficiência.
 

A revista Sentidos propôs esse desafio a si mesma, imaginando contribuir para a formação de uma biblioteca essencial para quem pretende compreender a situação da deficiência em nosso país. 


Para fazê-lo, consultaram 19 personalidades de destaque do segmento - algumas autoras até de livros que foram indicados por outros participantes dessa consulta.


Não se trata de afirmar aqui que sejam os 62 melhores livros já publicados sobre o assunto, mas sim de fazer circular as recomendações de leitura de quem sabe, faz a hora e ajuda a acontecer, como também de permitir que esse conhecimento seja compartilhado e, dessa forma, dar um empurrão a mais em favor da inclusão social.

Acessibilidade



1) Acessibilidade: Passaporte para a Cidadania das Pessoas com Deficiência. Cartilha elaborada pela Comissão Especial de Acessibilidade do governo federal.


2) Acessibilidade - Vários autores (Corde, 160 pág.). Coletânea das principais leis, decretos e portarias na área da acessibilidade.


3) Boletim Técnico 40 - Mobilidade Urbana Sustentável: Fator de Inclusão da Pessoa com Deficiência - Flávia Maria de Paiva Vital (CET). Mobilidade urbana é essencial para as pessoas com deficiência, foco desta publicação.


4) Guia para Mobilidade Acessível em Vias Publicas - Comissão Permanente de Acessibilidade da Prefeitura de São Paulo (Prefeitura de São Paulo, 39 pág.). Guia prático para o uso de profissionais de arquitetura e engenharia para a construção de uma cidade acessível.


5) Inclusão no Lazer e no Turismo - Romeu Kazumi Sassaki (Áurea, 124 pág.) - O livro discute amplamente a questão da inclusão, colocando o foco no direito das pessoas com deficiência a usufruir do lazer e o turismo.


6) Manual para Acessibilidade aos Prédios Residenciais da Cidade do Rio de Janeiro - Prefeitura do Rio de Janeiro (FUNLAR, 44 pág.). Manual que tem como objetivo orientar moradores e síndicos, bem como profissionais da área, sobre a acessibilidade nas área comuns do Prédio e/ou do Condomínio.


7) Orientação e mobilidade para deficientes visuais - Rosa Maria Novi (Cotação da Construção, 83 pág.). Noções e conceitos básicos de orientação e mobilidade, necessários não só para os profissionais da área, mas também para os pais de crianças e jovens cegos ou portadores de visão subnormal.


8) Todos na Cidade - Ana Paula Crosara Resende (EDUFU, 176 pág.) - Obra sobre acessibilidade de pessoas com deficiência física. Analisa as relações entre legislação e acessibilidade no processo de produção do espaço urbano, tema que diz respeito ao direito à cidadania tão necessário de ser discutido pela sociedade brasileira, sobretudo numa época de consolidação de sua democracia.

 Atitude



9) A revolução sexual sobre rodas - Fabiano Puhlmann (O Nome da Rosa, 128 pág.). O autor esclarece dúvidas sobre tratamentos, recursos e atitudes para uma sexualidade livre e prazerosa depois de adquirida uma deficiência. Trata também de inclusão social. O livro ajuda o deficiente a resgatar o afeto, autonomia, e o erotismo esquecido.


10) Do Sentido... Pelos Sentidos... Para o Sentido... - Elcie F. Salzano Masini - (Intertexto, 303 pág.). Os caminhos e as diferentes maneiras de as pessoas, na ausência dos sentidos de distâncias, visão e audição , obterem informações sobre o que as cerca e elaborarem esses dados, organizando e compreendendo o que está ao seu redor.


11) Reconectar a Mente - Liliana Wahba (Casa do Psicólogo, 175 pág.). Um adolescente de 16 anos sofre um acidente de carro, tendo como consequência traumatismo craniano e grave comprometimento da fala. O livro integra uma série de exercícios desenvolvidos para ajudá-lo a exercitar a compreensão verbal.


