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16 de ago. de 2016

Quatro em cada dez pessoas com deficiência são vítimas de preconceito no trabalho

 


Uma pesquisa realizada pela consultoria Talento Incluir em parceria com o site Vagas.com mostrou que 4 em cada 10 profissionais com deficiência já foram vítimas de preconceito no trabalho. 


Segundo o jornal Folha de S.Paulo, 4.319 pessoas com deficiência responderam a pesquisa pela internet, todas com currículos cadastrados no Vagas.com. 


O bullying foi a forma de discriminação mais comum, apontada por 57% dos que dizem ter sofrido preconceito.


A Folha traz como exemplo o caso de Ingridy Rodrigues, 22, estudante de ciências da computação, que caminha com auxílio de muletas. 


Segundo ela, em uma das empresas em que trabalhou como auxiliar, colegas mancavam perto dela zombando de seu jeito de andar. Deixou o emprego após um mês e meio.


Não foi a única dificuldade. Rodrigues diz ter atuado em uma companhia onde precisava carregar peso e em outra que exigia dela que caminhasse muito pela cidade: 


São empresas que contratam para cumprir cota. Não têm interesse de verdade no meu trabalho”.


A Lei de Cotas define que empresas com mais de cem funcionários devem ter um percentual de profissionais com deficiência que varia de 2% a 5% (quanto mais funcionários, maior a cota). 


Segundo a pesquisa, mais de 60% dos pesquisados dizem enfrentar dificuldades no mercado.


Para a cadeirante Carolina Ignarra, sócia da Talento Incluir, a acessibilidade é citada por apenas 16% das pessoas com deficiência como um problema. 


A falta de oportunidades para o perfil do candidato (66%) e os salários baixos (40%) foram os problemas mais relatados: 


“No Brasil, já vivemos dificuldade nas cidades, no transporte, nas casas. Elas nos fizeram estar adaptados para viver em um mundo que não é o ideal. Acessibilidade importa, mas nem sempre é disso que a pessoa com deficiência mais precisa”, disse ela à Folha.


Segundo Ignarra, empresas devem perceber que profissionais com deficiência podem se desenvolver na carreira, em vez de sempre ocupar vagas de salário baixo, reservadas apenas ao cumprimento das cotas.



 
 
 

10 de ago. de 2016

Catho e Easy Taxi ajudam pessoas com deficiência a chegar na entrevista de emprego

Imagem: Divulgação



Pessoas com deficiência que conseguiram uma entrevista de emprego por meio do sistema da Catho podem solicitar dois vouchers, de R$ 20 cada, para ajudar a pagar um táxi, ir ao local marcado e voltar para casa. 


A ação é fruto de uma parceria entre o site de empregos e a Easy Táxi.



Nessa primeira fase, a parceria é válida por três meses e pode ser usada somente na primeira entrevista para a qual o profissional for chamado. 


Para obter os vouchers de táxi, o profissional com deficiência precisa ter conseguido a entrevista por meio da Catho.



O passo seguinte é fazer um cadastro no aplicativo da Easy Taxi, que tem 100 veículos acessíveis, a maioria na cidade de São Paulo. 


A empresa acredita que, com o sorteio de novos alvarás pela Prefeitura, esse número deve chegar a 250.





A Catho tem investido constantemente no público com deficiência, que pode usar a plataforma sem pagar nada, além de incluir pessoas com deficiência em todas as disputas por vagas, mesmo quando essa oportunidade não está enquadrada na Lei de Cotas.



O interessado terá de acessar uma área específica do site (clique aqui) e apresentar documento que ateste a deficiência. 


Pode ser um laudo médico ou o Certificado de Reabilitação Profissional emitido pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).



Também é fundamental incluir um currículo atualizado. A Catho fará uma verificação das informações antes que o perfil esteja disponível para consulta por profissionais de RH.





