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8 de nov. de 2016

App Livox dá voz e autonomia para pessoas com deficiência



Para dar uma melhor qualidade de vida e estimular o potencial de sua filha, Clara, 9, com paralisia cerebral, o pernambucano Carlos Pereira, 38, desenvolveu uma tecnologia que já ajudou mais de 20 mil pessoas com deficiência a se comunicarem.


Isso porque o aplicativo Livox consegue atender diferentes deficiências e doenças, como

  • Autismo;
  • ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica),
  • Sequelas de AVC (Acidente Vascular Cerebral).


“Existem cerca de 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo [de acordo com a Organização Mundial da Saúde]. Eles são a maior minoria do planeta”, afirma o empreendedor social.


A ferramenta cujo nome vem do latim e significa liberdade e voz facilitou a vida de muitas famílias que, assim como a do empreendedor social, precisavam se valer de volumosos fichários e cartões de comunicação alternativa para inserir crianças e adultos com deficiência no mundo.


“O Livox veio para dar essa força às famílias que andavam com pastas, o que era pouco prático. É muito mais fácil levar um tablet na bolsa”, afirma Ana Cláudia Cavalcanti, mãe de Rafael, 10, que tem autismo, e utiliza o aplicativo para se comunicar com a família e também para aprender. “É uma ferramenta também de inclusão escolar.”


O benefício proporcionado pelo Livox foi reconhecido pela ONU (Organização das Nações Unidas), que o premiou como a melhor tecnologia inclusiva do mundo.


O aplicativo venceu também o Desafio de Impacto Social do Google para pessoas com deficiência, que lhe garantiu um investimento de cerca de R$ 2,2 milhões para aprimoramentos que permitiam os usuários se comunicarem com mais rapidez.


LIVOX NA ESCOLA


Com sua eficácia comprovada pelos pais, o Livox chegou também às escolas. 


A Prefeitura do Recife adquiriu, em 2014, 5.000 licenças do software que hoje são utilizadas por alunos de escolas municipais, como a de Educação Infantil Engenho do Meio, na periferia da capital pernambucana.


“Quando vi o Livox em um programa de televisão, disse que queria aquilo para os meus alunos. A gente procurou a [Secretaria de Educação do Recife], que disponibilizou o serviço e topei testar”, conta Jeyse Anne de Oliveira, 36, professora de atendimento educacional especializado na Engenho do Meio.


A escola é referência no atendimento de jovens com deficiência, promovendo a inclusão de 86 alunos com alguma carência física ou intelectual.


Um deles é Jhonatan Santos, 19, o primeiro estudante da rede municipal a usar o aplicativo em sala de aula.


“O Livox permite em qualquer momento expressar aquilo que ele [Jhonatan] está sentindo. É a sensação de liberdade”, conta Ginny Lins, 33, mãe do jovem que teve paralisia cerebral durante o parto.


Com seu largo sorriso e uma destreza que impressiona apesar dos movimentos em espasmos, Jhonatan manda mensagens de texto e posta vídeos pelo Facebook, provando que o uso da tecnologia lhe abriu as portas do mundo.


O jovem pediu à mãe que fizesse uma homenagem ao criador do Livox


“Obrigado, Carlos, por fazer as outras pessoas me ouvirem”.


Para a diretora Bianca Simonetti, além de ganhos na comunicação e na aprendizagem, a tecnologia “dá protagonismo aos alunos.”


Após a experiência com Jhonatan, o secretário de Educação do Recife, Jorge Vieira, conta que o aplicativo passou a fazer parte da política de educação inclusiva.


“Já temos 500 tablets com Livox instalado, 260 deles estão com o aluno e sua família. Outros 240 já foram distribuídos em 111 escolas que têm sala de multirrecursos onde os alunos são atendidos”, diz o secretário.

EXPANSÃO

 

O impacto do uso do aplicativo Livox deve aumentar por meio de uma parceria com a Federação das Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) do Estado de São Paulo, na qual haverá um desconto de 74% na venda da licença, que passará a custar R$ 350.


