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29 de nov de 2016

Garoto é desqualificado de prova de natação por nadar rápido demais





Rory Logan é uma garoto de 9 anos do País de Gales, foi desqualificado de uma prova de natação de 50 metros por ter sido o mais rápido na piscina. Ele tem autismo e competia nas regionais das Olimpíadas Especias do país.


Mesmo sendo o menor na competição, Logan chegou em primeiro lugar, com tempo de 53,15 segundos. Mas em vez de ficar com a medalha de ouro, ele ganhou uma faixa de participação.


"Rory veio até mim e disse Mãe, eu não fiz nada de errado. Eu ganhei. O que eu fiz?. Eu fiquei arrasada por ele", disse Briony, a mãe do menino que foi questionar os organizadores do evento o que tinha acontecido 


"Disseram que ele tinha sido desqualificado porque nadou rápido demais. A decisão era irrevogável. Aparentemente, você não pode ser 15% mais rápido do que era nas baterias, em caso de você estar tentando nadar mais lentamente para ser colocado numa divisão final inferior", disse Briony.


Ao ver Rory tão chateado, Briony diz que pensou em tirá-lo da competição. No entanto, o filho ganhou outros dois ouros: no revezamento e nos 25 metros. 



No próximo ano, ele vai competir no All Ireland Special Olympics.

 



21 de nov de 2016

São Paulo recebe mais de 900 jovens atletas para as Paralimpíadas Escolares



Entre os dias 22 e 25/11, a cidade de São Paulo vai sediar a edição das Paralimpíadas Escolares, maior evento escolar paradesportivo do mundo, que neste ano vai contar com a participação de mais de 900 atletas em idade escolar (12 a 17 anos) de 24 estados e do Distrito Federal - apenas Roraima e Piauí não terão representantes. 


Oito modalidades compõem o programa de 2016: 


  • Atletismo;
  • Bocha;
  • Futebol de 7;
  • Goalball;
  • Judô;
  • Natação;
  • Tênis de mesa;
  • Tênis em cadeira de rodas.

 
Desde o início, o evento tem revelado grandes atletas brasileiros da atualidade. 


Os velocistas Alan Fonteles e Petrúcio Ferreira, a saltadora Lorena Spoladore, o nadador Matheus Rheine e o atleta de goalball Leomon Moreno, todos eles medalhistas em mundiais e Jogos Paralímpicos, são alguns dos nomes descobertos em uma Escolar.


Para Ivaldo Brandão, vice-presidente do CPB, o evento cumpre o papel de vitrine para atletas juvenis e, em 2016, ainda terá o diferencial de ser disputado em um local de excelência: o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro


"O objetivo das Paralimpíadas Escolares é fortalecer o esporte desde a base. É importante que o atleta jovem saiba como é o clima de um evento grande, e que goste de competir desde cedo. Estar em uma competição com tanta gente e em um local com equipamentos de primeira linha serão grandes atrativos para eles", analisou Brandão.
 

Além da visibilidade e da possibilidade de entrada no esporte de alto rendimento, as Paralimpíadas Escolares asseguram aos três primeiros lugares de cada gênero e classe das modalidades o direito de receber o Bolsa Atleta nível escolar.

 

Fonte: Revista Incluir
 
 
 

8 de nov de 2016

Memorial da Inclusão traz exposição tátil sobre modalidades paralímpicas



O Memorial da Inclusão recebeu na segunda-feira (07/11) a abertura da exposição “Despertar a CriativadeJogos Paralímpicos”, na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo


Realizada pela Adere, a exposição apresenta 20 quadros sobre modalidades paralímpicas, que podem ser apreciados pelo tato.


As obras foram produzidas por usuários da Adere durante as oficinas em que trabalham habilidades motoras, cognitivas, criatividade, organização, raciocínio lógico, convivência em equipe, entre outras.


A mostra visa apresentar a criatividade dos artistas, seu olhar estético sobre as paralimpíadas e o respeito ao meio ambiente, já que todas as obras foram realizadas com materiais recicláveis.


Também foi pensado no processo de criação das obras, o papel da sociedade em acolher e valorizar as diferenças dentro da construção de uma nação mais justa e igualitária para todos.

