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10 de set. de 2016

'Eficiência, e não deficiência': com explosão de vendas ingressos, atletas paralímpicos querem mostrar mais que superação



Atletas querem aproveitar Jogos em casa para educar espectadores brasileiros sobre esporte paralímpico 

 
"Vou chorar muito nessa Paralimpíada! O que esses atletas fazem é uma grande lição de vida para todos nós", diz um dos muitos twítes brasileiros 


sobre os Jogos Paralímpicos do Rio 2016, na medida em que se aproximava a cerimônia de abertura, na última quarta-feira.


A trajetória de como pessoas superaram deficiências que vão de cegueira até paralisia cerebral para se tornarem atletas é uma das principais razões citadas pelos espectadores - que já compraram 1,5 milhão dos 2,5 milhões de ingressos disponíveis. 


Os atletas, no entanto, aguardam ansiosos a oportunidade de mostrar que já deixaram a superação para trás.


"Queremos que as pessoas parem um pouco de ver que aquela pessoa não tem um braço ou não tem uma perna, que elas parem de ver a nossa deficiência e comecem a ver a eficiência. Acho que os brasileiros ainda têm a impressão de que somos 'coitadinhos'. E essa vai ser a melhor parte da Paralimpíada no Brasil: mostrar que somos atletas buscando objetivos."disse à BBC Brasil a nadadora Susana Ribeiro, de 48 anos.



Para o jogador de vôlei sentado Daniel Jorge Silva, de 35 anos, a notícia de que a venda de ingressos explodiu nas últimas semanas não foi surpreendente, mas deu alívio. Sua modalidade é uma das mais procuradas pelos torcedores.


"Eu não me preocupava pois eu sei que o brasileiro deixa as coisas para em cima da hora. Teremos casa cheia também porque a mídia começou a divulgar um pouco mais. Precisamos desse apoio e dessa divulgação", diz.


Segundo eles, muitos brasileiros ainda não sabem que o país é uma das potências do esporte paralímpico - e que terá ainda mais chances competindo em casa.


Na Olimpíada do Rio, o Brasil conquistou o 13º lugar, sua melhor colocação na história dos Jogos. Mas em Londres 2012, o time paralímpico já havia levado o país à 7ª posição, à frente da Alemanha e imediatamente atrás dos Estados Unidos.


Muitos espectadores podem estar sendo introduzidos a um universo esportivo novo e diferente, mas Daniel Silva ressalta que se trata da continuidade do espírito da competição Olímpica de agosto.


"Quero que as pessoas saibam que acordamos cedo, treinamos tanto quanto os atletas olímpicos, às vezes mais, e somos pessoas normais. Temos apenas uma limitação, a deficiência. Por isso, precisamos de adaptações nas nossas modalidades. De resto, é igual."


Recorde de vendas

 

 

Na reta final da Olimpíada - que recebeu críticas pelo alto número de cadeiras vazias nos estádios - a notícia de que apenas 12% dos ingressos para os Jogos Paralímpicos estavam vendidos gerou previsões de evento esvaziado.


A baixa arrecadação levou a cortes na estrutura da Paralimpíada - que ainda precisou de uma injeção de R$ 100 milhões do governo federal e R$ 150 milhões da prefeitura do Rio.


Mas o cenário mudou quando, dias depois da cerimônia de encerramento da Olimpíada, o comitê Rio 2016 registrou um recorde de 145 mil ingressos vendidos em 24 horas, a primeira vez na história dos Jogos Paralímpicos.


Agora, já são 1,5 milhão de ingressos vendidos da meta de 2 milhões. Em eventos como a Virada Paralímpica, no último fim de semana, algumas entradas também foram distribuídas. Em previsão otimista, comitê diz acreditar que, no ritmo atual das vendas, é possível que os ingressos esgotem.


"Primeiro vimos uma energia muito grande vinda dos Jogos Olímpicos e pessoas que simplesmente queriam estar no Parque Olímpico da Barra. Agora, vemos torcedores que estão buscando por atletas e partidas específicos", disse o diretor executivo do Comitê Rio 2016, Mario Andrada.


Iniciativas como a do intérprete carioca Richard Laver, de 39 anos, ajudaram a dar impulso à explosão das vendas nos últimos dias. 


"Eu comprei muitos ingressos para a Olimpíada com antecedência e sabia que seria maravilhoso. Mas quando vi o baixo nível de adesão à Paralimpíada, aquilo me deixou triste", disse à BBC Brasil.


