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29 de nov de 2016

Brasileiro está na lista de jovens inovadores por criar app que traduz português para Libras




Ronaldo Tenório, brasileiro de 30 anos, criador do aplicativo Hand Talk está na disputada lista 35 Innovators Under 35 que é uma lista de 35 pessoas com menos de 35 anos mais inovadores do mundo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos. Tenório é o único representando da América Latina desta edição.


O aplicativo é uma plataforma para celulares e tablets que traduz o português para Libras, ajudando as pessoas com deficiência auditiva se comunicarem com pessoas que não sabe a linguagem de sinais.


Um avatar chamado Hugo traduz a fala em linguagem de sinais. A pessoa fala a frase no app e, em seguida, Hugo começa a fazer os sinais e traduz para mensagem de texto ou de voz.


"O aplicativo dá às pessoas com deficiência auditiva a possibilidade de levar um intérprete para todos os lugares", disse o  MIT, na apresentação do app de Tenório. A invenção do brasileiro está na área de Inovações Humanitárias.


No país, mais de 1 milhão de pessoas já utilizam o Hand Talk. O próximo passo de Tenório é deixar o avatar mais parecido com o usuário dando possibilidade de mudar a raça gênero e outras características visuais.




Fonte: Revista Incluir




25 de nov de 2016

Empresa do ES planeja lançar cão guia robô no país em 2017




Uma empresa capixaba está criando um cão guia robô para auxiliar pessoas cegas que não têm condições de adquirir um animal treinado para ajudá-las no dia a dia. 


A estimativa da companhia é que o equipamento custe até dez vezes menos que um cachorro especializado.


De acordo com a proprietária da empresa, Neide Sellin, a ideia é tornar o cão guia robô mais acessível, já que, segundo ela, um animal treinado chega a custar R$ 50 mil. O equipamento desenvolvido no Espírito Santo custaria até R$ 5 mil.


A solução encontrada pela empresa, o cão guia robô, será usada como um animal, para auxiliar pessoas cegas nos trajetos a pé.


No entanto, o produto criado ainda vai avisar, por meio de uma gravação, que tipo de obstáculo existe a frente, como buracos, postes e poças de água.


De acordo com Neide Sellin, a ideia é que o cão guia robô seja disponibilizado ao mercado já em 2017. A intenção é conseguir financiamento para fabricar mais máquinas.


“Hoje, nós temos uma versão beta que fica com uma pessoa cega que faz os testes e nos dá todos os feedbacks de todas as implementações que estão sendo feitas. Agora, nós estamos captando recursos para desenvolvermos mais dez unidades para deixarmos com outras pessoas”, explicou.


A aposentada Joelva Gomes é quem está testando o protótipo do cão guia robô. Ela conta que está muito satisfeita com o equipamento.





“Eu penso que tem que haver logo uma produção bem grande para que todas as pessoas possam ter. Você pensar que um robô vai poder te dar a liberdade de ir e vir com total segurança é fantástico”, afirmou.


Fila de espera fora do estado


Segundo a empresária Neide Sellin, já existe uma fila de cerca de 400 pessoas de todo o país interessadas em adquirir um cão guia robô. 


A máquina é eletrônica e funciona com bateria que é recarregável, possui cinco rodinhas e uma guia que é segurada pela pessoa com deficiência visual.







Empresa oferece serviços para crianças com TEA e outras síndromes




JUJUBA é uma empresa que oferece serviços e materiais pedagógicos para crianças e adolescentes com dificuldade de aprendizado, autismo (TEA) e outras síndromes.


Com o objetivo de levar informação e aprendizado por meio de serviços e produtos e contribuir para que essas pessoas e suas famílias tenham uma vida mais independente, autônoma e integrada à sociedade, prezando pela acessibilidade, pela conscientização social e pela formação de uma comunidade atuante, unida e acolhedora.


“Tudo começou com um sentimento de gratidão, e depois uma ideia. Pensei: por que em vez de fazer tudo isso somente para minha filha não faço para mais gente? Seria uma forma de agradecer a Deus todas as condições que eu tive de melhorar a qualidade de vida da Ju.”, explica Carol.A, idealizadora do projeto.


