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25 de jul de 2016

Jovem protesta contra a falta de legenda nos cinemas e gera grande repercussão

A imagem está no formato retangular na vertical. Nela contém uma jovem protestando em frente ao cinema Cinepólis, segurando cartazes com os dizeres: Este cinema não respeita surdos, legenda pra quem não ouve é lei, pessoas com deficiência existem, lei 13.146 acessibilidade é um direito, mais legenda menos exclusão, e se fosse com você?, quero assistir A Era do Gelo e Procurando Dory, cadê a legenda? surdos existem


 A catarinense Danille Kraus Machado, tem uma perda auditiva bilateral moderada, e no último domingo 24/07 promoveu um propesto em São José do Rio Preto(SC) defendo a acessibilidade para as pessoas com deficiência nos cinemas.


Na tentativa de assistir o filme com legenda, Danielle recorreu ao gerente do cinema Cinepólis no Continente Shopping, que se recusou a providenciar uma solução para o pedido da jovem.


Após o epsódio, Danielle, decidiu fazer uma publicação em seu perfil do Facebook, contando o acontecido. 


Confira a Publicação de Danielle Kraus Machado em seu perfil do facebook


"Hoje fui no Continente Shopping - São José, onde o cinema é da empresa Cinépolis. 
Queria assistir A Era do Gelo ou Procurando Dory. Porém tenho perda auditiva bilateral moderada, e mesmo com aparelhos auditivos preciso de legenda. 
Só que não tinha.
Depois de esperar um tempão pelo gerente, ele vem e só fica falando "Você que procure seus direitos então, eu não posso fazer nada, quem decide se é legendado ou dublado é a distribuidora." 

 
Porém já descobri que quem decide isso é o pedido do cinema, ou seja, dele mesmo. 
 
 
Ok, ele "não pode fazer nada", mas eu posso. Vai ter processo, vai ter exposição e por mim teria boicote também. 
 
Vai ter resistência. 
Vai ter cartaz.
Vai ter denúncia.
Vai ter luta.
 
 

Semana que vem tem mais, quem conhecer alguém que tenha interesse em ir junto, só avisar.(Será em outros cinemas que também não cumprem a lei
 


Essa luta é por todas as pessoas com deficiência. 
 


Se você não diz à uma pessoa com deficiência física, cadeirante:
  
 "Se essa rua não tem rampa é só passar em outra, ué, que frescura, quer andar em todas as ruas, igual todo mundo "

Então não diga à uma pessoa com deficiência auditiva:
"Se esse filme não tem legenda é só ver outro, ué, que frescura, quer ver todos os filmes, igual todo mundo ". 

Deu pra notar a descriminação ??

Obs: Já tentei assistir dublado. Mal entendi 3 frases. Não adianta eu querer fingir que não tenho deficiência auditiva.

 
‪#‎descriçãoparacegover‬: mulher segurando cartazes, em frente ao cinema, com os dizeres: Este cinema não respeita surdos, legenda pra quem não ouve é lei, pessoas com deficiência existem, lei 13.146 acessibilidade é um direito, mais legenda menos exclusão, e se fosse com você?, quero assistir A Era do Gelo e Procurando Dory, cadê a legenda? surdos existem."



Fonte: Revista Incluir


23 de mai de 2016

Cegos se mobilizam para baratear manutenção de cães-guias em Santa Catarina






Pessoas com deficiência visual usuárias de cães-guias deram início à mobilização para redução de custos de manutenção dos animais, em Santa Catarina. 


Entregues gratuitamente por exigência da lei brasileira, os cães-guias passam a ser custeados pelos novos donos assim que iniciam o trabalho. Uma ajuda de valor inestimável, mas que pesa no bolso: os gastos com os animais chegam a R$ 600 por mês.


— O que ele faz por mim não tem preço. Passei a ter independência, uma vida ativa. Mas queremos encontrar uma maneira de deixar a manutenção mais barata, até para que mais pessoas tenham acesso ao cão-guia — diz Felipe Cristiano da Silva, 24 anos, estudante de Relações Internacionais, que tem a companhia do labrador Thor há um ano e meio.


Felipe organizou o primeiro encontro do grupo, em espaço cedido no fim de semana pelo Instituto Federal Catarinense (IFC), em Camboriú, onde fica o primeiro Centro de Treinamento de Instrutores de Cães-Guias custeado pelo Governo Federal no país. 


