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28 de nov de 2016

Marcos Mion lança livro em homenagem ao seu filho nesta quarta-feira

O apresentador Marcons Mion, lança nesta quarta-feira dia 30/11 o seu primeiro livro A escova de dente azul em homenagem ao seu filho Romeo que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), na Livraria Cultura, no Shopping Iguatemi, Jardim Europa, em São Paulo (SP) às 18h30. 


Em dezembro do ano passado, Mion publicou em sua página do Facebook o texto: "Lições que aprendi com meu filho autista", contando sobre o presente que o filho pediu de Natal para o Papai Noel, que era a escova de dente azul e foi convidado pela editora Pandas Book a transformar essas liçoes em um livro.


"A informação do quão enriquecedor é a convivência com uma criança autista tem que chegar direto nas crianças, para que se tornem adultos melhores e que nosso filho Romeo, e todas crianças com TEA, vivam num mundo mais consciente, informado e respeitador!", comenta Mion, em sua página no Facebook.




A história é narrada pela cachorra de estimação, Pankeka, que intereje com os leitores de uma forma mais leve e descontraída, além da mãe Suzana e os irmãos. O livro é para crianças a partir de 6 anos e custa R$39,90. 







Fonte: Revista Incluir




26 de jul de 2016

Autismo é tema de debate online na próxima quarta-feira


 


De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) estima-se que 70 milhões de pessoas tenham autismo, cerca de 1% da população mundial


Crianças e adultos com essa síndrome geralmente apresentam dificuldades na comunicação verbal e não verbal, interação social e lazer e atividades lúdicas


Com isso, este tema é bastante discutido entre os educadores e familiares envolvidas na temática da pessoa com deficiência. 


Diante desse cenário, na próxima quarta-feira, dia 27/07, às 17h, o site do projeto Diversidade na Rua, da Mercur realizará um debate online com o tema Minha experiência com o Autismo” com a psicopedagoga e criadora do blog Mundo da Mi, Fausta Cristina.


Cristina falará sobre o processo de aceitação do diagnóstico e as mudanças que precisam ser feitas para ajudar as pessoas com autismo. 


As questões que envolvem a vida das famílias e das pessoas que em geral têm suas vidas tocadas pelo autismo também serão abordadas durante o debate. 


“Se tem uma coisa que aprendi é que o autismo é diferente de pessoa para pessoa, não existe receita que funcione igual para todos e ninguém ainda pode afirmar verdades”, declara a psicopedagoga.

 
Por ser aberto ao público, qualquer pessoa que tenha interesse no tema pode participar do debate, basta acessar o site (www.diversidadenarua.cc/debate)
O formato é como o de um fórum: as questões são lançadas pelos participantes e todas as respostas podem ser replicadas. Para interagir é preciso fazer um cadastro rápido e simples.


19 de jul de 2016

Palestra gratuita aborda técnica para ensino de autistas





A Neuro Saber promove aula online gratuita sobre a educação para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). 


Voltada a familiares e escolas, a palestra acontece no dia 20 de julho e aborda a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), com Felipe Tardem, psicólogo especialista em ABA.


Comprovada cientificamente, a intervenção ABA é uma forma de tratamento notável para pessoas com TEA, segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC- EUA).


A metodologia tem sido amplamente aceita entre profissionais da saúde e vem sendo aplicada em vários tratamentos clínicos e escolares. Promove ainda comportamentos desejáveis e reduz comportamentos indesejáveis de modo a gerar repertórios com uma variedade de habilidades.O progresso é seguido e mensurado.


Para Dr. Clay Brites, um dos fundadores da Neuro Saber, a Análise do Comportamento Aplicada é uma área do conhecimento que desenvolve pesquisas e aplicações a partir dos princípios básicos da ciência da análise do comportamento.


Segundo o especialista Felipe Tardem, o TEA envolve vários déficits e excessos comportamentais que afetam a forma como os indivíduos interagem consigo mesmo e com as outras pessoas.


