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30 de nov de 2016

Prêmio Global reconhece Melhores Empresas para Trabalhadores com Deficiência



A Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, será o cenário da entrega do Prêmio “Reconhecimento Global Boas Práticas para Trabalhadores com Deficiência”, no dia 2 de dezembro. 


Realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, visa dar reconhecimento público internacional às boas práticas das empresas na inclusão e inserção dos profissionais com deficiência no mercado de trabalho.


A entrega do Prêmio será na ONU, em comemoração ao 10º aniversário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, importante instrumento jurídico, com status, no Brasil, de emenda constitucional, que garante e amplia direitos ao segmento das pessoas com deficiência


Os finalistas receberão a premiação das mãos da Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella.


O objetivo do reconhecimento público é estimular as empresas a aumentar, em seu quadro de profissionais, os trabalhadores com deficiência, por meio de estratégias de criação e manutenção participativa, produtivas e igualitária em seu ambiente de trabalho, com contribuições substantivas no contexto de uma economia forte e sustentável, pautada em valores humanos.


Participam da premiação as empresas selecionadas e inscritas no PrêmioMelhores Empresas para Trabalhadores com Deficiência”, iniciativa da Secretaria, realizado nos anos de 2014 e 2015. 


As vencedoras, finalistas e também as demais empresas que participaram da edição estadual foram convidadas a participar do “Reconhecimento Global Boas Práticas para Trabalhadores com Deficiência”.


O custo para participação da cerimônia de entrega do Prêmio, nos Estados Unidos, ficou a cargo das próprias empresas.  


As finalistas receberão simbolicamente um troféu, o reconhecimento de suas estratégias de inclusão profissional e divulgação em publicações em inglês e espanhol, divulgadas pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo.


O Prêmio conta com a Assessoria Especial para Assuntos Internacionais do Governo do Estado de São Paulo, da consultoria i.Social e suporte do UN Global Compact, além de parcerias com agências internacionais como a FRAmericas, ICCC, IDA, RIADIS, PNUD e Rede Brasil do Pacto Global.


Também conta com o apoio de representações diplomáticas sediadas no Estado de São Paulo e de suas Câmaras de Comércio Exterior, especialmente dos países que tem legislação específica voltada à empregabilidade de pessoas com deficiência.


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Prêmio Reconhecimento Global Boas Práticas para Trabalhadores com Deficiência

 

Data: 02 de dezembro de 2016  

Local: Organização das Nações Unidas – ONU  
 
Mais informações: http://pmeri.sedpcd.sp.gov.br


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7 de nov de 2016

Ministério Público exige inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho



No Mato Grosso, o Ministério Público do Trabalho (MPT) se reuniu com representantes do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência, da Associação dos Deficientes Físicos de Sinop (Adefis), da Associação dos Deficientes Visuais de Amigos (Adevas) e da Associação dos Pais e Amigos de Sinop (Apae) para tratar da colocação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho na cidade. 


O objetivo foi o de promover a inclusão social por meio da igualdade de oportunidades em cumprimento à cota prevista na Lei 8.213/91.


Pela lei, toda empresa que possuir 100 ou mais empregados é obrigada a preencher o quadro com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência, na seguinte proporção: 


  • Até 200 empregados = 2%; 
  • De 201 a 500 empregados = 3%; 
  • De 501 a mil funcionários = 4%;
  • De 1.001 em diante = 5%.

A procuradora do Trabalho, Thalma Rosa de Almeida Furlanetti, conta que o MPT articula a criação de um banco de dados contendo informações relativas às pessoas com deficiência que residem no município e estão interessadas e aptas a preencher as vagas disponibilizadas na região, já que muitos empregadores usam como justificativa para o desrespeito às cotas a ausência de demanda por parte desses trabalhadores.


A procuradora pontua que a atuação do MPT vai além da exigência de cumprimento da legislação. Também se busca chamar a atenção da sociedade para a falta de oportunidades e combater o preconceito. 


“É necessário expor à sociedade que muitas das deficiências desses trabalhadores no mercado de trabalho são resultado de barreiras a eles impostas, tais como o preconceito, a discriminação, a falta de acessibilidade física no ambiente de trabalho. Caso essas barreiras sejam retiradas, muitas pessoas tidas como deficientes poderão trabalhar em condições de igualdade com os demais trabalhadores, sendo esse o objetivo da lei: a busca pela isonomia”.


