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14 de set. de 2016

Calçada sensorial simula desafios cotidianos para quem não tem limitações físicas



O Instituto Ser Educacional montou uma calçada móvel que simula os obstáculos cotidianos, para quem não tem dificuldade de locomoção, com intuito de  oferecer a experiência de viver esta dificuldade e sensibilizar quem não tem limitações ao desafio diário de deficientes visuais ou físicos,


Vendadas, as pessoas enfrentam buracos e obstáculos, mas não precisam cair como no mundo real. 

As oito calçadas sensoriais itinerantes, como o projeto de conscientização é chamado, estão percorrendo o país e já foram utilizadas por mais de 50 mil pessoas desde o início das suas atividades. 


As calçadas são instaladas em shoppings e locais de grande visitação pública pelas instituições parceiras, inclusive já esteve presente no Tribunal de Contas da União, Palácio do Planalto e no GDF, em Brasília. 


No próximo semestre, estarão circulando por várias partes do país sensibilizando outras milhares de pessoas.


O objetivo do projeto Calçada Sensorial Itinerante, é ajudar a mudar a, realidade, delineando melhor os contornos do desafio. 


"As ruas esburacadas e os móveis urbanos que tomam o caminho das pessoas nas ruas tiram um pouco da cidadania das pessoas deficientes, que são obrigadas a lutar um pouco mais para se locomover. Mas, a verdade é que somos uma sociedade às vésperas de começar a envelhecer, o que amplia muito o alcance da questão. Precisamos transformar nossas cidades e nossa cidadania. Nosso objetivo é sensibilizar o maior número possível de pessoas para a questão, para que elas façam a sua parte, seja pressionando o poder público, seja consertando a própria calçada", diz Sérgio Murilo Jr., coordenador de Responsabilidade Social do Grupo Ser Educacional.

Fonte: Revista Incluir

 

 

 

23 de ago. de 2016

Locomoção no Rio ainda é desafio para pessoas com deficiência




Com o fim da Olimpíada, as atenções se voltam para os Jogos Paralímpicos que começam no dia 7 de setembro. 


A reportagem ouviu cariocas e turistas para saber se a cidade do Rio de Janeiro está pronta para receber pessoas com deficiência.


A reclamação mais recorrente é de que as calçadas são os principais obstáculos. Especialmente aquelas que têm pedras portuguesas.


Por causa delas, o músico Octávio Soares, que é cadeirante, não conseguiu nem mesmo conceder entrevista por telefone.


O auxiliar administrativo Lucas Pelatti tem mobilidade reduzida e usa moletas. Ele mora em São Paulo e veio ao Rio passear.


Para Lucas, as calçadas também são um problema, mas difícil mesmo é se acostumar a embarcar nos ônibus. Isso porque muitos ônibus em circulação no Rio só têm porta na frente, com a roleta bem próxima.


A arqueóloga Suzana Bulcão tem uma lesão no joelho e usa um apoio para andar. Suzana é carioca e aprovou as obras de revitalização do centro da cidade, como a construção do Boulevard Olímpico, mas destacou que caminhar pelas vias do Centro Histórico, como a Rua da Quitanda, ainda é um desafio.


A professora Raquel Reis tem deficiência visual, mora em Niterói e vem ao Rio trabalhar. Ela avalia que a sede dos Jogos Paralímpicos não tem estrutura para receber adequadamente o público com deficiência visual.


Em nota, a Secretaria Municipal de Conservação do Rio (Seconserva), informou que a responsabilidade pelas calçadas na cidade é compartilhada. Em frente a imóveis particulares é o proprietário quem precisa manter a calçada em ordem.


Já nos locais públicos, como praias, praças e prédios de propriedade municipal, a responsabilidade é da prefeitura. 


A Seconserva disse que fiscaliza calçadas em todas as regiões da cidade e, quando necessário, as obras de reparo costumam durar entre 30 e 60 dias.
 
 
 
 
 
 
 
 

9 de ago. de 2016

Prefeitura de SP consulta população sobre política para pessoa com deficiência




A Prefeitura de São Paulo consulta a sociedade civil sobre o Decreto de criação da Política Municipal para a Pessoa com Deficiência, que regulamenta a Lei Brasileira de InclusãoLBI (Estatuto da Pessoa com Deficiência) na cidade. 


A consulta pública online estará disponível até o dia 10/09/2016 no site www.saopauloaberta.prefeitura.sp.gov.br, com recursos de acessibilidade para todas as pessoas, incluindo as que possuem deficiência auditiva e visual. 