Explica ainda que as dificuldades causadas pelo TEA podem variar desde habilidades complexas, como ler e escrever, se comunicar socialmente de maneira efetiva, até dificuldades básicas de autocuidado.


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Transmissão da palestra: “ABA e Autismo: como essa ciência pode ajudar o seu filho”

Quando: quarta-feira, 20/7
 
Horário: a partir das 20h30
 
Observação.: Para acompanhar, é necessário efetuar inscrições no site http://guiaabaparapais.com.br/inscricoes

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18 de jul de 2016

O que pode estar por trás do alto índice de autismo entre crianças brasileiras no Japão?



A garota brasileira de nove anos, que mora em Hamamatsu, na província japonesa de Shizuoka, é educada por voluntários enquanto a mãe, Arianne Hayasaka, de 33 anos, trava uma batalha provar que a filha não é autista, diferentemente do atestado pelos profissionais contratados pelo município para identificar crianças com necessidades especiais.


  Arianne e a filha Hayenne, que há 2 anos não pode frequentar a escola por causa do diagnóstico


O caso de Hayenne não é o único. Segundo dados do governo do país asiático, compilados por um grupo de ativistas e divulgados pela ONG Serviço de Assistência aos Brasileiros no Japão (Sabja), 6,15% dos alunos brasileiros teriam autismo - entre os japoneses, o índice é de 1,49%


Essa proporção muito maior de diagnósticos de autismo entre os filhos de brasileiros criou polêmica e motivou críticas até do governo brasileiro.


Os profissionais de saúde e educação ainda não conseguem explicar as razões para tantos casos. Mas Edilson Kinjo, presidente da organização sem fins lucrativos (new) SAB - Associação Amigos do Brasil, tem uma teoria: a forma como o teste é feito. 


"É claro que não temos tantas crianças autistas assim", afirma o ativista, que acompanha a questão há mais de seis anos.


Para Kinjo, muitas crianças não entendem perfeitamente o idioma japonês e acabam não respondendo aos comandos do profissional durante a avaliação, mesmo sendo ele um médico ou psicólogo. 


"O resultado é que a criança não consegue responder aos estímulos e, consequentemente, a escola conclui que ela tem necessidade especial e já a classifica como autista", diz.


Procurado pela BBC Brasil, o Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia do Japão não quis se pronunciar sobre os dados. 


"Devido à falta de uma metodologia e de outros detalhes da pesquisa, não podemos comentar. Mas explicou que a decisão de encaminhar uma criança para uma classe especial cabe ao diretor da escola. A decisão deve ser feita com base no tipo e nível de deficiência e de acordo com uma avaliação de professores experientes e o diagnóstico de médicos especialistas, que levam em consideração a questão educacional, médica e psicológica da criança", detalhou e Justificou em nota.

 

Questionamento brasileiro



Em abril, representantes do Ministério da Educação brasileiro questionaram autoridades japonesas sobre o assunto durante uma reunião do Foro Consular entre os dois países.


Para eles, os diagnósticos aparentemente estão equivocados e, assim como defende Kinjo, muitos dos casos são apenas de dificuldade de adaptação à cultura, à língua e ao sistema de ensino local.


Arianne tenta provar que a filha não precisa frequentar sala especial

Os representantes do Ministério da Educação do Japão se prontificaram a analisar a questão e solicitaram que casos concretos de diagnóstico equivocado sejam informados a seu departamento internacional.


Diante disso, o Consulado-Geral do Brasil em Tóquio deu início a uma campanha para coletar reclamações.


Para Ivan Carlo Padre Seixas, diplomata responsável pelo setor de Comunidade da Embaixada do Brasil em Tóquio, esse alto índice de crianças classificadas como autistas é apenas um aspecto da falta de uma política que integre os estrangeiros ao país. 


"Esse dado mostra a incapacidade da escola japonesa de lidar com a diversidade. Isso é uma violência psicológica brutal e que pode acabar com a vida escolar e social da criança", afirma.


Edilson Kinjo sugere que o assunto seja tratado na esfera da saúde, e não da educação, como é hoje. 