Laver decidiu pedir que seus amigos no Facebook fizessem contribuições para a compra de ingressos para crianças carentes - e que doassem seu tempo como voluntários para levá-las. 


Queria que elas tivessem a mesma experiência que ele teve aos 18 anos, quando assistiu pela primeira vez a um jogo de futebol de 5, levado por um professor. 


"Foi algo marcante ver aquelas pessoas cegas, de quem eu tinha pena, jogando. Aquilo me fez ver pessoas com deficiência de forma completamente diferente."




"Os planos de arrecadação, no entanto, mudaram. A coisa tomou uma proporção tão grande que tive que mudar os planos. Achei que seria só um grupo pequeno de amigos contribuindo, como volta e meia fazemos, mas muita gente que eu não conhecia veio falar comigo querendo participar."


Após conversas com duas escolas municipais do Rio, ele conseguirá levar 450 crianças do ensino fundamental e 50 professores para jogos de goalball, voleibol sentado e basquete de cadeira de rodas - esportes com os quais eles estão mais familiarizados.


"Eles estão superfelizes e empolgados. E eu vou tentar ir todos os dias com eles. Quero que elas crianças percebam que é possível vencer obstáculos na vida", afirma.


Futuro do esporte

 

Para o tetracampeão mundial de canoagem paralímpica Fernando Fernandes, de 35 anos, o obstáculo a vencer agora é justamente o pouco conhecimento sobre o universo paralímpico no país.

 
"Precisamos sair das histórias pessoais dos atletas e começar a explicar para as pessoas como o esporte funciona. Não é que falte reconhecimento para os atletas no Brasil. É que os brasileiros nem conhecem os esportes", disse à BBC Brasil.



Fernandes - que já era famoso como participante do reality show Big Brother Brasil e tornou-se campeão de paracanoagem após um acidente de trânsito - ficou de fora da Paralimpíada do Rio após não conseguir se classificar.


Ele culpa erros na classificação funcional dos atletas, que determina em que categoria devem competir segundo suas limitações físicas, pelos resultados.


"Precisamos aproveitar esse momento e decidir para onde o esporte paralímpico vai. Precisa ser mais organizado, mais profissional", reclama.


Mesmo fora da competição, ele diz que fará sua parte para educar os espectadores como comentarista de TV. 


"Isso aqui não é inclusão de pessoas com deficiência. Nós somos os melhores, a elite do esporte. As pessoas tem que assistir porque é sensacional, não por causa de superação. Nem os atletas aguentam mais isso."


 Fonte: BBC


 

9 de set. de 2016

Cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio-2016, entre samba e protestos





Os Jogos Paralímpicos Rio-2016, os primeiros da América do Sul, começaram nesta quarta-feira com a cerimônia de abertura, embalada por muito samba e protestos.


O fogo paralímpico brilhará no Maracanã até 18 de setembro no Rio de Janeiro, onde 4.342 atletas deficientes de 160 delegações, incluindo uma equipe de refugiados, passarão mensagem de determinação, força e superação.


A cerimônia começou no fim da tarde carioca com uma roda de samba, que mais uma vez mostrou a riqueza musical e a vitalidade do Brasil, atolado em uma severa crise econômica e política.


A viagem transmitida por vídeo do presidente do Comitê Paralímpico Internacional (CPI), Philip Craven, da Grã-Bretanha ao Brasil deu início ao espetáculo, que contou com a participação de cerca de 500 pessoas, entre coreógrafos e artistas, alguns com deficiências físicas.


De repente, o Maracanã se transformou em praia, na qual passeavam os típicos vendedores ambulantes, as famosas barracas e o tradicional aplauso ao pôr do sol, tudo sob a música de Jorge Ben Jor, que repetia: “O Rio de Janeiro continua lindo”.


Um momento emocionante aconteceu quando foi tocado o hino do Brasil, interpretado pelo maestro João Carlos Martins, que precisou abandonar o piano em um momento na carreira devido à atrofia nas mãos, mas logo retomou o instrumento, mostrando que ainda tem talento de sobra.


Em seguida, chegaram os protagonistas da festa: os atletas, que desfilavam ao ritmo contagiante. Os nomes das delegações eram expostos em quebra-cabeças que iam se juntando no meio do palco.