***

Despertar a criatividade – Jogos Paralímpicos


Quando: 8 a 29 de novembro de 2016

Horário: - segunda a sexta-feira, das 10h às 17h; 
              - sábados, das 13h às 17h


Onde: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
 
Endereço:  Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda – São Paulo – SP (ao lado da estação de trem/metrô Barra Funda)


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10 de set de 2016

'Eficiência, e não deficiência': com explosão de vendas ingressos, atletas paralímpicos querem mostrar mais que superação



Atletas querem aproveitar Jogos em casa para educar espectadores brasileiros sobre esporte paralímpico 

 
"Vou chorar muito nessa Paralimpíada! O que esses atletas fazem é uma grande lição de vida para todos nós", diz um dos muitos twítes brasileiros 


sobre os Jogos Paralímpicos do Rio 2016, na medida em que se aproximava a cerimônia de abertura, na última quarta-feira.


A trajetória de como pessoas superaram deficiências que vão de cegueira até paralisia cerebral para se tornarem atletas é uma das principais razões citadas pelos espectadores - que já compraram 1,5 milhão dos 2,5 milhões de ingressos disponíveis. 


Os atletas, no entanto, aguardam ansiosos a oportunidade de mostrar que já deixaram a superação para trás.


"Queremos que as pessoas parem um pouco de ver que aquela pessoa não tem um braço ou não tem uma perna, que elas parem de ver a nossa deficiência e comecem a ver a eficiência. Acho que os brasileiros ainda têm a impressão de que somos 'coitadinhos'. E essa vai ser a melhor parte da Paralimpíada no Brasil: mostrar que somos atletas buscando objetivos."disse à BBC Brasil a nadadora Susana Ribeiro, de 48 anos.



Para o jogador de vôlei sentado Daniel Jorge Silva, de 35 anos, a notícia de que a venda de ingressos explodiu nas últimas semanas não foi surpreendente, mas deu alívio. Sua modalidade é uma das mais procuradas pelos torcedores.


"Eu não me preocupava pois eu sei que o brasileiro deixa as coisas para em cima da hora. Teremos casa cheia também porque a mídia começou a divulgar um pouco mais. Precisamos desse apoio e dessa divulgação", diz.


Segundo eles, muitos brasileiros ainda não sabem que o país é uma das potências do esporte paralímpico - e que terá ainda mais chances competindo em casa.


Na Olimpíada do Rio, o Brasil conquistou o 13º lugar, sua melhor colocação na história dos Jogos. Mas em Londres 2012, o time paralímpico já havia levado o país à 7ª posição, à frente da Alemanha e imediatamente atrás dos Estados Unidos.


Muitos espectadores podem estar sendo introduzidos a um universo esportivo novo e diferente, mas Daniel Silva ressalta que se trata da continuidade do espírito da competição Olímpica de agosto.


"Quero que as pessoas saibam que acordamos cedo, treinamos tanto quanto os atletas olímpicos, às vezes mais, e somos pessoas normais. Temos apenas uma limitação, a deficiência. Por isso, precisamos de adaptações nas nossas modalidades. De resto, é igual."


Recorde de vendas

 

 

Na reta final da Olimpíada - que recebeu críticas pelo alto número de cadeiras vazias nos estádios - a notícia de que apenas 12% dos ingressos para os Jogos Paralímpicos estavam vendidos gerou previsões de evento esvaziado.


A baixa arrecadação levou a cortes na estrutura da Paralimpíada - que ainda precisou de uma injeção de R$ 100 milhões do governo federal e R$ 150 milhões da prefeitura do Rio.


Mas o cenário mudou quando, dias depois da cerimônia de encerramento da Olimpíada, o comitê Rio 2016 registrou um recorde de 145 mil ingressos vendidos em 24 horas, a primeira vez na história dos Jogos Paralímpicos.


Agora, já são 1,5 milhão de ingressos vendidos da meta de 2 milhões. Em eventos como a Virada Paralímpica, no último fim de semana, algumas entradas também foram distribuídas. Em previsão otimista, comitê diz acreditar que, no ritmo atual das vendas, é possível que os ingressos esgotem.


