Mostrando postagens com marcador Pessoas com Deficiência Visual. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pessoas com Deficiência Visual. Mostrar todas as postagens

25 de nov de 2016

Empresa do ES planeja lançar cão guia robô no país em 2017




Uma empresa capixaba está criando um cão guia robô para auxiliar pessoas cegas que não têm condições de adquirir um animal treinado para ajudá-las no dia a dia. 


A estimativa da companhia é que o equipamento custe até dez vezes menos que um cachorro especializado.


De acordo com a proprietária da empresa, Neide Sellin, a ideia é tornar o cão guia robô mais acessível, já que, segundo ela, um animal treinado chega a custar R$ 50 mil. O equipamento desenvolvido no Espírito Santo custaria até R$ 5 mil.


A solução encontrada pela empresa, o cão guia robô, será usada como um animal, para auxiliar pessoas cegas nos trajetos a pé.


No entanto, o produto criado ainda vai avisar, por meio de uma gravação, que tipo de obstáculo existe a frente, como buracos, postes e poças de água.


De acordo com Neide Sellin, a ideia é que o cão guia robô seja disponibilizado ao mercado já em 2017. A intenção é conseguir financiamento para fabricar mais máquinas.


“Hoje, nós temos uma versão beta que fica com uma pessoa cega que faz os testes e nos dá todos os feedbacks de todas as implementações que estão sendo feitas. Agora, nós estamos captando recursos para desenvolvermos mais dez unidades para deixarmos com outras pessoas”, explicou.


A aposentada Joelva Gomes é quem está testando o protótipo do cão guia robô. Ela conta que está muito satisfeita com o equipamento.





“Eu penso que tem que haver logo uma produção bem grande para que todas as pessoas possam ter. Você pensar que um robô vai poder te dar a liberdade de ir e vir com total segurança é fantástico”, afirmou.


Fila de espera fora do estado


Segundo a empresária Neide Sellin, já existe uma fila de cerca de 400 pessoas de todo o país interessadas em adquirir um cão guia robô. 


A máquina é eletrônica e funciona com bateria que é recarregável, possui cinco rodinhas e uma guia que é segurada pela pessoa com deficiência visual.







22 de nov de 2016

Para ajudar amigo com deficiência visual, alunos começam a praticar goalball




Na cidade de Paraíso do Tocantins (TO), alunos e um professor do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) estão utilizando o goalball, uma modalidade de esporte paralímpico, para a inclusão social


A iniciativa começou com o objetivo de incluir o aluno Felipe Mota, que tem deficiência visual e não participava das atividades nas aulas de educação física.


– Eu era meio que isolado de tudo, me sentia insignificante porque eu não fazia nada na aula. Só observava meus colegas praticando esporte – disse o estudante.


Para resolver esse problema, os colegas de Felipe confeccionaram uma bola especial colocando guizos e construíram as traves que possibilitam a prática do goalball. Agora, eles praticam o esporte com os olhos vendados.


– Pra gente que trabalha com educação física ouvir de um aluno que ele não tem nada para fazer na sua aula é muito triste. 


Ao ver a inclusão dele, realmente mexe muito com o seu emocional – declarou o professor Avelino Neto.


O objetivo do grupo do Instituto Federal de Paraíso do Tocantins agora é incluir mais pessoas que tenham deficiência visual a praticar o esporte, como o Felipe.


O goalball é praticado por homens e mulheres com deficiência visual. Por esse motivo, a bola precisa ter guizos e deve se fazer silêncio no ambiente da partida. 


O esporte é praticado por três jogadores de cada lado da quadra e o gol tem 9m de largura por 1,2m de altura. 


A modalidade fez parte das Paralimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 e a equipe masculina do Brasil faturou a medalha de bronze nos jogos.


 
 
Fontes: Jornal Floripa / Vida Mais Livre
  
 
 

16 de set de 2016

Site de namoro lança aplicativo para pessoas com deficiência visual



Namorar é bom, mas algumas barreiras de comunicação podem impedir que duas pessoas se encontrem e iniciem um relacionamento. 