Cursos gratuitos são ofertados para pessoas com deficiência




O Núcleo de Apoio ao Trabalho (NAT) disponibiliza vagas em cursos gratuitos para pessoas com deficiência. 


As aulas já começaram, mas as matrículas podem ser feitas ainda até a sexta-feira (12) para a formação de técnicos em segurança do trabalho ou em enfermagem (ministrados pela Fundação São Lucas), além de oportunidade para a qualificação ou reciclagem de vigilante (ministrados pela Infante).


De acordo com Rosália Amaral, assistente social responsável pelo setor da pessoa com deficiência do NAT, a escolha dos cursos partiu de um levantamento realizado para identificar a demanda do mercado.


A matrícula pode ser feita das 07h às 13h na sede do NAT na Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão e Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh) localizada na Rua Santa Luzia, 680, no Bairro São José em Aracaju.


É necessário que o candidato à vaga apresente os seguintes documentos: carteira de trabalho com o PIS, CPF, carteira de identidade, certificado de conclusão do Ensino Médio, e laudo médico com a CID.


As oportunidades são resultado de uma parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CEDPcD).
 

Fontes: G1 / Vida Mais Livre 



28 de jul. de 2016

Jovem com Down é o empreendedor mais novo de sua cidade

        Blake, garoto de 20 anos, parado em frente ao seu truck de raspadinhas. Ele sorri.


A pequena cidade de Sanger, no Texas, tem cerca de sete mil habitantes. Em maio deste ano, muitos deles se deslocaram para celebrar um novo negócio: o Blake’s Snow Shack, que comercializa raspadinhas.


Porém, procurar um refresco perfeito para os dias quentes não é o único motivo da visita em massa. 


O líder do empreendimento, Blake Pyron, tornou-se oempreendedor mais jovem da cidade, com 20 anos de idade. Além disso, também é o único dono de negócio com Síndrome de Down em toda a cidade.


História



Quando Blake nasceu, sua mãe ouviu algo que muitas mães de filhos com Síndrome de Down costumam ouvir: que ele não poderia fazer coisas que as outras crianças faziam, como andar e falar.


“Quando você recebe uma criança com necessidades especiais, a sociedade fala para não esperar muito dela, conta Mary Ann Pyron à rede televisiva ABC e ao programa The Texas Bucket List. Nós decidimos ir além, dizendo para nós mesmos que tudo ficaria bem e que Blake ficaria bem. Que nós iríamos nos assegurar disso.”


Blake levava uma vida comum: cursava o colegial e trabalhava em um restaurante de churrasco. Sua inspiração empreendedora surgiu pouco após se graduar no ensino médio - um mês depois de pegar seu diploma, o local onde trabalhava fechou.


“Ele sentia muita falta dos clientes que atendia e queria um trabalho”, continua a mãe de Blake. Em nossa pequena cidade, os trabalhos são limitados – especialmente para pessoas com necessidades especiais.”


Então, a família Pyron começou a pensar nas coisas que mais interessavam ao jovem e chegou a uma ideia de negócio: raspadinhas. 


 “Blake ama raspadinhas, então ele simplesmente apostou nisso”, diz Mary Ann.


Empreendedorismo e superação



Em maio deste ano, a ideia finalmente saiu do papel: o Blake’s Snow Shack, como é conhecido o truck de raspadinhas, foi inaugurado. 


Além de dono, a principal função de Blake no negócio é cuidar do atendimento ao cliente – seu ponto forte, segundo a mãe. 


Mesmo que conte com ajuda ao fazer as raspadinhas, o jovem é quem as entrega para os clientes, sempre com um sorriso.

Blake na janela do truck segurando uma raspadinha vermelha.


Assim que Blake decidiu que queria abrir um truck de raspadinhas, a cidade de Sanger se mobilizou. Seu irmão criou opções de sabores divertidas, como “ataque dos tubarões” (azul) e “Hulk” (verde). 


Um amigo da família, de 15 anos de idade, foi contratado para ser um dos funcionários de Blake.


