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25 de nov. de 2016

Jacques Janine recebe idosos carentes para dia de beleza








Valorizar a beleza da terceira idade, resgatar a autoestima e afastar a sensação de abandono familiar de idosos. 


São esses os objetivos do Mutirão da Beleza, iniciativa social promovida pelo Jacques Janine – primeira rede de salões de beleza da América Latina – em parceria com o Projeto Velho Amigo


Na 19º edição desta ação social, que acontece no dia 28/11, das 9h às 17h, na Académia Jacques Janine no bairro do Jardins, em São Paulo (SP), profissionais voluntários irão se unir para atender gratuitamente 200 idosos carentes com serviços de coloração, corte, escova, manicure, pedicure e maquiagem. 


“Não há como mensurar a importância do projeto Mutirão da Beleza para o Jacques Janine e seus colaboradores. Queremos levar mais cor e beleza para a vida dos participantes e reverberar a solidariedade. Esperamos que esta ação inspire o empresariado para poder transformar vidas e resgatar valores que contribuam para a construção de uma sociedade mais humana e com igualdade de direitos”, explica Diane Goossens, diretora da Académie Jacques Janine. 


O Projeto Velho Amigo é uma associação não governamental e sem fins lucrativos que contribui para o melhor funcionamento de instituições de longa permanência. 


Desde 1999, a instituição assiste cerca de 1.300 pessoas, promovendo ações que fomentam a participação social de homens e mulheres na terceira idade, por meio da educação, do esporte, da cultura, do lazer e da melhoria da qualidade de vida dos idosos, como forma de resgatar a sua dignidade e autoestima. 




Fonte: Revista Incluir


 

8 de nov. de 2016

Jovem que perdeu os braços ensina makes no YouTube



Kaitlyn Dobrow é uma YouTuber americana de 21 anos que está quebrando barreiras desde o ínicio deste ano, ensiando em seus vídeos tutoriais de maquiagem, mesmo não tendo os braços. 


Há dois anos a americana lutou contra uma meningite bacteriana severa, e por causa da doença, precisou amputar os braços e as pernas. 


Kaitlyn reúne mais de 7 mil inscritos no seu canal e no Instagram, mais de 72 mil seguidores consideram Kaitlyn uma verdadeira inspiração. 


Confira:



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   Fonte: Revista Incluir
  





2 de ago. de 2016

Minidocumentário fala sobre indústria da moda para pessoas com deficiência


  
MEU CORPO É REAL  é um minidocumetáriao que reúne pessoas com diferentes tipos de deficiência em um ensaio fotográfico para tratar sobre a indústria da moda.


Com o objetivo de tornar a moda inclusiva, a campanha foi promovida pela blogueira e estilista Michele Simões do blog Guia do Viajante Cadeirante e do evento Fashion Day Inclusivo. Ela sofreu um acidente em 2006 e se tornou cadeirante.


“Nós somos corpos invisíveis para a moda.Não é todo mundo que tem o padrão Ken", relata a estilista e um dos participantes do documentário afirma


O vídeo mostra os problemas e desejos que pessoas com deficiência enfrentam ao lidar com moda. 


"Todas as roupas eu tenho que ajustar. Se tenho que ajustar, é porque a indústria não está preparada para me atender", aponta uma das entrevistadas.


Michele conclui: Que se a moda tem um padrão hegemônico. Será que é só esse corpo que existe? Então nosso corpo não existe.


Veja a seguir o vídeo do minidocumentário






Fonte: Diversidade na Rua


28 de jul. de 2016

As Implicações e Limitações do Vestuário de Moda para Mulheres Cadeirantes



No ano de 2009 quando eu estava ainda escolhendo o tema do meu trabalho de conclusão de curso, certa vez eu estava na faculdade e vi um guri numa cadeira de rodas.


Comecei a pensar na questão do vestuário, como seria, se os cadeirantes tinham interesse no assunto, se a roupa é a mesma...enfim, fiquei cheia de dúvidas e ali eu já sabia qual seria o tema!


Comecei a pesquisar vários assuntos e entrei em contato com meu amigo Luiz Claudio Portinho que é paraplégico que me ajudou muito.