12) Sexualidade e Deficiência: Rompendo o Silêncio - Ana Rita de Paula, Mina Regen e Maria da Penha Lopes (Expressão & Arte, 124 pág.) - O livro aborda desde AIDS até sexo virtual em linguagem acessível e esclarecedora. Oferece também temas para abordar a sexualidade na sala de aula, esclarece dúvidas e tira informações básicas sobre um assunto atual e delicado.


Biografias



13) A doce sinfonia do seu silêncio - Luciana Scotti - (O Nome da Rosa, 144 pág.). Um "romance"real, que desvenda intimidades, sonhos, fantasias e o despertar de sua sexualidade.


14) Ainda Sou Eu - Memórias - Christopher Reeve (Dorea Books, 279 pág.). Autobiografia do ator consagrado como o Superman, no cinema. Além de contar sobre a carreira, Reeve relata a complexa relação com os pais, da luta permanente e heróica para reconstruir sua vida após o acidente que o deixou tetraplégico e dos esforços para continuar sendo um bom marido e pai.


15) A Saga de um Campeão - Lars Grael (Gente, 232 pág.). Ser vítima de um acidente e ficar entre a vida e a morte é uma experiência avassaladora. No caso do atleta e medalhista olímpico brasileiro Lars Grael - que teve a perna direita decepada ao ter seu veleiro atingido por uma lancha em alta velocidade - foi preciso também administrar a frustração de perder um membro vital para sua carreira.


16) Carta de Amor - Maria Cristina de Orleans e Bragança (WVA, 27 pág.). Um livro romântico, divertido e profundamente autêntico, como a autora. Killy fala de amores e de sonhos, como toda adolescente que planeja sua vida afetiva com entusiasmo. As ilustrações são dela. Há exemplares simultaneamente em braile e em tinta.


17) Do outro lado do sol - Kátia Iuriko Ito (O Nome da Rosa, 216 pág.). Aos 19 anos, Kátia foi vítima de um angioma cerebral, que danificou seriamente o lado direito de seu cérebro. Ela esqueceu sua história pessoal, desaprendeu a ler, escrever e raciocinar. O livro é uma lição de vida.


18) E Eu Venci Assim Mesmo - Dorina Gouvea Nowill (Totalidade, 290 pág.). A vida e a obra de Dorina Nowill, brasileira que ficou cega na adolescência, especializou-se em educação para cegos, criou a primeira fundação para o livro do cego no Brasil e foi a primeira mulher a assumir a presidência do Conselho Mundial para o Bem Estar do Cego.


19) Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva (Objetiva, 270 pág.). Obra de referência na literatura brasileira contemporânea, o romance autobiográfico de Rubens Paiva é um relato verdadeiro do acidente que o deixou tetraplégico, a poucos dias do Natal de 1979. O roteiro foi adaptado para teatro e cinema.


20) Salvando Meu Filho - Richard Galli (Sextante / Gmt, 184 pág.). Polêmica história sobre escolhas que fazemos. Descreve os dez dias que se seguiram ao acidente com Jeffrey, o filho de 17 anos de Galli, depois que ele mergulhou numa piscina, bateu a cabeça, foi salvo pelo pai, mas ficou tetraplégico. Galli, então, se vê forçado a encarar um futuro não imaginado para o filho e a decidir se o "salva" novamente - desligando os aparelhos que o mantém vivo.


21) Sem asas ao amanhecer - Luciana Scotti (O Nome da Rosa, 200 pág.). Aos 22 anos, Luciana foi acometida por uma trombose cerebral - o que a deixou muda e tetraplégica. Na obra, a escritora revela sua história, angústias, sua luta pela vida e por um futuro melhor.


22) Sopro no Corpo: Vive-se de Sonhos - Marco Antonio de Queiroz (Rima, 192 pág.). Diabético desde os 3 anos, ele sofreu com o fantasma da impotência ainda jovem, ficou cego aos 21 e teve de enfrentar dois transplantes: de rim e pâncreas. Porém, o autor optou por narrar sua vida da mesma forma que a leva: com bom humor e suavidade. Narrativa real de reabilitação e inclusão social.


23) Superar o Impossível - Christopher Reeve (Alegro, 183 pág.). Neste livro, Reeve mostra que ninguém precisa aceitar qualquer tipo de limitação, imposta por si mesmo ou por terceiros, podendo recorrer à força interna que pulsa em cada um.


