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23 de jul. de 2016

Lei para reserva de assentos na Olímpiada foi regulamentada





Foi regulamentada, na última quinta-feira (21/08), a lei que prevê a reserva de assentos para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.


O decreto, publicado no Diário Oficial da União, garante também a reserva para os acompanhantes em estádios, ginásios de esporte e outras instalações que sediarão eventos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
  

Os assentos destinados aos acompanhantes estão incluídos na proporção de, no mínimo, 4% de assentos para pessoas com deficiência e de 2% de assentos para pessoas com mobilidade reduzida.


Os espaços e assentos reservados serão identificados no mapa de assentos localizados junto à bilheteria e nos sites de venda de ingressos para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e de divulgação.


A reserva de assentos será garantida até 15 dias antes da abertura oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e 15 dias antes da abertura oficial dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.


Vencido o prazo estabelecido, as entidades organizadoras dos Jogos poderão disponibilizar para venda ao público em geral os assentos reservados e não vendidos.


21 de jul. de 2016

Código de Defesa do Consumidor em versão acessível para Rio 2016



O Procon Estadual do Rio de Janeiro disponibilizou link para acesso ao Código de Defesa do Consumidor (CDC) voltado às pessoas com deficiência visual e auditiva


A iniciativa integra o pacote de ações da entidade para atendimento durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.


Criada pelo Ministério Público, a página oferece o conteúdo em áudio e vídeos, com audiodescrições e janela de Libras (Língua Brasileira de Sinais). 


Além disso, também foram lançados guias em 3 idiomas (português, inglês e espanhol), voltado a orientação dos turistas durante a competição.


O Procon também terá um canal direto com o comitê organizador dos jogos para maior agilidade na resolução de problemas dos consumidores ligados às competições.


  • Para acessar o Guia Acessível do Código de Defesa do Consumidor basta clicar aqui

  • Já para acessar os guias disponíveis em 3 idiomas (português,inglês e espanhol) voltado para orientação dos turistas durante a competição  acesse o site do Procon-RJ (www.procon.rj.gov.br) e clicar no banner "Procon-RJ Nos Jogos"







19 de jul. de 2016

Venha Participar do Torneio de Dominó da APADV



A ASSOCIAÇÃO DE PAIS,AMIGOS E DEFICIENTES VISUAIS (APADV) convida você a vir participar do torneio de dominó que será realizado no próximo dia 30 de julho às 10:00hrs na sede da Associação que está localizada em São Bernardo do Campo na Rua Assunção 132, Vila Marchi.


Além de trofél e medalhas, teremos premiação em dinheiro até o terceiro lugar. 


Importante saber:

 

  •  1. Aceitaremos apenas as inscrições de duplas com pessoas cegas ou a dupla mista pessoa cega com um vidente. 
 
  •  2. Não serão permitidas duplas onde os dois enxergue. Entendemos que desta forma além de promovermos a inclusão também não deixamos quem não enxerga em condições desiguais ao competir com duplas sem deficiência que podem visualizar com mais rapidez a mesa entre outras vantagens. 
 
  •  3. O pagamento deverá ser realizado por meio de depósito identificado na conta da Associação. 
 
  •  4. Teremos transporte para os jogadores que sairá da estação de trem Prefeito Saladino. 
 
  • 5. Data limite para recebermos as inscrições e pagamento: 29/07. 
 
 

Informações e Inscrições

 
 
As inscrições podem ser realizadas pelo telefone/whatsapp: (11) 98485-3799 (Falar com Carlos Renato) 


O valor da inscrição por dupla é R$50,00
 
 
 

Curtiu? Então não perca tempo e  participe!!!!

 

 

 

17 de jul. de 2016

Laramara organiza Treino Solidário





Em 25 anos, a Laramara está entre as mais atuantes instituições especializadas no atendimento e inclusão das pessoas com deficiência visual na América Latina. 