Atualmente, na era das relações virtuais, à distância, a tecnologia é uma aliada. E todas as inovações que permitem a inclusão de fato, o acesso real, devem ser comemoradas.


Foi com a proposta de incluir verdadeiramente, de aproximar pessoas, que o site de relacionamento ‘ParPerfeito’ lançou um aplicativo com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual. 


Disponível em um primeiro momento apenas para smartphones iOS (clique aqui), o app prioriza a opção de tela em alto contraste e o serviço de VoiceOver.


O desenvolvimento teve apoio de técnicos do Instituto Benjamin Constant, que fizeram testes e sugeriram melhorias, como alterações das cores para alto contraste e mudança da posição de alguns botões.


“Após alguns testes feitas pelos servidores José Francisco de Souza e Jorge Fiore de Oliveira Junior, especialistas em Tecnologia Assistiva, considerou-se o aplicativo ParPerfeito uma ferramenta a mais para que as pessoas cegas possam interagir entre si e com outras pessoas sem deficiência, buscando relações inclusivas”, afirma Maria da Gloria, assessora da direção geral e presidente da Comissão de Acessibilidade do Instituto Benjamin Constant.


Fundado em 2000, o ‘ParPerfeito’ tem 30 milhões de usuários. O sistema permite buscas detalhadas por critérios específicos dos perfis cadastrados, ferramentas de interação entre os usuários, política de privacidade, além da facilidade de navegação.


A marca pertence ao Match Group LatAm e, segundo Gaël Deheneffe, presidente do grupo, a participação do Instituto Benjamin Constant foi fundamental no resultado final do aplicativo. 


“Pretendemos adaptar futuramente outros sites e aplicativos do grupo também versões acessíveis”, diz. O grupo é dono ainda do Tinder, Divino Amor (direcionado a evangélicos), Match.com,SingleParentMeet (aplicativo de relacionamento especializado em pessoas solteiras que têm filhos) e G Encontros (voltado ao público LGBT).

O Brasil tem, conforme informações do Censo IBGE 2010, aproximadamente 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual. Desse total, 528.624 são cegas e 6.056.654 têm baixa visão ou visão subnormal.




 
 
 

13 de set de 2016

Robô realiza a primeira cirurgia intraocular para restaurar visão





Cirurgiões usaram pela primeira vez um robô em uma operação dentro de um globo ocular, para recuperar a visão de um paciente. 


Os médicos do Hospital John Radcliffe, em Oxford, na Inglaterra, esperam que o procedimento abra caminho para cirurgias oculares mais complexas do que atualmente é possível com as mãos humanas. 


Cirurgias com robôs são frequentes, mas não haviam sido usadas em operações dentro do olho. 


"Operar na região da parte de trás dos olhos requer muita precisão, e o desafio foi criar um sistema robótico que fizesse isso através de um orifício minúsculo na parede ocular sem causar danos enquanto se move", disse o professor Robert MacLaren, da Universidade de Oxford, que liderou a pesquisa.

A BBC teve acesso exclusivo ao procedimento. 


O paciente, Bill Beaver, de 70 anos, disse que se sentiu em "um conto de fadas". 


"Tenho tanta sorte de ser o primeiro a passar por isso", afirmou. 

 

O robô

 



O robô cirúrgico Preceyes foi desenvolvido por uma empresa holandesa, braço da Universidade de Tecnologia Eindhoven. 


O cirurgião usa um joystick e uma tela sensível para guiar uma agulha dentro do olho, enquanto monitora o progresso através de um microscópio. 


O robô, que funciona como uma mão mecânica, tem sete motores e é capaz de eliminar os tremores comuns da mão de um cirurgião humano. 


Grandes movimentos no joystick resultam em pequenos movimentos no robô, e quando o cirurgião solta o aparelho, o movimento é congelado. 

O paciente

 

 



Bill Beaver era pároco oficial de uma comunidade na Inglaterra até ano passado. Em julho, um oftalmologista identificou uma membrana crescendo na parte de trás do seu olho direito. A pressão criou um furo na sua retina, algo que começou a prejudicar sua visão central. 


