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4 de nov. de 2016

Exposição fotográfica sobre inclusão no Shopping Iguatemi



Até o dia 28/11, o Shopping Iguatemi Riberão Preto (SP), recebe a Exposição Fotográfica Viva a Inclusão


Além da exposição, o público também poderá conferir um filme criado sobre a campanha, realizado por alunos do jornalismo da Unaerp.


São histórias de superação da pessoas com deficiência,  a ação é uma campanha de aniversário de 30 anos da Revide






Acima a fotógrafa Lídia Muradás  e considera o projeto um dos maiores desafios que já teve na profissão.
 

Atingimos o nosso objetivo que é trazer essa ideia da acessibilidade para discussão da sociedade que precisamos. É necessário chamar a atenção do público para essa discussão”, afirmou Lídia, que acredita que o assunto ainda precisa ser mais discutido no dia a dia.

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Exposição Viva a Inclusão

 

Quando: até o dia 28 de novembro

Onde:
Shopping Iguatemi, Piso Superior
 
Quanto: gratuito


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24 de ago. de 2016

Deficiente visual vai fotografar Paralimpíadas





A deficiência visual não é barreira para fotógrafo profissional João Batista da Silva, 41 anos, morador do Brás em São Paulo, capital – aluno de fotografia eduK há 1 ano e meio. 


João perdeu a visão aos 28 anos por consequência de uma uveíte bilateral. A doença deixa sequelas que só são constatadas tempos depois e, no caso de João, o olho direito teve descolamento de retina, além de zerar a pressão ocular e no esquerdo, uma lesão no nervo ótico o deixou com a visão muito baixa. Hoje ele percebe vultos, cores e formatos (quando estão bem definidos e próximos).


Na adolescência e juventude, João foi atleta e treinou para participar de Olímpiadas: praticava lançamento de peso, dardo e disco. 


A deficiência visual atropelou o sonho, mas ele superou, se entregou para a fotografia e, em setembro próximo, João vai fotografar as Paralimpíadas Rio 2016 e será o primeiro fotógrafo com deficiência visual a cobrir o evento


Ele utiliza um aplicativo de celular que o direciona de toda a cena da foto por voz e atende ao comando dele para os cliques, além de câmeras convencionais de fotografia profissional.


A fotografia entrou na vida de João ainda na adolescência, mas ele mesmo se define como um simples amante da arte desde então. Tem como ídolo e referência Evgen Bavcar (fotógrafo esloveno – deficiente visual – de grande destaque internacional). 


João acredita que a disponibilidade para estar sempre se atualizando e aprendendo é essencial para fotografar.


Ao ser diagnosticado com a deficiência visual, aos 28 anos de idade, João perdeu o emprego de carteiro. 
Passado o período de aceitação, ele se atirou na fotografia: tomou conhecimento sobre maneiras de se aperfeiçoar. Ele é especialista da editoria de esportes e se dedicou a cobrir eventos como o Circuito Caixa de Atletismo:

“Como eu já tinha familiaridade com o ambiente, rotina e toda a percepção do atletismo, ficou mais fácil e hoje acabo conseguindo cliques até melhores que os fotógrafos sem deficiência. Eu sei onde e como o atleta estará no momento da largada, da chegada...sei como me posicionar, monto meu tripé com minha DSLR e disparo o automático na hora exata. ”


João considera a eduK essencial para a carreira dele: “com os cursos eu consigo entender detalhes, voltar a cena e pegar todo o conteúdo com muita facilidade”.


Hoje, com a meta de participar de um evento olímpico alcançada, João estabeleceu outro objetivo: o de levar a fotografia com acessibilidade para todo o país. 


Quero montar uma exposição acessível com minhas fotos onde tenham legendas em braile ou relevo para expandir ainda mais este universo e mostrar que a deficiência não é um fim e sim um começo de uma nova vida. Defino fotografia em 3 palavras: luz, conhecimento e oportunidade”, João Batista da Silva, fotógrafo paulistano, 41 anos, aluno eduK. Primeiro deficiente visual a cobrir uma Paralimpíada.


5 de jul. de 2016

Cenas clássicas do cinema são recriadas com pessoas com deficiência








A dança oferece vários benefícios às pessoas com deficiência, como o próprio lazer, o reconhecimento pessoal e o desenvolvimento profissional. 