Na audiência também foram discutidos assuntos relacionados à qualificação profissional das PCDs e às dificuldades encontradas para utilização dos espaços públicos. Antônio Alves Pereira Grada, representante da Adefis, mencionou a falta de acessibilidade nos ônibus e pontos de ônibus na cidade


De acordo com Grada, 70% dos ônibus não possuem cobertura contra intempéries. 


“Há comunidades com PCDs que sequer têm transporte público, como na comunidade Adalgiza”.


A representante da Secretaria Municipal de Educação, Francielly Juliane Pereira Gomes, também questionou a falta de investimento em acessibilidade


Segundo Francielly, a previsão de recursos na LOA de 2017 para melhorias no Sistema de Transporte Urbano em Sinop para os PCDs será de apenas R$ 32,5 mil.


Os questionamentos relativos à acessibilidade urbana nos espaços públicos foram encaminhados ao Ministério Público Estadual, por não serem de competência do MPT e não estarem diretamente ligados ao mundo do trabalho.





 

3 de nov de 2016

Google tem vagas de trabalho para pessoas com deficiência

As inscrições podem ser feitas no site oficial do programa até 15 de dezembro. 


As principais oportunidades estão concentradas nas áreas de vendas, atendimento, marketing, planejamento, engenharia, finanças e recursos humanos


O local de trabalho varia entre São Paulo e Belo Horizonte.


Para concorrer em alguma das vagas é necessário que o candidato tenha ensino superior completo – ou com conclusão até 2017 – e domínio de inglês.


Depois disso é só aguardar e torcer para que a empresa entre em contato para prosseguir com as entrevistas.


Informações como horário de trabalho, salário e benefícios poderão ser detalhadas aos candidatos ao longo do processo de contratação da empresa. 


Contudo, um levantamento do site LoveMondays já revelou quanto, em média, ganham os funcionários do Google.








25 de out de 2016

Santo André recebe feira de emprego para pessoas com deficiência



Nos últimos, anos a crise econômica vem afetando o desempenho das empresas e, como consequência, a geração de emprego. 


A dificuldade para encontrar oportunidade de trabalho se dá em todas as faixas etárias, jovens e adultos, incluindo os estudantes e as pessoas com deficiência.


Cerca de 24% da população brasileira é composta por pessoas que possuem algum tipo de deficiência e, segundo o último Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem 45 milhões de PCDs (Pessoas com Deficiência). 


Com o objetivo de ajudar a inserí-las no mercado de trabalho, o Atrium Shopping, de Santo André, recebe o Projeto Oportunidades Especiais, que oferece vagas específicas a esse público.




O evento acontece até o dia 5 de novembro, das 10h às 22h, sendo no domingo das 14h às 20h, no Espaço Oportunidades Especiais, no Piso 1 do complexo de compras.


Segundo o coordenador do projeto, Fabiano Medeiros, o local terá um estande adaptado para todos os tipos de deficiência, com atendimento para surdos, realizado por intérprete de Libras, piso tátil e material de divulgação em versão Braile para cegos, além de rampas e balcões para cadeirantes. 


As pessoas interessadas devem estar com um currículo em mãos para fazer o cadastro no local. Após isso, as informações vão para o banco de dados e, quando o evento terminar, todos os currículos serão enviados para as empresas que estão apoiando esse projeto. As contratações serão feitas por elas mesmos”, explica.


Na edição do Grande ABC, o evento nacional reúne empresas como:

  • McDonald’s; 
  • General Motors;
  • TIM;
  • Ambev;
  • Supergasbras;
  • Grupo GPA (Casas Bahia, Ponto Frio, Pão de Açúcar e Extra).


Medeiros diz que não é possível levantar o número de postos. As oportunidades, no entanto, são para diferentes níveis de formação, o que inclui os ensinos Médio, Técnico e Superior.


A importância do projeto está nessa aproximação, fazemos a ponte entre as empresas e as pessoas. O objetivo é promover esse contato e facilitar a empregabilidade dessas pessoas. Antes, as empresas não conseguiam ou não sabiam como se comunicar com a pessoa com deficiência e recrutá-la”, explica o coordenador do projeto.


A gerente geral do Atrium Shopping, Vanessa Nery, afirma que é importante apoiar o evento e divulgá-lo. 