Ele me passou nome de lugares onde eu poderia encontrar mulheres com deficiência para realizar uma pesquisa sobre o meu trabalho.


O nome do meu TCC foi “As Implicações e Limitações do Vestuário de Moda para Mulheres Cadeirantes".


Fui atrás de várias mulheres para conversar sobre isso, visitei uma instituição em Canoas e tive a sorte de falar com atletas da Paralimpíada, pois as mesmas estavam participando de uns jogos, consegui falar com mulheres de várias regiões do país.


Bom, a conclusão que cheguei ao realizar este trabalho foi que todas as mulheres tinham interesse em moda, mas todas tinham dificuldades de encontrar um vestuário adequado.

 
Este trabalho foi apenas teórico, pois na ocasião só era permitido isso (ainda bem que mudou,né!), mas foi de extrema importância pra mim, pra "viver na pele" o que elas vivem, sentem, resolvem, enfim, descobri o quanto era importante existir este vestuário que é tão esquecido pelos estilistas e indústrias da moda no país.


Até já tinha alguns vestuários inclusivos na Europa e EUA, mas ainda assim era muito pouco.


Em 2010 pude colocar em prática minhas "descobertas", fui convidada para fazer um desfile no Donna Fashion Iguatemi e não tive dúvidas que ali seria a grande estreia.


De todas as mulheres que conversei, uma delas em especial virou uma grande amiga: A Juliana Carvalho, que é paraplégica. Ela aceitou na hora e fiz um look para ela com algumas adaptações.


O desfile inteiro era com saias, vestidos e uma bermuda, mas a Juliana me pediu para usar calça. Fiz uma calça estilo alfaiataria com elástico na cintura e uma abertura discreta para a sonda.


O tecido escolhido foi algodão com elastano. A camisa, também em algodão com elastano e preta, tinha fechamento em velcro e decote nos seios, onde aplicava-se uma espécie de colete com o trabalho em patchwork como apareceu em vários looks da coleção.


Fiz também uma clutch com elástico para segurar. Ficou lindo e foi uma experiência incrível.


Fonte: Diversidade na Rua


 

22 de jul. de 2016

Projeto Superação realiza 7º Desfile Inclusivo em Piracicaba





No dia 02/08 às 19hrs,será relalizado a 7ª edição do Desfile Inclusivo. A iniciativa do Projeto Superação, com apoio do Vereador André Bandeira em parceria com o Shopping Piracicaba.


Objetivo 



Incentivar a inclusão da pessoa com deficiência às passarelas, com modelos que possuem  diversas deficiências(dentre eles pessoas cegas, surdas, cadeirantes, autistas e síndrome de Down)  reunimos importantes marcas parceiras do evento que cedem trajes para os modelos. 


Além de promover a inclusão e propiciar um momento único de integração, também tem como objetivo trabalhar com a autoestima dos participantes. 


Toda produção, maquiagem e roupas estimulam o sentimento de inclusão.


Informações sobre o evento


Quando: 02/08/2016

Horário: 19:00hrs

Onde Shopping Piracicaba 

Endereço: Av.Limeira,722 - Areião - Piracicaba/SP.

Telefone: (19)3403-3833
 

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24 de jun. de 2016

Jacques Janine promove curso de automaquiagem para cegas




A incerteza de saber se a maquiagem está boa é uma dúvida que assola todas as mulheres que se produzem. 


Para as mulheres cegas, há todo um ritual: tocar o próprio rosto e sentir onde sobrancelha, lábios, olhos começam e terminam para passar sombra, blush e batom. 


Para promover a independência e beleza das mulheres com deficiência visual, os salões Jacques Janine e a Laramara (Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual) criaram um curso de automaquiagem ministrado por especialistas.


A primeira turma foi encerrada na quarta-feira, 15, e já existe uma fila de espera de 40 pessoas para a próxima, prevista para agosto. 


Em seis aulas teóricas e práticas, as alunas aprendem desde preparação da pele, passando pelas funções dos produtos, até truques de como delinear os olhos – um dos grandes desafios da maquiagem para qualquer um.


“Esse curso me fez pensar a maquiagem de uma maneira diferente. Faz você se sentir mais bonita independentemente de você estar se vendo ou não. Nós que estamos nos vendo sempre no espelho nunca pensamos nisso”, diz Chloé Gaya, maquiadora e consultora de imagem do Jacques Janine.