Um ato de solidariedade aliado a uma disputa pela histórica Estrada Velha de Santos reunirá atletas para um treino de corrida e caminhada em prol da Laramara Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual


A largada acontecerá no dia 23/07  às 7h


Com o apoio da agência Wings Esportes e a coordenação da professora de educação física e psicóloga da instituição Angela Paiva, o início do Treino Solidário acontecerá em frente ao Sindicato dos Borracheiros, altura do km 35, onde os participantes ganharão água, alimentos leves e receberão orientações técnicas do local do percurso. 


A previsão para o final deste evento será às 10h.


De acordo com Angela Paiva, a iniciativa é uma oportunidade para reverberar a solidariedade. 


“A sociedade tem um papel importante na luta pelos direitos e pela inclusão das pessoas com deficiência. Iremos promover um Treino Solidário que irá transformar vidas de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão assistidos pelos projetos da Laramara”.


Inscrições serão realizadas pelo site da instituição www.laramara.org.br ou pelo telefone (11) 3660—6412, no valor de R$40,00, que será revertido em projetos socioassistenciais promovidos pela ONG.

 
 


15 de jul. de 2016

Channel 4 anuncia transmissão dos Jogos Paralímpicos Rio 2016




A rede britânica de televisão Channel 4 divulgou o trailer para anunciar a transmissão dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.


No vídeo, o intuito é promover a capacidade das pessoas com deficiência, destacando a performance dos atletas e rotinas cotidianas.


Escovar os dentes, tocar bateria, dirigir, correr, nadar, escrever, tocar piano, sapatear, jogar basquete: sim, eles podem! Esse é justamente o mote da campanha We’re the Superhumans (Nós somos super humanos), feito pelo canal.


Abaixo, o trailer do vídeo:





 
Fontes: Vida Mais Livre


 

13 de jul. de 2016

Avianca Brasil renova parceria com ADD



A Avianca Brasil, membro brasileiro da aliança global Star Alliance, renovou sua parceria com a Associação Desportiva para Deficientes (ADD). 


A instituição sem fins lucrativos tem como objetivo promover o desenvolvimento de pessoas com deficiência por meio de práticas esportivas adaptadas, ensino e cursos de capacitação, facilitando o processo de integração e inclusão social.


O acordo envolve a cessão de passagens aéreas para os 22 destinos domésticos operados pela empresa


A ADD poderá utilizar este benefício para: participar de torneios e competições, bem como outros eventos, encontros ou seminários ligados à sua área de atuação. 


A parceria prevê, ainda, a inserção da marca da Avianca Brasil nos veículos da ADD usados para o transporte dos atletas, além da menção da companhia aérea como patrocinadora em todo o material impresso e online da ONG. 


“A Avianca Brasil acredita no potencial do esporte para o desenvolvimento e inclusão de pessoas com deficiência na sociedade. Estamos trabalhando para construirmos um mundo melhor. Apoiar projetos da ADD é uma forma que encontramos de participar ativamente da formação e contribuir com a melhoria da qualidade de vida desses atletas”, destaca Flavia Zülzke, gerente geral de Marketing da Avianca Brasil.
  
Eliane, presidente da ONG, classifica a parceria como fundamental para o desenvolvimento dos projetos esportivos. 


“Com a Avianca Brasil conseguimos proporcionar maior qualidade nos treinamentos e viagens. As equipes de basquete em cadeira de rodas e os competidores do atletismo, que antes viajavam em ônibus ou vans, agora chegam a bordo de aviões confortáveis e modernos. Com isso, notamos uma melhoria considerável nos resultados esportivos, já que as delegações chegam descansadas para as competições. Sentimos orgulho de carregar o nome da Avianca Brasil nos nossos uniformes”, ressalta.

Conheça alguns atletas 


Considerado um dos principais corredores de cadeira de rodas do Brasil, Jaciel Paulino é um dos atletas da ADD apoiados pela Avianca Brasil desde 2010. 


Tendo iniciado sua carreira no atletismo nas corridas rápidas, ele hoje coleciona medalhas de ouro nas principais maratonas do país. Jaciel é pentacampeão da São Silvestre (2007, 2009, 2011, 2012 e 2013) e tricampeão da Maratona Internacional de São Paulo (2009, 2010 e 2012). 