É uma forma de democratizar o software no Brasil. “Fechamos com o Livox e já iniciamos a utilização em 22 Apaes e a expectativa é que a gente expanda para todas as Apaes de São Paulo, que são 305”, afirma, Crisitiany de Castro, presidente da federação.


Nessa parceria com a associação, são esperados 2.500 novos usuários até o fim de 2016 e 60 mil, em 2017.


Com a nova lei de inclusão escolar (Lei 13.146/2015), que proíbe escolas privadas de cobrar a mais de alunos com deficiência e determina que ofereçam profissionais de apoio, o aplicativo também foi avaliado pelo MEC (Ministério da Educação).


“A avaliação do Instituto Renato Archer para o ministério classificou o Livox como uma ótima ferramenta de alfabetização para pessoas com e sem deficiência”, explica o sócio de Carlos, Paulo Henrique Araújo, o que mostra seu potencial de inclusão.


O aplicativo Made in Brazil” atravessa fronteiras e já é comercializado em quatro outras línguas: inglês, árabe, espanhol e alemão. Nos Estados Unidos, a tecnologia brasileira é usada na reabilitação pediátrica do Florida Hospital.


A competitividade da tecnologia em solo americano é destacada pela chefe do programa de reabilitação pediátrica do Florida Hospital, Sarah Robins, onde uma licença custa US$ 250, aproximadamente R$ 800.


“Tivemos recentemente uma garota que teve autorização do seguro de saúde para o pagamento de parte de sua ferramenta de comunicação, antes de conhecermos o Livox, no valor de US$ 5.000. O processo dura entre 6 e 12 meses para ser autorizado e ela ainda não recebeu o aplicativo”, relata.


A fonoaudióloga Erica Heatherington ressalta a facilidade de trabalhar com o aplicativo no Florida Hospital, onde utiliza o Livox há quatro meses com pacientes com diferentes deficiências


“É uma plataforma com interface amigável. É fácil de programar, de personalizar e de levar pelo hospital, o que é um ótimo benefício para nós.”


 

31 de out. de 2016

Projeto desenvolve potencial de pessoas com deficiência por meio da arte



Sulamita Oliveira Damazio, 34 anos, costuma fazer as coisas no próprio tempo e do jeito que a deixa mais confortável. 


Ela precisa chegar aos lugares pelo menos uma hora antes de dar início a cada atividade ou cumprimentar as pessoas, escuta só o que realmente quer e cria novos termos para nomear objetos e alimentos. 


Quando perguntado sobre qual é a “limitação” de Sulamita, o pai, Daniel, responde:


– Nenhuma. Ela só tem síndrome de Down.


Há dois anos, Sulamita também é atriz. Ela participa do Projeto Arte para Todos, uma parceria entre o Núcleo de Assistência Integral ao Paciente Especial (Naipe), a Associação para Integração Social de Crianças a Adultos Especiais (Apiscae) e o Universo Down e está entre os artistas que se apresentam hoje no Teatro Juarez Machado, em Joinville


Como integrante da oficina de teatro, ela costuma chegar em casa depois das aulas e sentir vontade de repassar alguns exercícios.


Movimentos como passar uma mão na outra ou trechinhos de uma música de Arnaldo Antunes poderiam parecer incompreensíveis para Daniel ou para a mãe, Conceição, mas Sulamita conta com a presença dos dois entre os colegas do projeto


Dessa forma, tem em todos os outros momentos da semana uma extensão do que aprende na oficina e pode contar com essa parceria na hora em que tem vontade de realizá-los fora da sala de aula.


– Ela chegou a fazer aula de Libras e, como eu não fazia, quando ela chegava em casa e queria repetir o que aprendeu, eu não sabia o que fazer. Agora, consigo identificar e participar – conta Conceição.


Desde que começou as aulas, Sulamita mudou o comportamento. De eterna criança que vivia dentro de casa, dependendo dos pais até para se alimentar, ela conquistou autonomia e começou a desempenhar atividades comuns do dia a dia que, até então, pareciam muito difíceis. Deixou também de chorar à toa, em horas de depressão que não tinham explicação.