As discussões incluem formar uma associação para pleitear compras conjuntas de materiais para o cão — o que reduz custos em até 25% — e a mobilização para criar uma lei que garanta redução de impostos na compra de ração, por exemplo.


A ideia é semelhante à lei que isenta às pessoas com deficiência o pagamento de impostos como IPI e ICMS na compra de um veículo. A estimativa é que, no caso da ração, a medida reduzisse em pelo menos 17% o custo do pacote. Levando-se em conta que os cães-guias precisam de alimentação de alta qualidade, para melhorar a performance e a expectativa de vida, o desconto é providencial: o saco de ração custa hoje de R$ 200 a R$ 250.


Cego e ativista das causas da pessoa com deficiência, o fisioterapeuta Sidnei Pavesi, de Brusque, ressalta que o alto custo da manutenção limita o perfil dos cegos ou pessoas com baixa visão que podem fazer uso do cão-guia


No cadastro nacional há mais de 400 candidatos a receber um cão, mas sabe-se que o número pode ser muito maior. 


Há no Brasil 6 milhões de pessoas com deficiência visual, considerando-se cegueira total e baixa visão. Pelo menos 150 mil poderiam ser beneficiadas por um cão-guia.


— Precisamos repensar as políticas públicas que envolvem o cão-guia — diz Pavesi, que já viajou o mundo com o golden retriever.


Acesso livre


Além das questões econômicas, outra bandeira da associação de usuários de cães-guias é a conscientização sobre o livre acesso


A lei brasileira garante aos animais acesso a qualquer estabelecimento público ou privado, com restrições apenas em áreas cirúrgicas, de manipulação de remédios ou alimentos.


O mesmo vale para os filhotes, que estão em fase de socialização. Mas os relatos de desrespeito à legislação são constantes.


Cezar Oliveira, que vive em Palhoça e há um ano recebeu o golden retriever Duster, já passou por constrangimentos:


— Ônibus que não param, coisas assim. Quando ouço alguém falar, criando dificuldade, argumento. Mas sei que muitos fazem cara feia, e não posso responder porque não enxergo.


A lei prevê multa de até R$ 30 mil para estabelecimentos que coibirem entrada de cão-guia acompanhado de pessoa com deficiência visual ou do socializador, e até interdição em caso de reincidência.


Respeito e sensibilidade são palavras-chave numa relação que vai muito além da companhia. Os cães fazem as vezes de olhos para quem não pode enxergar, e são responsáveis por uma mudança de vida incomparável. 


Como relata Gabriel Toledo, estudante de Psicologia que encontrou a independência ao lado do dourado Cedar após ter perdido a visão, dois anos atrás.


— Eu não tinha mais vontade de continuar. Esse pequeno animal de quatro patas me mostrou que tinha um sentido em seguir em frente. Eu estava cego no meu mundo, e ele me mostrou um outro mundo. Me trouxe vontade de viver.
 
 
 
 
 

30 de abr de 2016

“Para mim é um grito de liberdade”, diz homem com deficiência visual ao defender cães-guias




Quem esteve na avenida Paulista na última quarta-feira (27), em São Paulo, pode ter se deparado – e ficado encantado – com a “Cãominhada”, um ato simbólico que chama a atenção para a inclusão das pessoas com deficiência visual na sociedade e pede mais direitos e respeito à legislação que garante o livre acesso de cães-guias a estabelecimentos, meios de transporte e locais públicos.


Com nove cães-guias e seus respectivos condutores, o evento fez sucesso. Algumas pessoas chegavam a recusar, de cara fechada, os panfletos da manifestação, mas mudavam de humor ao ver os cães.


Só que para quem pensa que o grupo não tem motivo para protestar, o atual cenário brasileiro mostra que há razões sim. 


O país possui 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, 582 mil cegos e 6 milhões com baixa visão, de acordo com o Censo 2010 conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 


E dentro deste número, apenas 100 cães-guias servem à população que sofre com a deficiência visual, de acordo com o instituto IRIS (Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social), que organizou o evento.


O grande déficit se dá em parte por conta do custo e da dificuldade em se treinar o cão-guia. 


Segundo Thays Martinez, presidente da IRIS, a capacitação dos cães da instituição é feita em parceria com profissionais norte-americanos e, por conta disso, é um processo demorado. 


“A formação requer investimento, cuidados especiais e é um trabalho que só pode ser executado por profissionais especializados”, afirma.


A própria Thays tem deficiência visual e conta que a transformação que o cão-guia traz é impressionante. 