"Primeiro vimos uma energia muito grande vinda dos Jogos Olímpicos e pessoas que simplesmente queriam estar no Parque Olímpico da Barra. Agora, vemos torcedores que estão buscando por atletas e partidas específicos", disse o diretor executivo do Comitê Rio 2016, Mario Andrada.


Iniciativas como a do intérprete carioca Richard Laver, de 39 anos, ajudaram a dar impulso à explosão das vendas nos últimos dias. 


"Eu comprei muitos ingressos para a Olimpíada com antecedência e sabia que seria maravilhoso. Mas quando vi o baixo nível de adesão à Paralimpíada, aquilo me deixou triste", disse à BBC Brasil.


Laver decidiu pedir que seus amigos no Facebook fizessem contribuições para a compra de ingressos para crianças carentes - e que doassem seu tempo como voluntários para levá-las. 


Queria que elas tivessem a mesma experiência que ele teve aos 18 anos, quando assistiu pela primeira vez a um jogo de futebol de 5, levado por um professor. 


"Foi algo marcante ver aquelas pessoas cegas, de quem eu tinha pena, jogando. Aquilo me fez ver pessoas com deficiência de forma completamente diferente."




"Os planos de arrecadação, no entanto, mudaram. A coisa tomou uma proporção tão grande que tive que mudar os planos. Achei que seria só um grupo pequeno de amigos contribuindo, como volta e meia fazemos, mas muita gente que eu não conhecia veio falar comigo querendo participar."


Após conversas com duas escolas municipais do Rio, ele conseguirá levar 450 crianças do ensino fundamental e 50 professores para jogos de goalball, voleibol sentado e basquete de cadeira de rodas - esportes com os quais eles estão mais familiarizados.


"Eles estão superfelizes e empolgados. E eu vou tentar ir todos os dias com eles. Quero que elas crianças percebam que é possível vencer obstáculos na vida", afirma.


Futuro do esporte

 

Para o tetracampeão mundial de canoagem paralímpica Fernando Fernandes, de 35 anos, o obstáculo a vencer agora é justamente o pouco conhecimento sobre o universo paralímpico no país.

 
"Precisamos sair das histórias pessoais dos atletas e começar a explicar para as pessoas como o esporte funciona. Não é que falte reconhecimento para os atletas no Brasil. É que os brasileiros nem conhecem os esportes", disse à BBC Brasil.



Fernandes - que já era famoso como participante do reality show Big Brother Brasil e tornou-se campeão de paracanoagem após um acidente de trânsito - ficou de fora da Paralimpíada do Rio após não conseguir se classificar.


Ele culpa erros na classificação funcional dos atletas, que determina em que categoria devem competir segundo suas limitações físicas, pelos resultados.


"Precisamos aproveitar esse momento e decidir para onde o esporte paralímpico vai. Precisa ser mais organizado, mais profissional", reclama.


Mesmo fora da competição, ele diz que fará sua parte para educar os espectadores como comentarista de TV. 


"Isso aqui não é inclusão de pessoas com deficiência. Nós somos os melhores, a elite do esporte. As pessoas tem que assistir porque é sensacional, não por causa de superação. Nem os atletas aguentam mais isso."


 Fonte: BBC


 

6 de set de 2016

ADD lança livro sobre esportes de aventura para pessoas com deficiência



A Associação Desportiva para Deficientes (ADD) e a Áurea Editora lançam, em setembro, o livro Aventura AdaptadaUm Roteiro Turístico e Cultural” com dicas de destinos turísticos acessíveis com opções para a prática de esportes de aventura em meio à natureza. 


O guia traz 06 sugestões de cidades no estado de São Paulo que oferecem atividades como

  • Escalada, em Bragança Paulista; 
  • Trekking, em Atibaia; 
  • Paraquedas, em Boituva; 
  • Rafting, em Brotas; 
  • Paratike, em Caraguatatuba;
  • Tirolesa/Rapel em Socorro.


“Seja qual for o tipo de limitação de uma pessoa, a emoção proporcionada por um salto de paraquedas, por exemplo, é a mesma. Queremos mostrar que é possível enfrentar qualquer aventura com vontade e uma equipe preparada para atender às necessidades específicas de cada um. Espero que, por meio deste livro, possamos incentivar novos adeptos e colaborar para que tenhamos uma sociedade cada vez mais inclusiva”, comenta Eliane Miada, fundadora da ADD.