Assim, a ONG britânica "People Dancing", em parceria com o fotógrafo Sean Goldthorpe, criou uma série de imagens intitulada 11 Milion Reasons, em português 11 Milhões de Razões, que busca quebrar padrões através da arte.



O projeto reúne pessoas com deficiências auditiva, visual e física, e recria umas das cenas mais icônicas do cinema. 


O principal objetivo é mudar a percepção sobre a dança e as deficiências por meio de imagens positivas, e mostrar que qualquer pessoa pode ser o que quiser. 


As fotos foram capturadas em um período de três meses, em 12 locais diferentes e envolveu mais de 160 pessoas até sua conclusão

 

 

Veja a seguir fotos do fotógrafo Sean Goldthorpe





A imagem está na horizontal. Uma mulher está de costas em um palco escuro, com três holofotes virados para ela. Vestida de bailarina com uma saia de tule, seus cabelos estão presos e ela possui uma prótese na perna esquerda.
Cena de "Cisne Negro


A imagem está na horizontal e possui um fundo cinza. Um rapaz de cabelos escuros, vestindo um casaco preto, levanta pela cintura uma mulher de cabelos loiros que veste um vestido cor de rosa. Ela está com os pés bem esticados e os braços para trás.
 Cena de "Dirty Dancing - Ritmo quente"


A imagem está na horizontal, com um fundo escuro. O cenário é de discoteca, com  um globo e luzes amarelas e vermelhas. No centro da pista de dança está um homem vestido com roupas brancas em uma cadeira de rodas.
Inspirado em cena de "Os Embalos de Sábado à Noite"


A imagem está na horizontal. O fundo é escuro com holofotes de luzes azuis. No centro há cinco mulheres, todas estão vestidas de preto. A primeira, da esquerda para a direita, usa botas, possui cabelos escuros e está sentada em uma cadeira de madeira. A segunda possui cabelos escuros e longos e está sentada em uma cadeira de rodas. A terceira Possui cabelos castanhos claros e longos e está sentada em uma cadeira de madeira. A quarta possui cabelos castanhos escuros, curtos e está em uma cadeira de rodas. A quinta e última Está sentada em uma cadeira de madeira, possui cabelos castanhos claros, na altura dos ombros e possui síndrome de down.
 Inspirado em cena de "Chicago"
 


A imagem está na vertical. O fundo é claro, ao ar livre, com árvores secas e algumas casas brancas ao fundo. Está chovendo, no chão há poças de água. Há um homem negro, com deficiência visual, vestido com um terno preto, camisa branca , gravata vermelha e um chapéu preto. Ele se segura em um poste e inclina seu corpo para frente segurando uma bengala.
  Inspirado no clássico "Cantando na Chuva"


A imagem está na vertical, o fundo é dourado brilhante. Há quatro homens, todos vestidos com calças pretas, camisas brancas semiabertas e chapéus pretos. Os três primeiros da esquerda para a direita estão em pé, já o último está sentado em uma cadeira de rodas.
  Cena de "Ou Tudo ou Nada"
 





Fonte: Revista Incluir



24 de mai. de 2016

Brasileiro usa fotografia para retratar o laço que une pessoas com deficiência e seus cuidadores



Supostamente uma foto tremida é uma foto desperdiçada. Mas não quando o fotografo é o jovem Roger Bueno, de 24 anos. 


Nascido com uma deficiência congênita na mão direita, nas imagens de Roger, o tremor é discurso. É amor, e suas fotos mostram nada além disso: afeto, empatia, companheirismo e dedicação entre deficientes e seus cuidadores.


Roger é estudante de comunicação social com habilitação em Publicidade e Propaganda, na condição de bolsista, na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, e estas fotos são seu primeiro contato com a fotografia. 


Além de retratar o afeto entre essas pessoas, a série procura, segundo Roger, motivar uma reflexão sobre temas como saúde, trabalho e exclusão social”.


As imagens são inspiradas nos tios de Roger, Valdemar e Marieta. Seu tio sofre há mais de 20 anos de um transtorno mental, agravado por internações em manicômios, com tratamentos cruéis e desumanizados


Além do acompanhamento médico, Valdemar depende exclusivamente de Marieta, e essa natureza de troca, confiança e cuidado é que inspirou Roger.


A natureza dessas relações, porém, é bastante complexa e variada, se dando ora entre pais e filhos, ora maridos e esposas, avós e netos, e até mesmo amigos simplesmente.