"No Japão, os dados escolares e pessoais de cada aluno não podem ser divulgados. Então, fica difícil responsabilizar alguém se houver um erro. Quando tratamos o caso como problema de saúde, podemos ter acesso aos laudos e questionar os resultados", sugere.

'Pegos de surpresa'


Kinjo pondera que há crianças que realmente precisam de atendimento diferenciado na escola - e que muitos pais não querem admitir que seus filhos possam ter autismo ou algum outro tipo de transtorno. 


"Mas há casos visíveis de crianças que foram diagnosticadas de forma errada, e até os pais são pegos de surpresa", conta. 


Foi o caso de Arianne, que não concordou com o laudo da escola sobre Hayenne. Ela procurou uma segunda opinião médica e tenta provar que a filha não precisa frequentar a sala especial. 


"O resultado (do exame) foi dislexia e deficit de atenção. Mesmo assim, eles querem mandá-la para essa classe que mistura alunos com todo tipo de transtorno e problemas, e não vai ser saudável para ela."


A batalha começou quando a família mudou de cidade. 


"Quando ela ingressou na escola primária na outra cidade, fez o teste e foi aprovada. Mas em Hamamatsu a psicóloga deu o diagnóstico de autismo", conta Arianne.


Ela tenta convencer as autoridades a aceitarem o segundo parecer médico e a refazerem os testes da filha.



 Daniel Galvão com o filho Daniel, numa foto tirada há três anos no Brasil


Daniel Galvão da Silva, de 37 anos, passou pelo mesmo problema com o filho, que também se chama Daniel e hoje tem oito anos.


"Quando ele tinha três anos, bem no momento do processo de separação da minha ex-esposa, começou a apresentar sinais de atraso no desenvolvimento cognitivo", conta.


O jardim de infância aconselhou os pais a fazerem um exame mais detalhado.


"Uma terapeuta brasileira o diagnosticou com autismo leve, e então procuramos uma clínica japonesa. Só que o médico leu a carta da professora e fez os procedimentos todos como se ele realmente fosse autista", diz Daniel.


Durante alguns meses, os pais levavam o menino para fazer terapia semanalmente. 


"Mas percebíamos que algo estava errado, porque ele não agia como as outras crianças que estavam lá."


Foi então que a mãe do garoto resolveu voltar ao Brasil. "Ela levou nosso filho para um psicólogo e psiquiatra, fez todos os exames e não deu nada. Hoje, ele leva uma vida normal no Brasil", diz o pai


Para Silva, a separação pode ter afetado emocionalmente o filho e desencadeado uma série de reações na época. 


"Como pais, a gente sempre coloca o sentimento na frente da razão, mas se o caso tivesse sido tratado mais a fundo, mais pessoalmente, teríamos tido um diagnóstico mais correto."

Aceitação

 

O psicólogo Irineu Carlos da Silva Jo, que presta atendimentos no Consultado-Geral de Hamamatsu e pela Sabja, conta que a procura de pais tem aumentado.


"O que acontece em muitos casos é um choque cultural. Às vezes, em casa os pais só se comunicam em português, e na escola só se fala o japonês. Isso pode causar um bloqueio na criança", explica.


Mas ele lembra que, além de procurar ajuda de um profissional para fazer o diagnóstico preciso, os pais precisam estar atentos aos sinais. 


"Muitos não querem aceitar que o filho possa ter um transtorno", ressalta.


                  Wilson e Kenzo: para ele, pais têm de enfrentar problema e deixar preconceito de lado 
 
Esta é justamente a grande batalha de Wilson Tadashi Karakawa, de 41 anos, que tem um projeto de integração de crianças com necessidades especiais. 


Ele usa o jiu-jitsu para tentar quebrar as barreiras do preconceito em relação ao autismo e a outros transtornos.


"O primeiro grande obstáculo é justamente os pais aceitarem a condição do filho", diz o brasileiro.


Seu filho Kenzo, de 11 anos, foi diagnosticado com autismo. O garoto pratica o esporte do pai e é destaque em campeonatos no Japão e em outros países. 