Carol percebeu que sua filha Júlia tinha dificuldade de aprendizagem logo nos primeiros anos de vida, buscou ajuda na área de neurologia.  Foram muitos os diagnósticos e o autismo era sempre uma possível resposta para os sintomas, mas nunca a conclusiva. 


Em meio essa busca, ela teve a oportunidade de conviver com grandes especialistas e pesquisadores que a ajudaram, e decidiu dividir sua experiência e seus conhecimentos com outra família através da Jujuba.


A Jujuba não fornece consultoria nem serviços nas áreas médicas ou jurídicas, somente informações gerais sobre autismo, como um serviço à comunidade. 


As informações não substituem as orientações dos profissionais das áreas de saúde, jurídica ou educacional.


Para conhecer os produtos e serviços ou saber mais, acesse: http://www.juju.ba/




24 de nov de 2016

Tecnologia permite com mobilidade e fala reduzidas voltem a criar músicas



Confira a tecnologia que permite a pessoas com mobilidade reduzida e dificuldade de fala a comporem músicas, em matéria publicada pelo site Hypeness.


Quatro compositores que viveram a experiência da perda da capacidade física e/ou neurológica de se mover e falar, puderam recentemente recorrer à tecnologia para conseguirem voltar a fazer aquilo que mais e melhor os fazia viver – e que agora voltou a fazer: música.


Cientistas aprimoraram a tecnologia de “brain-computer interfacing system” (uma espécie de interface computadorizada que reage através de estímulos cerebrais) para que esses compositores pudessem voltar a criar.


Basta olharem na direção de um receptor equivalente à frase musical que desejam incluir na música e pronto – o computador registra e eles voltam a compor.


As pontes entre cada frase, os detalhes musicais e notas específicas podem ser selecionadas igualmente.


O efeito de voltar a criar sobre o bem estar desses artistas é inspirador, e fica claro no rosto de cada um quando percebem que aquela bela música tocando é, como costumava ser, sua criação.



 
 
 

11 de nov de 2016

Vivo anuncia atendimento inovador a surdos



A Vivo realiza testes internos para promover atendimento acessível a pessoas surdas a partir de 2017. 


A empresa implantará o primeiro aplicativo de atendimento ao cliente com mediação de um intérprete de Libras via smartphones e tablets. 


O cliente poderá agendar atendimento com antecedência e será apoiado na comunicação com a central de atendimento por um intérprete de Libras.


Atualmente, a legislação prevê obrigatoriedade do atendimento a surdos, mas o recurso adotado são as conversas via chat. 


No entanto, estatísticas indicam que 70% da população com deficiência auditiva no Brasil – cerca de 9 milhões de pessoas segundo o último censo do IBGE –, não utiliza a língua portuguesa. 


A comunicação entre os surdos-mudos fica restrita ao grupo que tem a mesma deficiência ou a familiares que conhecem Libras, configurando uma espécie de isolamento social.


“Ao oferecer atendimento com intérprete garantimos às pessoas com deficiência auditiva o direito de exercer sua autonomia e cidadania. É mais um benefício viabilizado pela tecnologia e a transformação digital”, diz o vice-presidente de Qualidade e Atenção ao Cliente da Vivo, Ciro Kawamura. 


A data de lançamento do serviço ainda não está definida, mas a plataforma já está em fase de testes com funcionários. O projeto prevê desenvolvimento de sistemas, treinamento e integração.







10 de nov de 2016

MIT cria scooters para adicionar à opções de carros autônomos







Google e outros acreditam que os veículos totalmente autônomos poderiam ser o transporte ideal para pessoas com mobilidade reduzida, como os idosos ou cegos. No entanto, os carros só podem fazer parte do trabalho. 


Como uma pessoa com deficiência de mobilidade poderá ir a um parque de estacionamento, um local de trabalho, um prédio ou um shopping center?


A resposta poderia ser uma scooter de auto-condução que pode ser programado para coordenar com carros autônomos e carrinhos de golfe, de acordo com pesquisadores de Ciência da Computação do MIT e Laboratório de Inteligência Artificial (CSAIL).


pesquisadores do MIT uniram-se com engenheiros da Universidade Nacional de Cingapura para testar scooters equipadas com os mesmos sensores e software que tinham sido usadas anteriormente em ensaios de carro e carrinhos de golfe autônomas.