Concebida pela designer gráfico Fred Gelli, o escritor Marcelo Rubens Paiva e o artista plástico Vik Muniz, a cerimônia de abertura tem como tema “Cada corpo tem um coração” e “acentua a condição humana, os sentimentos, as dificuldades, a solidariedade e o amor”, segundo a organização.


– “Fora Temer” –



Na tribuna de honra do estádio não estava presente o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, que participou nesta quarta-feira do velório do ex-presidente alemão Walter Scheel, falecido em Berlim aos 97 anos.


É a primeira vez desde 1984 que um presidente do COI não participa da cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos e, “por enquanto, não está previsto que o presidente (Bach) vá ao Brasil”, anunciou o COI em comunicado.


A agitada atualidade política do Brasil também se fez presente em um Maracanã lotado, no qual milhares de pessoas gritaram pouco antes do início do evento em coro “Fora Temer”, para denunciar o presidente Michel Temer, que assumiu o poder após a destituição de Dilma Rousseff pelo Senado.


Temer, que já havia sido vaiado na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, em 5 de agosto, deverá proclamar os Jogos Paralímpicos abertos ao fim da grande festa.


– Grande expectativa –



Berço do Paralimpismo, a Grã-Bretanha elevou o padrão nesse tipo de evento, organizando em sua capital Jogos recorde e sem falhas há quatro anos, que serviram de modelo.


Os Jogos do Rio correm o risco de mostrar uma cara pior que a dos Jogos Olímpicos, nos quais a torcida brasileira demonstrava muito interesse pelos atletas do país, e pouco ou nenhum atrativo pelos personagens estrangeiros.


Mesmo assim, a organização garante que vendeu 1,6 milhão de ingressos e espera que o milhão restante sejam esgotado nos próximos dias.


Essa questão será chave, porque os cofres estão vazios e a falta de patrocinadores e os gastos imprevistos dos Jogos Olímpicos afetaram o orçamento global da Rio-2016.


– Esquecer a deficiência –



Cerca de 6,2% dos mais de 200 milhões de brasileiros têm alguma deficiência, segundo números oficiais divulgados em 2015.


Os desafios são inumeráveis.



Não há calçadas, ou estão cheias de buracos; os semáforos não têm aviso sonoro; não há rampas, ou são tão inclinadas que obrigam a pessoa com deficiência a fazer uma força brutal para subi-las; as rampas dos ônibus não funcionam, ou o motorista não sabe operá-las; e ainda há táxis que evitam transportar pessoas com deficiência…


E em meio à crise e críticas, chegou ao Rio o fogo paralímpico com uma mensagem de igualdade, determinação, inspiração, coragem, poder de transformação e paixão pelo esporte.


Futebol para cegos, atletismo, rúgbi e voleibol sentado, natação, esgrima e equitação são os destaques do programa de 22 esportes desta edição, dois a mais em relação a Londres-2012, com a inclusão da canoagem e do triatlo.


Os atletas, que vêm se preparando há quatro anos, estão prontos para mostrar que sua deficiência não é impedimento para conseguir uma medalha. 


A poderosa delegação russa não estará presente, excluída dos Jogos devido ao grande escândalo de doping estatal no país.


Fonte:Isto É


 

31 de ago. de 2016

Tocha Paralímpica passa por 6 cidades e será acesa com mensagens virtuais




Criada sob o mesmo conceito de “Paixão e Transformação” que a tocha Olímpica, mas com desenho e características próprias, a tocha Paralímpica Rio 2016 também terá um formato peculiar de revezamento. 


Entre quinta (01/09) e segunda (05/09), ela será acesa nas cidades de Brasília (DF), Belém (PA), Natal (RN), São Paulo (SP) e Joinville (SC), que representam as cinco regiões do país.


Na sexta (06/09), o revezamento chega ao Rio de Janeiro e as 05 chamas regionais, mais a que será acesa em Stoke Mandeville (cidade inglesa onde nasceu o movimento Paralímpico) no dia (02/09) se unirão no Museu do Amanhã, no centro da cidade, para formar o fogo que iluminará o Maracanã na cerimônia de abertura dos Jogos. Durante o evento, ela ficará acesa na Candelária, também no centro.


Cada chama representará um valor dos Jogos Paralímpicos: 


  • Brasília igualdade
  • Belém determinação
  • Natal inspiração
  • São Paulo transformação;
  • Joinville coragem.
  • Rio de Janeiro - paixão.