Para a mãe de Blake, o filho conseguiu tudo isso justamente porque os conselhos recebidos assim que ele nasceu foram ignorados. 


“Você não nos conhece, e não conhece nosso filho. Então, não coloque uma etiqueta nele. Nós não colocamos, e ele se saiu muito bem.”


Mary Ann também espera que sua história inspire as mães de outras crianças com necessidades especiais a nunca colocar limites no que seus filhos podem fazer. 


“Eu quero pessoalmente desafiar essas mães a acreditarem nas suas crianças - não ligue para o que a sociedade lhe diz.”





13 de jul. de 2016

Oportunidade:Legião da Boa Vontade (LBV) esta selecionando pessoas com deficiência para atuar em cargos diversos

 


A Legião da Boa Vontade (LBV) está recebendo currículos de pessoas com deficiência para atuar nos mais diversos setores/funções.


Os currículos podem ser encaminhados para o e-mail: selecaorh@lbv.org.br ou entregues em horário comercial (das 8 às 17 horas) no seguinte endereço: Rua Sérgio Tomás, 740, Bom Retiro, em São Paulo (SP).



Outras informações: (11) 3225-4500.


Fonte: Revista Incluir


22 de jun. de 2016

Quando a deficiência vira eficiência para as empresas




Você sabia que mais de 24% da população brasileira é composta por pessoas com deficiências (visual, auditiva, física e intelectual)? E de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaIBGE, 6% delas estão aptas a exercerem uma atividade profissional.  


No entanto, apesar disso, muitas empresas ainda possuem certa resistência em relação à contratação dos colaboradores PcDs.


A Lei 8.213/91 determina que as empresas com cem funcionários ou mais precisam preencher de 2% a 5% de seus cargos com funcionários reabilitados ou PcDs que possam realizar as atividades profissionais, mas a grande questão é  transpor as barreiras, principalmente em relação aos prédios que ainda não são adaptados para receber esses colaboradores. 


Existem diversos fatores a serem considerados em relação à contratação das PcDs. Vamos listar três deles para que os Empreendedores possam fazer a diferença e oferecê-los uma oportunidade:


  • Vencer o preconceito: os cidadãos e cidadãs com deficiência são pessoas competentes e capazes de atuar profissionalmente, mas é preciso respeitar as limitações de cada um. As empresas precisam romper esse preconceito ocasionado por falta de conhecimento e uma certa resistência.  
 
  • Responsabilidade social: além de cumprir a lei as empresas precisam se reinventar e se conscientizar que ao contratarem pessoas com deficiências eles serão os maiores beneficiados, assumindo um importante papel de responsabilidade social. 

  • Incentivo aos talentos: a partir do momento que o governo cria uma lei que destina uma parte do quadro de funcionários para as pessoas com deficiência indiretamente está incentivando as PcDs a desenvolverem suas habilidades profissionais e a conquistarem seu espaço como cidadão.


O principal é que todos serão beneficiados e é necessário ter um olhar mais amplo em relação à contratação das PcDs. 


As empresas acabam esquecendo, em algumas situações, de olhar o outro como um indivíduo cheio de sonhos e expectativas e que para que eles possam aumentar seu potencial é necessário que uma empresa abra suas portas para receber esse profissional.  


O profissional com deficiência, após a contratação, terá inúmeros benefícios que contribuirá para mantê-lo motivado, o principal deles é a elevação da autoestima, que acabará refletindo na sua vida pessoal e profissional como a maior conquista para o indivíduo. 


Além disso, ele irá contribuir com o aumento da renda familiar e consequentemente a melhoria da qualidade de vida, sendo que se tornará um consumidor de bens e serviços, desta forma aumentará os postos de trabalho e manutenção dos mesmos. 


Ele também irá encarar o trabalho como uma oportunidade de aprendizado e como uma possibilidade de investir na continuidade dos seus estudos para que tenha condições de crescer profissionalmente.