Nosso objetivo é sempre apoiar o mercado de trabalho e o aprimoramento do profissional. Com esse projeto, afirmamos que é fundamental a conscientização dos empresários, até porque é necessário ampliar a visão das empresas”, afirma.


Os interessados que não conseguirem ir até o local ou que quiserem obter mais informações relacionadas a trabalho e cursos voltados a PCDs podem acessar o site www.oportunidadesespeciais.com.br






 

8 de out de 2016

Danone abre vagas para pessoas com deficiência






A fim de fomentar a inclusão social, a Danone está com inscrições abertas para seu processo seletivo para Pessoas com Deficiência . A iniciativa reforça o apoio da empresa na equidade de necessidades especiais e sua preocupação no desenvolvimento social e a inclusão.
 

São cerca de 50 vagas em diversas áreas como administrativa, financeira, recursos humanos, vendas, marketing e TI. 


As posições estão divididas em sete localidades, incluindo o escritório central da companhia em São Paulo (SP) e também nas fábricas localizados nas cidades de Jundiaí (SP), Poços de Caldas (MG), Itapecerica da Serra (SP), Jacutinga (MG), Nova Iguaçu/Tinguá (Rio de Janeiro) e Maracanaú (CE).


Para se candidatar é necessário ensino médio completo ou superior completo e/ou cursando. 


Os interessados devem enviar seus currículos para a área de recrutamento e seleção da Danone por meio do e-mail: recrutamentoeselecao@danone.com ou mailto: recrutamentoeselecao@danone.com


 Fonte: Revista Incluir

7 de out de 2016

Em meio à crise, sobram vagas para pessoas com deficiência na região de São Carlos




O número de postos de trabalho tem diminuído na região de São Carlos por causa da crise, mas as vagas para deficientes só aumentam.


A lei de inclusão social, aprovada em 2004, obriga toda empresa com mais de 100 funcionários a ter de 2% a 5% de suas vagas ocupadas por deficientes. Mas a medida, de acordo com o Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência Física (Conade), esbarra em algumas dificuldades.


Seleção



São consideradas deficientes as pessoas que apresentam perda ou irregularidade na estrutura psicológica, fisiológica ou anatômica que resulte em dificuldade no desempenho das atividades comuns do dia a dia, e as empresas tendem a procurar funcionários com deficiências mínimas.


  • “Ela é bastante criteriosa na hora dessa seleção, muitas vezes porque o funcionário com deficiência mínima ela julga mais qualificado”, disse a consultora em recursos humanos Luciana Crnkovic.
  • “E, por outro lado, ela tem que se adaptar menos a essa deficiência desse funcionário com uma deficiência menor. Então ela tem menos custo”, explicou Luciana, comentando como deveria ser a seleção.
  • “Isso devia ser uma forma assim: a pessoa é competente, ela tem todas as competências e habilidades necessárias para cumprir aquele cargo, por que não contratá-la? Por que não dar a ela essa oportunidade, como qualquer outra pessoa? Porque ela está ali no mercado de trabalho, disponível, competente, para estar naquela função como qualquer outra”.


Benefício do INSS



Com o passar dos anos, aumentou a participação dos deficientes no mercado de trabalho, mas o que mais chama a atenção é que a quantidade de vagas disponíveis é muito maior.


  • Em 2014, foram 1.249 contratados para 43.077 vagas abertas
  • Em 2015, foram 1.327 contratados para 27.737 vagas abertas
  • De janeiro até setembro de 2016, foram 777 contratados para 16.536 vagas abertas.


Outro motivo para o número baixo de contratações é o medo da pessoa com deficiência de perder o benefício do INSS. “Falta um pouco de informação”, comentou o presidente da União dos Paratletas de São Carlos, André Luiz Carlos. 


“O portador de deficiência que quiser voltar ao mercado de trabalho vai perder o benefício em dois anos. A cada seis meses ele perde um quarto do valor. Se ele parar de trabalhar ou se a empresa fechar, ele volta a receber o benefício”, explicou.


Mercado



Tiago José Denardo tem curso de computação, de auxiliar administrativo, ensino médio completo e uma vontade imensa de trabalhar, mas continua desempregado. 


“Eu quero ser uma pessoa normal, trabalhar e receber o meu próprio dinheiro”, afirmou.


Márcio do Amaral Nishiyama também sabe o que é ficar desempregado. Ele é formado pela Universidade de São Paulo (USP) em sistemas de informação e logo que saiu da faculdade não conseguiu uma colocação no mercado. 


