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18 de out de 2016

Alunos de Engenharia criam aparelho interativo para pessoas com deficiência



Alunos de Engenharia Eletrônica do Instituto Mauá de Tecnologia criaram um sistema interativo para pessoas com deficiência, locomoção limitada e dificuldade em se comunicar poderem ter autonomia para realizar tarefas simples do dia a dia, como acender e apagar luzes, chamar outra pessoa e expressar suas vontades e reações.


Chamado de Eye Control, o produto é composto por uma câmera acoplada a um óculos que, pela leitura dos movimentos dos olhos, movimenta o cursor do software conectado possibilitando acionar os botões com as ações definidas.


A idealização do Eye Control teve como objetivo principal melhorar a integração social das pessoas com deficiência com um custo acessível, de R$ 950, incluindo o óculos, software e auxílio de profissionais para adaptação.


O projeto foi idealizado para Trabalho de Conclusão de Curso dos alunos Ariadne Fernandes e Lucas Bordonal, e será apresentado na Eureka 2016, evento anual onde os alunos do último ano de todos os cursos da Mauá apresentam seus trabalhos. 


A Eureka será aberta ao público e será realizada entre os dias 27/10 e 29/10, das 14h às 20h, no campus de São Caetano do Sul do IMT.


 
 
 
 

4 de out de 2016

Governo seleciona projetos com tecnologia assistiva




A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência promove, pelo terceiro ano consecutivo, a iniciativa para selecionar projetos tecnológicos e tecnologia assistiva, voltados para inclusão e melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência.


Eles serão expostos no TOM São Paulo, que acontecerá entre os dias 11 e 13 de novembro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. A capital paulista foi a segunda cidade no mundo a promover o evento, fora de Israel, país que deu origem a ele.


As inscrições vão até 14 de outubro. Podem participar estudantes, professores ou pesquisadores de colégios, escolas técnicas, faculdades, universidades e centros de pesquisa de todo o Estado de São Paulo


Os projetos podem ser sobre todos os tipos de deficiência: física, visual, auditiva, intelectual ou múltipla.


Participam do TOM São Paulo especialistas em diversas áreas como:
  

  • Engenheiros;
  • Médicos;
  • Fisioterapeutas;
  • Terapeutas Ocupacionais;
  • Designers;
  • Profissionais de TI; 
  • Arquitetos;
  • Outros Profissionais – com e sem deficiência, que se reúnem para encontrar soluções que beneficiam pessoas com todo o tipo de deficiência.

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Ideias e desafios para o TOM SP

 

 
Inscrições: até 14/10, pelo e-mail: rlanda@sedpcd.sp.gov.br



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28 de set de 2016

Menina de 12 anos cria app para ajudar avó com Alzheimer



Começaram com telefones e endereços, partiram para aniversários e idades – a avó não se lembrou do aniversário do filho nem da idade da neta – até chegarem aos rostos dos parentes. Foi aí que a menina decidiu agir.


Filha de uma matemática e de um engenheiro de software, ela investiu no desenvolvimento de um aplicativo que pudesse ajudar a avó. E criou o Timeless – ou Eterno, em português.


O app é uma espécie de rede social para pessoas com demência. É possível convidar amigos e parentes a se juntarem ao grupo.


Uma das seções criadas pela menina é a "Quem É Você". Basta fotografar o rosto de uma pessoa para que a app identifique quem é ela e qual a relação com o paciente.


Para os casos em que o paciente esquece quem é ele próprio, o que acontece quando as doença chega a estágios avançados, Emma desenvolveu a seção "Eu". Ela traz nome, idade, telefone, endereço e foto.


Há ainda uma área com hora, data, previsão do tempo e eventos. Quem inclui as tarefas é o cuidador.


E, se a pessoa com demência tentar telefonar para alguém com quem já falou nos últimos cinco minutos, o Timeless pergunta: "Quer mesmo fazer essa ligação?".


Para acessar o aplicativo, não é necessário login e senha. Basta usar os dedos – o ingresso é feito por impressão digital.


O desenvolvimento do Timeless foi feito com a ajuda de um médico. Agora Emma está na fase de testes.




 

27 de set de 2016

Startup apresenta serviço inédito de análise genética para autismo



Idealizada por cientistas brasileiros, a TISMOO chega ao mercado para revolucionar o diagnóstico e tratamento de doenças genéticas.  