Com as scooters, que foram ensaiadas dentro de casa, os pesquisadores acreditam que agora eles têm um sistema de mobilidade autônoma abrangente que poderia levar uma pessoa por um corredor e através de um lobby para um carrinho de golfe de auto-condução que os transporta através de um parque de estacionamento para atender um carro autônomo projetado para vias públicas.


Navegando dentro de casa apresenta seus próprios desafios, incluir evitar obstáculos e espaços apertados, diz Scott Pendleton, um estudante graduado em engenharia mecânica na Universidade Nacional de Cingapura (NUS) e pesquisador do grupo Singapore-MIT SMART.
 

“Um dos espaços que testamos na era do Corredor Infinito, do MIT, que é um problema de localização muito difícil, sendo um longo corredor, sem muitas características distintivas. Você pode perder o seu lugar ao longo do corredor. Mas nossos algoritmos provaram trabalhar muito bem neste novo ambiente “, disse Pendelton.


Os carrinhos de golfe que MIT e da Universidade Nacional de Cingapura testaram em Singapura no início deste ano foram manipuladas com sensores de uma câmera. 


Eles foram intencionalmente muito mais simples do que a instalação nos carros do Google, baseado na ideia de que eles poderiam cortar a complexidade da interferência causada por muitos sensores. 


Os testes também incluiram um sistema de agendamento que permitiu aos participantes reservar um passeio enquanto um algoritmo automaticamente encaminhava os veículos para pegar os usuários.


A ideia de ter um conjunto comum de algoritmos de controle entre carros, buggies e scooters é que eles podem mais facilmente compartilhar informações para treinar algoritmos de aprendizado de máquina mais rápido. 


Além disso, no caso de programação, um algoritmo comum pode permitir a diferentes veículos de tipos para substituir uns aos outros em uma rede onde dizem que todos os carros estão sendo usados, mas há carrinhos de reposição ou buggies disponíveis.



 
 
 

9 de nov de 2016

Encontro de Reabilitação busca soluções para promover inclusão







A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, promove a partir desta sexta-feira dia 11/11, às 8 horas, o Encontro de Reabilitação da Rede Lucy Montoro.




O evento acontece até 13/11, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo (SP) com palestras, cursos e debates entre profissionais de saúde com o objetivo de promover maior a qualidade de vida às pessoas com deficiência no processo de reabilitação.




Avanços científicos calcados em pesquisa sobre áreas relativas à saúde e reabilitação da pessoa com deficiência, como amputados, dor incapacitante, esporte adaptado, lesão medular, órteses e próteses, planejamento terapêutico baseado em metas funcionais, prescrição em cadeira de rodas e termografia serão debatidos por profissionais especializados ao longo do evento.




Durante os três dias de evento acontece o TOM São Paulo 2016, que propõe a elaboração de projetos/protótipos capazes de aperfeiçoar ajudas técnicas já existentes ou de criar novas soluções, viáveis e replicáveis, para as pessoas com deficiência. 


A iniciativa reunirá engenheiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, designers, profissionais de TI, arquitetos, entre outros, além do próprio público-alvo do projeto, as pessoas com deficiência, na discussão da viabilidade de implantação dessas propostas. 


Entre os convidados, estarão especialistas de diversas instituições de ensino e pesquisa do Estado, de diferentes áreas de atuação








  



8 de nov de 2016

App Livox dá voz e autonomia para pessoas com deficiência



Para dar uma melhor qualidade de vida e estimular o potencial de sua filha, Clara, 9, com paralisia cerebral, o pernambucano Carlos Pereira, 38, desenvolveu uma tecnologia que já ajudou mais de 20 mil pessoas com deficiência a se comunicarem.


Isso porque o aplicativo Livox consegue atender diferentes deficiências e doenças, como

  • Autismo;
  • ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica),
  • Sequelas de AVC (Acidente Vascular Cerebral).


“Existem cerca de 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo [de acordo com a Organização Mundial da Saúde]. Eles são a maior minoria do planeta”, afirma o empreendedor social.