“Eu encontrei bastante dificuldade para encontrar um trabalho na área privada”, contou.


Há dois anos, ele prestou concurso público para uma vaga de assistente administrativo no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), em São Carlos, e passou. Ele cumpre a jornada, trabalha muito e prova que é capaz.


“Limitação acho que não é nossa deficiência, mas é das pessoas que não abrem essa oportunidade da gente mostrar do que a gente é capaz”.
 

30 de set de 2016

Seis jovens com Síndrome de Down abrem empresa de pizzas que é o maior sucesso




Pessoas com Síndrome de Down têm muita dificuldade para entrar no mercado de trabalho.


As empresas ainda acham que a Síndrome de Down é uma doença e que por isso as pessoas com Down não conseguiriam desempenhar bem a função para a qual foram contratadas.


Mas, quando as oportunidades não são dadas, elas são criadas. Foi isso o que fez um grupos de 06 jovens com Síndrome de Down, em San Isidro, na Argentina. Eles fundaram uma empresa de pizzas chamada “Los Perejiles”.


Os jovens abriram o negócio em 2014 e, dois meses após a divulgação, eles já tinham fechado 24 eventos. Eles recebem o apoio de dois profissionais de um trailer chamado “Sumando”, que trabalha com pessoas com Síndrome de Down.


Los Perejiles começou a nascer quando expomos para as mães desses meninos as dificuldade do trabalho, porque os meninos estavam indo para um colégio especial onde os formam supostamente para o mercado de trabalho, mas logo eles acabam parando por ali mesmo”, explica o professor Telam Lopez.

Foi trabalhando nesse trailer que os jovens conseguiram desenvolver suas habilidades, dentro e fora de casa. 


“Aqui temos crianças que não sabiam fazer nem um sanduíche para sua merenda, cruzar a rua ou fazer os afazeres domésticos; alguns tiveram aos 20 anos uma chave de casa”, complementa Kevin Degirmernci, o outro professor dessa iniciativa maravilhosa.


A organização é uma das qualidades que mais chamam a atenção no trabalho dos Perejiles


Eles chegam a todos os eventos onde trabalham com seus próprios utensílios e ingredientes. As tarefas são divididas entre eles e os cozinheiros e garçons oficiais. 


Os jovens também respeitados pelos convidados, que não fazem perguntas preconceituosas e nem desmerecem o seu trabalho.





 

27 de set de 2016

Mais de 35% das vagas exclusivas para Pessoas com Deficiência não são preenchidas no RS




No Rio Grande do Sul, 35,76% das vagas exclusivas para Pessoas com Deficiência não são preenchidas. Em Porto Alegre, esse índice é de 34,88%


Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho de 2016 e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2015.

 
De acordo com a auditora fiscal do trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no RS (SRTE/RS), Ana Maria Machado da Costa, o não preenchimento das vagas exclusivas deve-se às exigências das empresas e não à inexistência de trabalhadores.


“No último Censo realizado, 23,92% dos brasileiros declararam possuir pelo menos um tipo de deficiência, entretanto esse contingente corresponde a menos de 0,8% dos trabalhadores com vínculo formal de emprego no país. As empresas querem um perfil de trabalhador muito excludente, que aceita apenas pessoas com deficiência leve”, explica.


Ana Costa, que também é coordenadora do Projeto Estadual de Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho, ainda acrescenta que falta acessibilidade nas empresas, tanto arquitetônica quanto de comunicação. 


“A contratação de pessoas com deficiência exige a realização de adaptações, acessibilidade e conhecimento de libras, por exemplo”, afirma.


Para o chefe da Seção de Inserção no Mercado de Trabalho da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), Ademilson Arruda, as empresas cumprem uma função social ao inserir trabalhadores com deficiência no mercado de trabalho. 


“As empresas devem investir nos bons profissionais, independente de suas limitações, uma vez que todos têm limitações, tanto os trabalhadores com como os sem deficiência”, alerta.


Ana Costa destaca que, apesar de ainda sobrar vagas exclusivas, vem aumentando o número de pessoas com deficiência inseridas no mercado de trabalho e que o crescimento desse contingente é superior ao de pessoas sem deficiência. 


Ela cita dados da RAIS, que mostram que, em 2010, havia 306.013 pessoas com deficiência e reabilitadas com vínculo formal de emprego no Brasil. Em 2014, esse contingente subiu para 381.322.


