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18 de nov. de 2016

Lei de Cotas nas universidades também valerá para PCD




Nesta semana, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados a o Projeto de Lei 2995/15


Ele altera a Lei de Cotas Sociais para incluir também pessoas com deficiência entre os beneficiários das cotas em universidades federais e em escolas federais de ensino médio técnico.


De acordo com a legislação vigente, estão reservadas 50% das vagas nessas instituições a quem se declara preto, pardo ou indígena. 


O deputado Max Filho afirmou que “a lei de cotas tem cumprido o seu papel de inclusão”. 


Com a aprovação do Projeto de Lei 2995/15, os mais de 40 milhões de brasileiros que declaram possuir algum tipo de deficiência também serão beneficiados.


O Projeto já havia sido aprovado pelo Senado, e agora seguirá para sanção presidencial. Ainda não há previsão para a efetivação da mudança, já que ela ainda depende da aprovação do presidente.
 
 
 
 
 
 

3 de nov. de 2016

Google tem vagas de trabalho para pessoas com deficiência

As inscrições podem ser feitas no site oficial do programa até 15 de dezembro. 


As principais oportunidades estão concentradas nas áreas de vendas, atendimento, marketing, planejamento, engenharia, finanças e recursos humanos


O local de trabalho varia entre São Paulo e Belo Horizonte.


Para concorrer em alguma das vagas é necessário que o candidato tenha ensino superior completo – ou com conclusão até 2017 – e domínio de inglês.


Depois disso é só aguardar e torcer para que a empresa entre em contato para prosseguir com as entrevistas.


Informações como horário de trabalho, salário e benefícios poderão ser detalhadas aos candidatos ao longo do processo de contratação da empresa. 


Contudo, um levantamento do site LoveMondays já revelou quanto, em média, ganham os funcionários do Google.








18 de out. de 2016

Homem tetraplégico sente toque em mão robótica após implante cerebral






Um homem tetraplégico nos Estados Unidos conseguiu sentir o toque em uma mão robótica através de eletrodos implantados no seu cérebro.


Nathan Copeland, de 27 anos, sofreu um acidente de carro há cerca de dez anos. O impacto afetou sua espinha dorsal, deixando-o paralisado do peito para baixo. Apesar de conseguir levantar seus pulsos, Copeland perdeu a maior parte da sensação do tato.


Mas agora, cientistas do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh anunciaram que obtiveram sucesso ao implantar quatro chips no cérebro de Copeland, dando a habilidade de controlar um braço robótico com sua mente e sentir quando alguém tocasse os dedos da prótese.


Segundo os pesquisadores, trata-se da primeira vez que um implante neural permitiu que uma pessoa pudesse ter a sensação do toque através de uma prótese ao estimular diretamente seu cérebro. 


Em vídeo publicado pela universidade, Copeland descreve a sensação. “Eu senti como se tivesse meus dedos tocados ou empurrados”.


A pesquisa foi publicada no jornal Science Translational Medicine. Os cientistas implantaram dois chips na região cerebral responsável por controlar os movimentos, o chamado córtex motor. 


Isso permitiu a Copeland controlar o braço robótico simplesmente ao pensar sobre isso. 


Vale ressaltar que o braço robótico não é incorporado ao seu corpo e sim a uma área externa localizada no laboratório. Outros dois chips adicionais foram implantados na parte do cérebro responsável pela sensação, o chamado córtex sensorial.
 

Os eletrodos, então, são ligados a um computador externo por meio de cabos conectados a uma espécie de “tomada” instalada no crânio de Copeland. 


O computador foi conectado, por sua vez, a sensores no braço robótico. Quando alguém toca alguns dos dedos robóticos, os sensores retransmitem a informação ao computador, que depois dizem aos eletrodos para ativarem o córtex sensorial.


A pesquisa anuncia um grande passo para a recuperação de movimentos em pessoas com deficiência motora no futuro. No entanto, ainda levará tempo para que pacientes possam usufruir dela no dia a dia. 


Da mesma forma que exoesqueletos que não recorrem a sistemas tão invasivos, os cientistas de Pittsburgh precisam desenvolver uma forma de tornar a tecnologia acessível para uso além do laboratório. Por enquanto, a prótese robótica exige uma quantidade enorme de cabos e o sistema exige computadores robustos.