“O que um cão-guia promove na vida de um cego é incrível. Tanto que costumo dizer que divido minha vida em antes e depois do Boris, meu primeiro cão-guia. Eles nos permitem caminhar com muito mais segurança, liberdade e autonomia. Hoje, estou com meu segundo cão-guia, o Diesel, e não consigo me imaginar ficando sem o auxílio e a companhia desses seres iluminados”, explica.

União inexplicável



Aos 34 anos, Rafael Braz, instrutor no Senai-SP, é uma dessas pessoas com deficiência visual que contam com o auxílio de um cão-guia, no caso, o Ozzy, que tem 5 anos e 3 meses, mas está com ele há quase três anos. 


“Ele é mais do que meus olhos. É minha vida, meu companheiro, meu amigo, pai, filho. Ele é tudo.”, conta sem economizar nos elogios.


A relação deles mostra a importância do animal na vida de Rafael. “São dois que se formam um”, diz ele, explicando que o perfil do condutor, dono do cão, é muito compatível com a personalidade do animal. 


“Um depende do outro. Um precisa do outro para comer, para andar, etc. É o encaixe perfeito de uma necessidade em comum. Eu só tive a sensação do vento batendo em meu rosto, quando saí, livre, com o Ozzy. Um amigo para conversar na caminhada, não ficar solitário”.


E foi pensando no Ozzy que Rafael participou da “Cãominhada”.Para ele, é a população reivindicando os direitos de seus cães. 


“Para mim é um grito de liberdade. Um pedido de direito para os cães-guia. Ainda existem descriminação com o cão guia, eles precisam trabalhar em paz. Ainda há lugares em que o cão não pode entrar em paz, sem ser barrado, mas não deveria existir. Principalmente, táxis, ubers e ônibus”.

Campanha


Além da “Cãominhada”, a instituto IRIS também montou uma campanha de arrecadação online para ampliar o número de pessoas que precisam de cães-guias no país.


O projeto permitirá a doação de cães-guias a brasileiros cegos, além de custear o treinamento dos animais, que chega a R$ 35 mil por cachorro. 


Ambos precisam viajar para os Estados Unidos para um período de treinamento conjunto.


“São 26 dias de capacitação de condutores com os novos cães-guia, um treinamento que tem o objetivo de adaptar ambos a uma nova rotina. Nesse período, um instrutor brasileiro ministra aulas, em português, que incluem conhecimentos sobre cuidados diários com os cães, trajetos (em cidades e zona rural) e condução”, conta Thays.

***

Campanha: Quanto vale o seu olhar?



Organizador: Instituto IRIS (Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social)

Causa:
Treinar e doar cães-guias para pessoas com deficiências visuais
 
Como contribuir: Doando a partir de R$ 20 pelo site da campanha no Kickante
 

***

 
 
 
 

11 de abr de 2016

Pessoas com deficiência fazem ‘Cadeiraço’ para cobrar acessibilidade em Rio Claro




Centenas de pessoas participaram de um ‘Cadeiraço’ em Rio Claro (SP) neste sábado (09/04). 


Os manifestantes se reuniram no Jardim Público, no Centro da cidade, para cobrar melhores condições de acessibilidade.


“Constantemente os nossos direitos estão sendo violados e ninguém está fazendo nada. Então nós nos reunimos para lutar para que as pessoas respeitem os direitos das pessoas com deficiência”, disse Juliana Oliva, delegada das pessoas com deficiência e uma das participantes do ato.


A ação reuniu cadeirantes e pessoas sem nenhum tipo de deficiência, como a estudante Myriam Roberto Gomes.


“A humanidade é muito egocêntrica. Então, se eu não estou em uma cadeira, para mim tudo bem, ok. Mas aí, se a gente vê toda a luta que eles passam para entrar em uma loja que não tem estrutura certa, para entrar em alguma coisa que não tem estrutura certa, nós vamos estar nos sentindo no lugar deles”, defendeu a jovem.

Obstáculos


O estudante Pablo Coelho também participou da mobilização e contou que não há um dia em que não volte para casa indignado por conta dos desníveis e dimensões de calçadas, ruas e estabelecimentos.


Os mesmos problemas atrapalham o advogado Marçal Casagrande. Ele foi diagnosticado com distrofia muscular há 7 anos. 


Os músculos foram perdendo a força e, por isso, passou a andar de cadeira de rodas. Hoje, seu desejo é ter liberdade para se locomover.


“Meu maior sonho é não depender de ninguém, é poder atravessar uma rua sem ter que pedir ajuda para ninguém, poder ir ao banco sem precisar de ajuda, ir a um restaurante”.