Os comentários e as considerações poderão ser feitos também em Língua Brasileira de Sinais (Libras). 


A iniciativa é das Secretarias Municipais da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida e de Negócios Jurídicos.


O texto do Decreto traz para a realidade da maior cidade do país todas as disposições da Lei Federal. 


Além disso, cria um Observatório para acompanhar as políticas públicas para as pessoas com deficiência na cidade e cria uma Comissão de Monitoramento e Avaliação de todas as ações executadas pela Prefeitura e por empresas contratadas, equipada com um canal de recebimento de denúncias, sugestões e reclamações.


O Decreto apresenta prazos e ações específicas. 


Entre os destaques do texto que estará em consulta:



  • O oferecimento de atividades esportivas adaptadas; 
  • À participação da pessoa com deficiência nos clubes-escola; 
  • Acessibilidade universal nas unidades de saúde, museus e demais equipamentos municipais; 
  • Ampliação do serviço de residência inclusiva para pessoas em situação de dependência;
  • Garantia de acessibilidade arquitetônica e comunicacional em eventos promovidos, financiados ou em parcerias com a Administração Pública Municipal; 
  • Acompanhamento dos processos seletivos públicos ou privados na contratação de pessoas com deficiência, bem como das condições no ambiente de trabalho, além do treinamento de Guardas Civis Metropolitanos para garantir o atendimento humanizado às pessoas com deficiência.
  • Em mobilidade urbana, o direito ao transporte será assegurado em igualdade de oportunidade às demais pessoas com ações que garantem acessibilidade em todos os ônibus, terminais e paradas, criação de aplicativos acessíveis, reserva de 10% de táxis acessíveis nas frotas, bem como na outorga de alvarás para pessoas com deficiência. Em educação, fica garantido um sistema educacional inclusivo.

De acordo com o Censo do IBGE (2010), aproximadamente 2,7 milhões de pessoas que vivem em São Paulo declararam possuir algum tipo de deficiência, sendo que 810 mil possuem deficiências mais severas.


A Convenção da ONU, de 2006, e a Lei Brasileira de Inclusão (nº 13.146/2015), cuja vigência teve início em janeiro de 2016, definem como pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. 



Fonte: Revista Incluir


28 de jul. de 2016

Mutirão da acessibilidade em São Paulo





Para mapear lugares acessíveis e valorizar boas iniciativas, será realizado na quinta-feira, 28/7, um mutirão para cadastrar estabelecimentos com acessibilidade no aplicativo Biombo

Haverá um treinamento para que todos possam sair às ruas juntos para encontrar lugares acessíveis e, em tempo real, cadastrá-los no aplicativo.

O encontro está marcado para às 14 horas, na R. Machado Bittencurt 361, na Vila Mariana.
 

PARA SE CADASTRAR  CLIQUE AQUI


 
 
 
 

22 de jul. de 2016

Loja virtual comercializa produtos para pessoas com deficiência






Segundo dados do IBGE, o Brasil possui mais de 46 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência


No entanto, ainda é grande a carência de produtos especialmente desenvolvidos para esse público. 


Pensando nisso, e preocupados em oferecer uma loja virtual multimarcas, com a maior variedade possível de produtos para esse segmento, que dois empresários de São Paulo criaram a Perfect Care


A loja virtual traz diversos itens de higiene, acessórios de apoio e produtos para mobilidade entre outros.


Por ser um e-commerce, o consumidor poderá adquirir seus produtos pela internet, com conforto e segurança, recebendo-os diretamente no endereço que quiser, e ainda parcelar a compra no cartão de crédito, pelo sistema de pagamento PagSeguro


Ricardo Maia é publicitário e produtor cultural há mais de 20 anos, e sentiu na pele dificuldades em comprar produtos para seu filho, que tem deficiência. 


“Já passei finais de semana inteiros, por exemplo,  atrás de fraldas e outros produtos para meu filho. Além do desespero de ter que achar outros produtos que ele precisa para seu tratamento ou uso diário, muitas vezes com urgência, sendo que cada item com um fornecedor, em um lugar diferente, e mesmo em outras cidades”, lembra. 


Seu sócio, Joel Calandra, é administrador de empresas e trabalhou por muitos anos no mercado de capitais e também como diretor de fundações e entidades sociais e  assistenciais. 


Ele percebeu a carência no mercado de uma estrutura que pudesse oferecer um atendimento diferenciado, personalizado e um bom suporte de produtos de apoio para esse público. 