Os resultados da recente pesquisa somam-se a outros bem-sucedidos na área, como a pesquisa do projeto Andar de Novo, comandada pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis.


O artigo científico reflete os resultados dos primeiros doze meses da pesquisa clínica do Andar de Novo. 


A conclusão é que após uma espécie de treinamento cerebral”, com uso de um exoesqueleto artificial, conectado a um sistema não invasivo que liga o cérebro humano a um computador e ainda sessões de realidade virtual, os pacientes conseguiram recuperação neurológica parcial, ou seja, retomaram parcialmente a habilidade motora, a sensação tátil, além de funções viscerais.





 

Anhanguera oferece bolsas de estudos para pessoas com deficiência





A universidade Anhanguera recebe inscrições até o dia 30 de dezembro para bolsas de estudos voltadas a pessoas com deficiência no ensino a distância. São 250 vagas específicas para atletas com deficiência de todo o País.


Os cursos têm o mesmo currículo e diploma da graduação presencial, com disciplinas disponíveis no ambiente virtual de aprendizagem (AVA).  


Não há vagas no cursos da área de Saúde.


O programa foi desenvolvido em parceria com a Educafro, instituição que promove a inclusão em especial da população afrodescendente e, também, de pessoas com poucos recursos financeiros. 


O grupo ainda luta pela promoção da diversidade no mercado de trabalho, defesa dos direitos humanos, combate ao racismo e todas as formas de discriminação.


Interessados podem conferir a relação completa de cursos e fazer a inscrição do vestibular na página vestibulares.br.


Quem for aprovado deve apresentar no ato da matrícula: laudo médico que comprove a deficiência, declaração que confirme a prática esportiva e documento de comprovação de associação ao Educafro.




 

Ibiraçu ganha instituição de apoio à pessoa com deficiência




O município de Ibiraçu, no Norte do Espírito Santo, vai contar com mais uma instituição de assistência e apoio à pessoa com deficiência. 


O Ministério da Saúde credenciou a Associação Amigos da Justiça Cidadania, Educação e Arte, no Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD).



A organização poderá ampliar a prestação de serviços médico-assistenciais, o apoio a formação, o treinamento e o aperfeiçoamento de trabalhadores e a realização de pesquisas clínicas, epidemiológicas e experimentais no estado.



O novo projeto será acompanhado pelo Ministério da Saúde, que irá definir as áreas prioritárias para execução das ações e serviços, deliberar sobre os projetos aprovados, definir parâmetros para aprovação, acompanhar a prestação de contas, avaliar os resultados da execução das ações e, ainda, definir a sistemática de monitoramento e avaliação.



Caso a execução seja de má qualidade ou de inexecução dos projetos, o Ministério da Saúde poderá inabilitar, por até três anos, a instituição, além de outras responsabilizações cabíveis.



Além da Associação Amigos da Justiça Cidadania, Educação e Arte, foram credenciadas mais 23 instituições em todo o país. Com isso, essas organizações podem arrecadar recursos e abater os valores do imposto de renda.



O ministro da Saúde, Ricardo Barros, vê com entusiasmo a chegada dessas novas instituições. 


“Serão mais recursos, mais parceiros que irão nos auxiliar a chegar ao acesso à saúde dessa população e, também, a desenvolver ações de prevenção, de promoção à saúde e de habilitação/reabilitação da pessoa com deficiência”, disse.


O programa

 


O PRONAS/PCD foi instituído pela Lei nº 12.715/2012 e normatizado pela Portaria GM/MS nº 1.550/2014, com alterações dadas pelas Portarias nº 1.575/2014 e 275/2016.



O programa do Ministério da Saúde incentiva ações e serviços desenvolvidos por entidades, associações e fundações privadas sem fins lucrativos, na área da pessoa com deficiência. 


Pessoas físicas e jurídicas que contribuírem com doações para projetos nessas duas áreas poderão se beneficiar de deduções fiscais no Imposto de Renda (até 1% do IR total devido).



Para participar, as instituições interessadas precisam se credenciar junto ao Ministério da Saúde, entre 1º de janeiro à 31 de julho de cada ano, e apresentar suas propostas com a identificação do que será executado.