Tudo isso faz parte de um conjunto de mudanças que a fisioterapeuta Simone Marcela Oliveira, atual coordenadora do Naipe, percebeu nos participantes das oficinas de artes, aliadas ao desenvolvimento físico e motor – e que tem na participação dos pais um forte aliado.


– Passamos por momentos em que os alunos absorveram tanto as lições, que os pais reclamaram da quantidade de autonomia que desenvolveram. Este ainda é um desafio: os pais protegem tanto para evitar o sofrimento dos filhos com deficiência intelectual que não permitem que estejam expostos aos erros – explica Simone.


Tentativa e erro fazem parte do processo



Errar e falhar não são problemas para quem entra em uma sala de aula do Projeto Arte para Todos. Não que os participantes das oficinas sejam protegidos da crítica por causa das dificuldades e limitações com que foram diagnosticados. 


Ao aprenderem teatro, dança e música, todos estão expostos às inúmeras possibilidades que a arte proporciona e a alcançarem ou não os objetivos propostos para as atividades – assim como qualquer pessoa.


– Há serviços oferecidos a eles em que não há preocupações em avanços. Mas se você tem dificuldade para decorar um texto e conseguir memorizar duas palavras, esta já é uma grande conquista e, na próxima, vai tentar falar quatro palavras – reflete o coordenador de teatro do projeto, Robson Benta.


A paciência é elemento primordial neste processo, que conta com a superação assim como toda forma de aprendizado, mas ele não envolve nenhum outro fator que já não esteja presente nas aulas com pessoas que não apresentam limitações ou dificuldades diagnosticadas.


O resultado é que, na hora de subir no palco, não há esquecimento ou medo de encarar a plateia, muitas vezes formada por pais surpresos ao se deparar com um potencial que desconheciam em seus filhos.





 
 

18 de out. de 2016

Homem tetraplégico sente toque em mão robótica após implante cerebral






Um homem tetraplégico nos Estados Unidos conseguiu sentir o toque em uma mão robótica através de eletrodos implantados no seu cérebro.


Nathan Copeland, de 27 anos, sofreu um acidente de carro há cerca de dez anos. O impacto afetou sua espinha dorsal, deixando-o paralisado do peito para baixo. Apesar de conseguir levantar seus pulsos, Copeland perdeu a maior parte da sensação do tato.


Mas agora, cientistas do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh anunciaram que obtiveram sucesso ao implantar quatro chips no cérebro de Copeland, dando a habilidade de controlar um braço robótico com sua mente e sentir quando alguém tocasse os dedos da prótese.


Segundo os pesquisadores, trata-se da primeira vez que um implante neural permitiu que uma pessoa pudesse ter a sensação do toque através de uma prótese ao estimular diretamente seu cérebro. 


Em vídeo publicado pela universidade, Copeland descreve a sensação. “Eu senti como se tivesse meus dedos tocados ou empurrados”.


A pesquisa foi publicada no jornal Science Translational Medicine. Os cientistas implantaram dois chips na região cerebral responsável por controlar os movimentos, o chamado córtex motor. 


Isso permitiu a Copeland controlar o braço robótico simplesmente ao pensar sobre isso. 


Vale ressaltar que o braço robótico não é incorporado ao seu corpo e sim a uma área externa localizada no laboratório. Outros dois chips adicionais foram implantados na parte do cérebro responsável pela sensação, o chamado córtex sensorial.
 

Os eletrodos, então, são ligados a um computador externo por meio de cabos conectados a uma espécie de “tomada” instalada no crânio de Copeland. 


O computador foi conectado, por sua vez, a sensores no braço robótico. Quando alguém toca alguns dos dedos robóticos, os sensores retransmitem a informação ao computador, que depois dizem aos eletrodos para ativarem o córtex sensorial.


A pesquisa anuncia um grande passo para a recuperação de movimentos em pessoas com deficiência motora no futuro. No entanto, ainda levará tempo para que pacientes possam usufruir dela no dia a dia. 