Dedicada exclusivamente a análises genéticas com foco em perspectivas terapêuticas personalizadas para o Transtorno do Espectro do Autismo e outros transtornos neurológicos de origem genética.


A startup de biotecnologia oferece a possibilidade de uma medicina cada vez mais personalizada, alimentando as pesquisas e buscando melhorar as formas de tratamento. 


Para isso, combinam tecnologias de genômica, células-tronco e edição genética, aliadas a soluções de tecnologia baseada em nuvem. 


A ideia é que, em um futuro não tão distante, as pessoas tenham acesso a informações genéticas que possibilitem abordagens clínicas com mais precisão, possibilitando que os médicos atuem nos pontos específicos do problema.


Assim, pretende, por meio da modelagem celular e edição genética, criar uma nova plataforma para a análise funcional das alterações dos genes e, desta forma, desenvolver e testar novos medicamentos em mini-cérebros derivados diretamente dos próprios pacientes e produzidos em laboratório, auxiliando a clínica.


O projeto é desafiador e ambicioso, pois a ideia é trazer técnicas e estudos de ponta, restritos a universidades, e colocá-los em prática hoje para o benefício clínico dos indivíduos afetados. 


Além do Transtorno do Espectro do Autismo, a TISMOO também se dedica a estudar outros transtornos neurológicos de origem genética, como a Síndrome de Rett, Síndrome de Timothy, Síndrome Frágil X, Síndrome de Angelman e a Síndrome de Phelan-McDermid.


Para mais informações, ligue (11) 3251-1964 (Falar com Priscylla) ou acesse:www.tismoo.com.br







13 de set de 2016

Robô realiza a primeira cirurgia intraocular para restaurar visão





Cirurgiões usaram pela primeira vez um robô em uma operação dentro de um globo ocular, para recuperar a visão de um paciente. 


Os médicos do Hospital John Radcliffe, em Oxford, na Inglaterra, esperam que o procedimento abra caminho para cirurgias oculares mais complexas do que atualmente é possível com as mãos humanas. 


Cirurgias com robôs são frequentes, mas não haviam sido usadas em operações dentro do olho. 


"Operar na região da parte de trás dos olhos requer muita precisão, e o desafio foi criar um sistema robótico que fizesse isso através de um orifício minúsculo na parede ocular sem causar danos enquanto se move", disse o professor Robert MacLaren, da Universidade de Oxford, que liderou a pesquisa.

A BBC teve acesso exclusivo ao procedimento. 


O paciente, Bill Beaver, de 70 anos, disse que se sentiu em "um conto de fadas". 


"Tenho tanta sorte de ser o primeiro a passar por isso", afirmou. 

 

O robô

 



O robô cirúrgico Preceyes foi desenvolvido por uma empresa holandesa, braço da Universidade de Tecnologia Eindhoven. 


O cirurgião usa um joystick e uma tela sensível para guiar uma agulha dentro do olho, enquanto monitora o progresso através de um microscópio. 


O robô, que funciona como uma mão mecânica, tem sete motores e é capaz de eliminar os tremores comuns da mão de um cirurgião humano. 


Grandes movimentos no joystick resultam em pequenos movimentos no robô, e quando o cirurgião solta o aparelho, o movimento é congelado. 

O paciente

 

 



Bill Beaver era pároco oficial de uma comunidade na Inglaterra até ano passado. Em julho, um oftalmologista identificou uma membrana crescendo na parte de trás do seu olho direito. A pressão criou um furo na sua retina, algo que começou a prejudicar sua visão central. 


"Quando seguro um livro, tudo o que vejo é um amontoado no centro, e minha visão naquele olho é restrita à parte mais periférica", disse ele antes da cirurgia, realizada no fim de agosto. 


"Normalmente quando fazemos essa operação de forma manual, nós tocamos a retina e sempre há hemorragia. Mas, com o uso do robô a membrana foi retirada de forma limpa", disse MacLaren. 


Como resultado, a visão central de Beaver foi restaurada.


Por conta de ma bolha de gás nos olhos, ele enxerga melhor de perto, mas a visão a uma distância normal vai voltar em alguns meses. 