Em um período de 30 dias, a equipe de produção do guia selecionou alguns aventureiros com deficiência para experimentar cada um dos esportes. A experiência foi a fonte das belíssimas imagens que ilustram o livro e dos depoimentos emocionantes de cada um dos participantes.


Além das sugestões de rotas, os leitores também encontrarão dicas de hotéis com apartamentos adaptados e acessibilidade, orientação de trajetos para cada cidade (de carro ou ônibus) e recomendações como tipos de roupas e materiais necessários para a prática de cada atividade.
 
 
A edição do livro Aventura Adaptada Um Roteiro Turístico e Culturalterá distribuição gratuita
 
 
Estará disponível em bibliotecas públicas e secretarias municipais de cada uma das seis cidades citadas, além da capital paulista, e também para acesso online no site: http://aventuraadaptada.aureaeditora.com.br 
 
 

 
 
 
 

20 de ago de 2016

Comite Rio 2016 estuda liberar acesso do Parque Olímpico na Paralimpíada




O comite Rio 2016 estuda abrir o Parque Olímpico para o público durante a Paralimpíada. A medida tem o objetivo de aproximar o público do evento e estimular a venda de ingressos. 


A informação foi divulgada no fim da manhã desta sexta-feira (19) pelo diretor de comunicação do Comitê Rio 2016, Mário Andrada.


“Muitas lições que a gente atendeu com os jogos olímpicos a gente tem a oportunidade de aplicar nos paralímpicos . O relacionamento da população com os jogos mudou sensivelmente, então a gente é obrigado a reagir a isso.O público brasileiro ficou encantado de vir ao Parque Olímpico da Barra. A gente discutiu ontem a perspectiva de abrir o Parque Olímpico para que as pessoas venham visitar e, se quiserem assistir a uma competição, comprem ingresso para a competição”,afirmou Andrada.


Nenhuma decisão foi tomada ainda porque a mudança implicaria na reformulação de alguns serviços como venda de ingresso, exposição de bilheterias e segurança do local.

 
Segundo Andrada “Isso tem uma enorme implicação na montagem da segurança e das bilheterias. Tem coisas que tem que rever. Conforme essa revisão, vai dar um pouco a mais ou a menos [a necessidade de uma ajuda de custos para realizar os Jogos]. Ainda não está decidido, eu dei esse exemplo como uma ideia de que pode alterar o planejamento do orçamento. O que falta é a resolução de questões operacionais como segurança, bilheteria e ingressos.”

Repasse federal

 

Ao ser questionado sobre a falta de verba para a realização da Paralimpíada, o diretor de comunicação afirmou que o comitê organizador irá receber uma “enorme ajuda” financeira do Governo Federal. 


A quantia não foi revelada porque, segundo Andrada, um levantamento está sendo feito para dizer quanto será preciso.


“Todo o esquema de financiamento de alta qualidade dos Jogos Paralímpicos foi resolvido. A gente recebeu uma enorme ajuda do Governo Federal que sempre foi parceiro, junto com o governo estadual e municipal. O presidente esteve aqui, vai voltar para os jogos paralímpicos. Eu acho que o Brasil tem muito mais motivo de ficar orgulhoso e contente do que para ficar chateado e bola para frente.”


De acordo com ele: o número final da ajuda vai depender de detalhes que a gente precisa resolver em termos da apresentação por parte do comitê da necessidade específicas de alguns gastos.


“Vou citar números que são públicos, já citaram 250, 240 e 280. Tudo isso vai depender da capacidade do comitê de provar a necessidade absoluta dessas despesas e como elas vão ser feitas. A transparência na utilização dos recursos públicos é ainda mais necessária do que a transparência que a gente já tem na utilização de números privados. Então a quantia final no limite a gente não tem. O que a gente tem é que o governo vai financiar uma parte dos Jogos. Os recursos públicos não são condição sine qua non, mas são condição para que a gente entregue os jogos paralímpicos.”


Fontes: G1 / Vida Mais Livre  
 

19 de ago de 2016

CPB convoca 278 atletas para Jogos Paralímpicos





O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) anunciou a convocação de 278 atletas para os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Esta é a maior delegação que já representou o país em uma Paralimpíada.