Geisa Souza Santos, 37 anos, ficou cega aos 26 em decorrência de um glaucoma, e afirma que o curso elevou sua autoestima. 


“Ganhei mais autonomia e independência. Fiquei dez anos sem tirar os óculos escuros, mas agora me encorajei. Posso me maquiar e me sentir tão bonita quanto as outras mulheres”, conta.


Para a massoterapeuta Débora Perossi, de 56 anos, a maquiagem ajuda também no âmbito profissional. 


“Estou me sentindo mais confiante com minha aparência para atender meus clientes”, afirma. 


A Laramara percebeu que as pessoas com deficiência visual atendidas pela associação tinham a necessidade de aprender mais sobre automaquiagem durante as atividades da vida cotidiana.


“Sabemos que não é só a maquiagem que vai definir a autoestima de uma pessoa, mas ela contribui muito para elas se sentirem mais felizes”, coordenadora do Programa do Jovem e do Adulto, Cecília Maria Oka. 


A instituição Laramara também ensina técnicas para que pessoas com deficiência lidem com situações do cotidiano, como limpar a casa, cozinhar, estudar e cuidar da própria higiene pessoal.


 
 
 
 
 

1 de abr. de 2016

Modelo com distrofia muscular é estrela de nova campanha da marca de Beyoncé



No mundo do entretenimento, empoderamento feminino e negro tem um nome: Beyoncé.


A artista lidera a lista de ações assertivas dentro do tema, como com seu último single, Formation, e a apresentação ao vivo da canção no Super Bowl este ano.


E para mostrar que também abraça a causa da inclusão, a diva pop convidou Jilian Mercado, modelo com distrofia muscular, como o rosto da nova campanha de sua marca.

 
Sobre cadeira de rodas, Jilian (que também é editora de um site de moda) é uma das três modelos que vestem camisetas, moletons, bonés e outras peças da linha de Beyoncé na loja online e que aparecem em destaque logo na primeira página do site.


Em seu Instagram (@jilly_peppa), a modelo comemorou o novo trabalho:“OK LADIES now let’s get in FORMATION. Estou eufórica por finalmente anunciar que estou no site oficial da Beyoncé!”.



Fonte: BrasilPostVida Mais Livre


11 de mar. de 2016

Pessoas com deficiência viram modelos em projeto de moda em Rio Preto




Profissionais voluntários de São José do Rio Preto (SP) se reuniram para fazer um trabalho diferente com pessoas com necessidades especiais


Juntos eles produziram um editorial de moda chamado "Moda Eficiente" com pessoas que têm alguma deficiência física e pretendem expor o trabalho em todo o Brasil. O ensaio foi feito no fim de fevereiro.


O 'Moda Eficiente' foi criado pela publicitária e produtora de moda Fabíola Forni junto com o professor de dança inclusiva Guto Rodrigues. 


Os dois tiveram a ideia de chamar a atenção para o tema e incentivar a inclusão social


“Me incomoda passear por diversas lojas de shoppings e nunca encontrar um manequim em cadeira de rodas, sem um braço ou com qualquer outra deficiência. Isso me chama a atenção porque trabalho com pessoas lindas e a deficiência é apenas um detalhe ao meu olhar”, afirma o professor de dança.


A produtora de moda Fabíola Forni diz que a ideia do projeto foi intuitiva. 


"Tudo começou com uma foto que o Guto me mandou de uma modelo cadeirante, que participou da semana de moda de Nova Iorque. A ideia é usar a linguagem da moda para influenciar toda a sociedade para que os deficientes tenham uma visa, de fato, eficiente, igualitária", afirma.


Fabíola acredita que se cada confecção tivesse pelo menos uma peça produzida especialmente para as pessoas com deficiência o cenário já mudaria. 


"Se manequins fossem expostos sentados, se tivessem a oportunidade de participar de catálogos, desfiles. Enfim vejo inúmeras possibilidades porque existem muitos casos de superação", diz.


Entre os envolvidos no projeto está a gerente comercial Ana Paula Piccirillo Sanghikiani. Ela não é modelo profissional, mas ficou à vontade diante das câmeras. 