Da mesma forma que exoesqueletos que não recorrem a sistemas tão invasivos, os cientistas de Pittsburgh precisam desenvolver uma forma de tornar a tecnologia acessível para uso além do laboratório. Por enquanto, a prótese robótica exige uma quantidade enorme de cabos e o sistema exige computadores robustos.


Os resultados da recente pesquisa somam-se a outros bem-sucedidos na área, como a pesquisa do projeto Andar de Novo, comandada pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis.


O artigo científico reflete os resultados dos primeiros doze meses da pesquisa clínica do Andar de Novo. 


A conclusão é que após uma espécie de treinamento cerebral”, com uso de um exoesqueleto artificial, conectado a um sistema não invasivo que liga o cérebro humano a um computador e ainda sessões de realidade virtual, os pacientes conseguiram recuperação neurológica parcial, ou seja, retomaram parcialmente a habilidade motora, a sensação tátil, além de funções viscerais.





 

11 de out. de 2016

Rede Lucy Montoro promove piquenique para incentivar consumo de frutas




No dia 14/10, das 9h às 16h, a unidade Morumbi da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, localizada na Rua Jandiatuba em São Paulo (SP), vai incentivar os pacientes do ambulatório infantil ao consumo de frutas por meio de brincadeiras e atividades educativas


De forma lúdica, crianças de até 7 anos, acompanhadas de seus familiares, experimentarão algumas frutas e montarão espetinhos em formato geométrico. 


Além de nutricionistas, a atividade contará com terapeutas ocupacionais, para auxiliar na manipulação das frutas; fisioterapeutas, para garantir cuidados posturais durante a atividade; fonoaudiólogas, para auxiliar no processo de deglutição dos alimentos e psicólogos e assistentes sociais para estimular as crianças a interagirem com seus colegas com outras deficiências.


Segundo a coordenadora do Serviço de Nutrição da Rede Lucy Montoro, Fernanda Simões, é recomendável que crianças consumam de 3 a 5 porções de frutas por dia. 


“Cumprir essa recomendação é mais difícil quando a criança possui algum comprometimento no desenvolvimento neuropsicomotor devido a fatores de restrições alimentares, baixa aceitação e alterações sensoriais”, explica a especialista.


A Rede de Reabilitação Lucy Montoro oferece reabilitação às pessoas com deficiência física. 


Atualmente, com 16 unidades em funcionamento, oferece programas de reabilitação global que incluem o fornecimento de ajudas técnicas, como órteses, próteses e cadeiras de rodas.


O atendimento é realizado por equipe multiprofissional composta por quase mil profissionais de saúde especializados em reabilitação, entre médicos fisiatras, profissionais de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, fonoaudiólogos e educadores físicos.



 Fonte: Revista Incluir


 
 

27 de set. de 2016

Startup apresenta serviço inédito de análise genética para autismo



Idealizada por cientistas brasileiros, a TISMOO chega ao mercado para revolucionar o diagnóstico e tratamento de doenças genéticas.  


Dedicada exclusivamente a análises genéticas com foco em perspectivas terapêuticas personalizadas para o Transtorno do Espectro do Autismo e outros transtornos neurológicos de origem genética.


A startup de biotecnologia oferece a possibilidade de uma medicina cada vez mais personalizada, alimentando as pesquisas e buscando melhorar as formas de tratamento. 


Para isso, combinam tecnologias de genômica, células-tronco e edição genética, aliadas a soluções de tecnologia baseada em nuvem. 


A ideia é que, em um futuro não tão distante, as pessoas tenham acesso a informações genéticas que possibilitem abordagens clínicas com mais precisão, possibilitando que os médicos atuem nos pontos específicos do problema.


Assim, pretende, por meio da modelagem celular e edição genética, criar uma nova plataforma para a análise funcional das alterações dos genes e, desta forma, desenvolver e testar novos medicamentos em mini-cérebros derivados diretamente dos próprios pacientes e produzidos em laboratório, auxiliando a clínica.