Cada um deverá conter informações como capacidade técnico-operativa da instituição para execução do projeto, ações e serviços a serem utilizados, estimativa de recursos financeiros e físicos que vão ser empregados, o período de execução, entre outros itens.


Fontes: G1 / Vida Mais Livre


29 de set. de 2016

Festival Lollapalooza divulga Line Up inclusiva da próxima edição




O Lollapalooza, é um festival de músicas, que conta com os gêneros como rock alternativo, heavy metal, punk rock, Grunge e perfomances de comédias e danças


Ele acontece anualamente desde os anos 90, e no Brasil, a edição será nos dias 25 e 26/03/2017 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP).


Os organizadores do evento divulgaram um vídeo no Facebook, da sua Line Up, que é a lista das atrações do evento. Nesse vídeo, deram enfâse a diversidade, entra elas, pessoas com deficiência


Além de um jovem com deficiência física participar do clipe dançando em uma cadeira de rodas, também foi utilizado o recurso de LIBRAS para dar maior acessibilidade à pessoas com deficiência auditiva


Confira o vídeo: Lollapalooza 2017


Para saber mais sobre o festival, acesse o site: https://www.lollapaloozabr.com/






1 de set. de 2016

Ministério do Turismo lança guia para atender bem aos turistas com deficiência


 
O Secretário Nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Hercy Ayres Rodrigues Filho, apresentou nesta quarta-feira (31) na Casa Brasil, no Rio de Janeiro, o guia "Dicas para atender bem turistas com deficiência" produzido pela Pasta com apoio do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), Secretaria de Direitos Humanos (SDH) e Embratur


Com 35 mil exemplares sendo distribuídos em estabelecimentos turísticos, o guia oferece informações e recomendações para reduzir barreiras e promover a acessibilidade das pessoas com deficiência que viajam pelo Brasil.


A ideia da publicação é oferecer para o setor informações simples que melhoram o atendimento a este público.







 

5 de ago. de 2016

Google premia projetos de pesquisa voltado para pessoas com deficiência




O Google anunciou os 24 projetos acadêmicos vencedores do programa de Bolsas de Pesquisa Google para a América Latina. 


Foram contempladas pesquisas da Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru e Brasil, que concentra a maior parte dos vencedores, 17, sendo que três dos projetos tem o intuído de facilitar a vida de pessoas com deficiência, veja:


  • Modelos de Ruídos para Melhorar Técnicas de Digitação Ininterrupta com os Olhos, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo – São Paulo

Objetivo: A pesquisa espera melhorar as ferramentas de entrada de texto baseadas no olhar usados por pessoas com deficiências motoras como a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) para se comunicar ao modelar seus ruídos característicos, para alcançar taxas de entrada mais altas e reduzir a fadiga ocular devido a erros de digitação.


Professor e estudante:
Maria da Graça Campos Pimentel; Raíza T. S. Hanada


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  • Eliminando obstáculos: incluindo pessoas com deficiência visual em modelos de cooperativa, da Universidade de São Paulo (USP) – São Paulo

Objetivo: Desenvolver e testar um modelo de software para ajudar na inclusão de pessoas com deficiência visual em cursos relacionados à matemática, computação e engenharia, bem como no mercado de trabalho.
 

Professor e estudante: Anarosa Alves Franco Brandão; Leandro Luque


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  • Domótica Assistiva Multimodal com Sistema de Comunicação Aumentativa e Alternativa, da Universidade Federal do Espírito Santo – Espírito Santo

Objetivo: desenvolver um novo sistema de assistência para ser utilizado por pessoas com deficiência motora severa. Através dele, a pessoa com deficiência poderá controlar os diversos dispositivos eletroeletrônicos de sua residência, tais como lâmpada, ventilador e rádio, além de poder se comunicar por meio de sinais biológicos capturados dos músculos ou olhos.

 
Professor e estudante: Teodiano Freire Bastos-Filho; Alexandre Bissoli


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28 de jul. de 2016

As Implicações e Limitações do Vestuário de Moda para Mulheres Cadeirantes



No ano de 2009 quando eu estava ainda escolhendo o tema do meu trabalho de conclusão de curso, certa vez eu estava na faculdade e vi um guri numa cadeira de rodas.