A empresa por sua vez será beneficiada inicialmente por atender a lei e se livrar do risco de multas desnecessárias. 


Além disso, a organização estará agregando valor à imagem e ao seu negócio, promovendo a inclusão da Pessoa com Deficiência estará garantindo o direito ao trabalho e ao desenvolvimento integral. 


Ao dar oportunidade a uma Pessoa com Deficiência a empresa poderá ganhar um colaborador que se entrega de forma integral, engajado e comprometido, que normalmente se orgulha do seu trabalho. 


Vale ressaltar que os benefícios são mútuos, tanto para as empresas como para os profissionais PcDs. É uma relação que funciona como uma via de mão dupla, onde ambos crescerão juntos, por meio dessa oportunidade.  







25 de abr. de 2016

Mitos na hora de contratar pessoas com deficiência




Contratar e integrar pessoas com deficiência ainda é uma grande dificuldade na maioria das empresas. Dessa forma, muitas acabam perdendo oportunidades de gerar receita e melhorar a eficiência.


Mesmo com as cotas que obrigam a contratação, esse é um dos públicos menos engajados nas companhias, segundo a consultoria Santo Caos.


“Se a empresa conseguir integrar essas pessoas, elas serão mais produtivas e pró-ativas, gerando lucro”, afirma Guilherme Françolin, sócio da consultoria.


Em uma pesquisa com 461 entrevistados e mais de 40 horas de filmagens, a consultoria conversou tanto com esse público quanto com gestores e pessoas de recursos humanos e levantou 6 mitos sobre a contratação de pessoas com deficiência.


1 – Falta gente



Empresas com mais de mil funcionários precisam ter 5% do quadro de funcionários preenchido com pessoas com deficiência. No entanto, apenas 8% das companhias brasileiras cumprem essa meta.


Em alguns casos, gestores imaginam que não há pessoas com deficiência o suficiente para cumprir as cotas previstas por lei.


No entanto, há 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, ou cerca de 23,9% da população total, segundo o IBGE. Desses, 66% são pessoas economicamente ativas e 21% têm ensino médio completo.


A cota abarcaria apenas 2% de todas as pessoas com deficiência no país. Mesmo assim, ela não é preenchida: apenas 1% de todo esse público é contratado pela cota.


2 – Qualificação



Em segundo lugar, há uma crença de que essas pessoas não seriam qualificadas o suficiente para preencher os requisitos.


No entanto, segundo a consultoria, uma em cada quatro pessoas têm ensino médio completo


7% têm ainda superior completono resto da população, essa faixa é de 10%. Além disso, muitas pessoas adquirem deficiências no decorrer da vida, já formadas.


"Por causa desse engano, a pessoa com deficiência às vezes é contratada apenas para cumprir a cota”, diz Françolin.


Ele explica que muitas vezes essa pessoa não tem um cargo, funções ou tarefas definidas, ficando desmotivada. 


Dessa forma, ela acaba saindo da empresa – o turn over, troca de emprego em um ano, desse público é de 90%.


3 – Preferem os benefícios



Acredita-se, também, que há pessoas com deficiência que prefiram receber o benefício do governo a trabalhar, por isso seria difícil contratá-las. Contudo, apenas 3,2% recebe essa bolsa.


Além de enfrentar burocracia para garantir o benefício, o valor recebido é baixo e não paga todas as despesas.


4 – Custa caro



De acordo com a consultoria, muitos gestores deixam de contratar pessoas com esse perfil porque acreditam que os custos para tornar o ambiente acessível seriam muito altos. Essa preocupação acaba se tornando mais um obstáculo para a inclusão.


Porém, segundo o diretor, as equipes de recursos humanos deveriam dar mais foco a integração de pessoas com deficiência, para que elas se sintam parte da empresa.