“Antes da Lei de Cotas quase não se via pessoas com deficiência no mercado. A lei foi criada há 25 anos, mas continua muito atual. Ainda existe preconceito e, geralmente, a empresa se preocupa em cumprir a lei, quando é procurada pela fiscalização”, afirma.


Segundo a auditora, 2.342 empresas se enquadram na Lei de Cotas no Rio Grande do Sul e 534, em Porto Alegre, ou seja, possuem 100 ou mais funcionários.


A lei 8.213/91 estabelece a reserva de vagas de emprego, em empresas com 100 ou mais funcionários, para pessoas com deficiência ou que sofreram acidente de trabalho, beneficiárias da Previdência Social (reabilitadas). As cotas variam de 2% a 5%, conforme o número de colaboradores da companhia.



Dia D



Para aproximar empregadores e trabalhadores com deficiência e promover a inserção desse público no mercado de trabalho, a Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), através das agências FGTAS/Sine, realizou no Dia Nacional de Contratação das Pessoas com Deficiência em 23 de setembro.


Na data, foram realizadas entrevistas e seleções de emprego exclusivas para trabalhadores com deficiência e reabilitados do INSS, além de atividades de orientação profissional e previdenciária. O evento é promovido nacionalmente pelo Ministério do Trabalho.


Vagas exclusivas para Pessoas com Deficiência



As agências FGTAS/Sine dispõem de 442 vagas exclusivas para Pessoas com Deficiência. Desse total, 51,35% não exigem experiência. 


As funções com o maior número de vagas são:


  • Alimentador de Linha de Produção (109);
  • Auxiliar de Escritório em Geral (51);
  • Faxineiro (33);
  • Almoxarife (26); 
  • Embalador a Mão (17). 


Com relação à escolaridade, 24,89% exigem Ensino Fundamental incompleto; 23,98%, Ensino Médio completo; e 14% Ensino Fundamental completo. 


O salário da maioria das oportunidades varia de R$ 880 a R$ 1.760


Os municípios com o maior número de vagas são: 

  • Porto Alegre (104); 
  • Farroupilha (58);
  • Canoas (43);
  • Alegrete (32).


Na capital, para 68,27% das vagas não é necessário experiência. Do total de 104 vagas, para 42,31% a exigencia é de  Ensino Médio completo; 23%, Ensino Superior completo; e 19,23% Ensino Fundamental completo. Os salários variam de R$ 880 a R$ 4.400.


Trabalhadores interessados em se candidatar às oportunidades devem comparecer à agência FGTAS/Sine mais próxima com Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). 


Os endereços e horários de funcionamento das unidades estão disponíveis no site da FGTAS.



 
 
 

Surdos rompem barreira do silêncio e viram empresários





No dia 26 de setembro, foi celebrado o Dia Nacional do Surdo e de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1,1% da população brasileira tem algum tipo de deficiência auditiva. 


Em 2010, Sergipe possuía 3.278 pessoas com surdez total, 20.108 tinham grande dificuldade e 88.376 têm algum tipo de deficiência auditiva.


Por muito tempo, esta parcela da sociedade viveu presa a preconceitos e a margem das políticas sociais. Aos poucos, ela conquista espaços significativos chegando a postos antes só alcançados por pessoas sem deficiência.


Há cerca de oito meses, Breno Nunes, de 23 anos, que é estudante de Letras Libras encarou o momento de recessão da economia brasileira e abriu uma gelateria na capital sergipana. 


“Realizei meu sonho. Sempre falei para os surdos que nós podem ser aquilo que desejamos, até ser empresário. O surdo pode tudo, precisa apenas de conhecimento e oportunidade”, declarou emocionado.


Antes de tirar a ideia do papel, ele fez pesquisa de mercado, passou por cursos e consultorias fora do estado e só então escolheu o negócio. 


A empresa dele não é espaço apenas para ganhar dinheiro e sim quebrar preconceito, mostrar que ser pessoa surda não é ser incapaz.


“Quero que a gelateria seja uma marca capaz de representar a inclusão do surdo de forma produtiva, além de ser meio de integração entre surdos e ouvintes. Quero quebrar o preconceito em relação à capacidade empreendedora da nossa comunidade”, pontuou o jovem.