“Sempre fiz trabalhos relacionados com a moda, mas sempre na parte burocrática de vendas. Neste projeto sou protagonista e estou amando”, diz.


Há dois anos, Ana Paula sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e ficou com o lado esquerdo do corpo todo paralisado. 


“A vida muda muito depois de um problema como este. Estava trabalhando e tive que me afastar, além de uma série de fatores que mudaram na minha vida”, comenta.


Depois do AVC, ela passou a enfrentar a mesma realidade com a qual o jogador de basquete Paulo Jatobá convive desde os 10 anos de idade, quando levou um tiro acidental e perdeu os movimentos das pernas. 


Após o acidente, ele conheceu o esporte e virou um dos melhores jogadores de basquete sobre rodas do Brasil. 


“Tenho um alicerce chamado família que me deu todo o apoio. Voltei ao esporte porque me proporciona reintegração à sociedade e me faz ver a vida como ela é”, diz.


As fotos do ensaio foram feitas pelo fotógrafo Claudio Sartor, que tentou captar o melhor ângulo de cada modelo.


“É um trabalho fantástico, sentimental e até mesmo emocionante. É uma novidade para mim. Uma experiência única”, comenta.


Além das fotos, o projeto contará com um vídeo documentário produzido pelo cineasta Fernando Macaco. Será uma espécie de making off com as reações dos modelos e os melhores momentos entre um click e outro. 


“O convite foi feito para que trouxéssemos um olhar mais sensível e humano para a questão da deficiência. Atualmente, não há muitos trabalhos voltados para essas pessoas”, afirma.


O ensaio fotográfico será exposto em várias cidades do Brasil e até no exterior, porque o objetivo é alcançar o maior número de pessoas possível, de acordo com os idealizadores. 


“É de uma importância única. Não tem como mensurar a necessidade de colocar essas pessoas com deficiência para circular nas mídias”, diz uma das modelos do ensaio, a atriz Vanessa Cornélio.


A artista plástica rio-pretense Norma Vilar cedeu o espaço de sua galeria para a realização das fotos e vídeos. Ela diz que o projeto busca transformação e é esta a sensação que ela espera despertar nas pessoas. 


“Vejo o desejo de transformação, de humanização e de igualdade entre todas as pessoas”, diz Norma.
   

Fonte: G1Vida Mais Livre



20 de nov. de 2015

Workshop sobre Deficiência e Beleza




No dia 03 de dezembro, comemorado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, quinta-feira, das 14 às 16 horas, no espaço do LAB na Mercur, será realizado um Workshop sobre Deficiência e Beleza com Carlena Weber.

 
Vamos conversar sobre o mercado que envolve produtos de beleza e de que forma ele interage com as pessoas com deficiência. Além disso, vamos ver como é possível se maquiar utilizando algumas adaptações.


A blogueira Bruna Rocha Silveira, responsável pelo blog Esclerose Múltipla e eu, fará a mediação do encontro.


As inscrições já estão abertas e são gratuitas.
 

Para se inscrever, é preciso acessar este link: http://bit.ly/1S3JRTy


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Workshop sobre Deficiência e Beleza


Quando: 03/12/2015

Horário: 14hrs às 16hrs

Onde: Espaço Lab Mercur

Endereço:



 
 
 

10 de nov. de 2015

Salão na Itália ensina mulheres cegas a cuidar da própria beleza sozinhas


Um salão de cabeleireiros em Milão, a capital da moda italiana, oferece cursos de beleza para mulheres cegas que querem cuidar da própria aparência sozinhas. 


A ideia nasceu da amizade entre a proprietária do centro de beleza, Tiziana Ghislotti, com uma deficiente visual.


"Um dia eu estava na academia de ginástica secando meus cabelos e a Tiziana se aproximou oferecendo ajuda para enxugá-los. A princípio fiquei um pouco ofendida, porque apesar de ser cega, posso usar o secador sozinha. Mas logo depois, a sua naturalidade e simpatia me conquistaram", conta à BBC Brasil Florinda, de 34 anos, funcionária de uma Consultoria de Recursos Humanos.

Meses depois, enquanto dava conselhos à amiga sobre como escovar os cabelos em casa, Tiziana percebeu que poderia ser útil a outras deficientes visuais. 