24) Uma Mulher de Luta: Vida e Política em Célia Leão - José Pedro Martins (Edições Inteligentes, 172 pág.). Um mosaico sobre a vida e a trajetória política de Célia Leão, que é cadeirante e deputada estadual na Assembléia Legislativa de São Paulo, eleita em 2006 para seu quarto mandato.


25) Velejando a Vida - João Carlos Pecci (Saraiva, 160 pág.). Para alguns, a paraplegia fecha as portas à vida. No caso de Pecci aconteceu o contrário: abriu as portas que fizeram crescer seu lado humano e sensível. Determinado, procurou ultrapassar os limites que a paraplegia impõe. E conseguiu vencer um dos maiores obstáculos, realizando o sonho de ser pai.

 

Deficiência e Inclusão

 


26) A Epopéia Ignorada - A Pessoa Deficiente na História do Mundo de Ontem e de Hoje - Otto Marques da Silva (CEDAS/São Camilo, 470 pág.). Leitura obrigatória para quem quer saber como a questão da deficiência foi tratada ao longo da historia por diferentes civilizações.


27) Conversando sobre Deficiências - Jenny Bryan (Moderna). Este é um livreto com linguagem muito simples, ideal para levar a realidade das pessoas com deficiência para a sociedade - reforça o sentido da diferença, não da incapacidade.


28) Enfrentando a Deficiência - Carolyn L. Vash (Thomson Learning). Escrito por uma pessoa com deficiência física, o livro resulta de 50 anos de aprendizagem da autora como psicóloga em serviços de reabilitação, como pesquisadora, educadora e administradora.


29) É Perguntando Que Se Aprende - a inclusão das pessoas com deficiência - Instituto Paradigma (Áurea Editora, 156 pág.). Coletânea que aborda a legislação básica na área da deficiência, com respostas de especialistas nas diversas áreas que envolvem às questões sobre pessoas com deficiência e seus direitos.


30) Inclusão. Construindo uma Sociedade para Todos - Romeu Kazumi Sassaki (WVA, 174 pág.). Livro indispensável para quem deseja conhecer e se aprofundar em conceitos relacionados à inclusão, como o de trabalho inclusivo.


31) Retratos da Deficiência no Brasil - Marcelo Néri (FGV/IBRE, CPS, 188 pág.). Estudo realizado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, com base no Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o Programa Diversidade da Fundação Banco do Brasil, traçando um amplo painel sobre a situação da deficiência no país até o ano de 2003.


32) Sociedade Inclusiva: Quem Cabe no seu Todos? - Cláudia Werneck (WVA, 236 pág.). O livro instiga o leitor a refletir sobre o uso da palavra TODOS e propõe um teste que revela o quanto este vocábulo é usado de forma impensada, muitas vezes leviana, por TODOS nós - inclusive nos documentos nacionais e internacionais de educação, direitos humanos, cidadania, saúde e cultura, muitos deles oficiais.


33) Visão & Revisão Conceito e Pré-Conceito - Ricardo Ferraz (Tiragem Independente, 58 pág.). Coletânea de cartuns temáticos sobre o mundo da deficiência. Nesta obra, situações típicas do cotidiano são abordadas de forma inédita por um cartunista, com bom-humor, porém sem perder a força crítica. Ferraz faz o leitor rir e refletir, não necessariamente nessa ordem.


34) Você é gente? O direito de nunca ser questionado sobre seu valor humano - Claudia Werneck (WVA, 203 pág.) A obra é resultado do trabalho de uma jornalista e quatro estudantes de comunicação, que percorreram, durante um ano, todas as regiões do Brasil, capacitando 1.215 adolescentes como agentes de inclusão social.


Direitos e Trabalho




35) A Inserção da Pessoa Física com Deficiência no Mundo do Trabalho - Lucíola Rodrigues Jaime e José Carlos do Carmo (Mandacaru, 204 pág.). O livro explica em detalhes a legislação específica para o trabalho de pessoas com deficiência, indicando entidades, inclusive a AVAPE. Os autores são fiscais do trabalho da DRT-SP, responsáveis por grande parte das ações afirmativas no estado de São Paulo. Aborda aspectos importantes da lei de cotas.