A ferramenta cujo nome vem do latim e significa liberdade e voz facilitou a vida de muitas famílias que, assim como a do empreendedor social, precisavam se valer de volumosos fichários e cartões de comunicação alternativa para inserir crianças e adultos com deficiência no mundo.


“O Livox veio para dar essa força às famílias que andavam com pastas, o que era pouco prático. É muito mais fácil levar um tablet na bolsa”, afirma Ana Cláudia Cavalcanti, mãe de Rafael, 10, que tem autismo, e utiliza o aplicativo para se comunicar com a família e também para aprender. “É uma ferramenta também de inclusão escolar.”


O benefício proporcionado pelo Livox foi reconhecido pela ONU (Organização das Nações Unidas), que o premiou como a melhor tecnologia inclusiva do mundo.


O aplicativo venceu também o Desafio de Impacto Social do Google para pessoas com deficiência, que lhe garantiu um investimento de cerca de R$ 2,2 milhões para aprimoramentos que permitiam os usuários se comunicarem com mais rapidez.


LIVOX NA ESCOLA


Com sua eficácia comprovada pelos pais, o Livox chegou também às escolas. 


A Prefeitura do Recife adquiriu, em 2014, 5.000 licenças do software que hoje são utilizadas por alunos de escolas municipais, como a de Educação Infantil Engenho do Meio, na periferia da capital pernambucana.


“Quando vi o Livox em um programa de televisão, disse que queria aquilo para os meus alunos. A gente procurou a [Secretaria de Educação do Recife], que disponibilizou o serviço e topei testar”, conta Jeyse Anne de Oliveira, 36, professora de atendimento educacional especializado na Engenho do Meio.


A escola é referência no atendimento de jovens com deficiência, promovendo a inclusão de 86 alunos com alguma carência física ou intelectual.


Um deles é Jhonatan Santos, 19, o primeiro estudante da rede municipal a usar o aplicativo em sala de aula.


“O Livox permite em qualquer momento expressar aquilo que ele [Jhonatan] está sentindo. É a sensação de liberdade”, conta Ginny Lins, 33, mãe do jovem que teve paralisia cerebral durante o parto.


Com seu largo sorriso e uma destreza que impressiona apesar dos movimentos em espasmos, Jhonatan manda mensagens de texto e posta vídeos pelo Facebook, provando que o uso da tecnologia lhe abriu as portas do mundo.


O jovem pediu à mãe que fizesse uma homenagem ao criador do Livox


“Obrigado, Carlos, por fazer as outras pessoas me ouvirem”.


Para a diretora Bianca Simonetti, além de ganhos na comunicação e na aprendizagem, a tecnologia “dá protagonismo aos alunos.”


Após a experiência com Jhonatan, o secretário de Educação do Recife, Jorge Vieira, conta que o aplicativo passou a fazer parte da política de educação inclusiva.


“Já temos 500 tablets com Livox instalado, 260 deles estão com o aluno e sua família. Outros 240 já foram distribuídos em 111 escolas que têm sala de multirrecursos onde os alunos são atendidos”, diz o secretário.

EXPANSÃO

 

O impacto do uso do aplicativo Livox deve aumentar por meio de uma parceria com a Federação das Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) do Estado de São Paulo, na qual haverá um desconto de 74% na venda da licença, que passará a custar R$ 350.


É uma forma de democratizar o software no Brasil. “Fechamos com o Livox e já iniciamos a utilização em 22 Apaes e a expectativa é que a gente expanda para todas as Apaes de São Paulo, que são 305”, afirma, Crisitiany de Castro, presidente da federação.


Nessa parceria com a associação, são esperados 2.500 novos usuários até o fim de 2016 e 60 mil, em 2017.


Com a nova lei de inclusão escolar (Lei 13.146/2015), que proíbe escolas privadas de cobrar a mais de alunos com deficiência e determina que ofereçam profissionais de apoio, o aplicativo também foi avaliado pelo MEC (Ministério da Educação).


“A avaliação do Instituto Renato Archer para o ministério classificou o Livox como uma ótima ferramenta de alfabetização para pessoas com e sem deficiência”, explica o sócio de Carlos, Paulo Henrique Araújo, o que mostra seu potencial de inclusão.