“A maior dificuldade para essas pessoas é o preconceito, não a falta de acessibilidade. Elas já vivem todo dia em um mundo que não é acessível e conseguem se virar”, afirma Françolin.


5 – Não há vantagens


Algumas empresas percebem apenas os custos atrelados às contratações, sem enxergar as melhorias que a inclusão poderia trazer.


"O primeiro benefício é bem perceptível no bolso.A multa para o não cumprimento da cota é bastante alta. Porém, as empresas não são fiscalizadas porque essa política é recente. Elas só vão pensar nessa questão com mais afinco quando doer no bolso”, diz o diretor.


Há vantagens menos visíveis sobre a inclusão desse grupo.


“As pessoas com deficiência são um quarto da população. Se você as ignora na sua equipe, também vai ignorar um quarto dos seus clientes potenciais”, diz o diretor da consultoria.


Além disso, ao tornar o ambiente na empresa mais inclusivo, os funcionários passam a participar mais, sugerindo ideias inovadoras e mudando processos antigos, afirma a consultoria.


6 – Produtividade



Por fim, outro mito mencionado pelos entrevistados foi que essas pessoas teriam dificuldades de exercerem suas funções.


Segundo a pesquisa, a opinião dos gestores mudou depois de trabalhar com pessoas com deficiência. Eles acreditam que esse público produz até mais que uma pessoa sem esse tipo de obstáculo.


“Essas pessoas querem provar para si mesmas que elas conseguem dar conta das tarefas e vencer os desafios que lhe são impostos”, diz Françolin.



 
 
 

6 de jan. de 2016

CCJ vai analisar projeto que obriga contratação de jovens e pessoas com deficiência nas Olimpíadas

 



A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados vai analisar o Projeto de Lei (PL) 3999/12, que estabelece cota na contratação de funcionários para as empresas que vão trabalhar nas Olímpiadas.


Segundo o governo, essas empresas têm direito a benefícios fiscais de cerca de R$ 3 bilhões com os Jogos Olímpicos. 


O projeto, em contrapartida, cria a obrigação que tenham, pelo menos, 5% dos postos de trabalho preenchidos por deficientes e outros 5% por jovens de 16 a 24 anos vindos de programas de qualificação profissional.


O projeto original, de autoria do Senado, previa cota apenas para a contratação de pessoas com deficiência, mas o relator na Comissão de Trabalho da Câmara, o deputado licenciado André Figueiredo (PDT-CE), estendeu a cota para os jovens, por entender que os megaeventos esportivos são uma ótima oportunidade para o primeiro emprego.


Inicialmente, o projeto também previa as cotas para empresas que atuassem na Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíadas e Paraolimpíadas. 


Mesmo que dois desses grandes eventos já tenham passado em 2013 e 2014, a proposta foi aprovada em novembro na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. 


O relator na comissão, deputado Andres Sanchez (PT-SP), considerou que o projeto ainda é válido para os jogos olímpicos.

 

Tramitação


Se o PL 3999/12 for aprovado na CCJ, será devolvido para apreciação do Senado por ter sido alterado na Câmara. A proposta só terá validade se virar lei antes dos jogos. 


As Olimpíadas começam em 5 de agosto e as Paraolimpíadas em 7 de setembro.



Fonte: Agência Câmara de Notícias Vida Mais Livre


11 de dez. de 2015

Estado do Paraná reduz carga horária de servidores que têm familiares com deficiência

 



O governador Beto Richa autorizou a redução da jornada de trabalho, sem alteração na remuneração, de funcionários públicos e militares estaduais que têm familiares com deficiência. 


A medida vai permitir que estes servidores acompanhem seus parentes nos tratamentos especializados, durante seu processo de habilitação ou reabilitação e, também, no atendimento de suas necessidades básicas diárias.


A medida está prevista no Decreto 3.003, publicado no Diário Oficial 9.593, desta quarta-feira (9), dia em que inicia a IV Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em Curitiba.