O que Roger quer é apontar uma luz sobre um tema que, segundo ele, está na “escuridão”: chamar a atenção para as dificuldades que enfrentam, seja em seu cotidiano, seja no mundo, ou até mesmo para além de suas limitações – por exclusão social ou preconceito – e, assim, revelar o amor e a humanidade entre essas pessoas como saída para qualquer dor.


 Veja a seguir todas as fotos de Roger Bueno

 

 



















Fontes: Vida Mais Livre / Hypeness

 



26 de fev. de 2016

Fotografia para o tato na Pinacoteca de São Paulo





De agosto a outubro de 2015, dez alunos com diferentes graus de deficiência visual fizeram um curso de fotografia coordenado por João Kulcsár no Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca do Estado, em São Paulo. 

O resultado das aulas pode ser conferido até 3 de abril na exposição Transver – Fotografias Feitas por Pessoas com Deficiência Visual

A mostra apresenta dez imagens feitas pelos alunos e também oferece recursos de acessibilidade, como pranchas táteis, audiodescrição e textos em Braille. 


Por meio de um código, os visitantes podem assistir aos depoimentos gravados pelos fotógrafos.


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Transver – Fotografias Feitas por Pessoas com Deficiência Visual



Quando: Até 03/04/2016
 
Horário: De Quarta a Segunda, das 10h às 18h

Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo 

Endereço: Praça da Luz, 2, São Paulo - SP

Telefone: (11) 3335-4990
 

Entrada: R$ 3 (meia), R$ 6 (inteira) e grátis aos sábados


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Fontes: Rede Brasil Atual / Vida Mais Livre



 

3 de dez. de 2015

Pinacoteca realiza exposição com fotos feitas por pessoas com deficiência visual

 


Já pensou em ver uma exposição com fotos tiradas por pessoas com deficiência visual? 


Essa incrível iniciativa chegou no dia 28 de novembro na Pinacoteca do Estado de São Paulo e fica no local até o dia 3 de abril. Os ingressos custam até R$6.


A mostra Transver – fotografias feitas por pessoas com deficiência visual” reúne os trabalhos dos alunos do Curso de Fotografia para Deficientes Visuais, realizado pelo Núcleo de Ação Educativa. 


Ao todo o público pode conferir as 10 obras apresentadas, uma de cada participante, além de pranchas táteis, áudio descrições, textos em Braille e vídeo com depoimento dos artistas.

 

  

 

18 de set. de 2015

Exposição Acessível traz fotos para pessoas com deficiência visual

Uma das fotografias da exposição traz a Praia do Arpoador


Começa nessa sexta-feira, dia 18 de setembro, a exposição “Lentes da memória: a descoberta da fotografia de Alberto de Sampaio (1888-1930)”. A mostra traz obras de um acervo que ficou guardado por quase um século.


Em cartaz até 01 de novembro, no Instituto Tomie Ohtake, a mostra foi organizada pela curadora Adriana Maria Martins Pereira, e está acessível às pessoas com deficiência visual.


Os visitantes cegos ou com baixa visão podem contar com audiodescrição ao vivo, feita por profissionais da empresa Cinema Falado Produções; e também com ferramentas tecnológicas como Pentop e o recém-lançado AudiFoto (desenvolvedor Ian Carvalho/Comercialização Fundação Dorina), um aplicativo gratuito que em contato com sensores ativa a descrição no tablet ou smarphone do usuário, ambos da Fundação Dorina.


Quem quiser conferir, entre no site www.albertodesampaio.com.br e tenha mais informações. Ele também tem a descrição das imagens! Lá no Tomie Ohtake, a entrada é gratuita.