12 de jan de 2016

Rapaz com deficiência deixa recado a motoristas que param em vagas prioritárias



Cansado de encontrar as vagas destinadas à deficientes e idosos ocupadas por veículos sem autorização em Rio Branco, o empresário Emir Mendonça, de 48 anos, que é deficiente físico passou a marcá-los com tinta. 


"Esse vaga não é sua" é a frase que ele pinta nos veículos. O protesto começou há, aproximadamente, um ano.


Mesmo sendo credenciado, Mendonça conta que resolveu reivindicar o próprio direito, depois de inúmeras vezes precisar parar o carro longe da vaga destinada, por lei, a portadores de deficiência.


Em 2014, devido à diabetes, o empresário precisou amputar o pé direito e quatro dedos do esquerdo.


"Eu sou PNE [Portador de Necessidades Especiais] e o pessoal não tem respeito nenhum. Lei não se discute, se cumpre. Além de não tirarem o documento para ficarem credenciadas para usar a vaga, as pessoas estacionam sabendo que alguém pode precisar. Fui me estressando e pego a 'Nugget' e escrevo", diz.


Apesar de ter convicção que luta para garantir respeito, o acreano diz que não encontrou apoio da família, que teme que ele sofra algum tipo de agressão de algum motorista contrariado. Entretanto, para ele, muito se reclama sobre corrupção, mas é comum, nas pequenas coisas, cometer esse tipo de erros.


"Meu pai, meu irmão e minha esposa já me pediram para parar. Sofro bullying dentro de casa por estar reivindicando o que é correto. É lei, tem que cumprir. O pessoal fala que político é corrupto, mas o próprio ser humano  está sendo corrupto. A educação vai de dentro de casa para rua", ressalta.


Aos infratores, Mendonça pede três coisas: "respeito, educação e consideração". Ele defende que os motoristas que não possuem deficiência deveriam se colocar no lugar dos que têm, para perceber a importância do protesto.


"Hoje em dia, estamos aceitando tudo muito fácil. Na placa não está dizendo que está liberado nem por um minuto. Se fosse uma placa de enfeite, tudo bem, mas qualquer lugar que eu tenho meu direito, vou brigar por ele. Que os motoristas avaliem que poderiam ser o filho ou mãe deles", acrescenta.


O empresário fala ainda que, diversas vezes, ao encontrar a vaga preenchida por um carro sem a autorização, chegou a ligar para o serviço 190, da Polícia Militar, mas que nunca foi atendido. 


"Tem vários protocolos meus no 190, eu ligo, mas não adianta. Nunca tive uma resposta. Por isso, tomei a decisão de escrever no carro e postar nas redes sociais".



O fotógrafo Junior Aguiar registrou o momento em que Mendonça, por não conseguir estacionar na vaga prioritária, marcava um carro no estacionamento de um supermercado da capital acreana, na quarta-feira (8). Ao G1, ele afirma que a atitude do deficiente o fez refletir.


"Ele chegou me perguntando se o carro era meu, eu disse que não. Ele me falou que tinha dificuldade de locomoção e que a vaga estava preenchida. Vendo aquilo, me senti um pouco envergonhado, porque algumas vezes já estacionei nas vagas de idosos e deficientes. Aquela cena me fez refletir que, às vezes, a gente não se coloca lugar deles", diz.
 

Infração grave



A partir desde mês, estacionar em vagas destinadas a idosos e portadores de necessidade especial passou de infração leve para grave, ou seja, cinco pontos na carteira de habilitação. 


Em decorrência disso, o valor da multa também sofreu alteração, passando de R$ 53,20 para R$ 127,69.





18 de dez de 2015

Abaixo-assinado online luta pela educação inclusiva e contra ação da Confenem

 



Foi lançado, na internet, o abaixo-assinado "Todos A Favor de Uma Educação Inclusiva e Contra a Ação Discriminatória  da Confenem".
 

O objetivo da ação é manifestar a indignação da sociedade contra a Ação de Inconstitucionalidade ajuizada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenem) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
 

A entidade alega a inconstitucionalidade da Lei Brasileira de Inclusão, que garante a educação inclusiva e impede a cobrança de taxas extras para matrícula de crianças e jovens com deficiência em escolas particulares.
 

Para conhecer e assinar a petição, acesse:  
www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR86238
 


28 de mar de 2015

Em protesto, homem empurra cadeira de rodas por 6,5 mil km até o DF

 


O ativista mineiro José Geraldo Castro, conhecido como Zé do Pedal, chegou a Brasília na tarde desta terça-feira (24) empurrando uma cadeira de rodas para alertar as pessoas sobre os problemas com acessibilidade. 