“O maior desafio da Perfect Care é justamente estreitar o relacionamento com o consumidor”, explica.


Acesse e sabia mais sobre a loja e produtos: clicando aqui








21 de jul. de 2016

Código de Defesa do Consumidor em versão acessível para Rio 2016



O Procon Estadual do Rio de Janeiro disponibilizou link para acesso ao Código de Defesa do Consumidor (CDC) voltado às pessoas com deficiência visual e auditiva


A iniciativa integra o pacote de ações da entidade para atendimento durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.


Criada pelo Ministério Público, a página oferece o conteúdo em áudio e vídeos, com audiodescrições e janela de Libras (Língua Brasileira de Sinais). 


Além disso, também foram lançados guias em 3 idiomas (português, inglês e espanhol), voltado a orientação dos turistas durante a competição.


O Procon também terá um canal direto com o comitê organizador dos jogos para maior agilidade na resolução de problemas dos consumidores ligados às competições.


  • Para acessar o Guia Acessível do Código de Defesa do Consumidor basta clicar aqui

  • Já para acessar os guias disponíveis em 3 idiomas (português,inglês e espanhol) voltado para orientação dos turistas durante a competição  acesse o site do Procon-RJ (www.procon.rj.gov.br) e clicar no banner "Procon-RJ Nos Jogos"







8 de jun. de 2016

Rio vai ganhar dez espaços públicos de atividade física para pessoas com deficiência






A cidade do Rio de Janeiro vai ganhar 10 espaços para pessoas com deficiência praticarem exercícios ao ar livre


São estações de 27 metros quadrados com equipamentos criados a partir de sugestões e avaliações de atletas com deficiência, instaladas em pontos estratégicos da cidade.


Idealizado e patrocinado pela Sadia, com apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, o projeto foi apresentado no dia, 19/05, em frente ao Estádio do Maracanã, na esquina da Rua Professor Eurico Rabello com a Avenida Professor Manuel de Abreu, ao lado da ciclovia, onde já está funcionando a primeira estação.


As estações projetadas pela Mude – Mobiliários Urbanos Desportivos poderão ser usadas gratuitamente nos bairros do Leblon, Madureira, Tijuca, Deodoro e outras regiões.


“O foco dessa iniciativa é proporcionar maior integração entre pessoas que gostam de praticar alguma atividade física”, explica Liz Nery, gerente de consumer connection da Sadia, marca apoiadora dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.


Criados principalmente para cadeirantes, mas que podem ser usados por todas as pessoas, os espaços têm paralelas, barras fixas, bicicleta de mão e outras variações.


O surfista Andrezinho Carioca participou da elaboração dos equipamentos. Segundo ele, um dos principais pontos é a segurança do usuário, por isso, além de altura das barras, que respeita a distância do cadeirante em relação ao solo, foram instaladas faixas que ajudam a fixar as mãos.


Um detalhe fundamental é que o projeto segue as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) 9050, que contém todas as especificações para construções com acessibilidade


Ainda há muitos projetos que esquecem dessa norma, embora o acesso a esse conteúdo seja livre e fácil.




 

27 de mai. de 2016

Curitiba segue avançando na inclusão de pessoas com deficiência




Curitiba está no caminho de tornar-se uma cidade cada vez mais inclusiva. Ainda há muito a ser feito, mas este ano em que a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência completa uma década, a capital paranaense tem motivos para comemorar. 


Hoje, os cidadãos com alguma deficiência têm voz ativa, seus direitos são mais respeitados e o atendimento às suas necessidades é uma preocupação presente em todas as políticas públicas do Município.


Os avanços têm acontecido em todas as áreas: planejamento urbano, esporte, educação, habitação, transporte, meio ambiente, trabalho, entre outras. 


“A gestão do prefeito Gustavo Fruet buscou trazer o conteúdo da Convenção para o âmbito municipal, por meio de políticas públicas inclusivas, valorizando as pessoas com deficiência como cidadãos plenos e a convivência social entre todas as pessoas”, diz a secretária municipal da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdocimo.


A própria pasta que ela ocupa é um avanço importante: foi criada em 2013, com a missão de atuar na garantia de direitos e orientar as políticas inclusivas na cidade.


“A acessibilidade tem sido uma ferramenta importante na construção destas políticas. Outro ponto que merece destaque é a participação crescente da sociedade e o protagonismo da pessoa com deficiência nesse processo de transformação de nossa cidade”, diz Mirella.