O aplicativo Made in Brazil” atravessa fronteiras e já é comercializado em quatro outras línguas: inglês, árabe, espanhol e alemão. Nos Estados Unidos, a tecnologia brasileira é usada na reabilitação pediátrica do Florida Hospital.


A competitividade da tecnologia em solo americano é destacada pela chefe do programa de reabilitação pediátrica do Florida Hospital, Sarah Robins, onde uma licença custa US$ 250, aproximadamente R$ 800.


“Tivemos recentemente uma garota que teve autorização do seguro de saúde para o pagamento de parte de sua ferramenta de comunicação, antes de conhecermos o Livox, no valor de US$ 5.000. O processo dura entre 6 e 12 meses para ser autorizado e ela ainda não recebeu o aplicativo”, relata.


A fonoaudióloga Erica Heatherington ressalta a facilidade de trabalhar com o aplicativo no Florida Hospital, onde utiliza o Livox há quatro meses com pacientes com diferentes deficiências


“É uma plataforma com interface amigável. É fácil de programar, de personalizar e de levar pelo hospital, o que é um ótimo benefício para nós.”


 

Jovem que perdeu os braços ensina makes no YouTube



Kaitlyn Dobrow é uma YouTuber americana de 21 anos que está quebrando barreiras desde o ínicio deste ano, ensiando em seus vídeos tutoriais de maquiagem, mesmo não tendo os braços. 


Há dois anos a americana lutou contra uma meningite bacteriana severa, e por causa da doença, precisou amputar os braços e as pernas. 


Kaitlyn reúne mais de 7 mil inscritos no seu canal e no Instagram, mais de 72 mil seguidores consideram Kaitlyn uma verdadeira inspiração. 


Confira:



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   Fonte: Revista Incluir
  





26 de out de 2016

Em Santa Catarina, youtuber usa internet para falar sobre inclusão



Me encho de esperança em um futuro melhor quando encontro jovens como a Mariana Torquato, lutando pelo que acredita ser justo, não só para ela, mas para toda a sociedade. 


Ela é natural de Florianópolis e está fazendo sucesso no YouTube com uma proposta bem interessante. Mais do que isto, necessária. Ela tem deficiência física, e usa a internet para divulgar, criticar, elogiar e principalmente para promover ações de cidadania e igualdade.


No último vídeo postado, ela critica uma frase infeliz do prefeito eleito de São Paulo, João Doria Júnior, que usou o termo ‘defeituosas para se referir às crianças com deficiência da AACD. Realmente, o político cometeu uma gafe. 


Tem gente que acha que é muita patrulha se preocupar com essas nomenclaturas politicamente corretas. Algumas eu também acho. Por exemplo: anão é anão, cego é cego. Não vejo problema em falar assim, em vez de dizer pessoa com deficiência auditiva ou visual. Mas a palavra “defeituosa” é pesada, ultrapassada e tem uma conotação muito negativa, em nada contribuindo para a causa.


No vídeo, Mariana critica outra atitude de Doria, que prometeu nos primeiros dias da campanha eleitoral que ao chegar à prefeitura iria enxugar as contas públicas extinguindo secretarias, entre elas a da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. Após a repercussão negativa, ele voltou atrás e afirmou que manteria esta secretaria em seu governo. 


“Agora, de forma contraditória, ele diz que vai doar seu primeiro salário como prefeito de São Paulo para uma entidade que presta serviços a pessoas com deficiência. Isso é pura jogada de marketing pessoal, porque dinheiro ele sempre teve pra doar.”


A youtuber, que é formada em Administração Empresarial e estudante de Ciência e Tecnologia dos Alimentos, faz questão de frisar que não é de caridade que as pessoas com necessidades especiais precisam, mas sim de inclusão, por meio de políticas públicas que garantam seus direitos. 


“Existimos, mas não estamos na tv, nem no rádio, nem na política. Mas existimos, e não somos defeituosos”, reitera. 





 
 
 

18 de out de 2016

Homem tetraplégico sente toque em mão robótica após implante cerebral






Um homem tetraplégico nos Estados Unidos conseguiu sentir o toque em uma mão robótica através de eletrodos implantados no seu cérebro.