“É muito gratificante termos a Avianca Brasil como parceira. Não só pelo apoio com passagens aéreas, mas também pelo atendimento carinhoso com que os funcionários tratam a gente e todos os passageiros, e pelo cuidado que a companhia tem com as nossas cadeiras de corridas”, diz Jaciel.  

Ariosvaldo Fernandes da Silva, conhecido no mundo esportivo como Parré, acrescenta: 

“Atualmente, um dos grandes obstáculos para um atleta é arcar com o custo com passagens aéreas, já que muitos campeonatos estão fora do eixo Rio-São Paulo. Ter a Avianca Brasil como apoiadora da minha carreira e da ADD me deixa bastante feliz. A diferença do atendimento e o cuidado que a empresa tem com os nossos equipamentos é bastante visível”. 


Competidor da modalidade atletismo em cadeira de rodas, Parré já foi oito vezes campeão brasileiro, recordista brasileiro nas provas de 100, 200 e 400 metros. Nas Paralimpíadas de Londres, ficou em quarto lugar nos 100 metros.

 
Fonte: Revista Incluir



7 de jul. de 2016

Cadeiras de rodas de última geração chegam ao Brasil para futebol adaptado

 



Os paratletas do Rio de Janeiro Power Soccer (RJPS), time carioca de futebol em cadeiras de rodas motorizadas, vão ganhar um reforço na preparação para o Campeonato Brasileiro e Taça Libertadores, que acontece em Buenos Aires. 


Nesta sexta-feira, dia 08/07, o time receberá quatro novas cadeiras de rodas motorizadas de última geração, todas importadas, que ajudarão muito a mudar o cenário competitivo da modalidade no país. 


O evento de entrega do equipamento, que acontece às 11h, no Centro Cultural Light(RJ), contará com a presença do tetracampeão mundial Bebeto, padrinho do time.
"É um prazer ser padrinho desse projeto desde o início. O esporte mudou a minha vida e esses atletas são guerreiros, são exemplos de superação. Tenho certeza de que, com estas novas cadeiras, o time poderá se preparar melhor e potencializar as chances de seus atletas participarem da Copa do Mundo, que acontecerá nos EUA, em 2017", acredita Bebeto.
Criado em 2014, o RJPS é o maior time do Brasil, tendo quatro atletas pré-convocados para a Seleção Brasileira de Power Soccer. 


Já no primeiro ano de sua formação, a equipe foi Campeã Brasileira e, em 2015, conquistou o título de vice-campeã. 


Para 2016, o RJPS já está classificado para disputar, pela segunda vez, a Taça Libertadores, em Buenos Aires.

 
"A compra de cadeiras de rodas motorizadas é um dos maiores desafios, pois são equipamentos caros e importados. Por isso, este é um grande momento não só para o RJPS, mas para o esporte nacional que a partir de agora pode competir de igual para igual com as melhores equipes internacionais, e isso só foi possível com a parceria dos patrocinadores", comemora Mônica Dutra, diretora do RJPS. 


Para saber mais ligue: (21) 2211-4515


 
 
 

6 de jul. de 2016

Paraciclista conquista medalhas na Copa Brasil

A imagem está no formato retangular. Nela contém uma uma bicicleta paraolímpica na rua com uma paraatleta usando uniforme na cor azul e sei pessoas ao fundo. Fim da descrição.



Mariana Garcia, da Equipe de Ciclismo de Ribeirão Preto (São Francisco Saúde / Powerade / SME), é paraciclista e conquistou 2 medalhas de bronze na etapa da Copa Brasil do Rio de Janeiro da Copa Brasil, nesse final de semana. 


Em ambas as provas, a paranaense Jady Malavazzi, que representará o Brasil nos Jogos Paralímpicos, em setembro, ficou com o ouro e a prata foi de Jéssica Silveira, de Jaboticabal, que vai ao Mundial, na Espanha.

“Eu sinto que estou melhorando a cada etapa. Estou feliz com o meu resultado e vou continuar trabalhando forte para conseguir mais medalhas na Copa e em outras competições”, disse.


Agora, na competição, a ciclista já soma quatro medalhas na temporada 2016. Em maio, na primeira etapa, em Araraquara, ela conquistou duas medalhas de prata nessas mesmas duas provas.