Fonte: Vida Mais Livre  


17 de ago. de 2015

Exposição no Memorial da Inclusão, em SP, aborda diferenças e preconceitos



Foto exposta na Mostra de mãe e filho com deficiência


O Memorial da Inclusão , da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, apresenta a exposição “Além da Pele: A beleza da alma e da família”, uma mostra que coloca em pauta a diferença e o preconceito.
Em 15 fotografias distintas, crianças e jovens com doenças de pele são retratados individualmente ou acompanhados por suas mães. 
Por meio da fotografia artística, produzidas pela dermatologista e fotógrafa Régia Patriota, a mostra busca trazer uma nova linguagem e refletir sobre o preconceito que a pessoa com doença de pele sofre, algo parecido com que sofrem as pessoas com deficiência, em função de sua aparência.
Visando conscientizar e promover a inclusão de pessoas com deficiência, por meio de mostras artísticas e acervo documental, o Memorial da Inclusão busca temas diversos em relação aos direitos humanos. A exposição “Além da Pele” instiga o público à reflexão acerca de paradigmas no combate à discriminação.
A coordenadora do Memorial da Inclusão, Elza Ambrosio destaca que esta exposição é distinta do habitual.
“Como trabalhamos com direitos humanos, nós trabalhamos com o diferente, e a mesma questão da discriminação que a gente sente com a relação à pessoa com deficiência, essas pessoas com doenças de pele sentem o mesmo preconceito”.
A exposição conta com o apoio da Associação Paulista de Medicina (APM), da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo e dos Laboratórios Aché. Recebe visitação do público, de 04 a 28 de Agosto, de segunda a sexta, das 10h às 17h.


O Memorial recebe grupos acima de 10 pessoas. Agendamento pelo e-mail: memorial@sedpcd.sp.gov.br .   


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Exposição Além da Pele: A Beleza da Alma e da Família


Data: de 04 a 28 de agosto

Horário: de segunda à sexta, das 10h às 17h.

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 - Portão 10 - Barra Funda - São Paulo – SP (próximo da estação Barra Funda do metrô e trem)

Informações e agendamento de grupos acima de 10 pessoas: (11) 5212.3727 e memorial@sedpcd.sp.gov.br


Entrada gratuita
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13 de mar. de 2015

Projeto FotoLibras expõe fotos realizadas por surdos

 


O Curso de Fotografia FotoLibras - Foto Escola II realizado pelo segundo ano em uma das maiores referências em educação inclusiva do estado de Pernambuco: a Escola Estadual Governador Barbosa Lima traz no mês de março de 2015 uma exposição sobre o cotidiano da cultura surda. A entrada é Catraca Livre.


O projeto agregou cerca de 20 jovens a partir de 14 anos com encontros em duas tardes por semana entre setembro e dezembro de 2014.


 Neste período os alunos puderam ter contato com a fotografia compreendendo-a como uma linguagem expressiva e um poderoso veículo de comunicação.


O intuito principal desse projeto foi o de explorar a criticidade desses educandos mais do que um mergulho nas técnicas fotográficas para que se possa ampliar o pensamento de uma prática reflexiva sobre a imagem e não somente o repasse de técnicas e equipamentos, sendo a fotografia vista como parte de um processo de compreensão e percepção do mundo.


Esta iniciativa é incentivada pelo Funcultura e mantém a proposta do Projeto FotoLibras de multiplicação dos conteúdos com os antigos alunos. 


Neste curso João Helder e André Luís foram responsáveis em acompanhar as aulas sob orientação do educador Mateus Sá, segundo ele a vivência foi muito construtiva, pois pode perceber o interesse dos jovens em aprender e as imagens produzidas por eles refletem muito isso.


O curso foi dividido em 3 módulos e os resultados foram sempre medidos por observação e criticidade dos conteúdos, rendendo muita discussão sobre a realidade da cultura surda vista pelo olhar dos próprios surdos.

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Exposição fotográfica: FotoEscola 2


 
Diariamente de 5 (Qui) a 28/03 (Sáb)
 
Horário:das 10:00 às 22:00

Onde: Escola Estadual Governador Barbosa Lima
 
Rua Joaquim Nabuco, s/n
 
Graças, Recife
 
(81) 3222-1597

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12 de jan. de 2015

Com pilates, cadeirante ganha independência na locomoção

Bruna faz pose em cima de um aparelho de pilates


Bruna Katharina, advogada de 35 anos, nasceu com uma deficiência que pode ser chamada de “lesão muscular de origem desconhecida”. Há dois anos, ela redescobriu o próprio corpo por meio do pilates.


Ela conta que conciliar uma atividade adequada para sua condição a uma academia adaptada não foi tarefa fácil.


Quando criança, tentou natação, mas desanimou, pois sempre precisava de ajuda para entrar e sair da piscina. 


“Com a divulgação do método pilates, fui pesquisar e verifiquei que ele utilizava aparelhos próprios, o que facilitaria a minha transferência da cadeira de rodas para os equipamentos sem necessitar de auxílio e a minha movimentação nos exercícios”, conta.


Desde então, tem comemorado os resultados e as mudanças do corpo que, segundo ela, são gritantes. 