"Vejo muitos profissionais reclamando do grande número de diagnósticos errados. Acho isso muito irresponsável e perigoso", afirma ele.


Para Karakawa, alguns pais não querem aceitar o problema de seus filhos e acabam se convencendo de que as análises japonesas estão realmente erradas.


"Isso pode prejudicar profundamente a vida da criança, pois ela não vai ter o tratamento adequado."


Fonte: BBC BRASIL

 

1 de jun de 2016

Menino com autismo combate seus medos lendo pra animais de abrigo

À esquerda da foto, Jacob lê para um cachorro que está dentro de uma gaiola.


Crianças com autismo costumam ter dificuldades de socialização e não se adaptam facilmente a ambientes com muito barulho ou estímulos visuais. 


Porém, o convívio com animais pode ser bastante benéfico para os pequenos que convivem com o transtorno – é o que diz um estudo da Universidade de Missouri citado em matéria da Veja


Mais do que apenas pesquisas, a experiência também mostra que essa fórmula dá certo, como no caso do menino autista Jacob Tumalan, de seis anos.


Toda a quinta-feira, Jacob visita o abrigo de animais Carson, em Gardena, nos Estados Unidos, com um propósito sério: o pequeno aproveita o tempo depois da escola para ler para os animais que vivem no abrigo. 


O ritual é repetido há seis meses e começou com um empurrãozinho da tia de Jacob, Lisa Dekowski-Ferranti, que trabalha com o resgate de animais.


A experiência de voluntariado do menino o ajuda a ter um senso de propósito e melhorou muito suas capacidades linguísticas. 


Os animais também se beneficiam da iniciativa, que os ajuda a se socializar enquanto se preparam para encontrar um novo lar. 


A ação faz parte do projeto Rescue Readers, em que crianças são voluntárias para ler para os animais do abrigo.


Um vídeo sobre o caso está disponível na página original da reportagem para acessa-lo  clique aqui


Fontes: Hypeness / Vida Mais Livre


 

10 de mai de 2016

Workshop de Formação do Modelo Denver de Intervenção Precoce para Crianças com Autismo em São Paulo



O Modelo Denver de Autismo é um método de intervenção precoce com eficácia cientificamente comprovada, para crianças com Perturbações do Espectro do Autismo. 

Neste modelo de intervenção o terapeuta e a criança se tornam parceiros de jogo e a interação social está no centro de cada atividade. 


Existe uma alternância entre atividades no chão utilizando objetos de jogo apropriados à idade da criança, brincadeiras sem objetos onde a interação social é o centro da atividade e atividades na mesa com ações como desenhar e modelar massinhas.

Informações

 

Ministrado em português por: Thiago Araujo Lopes, formador certificado oficialmente pelo MIND Institute.

Datas: Grupo 1: 26 a 28 de Junho de 2016 / Grupo 2: 29 e 30 de Junho e 1 de Julho de 2016

Local: São Paulo

Inscrições: www.modelodenverautismo.com ou pelo telefone (61) 3352-4189.


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Autismo começa bem antes do nascimento



SAN DIEGO - A análise do cérebro de crianças mortas pode ter dado uma importante pista sobre a causa do autismo. 

 
O estudo, publicado na revista “New England Journal of Medicine”, foi realizado por uma equipe formada por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, e do Instituto Allen para a Ciência do Cérebro, em Seattle


Eles afirmam que o resultado pode ajudar a melhorar a compreensão do cérebro de autistas, abrindo caminho para a identificação precoce e novas técnicas de tratamento.


A equipe analisou o tecido cerebral de 22 crianças mortas entre 2 e 15 anos de idade, com e sem autismo
 
 
Seus cérebros foram doados para pesquisas e as causas de morte foram afogamento, acidentes, asma e problemas cardíacos
 
 
Marcadores genéticos foram utilizados para observar a parte mais externa do cérebro, o córtex. 


Os cientistas encontraram células cerebrais desorganizadas em amostras de tecido de regiões do cérebro importantes para regular a interação social, as emoções e a comunicação - áreas em que os autistas têm dificuldades.