A mensagem principal da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência – promulgada pela Assembleia Geral da ONU em dezembro de 2006 e assinada por mais de 160 países – é a de que pessoas com deficiência têm direito ao total espectro dos direitos humanos e liberdades fundamentais, sem discriminação.


Em Curitiba, o esforço para garantir esse acesso é parte do projeto de construção de uma cidade mais humanaobjetivo central da gestão do prefeito Gustavo Fruet. 


Abrange desde medidas aparentemente pequenas, mas fundamentais, como:


  • A instalação dos primeiros parquinhos para crianças com deficiência em espaços públicos;

  • A oferta de cadeiras de rodas no Jardim Botânico;

  • A observação das normas técnicas de acessibilidade nos projetos de obras públicas – como escolas, unidades de saúde e Ruas da Cidadania;

  •  O atendimento especializado na educação e pela garantia de transporte para quem precisa de tratamento e não pode utilizar outro meio de locomoção;

  • A criação de uma Central de Libras, que oferece gratuitamente o serviço de intérpretes disponíveis para acompanhar pessoas com deficiência auditiva em consultas médicas, entrevistas de emprego e outras atividades, traduzindo as informações do interlocutor para a Língua Brasileira de Sinais.


Projetos

 

A Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência avalia cada novo projeto das diversas secretarias sob o aspecto da acessibilidade. 


Os técnicos da pasta indicam pontos como tamanho e acessórios dos banheiros, rampas, elevadores, áreas reservadas, sinalização informativa tátil, entre outros.


Responsável por elaborar os projetos padronizados de equipamentos públicos, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) tem trabalhado na adequação de projetos de prédios antigos. Dezenas de unidades de saúde, por exemplo, foram reformadas nos últimos três anos levando em conta critérios de acessibilidade.  


Todos os novos projetos de ruas, áreas de terminais de ônibus, equipamentos públicos e todos os locais onde está prevista a circulação de pessoas, assim como os projetos de requalificação, são elaborados de acordo com as normas de acessibilidade.


Desde 2015, mais de 650 guias rebaixadas foram instaladas em toda a cidade, atendendo pedidos da Central 156, regionais e secretarias, assim como correções geométricas e ampliação de vagas de estacionamento nas ruas para pessoas com deficiência.


No Plano Estratégico de Calçadas, lançado em 2014, a acessibilidade é um aspecto central. O projeto executado na Avenida Getúlio Vargas é um exemplo dessa preocupação. 


No local foi criado um espaço contínuo, de livre acesso, liso e antiderrapante, que facilita o acesso e a circulação de cadeiras de rodas, carrinhos de bebê e pessoas com dificuldade de locomoção. São as chamadas faixas livres acessíveis, sem obstáculos nem desníveis no piso (acima de 1,5 cm), assim como sem obstáculos aéreos (abaixo de 2,10m).


A região central de Curitiba também conta com placas de nomenclatura em Braille. Instaladas em 100 postes, entre os bairros Centro e São Francisco. Nelas, pessoas com deficiência visual podem ler nome da rua, numeração da rua naquela quadra e nome do bairro.


Transporte


Quando assunto é transporte, Curitiba é certamente uma das cidades mais inclusivas do País. Por um lado, criou em 2013 um serviço exclusivo e gratuito para levar pessoas com deficiência para tratamento médico


O programa Acesso opera com 9 micro-ônibus adaptados com 7 lugares para cadeiras de rodas, que atendem as dez administrações regionais de Curitiba. Tem 1.124 pessoa cadastradas e desde 2013 já realizou mais de 36.050 mil atendimentos.


Por outro lado, o transporte convencional tem o mais alto índice de ônibus com acessibilidade do País: 94% da frota em operação, o que significa que 1.190 dos 1.320 ônibus da Rede Integrada de Transporte estão de acordo com as normas de acessibilidade. 


A distribuição dos veículos garante que mais de 90% das 250 linhas de ônibus da Rede Integrada de Transporte (RIT) de Curitiba tenham veículos com acessibilidade.


Todos os ônibus trazem nos letreiros, em local visível, o ícone universal de acessibilidade. Nas tabelas horários, os ônibus com acessibilidade também são indicados em cada horário de cada linha. Horários em negrito terão ônibus com acessibilidade.


A maioria dos ônibus da cidade também conta com plaquetas com o número do ônibus em Braille, afixadas nos bancos preferenciais. Assim, um deficiente visual poderá, em caso de necessidade, identificar em que ônibus está viajando.