A partir daí, ela elaborou os cursos gratuitos realizados no próprio salão, duas vezes ao mês, depois do expediente.


"Não é um trabalho fácil, é um desafio para mim e para as minhas assistentes. Até conhecê-las, a gente não fazia ideia das inúmeras dificuldades que as pessoas cegas enfrentam cotidianamente para realizar até mesmo os gestos mais simples.Mas no final, quem ganha somos nós, que passamos a conhecer uma realidade diferente", afirma Tiziana, que é proprietária de um dos salões de beleza mais movimentados da cidade.

Durante os encontros, que duram cerca de três horas, cada assistente se dedica a duas alunas. 


'As instruções para penteados e maquiagens são personalizadas, com base no tipo de cabelo e de pele, biotipo, estilo de vida e, naturalmente, gosto pessoal". 


Elas se cuidam muito, querem se informar sobre os produtos, sobre a moda. São mulheres que trabalham, são dinâmicas e esportivas. É importante que elas tenham em quem confiar, afirma Tiziana, que tem 40 anos de profissão.


A aparência conta



Para Florinda, que perdeu a visão aos 20 anos por causa de uma doença degenerativa, é importante manter um bom aspecto.


"Sei que todos me olham porque sou diferente, porque caminho com uma bengala branca. E já que sou constantemente alvo de atenção, quero que me vejam não apenas como deficiente, mas como alguém de boa aparência. Afinal, vivo em mundo de pessoas que enxergam."


Ela afirma que estar bem penteada e com as mãos cuidadas a fazem sentir-se bem. 


"No curso aprendi um segredo precioso para enxugar os cabelos com o secador sem que eles se armem. E funciona realmente. As sugestões que nos dão são muito válidas. Agora, quando chego ao escritório, os colegas notam e elogiam cada pequena diferença no meu visual."

Florinda passou a praticar esportes depois de perder a visão. Ela e o marido, com quem é casada há 9 anos e que também é cego, participaram da Paraolimpíada de Londres, em 2012. Ele, como campeão de beisebol, ela de canoagem. Recentemente, Florinda aprendeu a esquiar.


"Sou muito esportiva e não abro mão do que posso fazer com autonomia para ficar mais bonita, como pentear-me e vestir-me bem. E apesar de ter um pouco de dificuldade em me maquiar, uso um pouco de base, rímel e um brilho nos lábios."

Confiança



Também para Giovanna Gossi, de 49 anos e cega desde a infância por causa de um glaucoma congênito, a aparência conta e muito.  


"Para quem não pode se ver no espelho, a preocupação com o próprio aspecto é ainda maior. Não vejo meu rosto e, portanto, tenho que confiar nas pessoas ", diz a telefonista de um instituto financeiro.


No curso, além de técnicas específicas para escovar ou amarrar cabelos finos, ela recebeu sugestões de maquiagem e conselhos para substituir alguns cosméticos por produtos mais fáceis de serem utilizados, como trocar a base líquida pelo pó compacto.


"Nas aulas, desenvolvemos um método que agradou a todas. Basta passar o pincel no estojo de pó três vezes e iniciar a aplicação abaixo das bochechas, de dentro para fora, duas vezes em cada lado do rosto, depois espalhar pela testa, descer passando pelo nariz até o queixo, sem deixar nenhuma parte de fora, e esfumaçá-lo no início do pescoço", ensina.

 Combinando cores


Também em Milão, Giovanna e outras deficientes visuais fizeram um curso com uma personal shopper de quem receberam dicas de como comprar roupas adequadas a cada fisionomia e estilo, além de aulas de postura e lições sobre como caminhar de salto alto. 

"É claro que quando você corre para pegar o 'tram' (espécie de bonde sobre trilhos, comum em Milão), vai tudo por água abaixo", brinca.

Exigente e atenta às novidades da moda, Giovanna recorre a uma amiga na hora de ir às compras e combinar cores. 


"Não posso usar somente preto e branco porque são cores que, juntas, ficam sempre bem. Há muitos outros tons que podem ser misturados".


E embora o namorado não seja deficiente visual, Giovanna diz não confiar no seu gosto.