"A degeneração da minha visão foi assustadora e eu fiquei com medo de perdê-la completamente. O fato de a cirurgia ter acontecido sem percalços é realmente algo divino", disse Beaver.


Doze outros pacientes irão passar por procedimentos com o mesmo robô, em um teste financiado pelo Centro de Pesquisas Biomédicas NIHR Oxford.


Outra parte do financiamento vem da Zizoz, uma ONG holandesa que apoia de pacientes que sofrem de coroidermia - uma espécie de cegueira genética que deve ser o próximo alvo de tratamento com o robô. 


Outro nível 

 

Os testes são desenvolvidos como uma espécie de prova de conceito, ou seja, para estabelecer se o robô consegue fazer o que um cirurgião faz, porém com mais precisão. 


Mas o objetivo principal é levar a cirurgia robótica a outro nível.


"Não há dúvidas de que presenciamos uma cirurgia ocular do futuro. Certamente podemos melhorar as operações atuais, mas esperamos que o robô nos permita realizar cirurgias ainda mais complexas, que são impossíveis com as mãos humanas", disse MacLaren.


Oxford é apenas um dos centros ao redor do mundo que estão testando a terapia genética na retina - um novo tratamento para evitar a cegueira. 


Atualmente esse procedimento é feito à mão, mas intervenções futuras envolvendo injeções de células-tronco requerem que as células sejam infiltradas nos olhos lentamente. 


O robô pode permitir que os cirurgiões injetem as células na retina por um período de dez minutos, algo que não seria possível com as mãos.


A empresa holandesa responsável pelo desenvolvimento do robô acredita que a tecnologia poderá ser usada fora das salas de cirurgia.


"No futuro, vemos esse aparelho sendo usado como em um escritório, onde somente o robô encoste no olho e tudo seja automatizado, o que melhoraria a eficiência e reduziria os custos", disse Maarten Beelen, da Preceyes.


O sistema robótico é um protótipo e a empresa ainda não revelou quanto ele custará.


Fonte: BBC




Aplicativo ajuda idosos e pessoas com deficiência a encontrar vagas de estacionamento




Em São Paulo existem mais de três mil vagas de estacionamento em vias públicas reservadas para idosos e pessoas com deficiência, mas existe dificuldade em encontrá-las nesta cidade de 1.523 km². 


Para facilitar esta busca, foi lançado no dia 06/09, na sede do MobiLab, o aplicativo Parknet, que mapeará todas as vagas públicas destinadas a estas pessoas no município. 


O aplicativo, desenvolvido por uma das startups do Residência MobiLab -programa que fomenta empreendedores que desenvolvem soluções inovadoras voltadas à mobilidade -, disponibilizará a localização de todas as vagas reservadas a pessoas com deficiência e idosos, com possibilidade de traçar rotas até o local de estacionamento desejado.  


Além disso, o software terá um ambiente colaborativo, em que os usuários poderão notificar a existência de vagas ainda não mapeadas, ou ainda, fazer denúncias dos locais ocupados irregularmente. 


Para utilizar estes espaços de estacionamento é necessário possuir o Cartão DeFis-DSV. 


Só podem solicitar este documento pessoas com deficiência física ambulatória nos membros inferiores ou autônoma (decorrente de incapacidade mental), com mobilidade reduzida temporária com alto grau de comprometimento, com deficiência visual e com dificuldade de locomoção. 


Os usuários que se encontram nestas condições devem comparecer à DSV – Autorizações Especiais -, localizada na Rua Sumidouro, 740, Pinheiros, com documentação pré-estabelecida no site http://bit.ly/1tOS7cM

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Lojas para baixar o aplicativo:






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Fonte: Revista Incluir

 

 

 

31 de ago de 2016

Plataforma inédita permite que pessoas com tetraplegia estudem via Ensino a Distância




A UNINASSAU, instituição do Ser Educacional, um dos maiores grupos privados de educação do Brasil e líder nas regiões Nordeste e Norte, lança plataforma inédita que permite que pessoas com tetraplegia estudem por meio de modelos de ensino a distância


O lançamento foi divulgado na última sexta-feira dia 26/08, com a presença da deputada federal Mara Gabrilli. 


Na ocasião, uma aluna com distrofia muscular foi presenteada com uma bolsa de estudo para graduação em Marketing. 