Pela primeira vez na história, o país terá representantes em todas as 22 modalidades que compõem o programa dos Jogos Paralímpicos


Ao todo, serão 181 homens e 97 mulheres com a tarefa de atingir a meta de ficar entre os cinco melhores no quadro geral de medalhas. 


O objetivo foi estabelecido após a sétima posição nos Jogos de Londres 2012, em que a delegação brasileira conquistou 43 medalhas, sendo 21 de ouro, 14 de prata e 8 de bronze.

Os 278 atletas paralímpicos contarão com o melhor elenco de apoio possível e estarão acompanhados e auxiliados por:


  • 16 atletas-guia (atletismo); 
  • 03 calheiros (bocha); 
  • 02 goleiros (futebol de 5);
  • 195 oficiais técnicos que completam as 494 pessoas que compõem a delegação do Brasil na Vila dos Atletas, no Rio.

O estado com o maior número de representantes é São Paulo. Escolhido para ser o local do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, o maior legado material dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.


Veja o número de atletas por Região


  • 128 - Região Sudeste 
  • 53 - Região Nordeste
  • 41 - Região Sul
  • 39 - Região Centro-Oeste
  • 17 - Região Norte


O time Paralímpico conta ainda com 13 embaixadores. São eles Cleo Pires, José Victor Oliva, Paulo Vilhena, Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, Emerson Fittipaldi, Flavio Canto, Luiz Severiano Ribeiro, Romário, Ronaldinho Gaúcho, Gustavo Kuerten, Nizan Guanaes e Ayrton Senna (in memoriam).

Clique aqui e confira a lista completa da delegação brasileira para os Jogos Paralímpicos Rio 2016


Fonte: Revista Incluir



16 de ago de 2016

Precursor do tênis em cadeira de rodas no Brasil elogia acessibilidade na Rio-2016






Em 1972, aos 25 anos, um tiro deixou José Carlos Morais paraplégico. Treze anos após o acidente, logo após conhecer a modalidade no Centro de Reabilitação de Stoke-Mandeville, na Inglaterra, esse gaúcho radicado em Niterói levou o tênis em cadeira de rodas no Brasil. 


Desde então, foi hexacampeão brasileiro e representou o país em nove Mundiais. Nas Paralimpíadas de Atlanta, em 1996, foi, ao lado de Francisco Reis Junior, o primeiro a defender o Brasil na modalidade.


Fundador do projeto Cadeiras na Quadra, em Niterói, Morais, hoje com 69 anos, visitou na terça-feira o Centro de Tênis Olímpico, na Barra. E gostou do que viu:


"Surpresas agradáveis de acessibilidade me acompanharam desde a estação do metrô de Botafigo até a Barra".


A integração com o BRT da mesma forma. No ponto final outro ônibus é oferecido ao cadeirante. Mas declinei o convite e testei as rampas que me levaram até o Centro Olímpico. 


Na quadra central o acesso é oferecido por rampas ou por um grande elevador. A vaga para estacionarmos a cadeira é ampla e há um lugar para acompanhante. 


A visão e ótima, mas eu retiraria as barras de ferro para aumentar o plano de visão - analisou Morais, que, antes de conhecer o tênis para cadeirantes, integrava a seleção brasileira de basquete adaptado.

 
O precursor do tênis em cadeira de rodas no país não conheceu apenas a quadra central:

"Depois fui na quadra 4 e uma plataforma recebe os cadeirantes de braços abertos. Não testei as demais e talvez na quinta-feira eu tenha está oportunidade. Por enquanto a nota é 9.5 só por causa do banheiro, embora perfeito na acessibilidade, não tem como trancar por dentro. Um simples detalhe que numa emergência pode ser fatal'. sorri, ao comentar

O médico gaúcho espera que o legado relacionado à acessibilidade, nas arenas, na Vila dos Atletas e meios de transporte, perdure pós-Jogos. Ele também vê outro ponto positivo na primeira Olimpíada da América do Sul:


"Os Jogos no Rio são importantes para mostrar à sociedade que merecemos praticar esportes e que devam ser criadas oportunidades para isso. Não estou me referindo à elite. E sim à massificação das oportunidades".