36) A Proteção Constitucional das Pessoas Portadoras de Deficiência - Luiz Alberto David Araujo (Ministério da Justiça, CORDE). Tese de Doutorado apresentada na PUC/SP, em 1992, que aborda os direitos das pessoas com deficiência.


37) Construindo um Mercado de Trabalho Inclusivo - Guia Prático para Profissionais de Recursos Humanos - Tais Suemi Nambo (CORDE/Sorri Brasil, 56 pág.). Com versões impressa e em CD, a publicação presta informações sobre diferentes tipos de deficiência,sobre os mitos mais frequentes encontrados no imaginário dos empregadores e apresenta sugestões de como administrar a relação com funcionários com deficiência.


38) Deficientes: Ainda um desafio para o governo e para a sociedade: habilitação, reabilitação profissional e reserva de mercado de trabalho - Pedro de Alcântara Kalume (LTr, 184 pág.). O livro trata da reabilitação de pessoas com deficiência, lembrando que só por meio dela é que se alcançará o verdadeiro engajamento no mercado de trabalho. E com a pessoa, naturalmente, sua plena inserção social e econômica.


39) Direito do Portador de Necessidades Especiais - Antonio Rulli Neto (Fiuza, 361 pág.). O livro traz os principais aspectos jurídicos sobre o assunto, permite aos próprios portadores de necessidades especiais conhecerem seus direitos e defendê-los.


40) Direitos das Pessoas com Deficiência. Garantia de Igualdade na Diversidade - Eugênia Augusta Fávero (WVA, 342 pág.). Guia com perguntas e respostas sobre as garantias legais para inclusão na educação, trabalho, lazer, entre outros, além de comentários aos crimes previstos na Lei 7.853/89.


41) Gestão Estratégica de Entidades sem Fins Lucrativos - Marcos Antonio Gonçalves (Áurea Editora, 190 pág.). O livro aborda a importância da qualificação profissional nas organizações do Terceiro Setor. Cada organização constrói o seu caminho com características próprias, decorrentes da natureza de sua ação, mas delas pode-se extrair lições universais que serão úteis a outros atores que querem construir um mundo melhor para todos.

42) Inclusão: Construção na Diversidade - Cristina Abranches Mota Batista (Armazém de Idéias). Publicação da Tese de mestrado da autora que trata da inclusão da pessoa com deficiência no mercado formal de trabalho: Um estudo sobre as suas possibilidades nas organizações de Minas Gerais.


43) Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho - Marcos Antonio Gonçalves (Áurea Editora, 114 pág.). Este livro aborda a experiência da AVAPE na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, ressaltando a importância da capacitação e discutindo experiências bem sucedidas realizadas por empresas.


44) Legislação Brasileira sobre Pessoa Portadora de Deficiência - Câmara dos Deputados (Coordenação de Publicações da Câmara, 446 pág.). Reunião de Leis relativas às pessoas com deficiência.

45) O portador de deficiência e o Direito do Trabalho - Rosanne de Oliveira Maranhão (LTR, 152 pág.). A publicação fornece a todos e, em especial, às pessoas com deficiência, as informações necessárias para a obtenção do pleno sucesso no processo de sua integração no mercado de trabalho.


46) Oportunidades de Trabalho para Deficientes - José Pastore (LTR, 248 pág.). Livro sobre leis, cujo mérito é fazer um comparativo com a legislação de outros países.

47) O que as Empresas podem fazer pela Inclusão das Pessoas com Deficiência - Marta Gil (coordenadora) (Instituto Ethos, 95 pág.). Livro básico para empresas que estão começando a pensar no assunto. Discute aspectos legais, situação da pessoa com deficiência, acessibilidade, preconceito, além de ter alguns cases e anexos interessantes, como um glossário e referências na Internet. Pode ser baixado gratuitamente no site do Instituto Ethos (www.uniethos.org.br).