"Quando seguro um livro, tudo o que vejo é um amontoado no centro, e minha visão naquele olho é restrita à parte mais periférica", disse ele antes da cirurgia, realizada no fim de agosto. 


"Normalmente quando fazemos essa operação de forma manual, nós tocamos a retina e sempre há hemorragia. Mas, com o uso do robô a membrana foi retirada de forma limpa", disse MacLaren. 


Como resultado, a visão central de Beaver foi restaurada.


Por conta de ma bolha de gás nos olhos, ele enxerga melhor de perto, mas a visão a uma distância normal vai voltar em alguns meses. 


"A degeneração da minha visão foi assustadora e eu fiquei com medo de perdê-la completamente. O fato de a cirurgia ter acontecido sem percalços é realmente algo divino", disse Beaver.


Doze outros pacientes irão passar por procedimentos com o mesmo robô, em um teste financiado pelo Centro de Pesquisas Biomédicas NIHR Oxford.


Outra parte do financiamento vem da Zizoz, uma ONG holandesa que apoia de pacientes que sofrem de coroidermia - uma espécie de cegueira genética que deve ser o próximo alvo de tratamento com o robô. 


Outro nível 

 

Os testes são desenvolvidos como uma espécie de prova de conceito, ou seja, para estabelecer se o robô consegue fazer o que um cirurgião faz, porém com mais precisão. 


Mas o objetivo principal é levar a cirurgia robótica a outro nível.


"Não há dúvidas de que presenciamos uma cirurgia ocular do futuro. Certamente podemos melhorar as operações atuais, mas esperamos que o robô nos permita realizar cirurgias ainda mais complexas, que são impossíveis com as mãos humanas", disse MacLaren.


Oxford é apenas um dos centros ao redor do mundo que estão testando a terapia genética na retina - um novo tratamento para evitar a cegueira. 


Atualmente esse procedimento é feito à mão, mas intervenções futuras envolvendo injeções de células-tronco requerem que as células sejam infiltradas nos olhos lentamente. 


O robô pode permitir que os cirurgiões injetem as células na retina por um período de dez minutos, algo que não seria possível com as mãos.


A empresa holandesa responsável pelo desenvolvimento do robô acredita que a tecnologia poderá ser usada fora das salas de cirurgia.


"No futuro, vemos esse aparelho sendo usado como em um escritório, onde somente o robô encoste no olho e tudo seja automatizado, o que melhoraria a eficiência e reduziria os custos", disse Maarten Beelen, da Preceyes.


O sistema robótico é um protótipo e a empresa ainda não revelou quanto ele custará.


Fonte: BBC




29 de jul de 2016

13º Encontro Anual do Grupo Retina São Paulo



O Grupo Retina convida a todos para participarem do 13º Encontro Anual do Grupo Retina São Paulo, que apresentará os resultados do recente Congresso da Retina Internacional, realizado em Taiwan neste mês de julho, trazidos por seu representante Profa. Dra. Juliana M. Ferraz Sallum (Comitê Científico).  


Teremos a oportunidade de ouvir a Profa. Dra. Juliana M Ferraz Sallum, que nos informará sobre o estágio dos estudos clínicos e pesquisas para o tratamento das Doenças Degenerativas da Retina nos campos da genética, terapia celular e eletrônica.


Estamos vivendo um momento muito importante, onde tratamentos para algumas doenças já são anunciados, como é o caso da Amaurose Congênita de Leber RPE65, previsto já para 2017. 


Há muito esperávamos por essa notícia e precisamos comemorar juntos. Outros tratamentos estão a caminho para se tornar realidade.


*** 

13º Encontro Anual do Grupo Retina São Paulo


Quando: 13/08/2016, 

Horário: das 09:00 às 13:00h 

Onde: UNIFESP-Teatro Boris Casoy 

Endereço: Rua Botucatu, 821 – Vila Clementino Estação Santa Cruz do Metrô   

Inscrição: deverá ser feita até 10/08/16, através do email retinasp@retinasp.org.br ou na sede do Grupo Retina em São Paulo que fica na Rua Gregório Serrão, 440  - Vila Mariana, às segundas-feiras e quartas-feiras, das 11 às 16h. 
  