Das crianças com autismo, 90% (10 entre 11) apresentaram o mesmo tipo de anormalidade, em comparação com apenas 10% (1 entre 11) daquelas sem a doença


A pesquisa sugere que esse tipo de anomalia poderia acontecer entre o segundo e o terceiro mês de gravidez.


- Como isso aponta para o aparecimento biológico na vida pré-natal, vai contra noções populares sobre autismo - disse Eric Courchesne, principal autor da pesquisa da Universidade da Califórnia, ao “Telegraph”. 


Segundo Courchesne, umas dessas noções seria a ligação entre autismo e vacinas dadas na infância.


Importância do diagnóstico precoce

 

Há décadas, cientistas procuram a causa do autismo. Um corpo de pesquisas recentes vem sugerindo que a doença pode ter origem bem antes do nascimento. 


Além da genética, fatores que podem incluir infecções durante a gravidez, parto prematuro e maior idade do pai no momento da concepção são apontados como algumas das prováveis causas.


Outros estudos têm indicado que o autismo pode estar associado com anormalidades na região frontal do cérebro, e que, pelo menos em algumas crianças, também começaria antes do nascimento.



- Mas esta pesquisa fornece provavelmente algumas das evidências mais elegantes para esses importantes temas biológicos - afirmou Janet Lainhart, pesquisadora de autismo e professora de psiquiatria da Universidade de Wisconsin.


O novo estudo sugere, ainda, que a natureza irregular das anomalias nos tecidos cerebrais poderia explicar como algumas crianças mostram sinais de melhora no tratamento precoce


Eles acreditam que o cérebro infantil pode conseguir se “religar” para compensar a deficiência se a doença for detectada e tratada cedo.



- A constatação de que esses defeitos ocorrem em manchas e não na totalidade do córtex traz esperança, bem como uma nova visão sobre a natureza do autismo - disse Courchesne.


Fonte: O Globo



7 de mai de 2016

Zona Norte de São Paulo tem Escola gratuita para autistas no bairro do Mandaqui



Um dos melhores presentes que Nathália Boralli, diagnosticada com autismo, ganhou de sua mãe na infância foi uma escola. 


“Nenhum colégio regular queria matriculá-la ou estava preparado para tê-la como aluna”, recorda a assistente social Eliana Boralli Mota, referindo-se à filha, que tem hoje 28 anos. 


Eliana começou improvisando dentro da própria casa uma sala de aula e contratou uma pedagoga para auxiliar no trabalho. 


A experiência deu origem ao Centro Educacional da Associação dos Amigos da Criança Autista Nathália Boralli.


Com mais de duas décadas de atividade, a iniciativa cresceu e virou uma escola oficialmente em 2010. 


A sede fica no Mandaqui, na Zona Norte. Ali, é feito o atendimento gratuito a crianças autistas e com síndrome de Asperger


Cerca de cinquenta estudantes, com idade a partir de 6 anos, frequentam o local, divididos em dois turnos diários. 


As atividades levam em conta as necessidades de aprendizagem: as orientações para executá-las, por exemplo, ficam expostas nas paredes, com diversos recursos visuais. 


“As crianças aprendem vendo, não ouvindo, e precisam saber de antemão tudo o que vão fazer no dia”, explica Eliana, que se tornou uma espécie de consultora sobre o assunto. 


Segundo ela, por ano, mais de 400 famílias de todo o país a procuram para pedir informação sobre o assunto. 


“Quero ajudar esses pais a conhecer melhor os filhos maravilhosos que têm”, diz.

Para saber mais acesse o site: www.auma.org.br



A Associação dos Amigos da Criança Autista esta localizada:



Endereço: Rua César Zama, 257  - Mandaqui - São Paulo - SP

Fones: (11) 3384-6184/ 3384-6180

E-mail: contato@auma.org.br



Fonte: Revista Veja


 

8 de abr de 2016

Autismo: muito comum e pouco compreendido




Em 18 de dezembro de 2007 a Organização das Nações Unidas (ONU) determinou que pelo menos um dia de cada ano deveria ser dedicado à discussão sobre o Autismo


O dia escolhido foi o 2 de abril. Desde então em todo mundo nessa data são realizadas ações com o objetivo de conscientizar a população sobre a presença de pessoas com o transtorno na sociedade.