Pela Copa Brasil, Mariana terá uma pausa de três meses sem competições e retorna apenas depois das Paraolimpíadas. A terceira etapa, então, está marcada para outubro, em São José, Santa Catarina.


 
 
 
 

29 de jun. de 2016

“O meio é deficiente, não as pessoas”, diz secretário adjunto da Pessoa com Deficiência






Em janeiro de 2016, entrou em vigor a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015)


Uma das principais inovações do texto é ampliar a autonomia da pessoa com deficiência.


Dudu Braga, secretário adjunto na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), reforça o avanço que a legislação traz, mas cita, com ênfase, a convenção da Organização das Nações Unidas sobre os direitos das pessoas com deficiência.


“Ela estabeleceu uma coisa tão simples e tão prática para nós, pessoas com deficiência: o meio é deficiente, não as pessoas. A partir do momento que há rampas, sinalização em braile, a deficiência não existe. A lei brasileira segue esse contexto, somos signatários”, pontua.


 
A SMPED trabalha em conjunto com as demais secretarias para que a inclusão seja efetiva dentro da prefeitura como, por exemplo, educação e transporte inclusivo


Como principal ação própria, há a Central de Interpretação de Libras (CIL), para qualquer pessoa surda, surda-cega ou com deficiência auditiva



“Ela precisa se comunicar e um atendente dificilmente terá capacitação em Libras e saber se comunicar em sinais. Nem toda pessoa com deficiência auditiva, principalmente se não for ouvinte, tem capacidade de entender o português como a gente entende, mesmo na forma escrita. Por isso, é necessária intermediação”, diz Fábio Siqueira, responsável pelo departamento de comunicação institucional. A intermediação pode ser por aplicativo, vídeo com intérprete ou fisicamente. 


Dudu também ressalta a importância da imprensa no processo de inclusão. 


“A pauta do nosso dia a dia é gerada pela imprensa, o que é importante se discutir ou não. Esse olhar mais atento vai ajudar a evoluir e estabelecer um conceito mais positivista para as pessoas com deficiência, e não aquele olhar arcaico de coitadinho, que já está ficando pra trás”.


Com esse raciocínio, cita o projeto em andamento chamado “Imprensa Jovem”, que é estar presente nas escolas para que os alunos tenham atividades de rádio, jornal. 


Além disso, há a ideia de que produzam pequenos documentários com a visão sobre a questão da pessoa com deficiência.

 

Fórum Cobertura Paraolímpica

 

O “Fórum Cobertura Paraolímpica”, idealizado por IMPRENSA com o apoio do curso de jornalismo da ESPM São Paulo, aconteceu no dia 24 de junho. 


Confira a cobertura completa do evento e mais informações sobre os Jogos Paraolímpicos no site: www.portalimprensa.com.br/coberturaparaolimpica/home.asp.


 
 
 
 

23 de jun. de 2016

Documentário retrata a vida e os desafios de paratletas brasileiros



Antes do início da prova de 200 metros rasos nas Paralimpíadas de Londres, em setembro de 2012, o atleta sul-africano Oscar Pistorius sorria confiante de sua vitória. 


Até então considerado como o maior atleta paralímpico, nos últimos segundos da corrida se vê surpreendentemente ultrapassado pelo brasileiro Alan Fonteles. 


“Ele simplesmente chegou de lugar nenhum”, exclama o narrador nas primeiras cenas do documentário Paratodos, que estreia nesta quinta-feira (23) nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Recife, Belo Horizonte, Salvador, Palmas e Londrina.


O filme dirigido por Marcelo Mesquita vai muito além do esporte como inclusão social de pessoas com deficiência. Ele mostra o cotidiano de esportistas profissionais de alta performance que têm uma intensa rotina de treinamentos, que suportam altos níveis de pressão e de cobrança – própria, dos treinadores, patrocinadores e do comitê – e que têm seus conflitos internos, suas dúvidas e fraquezas, assim como qualquer pessoa. 