Taxa de Inscrição: Gratuíta


Mais Informações: (11)5549-2239


***


Compareça! 

Sua participação é muito importante. 




Fonte: Grupo Retina


 

13 de jul de 2016

Nova lei autoriza acesso de cão-guia em locais públicos e privados em Pernambuco



Está autorizada a circulação e permanência de pessoas com deficiência e cães-guia em locais públicos ou privados de uso coletivo


É o que afirma a Lei 15.875, de 7 de julho de 2016, sancionada pelo governador Paulo Câmara e publicada no Diário Oficial de Pernambuco na última sexta-feira (8).

De acordo com a nova norma, esse direito é assegurado em caso de utilização de transporte público, de qualquer tipo. 


Para isso, quem precisa de animal deve ocupar o assento mais amplo e perto das passagens e saídas. Não é necessário colocar a focinheira no animal.


Porém alguns lugares são vetados a permanência de cães-guia


Lugares Vetados:


  • Serviços de saúde;
  • Tratamento específicos de quimioterapia; 

  • Isolamento;
  • Transplante;
  • Unidade de queimados;
  • Unidade de terapia intensiva (UTI);
  • áreas de manipulação de alimentos.

Para entrar no estabelecimento e circular sem problema, o dono deve comprovar o treinamento do animal


A lei determina, entre outras coisas, o porte de um documento com foto da pessoa com deficiência e do cão e o certificado de treinamento contendo o nome do treinador ou do centro do treinamento, bem como o atestado de vacinação em dia. 


É exigido também o uso de coleira e guia, na cor azul, com o nome do treinador ou do centro de treinamento do animal, como dados essenciais, como o número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).


O dono também tem o direito assegurado a usar um cão de serviço acompanhado pelo seu treinador. Essa é a condição para o ingresso e a circulação de animais ainda em fase de adaptação e socialização. 


Nesses casos específicos de animal ainda em fase de treinamento, os equipamentos devem ser na cor vermelha


O uso é obrigatório para o cão e para o treinador, que deve ter um colete específico.

Por fim, a lei admite o benefício a estrangeiros, desde que seja comprovado o treinamento do animal


Para isso, é preciso traduzir para o português o certificado do animal e os dados do deficiente e do treinador.

 Multa

 

A nova lei prevê multa de R$ 1 mil a R$ 50 mil para o estabelecimento que impedir a entrada de pessoas com deficiência com o cão-guia. 


O mesmo valor será aplicado em caso de proibição da entrada e circulação do treinador do animal. 


Há previsão de cobrança em dobro no caso de reincidência. Os estabelecimentos que cobram ingresso de entrada estão proibidos de exigir pagamento a mais para aceitar o cão ou o treinador.

Laboratório


Desde maio deste ano, a Região Metropolitana do Recife conta com um laboratório de treinamento de cães-guia. 


O espaço é pioneiro e fica no Kennel Club de Pernambuco, no município de Paulista. O objetivo é potencializar o treinamento de animais que ajudam a promover a inclusão social e a mobilidade de pessoas com deficiência visual.


O Laboratório Acessível para Formação de Cão-Guia conta com  


  • Semáforos de veículos e pedestres;
  • Lixeiras;
  • Rampas; 
  • Meio-Fio;
  • Orelhões;
  • Placas Indicativas;
  • Árvores;
  • Calçadas;
  • Piso Tátil, Declives e demais obstáculos que dificultam a mobilidade de cegos em ruas e calçadas. 


Geralmente das raças Golden Retriever ou Labrador Retriever, os cães são selecionados ainda na ninhada através de técnicas de avaliação de comportamento, como em situações de ruídos intensos, por exemplo.

O treinamento, que dura dois anos, começa entre o cão-guia e seu treinador, que o ensina a desviar de obstáculos e obedecer comandos de voz. 


Nos últimos três meses, a pessoa com deficiência visual que receberá o cão participa da formação junto com o animal.