O projeto é desafiador e ambicioso, pois a ideia é trazer técnicas e estudos de ponta, restritos a universidades, e colocá-los em prática hoje para o benefício clínico dos indivíduos afetados. 


Além do Transtorno do Espectro do Autismo, a TISMOO também se dedica a estudar outros transtornos neurológicos de origem genética, como a Síndrome de Rett, Síndrome de Timothy, Síndrome Frágil X, Síndrome de Angelman e a Síndrome de Phelan-McDermid.


Para mais informações, ligue (11) 3251-1964 (Falar com Priscylla) ou acesse:www.tismoo.com.br







18 de ago. de 2016

Pai constrói aparelhos em casa para estimular filho com paralisia cerebral



Paulo de Moraes Sant’ana já deixou o emprego para cuidar do filho com paralisia cerebral e, agora que o Kauan conta com a ajuda de um cuidador na sala de aula, ele tenta estimular o menino de 6 anos de outras formas.


Inspirado nas sessões de fisioterapia, o pai decidiu construir em sua casa equipamentos como os usados na clínica em que Kauan é atendido, em São Carlos (SP), e, segundo a fisioterapeuta do garoto, o resultado da iniciativa é notável.


Histórico

 
 
O parto de Kauan foi complicado. O menino nasceu com a ajuda de fórceps e, dias depois do nascimento, descobriram que ele estava com a clavícula quebrada. Após a alta, os pais notaram que a criança fazia movimentos involuntários com os olhos e o neurologista diagnosticou paralisia cerebral.



Kauan gosta de se exercitar no equipamento (Foto: Arquivo pessoal) 
Kauan gosta de se exercitar em equipamento criado
pelo pai (Foto: Paulo Sant'ana/Arquivo pessoal)


Desde então, Kauan passou por vários procedimentos cirúrgicos e sessões de fisioterapia e, aos poucos, a companhia constante da cadeira de rodas começou a ser intercalada com passos próprios.


"Foi a partir dos tratamentos que conseguimos que ele começasse a marcha. Ele já consegue andar na barra paralela em auxílio, coisa que não fazia antes no PediaSuit. Ele também está fazendo o treino de marcha com andador e respondendo muito bem”, contou a fisioterapeuta Rúbia Cristina Franco.


Com o resultado positivo, Paulo teve a ideia de implantar os mesmos equipamentos das sessões de fisioterapia em casa, mas, como não tinha condições de comprar os materiais profissionais, orçados em R$ 800, improvisou. 


Com cerca de R$ 30, lixou e pintou tábuas que já tinha e construiu os aparelhos.


“Tirei as medidas exatamente como as da fisioterapia e, como tinha madeira, caibro e prego em casa, fiz com isso. Mostrei para a fisioterapeuta e ela disse que estava perfeito. A melhora dele está me motivando a pensar em outras coisas que também possam ajudar, para conseguir incluir ele em tudo”, contou o pai.


A surpresa de Sant'ana se tornou o maior incentivo para Kauan, que, de acordo com Sant'ana, só quer saber de andar nas suas barras artesanais.


“Quando eu trouxe ele aqui para ver, ele ficou muito feliz e sorria muito, agradecia toda hora. Agora ele acorda e já quer andar, dá para notar que ele está mais motivado e mais ágil. Sinto ele mais confiante nele mesmo", relatou Sant’ana.


Kauan mostrou melhoras após tratamento feito em casa (Foto: Paulo Santana/Arquivo Pessoal) 
Kauan mostrou melhora após tratamento feito em sua casa 
(Foto: Paulo Sant'ana/Arquivo pessoal)


Funcionalidade



Rúbia afirma que os aparelhos construídos apresentam uma diferença na altura, já que não são profissionais, mas isso pode ser ainda melhor e ajudar no equilíbrio. Ela também contou que orienta o pai sobre como proceder.


“Além de ajudá-lo na clínica, eu dou suporte ao pai na maneira dos equipamentos serem utilizados em casa através de vídeos que ele me manda dos exercícios", explicou.