48) Pessoas com Deficiência e o Direito ao Concurso Público - Maria Aparecida Gurgel (CORDE/Universidade Católica de Goiás, 223 pág.). O livro aborda as principais questões a serem observadas pelas instituições realizadoras de concursos da administração pública direta e indireta, no tocante à reserva legal de vagas destinadas para as pessoas com deficiência, além de normas e documentos internacionais sobre o tema.


49) Responsabilidade Social e Diversidade - Deficiência, Exclusão e Trabalho (IBDD, BNDES, 187 pág.). Publicado pelo governo federal, o livro aborda temas como democracia, preconceito, legislação e acessibilidade.


50) Trabalho e inclusão social de portadores de deficiência - Carlos Aparício Clemente (Peres, 132 pág.). O livro traz uma síntese da legislação que envolve a inclusão de pessoas portadoras de deficiência no mercado, e formas de atuação do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho para cumprimento da Lei de Cotas.

Educação


51) A integração de pessoas com deficiência. Contribuições para uma reflexão sobre o tema - Maria Teresa Eglér Mantoan - (Memnon, 235 pág.). Reunião de pensamentos e práticas de renomados profissionais das áreas da saúde e da educação com relação à integração escolar e social da pessoa com deficiência.


52) A máscara e o rosto da instituição especializada - Maria Eloísa Fama DAntino - (Memnon, 146 pág.). Busca compreender as relações entre pais dirigentes/clientes e técnicos agentes, e suas consequências no fazer técnico-pedagógico institucional.

53) Aprendendo sobre deficiência mental: um programa para crianças - Solange Leme Ferreira - (Memnon, 138 páginas). Contém propostas para o momento em que se organiza a inclusão de alunos especiais em escolas regulares.


54) Atualidade da educação bilíngue para surdos - Carlos Skliar - (Mediação, 2 volumes, 480 pág.). Uma criativa e interessante coletânea de textos de diversos autores brasileiros e de países como Inglaterra, Colômbia, Espanha e Dinamarca. Aborda questões regionais, nacionais e internacionais sobre educação para surdos, levando em conta o contexto histórico e filosófico da sociedade desses países.


55) Biblioterapia - Marília M. Guedes Pereira - (UFPB/Editora Universitária, 105 pág.). Proposta de um programa de leitura para portadores de deficiência visual em bibliotecas públicas.


56) Caminhos pedagógicos da inclusão - Maria Teresa Eglér Mantoan - (Memnon, 243 pág.). Retrata a prática de educadores que acreditam que a educação de qualidade para todos é uma possibilidade que transcende a teoria.


57) Currículo Funcional Natural - Guia prático para a educação na área do autismo e deficiência mental - Maryse Suplino - (CORDE, 219 pág.). Um guia para professores que apresentam dificuldades para lidar com o público abordado, uma área ainda muito carente de informações. Em versões impressa e áudio-livro (CD).


58) Deficiência visual - Reflexão sobre a prática pedagógica - Marilda Moraes G. Bruno - (Laramara, 124 pág.). Conceitos e definições sobre educação geral e especial, com relatos de experiências.


59) Educação Inclusiva com os pingos nos is - Rosita Edler de Carvalho - (Mediação, 176 pág.). Defende que a inclusão envolva a reestruturação das culturas, políticas e práticas das escolas que, como sistemas abertos, precisam rever suas ações - até então predominantemente elitistas e excludentes.


60) Educação Inclusiva: o que o professor tem a ver com isso? - Marta Gil (coordenação)/ Lia Crespo (redação) - (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 167 pág.). Reúne experiências, conhecimentos e informações, buscando oferecer idéias e sugestões para expandir os horizontes de compreensão para apoiar uma educação inclusiva preocupada com a qualidade.


61) Inclusão e avaliação na escola de alunos com necessidades educacionais especiais - Hugo Otto Beyer - (Mediação, 128 pág.). Reflexões sobre uma escola capaz de atender a todos, que atenda a diversidade a partir de uma nova forma de pensar.


62) Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? - Maria Teresa Eglér Mantoan - (Moderna, 65 pág.). De forma didática, a autora define inclusão escolar, discute as razões pelas quais esse tema tem sido proposto, quem são seus beneficiários e conclui debatendo sobre os possíveis caminhos para concretizar a inclusão em todas as salas de aula de todos os níveis de ensino.