Fontes: G1 / Vida Mais Livre


12 de jul de 2016

Curso Online: Programas de Informática na Área da Deficiência Visual.



Começa neste dia 15 de Julho, o Curso Online: Programas de Informática na Área da Deficiência Visual.

 
Este curso é destinado aos professores e familiares de pessoas com deficiência visual, que queiram aprender a utilizar e a como são utilizados os programas de informática na área da deficiência visual, tais como Sistema Dosvox, leitores de tela para Windows e Linux, recursos de ampliação, além dos jogos para crianças cegas e com baixa visão

 

O que ira aprender: 

 

  • a fazer a instalação de cada programa;
  •  suas configurações;
  • forma de utilização e ensino de cada um;
  •  de forma que os professores poderão utilizá-los em suas salas de recurso;
  • bem como as famílias também poderão ensinar e praticar com seus filhos diariamente dentro de casa.

 
O curso será ministrado pelo Ambiente Virtual de Aprendizagem do Portal da Deficiência visual, de forma totalmente online, onde os participantes terão total flexibilidade de horário para assistir as aulas quando e onde quiserem, através do computador, ou ainda de um telefone celular com acesso à internet.

 
A carga horária é de 40 horas com certificado para os alunos com nota igual ou superior a 7.


A taxa de inscrição é de R$ 300,00, que podem ser parcelados em até 12x no cartão de crédito. No pagamento a vista, através de depósito ou transferência bancária, você recebe 10% de desconto, e paga apenas R$ 270,00.

 
O conteúdo programático e maiores informações sobre o curso estão disponíveis no link www.deficienciavisual.com.br/informatica ou pelo e-mail   contato.deficienciavisual@gmail.com


 




29 de jun de 2016

Óculos de alta tecnologia traz mais cor para a vida dos daltônicos



Uma inovação tem chamado atenção da comunidade daltônica.  Um par de óculos especiais criado pela empresa EnChroma proporcionou para algumas pessoas com essa deficiência a emoção de ver as cores pela primeira vez. 


A marca americana é especialista em aliviar a confusão visual entre o vermelho-verde, aumentando a percepção das cores sem comprometer a visão.


Após diversas pesquisas sobre genética e anomalias relacionadas à fotopigmentação, a EnChroma criou modelos de óculos de alta tecnologia, e o efeito sobre a forma como as pessoas com daltonismo percebem as cores pôde ser finalmente modificado.


Como funciona?

 

A lente filtra as cores específicas e segmenta os fotopigmentos. O método de filtragem desenvolvido pela  EnChroma corta os comprimentos de onda nítidas de luz para realçar as cores que seriam deficientes


Essa filtragem separa os cones vermelhos e verdes sobrepostos, ajudando a melhorar a visão de quem tem dificuldade de enxergá-las.


O cliente tem 60 dias para testar o produto, mais de 30 mil pares de óculos já foram vendidos em todo o mundo. 


Em relação aos planos para o futuro, a empresa está engajada em pesquisas para desenvolver lentes de contato com a mesma finalidade. 






24 de jun de 2016

Jacques Janine promove curso de automaquiagem para cegas




A incerteza de saber se a maquiagem está boa é uma dúvida que assola todas as mulheres que se produzem. 


Para as mulheres cegas, há todo um ritual: tocar o próprio rosto e sentir onde sobrancelha, lábios, olhos começam e terminam para passar sombra, blush e batom. 


Para promover a independência e beleza das mulheres com deficiência visual, os salões Jacques Janine e a Laramara (Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual) criaram um curso de automaquiagem ministrado por especialistas.


A primeira turma foi encerrada na quarta-feira, 15, e já existe uma fila de espera de 40 pessoas para a próxima, prevista para agosto. 


Em seis aulas teóricas e práticas, as alunas aprendem desde preparação da pele, passando pelas funções dos produtos, até truques de como delinear os olhos – um dos grandes desafios da maquiagem para qualquer um.


“Esse curso me fez pensar a maquiagem de uma maneira diferente. Faz você se sentir mais bonita independentemente de você estar se vendo ou não. Nós que estamos nos vendo sempre no espelho nunca pensamos nisso”, diz Chloé Gaya, maquiadora e consultora de imagem do Jacques Janine.