"Jamais vou sair para comprar roupas com ele. Porque qualquer coisa que eu vista, até uma camisa de homem, o comentário dele é sempre o mesmo. 'Belíssima!' ".


Fonte: BBC BRASIL



15 de set. de 2015

Pessoas com deficiência quebram tabus e conquistam espaço na moda





Desde que a sua mãe criou uma página no Facebook, em maio deste ano, o nome de Madeline Stuart tem sido falado em todo o mundo. 


A garota australiana perdeu 20 quilos para realizar o sonho de ser modelo. Várias fotos da moça mostram, nas redes sociais, o feito, que vem rendendo bons frutos, como a oportunidade de desfilar no maior evento de moda dos Estados Unidos, o “New York Fashion Week”. 


Ela tem 18 anos, cabelos longos e ruivos e é portadora da síndrome de Down. Sim, a deficiência é meramente uma característica da modelo. 


A perseverança, com certeza, fez a diferença, não somente pela condição genética, mas, também, por ser mesmo uma carreira difícil – e que exige sacrifícios e empenho.
 
E, para quem ainda não sabe, Madeline não é exclusiva no meio. No exterior, outras garotas que fogem ao padrão convencional de beleza têm sido fonte de inspiração e modelo a ser seguido.
 
No Brasil, porém, há um campo imenso a ser explorado, como aponta Adriana Buzelin, 36 anos. Ela é a primeira modelo cadeirante de Minas Gerais.

 

É preciso investir



Antes de sofrer o acidente automobilístico que a deixou, inicialmente, tetraplégica, aos 19 anos de idade, Adriana era modelo fotográfica. 


Com a vida transformada, este plano foi deixado de lado. Anos mais tarde, por pura vaidade pessoal, como conta, ela teve a oportunidade de fazer uma sessão de fotos.
 
O resultado do trabalho foi apresentado a Kica de Castro, proprietária da única agência de modelos com deficiência. 


“Ela não gostou, mas não desisti. Um tempo depois, a Kica percebeu que eu poderia, sim, ser modelo”, recorda Adriana.
 
Segundo Adriana não é todo mundo que pode ser modelo. Existe um padrão de beleza e é preciso estudar para isto. Por isto, antes de tudo, como toda modelo, Adriana investiu em cursos como expressão artística e postura em frente à câmera. E adquiriu uma cadeira de rodas bonita esteticamente. 


“A cadeira é como um acessório de moda, assim como as muletas, por exemplo, e não pode ser feia”, opina.

Mercado


Segundo Adriana, os eventos de moda convencionais de Minas ainda não abriram as portas para as modelos que, por algum motivo, não seguem todos os padrões estabelecidos pela indústria da moda contemporânea.


Por enquanto, a maior parte das oportunidades vem de eventos segmentados, isto é, exclusivamente para quem tem deficiência. 
  
 
“Isso acontece não só por preconceito, não; mas por falta de informação também. Então, cabe a nós, modelos e agências, batalharmos por este espaço”.

Apesar das dificuldades, Adriana avalia que o mercado abriu um pouco nos últimos dois anos, especialmente em São Paulo. 


“É legal apostar na igualdade, está na moda. Só espero que esta moda não passe”.

 

Miss cadeirante prova que toda diversidade é bela


Em 2007, depois de trabalhar num centro de reabilitação, a fotógrafa Kica de Castro atinou para um nicho a ser explorado no Brasil: agência de modelos com deficiência. Oito anos depois, ela continua sendo a única no mercado.

 
Verdadeiro filão, a empresa tem obtido bons resultados. Contudo, Kica considera que há muito preconceito a ser quebrado, pois a maioria dos trabalhos ainda é para eventos segmentados.
 
Outro problema é a tentativa de mascarar a deficiência, ao retirar os aparelhos ortopédicos de cena. 


“Os modelos têm que ser vistos como são, sem o olhar de piedade e de que são heróis. São pessoas batalhando no mercado de trabalho”, pontua.

Cadê os homens?



Atualmente, Kica agencia 83 modelos. A grande maioria, mulheres. 

“Existe a cultura na qual a mulher é uma ‘escrava’ da ditadura da moda. Então, a procura delas é maior. E os homens, em geral, têm preconceito com isto”, diz.