Em Santa Cruz do Sul, não foi diferente. No último sábado, 2 de abril, a Associação Luz Azul organizou uma série de atividades alusivas à data. 


Durante a tarde, uma mateada reuniu pelo menos 60 pessoas na Praça da Bandeira, no Centro da cidade. E no fim do dia, uma segunda edição de cinema adaptado para crianças e jovens autistas foi realizada no Shopping Santa Cruz, com luzes parcialmente acesas e som mais brando.


Mas as atividades da associação não se resumem a isso. Atuando há pouco mais de três anos, ela é a única em toda a região voltada para o autismo e atualmente possui 61 famílias cadastradas. 


Além de reuniões, que são realizadas no segundo sábado de cada mês, eles também oferecem atividades de educação física para as crianças e jovens autistas através de um projeto em parceria com a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) - alguns registros fotográficos desse projeto, inclusive estão expostos em um varal fotográfico no Shopping Santa Cruz durante toda a semana.


Porém, a maior contribuição da associação é no quesito apoio, diálogo e troca de experiências, como conta o presidente da Associação, Hugo Braz e confirma a família Goulart. 


Pais do jovem Felipe, de 11 anos, Vânia e Jair contam que o diagnóstico de autismo do menino foi tardio, aos 9 anos - principalmente porque o autismo dele é de um grau leve, e porque ele também foi diagnosticado com outros transtornos como o de Déficit de Atenção – e que a descoberta foi bastante surpreendente para a família. Porém após o contato com outros pais, a forma de enxergar o transtorno mudou.


“Faz um ano que o Felipe está indo no projeto e no início achei que ele não ia gostar justamente por causa da dificuldade de se inserir em atividades físicas, mas ao chegar lá ele ficou maravilhado e pediu pra continuar. Além de dar um ‘up’ na interação social dele a parte motora também melhorou muito. Fez uma diferença grande. E pra nós também foi muito bom, porque eu estava de luto ao receber mais um diagnóstico. Mas cheguei lá e encontrei outras mães que passavam pelos mesmos problemas e vi que as coisas pelas quais eu passo com ele não são tão ruins assim. As mães dão muito apoio umas paras as outras. Há uma troca muito importante”, conta Vânia.


Realizando atividades de apoio aos autistas e às famílias, o presidente da associação, que também é avô de um menino autista, acredita que está preenchendo as lacunas que o sistema público de saúde não consegue. 


“A gente procura dar o aconselhamento e apoio necessário ao mesmo tempo em que tenta chamar a atenção dos governantes para a questão do autismo. E por isso a gente realiza eventos como o de hoje (sábado), para mostrar que nós estamos aqui”, ele coloca.


Ainda de acordo com o presidente da associação, ela também procura divulgar o autismo cada vez mais e promover uma discussão sobre o assunto no sentido de fazer com que ele seja cada vez mais compreendido pela sociedade e até mesmo pelos médicos, já que é um transtorno com estudos relativamente recentes.

O autismo hoje


Estimativas apontam que o autismo atinge, atualmente, pelo menos 70 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que, pelo menos 2 milhões estão no Brasil, número muito maior do que o de pessoas com Síndrome de Down, por exemplo (a estimativa é de 300 mil). 


O autismo compromete a comunicação, o comportamento e a interação social, podendo afetar o desenvolvimento intelectual e a linguagem em variados graus de severidade.


Em Santa Cruz do Sul não há estatísticas conclusivas sobre o número de pessoas com autismo, porém, tendo como base pesquisas realizadas em outros países, que afirmam existir em média um autista a cada 100 pessoas, o número santa-cruzenses com a disfunção pode chegar a mais de 1200. 


Porém, como alerta Hugo, outras pesquisas também já afirmaram existir um autista para cada 60 pessoas, o que praticamente dobraria o número de santa-cruzenses autistas.