O lançamento consolida a segunda etapa do programa EAD Social da UNINASSAU


A primeira fase concedeu bolsas de graduação e pós-graduação para mães com filhos com microcefalia e doenças raras. 


Nesta etapa do projeto, pessoas com tetraplegia poderão estudar via EAD utilizando a plataforma denominada Handsfree, criada pela ONG que leva o mesmo nome. 


O evento faz parte da Semana Estadual e Municipal da Pessoa com Deficiência, promovida pela  Aliança de Mães e Famílias Raras (AMAR).


O equipamento especial possibilita que pessoas mexam o cursor do mouse apenas com a cabeça, permitindo assim, formas de estudo e interação com o ambiente digital.  


O aparelhamento também permite à pessoa com deficiência ligar ou desligar eletrodomésticos e demais itens eletrônicos, por meio da automatização de suas residências ou escritórios.


Ter acesso ao ensino superior é o desejo de grande parte dos cidadãos e isso vai além do sexo, crença, posição social e limitações físicas e psicológicas. 


Foi com o propósito de propagar o acesso à educação, que a UNINASSAU, em parceria com o Instituto HandsFree Tecnologias Assistivas, criou a plataforma para pessoas portadoras de tetraplegia.


Para Sérgio Murilo, coordenador de Responsabilidade Social do Grupo Ser Educacional (mantenedor da UNINASSAU), essa oportunidade é um marco na garantia do acesso ao ensino superior


"Tornar possível que uma pessoa com tetraplegia possa fazer uma graduação via EAD utilizando uma tecnologia assistiva, como o Handsfree, é algo inédito e fantástico", conclui


Fonte: Revista Incluir

 



31 de mai de 2016

Óculos para auxiliar pessoas com deficiência visual é desenvolvido na UFAM



Um óculos para auxiliar pessoas com deficiência visual está sendo desenvolvido na Universidade Federal do Amazonas (UFAM)


O projeto, considerado inovador, tem como maior diferencial o pioneirismo na inclusão de pessoas com deficiência visual por meio de sistemas de georreferenciamento para ambientes internos a custo relativamente baixo.


Esse viés social e inclusivo é o principal motivador para o desenvolvimento dos óculos guiados por áudio e navegação virtual”, comemora o responsável pelo projeto e doutorando em Ciência da Computação na UFAM, Walter Simões.


Os projetos que desenvolvemos no âmbito do PPGI [Programa de Pós-Graduação em Informática] e do Ceteli [Centro de P&D em tecnologia eletrônica e da informação] têm o viés social


"Os trabalhos orientados pelo professor Vicente Lucena sempre têm essa marca da contribuição para a sociedade ou para atender a demandas de grupos específicos”, esclarece o pesquisador. 


Hoje, a maior parte dos óculos destinados a auxiliar pessoas com deficiência visual é restrita à percepção de obstáculos.


O protótipo que está sendo projetado nos laboratórios da UFAM vai além das abordagens atuais. 


A tese de Walter é desenvolvida no sentido de associar diversas abordagens de software (programação) ao hardware (placas eletrônicas) para reduzir a um nível muito baixo a margem de erro na versão final do produto. 


E isso tudo, segundo ele, a um custo que não chegará a mil reais. “O diferencial do projeto é pensar no público brasileiro com deficiência visual. Versões desenvolvidas na Alemanha, por exemplo, podem custar até três mil dólares americanos”, compara. 


Outros equipamentos que oferecem alguma abordagem desse tipo foram encontrados a valores entre mil e oito mil dólares americanos.

 

Primeiros passos

 

Engenheiro egresso da antiga Universidade de Tecnologia do Amazonas (UTAM) – atual Escola Superior de Tecnologia (EST), Walter concluiu o mestrado em Informática no Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGI/Ufam) em 2014 e é doutorando no mesmo programa, cujo conceito é cinco na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).


Para obter o título de mestre, ele aproximou duas linhas de pesquisa no projeto Sistema de Reconhecimento de gestos para TV digital”: a Robótica e a Visão Computacional


A primeira diz respeito a máquinas que tomam decisões, como no exemplo do browser (buscador), que usa robôs ligados a bancos de dados para retornar informações


Já a visão computacional abarca um conjunto de técnicas para ensinar o computador a executar todas as etapas do processo de enxergar, aproximando-o ao máximo da visão natural do ser humano. 