Comecei a pensar na questão do vestuário, como seria, se os cadeirantes tinham interesse no assunto, se a roupa é a mesma...enfim, fiquei cheia de dúvidas e ali eu já sabia qual seria o tema!


Comecei a pesquisar vários assuntos e entrei em contato com meu amigo Luiz Claudio Portinho que é paraplégico que me ajudou muito.


Ele me passou nome de lugares onde eu poderia encontrar mulheres com deficiência para realizar uma pesquisa sobre o meu trabalho.


O nome do meu TCC foi “As Implicações e Limitações do Vestuário de Moda para Mulheres Cadeirantes".


Fui atrás de várias mulheres para conversar sobre isso, visitei uma instituição em Canoas e tive a sorte de falar com atletas da Paralimpíada, pois as mesmas estavam participando de uns jogos, consegui falar com mulheres de várias regiões do país.


Bom, a conclusão que cheguei ao realizar este trabalho foi que todas as mulheres tinham interesse em moda, mas todas tinham dificuldades de encontrar um vestuário adequado.

 
Este trabalho foi apenas teórico, pois na ocasião só era permitido isso (ainda bem que mudou,né!), mas foi de extrema importância pra mim, pra "viver na pele" o que elas vivem, sentem, resolvem, enfim, descobri o quanto era importante existir este vestuário que é tão esquecido pelos estilistas e indústrias da moda no país.


Até já tinha alguns vestuários inclusivos na Europa e EUA, mas ainda assim era muito pouco.


Em 2010 pude colocar em prática minhas "descobertas", fui convidada para fazer um desfile no Donna Fashion Iguatemi e não tive dúvidas que ali seria a grande estreia.


De todas as mulheres que conversei, uma delas em especial virou uma grande amiga: A Juliana Carvalho, que é paraplégica. Ela aceitou na hora e fiz um look para ela com algumas adaptações.


O desfile inteiro era com saias, vestidos e uma bermuda, mas a Juliana me pediu para usar calça. Fiz uma calça estilo alfaiataria com elástico na cintura e uma abertura discreta para a sonda.


O tecido escolhido foi algodão com elastano. A camisa, também em algodão com elastano e preta, tinha fechamento em velcro e decote nos seios, onde aplicava-se uma espécie de colete com o trabalho em patchwork como apareceu em vários looks da coleção.


Fiz também uma clutch com elástico para segurar. Ficou lindo e foi uma experiência incrível.


Fonte: Diversidade na Rua


 

“O Brasil é um líder mundial no desenvolvimento do esporte paralímpico”

Andrew Parsons comandou a cerimônia de entrega das credenciais para 22 atletas que representaram a equipe de 278 convocados para os Jogos Paralímpicos do Rio 2016. Imagem: Divulgação


A participação do Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro tem um sabor especial porque as competições serão em casa, mas também porque a delegação brasileira está presente nas 22 modalidades


E vai competir com força máxima para ficar entre os cinco melhores do torneio no quadro geral de medalhas.


“Temos uma seleção forte e vamos para realmente competir em todas as modalidades”, disse o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Andrew Parsons, em entrevista ao #blogVencerLimites durante o evento de apresentação e convocação da delegação brasileira, realizado no último dia 19 de julho no Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro.


Parsons comandou a cerimônia de entrega das credenciais para 22 atletas que representaram a equipe de 278 convocados para os Jogos. 


Materializar a delegação dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 é um momento muito importante para o Comitê Paralímpico Brasileiro. Será a maior e melhor delegação paralímpica brasileira de todos os tempos”, ressaltou. O #blogVencerLimites acompanhou o evento a convite da Nissan.


Vencer Limites Qual a sua avaliação sobre os recursos de acessibilidade construídos no Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos?