Geisa Souza Santos, 37 anos, ficou cega aos 26 em decorrência de um glaucoma, e afirma que o curso elevou sua autoestima. 


“Ganhei mais autonomia e independência. Fiquei dez anos sem tirar os óculos escuros, mas agora me encorajei. Posso me maquiar e me sentir tão bonita quanto as outras mulheres”, conta.


Para a massoterapeuta Débora Perossi, de 56 anos, a maquiagem ajuda também no âmbito profissional. 


“Estou me sentindo mais confiante com minha aparência para atender meus clientes”, afirma. 


A Laramara percebeu que as pessoas com deficiência visual atendidas pela associação tinham a necessidade de aprender mais sobre automaquiagem durante as atividades da vida cotidiana.


“Sabemos que não é só a maquiagem que vai definir a autoestima de uma pessoa, mas ela contribui muito para elas se sentirem mais felizes”, coordenadora do Programa do Jovem e do Adulto, Cecília Maria Oka. 


A instituição Laramara também ensina técnicas para que pessoas com deficiência lidem com situações do cotidiano, como limpar a casa, cozinhar, estudar e cuidar da própria higiene pessoal.


 
 
 
 
 

18 de jun de 2016

Cinco aplicativos inovadores para cegos




A tecnologia pode ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência. Selecionamos 5 aplicativos para Android e iPhone para pessoas com problemas de visão ou cegas, a maioria deles gratuita.

 

1. BlindTool 

 

Criado pelo cientista da computação Joseph Cohen, pesquisador da Universidade de Massachusetts, o aplicativo reconhece objetos


Funciona da seguinte maneira: o usuário deve apontar o celular para seu entorno até senti-lo vibrar. Isso significa que o aplicativo detectou um objeto reconhecível e pode verbalizar qual é.


Essa leitura de objetos tridimensionais é feita por uma rede neural artificial capaz de relacionar o que está diante da câmera do aparelho com imagens armazenadas em um banco de dados, buscando semelhanças. 


O sistema, claro, está sujeito a erros, mas é programado para descrever o objeto apenas se há possibilidade de ao menos 30% de acerto


O BilndTool é gratuito e está disponível para sistema Android no Google Play.


 

2. Be my eyes 


 
Esse aplicativo é especialmente interessante, pois permite que pessoas que enxergam ajudem cegos a resolver problemas pontuais, como ler uma etiqueta, um rótulo, uma conta etc. 


Ao se cadastrar no sistema, o usuário pode atuar como voluntário ou como alguém que precisa de auxílio. 


Este envia imagens em vídeo do que precisa ver; a outra pessoa responde por escrito e o aplicativo verbaliza.  


Be my eyes pode ser baixado gratuitamente para iPhone no iTunes.


 

3. Color ID 


 

Disponível para iPhone e Android, é capaz de reconhecer os mais variados tons de cores e verbalizar (em inglês) para o usuário. 


Pode ajudar pessoas com baixa visão a descobrir, por exemplo, a cor da roupa que pretende usar ou se uma fruta ainda não está madura. Gratuito.



4. IBrailler Notes


 

Permite digitar anotações na tela do iPad ou iPhone e compartilhá-las diretamente em braile

Basta posicionar os dedos sobre a tela que teclas dinâmicas aparecem, melhorando o conforto do usuário. 


A versão mais recente para iPhone custa US$ 19,99 (em moeda brasileira vária conforme a cotação do dólar) no iTunes.



5. Ariadne GPS 



O GPS especialmente desenvolvido para cegos ajuda a saber onde ele está e a seguir rotas. 


O usuário passa o dedo sobre o mapa e o aplicativo verbaliza onde ele está e oferece as coordenadas para chegar ao destino. 


O celular vibra caso seja preciso atravessar um cruzamento e também sinaliza as paradas em ônibus em movimento. 


Disponível em vários idiomas para IPhone, por US$ 5,99 (em moeda brasileira vária conforme a cotação do dólar).