Sobre a disputa olímpica, Morais aponta a saída precoce das irmãs Venus e Serena Williams, de Novak Djokovic e a derrota dos mineiros Bruno Soares e Marcelo Melo como as maiores surpresas até agora. Mas aposta em uma disputa emocionante até o final, domingo:


"Parece que Nadal está muito disposto em busca da medalha e terá um Murray querendo o biolimpico. Enfim, acho que teremos emoção até o final e a história tem mostrado o crescimento nesta competição de jogadores não favoritos' observa.

O precursor do tênis para cadeirantes no Brasil, que recebeu, em outubro de 2012, uma bela e merecida homenagem de Gustavo Kuerten, durante a Semana Guga (vídeo abaixo) está na contagem regressiva para a Paralimpíada, que começa no dia 7 de setembro: 

 




"Acho que vai ser um momento muito significativo. Eu sou contra essa baboseira de força de vontade, superação e outros chavões para definir o esporte adaptado. A superação está no cara não ter onde treinar e ter que pegar duas a três conduções para chegar no treino. Como muitos não deficientes. Força de vontade todo o atleta tem que ter. O cara que bolou o tênis adaptado no pós Segunda Guerra tinha como objetivo usar o esporte como elemento reabilitador, integração social e tornar a vida do deficiente mais interessante" observa.

Morais vê a Paralimpíada como um marco no esporte:


"É uma baita oportunidade de ver a evolução do tênis em cadeira de rodas. Novas cadeiras, tecnologia desenvolvida em laboratórios de pesquisa serão uma novidade. O dinamismo de um jogo de duplas com alternância de jogadas na rede e no primeiro e segundo quique é algo que os amantes do tênis não devem perder. Os franceses chegam como favoritos mas temos que respeitar a forte equipe argentina e os japoneses. O Brasil pela primeira vez tem quatro jogadores entre os homens, duas tenistas e dois quadriplégicos, jogadores com problemas de membros superiores", finaliza.






13 de ago de 2016

Instituto Olga Kos dá início a mais um projeto de taekwondo



No Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK), o segundo semestre começa com mais um projeto de taekwondo


Porém, antes de entrarem no tatame, todos os candidatos a participar do projeto, que terá duração de um ano, passarão por exames laboratoriais e avaliações físicas, a fim de verificar a aptidão física e fisiológica para a prática da arte marcial. 


Para os aprovados, os encontros acontecerão na Associação Vem Ser, no Sacomã, e no CAPSi Capela do Socorro, na zona sul de São Paulo (SP) , e terão início em agosto. 


O Projeto Taekwondo Kids IV tem como objetivo incluir a pessoa com deficiência intelectual, como autismo e Síndrome de Down, à sociedade, por meio da prática do esporte. 


Além de trabalhar os aspectos físicos, motores e cognitivos dessas pessoas, o taekwondo ajuda a aumentar a sua consciência corporal e estimular a interação social, promovendo, ainda, a participação da família no processo de inclusão social. 


Das 75 vagas, 20% são reservadas a pessoas sem deficiência intelectual, que se encontram em situação de vulnerabilidade social


É necessário que elas morem no entorno dos locais onde as atividades serão realizadas. 


“Com essa iniciativa, o IOK procura proporcionar uma maior interação entre pessoas com e sem deficiência”, diz Olga Kos, vice-presidente do Instituto que leva o seu nome.


Para mais informações, acesse : www.institutoolgakos.org.br



Fonte: Revista Incluir




30 de jul de 2016

Skate adaptado para crianças com deficiência

 


O projeto de skate adaptado para pessoas com deficiência, desenvolvido em uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba e a iniciativa empresa Anjuss, lançado no dia 16/07. 


O equipamento será incorporado às atividades do Ciclolazer, que acontece aos domingos, na zona Sul de Curitiba.


A ideia é permitir que a criança com deficiência motora possa usar o skate, presa por um colete atado a um cabo de aço, esticado entre dois postes, que permite a movimentação com segurança. 


O equipamento foi concebido com o intuito de recreação, mas também pode funcionar como um aparelho de fisioterapia, melhorando as condições de pessoas com restrições de locomoção.