Andrew Parsons As instalações esportivas, obviamente, contemplam todas as necessidades de acessibilidade. Foram construídas a partir do zero ou adaptadas a partir de equipamentos que já existiam, criados para o Parapan de 2007. O prefeito conseguiu aproveitar a oportunidade dos Jogos mais do que encarar o desafio. É claro que não vai ficar perfeito do dia para a noite. Existem desafios imensos como, por exemplo, uma favela. Como você acessibiliza uma favela? Uma pessoa que usa cadeira de rodas e mora em uma favela é, muitas vezes, prisioneira dentro da própria casa. Mas houve muito avanço no transporte. Hoje, e após os Jogos, a pessoa com deficiência poderá transitar melhor pelo Rio de Janeiro. Houve grande investimento nas calçadas, nas estações de metrô, principalmente nas mais novas. O fundamental é que continue avançando. Não pode parar de ampliar as acessibilidade quando os Jogos acabarem. O evento tem que ser um catalizador, um agente de mudança para o poder público e a iniciativa privada. O dono de um restaurante, por exemplo, pode instalar uma rampa, apresentar cardápios em braile, em português e inglês. Ao menos um. É fundamental pensar na pessoa com deficiência como um cidadão, um consumidor de bens e de serviços. De nada adianta a pessoa com deficiência poder ir para rua, usar o transporte, mas não conseguir acessar um shopping, um teatro, um salão de cabeleireiro, porque ela não consegue exercer a sua cidadania.


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Vencer Limites É esse o legado dos Jogos?  

Andrew Parsons É o legado intangível que, para nós, é mais importante do que o legado tangível. Claro que queremos a plena acessibilidade, mas nós queremos também uma mudança nessa percepção.


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Vencer Limites O senhor percebe uma mudança de mentalidade sobre a pessoa com deficiência a partir dos Jogos?

Andrew Parsons O esporte paralímpico vem ajudando nesse aspecto desde 2004, quando nós conseguimos transmitir pela primeira vez os Jogos Paralímpicos. É um processo lento, gradual, que não tem a velocidade e a intensidade que gostaríamos. A questão da performance dos atletas paralímpicos ajuda a mudar a mentalidade do cidadão comum, que tem filhos, e esses filhos vão crescer com uma avaliação diferente, serão os tomadores de decisão no futuro, nas empresas, nos governos, no setor de serviços. Estamos cultivando gerações que terão uma percepção diferente sobre esse universo.


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Vencer LimitesO investimento no esporte paralímpico tem avançado de forma constante. E todos os países, inclusive o Brasil, caminham na mesma velocidade. O senhor concorda com essa avaliação? O Brasil está atualizado?

Andrew Parsons O Brasil é um dos líderes desse processo, a partir de boas iniciativas. Em 2004, por exemplo, o Comitê Paralímpico se aproximou dos meios de comunicação. Os resultados são evidente. Atletas que não conheciam o esporte paralímpico passaram a conhecer, houve uma profissionalização das comissões técnicas, e também conseguimos um bom relacionamento com diferentes níveis de governo e de poder. Muitas conquistas paralímpicas no Brasil foram possíveis por causa de mudanças na legislação. Esse trabalho é importante, mas precisa de credibilidade e isso é obtido com resultado, transparência e gestão. Nós damos aos atletas a melhor preparação possível. Eles precisam responder e têm respondido. O esporte paralímpico tem sim crescido no mundo todo, mas o Brasil é um dos líderes.


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Vencer Limites Qual o diferencial do Brasil no esporte paralímpico?  

Andrew Parsons Investimento, planejamento e gestão. É importante você saber o que quer, quanto isso custa, obter os recursos e administrar bem esse dinheiro. Não é simples, porque o esporte muda, evolui, cresce, novas tecnologias surgem para treinamento, equipamentos. Surge algum fenômeno. Após as conquistas do Clodoaldo Silva, depois das mudanças de classe entre Atenas e Pequim, todos imaginaram que o Brasil iria afundar, mas surgiu o Daniel Dias. No esporte paralímpico, mais do que o olímpico, surgem grandes fenômenos. É conseguir manter a credibilidade para que os investimentos sejam mantidos no longo prazo. Um dos nossos principais patrocinadores (Caixa Loterias) já tem 12 anos. É uma das parcerias mais longas do esporte no Brasil. Isso é credibilidade. O investimento aumenta porque entregamos resultados. E ao alavancar mais recursos, temos que saber o que fazer com esses recursos, porque o dinheiro é um meio.