“O poder público tem o dever de ampliar a inclusão social e garantir cidadania plena às pessoas com deficiência. Por isso, trabalhamos com ações em várias áreas, como assistência social, educação, saúde, cultura e esporte, o que comprova a preocupação e o comprometimento do Governo do Estado em propiciar e garantir uma vida digna para todos”, disse o governador Beto Richa.


Para a secretária de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, a redução da carga horária dos servidores públicos trará mais qualidade de vida para as pessoas com deficiência e mais tranquilidade para os familiares que precisavam desse período disponível.


“Acreditamos que é na família que as pessoas com deficiência mais encontram forças e o apoio que precisam para se superarem. Com esse decreto, vamos possibilitar que elas recebam de seus familiares a atenção e os cuidados necessários para sua reabilitação e para desenvolverem todo o seu potencial", afirmou Fernanda.


CRITÉRIOS – De acordo com o decreto, têm direito à redução da carga horária semanal de trabalho, sem desconto na remuneração, os militares estaduais e funcionários públicos da administração direta que cumprem jornada de trabalho de quarenta horas semanais e oito horas diárias. A redução será concedida até o limite de 50% da carga horária de trabalho.


Para requerer o benefício, o funcionário público deverá ser pai ou mãe, filho ou filha, cônjuge, companheiro ou companheira, tutor ou tutora, curador ou curadora ou que detenha a guarda judicial da pessoa com deficiência de qualquer idade. 


Se houver mais de um servidor responsável pela mesma pessoa com deficiência, a redução será concedida apenas para um deles. A solicitação deverá ser apresentada na unidade de recursos humanos do órgão que trabalha.


A presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Flávia Bandeira Cordeiro, disse que a medida reconhece a luta diária, não apenas da pessoa com deficiência, mas também daquelas pessoas que têm a responsabilidade de zelar por seu bem-estar. 


"É um avanço histórico no reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência, que assegura o acompanhamento do seu tratamento ou dos seus cuidados diários", disse.


Flávia ressalta que um dos fatores mais importantes da redução é que a concessão considera as prescrições médicas e indicações terapêuticas, não ficando sob o crivo de uma pessoa leiga no assunto. 


“A equipe médica da pessoa com deficiência e os peritos médicos do Estado é que serão responsáveis pela análise desta concessão”, esclareceu.


ESTATUTO – A regulamentação da redução da carga horária para servidores públicos estava prevista no artigo 63 do Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionado pelo governador Beto Richa em janeiro deste ano. 


Elaborado, discutido e aprovado em audiências públicas realizadas em todas as regiões do Paraná, o estatuto foi criado para ampliar a inclusão social e garantir cidadania plena às pessoas com deficiência.


O documento apresenta as diretrizes para áreas como saúde, educação, profissionalização, trabalho, assistência social e acessibilidade, que propiciam o bem-estar social e econômico das pessoas com deficiência. 


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) as pessoas com deficiência representam 20% da população paranaense.
 

CONFERÊNCIA – Políticas públicas para as pessoas com deficiência serão tema da IV Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que será realizada durante três dias, na sala de eventos da Universidade Positivo, em Curitiba. Mais de 500 pessoas devem participar do encontro.


Além das pessoas com deficiência ou seus representantes legais, participam do evento conselheiros de direitos e delegados eleitos nas conferências municipais. 


Eles representam o poder público e entidades não governamentais que atuam na defesa, promoção ou garantia de direitos de pessoas com deficiência. 


Também estarão presentes trabalhadores, técnicos e gestores de organizações governamentais, autoridades, convidados e observadores.


Durante três dias os participantes vão debater as políticas setoriais para as pessoas com deficiência e o diálogo com outras temáticas relacionadas aos direitos humanos. 


A conferência é organizada pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social e pelo Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Paraná.


Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em: http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br


 


 

19 de out. de 2015

Cresce presença de pessoas com deficiência no Mercado formal



A participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho cresceu 6,57%, em 2014, de acordo com informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, nesta quarta-feira (9), em Brasília. 