Além de tratar sobre superação e quebra de barreiras, o longa-metragem também sai do lugar comum porque aborda questões pessoais como autoestima, perfeccionismo e o companheirismo entre os paratletas.


De 2013 a 2016, a equipe do filme acompanhou de perto as equipes paralímpicas de natação, atletismo, canoagem e futebol em campeonatos realizados na França, no Canadá, Japão, na Itália, no Catar e Brasil. 


Além de Alan Fonteles, Paratodos traz as histórias do nadador Daniel Dias; do ex-Big Brother e tetracampeão de paracanoagem Fernando Fernandes; da velocista Teresinha Guilhermina; da nadadora Susana Schnarndorf; de Yohansson do Nascimento, do paratletismo; Fernando Rufino Cowbói, da paracanoagem; e de Ricardinho, que é jogador de futebol de 5.


Depois de alguns minutos em frente à tela, desaparecem as deficiências e fica apenas a imagem dos esportistas como um todo.


 A cada prova mostrada, vem junto a tensão, a pressão, as alegrias da vitória, as decepções e os entraves da classificação, que divide os “níveis” de deficiência. 


Não ficam de fora as arrogâncias, questões ligadas à autoestima, o bullying, os momentos de descontração e de companheirismo entre os atletas.


A superação dos próprios limites é um tema presente do início ao fim do longa-metragem, porém ela vai além das limitações impostas pelas deficiências físicas. 


A busca pelo tempo cada vez melhor, pela performance perfeita, pela medalha de ouro e pelo primeiro lugar no pódium estão lá da mesma forma que estariam se os esportistas em foco não fossem paratletas. 


“Se você olhar para o que uma pessoa pode fazer em vez do que ela não consegue fazer, a perspectiva muda e perde-se a visão de coitadinho”, afirma Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.


Esporte como trabalho e motivação



“O esporte paralímpico não é só inclusão social. No começo, ele é inclusão social, mas quando chega aqui, ele é alto rendimento, é performance. Isso aqui é meu trabalho, eu sobrevivo disso”, declara Fernando Fernandes, da paracanoagem. 


Além de ser o trabalho desses paratletas, o esporte é, muitas vezes, o que os mantém vivos e motivados.


É o caso da ex-triatleta, hoje nadadora, Susana Schnarndorf, a única atleta da delegação paralímpica brasileira a ter representado o país tanto entre os convencionais, antes de sua doença se manifestar, quanto entre os paralímpicos. 


Uma das principais triatletas brasileiras, com participação em 13 edições na prova Iron Man, ela descobriu por volta dos trinta anos que tinha uma grave doença degenerativa que faz com que seu cérebro fosse aos poucos “desconectando” e “desligando” suas funções.


“Foi um ano bem difícil. [Diziam] ‘Você tem 6 anos de vida, 3 anos de vida…’ E eu tinha uma filha de seis meses nessa época. Foi difícil pra mim aquilo. Ninguém tem bola de cristal para saber quanto tempo você tem aqui, mas eu decidi fazer do tempo que eu tenho aqui o mais feliz que eu posso ter”, afirma Susana. 


Foi por meio da natação que ela conseguiu recuperar parte de seus movimentos e voltou a competir como paratleta.

 
Além levar essas histórias às telas dos cinemas, Paratodos também estará disponível para exibição em instituições, organizações sociais que trabalham com a inclusão da pessoa com deficiência e em escolas da rede pública de ensino espalhadas por todo o país. 


O desafio é chegar a 2 mil unidades escolares e aproximadamente 200 mil alunos até o fim de 2016. Para promover a exibição, é preciso se cadastrar no site de mobilição Taturana Mobi.






16 de jun. de 2016

Cisco Araña e as aulas de surf inclusivas






A entrevista do site Projeto Draft com o surfista Cisco Araña. Idealizador da Escola Radical, voltada ao ensino do esporte, o professor de educação física contou como a experiência de aprender a surfar com um professor surdo o transformou, e hoje, ensina crianças e adultos com deficiência e transformou sua escola em um ambiente inclusivo.


Espírito Aloha”. A filosofia que deriva do cumprimento afetivo, em dialeto havaiano, valoriza a aceitação, a gratidão e a positividade. 