Isso inclui a identificação de objetos em várias posições e com variação de luz ou de temperatura”, diz.


Para que a pesquisa fosse validada, foram realizados testes com 2 grupos de controle. 10 pessoas eram usuárias de softwares similares ao testado; outras 10 pessoas não eram usuárias. Todas elas tinham de realizar um conjunto de gestos para ligar/desligar/acessar o menu e trocar de canal


“Três dos participantes tinham certo grau de deficiência visual e comentaram sobre os recursos à disposição, hoje, no mercado da Tecnologia, os quais, segundo eles, não têm se voltado para a acessibilidade”.


A ideia de pesquisar sobre recursos de georreferenciamento para cegos surgiu dessa crítica.

Tese

 

No doutorado, a pesquisa já iniciou com a proposta de proporcionar experiência segura e efetiva de locomoção para pessoas cegas ou com algum grau de deficiência visual em ambientes in door (internos) desconhecidos. 


O estado da arte mostrou que várias técnicas já foram aplicadas com esse objetivo, mas sempre voltadas apenas à identificação de obstáculos. 


Os custos dos projetos mais promissores também não são atrativos para uma produção em escala industrial no padrão do mercado consumidor brasileiro.


A primeira experiência foi com um par de luvas e uma viseira


“As luvas usavam a tecnologia de navegação ultrassônica (na velocidade do som – 340 m/s), que permitia reconhecer obstáculos a quatro metros, numa escala maior que a tradicional bengala, que alcança um metro e meio, em geral. Na viseira, a tecnologia aplicada foi a da visão computacional, por meio de câmeras que identificavam o cenário. Extintores, escadas e portas foram identificados e a informação foi repassada a cada pessoa por áudio em menos de dois segundos”, explica o pesquisador. 


Segundo ele, dois dos participantes cegos fizeram todo o percurso sem a necessidade de usar a bengala como auxílio e foram bem sucedidos.


Essa primeira parte da experiência foi transformada em artigo e publicada num evento em Las Vegas, o ICCE CES (Consumer Electronics), em janeiro de 2016. 


O trabalho está disponível no site do ICCE. Na etapa seguinte, cujo resultado será apresentado na segunda qualificação do doutorado, Walter aproveitou as instruções dos usuários testados e criou o protótipo dos óculos.


Evolução

 

O guia por áudio sobre sua navegação de pessoas cegas ou com algum grau de deficiência visual é baseado nos sistemas usados em veículos na navegação out door (externa), realizada através de satélites por GPS (Global Positioning System). 


Atualmente, os códigos computacionais (algoritmos), assim como a estrutura (técnicas e sensores envolvidos no processo de mapeamento e navegação). 


“A fusão de técnicas permite reduzir a margem de erro em situações críticas (pessoas cegas) a um custo muito baixo. Hoje, a impressão da estrutura em 3D custa 70 reais. Além disso, são usadas câmeras de 5 mega pixels, que são simples, e chips de relacionamento com o ambiente que custam cerca de 2 reais”, afirma.


Após a submissão do trabalho ao ICCE (Consumer Eletronics) de Las Vegas, os organizadores descreveram o projeto como “uma excelente abordagem sobre as escolhas das técnicas empregadas e com resultados promissores apontados pelos testes preliminares”, segundo informou o doutorando. 


Outras etapas já foram inscritas e aceitas em eventos nacionais e internacionais nos anos de 2012 a 2015.


*Com informações da assessoria de imprensa
 
 




11 de mai de 2016

Poupatempo testa tecnologia para melhorar atendimento a pessoas com deficiência auditiva



O Governo do Estado de São Paulo assinou, em 4 de maio, convênios com as startups GetNinjas, iaiNet, Hand Talk, Nama, Saúde Controle e Memed, no âmbito do programa Pitch Gov SP


As parcerias com as startups visam melhorar a prestação de serviços públicos no AcessaSP, Poupatempo e Fundo Social de Solidariedade.


Um dos convênios, com a empresa Hand Talk, vai testar uma solução desenvolvida pela startup para que pessoas com deficiência auditiva possam usar seu próprio smartphone para ter acesso ao conteúdo informativo de serviços do Poupatempo, como, por exemplo, filipetas.