Os dados mostram que foram criados 23,5 mil empregos para indivíduos desse grupo.


Com o resultado, o número de vagas ocupadas por alguém com algum tipo de deficiência chegou a 381,3 mil – o que corresponde a 0,77% do total de postos do país. 


Os dados confirmam a tendência de crescimento contínuo dessa participação, que foi verificada nos últimos anos: Em 2012, os empregos para pessoas com deficiência representavam 0,70% do total. Em 2013, equivaliam a 0,73%.

Os homens ocuparam 64,45% das vagas, ou 245,7 mil empregos; enquanto, às mulheres, coube um total de 35,55%, ou 135,6 mil oportunidades profissionais. As informações indicam que caiu a participação masculina em relação a 2012 (65%) e 2013 (64,84%).    


Rendimentos


O rendimento médio das pessoas com deficiência, em 2014, chegou a R$ 2.304,26, um valor menor que a média dos rendimentos do total de vínculos formais: R$ 2.449,11. 


Em relação a 2013, o resultado mostra que aumentou o rendimento médio do total de pessoas com deficiência, em 0,63% – devido, principalmente, ao crescimento verificado no rendimento das pessoas com deficiência múltipla (+6,18%), visual (+3,22%) e física (+ 1,69%).
 


Fonte: Ministério do Trabalho e EmpregoVida Mais Livre


2 de out. de 2015

Mulher com deficiência consegue emprego após 20 anos de espera


A autônoma Maridalva Castro, de 42 anos, que é deficiente física, conquistou uma oportunidade de emprego na última sexta-feira (25), após uma espera de quase 20 anos, segundo ela. 


A cadeirante é uma das cerca de 100 pessoas com deficiência que foram cadastradas para vagas de empregos no “Dia D de Inclusão”, evento promovido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). 


“Esperei anos para ter uma chance”, falou.

Maridalva disse que a falta de ofertas de emprego destinada à pessoa com deficiência dificultou sua inserção no mercado de trabalho. 


Segundo ela, a maioria das empresas no estado não têm acessibilidade o que se torna um obstáculo para a contratação de funcionários com necessidades especiais.


“Por muito tempo não consigo um emprego formal porque no Amapá praticamente não existe essa oferta para pessoas com deficiência. Nossas dificuldades são grandes, especialmente pela falta de acessibilidade, tanto na estrutura das empresas, quanto nas oportunidades oferecidas. Mas estou confiante porque consegui me cadastrar na vaga e sei que tudo dará certo”, falou.

A audiência coletiva nesta sexta-feira reuniu cerca de 50 empresas, para fazer a seleção dos candidatos. 
 

No total, 50 vagas de contratação imediata foram oferecidas. Além da oferta de empregos, o “Dia D” ofereceu cursos de capacitação para os candidatos com deficiência.


O autônomo Marcos Maciel, de 43 anos, utiliza cadeiras de rodas para se locomover há aproximadamente 14 anos. Ele disse que procurou o atendimento para se inscrever em um curso de capacitação, para conseguir inserção no mercado.


“Esta ação nos dá oportunidade não de somente encontrar emprego, mas também se qualificar para concorrer no mercado, que, infelizmente, não nos acolhe pela falta de acesso. Fiz o cadastro e vou fazer cursos até que uma boa oportunidade apareça”, disse.

O gerente de recursos humanos José Azevedo representou uma das empresas convocadas pelo MPT para o preenchimento de cota mínima de contratação de pessoa com deficiência. Ele disse que as adaptações serão providenciadas.


“Apesar de nossa empresa já cumprir a cota mínima, pois nosso quadro tem 25 funcionários com deficiência, vamos elaborar para que as adaptações na acessibilidade dos locais de trabalho sejam feitas nos prédios construídos anteriormente”, prometeu Azevedo.