“A diminuição de peso e contornos do corpo foram os sinais mais visíveis em pouco tempo. Em médio prazo, comecei a notar a readequação postural, o ganho de força nos braços e pernas, o desenvolvimento de músculos que eu nem sabia que poderia movimentar e que começavam a funcionar, como coxas e abdômen. 


Tudo isso reforçou a minha independência de locomoção. Exercícios conjuntos com a respiração também me ajudaram muito no controle de stress e ansiedade”, comemora.

Dificuldades
 
Bruna conta que, ao contrário do que possa parecer, o pilates não é um exercício leve.


“Trabalha-se com o peso do próprio corpo e isso, aliado as limitações de movimento ou posturais mais o controle da respiração, demanda esforço e concentração”.


Ela conta que, na modalidade, os movimentos são progressivos. “Você pode começar um exercício fazendo a mínima força ou o mínimo movimento para despertar o corpo e, com o tempo, os movimentos começam a fluir e vão se intensificando na medida em que nosso corpo responde. Tomamos consciência corporal.”


Ensaio sensual
 
Satisfeita com as mudanças do corpo, a advogada aceitou o convite da fotógrafa Juara Prado para fazer um ensaio sensual na prática da modalidade. 


“Numa conversa informal, tivemos a ideia de realizar um ensaio fotográfico bastante diferente, que é registrar a feminilidade, sensualidade e liberdade de uma cadeirante”, conta a fotógrafa.


Segundo a profissional, a ideia era mostrar a força feminina independente dos estereótipos e padrões de beleza. “Mostrar para todas as mulheres que todas elas possuem uma beleza ímpar e que são capazes de vencer qualquer tipo de desafio em suas vidas”, complementa.

 
Foto: Juara Prado/Divulgação

Fonte: Terra


23 de out. de 2014

Projeto fotográfico mostra que há vida depois do AVC

Foto de Lúcia ao lado de outra mulher


Aos 44 anos, a ex-professora da Unicamp Lúcia Kopschitz Xavier Bastos viu sua vida mudar drasticamente ao sofrer um AVC (acidente vascular cerebral). 


Após ficar cinco meses em tratamento hospitalar, ela voltou para casa, mas já não era a mesma. O acidente deixou graves sequelas, impedindo que ela se movimentasse do pescoço para baixo ou sequer falasse.


Para uma professora de meia idade, ficar em uma cadeira de rodas e sem a capacidade de fala pode parecer o fim, mas é precisamente o oposto que mostra o sensível ensaio fotográfico intitulado “AVC não é o fim“, projeto do fotógrafo Erik Nardini. 


Em imagens encantadoras, ele retrata o dia a dia de Lúcia que, apesar de estar debilitada, segue a vida.


Para contornar a incapacidade de fala, Lúcia utiliza um alfabeto especial, com o qual se comunica por meio de piscar de olhos. As letras são pronunciadas pelo interlocutor e Lúcia pisca o olho caso seja a letra que ela quer. 


O ensaio tem o apoio da World Stroke Organization e da Rede Brasil AVC, além de fazer parte do Dia Mundial de Combate ao AVC, celebrado em 29 de outubro.


Para ver a galeria completa, clique aqui.


Fonte: Hypeness



15 de out. de 2014

Fotógrafos com deficiência visual mostram trabalhos no Memorial da Inclusão, em SP

Foto do logo do Memorial da Inclusão



A fotografia produzida na estação de metrô do bairro do Capão Redondo, periferia da zona sul da capital paulista, tem foco em um único ponto: o piso tátil que guia as pessoas com deficiência visual


Ao mesmo tempo, a imagem desfoca no primeiro plano a pessoa que caminha com o auxílio de uma bengala. Atrás estão a cidade e todas as suas cores.


O autor da foto é Josias Ângelo da Silva Neto, estudante de filosofia, 30 anos. Ele perdeu totalmente a visão há sete anos por um descolamento da retina, mas isso não o impede de registrar cenas urbanas como essa. 


“Você não precisa só da visão para fotografar. O essencial é habilitar as suas percepções. Eu não enxergo, mas habilitei as percepções por meio do som, do tato, do cheiro. Então, você usa esses recursos”, explica.


A imagem registrada no Capão Redondo pode ser vista no Memorial da Inclusão, na Barra Funda, até 27 de novembro, como parte da exposição Não Vi, que traz também trabalhos de mais sete fotógrafos cegos. O tema da exposição é acessibilidade.