É ela que Cisco Araña usa para guiar sua vida. O surfista de 59 anos tem fala calma, permeada por gírias e mensagens de união e serenidade. Frutos, segundo ele, que a relação com o mar lhe rendeu. 


“Eu tenho certeza que alguma coisa muito forte me levou ao surfe. Com ele, consigo ser uma pessoa melhor. Sou melhor pai, marido e homem.”


Nascido em Santos, no litoral paulista, Francisco Alfredo Alegre Araña – ou simplesmente Cisco – teve contato muito cedo com o oceano e o surfe, e os manteve sempre em sua vida. 


Pioneiro do esporte no eixo Rio-São Paulo, subiu ao pódio em praias pelo Brasil e pelo planeta afora, da Califórnia à Indonésia. Mas sempre teve Santos como seu porto seguro. 


A primeira onda foi surfada, aos 9 anos, a duas quadras de casa, no Posto 2. Treinou naquelas águas para sua competição de estreia, no Guarujá. 


“Eu tinha 13 anos, uns amigos me inscreveram, nós fomos até lá a pé. E eu ganhei.”


Naquele início dos anos 1970, o surfe era muito estigmatizado. “Era época da ditadura militar. Quebravam as pranchas na nossa frente, paravam nossos carros o tempo todo… Só porque éramos jovens e cabeludos". 


Cisco insistiu no esporte e ainda abriu uma fábrica de pranchas e acessórios. Mas a ideia de viver do surfe parecia improvável. 


Considerou ser médico, ortodontista e piloto de helicóptero. Por fim, foi cursar educação física na Unimes (Universidade Metropolitana de Santos), onde formou-se em 1982. Antes, no primeiro ano de faculdade, fez sua estreia como professor dando aulas de natação.


Escola Radical



A aproximação com o meio acadêmico o ajudou a vencer barreiras e a desbravar a cena do surfe. 


“Venci campeonatos colegiais e universitários, me formei… Foram conquistas importantes porque deram a conotação de que surfistas também estudavam. Isso quebrava o rótulo de marginal.” 


Assim, ele pôde colocar de pé um grande projeto: a Escola Radical, primeira escola pública de surfe do país


 No início, a ideia era oferecer outros esportes de aventura, mas a procura pelo surfe foi tão intensa que o foco mudou. Cisco estima que desde a inauguração, em 1992, tenham passado por lá mais de 30 mil alunos.


A escola, na praia da Pompeia, é mantida pela prefeitura de Santos. No seu quinto ano de existência, uma sequência de fatos acabou criando um divisor de águas na carreira e na vida de Cisco. 


Ao ser chamado para ensinar um grupo de crianças surdas a pegar onda, ele ganhou visibilidade na mídia local, sendo procurado por Valdemir Pereira Corrêa (Val), que tem deficiência visual, mas estava decidido a surfar. 


As aulas para surdos haviam sido um desafio fácil para Cisco, que foi treinado por um mestre com deficiência auditiva, Carlos Mudinho. A cegueira, porém, era um grande obstáculo.


Val perdera a visão alguns anos antes, por conta de um erro médico durante uma cirurgia de glaucoma. Para ajudá-lo, Cisco embarcou na missão de elaborar uma prancha especial, adaptada para pessoas com deficiência visual


“Comecei a tentar entender o mundo dele. Precisava de uma experiência particular para poder criar.” 


Foram dez anos para viabilizar o projeto da prancha, que o próprio Cisco desenhou, com frisos em alto relevo, guizos sinalizadores e bordas revestidas



O resultado compensou a espera: Val apareceu em um programa de TV nacional. “Foram 90 milhões de pessoas assistindo ele surfar!”


A partir daí, apareceram alunos com outros tipos de deficiências e limitações. E as pranchas adaptadas alcançaram um novo patamar: instrumento multifuncional
 

Com revestimentos móveis de espuma, Cisco e os professores da Escola Radical alteram as pranchas conforme a necessidade de cada aluno, desde crianças com paralisia cerebral a idosos com limitações naturais da idade. 


“O primeiro idoso foi o Euclides, que se matriculou aos 74 anos. Pensei: ele vai morrer na minha mão.” 