 
Mesmo que tenha um número representativo de modelos no portfólio, Kica afirma que poucos conseguem se sustentar apenas com este trabalho. 


“Eles possuem outras atividades para completar a renda”, informa.

Primeira miss



Caroline Marques, 34 anos, agenciada por Kica, é uma das exceções, já que consegue viver apenas da carreira. 


Desde pequena ela pensava em ser modelo. Porém, em 1991, ficou paraplégica num acidente automobilístico e quase viu o sonho escorregar pelas mãos. “Achei que este sonho tinha acabado”.
 
No entanto, em 2007, ela começou a fazer editoriais, campanhas e desfiles – inclusive, subiu na passarela do São Paulo Fashion Week em 2011 – e despontou. A grande surpresa ainda estava por vir: foi nomeada a primeira Miss Brasil Cadeirante (2015). 


“Fiquei em êxtase. A honra de representar o nosso país, ser coroada e receber a faixa, não tem explicação”.


Sucesso alcançado, Caroline conta que, hoje, quem falou “não” a ela, no passado, pede desculpas por não ter visto além das “aparências”. 


“A sociedade determina o que é belo, mas estamos aqui para mostrar que o belo é toda a diversidade humana. Mesmo levando não, nunca desisti de lutar pelos meus sonhos. Busquei orientações, estudei, fiz a minha parte e nunca fiquei no papel de vítima”.

Nos palcos



Há pessoas com deficiência conquistando espaço também na dramaturgia. Envolvida com a causa da inclusão social desde o início da adolescência, a paulista Tathiana Piancastelli, 31 anos, tem Síndrome de Down, o que nunca a impediu de mostrar o seu talento em peças de teatro e como apresentadora de TV, do programa “Ser Diferente”.
 

Entre os seus trabalhos, está a peça “Menina dos Meus Olhos”, escrita e protagonizada por ela, na qual atua com 10 atores sem a síndrome. 


Sucesso em Nova York, o espetáculo deve seguir para Inglaterra e Holanda no próximo ano. 


“Agora, estamos trabalhando para trazê-la para o Brasil também em 2016”.

Modelo surda é destaque



A brasileira Brenda Costa arranca suspiros por onde passa. Linda, alta e magra, ela tem os atributos perfeitos de uma modelo de passarelas. 


No entanto, por ser surda enfrentou preconceitos no mundo da moda. Em entrevista ao site Terra, ela contou que todos falavam da sua beleza, contudo, um “mas” sempre vinha após o elogio. 


Segundo Brenda, devido à deficiência questionavam o seu potencial, com perguntas do tipo: “mas como consegue trabalhar, saber o que o fotógrafo precisa? 


Na passarela, também duvidavam que eu pudesse andar no ritmo”, disse. Apesar dos obstáculos, ela nunca desistiu. 


Com 32 anos, casada com o bilionário Karim Al-Fayed (herdeiro da Harrods e do Hotel Ritz, e também deficiente auditivo), mãe da pequena Antônia, ela é, hoje, uma referência no universo da moda.

 

Canadense com vitiligo se torna top



A canadense Chantelle Brown-Young, 21 anos, é a primeira modelo com vitiligo (doença de pele caracterizada por perda localizada da pigmentação) do mundo. 


Conhecida como Winnie Harlow, a top quebrou tabus e tem feito desfiles e campanhas publicitárias. Em seu site, ela conta que sempre sonhou se tornar uma super modelo internacional, porém, teve que enfrentar muito preconceito. 


“Apesar de ter sido rejeitada por todas as agências de modelagem de Toronto, os designers, fotógrafos e diretores da área começaram a ver a beleza que o resto do mundo deveria ver”, diz o site.


 

19 de mar. de 2015

Calça Jeans Thermoelast: Visual do jeans e conforto do moletom

 

Antenada com os rumos da moda e do mercado através da busca de tecnologia de ponta, a Lado B Moda Inclusiva, passa a oferecer um jeanswear com visual moderno, confortável, com toque ultramacio e com aparência de um moletom. 


O denim é uma forte tendência mundial e são desenvolvidos com avançado processo tecnológico Thermoelast, proporcionando ajuste perfeito ao corpo e maximizando a amplitude de movimento.