Os ônibus também são dotados de sinais luminosos que indicam abertura das portas dos ônibus, beneficiando especialmente pessoas com deficiência auditiva, ao mesmo tempo em que avisos sonoros também informam que há portas abrindo ou fechando.


Na maioria dos ônibus biarticulado– e em 100% da frota do Ligeirão, nos locais reservados a cadeirantes há um botão que, acionado, alerta o motorista, com aviso no painel, de que uma pessoa com deficiência vai desembarcar.


Além dos ônibus também a maior absoluta (86%) das 342 estações - tubo –  onde param os ônibus biarticulados do sistema Expresso (BRT) e os Ligeirinhos – têm acessibilidade. Além disso, a cidade conta com 21 terminais urbanos de integração do transporte, todos eles com acessibilidade.


Nos táxis de Curitiba, o conceito de acessibilidade nos táxis da cidade mudou radicalmente a partir de 2014, com a entrada em operação dos chamados táxis compartilhados – que atendem prioritariamente pessoas com deficiência. 


Os antigos táxis especiais – serviço prestado por três kombis –  deram lugar aos 20 táxis compartilhados


Identificados com o símbolo internacional de acesso, esses carros possuem rampa de embarque e desembarque e espaço interno que permite viajar na cadeira de rodas, com toda segurança. Ou seja, o cadeirante não precisa ser retirado de sua cadeira para embarcar.


Outra novidade é o táxi especial adaptado para motoristas com deficiência. Nesse caso a adaptação permite que pessoas com deficiência também possam ser taxistas.


Seguindo todas as normas de segurança previstas no Código de Trânsito, submetidos à aprovação do Detran e com selo de conformidade com as normas da ABNT os táxis da categoria especial têm uma frota de seis veículos.


A partir do ano passado, o  curso Informações Turísticas e Orientação Profissional para Taxistas” passou a ter um módulo de duas horas dedicado a orientação sobre atendimento à pessoa com deficiência. 


A palestra é ministrada por integrantes da Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência.


Respeito



Desde o ano passado Curitiba conta com 31 semáforos inteligentes para permitir que idosos e pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida possam ter mais tempo para atravessar a rua.


Para acionar o semáforo basta que o cidadão passe seu cartão transporte isento ou o cartão Respeito em um validador específico. O Cartão Transporte Isento beneficia atualmente 163,4 mil idosos e 19,7 mil pessoas com deficiência ou aposentados por invalidez.


Como a isenção do transporte tem restrição de renda – até três salários mínimos, a Prefeitura de Curitiba criou um cartão específico para pessoas com deficiência que não têm direito ao cartão Isento. 


Identificado como Cartão Respeito, ele pode ser feito sem qualquer burocracia, bastando apresentar documentos pessoais e um atestado do médico de sua preferência.

 

Casas e parquinhos adaptados



Desde 2013, 165 famílias de pessoas com deficiência receberam moradias adaptadas em Curitiba. O atendimento especial faz parte de um programa da Cohab que reserva para esse público 3% dos imóveis de todo empreendimento habitacional.


Além dessa cota, nos projetos de reassentamento de famílias que vivem em situação de risco social também é dedicado tratamento especial para as pessoas com deficiência. 


No momento em que técnicos do serviço social mapeiam uma área de risco, eles detectam o número de famílias onde há cidadãos com deficiência. 


Desta forma, os novos empreendimentos para onde são transferidos estes moradores são construídos com o número certo de unidades adaptadas a pessoas com deficiências que envolvam mobilidade.


As casas adaptadas possuem rampa de acesso, portas mais largas e banheiro mais amplo para facilitar o deslocamento de cadeiras de rodas. O banheiro também conta com barras de apoio que permitem maior independência.


Outro avanço importante foi a entrega, no final de 2015, do primeiro parquinho público inclusivo, instalado no Passeio Público em parceria com o Rotary Club. Em maio, o segundo parquinho desse tipo foi entregue na Praça Presidente Eisenhower, no Jardim Social.
 

A partir de agora, todos os novos parques da cidade terão parquinhos inclusivos, com piso emborrachado e aparelhos para crianças com deficiência.


Esporte



O esporte em Curitiba nunca foi tão inclusivo. Pessoas com deficiência conquistaram espaço em diversos projetos e programas da Prefeitura. O Portal do Futuro, por exemplo, reserva vagas para jovens com deficiência em todas as atividades.  