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Vencer Limites No Jogos do Rio, o Brasil vai competir nas 22 modalidades paralímpicas?

Andrew Parsons Sim, temos uma seleção forte e vamos para realmente competir em todas as modalidades. Nós investimentos nas 22, com calendários nacional e internacional. Queremos dar o maior número possível de oportunidades para as pessoas com deficiência atingirem o alto rendimento na modalidade esportiva que elas quiserem e puderem. Investimos inclusive nos esportes de inverno.


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Vencer Limites – Quais exemplos de outros países que o Brasil pode usar para ampliar resultados no esporte paralímpico e na acessibilidade em geral? E o que nós temos de positivo para mostrar ao mundo?

Andrew Parsons Temos uma interação muito forte com outros comitês paralímpicos e cada um tem bons exemplos. Nos Estados Unidos existe uma grande participação da iniciativa privada. A Grã-Bretanha pode ensinar sobre organização e sobre como aproveitar o legado dos Jogos. China e Rússia têm investimentos maciços, com os quais não podemos competir, mas nós fomos lá para aprender sobre os grandes centros de treinamento. Existem países menores, como a Irlanda, que têm estruturas muito interessantes, de gestão e de comunicação. E o que o Brasil pode ensinar é, fundamentalmente, sobre planejamento de longo prazo, sobre colocar o atleta paralímpico no centro da atenção, com tudo feito para o benefício do atleta, no longo prazo. Se conseguimos mais R$ 10 de qualquer patrocinador, nós sabemos exatamente onde esse recurso será usado para beneficiar o atleta. Podemos ensinar também sobre como a aproximação com os meios de comunicação é fundamental. E os relacionamentos com os vários níveis de governo. Muito do que conquistamos passou pelo Legislativo e pelo Executivo. Nesse detalhe, damos banho nos outros países.


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22 de jul. de 2016

Órgão de defesa de pessoas com deficiência se muda para área sem acessibilidade



A nova sede do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Florianópolis não tem acessibilidade para pessoas com deficiência. 


Obstáculos como escadas, meio-fio e calçadas irregulares impedem os usuários da entidade de chegarem ao local, como mostrou o Bom Dia Santa Catarina.


O conselho funcionava no prédio da Secretaria de Assistência Social, na avenida Mauro Ramos, no Centro, mas em junho foi transferido para uma casa na Rua Victor Meirelles, também no centro. 


O imóvel foi reformado e adaptado, mas a troca de endereço não foi aprovada pelos membros do conselho.


“A gente oficializou um posicionamento contrário, mas o gestor encaminhou a mudança do conselho sem que a gente permitisse. Eu, como presidente, sou responsável por isso aqui, então me senti completamente desrespeitado”, disse o presidente do Conselho Leandro de Oliveira.

 

Sem acesso



Instalado em uma rua com forte inclinação, com calçadas antigas e escadas, o trânsito de cadeirantes, próximo ao conselho, tornou-se inviável. Nas imediações do órgão, sequer há estacionamento para pessoas com deficiência física. 


Os membros afirmam que a posição deles sobre mudança de endereço não foi considerada.


“Quem vem pela Praça XV não consegue caminhar com segurança. Como um deficiente visual ou um cadeirante virão trabalhar no conselho se não há acesso?”, questiona Cleusa Costa, participante da entidade.



De acordo com o IBGE, 28 mil pessoas com deficiência física vivem em Florianópolis. Por causa da falta de procura das pessoas com deficiência, segundo a RBS TV, a entidade está parada.

 

Secretaria aguarda MP

 

O diretor da secretaria de Assistência Social disse à RBS TV que não vê problemas de acessibilidade no novo endereço. 


“Se não tiver vaga para pessoas com deficiência lá, a gente vai apelar para o IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) para urgentemente providenciar uma vaga, inclusive uma para idoso”, disse Luiz Mário Machado.


O conselho procurou o Ministério Público para mostrar que o novo imóvel está prejudicando o serviço. A secretaria foi intimada e participou de duas audiências. 


“Vamos aguardar um parecer técnico do MP para fazer as mudanças necessárias para o uso dos conselheiros”, afirmou o diretor.


Conforme o Ministério Público, foi aberto um inquérito administrativo para avaliar a situação, e vistorias podem ser feitas no local. 