O autismo foi descrito pela primeira vez em 1943, mas só na década de 1980 é que foi incluído na Classificação Internacional de Doenças. Porém ele ainda não é bem compreendido. 


Conforme conta Hugo, atualmente boa parte das pesquisas realizadas sobre o autismo, acontecem através Associação Norte-Americana de Psicologia (APA). 


“Eles já lançaram cinco edições de cartilhas com pesquisas sobre o autismo. Em todas elas haviam características diferentes que eles orientam observar para fazer o diagnóstico de autismo, ou seja, até mesmo eles ainda estão tentando compreender o problema”, observa.

Porém, o esforço dos médicos em buscar um diagnóstico tão cedo quanto possível é importante, pois quanto mais cedo ele acontecer, mais cedo se pode iniciar os estímulos que melhoram a qualidade de vida do autista.


Palacinho é iluminado com tom azul



A Prefeitura de Santa Cruz do Sul, através das secretarias municipais de Saúde e de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Ciência e Tecnologia, é 
apoiadora da movimentação em prol da Conscientização do Autismo e, durante esta semana, o Palacinho da Praça da Bandeira está caracterizado de acordo com a campanha: está iluminado com luzes azuis.


O evento têm por finalidade esclarecer e divulgar o tema à sociedade, além de propiciar troca de ideias e experiências. Ele permanecerá iluminado dessa forma todas as noites, até o próximo fim de semana.

 

Em Rio Pardo, caminhada emocionou a comunidade



No município vizinho o autismo também teve um momento dedicado à si. Na tarde da última segunda-feira, 4 de abril, autistas, pais e comunidade desceram a Avenida Andrade Neves vestidos de azul, munidos com balões e cartazes. 


A caminhada foi recebida na frente da Prefeitura Municipal pelo chefe do executivo, Fernando Schwanke, ele parabenizou os organizadores da ação.


“graças a vocês que estão envolvidos, seja voluntariamente ou profissionalmente, nós podemos tornar Rio Pardo uma cidade mais justa, mais sensível com o trato às pessoas”.





5 de abr de 2016

Ban Ki-moon defende sociedade mais inclusiva para autistas

Bandeira da ONU  - Divulgação

No último sábado, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, fez um apelo: pediu uma maior participação e inclusão das pessoas com autismo na sociedade. O discurso s se deu no Dia Mundial de Conscientização do Autismo.


“Peço que os direitos das pessoas com autismo sejam promovidos e que seja assegurada sua plena participação como membros valiosos da sociedade para que tenham um futuro digno”, disse Ban em mensagem.


O secretário-geral ressaltou que os direitos, as perspectivas e o bem-estar das pessoas com autismo, e de todos os que possuem necessidades especiais, devem fazer parte da nova agenda de desenvolvimento aprovada no ano passado pelos líderes mundiais.


“A participação em pé de igualdade e a ativa intervenção das pessoas com autismo serão essenciais para conseguir as sociedades inclusivas contempladas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, acrescentou.


A ONU defende a incorporação dos autistas na nova agenda de desenvolvimento adotando um enfoque integral na formulação, execução, acompanhamento e avaliação de políticas e programas em todas as esferas “para que a desigualdade não se perpetue”.


O secretário-geral lembrou que esse distúrbio do desenvolvimento afeta milhões de pessoas no mundo todo e lamentou que elas não sejam bem compreendido em muitos países e que em “várias sociedades” às pessoas com autismo continuem sendo excluídas.


Neste sentido, advertiu que essas atitudes de rejeição não só constituem uma violação dos direitos humanos das pessoas com o transtorno, mas também representam uma enorme “perda” de potencial humano.


Ban ressaltou que em 2016 completam 10 anos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e reiterou o compromisso das Nações Unidas de “não deixar ninguém para trás”.


“A transição à idade adulta é especialmente delicada (…) e, por isso, peço às sociedades que invistam mais recursos financeiros para que os jovens com autismo possam fazer parte do histórico impulso de progresso de sua geração”, acrescentou.