Uma grande parcela dos surdos preferem acessar conteúdos em Libras, e apenas cerca de 30% dessa população é alfabetizada em Língua Portuguesa


Por isso, as informações impressas de alguns dos serviços prestados no Poupatempo terão um QR Code (código de barras que pode ser escaneado por um smartphone). 


No momento em que a pessoa com deficiência ” o código com seu celular, tem acesso a um endereço na web onde obtém a informação por meio de um avatar desenvolvido pela Hand Talk, chamado de Hugo. 


O interprete virtual faz a tradução do português para Libras.


Os testes, com duração de 90 dias, serão realizados nos Postos Poupatempo Santo Amaro, e São José dos Campos, que contam com profissionais envolvidos com trabalhos de inclusão de pessoas com deficiência e possuem grande conhecimento em Libras.


Os QR Codes serão inseridos nos impressos:


– Filipeta informativa do serviço de Carteira de Identidade (RG) para Posto com coleta de imagens eletrônica;
 

– Filipeta informativa do serviço Carteira de Identidade (RG) para Posto sem coleta de imagens eletrônica;
 

– Filipeta informativa do serviço de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
 

– Banner informativo da taxa da emissão de Carteira de Identidade (RG) e suas possíveis isenções;
 

– Protocolo de entrega da Carteira de Identidade (RG).



 
 
 

22 de abr de 2016

Pai cria app para filha com paralisia cerebral se comunicar

 



Publicada pela Folha de S. Paulo, a reportagem de Patrícia Pamplona conta a história de Carlos Pereira, analista de sistemas que desenvolveu um app voltado às pessoas com deficiência.


Graças ao conhecimento em programação, Pereira conseguiu desenvolver instrumento que permitiu a sua filha Clara, com paralisia cerebral, comunicar-se. 


Mais do que isso, ele também busca a disseminação da ferramenta para uso de pessoas com outros tipos de deficiência. 

 

Confira o texto completo abaixo:



O analista de sistemas Carlos Pereira, 37, trabalhava com informática até sua vida sofrer uma reviravolta. 


A alegria do nascimento da filha veio acompanhada de um desafio a mais: por causa de um erro médico durante o parto, Clara veio ao mundo com paralisia cerebral.


A partir daí, o que poderia ser uma história triste virou superação. “Quando a pessoa enfrenta o luto, uma grande perda, ela percorre alguns passos. O primeiro é negação, depois raiva e termina com aceitação. Passamos por essas fases também”, conta Pereira.


“Foi quando criei o Livox”, conta Pereira sobre o aplicativo para tablete criado por ele para ser “o melhor do mundo”.


O reconhecimento veio com prêmios do BID, da ONU e, mais recentemente, ganhou quase R$ 2 milhões do Desafio de Impacto Social do Google para pessoas com deficiência.


Carlos sabia que seu aplicativo teria tamanho efeito, somando 15 mil usuários e 25 idiomas, desde que o criou, pois sua maior inspiração estava dentro de casa.


“Essas pessoas com deficiência na fala são prisioneiras em seus próprios corpos. Às vezes, não conseguem andar, usar as mãos, mas entendem tudo que se passa ao seu redor.”


Como braço da empresa, há um ano o analista de sistema criou a Inclusion Without Borders, para poder distribuir licenças do aplicativo e tablets para pessoas que precisam, mas não têm como pagar pela tecnologia.


Leia seu depoimento à Folha:


Trabalhava com informática para grandes empresas. No nascimento da Clara, ocorreu um erro médico durante o parto e faltou oxigenação, o que causou uma paralisia cerebral.


Saber do diagnóstico, realmente, não foi fácil. Nem sabia o que era paralisia cerebral antes da minha filha nascer.


Quando a pessoa enfrenta o luto, uma grande perda, ela percorre alguns passos. O primeiro é negação, depois raiva e termina com aceitação. Passamos por essas fases também.


Ela não anda e não fala, embora tenha a inteligência de uma criança da idade dela, de oito anos.


Depois do nascimento dela, a mudança foi radical. Mudou minha profissão, minhas prioridades. A gente saiu fazendo de tudo para tentar melhorar a qualidade dela.


Adaptamos o banheiro, compramos um carro em que coubesse uma cadeira de rodas. Nosso cotidiano é totalmente adaptado para a realidade dela.