Segundo a fisioterapeuta,após o pai fazer essa barra em casa, o Kauan apresentou melhora na postura e maior força muscular, já anda sozinho na barra paralela, fica em pé com apoio posterior e faz marcha com andador e auxílio. Estou muito feliz com os resultados



Lista de exercícios no aparelho inclui flexão de pernas (Foto: Arquivo pessoal) 
Lista de exercícios no aparelho inclui flexão de pernas 
(Foto: Paulo Sant'ana/Arquivo pessoal)
 


Determinação
 

De acordo com Rúbia, Kauan luta muito para obter sucesso nas atividades, e o pai nunca mediu esforços para ajudar da melhor maneira possível, sempre estimulando o filho e criando novos métodos para facilitar os exercícios.


“Ele já teve enormes resultados, é um menino de ouro, super determinado e faz tudo que é proposto. Eles nunca faltam na terapia. O pai realmente é um paizão, sempre busca o melhor para o Kauan, eles são ótimos”, disse.


Para Sant'ana, a felicidade transmitida pelo menino a cada passo é a melhor conquista. 


“Fiquei extremamente feliz, não tinha resposta quando ele me agradecia, o sorriso dele foi o suficiente para mim. Só preciso ver aquele sorriso para sempre”.


Fonte: G1


 

26 de jul. de 2016

SRFis Unisc lança nova proposta de reabilitação a amputados




O Serviço de Reabilitação Física Unisc (SRFis) lançou uma proposta inovadora para ser aplicada a amputados de membros superiores, por meio dos atendimentos de Terapia Ocupacional disponibilizados via Sistema Único de Saúde (SUS). 


Através desse projeto-piloto, todos os amputados de membro superior que receberam próteses serão chamados para uma reavaliação e para a proposição dessa atividade de reabilitação funcional pós-protetização


Esse trabalho está sendo realizado pela terapeuta ocupacional do SRFis Unisc, Cristina Fank.


Conforme a coordenadora do SRFis Unisc, Angela Cristina Ferreira da Silva, o SUS, via tabela, somente dispensa próteses de membro superior funcional, excluindo as mioelétricas que, por natureza, são mais aprimoradas no quesito função. 


“Dessa forma, o SRFis entende que a prótese mecânica funcional precisa ser bem adaptada e ter aderência do usuário ao processo de desenvolvimento de suas habilidades com a referida prótese, para então atender às necessidades específicas de cada sujeito em suas funções básicas da vida diária e laboral”, salientou.





2 de jul. de 2016

Na Rússia, reabilitação com esqui ajuda pessoas com deficiência




Os programas Ski Dreams (Sonhos de Esqui) integram a reabilitação de crianças e adultos com deficiência. Com auxílio de instrutores experientes, pessoas que antes sequer podiam andar, aprenderam a esquiar, na Rússia.


A reabilitação e socialização de pessoas com deficiências é um problema agudo no país, o que torna o projeto é realmente singular. 


Quando sua filha Alice recebeu o diagnóstico de paralisia cerebral infantil, Maria Tsvetkova passou a “literalmente viver em hospitais” de Moscou, além de frequentar cursos de reabilitação na República Tcheca e na Eslováquia.


No ano passado a família optou por um novo tipo de reabilitação: o programa Ski Dreams

“Alice começou a andar. Seus calcanhares, seu andar e seus movimentos ganharam firmeza. Os cursos não são exaustivos –é um exercício agradável e interessante. Alice, que está com 6 anos, espera com impaciência enorme pelo próximo treino. Ela confia profundamente nos instrutores e presta atenção ao que eles dizem”, fala sua mãe.


Segundo dados do Serviço Federal de Estatísticas russo, em 2015 havia 12,4 milhões de pessoas com deficiência física na Federação Russa, e o número de crianças com deficiências chegava a 604 mil


De acordo com várias estimativas, entre 4,2% e 4,7% das crianças russas nascem com paralisia cerebral e outras síndromes paralíticas.