Nathan Copeland, de 27 anos, sofreu um acidente de carro há cerca de dez anos. O impacto afetou sua espinha dorsal, deixando-o paralisado do peito para baixo. Apesar de conseguir levantar seus pulsos, Copeland perdeu a maior parte da sensação do tato.


Mas agora, cientistas do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh anunciaram que obtiveram sucesso ao implantar quatro chips no cérebro de Copeland, dando a habilidade de controlar um braço robótico com sua mente e sentir quando alguém tocasse os dedos da prótese.


Segundo os pesquisadores, trata-se da primeira vez que um implante neural permitiu que uma pessoa pudesse ter a sensação do toque através de uma prótese ao estimular diretamente seu cérebro. 


Em vídeo publicado pela universidade, Copeland descreve a sensação. “Eu senti como se tivesse meus dedos tocados ou empurrados”.


A pesquisa foi publicada no jornal Science Translational Medicine. Os cientistas implantaram dois chips na região cerebral responsável por controlar os movimentos, o chamado córtex motor. 


Isso permitiu a Copeland controlar o braço robótico simplesmente ao pensar sobre isso. 


Vale ressaltar que o braço robótico não é incorporado ao seu corpo e sim a uma área externa localizada no laboratório. Outros dois chips adicionais foram implantados na parte do cérebro responsável pela sensação, o chamado córtex sensorial.
 

Os eletrodos, então, são ligados a um computador externo por meio de cabos conectados a uma espécie de “tomada” instalada no crânio de Copeland. 


O computador foi conectado, por sua vez, a sensores no braço robótico. Quando alguém toca alguns dos dedos robóticos, os sensores retransmitem a informação ao computador, que depois dizem aos eletrodos para ativarem o córtex sensorial.


A pesquisa anuncia um grande passo para a recuperação de movimentos em pessoas com deficiência motora no futuro. No entanto, ainda levará tempo para que pacientes possam usufruir dela no dia a dia. 


Da mesma forma que exoesqueletos que não recorrem a sistemas tão invasivos, os cientistas de Pittsburgh precisam desenvolver uma forma de tornar a tecnologia acessível para uso além do laboratório. Por enquanto, a prótese robótica exige uma quantidade enorme de cabos e o sistema exige computadores robustos.


Os resultados da recente pesquisa somam-se a outros bem-sucedidos na área, como a pesquisa do projeto Andar de Novo, comandada pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis.


O artigo científico reflete os resultados dos primeiros doze meses da pesquisa clínica do Andar de Novo. 


A conclusão é que após uma espécie de treinamento cerebral”, com uso de um exoesqueleto artificial, conectado a um sistema não invasivo que liga o cérebro humano a um computador e ainda sessões de realidade virtual, os pacientes conseguiram recuperação neurológica parcial, ou seja, retomaram parcialmente a habilidade motora, a sensação tátil, além de funções viscerais.





 

4 de out de 2016

Ticket disponibiliza conteúdo acessível para pessoas com deficiência visual no Facebook


A Ticket, empresa pioneira em benefícios ao trabalhador, passou a disponibilizar conteúdo acessível para deficientes visuais em sua página oficial no Facebook. 


A iniciativa permite que esses usuários tenham acesso ao conteúdo dos posts na rede social, através de descrições de imagens das postagens, que podem então ser interpretadas por aplicativos de reprodução de texto por áudio.


A indicação do conteúdo é feita por meio da hashtag #TicketAcessível, identificando o início da descrição da imagem, que, normalmente, é um conteúdo que não é compreensível por nenhum aplicativo de leitura de tela. A hashtag está sendo utilizada nos posts da Ticket desde o início de setembro.


Para Denise Coelho, Diretora Adjunta de Comunicação e Sustentabilidade da Edenred Brasil, a iniciativa é um grande passo em busca da inclusão de clientes e usuários  com deficiência visual


“O lançamento da #TicketAcessível é uma iniciativa totalmente alinhada com os valores da empresa, que procura praticar a sustentabilidade em todas as suas ações. A comunicação com o consumidor está se desenvolvendo a cada dia, com ferramentas tecnológicas que contribuem efetivamente para a inclusão de todos, e é dever das empresas acompanhar essa evolução” diz Denise.