Apesar da pouca experiência no ramo de administração, Breno aprendeu rápido a lição do mercado. É ele quem produz, vende e administra o pequeno negócio que tem dois funcionários. Com o empreendimento ganhando novos clientes a cada dia, ele já faz planos.


“Atualmente penso em sempre ter mais pessoas surdas trabalhando comigo e no futuro quero franquear a abertura de gelaterias em outras localidades”, disse.


Para a professora e escritora Rita Souza, que tem pós doutorado em inclusão social, a comunicação ainda é o maior entrave enfrentado pela comunidade surda no momento de pleitear uma vaga no mercado de trabalho, mesmo demonstrando ao longo da história que são capazes.


“Eles têm cada vez mais montado seus próprios negócios porque nem sempre conquistam espaço no mercado de trabalho, mas têm clareza sobre suas potencialidades”, afirmou Rita.


Foi o que ocorreu com Renata Barbosa, 38 anos, que é formada em designer gráfico e pós graduada em Libras.


“Tive a oportunidade de trabalhar em uma empresa, porém, os demais funcionários não conseguiram ou não tinham interesse em interagir comigo”, lamentou.


Há 8 anos ela abriu uma empresa de serviços de fotografia e diagramação de álbuns. Ela conta que a barreira da comunicação foi superada, mas ainda enfrenta muito preconceito quando é chamada para fazer um trabalho.


“Nossa maior dificuldade está nas pessoas confiarem no trabalho da pessoa com deficiência auditiva. Elas ainda não estão preparadas para lidar com a gente. Infelizmente estamos longe dessa tão falada inclusão social. Muito embora, os clientes que já nos contrataram e nos elogiaram como profissional”, relata Barbosa.

Renata trabalha com duas pessoas com deficiência auditiva, além de uma ouvinte que ajuda na comunicação com os clientes interpretando a Língua Brasileira de Sinais (Libras). 


“Na adolescência já havia feito um curso de fotografia e comecei trabalhando como freelancer para vários fotógrafos. Depois resolvi trabalhar na área”, contou.


Quem já se deixou ser fotografada pelas lentes da Renata mostra satisfação pelo resultado. 


“Gostei muito do trabalho dela que fez algumas fotos minhas e para o jornal do qual sou diretora. Agora, minha filha contratou os seus serviços da Renata para fazer o ensaio fotográfico dos 20 anos.Quanto a deficiência não tivemos problema algum e o tratamento foi bem melhor do que muitos ouvintes. É lamentável que muitas pessoas ainda tenham preconceito. Renata é uma grande profissional”, declarou a jornalista Aída Brandão.

Organizados



A comunidade surda da capital de Sergipe mostra-se bastante atuante e organizada em grupos como o Centro de Surdo de Aracaju (CESAJU), que é uma instituição sem fins lucrativos, fundada em agosto de 2013, comprometida com a defesa dos direitos das pessoas surdas.


O Centro também atua no desenvolvimento intelectual e profissional da cultura surda através de palestras de motivação e cursos que ajudam na qualificação e entrada no mercado de trabalho.


Força da Lei



Nos últimos anos, algumas empresas da Grande Aracaju passaram a desenvolver programas de inclusão social adotando em seus quadros de colaboradores pessoas com deficiência.


Muitas motivadas pela Lei 8.213/1991 que obrigava as empresas com 100 ou mais empregados a destinar de 2% a 5% das vagas as pessoas com deficiência.


Atualmente, uma empresa de peças automotivas instalada em Nossa Senhora do Socorro mantém no quadro de funcionários 80 pessoas com deficiência, sendo 35% com algum tipo de deficiência auditiva.


Para reforçar a luta das pessoas com deficiência, em janeiro de 2016 entrou em vigor no Brasil a Lei 13.146, também conhecida Lei Brasileira de Inclusão (LBI), que assegura os diretos da pessoa com deficiência


“Ela coloca a pessoa com deficiência num nível de respeito. Retira a ideia de deficiência associada a doença e a põe num patamar da pessoa humana”, explica o representante do Conselho Nacional da Pessoa com Deficiência, Beto Pereira.

Antes dela, a comunidade surda do país já tinha conquistado alguns avanços que ajudaram no processo educativo e consequentemente abriram portas no mercado de trabalho.


Em 2002, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi reconhecida pela Lei 10.436 como a segunda língua oficial do Brasil e regulamentada pelo Decreto 5.626 de 2006.