Desenvolvido por uma organização autônoma e não comercial, o programa Ski Dreams dá aulas de esqui a adultos e crianças com deficiências físicas e mentais


“Esquiar com a assistência de instrutores qualificados e com programas e equipamentos criados especialmente permite que o processo de tratamento, reabilitação e socialização seja acelerado significativamente para todas as categorias de pessoas com limitações de saúde congênitas e adquiridas no espectro neurológico, a começar dos 3 anos de idade”, diz a coordenadora do programa, Julia Gerasimova.


Ekaterina Yudina é mãe de Leo Yudin, 13, de Izhevsk, que só começou a participar do programa em fevereiro deste ano. 


Leo não vê ‘Ski Dreams’ como reabilitação”. “Aqui a gente anda, brinca e se comunica. A reabilitação é imperceptível e indolor. Não é preciso convencê-lo a ir aos treinos. A cada vez percebemos que seus movimentos estão mais confiantes, suas costas estão mais retas e sua autoestima aumenta”, ela disse.


De acordo com depoimentos da organização Ski Dreams, o programa melhora a condição dos participantes. 


Depois de duas ou três semanas de treinos, as funções motoras dos pacientes com paralisia cerebral infantil melhoram e crianças com problemas do espectro de autismo começam a comunicar-se ativamente com outros. Houve até casos de crianças com transtornos do espectro do autismo que não falavam, mas desenvolveram a fala.


O programa já recebeu o apoio do Centro Científico e Prático para a Reabilitação Médica e Social de Inválidos do Departamento de Proteção Social de Moscou, onde a avaliação científica do programa é feita sob a direção da médica Svetlana Olovets. 


Mas o projeto começou há apenas dois anos, em janeiro de 2014, quando o ator e apresentador de TV Sergey Belogolovtsev e sua mulher, a jornalista Natalya, criaram o Ski Dreams em Moscou.


Seu filho Evgeniy tem paralisia cerebral infantil há 26 anos e passou seus seis primeiros anos de vida sem andar. 


A família tentou vários métodos de reabilitação, incluindo um programa de esqui nos EUA que, inesperadamente, foi o que funcionou melhor. 


Existem programas de reabilitação de deficientes através do esqui há mais de 30 anos nos EUA, Canadá e Austrália, de modo que Sergey e Natalya Belogolovtsevi decidiram criar o primeiro projeto semelhante na Rússia.


“Nossa experiência mostra que os programas de reabilitação pela prática do esqui são especialmente eficazes com pessoas com deficiências do sistema musculoesquelético (paralisia cerebral infantil, consequências de traumas da espinha, lesões cerebrais), com autismo, síndrome de Down e também com deficiência visual ou auditiva parcial ou completa”, diz a organização.


O programa funciona hoje em 16 regiões da Rússia, de Moscou à república da Udmúrtia e da região de Ryazan a Krasnoyarsk Krai. 


Mais de 3.000 pessoas ao todo, dos 3 aos 62 anos de idade, já passaram pela reabilitação. Além dos programas de reabilitação propriamente ditos, o Ski Dreams treina voluntários e instrutores certificados


O programa é operado como franquia social: organização pública, a Ski Dreams prepara instrutores através de seus programas, manufatura equipamentos sob seu controle e vende esses equipamentos a estações de esqui, fazendo o monitoramento qualitativo e quantitativo dos serviços prestados.


Os pais pagam pelos programas pessoalmente, ou, em casos de falta de recursos, podem receber uma bolsa dos patrocinadores do programa, que são doadores privados e empresas comerciais. 


A companhia siberiana de energia à base de carvão, por exemplo, patrocinou a abertura de um centro especial de reabilitação na região de Kemerovo.


Em muitas cidades os projetos são patrocinados por estações de esqui. Em Moscou, duas sessões semanais custam cerca de 3.000 rublos (US$50) com 1 instrutor ou 6.000 rublos com 2 instrutores. Em outras cidades e regiões os preços são mais baixos. 


A título de comparação, segundo a organização, um dia de tratamento no centro ambulatorial do Ministério do Desenvolvimento Social, em Moscou, sai por 5.000 rublos (US$75).