O programa Ciclolazer foi reforçado com o “Inclusão + Bici”, que oferece  a pessoas com deficiência visual a oportunidade de vivenciar o andar de bicicleta. Só no ano passado 138 pessoas participaram.


Recentemente foi lançado o projeto Skate Adaptado”, realizado pela Loja Anjuss em parceria com a Prefeitura. É  um misto de pista de skate com tirolesa e equipamentos de escalada. Ele auxilia a pessoa com deficiência na manutenção do equilíbrio e ainda a segura no ar em caso de desiquilíbrio.


A Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude também lançou os Jogos Escolares Paradesportivos de Curitiba, que têm a finalidade de estimular a participação em atividades esportivas dos estudantes de todas as escolas de Curitiba e Região Metropolitana, com deficiência auditiva, física, intelectual e visual, nas modalidades de: 


  • bocha paraolímpica;

  • futsal;

  •  atletismo

  •  handebol;

  • tênis de mesa. 


Participaram da primeira edição 265 alunos de sete escolas especiais, divididos em 34 equipes.


Capacitações



O avanço nas políticas públicas de inclusão depende fortemente da adesão dos servidores públicos ao conceito. 


Por isso, a Secretaria da Pessoa com Deficiência tem promovido capacitações de servidores das demais secretarias, ajudando-os a compreender melhor os direitos e necessidades das pessoas com deficiência. 


Reuniões com a comunidade também viraram rotina, como forma de identificar necessidades e subsidiar as políticas públicas a partir do olhar de quem vivencia as dificuldades que a deficiência impõe.


Esse estímulo à participação foi fundamental para a construção do primeiro Plano Municipal de Políticas de Acessibilidade e de Inclusão para a Pessoa com Deficiência de Curitiba. 


Lançado em março deste ano, o plano traduz todo planejamento que norteia a inclusão e direitos da pessoa com deficiência e tem como objetivo  sistematizar ações que propiciem o exercício da cidadania da pessoa com deficiência em Curitiba e promover a acessibilidade como respeito à toda população.





 

18 de mai. de 2016

Acessibilidade no condomínio: o que diz a lei?



A acessibilidade é fundamental no condomínio, afinal, todas as pessoas têm direito de usufruir de tudo que o empreendimento proporciona, sendo ele um idoso, uma pessoa com deficiência ou apenas alguém que quebrou a perna, por exemplo. 


Entretanto, até hoje muitos edifícios não são construídos com acessibilidade, mesmo contendo artigos na lei que os obrigariam a isso.

 
Para os síndicos que ainda acreditam que os condomínio nada têm a ver com o acessibilidade, vale lembrar que 24% da população brasileira tem algum tipo de deficiência.


A principal lei brasileira que rege essa questão é a Lei de AcessibilidadeDecreto de lei 5296, de 2 de dezembro de 2004. 


Por se tratar de um decreto federal, ela deveria valer em todos os estados do país. 


Além dela, existem
 a nível estadual e municipal que vão ao encontro dessa; apesar da sobreposição de leis, nenhuma delas pode contradizer o decreto federal


Nesse sentido, todos os estados estão obrigados, a partir de 2004, a estar de acordo com a Lei de Acessibilidade.


Segundo o artigo 18 do Decreto, “a construção de edificações de uso privado multifamiliar e a construção, ampliação ou reforma de edificações de uso coletivo devem atender aos preceitos da acessibilidade na interligação de todas as partes de uso comum ou abertas ao público, conforme os padrões das normas técnicas de acessibilidade da ABNT.”


O parágrafo único do mesmo artigo diz que 


“também estão sujeitos ao disposto no caput os acessos, piscinas, andares de recreação, salão de festas e reuniões, saunas e banheiros, quadras esportivas, portarias, estacionamentos e garagens, entre outras partes das áreas internas ou externas de uso comum das edificações de uso privado multifamiliar e das de uso coletivo.”


Antes de 2004, muitos prédios foram construídos fora das normas de acessibilidade. Nesse caso, eles deverão passar por obras de modo que isso seja superado. 


O problema é que alterações tardias, às vezes, criam vulnerabilidades de segurança no condomínio; é preciso contratar um especialista para evitar esse problema.


Se você identificar algum problema de acessibilidade do seu condomínio, convoque uma assembleia e tente convencer o síndico de começar a obras de atualização o mais rápido possível. 


Afinal, hoje pode não haver nenhum condômino com deficiência, mas amanhã pode, e ele precisa ter os mesmos direitos que você.


fonte:Blog Nextin