Em 2011, investidores estrangeiros entraram em contato comigo e consegui trazer para o Recife uma clínica de reabilitação, com fonoaudiólogos.


Um ano depois, vi que minha filha queria se comunicar. Falei que ia fazer alguma coisa em relação a isso. Foi quando eu criei o Livox.


Quando estava desenvolvendo o aplicativo, falei que não ia fazer só mais um software de comunicação alternativa, mas sim o melhor do mundo.


O que torna ele único são os algoritmos de inteligência que fazem o aplicativo se ajustar de acordo com a deficiência da pessoa. Não importa se é motora, cognitiva, visual, ele se adapta.


Antes, a Clara se comunicava por gestos, figuras. Eu imprimia algumas coisas para ela apontar com a mão o que queria. 


Na sala de aula, ficava excluída. Simplesmente pelo fato de não se comunicar, as outras crianças também não tinham interesse em interagir com ela.


Essas pessoas com deficiência na fala são prisioneiras em seus próprios corpos. Às vezes, não conseguem andar, usar as mãos, mas entendem tudo que se passa ao seu redor.


É muito complicado. Vejo isso diariamente com minha filha. Infelizmente, a gente não conhece as necessidades das pessoas com deficiência. 


Tem muitos que olham para a Clara e se referem como ‘a doida’, acham que tem uma deficiência mental e até falam isso perto dela.


Hoje em dia, não quer dizer que não fique mais triste com isso, mas tem que se andar para frente. 


O Brasil tem uma legislação de primeiro mundo para pessoas com deficiência, mas condições africanas.


Fui conversar com a diretora de um colégio sobre a lei de inclusão, que já existia há muito tempo. Hoje em dia, não incluir pessoas com deficiência em escola é crime.


A diretora falou que a lei era nova e expliquei que não, que já é antiga, o que diferencia agora é que, se a pessoa com deficiência não for incluída, isso é um crime. Ela disse que isso era uma palavra muito forte. Mas não sou eu que estou falando, está na lei.


Foi quando ela me disse algo muito interessante: ‘Vamos ver se essa lei vai pegar’. Respondi que lei não é gripe para pegar ou não. Lei se cumpre.


Na minha opinião, o maior problema da realidade das pessoas com deficiência no Brasil, além da questão de preconceito por falta de educação, são essas leis que culturalmente não se respeita.


Mudanças



O impacto do Livox, no caso da minha filha, foi gigantesco. Ela conseguiu se alfabetizar, interagir com os colegas na escola. Não tem mais aquele conceito de coitadinha. Ela brinca, conversa.



A ferramenta ajudou as pessoas de fora a verem que minha filha tem potencial, que ali mora uma pessoa. Hoje em dia meus pais, que já são bem de idade, conversam com minha filha por meio do software, interagem com ela.


As pessoas perguntam: ‘Você sabia que ia ter esse impacto todo na vida dessas pessoas?’ Digo que sim, porque desde o começo eu via o resultado na vida da minha filha.


Depois do Livox, descobri muita coisa sobre ela. Uma vez, estava assistindo a um programa sobre dinossauros. Não achei que ela estava prestando atenção, mas ela assistiu e sabia tudo, que estavam extintos.


Descobri as preferências de comida também. Soube que ela não gosta de mamão, mas gosta de hambúrguer.


Ela escreveu uma história publicada em um livro, com textos de crianças de seis e sete anos. 


Era uma tarefa da escola e ela também tinha que escrever, mas como? Com o Livox, a Clara escreveu letra por letra a história “A Boneca”. É curtinha, mas começa: ‘Eu sou a boneca que sabe falar e escrever’.


A Clara gosta muito de brincar, como toda criança. Comprei uma bola e um tipo de roupa que eu visto e amarro ela em mim. Cada passada que eu dou, ela dá também. É legal porque ela fica em pé. Domingo de manhã, fica louca, é a primeira coisa que quer fazer.


Quero continuar fazendo minha parte com relação à tecnologia. Estou desenvolvendo uma nova, com a ajuda do Google. Isso vai fazer com que ela se comunique de 10 a 20 vezes mais rápido.



O conceito de inclusão é fornecer condições iguais para pessoas diferentes. É isso que vou fazer. Dar oportunidade para ela viver uma vida mais significativa, para ela poder competir igual aos outros. Ela já falou que quer ser veterinária.