A coordenadora do programa, Julia Gerasimova, diz que o Ski Dreams está tentando obter verbas do governo. 


“Gostaríamos muito que o programa recebesse status médico, porque seu efeito é evidente e porque pode já ter sido prescrito em programas individuais de reabilitação”, diz Maria Tsvetkova, mãe de Alice, 6.


A organização pretende aumentar o número de centros e criar um sistema de análises médicas para medir a eficácia do programa, e o Ski Dreams está procurando novos recursos e investidores para ampliar o programa, criar novos métodos de reabilitação e aprimorar os já existentes


“A ausência de verbas específicas para o desenvolvimento de programas é um dos problemas mais prementes. Esperamos atrair a atenção de potenciais ‘anjos’ empresariais que possam ajudar com isso”, diz Julia Gerasimova.






7 de abr. de 2016

Sala Multissensorial abre novos horizontes para crianças com deficiência em Presidente Prudente/SP



Audição, olfato, tato, paladar e visão. Estimular os sentidos para potencializar a capacidade de aprendizado de crianças com necessidades especiais é o objetivo da Organização Não-governamental (ONG) Lumen et Fides com seu novo projeto inaugurado na última sexta-feira (01/04): a Sala Multissensorial.


Composta por várias cores, formas, tamanhos e ações, tudo ali é voltado para estimular os alunos com qualquer tipo de deficiência múltipla, disfunções neuromotoras ou autismo


Atualmente, 150 pessoas, entre crianças, adolescentes e jovens, são atendidas pela entidade e, a partir da segunda quinzena de abril, os alunos já poderão utilizá-la normalmente.


A construção de um sonho



O sonho de ver todo o projeto construído surgiu durante uma visita a uma entidade de Curitiba (PR), que atende ao mesmo público, feita pelo professor de educação física da Lumen. 


“O professor João foi para lá atrás de um projeto, porém, ele conheceu essa sala e me trouxe a proposta. Eu fiquei encantada na hora e ali começou o sonho de construir tudo isso”, explica a diretora pedagógica da entidade, Perlla Cristina Roel.


Para que se tornasse realidade, o projeto entrou numa espécie de concurso organizado por um banco, que iria contemplar a melhor proposta. 


A concorrência era de cerca de 330 entidades de todo o Brasil, mas a instituição filantrópica de Presidente Prudente foi escolhida e os R$ 70 mil necessários para a construção da sala vieram. 


“Sem esse apoio, teria sido difícil arrecadar todo esse dinheiro. No final, deu tudo certo e o sonho está realizado”, conta Roel.


A coordenadora pedagógica da Lumen, Ana Paula Bianque, relatou que durante um dos testes realizados com a sala o resultado foi surpreendente. 


“Trouxemos um aluno com déficit de atenção para a ‘torre borbulhante’ e, depois de um tempo, o levamos para fazer uma atividade num brinquedo de encaixe, que exigia concentração. E ele conseguiu”, explica Ana Paula.


‘Superou minhas expectativas’



A dona de casa Tatilaine Figueirado é mãe do pequeno Lorenzo, de dois anos, que está há oito meses na Lumen e aprovou a sala ao conhecê-la. 


“Quando fizeram a reunião com os pais e nos apresentaram o projeto da sala, eu achei que seria algo totalmente tecnológico. Agora que conheci a sala, achei muito bonita e superou minhas expectativas. Acredito que esses equipamentos e atividades proporcionarão um bom desenvolvimento para os alunos”, enfatiza.


O neurologista Antônio Ferrari explica que terapias como essa podem, sim, surtir efeito em pessoas com deficiência. 


“Os estímulos que chegam ao sistema nervoso central provocam a formação de novas sinapses, que são uma espécie de caminhos entre os neurônios cerebrais e possibilitam o aprendizado de novas ações”, afirma.


Quem desejar conhecer a Lumen et Fides, basta entrar em contato com a entidade pelo telefone (18) 3908-1076 e agendar um horário para visita.



(Essa Notícia teve a colaboração de Fábio Reis, da TV Fronteira).