“O projeto vinha sendo estudado há mais ou menos dois anos e conseguimos finalizá-lo, a partir da parceria com a Prefeitura. É uma ideia aparentemente simples, que eu chamo de ‘skateterapia’, pelos resultados positivos que ele traz para quem usa”, diz Heverton de Freitas, skatista que ajudou a desenvolver o projeto.


A ideia também tem o apoio das secretarias municipais do Meio Ambiente, da Pessoa com Deficiência e da Educação.


“Nossa intenção é de expandir o uso, pois nada é mais emocionante do que ver a alegria destas crianças. Muitas coisas bacanas desenvolvidas por esta gestão são muito simples. Coisas que olham para as pessoas, para o lado humano da cidade”, diz o secretário municipal do Esporte, Lazer e Juventude, Aluísio Dutra Júnior.


 
 

28 de jul de 2016

“O Brasil é um líder mundial no desenvolvimento do esporte paralímpico”

Andrew Parsons comandou a cerimônia de entrega das credenciais para 22 atletas que representaram a equipe de 278 convocados para os Jogos Paralímpicos do Rio 2016. Imagem: Divulgação


A participação do Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro tem um sabor especial porque as competições serão em casa, mas também porque a delegação brasileira está presente nas 22 modalidades


E vai competir com força máxima para ficar entre os cinco melhores do torneio no quadro geral de medalhas.


“Temos uma seleção forte e vamos para realmente competir em todas as modalidades”, disse o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Andrew Parsons, em entrevista ao #blogVencerLimites durante o evento de apresentação e convocação da delegação brasileira, realizado no último dia 19 de julho no Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro.


Parsons comandou a cerimônia de entrega das credenciais para 22 atletas que representaram a equipe de 278 convocados para os Jogos. 


Materializar a delegação dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 é um momento muito importante para o Comitê Paralímpico Brasileiro. Será a maior e melhor delegação paralímpica brasileira de todos os tempos”, ressaltou. O #blogVencerLimites acompanhou o evento a convite da Nissan.


Vencer Limites Qual a sua avaliação sobre os recursos de acessibilidade construídos no Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos?

Andrew Parsons As instalações esportivas, obviamente, contemplam todas as necessidades de acessibilidade. Foram construídas a partir do zero ou adaptadas a partir de equipamentos que já existiam, criados para o Parapan de 2007. O prefeito conseguiu aproveitar a oportunidade dos Jogos mais do que encarar o desafio. É claro que não vai ficar perfeito do dia para a noite. Existem desafios imensos como, por exemplo, uma favela. Como você acessibiliza uma favela? Uma pessoa que usa cadeira de rodas e mora em uma favela é, muitas vezes, prisioneira dentro da própria casa. Mas houve muito avanço no transporte. Hoje, e após os Jogos, a pessoa com deficiência poderá transitar melhor pelo Rio de Janeiro. Houve grande investimento nas calçadas, nas estações de metrô, principalmente nas mais novas. O fundamental é que continue avançando. Não pode parar de ampliar as acessibilidade quando os Jogos acabarem. O evento tem que ser um catalizador, um agente de mudança para o poder público e a iniciativa privada. O dono de um restaurante, por exemplo, pode instalar uma rampa, apresentar cardápios em braile, em português e inglês. Ao menos um. É fundamental pensar na pessoa com deficiência como um cidadão, um consumidor de bens e de serviços. De nada adianta a pessoa com deficiência poder ir para rua, usar o transporte, mas não conseguir acessar um shopping, um teatro, um salão de cabeleireiro, porque ela não consegue exercer a sua cidadania.


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Vencer Limites É esse o legado dos Jogos?  

Andrew Parsons É o legado intangível que, para nós, é mais importante do que o legado tangível. Claro que queremos a plena acessibilidade, mas nós queremos também uma mudança nessa percepção.


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Vencer Limites O senhor percebe uma mudança de mentalidade sobre a pessoa com deficiência a partir dos Jogos?