Josias utiliza uma câmera profissional Reflex e define seu trabalho como conceitual. 


“Eu tenho uma visão mais conceitual de fotografia, então procuro ir a lugares onde há menos atenção na cidade. Ali, você encontra uma riqueza de informações, de culturas. É muito interessante trabalhar isso nas periferias, em cidades interioranas”, disse.


Para a foto da exposição, Josias foi avisado de que uma pessoa com deficiência visual vinha caminhando pelo piso tátil. 


“Eu posicionei a câmera, usei a técnica de abrir um pouco o diafragma e dei uma puxada no zoom na hora de fotografar". 


Eu fiz esse desfoque justamente representando a dificuldade da visão não só da pessoa com deficiência, mas também das questões políticas e sociais a respeito da ideia que se tem sobre essa pessoa.


O fotógrafo João Kulcsár foi quem reuniu o trabalho dos fotógrafos, alunos do curso do Centro Universitário Senac, para a exposição.


“Eu trabalho em um projeto chamado alfabetização visual. A ideia é usar a fotografia como ferramenta para a leitura crítica do mundo, a construção da imagem, essa cultura visual. Já trabalhamos com deficientes auditivos também. A diversidade enriquece, com cada público você aprende alguma coisa”, destacou.


Desde 2008, o professor Kulcsár, que não tem deficiência, aprende com seus alunos a desenvolver os outros sentidos – a audição, o tato e o olfato – na hora de fotografar. 


“Considerando que 75% da nossa percepção são visuais, ela inibe, às vezes, os outros sentidos. E para o fotógrafo, é importante, quando ele documenta a cena, pensar também nos outros sentidos”.


Na prática, os alunos aprendem a fotografar de maneira semelhante, mas cada um aprimora a sua técnica. 


“Nós aprendemos a colocar a câmera embaixo do queixo, ou na altura do peito ou embaixo do nariz. Sempre com o braço encostado ao corpo, porque o equilíbrio da pessoa com deficiência visual não é muito bom. Então, treme bastante. Com essa técnica inicial, você ganha confiança”, explicou Josias.


Para Kulcsár, mais importante do que dizer como as fotografias são produzidas é explicar porque elas são importantes para os seus alunos. 


“O deficiente visual quer parar de se sentir invisível na sociedade. Os deficientes visuais querem se expressar. Eles podem fazer tudo, inclusive fotografar”.


Leonardo Sinhão Lima, estudante de 15 anos, que visitou a exposição compreendeu a ideia. 


“Por que a pessoa com deficiência não pode fazer o que quer? Ela pode sim, tudo o que ela quiser. Vou poder aprender bastante aqui [no memorial] e passar o conhecimento para outras pessoas que nunca vieram”.


Stefani Rodrigues da Silva, estudante de 14 anos, concorda que a visita ao Memorial ajuda a criar um momento de reflexão sobre a inclusão. 


“A gente tem que se importar também com as pessoas que têm deficiências, como os exemplos que vemos hoje. Tenho um primo que é surdo e mudo. Desde pequeno, ele estudou em escolas especiais e já sabe ler lábios. Eu converso bastante com ele”, contou.


Segundo a curadora do Memorial da Inclusão, Elza Ambrosio, tanto o público sem deficiência, como o Leonardo e a Stefani, quanto aquele com algum tipo de deficiência, podem se encantar com as atrações do espaço. 


“O objetivo é falar do movimento social da pessoa com deficiência. Aqui, ele foi pensando em desenho universal, então todas as pessoas que entram no Memorial da Inclusão são, de fato, bem-vindas”.


O espaço traz nova exposição todo mês e mantém uma mostra permanente com 11 painéis, tratando das deficiências auditiva, visual, intelectual e física. 


O memorial é dividido pelas alas da comunicação, legislação, direitos da pessoa com deficiência, além da sala de sentidos, onde o visitante sente na pele como é viver sem enxergar.


O Memorial da Inclusão funciona de segunda a sexta, das 10h às 17h, e está localizado na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564, na capital paulista. A entrada é gratuita e as visitas de grupos podem ser agendadas pelo telefone (11) 5212-3727.


Fonte: EBC


8 de out. de 2014

Grupo de fotógrafos oferece book gratuito para crianças com deficiência


Foto de uma criança com síndrome de Down sorrindo



Promover a inclusão de crianças com deficiência pela fotografia foi a ideia da curitibana Viviane Bachega quando criou o Projeto Estrelinha.