O procurador do Trabalho Rafael Mondego disse que além da determinação para o cumprimento do percentual de contratação, as empresas foram orientadas a oferecer ambientes em condições físicas e sociais para que as pessoas com deficiência exerçam as funções. 


Segundo o MPT, as empresas têm um prazo de 30 dias para realizar a contratação.


A Lei Federal nº 8.213/91, nomeada como Lei de Cotas, obriga as empresas com mais de 100 funcionários a incluírem pessoas com deficiência (PCD) ou beneficiário reabilitado no seu quadro de efetivos.

 
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24 de set. de 2015

Ministério do Trabalho promove mobilização para incluir trabalhadores com deficiência no RJ

 


O Ministério do Trabalho e Emprego, de forma integrada à Agenda do Trabalho Decente e ao Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Viver sem Limite), promoverá no dia 25 de setembro, sexta-feira, o “DIA D” – Dia Nacional de Inclusão Social e Profissional das Pessoas com Deficiência e dos Reabilitados do INSS, em todo o Brasil. 


O objetivo é potencializar as ações voltadas para a inclusão social da pessoa com deficiência, especialmente no mercado de trabalho.


No Rio de Janeiro, o evento será realizado de 10 às 16 horas, no Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAD), 3º andar, com palestras, apresentações e cadastramento de pessoas interessadas nas ofertas de vagas de emprego. O CIAD fica na Av. Presidente Vargas, 1.997, Centro.


A iniciativa é uma parceria do MTE com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Ministério da Previdência Social, o Ministério da Saúde, a Casa Civil da Presidência da República, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI).


Para mais informações sobre o Dia D, acesse o portal do MTE.

 
Fonte: INES / Vida Mais Livre  



21 de set. de 2015

Google Brasil promove programa de recrutamento de pessoas com deficiência

Cinco integrantes do Comitê de Pessoas com Deficiência do Google


O Google Brasil anunciou seu primeiro programa de recrutamento de pessoas com deficiência. 


Por meio do projeto, a empresa oferece canal dedicado a pessoas com deficiência que demonstrem interesse em trabalhar nos escritórios de São Paulo e Belo Horizonte e que queiram dividir com a companhia um pouco mais sobre seu perfil profissional.


“Tornar sua força de trabalho reflexo fiel da população dos países nos quais estão inseridas é um desafio para empresas no mundo todo. No Google, nós acreditamos que isso não só nos deixa mais preparados para entender as diferentes perspectivas dos nossos usuários, como também é a coisa certa a fazer. Por isso, estamos sempre buscando maneiras de nos tornarmos uma companhia mais diversa e inclusiva”, afirmou o especialista em línguística do Google Brasil e líder do Comitê de Pessoas com Deficiência, Pablo Pacca.


A iniciativa lançada na quinta-feira, 17, ajudará a equipe de recrutamento da gigante das buscas a identificar mais pessoas com deficiência que se encaixem em vagas abertas hoje e no futuro. 


Podem participar candidatos com ensino superior completo (ou com conclusão prevista até 2016) e fluência na língua inglesa – utilizada nos processos de seleção e na comunicação dentro da empresa.


Segundo publicado no blog da companhia, não existem vagas exclusivas e todos os candidatos serão avaliados pelos mesmos critérios. 


“Buscamos profissionais com histórias que demonstrem liderança, capacidade de resolução de problemas e identificação com os valores e a cultura do Google - o que chamamos de Googleyness”, informam os responsáveis pelo programa.


O recrutamento de pessoas especiais se soma aos esforços da companhia para transformar seus escritórios em ambientes em que, cada vez mais, todas as pessoas realizem seu potencial pleno. 
  
 
“Tenho paralisia cerebral e, como líder do Comitê de Pessoas com Deficiência, sou árduo defensor de medidas para evitar a exclusão de todas as minorias, dentro e fora do Google. Remover barreiras é parte do caminho para que um dia todos possam construir a própria prosperidade”, declara Pacca.