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9 de nov. de 2016

Governo anuncia revisão de benefício assistencial a idosos e PCDs




O Governo Federal anunciou a revisão dos benefícios assistenciais a idosos e pessoas com deficiência até 2018. 


O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é pago hoje a 4,2 milhões de beneficiários e a previsão de desembolso em 2016 é de R$ 45 bilhões, segundo o governo.


A revisão do benefício, que deveria ser feita a cada dois anos, não é realizada há oito anos, segundo o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Alberto Beltrame. 


“Por algum motivo, o governo passado deixou de fazer revisão desde 2008”, afirmou.


Desde 5 de novembro, é exigida dos novos beneficiários a inscrição no Cadastro Único, do qual podem participar pessoas cuja família tem renda mensal de até meio salário mínimo (hoje em R$ 880) por pessoa. 


Aqueles que já recebem o benefício serão comunicadas sobre a necessidade de fazer a inscrição.


De acordo com o governo, existem hoje 2,5 milhões de beneficiários sem o cadastro, que se tornou obrigatório. Ao mesmo tempo em que comunicará os beneficiários sobre essa necessidade, o governo começará a revisar os benefícios pagos.


“Vamos ter informação de renda dessas pessoas e vamos cruzar com bases de dados e verificar se é compatível com o BPC. No caso de pessoas com deficiência, também tem a revisão médica para saber se reabilitou. Por último, tem uma revisão social”, afirmou Beltrame.

Avaliação médica e cortes

 

A lei prevê que o critério de renda para a concessão do BPC, além da condição de idoso e pessoa com deficiência, é que a renda da família não passe de 1/4 de salário mínimo por pessoa. 


O STF (Supremo Tribunal Federal), no entanto, já julgou que esse critério está defasado e muitos desses benefícios são concedidos judicialmente.


O secretário explicou à reportagem que o governo optou por usar meio salário mínimo, que é o limite para inscrição no Cadastro Único, como critério para revisão dos benefícios.


 “Vamos fazer os que são inquestionáveis primeiro: os que têm renda acima de meio salário mínimo per capita”, disse, em referência às pessoas que podem ser cortadas do benefício.


Em portaria publicada no Diário Oficial desta terça-feira (8), o governo informa que, após o cruzamento de informações, serão cortados os pagamentos de benefício quando for verificado que o beneficiário “possui meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família”.


Além de fazer a revisão da renda, no caso das pessoas com deficiência, o governo convocará a pessoa para reavaliação médica e social. 


Estarão dispensadas desses processos as pessoas com deficiência que sejam idosas na data da revisão e aqueles cuja avaliação média e social, na data da concessão do benefício, tenha indicado impedimento de caráter permanente.


De acordo com Beltrame, com 60% dos beneficiários fora do Cadastro Único, o governo tem dificuldade de verificar a renda que eles têm de fato. 


“O que se pretende com decreto é melhorar processo de governança do benefício. A entrada das pessoas no Cadastro Único não tem objetivo de excluir ninguém. Quando formos fazer a revisão, que é a revisão pelo cruzamento de dados, aí sim faremos a eventual retirada de benefícios daqueles que não são elegíveis. Estamos correndo atrás de um atraso. Correndo contra o relógio.”, disse

Requerimento do benefício



A portaria divulgada nesta terça-feira (8) também ampliou os possíveis canais para fazer o requerimento do benefício.


O governo prevê, agora, a permissão para que prefeituras e Estados, se desejarem, ofereçam atendimento para que as pessoas formalizem os pedidos ao INSS, responsável pelo pagamento do benefício. 


Isso facilitará o processo, segundo o governo, principalmente para as pessoas que vivem em municípios que não contam com agências do INSS.



 
 
 

25 de ago. de 2015

Aposentados receberão adiantamento do 13º em setembro



O pagamento da primeira parcela do 13º salário para mais de 28 milhões de segurados da Previdência Social começa no dia 24 de setembro. No total, serão pagos cerca de R$ 16 bilhões.



Essa é a terceira vez que o adiantamento – estabelecido em 2006 – será depositado junto aos benefícios de setembro. 


Os pagamentos seguem até o dia 7 de outubro. O decreto com a medida será publicado nos próximos dias.



Nesta primeira parcela não será descontado o Imposto de Renda – no caso de valores que estejam dentro das faixas de cobrança. 


De acordo com a legislação, o IR sobre o 13º só será pago quando for depositada a segunda parcela da gratificação natalina, de 24 de novembro a 7 de dezembro. 


Entre os beneficiários da antecipação, cerca de 70% recebem o salário mínimo, e não terão o desconto.



Os depósitos começam no dia 24 para os segurados que recebem até um salário mínimo e possuem cartão com final 1, descontando-se o dígito. 


Os segurados que recebem acima do mínimo terão seus benefícios creditados a partir do dia 1º de outubro.



O extrato mensal de pagamento estará disponível para consultas na página do Ministério da Previdência Social na internet a partir do dia 24 de setembro.

 

Valor da antecipação




Aposentados e pensionistas, em sua maioria, receberão 50% do valor do benefício. 


A exceção é para quem passou a receber o benefício a partir de janeiro desse ano. Neste caso, o valor será calculado proporcionalmente.



Os segurados que estão recebendo Auxílio-Doença também terão uma parcela menor do que os 50%. Como esse é um benefício temporário, é calculada a antecipação proporcional ao período. 


Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais (Loas) não têm direito ao 13º salário, o que corresponde a cerca de 4,380 milhões de benefícios.



Fonte: Portal Brasil