Andrew Parsons O esporte paralímpico vem ajudando nesse aspecto desde 2004, quando nós conseguimos transmitir pela primeira vez os Jogos Paralímpicos. É um processo lento, gradual, que não tem a velocidade e a intensidade que gostaríamos. A questão da performance dos atletas paralímpicos ajuda a mudar a mentalidade do cidadão comum, que tem filhos, e esses filhos vão crescer com uma avaliação diferente, serão os tomadores de decisão no futuro, nas empresas, nos governos, no setor de serviços. Estamos cultivando gerações que terão uma percepção diferente sobre esse universo.


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Vencer LimitesO investimento no esporte paralímpico tem avançado de forma constante. E todos os países, inclusive o Brasil, caminham na mesma velocidade. O senhor concorda com essa avaliação? O Brasil está atualizado?

Andrew Parsons O Brasil é um dos líderes desse processo, a partir de boas iniciativas. Em 2004, por exemplo, o Comitê Paralímpico se aproximou dos meios de comunicação. Os resultados são evidente. Atletas que não conheciam o esporte paralímpico passaram a conhecer, houve uma profissionalização das comissões técnicas, e também conseguimos um bom relacionamento com diferentes níveis de governo e de poder. Muitas conquistas paralímpicas no Brasil foram possíveis por causa de mudanças na legislação. Esse trabalho é importante, mas precisa de credibilidade e isso é obtido com resultado, transparência e gestão. Nós damos aos atletas a melhor preparação possível. Eles precisam responder e têm respondido. O esporte paralímpico tem sim crescido no mundo todo, mas o Brasil é um dos líderes.


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Vencer Limites Qual o diferencial do Brasil no esporte paralímpico?  

Andrew Parsons Investimento, planejamento e gestão. É importante você saber o que quer, quanto isso custa, obter os recursos e administrar bem esse dinheiro. Não é simples, porque o esporte muda, evolui, cresce, novas tecnologias surgem para treinamento, equipamentos. Surge algum fenômeno. Após as conquistas do Clodoaldo Silva, depois das mudanças de classe entre Atenas e Pequim, todos imaginaram que o Brasil iria afundar, mas surgiu o Daniel Dias. No esporte paralímpico, mais do que o olímpico, surgem grandes fenômenos. É conseguir manter a credibilidade para que os investimentos sejam mantidos no longo prazo. Um dos nossos principais patrocinadores (Caixa Loterias) já tem 12 anos. É uma das parcerias mais longas do esporte no Brasil. Isso é credibilidade. O investimento aumenta porque entregamos resultados. E ao alavancar mais recursos, temos que saber o que fazer com esses recursos, porque o dinheiro é um meio.


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Vencer Limites No Jogos do Rio, o Brasil vai competir nas 22 modalidades paralímpicas?

Andrew Parsons Sim, temos uma seleção forte e vamos para realmente competir em todas as modalidades. Nós investimentos nas 22, com calendários nacional e internacional. Queremos dar o maior número possível de oportunidades para as pessoas com deficiência atingirem o alto rendimento na modalidade esportiva que elas quiserem e puderem. Investimos inclusive nos esportes de inverno.


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Vencer Limites – Quais exemplos de outros países que o Brasil pode usar para ampliar resultados no esporte paralímpico e na acessibilidade em geral? E o que nós temos de positivo para mostrar ao mundo?

Andrew Parsons Temos uma interação muito forte com outros comitês paralímpicos e cada um tem bons exemplos. Nos Estados Unidos existe uma grande participação da iniciativa privada. A Grã-Bretanha pode ensinar sobre organização e sobre como aproveitar o legado dos Jogos. China e Rússia têm investimentos maciços, com os quais não podemos competir, mas nós fomos lá para aprender sobre os grandes centros de treinamento. Existem países menores, como a Irlanda, que têm estruturas muito interessantes, de gestão e de comunicação. E o que o Brasil pode ensinar é, fundamentalmente, sobre planejamento de longo prazo, sobre colocar o atleta paralímpico no centro da atenção, com tudo feito para o benefício do atleta, no longo prazo. Se conseguimos mais R$ 10 de qualquer patrocinador, nós sabemos exatamente onde esse recurso será usado para beneficiar o atleta. Podemos ensinar também sobre como a aproximação com os meios de comunicação é fundamental. E os relacionamentos com os vários níveis de governo. Muito do que conquistamos passou pelo Legislativo e pelo Executivo. Nesse detalhe, damos banho nos outros países.


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