Ele começou a cruzada em 10 de fevereiro, e de Roraima até o DF percorreu 6,5 mil quilômetros. O homem disse já ter passado por 73 países defendendo a casa.


Castro anda sempre a pé com a cadeira, com a qual testa os obstáculos pelos percursos. Ele diz que pretende entregar uma proposta de projeto de lei sobre a questão à Câmara Legislativa do Distrito Federal.


Em um passeio pela Esplanada dos Ministérios, o homem percebe as dificuldades provocadas pela falta de rampas nas calçadas em frente à Catedral Metropolitana. Uma das únicas encontradas situa-se no Ministério da Cultura. Há outras cobertas com cimento.


"Tem passeios para todo mundo usar, menos para pessoas com deficiência", diz. Castro afirma que no país, ao contrário do que ocorre na Europa, a maioria das cidades tem problemas de acessibilidade. "Aqui é tudo igual. Lá talvez tenha 1% dos problemas que temos aqui."
 

Os buracos são outros problemas. "Não são só as rodovias da gente que estão em estado ruim. As calçadas também."


Para Zé do Pedal, a recompensa pela jornada vem por meio declarações de pessoas que conhece. "Eu estava no México, fui fazer uma palestra na escola e após a palestra uma crianças chegou para mim e falou assim: 'Senhor Castro, obrigado por fazer isso também por mim.' Então, é isso que te motiva."


Fontes: G1  /   Rede Saci


Pais de deficientes auditivos protestam para cobrar repasse do governo


 
A Associação de Pais do Centro Educacional de Audição e Linguagem Luduvico Pavoni (Ceal), na Asa Norte, realizaram nesta quinta (26) um protesto em frente à Secretaria de Saúde. 


Eles cobram do órgão o repasse de mais de R0 mil, que estão atrasados e são necessários para que a Instituição se mantenha.



De acordo com o Padre José Rinaldi, diretor-geral do Ceal, o movimento partiu da Associação de Pais e contou com aproximadamente 120 pessoas. 


Ele conta que a instituição atende, pelo menos, 100 novos usuários todo mês. "São pessoas de todas as idades, que tenham algum problema de audição", afirmou o diretor.


O Padre declarou que o Ceal não tem como continuar a funionar sem o repasse. "A Instuição não tem como ir para frente sem essa verba", desabafou. Ele explica que o dinheiro seria usado para a compra de aparelho auditivos para aproximadamente 500 usuários.


A instituição funciona há 40 anos, conforme comentado pelo diretor. "A gente costumava 'se virar', recebíamos doações e ajuda da Secretarias de Educação e de Ação Social", contou. "Até que, em 2008, deu-se início ao convênio com a Secretaria de Saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS)", concluiu José Rinaldi.


A dívida


Em nota, a Secretaria de Saúde informou que "a dívida do governo passado com a instituição é de R$ 719 mil". O órgão "firmou o compromisso de reconhecer a dívida, publicar no Diário Oficial do Distrito Federal e realizar o crédito da verba", que vem do Ministério da Saúde.


O diretor José Rinaldi esclareceu que a falta de repasse é referente aos meses de agosto a dezembro de 2014. 


A Secretaria declarou que, "em reunião com representantes do Ceal, na manhã desta quinta (26), ficou acordado que o repasse da verba referente à prestação de serviço, pela instituição, em 2014, será realizado até o final da próxima semana".


O órgão informou, ainda, que "em janeiro de 2015 foram repassados à instituição R$ 156.221,10, referentes ao serviço oferecido no próprio mês". 


Deste modo, o pagamento de fevereiro será efetuado tão logo o Ceal apresente a nota dos serviços prestados. E concluiu afirmando que os pagamentos deste ano estão ocorrendo de forma regular.


A Secretaria de Saúde arremtou a nota explicando que tem todo o interesse em resolver as pendências com as empresas prestadoras de serviço e demais fornecedores. Em resposta, o Padre José disse que "espera que as promessas sejam cumpridas".


 

19 de set de 2014

1° Movimento - "Nos nao enxergamos e voce nao veem?"