Ao contrário: Euclides Camargo abriu espaço para que a terceira idade se tornasse um dos grandes grupos de alunos. “Eles dão um show!”


Cisco já implementou projetos inclusivos na Espanha e no Uruguai. Agora, está à frente de outra iniciativa em Santos: a criação de uma nova escola pública de surfe, destinada apenas para pessoas com deficiência. 


“Meus troféus não valem nada perto do que a gente poder fazer por essas pessoas. Por meio do surfe, consigo fazer a vida melhor para mim e para o outro.” 


O talento e a vontade de ajudar aqueles que precisam alçaram o surfista engajado a personagem-título de um documentário. Dirigido por Robinson Patrício, Cisco Araña – Longboard Bossa Nova foi lançado de abril de 2016.


Dezoito pranchas



Em 1999, Cisco levou o surfe para o curso de educação física da Universidade Santa Cecília com a disciplina de esportes radicais. 


A disciplina vingou e modalidades como surfe e stand up paddle seguem no currículo da faculdade. Ele, porém, desistiu do ambiente acadêmico. 


Eu me afastei porque sou prático e a universidade é teórica.”


Tenta mergulhar todos os dias; quando a rotina não permite, pelo menos molha o rosto na água salgada. 


“Ver uma pessoa deslizar a onda e sair com aquele baita sorriso é o que acredito ser humanidade.”



O surfista divide seu tempo entre a Escola Radical, o projeto da nova escola de surfe, sua escolinha particular (Cisco Araña Surf School) sua vida com a mulher, Paula, e a filha, Nicole. 


Quando ela nasceu, em um dia 18 de abril, Cisco tinha parado de competir, mas fez a promessa de voltar ao circuito, com 18 pranchas diferentes. 


O resultado foi a conquista de dois vices e 16 campeonatos, inclusive o título brasileiro e o inédito Super Master de Longboard de 2009. 


As pranchas estão guardadas em casa, para Nicole, que aos 9 anos já surfa. 


”Eu não forço, mas quero que ela veja que o mar é algo bom.”
 
 
 
 
 

13 de jun. de 2016

Grupo IMPRENSA promove fórum sobre cobertura jornalística dos Jogos Paralímpicos



A Paralimpíada nem sempre tem o destaque proporcional em muitos veículos de comunicação, além da falta de preparo para cobrir suas diversas modalidades e suas características. 


Como neste ano, além da Olimpíada, o Brasil recebe também a Paralimpíadacompetição que reúne atletas de alta performance com algum tipo de deficiência – as redações deverão conhecer a fundo as regras, especificidades, impactos e fatores humanos nos jogos.


IMPRENSA EDITORIAL, em parceria com o curso de Jornalismo da ESPM de São Paulo, vai promover o Fórum Online Cobertura Paralímpica, que será transmitido ao vivo pelo Portal IMPRENSA no dia 24 de junho, a partir das 15h.


O objetivo é capacitar jornalistas da editoria esportiva para cobrir os Jogos Paralímpicos e compreender os principais desafios em cada etapa


IMPRENSA escala jornalistas, especialistas e personalidades para debater, entre outras questões: Qual o contexto do paradesporto internacional? Quais são as principais dúvidas dos jornalistas? Como é a preparação das equipes para cobrir as paralimpíadas?


Para acompanhar os debates ao vivo e a programação completa, basta acessar e se cadastrar pelo site do Portal Imprensa clicando aqui.


Dentre os convidados confirmados, estão: Andrew Parsons (CPB); Flávia Cintra,(TV Globo); Jairo Marques, (Folha de S.Paulo); Lilian Migliorini Villamar, (repórter da NHK japonesa); Renato Peters, (TV Globo).


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Fórum Online Cobertura Paralímpica – conteúdo e treinamento 

 
Quando: 24/6,


a partir 15h

 
Transmissão ao vivo: pelo Portal IMPRENSA

 
Inscrição gratuita e informações pelo site: http://www.portalimprensa.com.br/coberturaparaolimpica/home.asp
  Telefone: (11) 3729-6300


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