Outra inovação do revezamento da tocha Paralímpica é a possibilidade da participação de internautas de todo o mundo através do Twitter. 


Basta o usuário postar uma mensagem em sua conta na rede social utilizando a hashtag #ChamaParalímpica e o valor da cidade associada para que ele passe a integrar o mapa de calor, gerado de acordo com o volume de postagens por região. 


As tochas de cada cidade serão acesas a partir da energia enviada pelas mensagens. O mapa estará disponível no site rio2016.com.


250 km e 745 condutores

 

Ao longo dos sete dias de revezamento, a tocha passará pelas mãos de 745 condutores, percorrendo a distância de 250km


O trajeto incluiu paradas em pontos icônicos, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, além de locais significativos para o movimento Paralímpico em cada cidade.


 Confira abaixo os locais que serão visitados:



Brasília: 

  • Rede SARAH;
  • ICEP Brasil (Instituto Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência do Brasil);
  • CEE Dev (Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais);
  • CETEFE (Centro de Treinamento em Educação Física Especial). 
  • As cerimônias de acendimento e celebração serão no Parque da Cidade.
 
Belém: 


  • Pro Paz Sacramenta;
  • Saber (Serviço de Atendimento em Reabilitação);
  • CIIC (Centro Integrado de Inclusão e Cidadania);
  •  Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais);
  • NEL Belém (Núcleo de Esporte e Lazer);
  • O acendimento é na Pro Paz e a celebração, na Praça Frei Caetano Brandão.

Natal:


  • IERC (Instituto de Educação e Reabilitação de Cegos do Rio Grande do Norte);
  • SADEF/RN (Sociedade Amigos dos Deficientes Físicos);
  • Apae;
  • Suvag RN (Sistema Universal Verbotonal de Audição Guberina);
  • CAIC (Centro de Atenção Integrada à Criança); 
  • Adote (Associação de Orientação aos Deficientes);
  • Clínica Pedagógica Professor Heitor Carrilho. 
  • Acendimento e celebração no Palácio dos Esportes Djalma Maranhão.


São Paulo: 


  • CPB (Centro Paralímpico Brasileiro), onde será o acendimento; 
  • CEU Caminho do Mar;
  •  Avenida Paulista; 
  • EMEBS (Escolas Municipais de Educação Bilingue para Surdos) Helen Keller;
  •  Fundação Dorina Nowill para Cegos;
  •  Apae, 
  •  AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente).
  • A celebração será no Parque do Ibirapuera.

Joinville: 

  • Zoobotânico; 
  • Mirante; 
  • Bombeiros Voluntários;
  • Apae; 
  • Felej (Fundação de Esportes, Lazer e Eventos de Joinville);
  • Ajidevi (Associação Joinvilense para Integração dos Deficientes Visuais); 
  • As cerimônias são no Centreventos Cau Hansen.

Rio de Janeiro: 

  • Instituto Benjamin Constant; 
  • Cristo Redentor;
  • A cerimônia de acendimento será no Museu do Amanhã.





24 de ago. de 2016

Deficiente visual vai fotografar Paralimpíadas





A deficiência visual não é barreira para fotógrafo profissional João Batista da Silva, 41 anos, morador do Brás em São Paulo, capital – aluno de fotografia eduK há 1 ano e meio. 


João perdeu a visão aos 28 anos por consequência de uma uveíte bilateral. A doença deixa sequelas que só são constatadas tempos depois e, no caso de João, o olho direito teve descolamento de retina, além de zerar a pressão ocular e no esquerdo, uma lesão no nervo ótico o deixou com a visão muito baixa. Hoje ele percebe vultos, cores e formatos (quando estão bem definidos e próximos).


Na adolescência e juventude, João foi atleta e treinou para participar de Olímpiadas: praticava lançamento de peso, dardo e disco. 


A deficiência visual atropelou o sonho, mas ele superou, se entregou para a fotografia e, em setembro próximo, João vai fotografar as Paralimpíadas Rio 2016 e será o primeiro fotógrafo com deficiência visual a cobrir o evento


Ele utiliza um aplicativo de celular que o direciona de toda a cena da foto por voz e atende ao comando dele para os cliques, além de câmeras convencionais de fotografia profissional.


A fotografia entrou na vida de João ainda na adolescência, mas ele mesmo se define como um simples amante da arte desde então. Tem como ídolo e referência Evgen Bavcar (fotógrafo esloveno – deficiente visual – de grande destaque internacional). 