A atriz silvia malammzu, convida a todos para participar do evento "Nos nao enxergamos e voce nao veem?"
Que será realizado 
dia 27/09/2014 
Horário
9:00-10:30hs 
Local
 
no vao do MASP. 
  Convidem a todos os amigos e grupos e tragam seus apitos! Estamos chamando a imprensa, vamos mostrar que temos direitos iguais e queremos mudanças e projetos para agora , antes das eleiçoes.
Deixem-nos ajudar na causa!
 Mais Informações: https://www.facebook.com/sil.malamzu


9 de abr de 2014

Pessoas com deficiência param cadeiras em estacionamentos como protesto


Bilhete em que se lê 'só um minutinho', colado numa cadeira de rodas


As pessoas com deficiência que moram Oliveira (MG) realizaram uma ação nesta segunda-feira (7) para chamar a atenção dos motoristas sem deficiência que estacionam nas vagas preferenciais. 


No lugar dos carros, cadeiras de rodas foram colocadas nas vagas com bilhetes escritos “só um minutinho, volto já”, representando as desculpas que são dadas por aqueles que desrespeitam o direito dos deficientes físicos no município.
 
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 24% da população no município tem alguma deficiência. Para estacionar nas vagas preferenciais, os motoristas precisam estar credenciados, mas na prática não é isso o que ocorre. 


“Quem tem deficiência física tem a dificuldade de se locomover e ainda encontra a vaga destinada a ele sendo usada por uma pessoa que não tem deficiência. Essa é uma questão não só de educação, mas de respeito com o outro”, disse a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comped), Rosimare

 

Marco Antônio Monteiro ficou paraplégico há cinco anos e, para não depender de motorista, adaptou o veículo dele. Mesmo assim, os desafios no trânsito continuaram. “Tem dia que eu preciso dar três voltas no quarteirão para encontrar vaga, porque muitos não respeitam as placas indicando o estacionamento preferencial”, lamentou.
 

Segundo o vereador João Batista Ribeiro (PSC), que também é deficiente físico, a expectativa é aumentar o número de vagas preferenciais. “Atualmente temos nove vagas na região Central, mas esperamos chegar até 20. É preciso ampliar esses estacionamentos para atender a essa população”, informou.


Fonte: G1 Minas Gerais Centro Oeste



7 de out de 2013

Ativista tetraplégico inicia greve de fome pelo direito a uma vida independente

Eduardo Jorge deitado em uma maca, na frente da Assembleia da Repúblic
Eduardo Jorge anunciou através da rede social facebook, que vai iniciar uma greve de fome, a partir de 7 de outubro, em frente à Assembleia da República, em Portugal, em protesto com a falta de dignidade que, todas as pessoas com deficiência e dependentes de terceiros, são sujeitos em Portugal.


“Todos sabemos que a maioria das pessoas com deficiência não pode viver sem assistência pessoal”, afirma Eduardo Jorge no seu blogue “Tetraplégicos”. 


 O ativista tetraplégico chama à atenção para a falta de condições das soluções existentes e salienta a necessidade de “muitas mães e pais deixarem as suas carreiras e vidas em suspenso porque são obrigadas a abdicar de tudo em prol do seu filho”.


Eduardo Jorge defende ainda que “o Estado e o utente gastam imenso dinheiro com programas, e em instituições inadequadas quando o mesmo dinheiro poderia servir para assegurar a continuidade das pessoas em suas casas, e no seu ambiente familiar, com outra qualidade de vida e dignidade. Seriamos nós a gerir as nossas vidas”.


Este protesto conta também com o apoio do Movimento (d)Eficientes Indignados.

Eduardo Jorge diz que a greve de fome terminará quando “os grupos parlamentares se comprometerem a apresentar uma lei de promoção da autonomia pessoal – vida independente”.


Fonte: Esquerda.net

8 de jul de 2013

Protesto de deficientes auditivos ocupou duas faixas na av. Paulista

Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), por volta das 19h15, o grupo ocupava as duas faixas da direita da via, na altura da al. Ministro Rocha de Azevedo, no sentido Paraíso.

Na quarta-feira (3) o grupo fez uma manifestação semelhante, também na Paulista, onde ocorriam pelo menos outros dois protestos simultaneamente.

Na ocasião, uma intérprete do movimento disse que serviram de motivação para o protesto recentes pronunciamentos da presidente Dilma na televisão em que não houve legendas nem intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais).

O grupo defende também a adoção de legendas ou intérpretes em teatros e espetáculos em geral. 

"Estamos revoltados porque não temos direitos. Faltam intérpretes para gente. Somos cidadãos e merecemos", disse, naquele dia, o educador Leonardo Castilho, 25, deficiente auditivo.