No entanto, em procedimentos deste tipo, não há prazos estabelecidos. O MP enfatizou que a Secretaria de Assistência Social não depende de parecer para fazer as alterações necessárias.


 
Fontes: G1  /  Vida Mais Livre


 

19 de jul. de 2016

Inclusão social vira negócio de startups






As tecnologias para pessoas com deficiência estão na mira de startups brasileiras


A Livox, que desenvolveu um aplicativo que ajuda essas pessoas a se comunicarem, acaba de receber US$ 550 mil do Google para aprimorar o sistema


O aplicativo, que tem mais de 20 mil usuários no País, gera dinheiro com a venda da licença para famílias, governos e instituições de amparo à deficientes. 


“Aqui no Brasil, muitas pessoas acham errado ganhar dinheiro com negócios sociais. Mas nós somos uma empresa com fins lucrativos”, diz o fundador e presidente executivo da Livox, Carlos Pereira.


O aplicativo surgiu da necessidade de Pereira se comunicar com a filha Clara, de 8 anos, que tem paralisia cerebral. 


“Minha filha queria falar comigo, mas não havia nenhum software de comunicação alternativa em português”, conta.


O aplicativo desenvolvido por Pereira – e que se tornou o negócio principal da Livox – exibe figuras, textos e áudios para traduzir o que os deficientes gostariam de dizer. 


Conforme o usuário toca na tela, o sistema constrói uma frase com base nesses conteúdos. 

 

Para usar o aplicativo 



É preciso comprar a licença anual pagando por ano o valor R$ 800 ou pagar pela licença vitalícia, no valor de R$ 1.350. Em 4 anos, a empresa já conseguiu faturar US$ 2,5 milhões.



Segundo João Melhado, coordenador de pesquisa e mobilização da entidade de apoio a empreendedores Endeavor, o Brasil tem boas oportunidades para interessados em soluções para pessoas com deficiência. 


“Anos atrás, empresas que queriam resolver grandes problemas sociais eram marginalizadas”, afirma. 


Os deficientes representam a maior minoria no País, segundo dados do Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
 

Dados de 2010 mostram que 23,9% da população brasileira – o equivalente a mais de 45 milhões de pessoastêm alguma deficiência.


“É um mercado que está dando seus primeiros passos e está crescendo”, diz Melhado.



Um incentivo adicional para a ampliação deste segmento é a Lei Brasileira da Inclusão, que entrou em vigor em janeiro de 2016. Entre as novidades, o destaque fica para a regra que obriga as empresas a ajustarem seus sites para oferecer conteúdo acessível


“Isso gerou uma demanda imediata”, afirma o gerente de negócios da Hand Talk, Pedro Branco.



Fundada há quatro anos, a startup oferece um aplicativo gratuito que traduz textos para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). 


Ele já foi baixado quase 1 milhão de vezes. Além disso, a empresa oferece um serviço que traduz conteúdos na internet para Libras: empresas pagam para incorporar o intérprete virtual, chamado Hugo, em seus sites. 


Mais de 3 mil sites brasileiros já adotaram a tecnologia. A previsão da startup é faturar quatro vezes mais em 2016, em relação ao registrado no ano passado.



“Finalmente as empresas estão abrindo os olhos e passando a enxergar os deficientes como consumidores”, diz o diretor da Essential Accessibility, Aurélio Pimenta. 


A empresa canadense, fundada em 2008, também aposta no crescimento do mercado nacional. 


Em dois anos, investiu R$ 200 mil para trazer ao País um software que, com a câmera do computador, monitora o movimento da cabeça da pessoa, como forma de movimentar o cursor sem uso do mouse. 


Apesar de promissor, o segmento ainda oferece desafios para startups


“Poucos negócios de impacto social já receberam investimentos, porque muitas vezes a startup não tem um modelo de negócio escalável”, diz Melhado. 


Em geral, os empreendedores se mantêm mais focados em aprimorar a tecnologia do que cuidar da saúde financeira do negócio.



Além disso, convencer as empresas de que é preciso investir em acessibilidade não é fácil. 


“Poucas empresas veem a inclusão como prioridade”, diz o gerente de negócios da Hand Talk.