João acredita que a disponibilidade para estar sempre se atualizando e aprendendo é essencial para fotografar.


Ao ser diagnosticado com a deficiência visual, aos 28 anos de idade, João perdeu o emprego de carteiro. 
Passado o período de aceitação, ele se atirou na fotografia: tomou conhecimento sobre maneiras de se aperfeiçoar. Ele é especialista da editoria de esportes e se dedicou a cobrir eventos como o Circuito Caixa de Atletismo:

“Como eu já tinha familiaridade com o ambiente, rotina e toda a percepção do atletismo, ficou mais fácil e hoje acabo conseguindo cliques até melhores que os fotógrafos sem deficiência. Eu sei onde e como o atleta estará no momento da largada, da chegada...sei como me posicionar, monto meu tripé com minha DSLR e disparo o automático na hora exata. ”


João considera a eduK essencial para a carreira dele: “com os cursos eu consigo entender detalhes, voltar a cena e pegar todo o conteúdo com muita facilidade”.


Hoje, com a meta de participar de um evento olímpico alcançada, João estabeleceu outro objetivo: o de levar a fotografia com acessibilidade para todo o país. 


Quero montar uma exposição acessível com minhas fotos onde tenham legendas em braile ou relevo para expandir ainda mais este universo e mostrar que a deficiência não é um fim e sim um começo de uma nova vida. Defino fotografia em 3 palavras: luz, conhecimento e oportunidade”, João Batista da Silva, fotógrafo paulistano, 41 anos, aluno eduK. Primeiro deficiente visual a cobrir uma Paralimpíada.


20 de ago. de 2016

Comite Rio 2016 estuda liberar acesso do Parque Olímpico na Paralimpíada




O comite Rio 2016 estuda abrir o Parque Olímpico para o público durante a Paralimpíada. A medida tem o objetivo de aproximar o público do evento e estimular a venda de ingressos. 


A informação foi divulgada no fim da manhã desta sexta-feira (19) pelo diretor de comunicação do Comitê Rio 2016, Mário Andrada.


“Muitas lições que a gente atendeu com os jogos olímpicos a gente tem a oportunidade de aplicar nos paralímpicos . O relacionamento da população com os jogos mudou sensivelmente, então a gente é obrigado a reagir a isso.O público brasileiro ficou encantado de vir ao Parque Olímpico da Barra. A gente discutiu ontem a perspectiva de abrir o Parque Olímpico para que as pessoas venham visitar e, se quiserem assistir a uma competição, comprem ingresso para a competição”,afirmou Andrada.


Nenhuma decisão foi tomada ainda porque a mudança implicaria na reformulação de alguns serviços como venda de ingresso, exposição de bilheterias e segurança do local.

 
Segundo Andrada “Isso tem uma enorme implicação na montagem da segurança e das bilheterias. Tem coisas que tem que rever. Conforme essa revisão, vai dar um pouco a mais ou a menos [a necessidade de uma ajuda de custos para realizar os Jogos]. Ainda não está decidido, eu dei esse exemplo como uma ideia de que pode alterar o planejamento do orçamento. O que falta é a resolução de questões operacionais como segurança, bilheteria e ingressos.”

Repasse federal

 

Ao ser questionado sobre a falta de verba para a realização da Paralimpíada, o diretor de comunicação afirmou que o comitê organizador irá receber uma “enorme ajuda” financeira do Governo Federal. 


A quantia não foi revelada porque, segundo Andrada, um levantamento está sendo feito para dizer quanto será preciso.


“Todo o esquema de financiamento de alta qualidade dos Jogos Paralímpicos foi resolvido. A gente recebeu uma enorme ajuda do Governo Federal que sempre foi parceiro, junto com o governo estadual e municipal. O presidente esteve aqui, vai voltar para os jogos paralímpicos. Eu acho que o Brasil tem muito mais motivo de ficar orgulhoso e contente do que para ficar chateado e bola para frente.”


De acordo com ele: o número final da ajuda vai depender de detalhes que a gente precisa resolver em termos da apresentação por parte do comitê da necessidade específicas de alguns gastos.