 
A empresa lança num primeiro momento calças e bermudas masculinas adaptadas com o denim azul nas lavagens clara e escura e em breve também algumas opções de cores: azul-escuro, verde, marrom e preto. 

 


Compre através do link: www.ladobmodainclusiva.com.br


Mais informações: contato@ladobmodainclusiva.com.br 



Fontes: Rede Saci  Lado B Moda Inclusiva


 

11 de nov. de 2014

Atleta paralímpica vira modelo e surpreende com perna mecânica em desfile

Foto de Marinalva desfilando com meiô vermelho e sua prótese
A beleza e o corpão definido da atleta já seriam suficientes para chamar atenção na passarela, mas ao aparecer usando um ousado maiô vermelho e uma prótese mecânica na perna esquerda, a paranaense Marinalva Almeida, 37, causou furor no desfile da Casa de Criadores, importante evento de moda que aconteceu na semana passada em São Paulo.


O modelo cheio de fendas é da nova coleção do estilista Fernando Cozendey, que selecionou tipos não convencionais para desfilar nesta edição. 


Já a perna mecânica é uma das quatro próteses que a atleta paralímpica de vela costuma usar no seu dia a dia, seja em passeios com o namorado ou com os três filhos, seja para dar suas palestras motivacionais.


As peças foram sendo colecionadas nos últimos anos. 


Duas delas foram doadas no ano passado por uma ONG norte-americana, que se encantou com a morena quando ela foi provar uma prótese em Los Angeles. 


"Cheguei lá com um vestido fino e salto de 15 centímetros. O médico disse que se eu conseguia usar aquele sapato, eu usaria qualquer prótese. Então ganhei uma com salto também. Tive muita sorte", conta.


Outra, foi doada por uma empresa de Sorocaba (SP), cidade onde a atleta começou a trabalhar como modelo. Já a quarta, veio da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, ligada ao Hospital das Clínicas, na capital paulista.


"Sou recordista brasileira de salto em distância e no dardo. Fazia corrida de rua de muletas. Essas habilidades me deram um portfólio legal para conseguir a prótese. Cheguei a usar algumas que me machucavam, então queria a melhor, mas não podia pagar de R$ 45 mil a R$ 70 mil em cada uma", explica.


As pernas mecânicas foram um impulso importante para que Marinalva ganhasse ainda mais projeção, embora nunca tenha se curvado aos olhares de pena, que, segundo ela, são "comuns para os deficientes". 


"O que vai determinar o olhar do outro, sendo deficiente ou não, é a postura que a pessoa tem. Se você não se impõe, não se cuida, as pessoas vão te olhar com desprezo", analisa.


O discurso cheio de autoestima e os detalhes que dá sobre sua vida fizeram com que ela fosse chamada para dar palestras sobre superação. Sua recente aparição também lhe rendeu um convite para desfilar em Milão, na Itália. Mas ela atribui seu sucesso ao esporte. 


"Ser esportista me ajudou a me valorizar mais, ser mais forte física e psicologicamente", explica.


O acidente que lhe custou a perna esquerda aconteceu quando ela tinha 15 anos e dirigia uma moto em Campo Grande (MS), onde morava desde os quatro anos, depois de partir de Santa Isabel de Ivaí (PR) com a família. 


Foi na capital do Mato Grosso do Sul que ela descobriu habilidades ainda não exploradas de seu corpo e passou a treinar no Centro Educacional Multidisciplinar ao Portador de Deficiência Física (CEMDEF) da cidade.


"Eu aprendi a nadar depois do acidente. Fiz natação, tênis de mesa, arremesso de dardo, disco, peso e até halterofilismo. Queria me descobrir, saber o que eu podia e o que não podia", conta.


Os treinos de atletismo, apenas interrompidos nos momentos em que ficou grávida dos meninos que hoje têm 6, 16 e 18 anos, culminaram com a participação de Marinalva na corrida de São Silvestre, em 2012. 


Ela completou a prova em menos de duas horas, usando muletas, e chamou a atenção. Veio então o convite para fazer parte da equipe brasileira de vela adaptada, que agora a levará para os Jogos Paralímpicos de 2016.


Fonte: UOL