Ela e fotógrafos associados de todo o Brasil oferecem gratuitamente álbuns de fotos para famílias com crianças de até 12 anos que tenham alguma deficiência.


O ensaio é uma alternativa simples para ajudar na auto-estima e trazer alegria para esse grupo de crianças. Além disso é um coadjuvante no tratamento.


Se você é fotógrafo e quer fazer parte deste projeto, envie um email para contato@projetoestrelinha.com.br




12 de set. de 2014

Curso no Rio ensina pessoas com deficiência visual a fotografar

Foto da entrada da Sociedade Fluminense de Fotografia


A Sociedade Fluminense de Fotografia recebe, pela primeira vez, um curso de fotografia para pessoas com deficiência visual


O curso já acontece em São Paulo e começa na sede da entidade, em Niterói, região metropolitana do Rio, na próxima quarta-feira (10), com duração de dois meses, ao ritmo de uma aula de três horas por semana. 


Na palestra de apresentação do curso, a professora Shay Lima disse que o objetivo é ensinar a pessoa com deficiência visual a fotografar, explorando os próprios sentidos e percepções do mundo.


“É ele quem vai fotografar. A metodologia do curso é participativa, todo mundo contribui com conhecimento, seja prévio sobre fotografia ou mesmo sobre a vida. Essa construção é feita através de dinâmica, materiais táteis, para que ele possa ter uma percepção por meio do tato, trazendo para a teoria, sobre o que é determinado enquadramento, primeiro plano, segundo plano”, disse Shay, que já trabalha com a temática há cinco anos.


Shay explica que a prática é feita a partir da descrição dos espaços e da imagem, e o fotógrafo decide quando dar o clique. “O fato de ele ter deficiência visual não significa que não tenha percepção do que está ao redor. Então existe essa construção da imagem, que é diferente da nossa, mas ela existe, e é isso que a gente vai trabalhar”.


Para ela, o ato de fotografar dá autonomia para a pessoa com deficiência, que passa a registrar as próprias experiências e a compartilhar as suas percepções. 


“O que leva qualquer pessoa a fotografar é você querer guardar momentos, experiências, seja o crescimento de um filho, festas, um casamento, reunião com os amigos, viagem. Mesmo ele não tendo acesso visual a essas fotos, alguém que ver essas fotos vai compartilhar com ele por palavras. É uma lógica de transformar imagens em palavras”.


Fonte: EBC


25 de ago. de 2014

A história inspiradora do homem cego que conseguiu realizar seu maior sonho: ser fotógrafo

Foto de Brenden Borrellini


O fotógrafo Brenden Borrellini nasceu surdo e com visão limitada, que acabou evoluindo para a cegueira completa


A dificuldade não o impediu de desenvolver seu maior dom: a fotografia, provando que definitivamente o olhar vem de dentro, da alma.


Após os estudos na Unidade de Educação Especial na Escola Estadual Cavendish Road, em Brisbane, Austrália, ele se tornou o primeiro aluno cego, e surdo, a terminar o ensino médio e ingressar na universidade. 


O ano de 1989 marcou o reconhecimento nacional de suas realizações acadêmicas, com a conquista do prêmio  Australian of the Year. Depois disso, Brenden partiu para algo completamente novo e até mesmo inesperado.


O sonho de ser fotógrafo ganhou vida por conta de sua enorme força de vontade e ajuda de um mentor, o diretor artístico do Crossroads Arts (organização com foco em acessibilidade), Steve Mayer-Miller, que destacou o foco, perseverança e motivação de Brenden. 


Uma máquina que converte os textos em braile auxilia a parceria da dupla, que troca opiniões constantemente em busca de um maior aprimoramento e conhecimento. A ferramenta dá um feedback técnico sobre a arte, apontando itens como composição, luz, efeito do obturador e profundidade.


Para que Brenden enxergue sua obra, as imagens 2D são transformadas em 3D, assim ele pode captar suas ideias através do tato


“Eu posso ter uma noção do que me cerca. Mas quando estou tirando fotos, ainda preciso de alguma ajuda para guiar a câmera na direção certa. Ainda tenho alguma dificuldade para capturar a foto de imediato”, declarou o fotógrafo.


O pequeno documentário abaixo mostra a relação de Brenden com o mundo e suas fotos. Vale a pena ver e se inspirar:







Fonte: Hypenes