“Vou citar números que são públicos, já citaram 250, 240 e 280. Tudo isso vai depender da capacidade do comitê de provar a necessidade absoluta dessas despesas e como elas vão ser feitas. A transparência na utilização dos recursos públicos é ainda mais necessária do que a transparência que a gente já tem na utilização de números privados. Então a quantia final no limite a gente não tem. O que a gente tem é que o governo vai financiar uma parte dos Jogos. Os recursos públicos não são condição sine qua non, mas são condição para que a gente entregue os jogos paralímpicos.”


Fontes: G1 / Vida Mais Livre  
 

19 de ago. de 2016

CPB convoca 278 atletas para Jogos Paralímpicos





O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) anunciou a convocação de 278 atletas para os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Esta é a maior delegação que já representou o país em uma Paralimpíada.

Pela primeira vez na história, o país terá representantes em todas as 22 modalidades que compõem o programa dos Jogos Paralímpicos


Ao todo, serão 181 homens e 97 mulheres com a tarefa de atingir a meta de ficar entre os cinco melhores no quadro geral de medalhas. 


O objetivo foi estabelecido após a sétima posição nos Jogos de Londres 2012, em que a delegação brasileira conquistou 43 medalhas, sendo 21 de ouro, 14 de prata e 8 de bronze.

Os 278 atletas paralímpicos contarão com o melhor elenco de apoio possível e estarão acompanhados e auxiliados por:


  • 16 atletas-guia (atletismo); 
  • 03 calheiros (bocha); 
  • 02 goleiros (futebol de 5);
  • 195 oficiais técnicos que completam as 494 pessoas que compõem a delegação do Brasil na Vila dos Atletas, no Rio.

O estado com o maior número de representantes é São Paulo. Escolhido para ser o local do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, o maior legado material dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.


Veja o número de atletas por Região


  • 128 - Região Sudeste 
  • 53 - Região Nordeste
  • 41 - Região Sul
  • 39 - Região Centro-Oeste
  • 17 - Região Norte


O time Paralímpico conta ainda com 13 embaixadores. São eles Cleo Pires, José Victor Oliva, Paulo Vilhena, Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, Emerson Fittipaldi, Flavio Canto, Luiz Severiano Ribeiro, Romário, Ronaldinho Gaúcho, Gustavo Kuerten, Nizan Guanaes e Ayrton Senna (in memoriam).

Clique aqui e confira a lista completa da delegação brasileira para os Jogos Paralímpicos Rio 2016


Fonte: Revista Incluir



13 de ago. de 2016

Atletas paralímpicos russos foram banidos dos Jogos do Rio2016



No último domingo (07/08), o chefe do Comitê Paralímpico Internacional (CPI), Philip Craven, baniu atletas russos da competições paralímpicas no Rio 2016.


Um relatório divulgado no mês passado confirmou um amplo programa de doping patrocinado pelo Estado russo através do qual amostras de atletas com indícios de doping eram trocadas por amostras limpas. O Comitê Paralímpico Russo deve recorrer da decisão.


A decisão do CPI suspende todos os 267 atletas paralímpicos russos dos Jogos Rio 2016 e contrasta com  a suspensão pontual a atletas do atletismo e outros pegos em testes de doping no passado, implementada pelo Comitê Olímpico Internacional


A Agência Mundial Antidoping, no entanto, havia recomendado a suspensão absoluta da Rússia dos Jogos deste ano devido à confirmação de doping.


Evgeniy Bukharov, membro do Comitê Paralímpico Russo, disse à BBC que estava decepcionado e chocado com a decisão e que os atletas, que haviam se dedicado a treinamentos intensos por quatro anos para conseguir a classificação para o evento, estavam muito frustrados.


“O mais trágico é que essa situação não se resume a atletas que burlaram o sistema, mas a um sistema estatal que traiu os atletas. A cultura de doping que está poluindo o esporte russo decorre do governo russo”, disse.

  Fonte: Revista Incluir


 

15 de jul. de 2016

Channel 4 anuncia transmissão dos Jogos Paralímpicos Rio 2016




A rede britânica de televisão Channel 4 divulgou o trailer para anunciar a transmissão dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.


No vídeo, o intuito é promover a capacidade das pessoas com deficiência, destacando a performance dos atletas e rotinas cotidianas.


Escovar os dentes, tocar bateria, dirigir, correr, nadar, escrever, tocar piano, sapatear, jogar basquete: sim, eles podem! Esse é justamente o mote da campanha We’re the Superhumans (Nós somos super humanos), feito pelo canal.


Abaixo, o trailer do vídeo:





 
Fontes: Vida Mais Livre