10 de mar. de 2014

Começam obras de acessibilidade no Centro Cultural Três Poderes

Foto do Panteão da Pátria



No Distrito Federal, começaram na segunda-feira (24/02) as obras para tornar acessível o Centro Cultural Três Poderes, onde ficam o Panteão da Pátria, o Espaço Lucio Costa e o Museu da Cidade. 


Ao custo de R$ 324,7 mil, a instalação de três rampas, cadeira mecânica, piso tátil e recursos audiovisuais deve ser concluída até o final de março.
 
De acordo com o GDF, as rampas serão retráteis e deixarão vago o lugar das escadas quando não estiverem em uso. Já a cadeira, que será instalada no Museu da Cidade, levará o visitante ao local de exposição por meio de trilhos.
 
O Espaço Lucio Costa vai receber, além da reforma das maquetes de Brasília, recursos audiovisuais interativos que disponibilizarão mais informações sobre os pontos turísticos da capital.


Segundo o cronograma, entre os dias 24 de fevereiro e 5 de março as obras serão executadas no Panteão da Pátria. De 6 até 12 de março, será a vez do Museu da Cidade. Já o Espaço Lucio Costa receberá os serviços entre os dias 13 e 26 março.
 



Quase mil pacientes com deficiência física aguardam na fila por órteses e próteses em SC

Prótese abaixo do joelho
O Centro Catarinense de Reabilitação (CCR), referência no tratamento de deficientes físicos, tem o registro de 591 pacientes aguardando na fila por órteses e outros 386 que esperam por próteses não cirúrgicas.
 
Os equipamentos, utilizados respectivamente na recuperação e substituição de partes do corpo humano, são produzidos na única oficina ortopédica de Santa Catarina que funciona dentro do CCR, que busca atender as necessidades dos pacientes do Sistema Único de Saúde no estado.


Em média, 30 órteses e 30 próteses são fabricadas por mês, número insuficiente para atender as demandas dos novos pacientes e a revisão dos equipamentos utilizados pelos pacientes em tratamento.
 
O centro de reabilitação funciona em Florianópolis (SC) desde 1969 e atende pacientes de todas as regiões. 


A denúncia sobre o grande número de pacientes na fila do CCR chegou aos deputados por meio de um documento do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conede/SC).


Problemas estruturais e principalmente a falta de mão-de-obra técnica especializada contribuem para que a fila de espera por órteses e próteses cresça no estado. 


A solução apontada pelos técnicos do CCR seria a aquisição de um software que faria a leitura tridimensional do paciente para a projeção da peça.


Empresas terceirizadas credenciadas e licitadas pelo SUS fabricariam os membros mecânicos que apenas seriam ajustados na oficina ortopédica do CCR.


“Poderíamos acabar com a fila em menos de um ano”, afirmou o médico ortopedista Juliano Manozzo, que coordena a oficina no CCR.


Outro agravante é a capacitação de profissionais. Não há cursos técnicos no Brasil e apenas no último ano o Ministério da Saúde começou a estruturar o currículo do curso.


“Hoje, a Abotec (Associação Brasileira de Ortopedia Técnica) exige a participação em sete capacitações que custam dois, três, sete mil reais; além da experiência mínima de cinco anos em oficina, para a habilitação técnica”, criticou a chefe da oficina do CCR, Denise Lopes Oliveira.
 

Atendimento em rede


O Centro Catarinense de Reabilitação foi credenciado pelo Ministério da Saúde, em julho do ano passado, para o tratamento de pacientes com deficiência física e mental, dentro da Rede de Proteção das Pessoas com Deficiências. Jaqueline Reginatto, que coordena esta rede em Santa Catarina, explicou que o estado terá nove centros de atendimento – um em cada região.


“Pedimos também a liberação para mais uma oficina ortopédica. Mas, pelo tamanho da população, o Ministério da Saúde não liberou”, disse Jaqueline.


O deputado Volnei Morastoni (PT), presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, acredita que o atendimento em rede proposto pelo governo federal e em implantação no estado deve dar conta da demanda.


“Com o modelo de atendimento em rede, vislumbramos um novo momento, também com os novos centros de reabilitação. Precisamos ampliar a velocidade de atendimento para diminuirmos as filas. Com esse novo modelo isso será possível”, acredita o deputado. Os centros regionais ainda não têm data para iniciar o atendimento. E não previsão para uma nova oficina ortopédica.
 

Problemas em rede


Os dirigentes do CCR criticam as primeiras instâncias do tratamento. Fisioterapias inadequadas ou ineficientes e coitos (partes que recebem as próteses) mal preparados pelos cirurgiões dificultam a continuidade da recuperação.


“Se tivéssemos condições de zerar a fila hoje, apenas 30% dos pacientes poderiam receber as próteses”, acusou o ortopedista Juliano Manozzo.


O deputado Sargento Amauri Soares (PSOL) acompanhou a visita ao CCR e se disse perplexo com a falta de qualificação e cursos técnicos na área de fabricação ortopédica. 


“Fiquei triste ao descobrir que uma associação de empresas privadas controla a formação técnica no Brasil. Isso indica o nível de engessamento do sistema público de saúde em nosso país”, disse Soares.


O deputado Serafim Venzon (PSDB) também participou da visita, ao lado do vice-presidente do Conede/SC, José Augusto Meier, e de representantes do SindSaúde. 


A Comissão de Saúde do Parlamento deve produzir um relatório da visita ao CCR e cobrar providências da Secretaria Estadual de Saúde.



Fonte: Floripa News



Abertas as inscrições para a 6ª edição do Concurso Moda Inclusiva

 


Já estão abertas as inscrições para a 6ª edição do Concurso Moda Inclusiva. Podem participar estudantes de cursos técnicos, universitários e profissionais da área não só do Brasil, mas de todo o mundo.
 
Com o objetivo de produzir looks para pessoas com deficiência, o concurso tem a finalidade de promover o debate sobre a moda diferenciada e acessível. É uma iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e recebe inscrições até 20 de maio.
 
O Concurso Moda Inclusiva® continua a convidar participantes internacionais a fim de compartilhar soluções inovadoras que possam contribuir para o bem-estar e na qualidade de vida das pessoas com deficiência, além de trazer novos conceitos à moda.
 
Os 20 melhores trabalhos inscritos serão apoiados com tecido da Vicunha Têxtil para a confecção das roupas e participarão do desfile final em um grande evento em agosto, na capital paulista. As três melhores colocações serão premiadas.
 
O Brasil tem hoje cerca de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Somente no Estado de São Paulo, esse contingente ultrapassa 9 milhões. Há um grande mercado de produtos e serviços para atender as demandas específicas desse segmento.
 
As inscrições para o concurso devem ser efetuadas exclusivamente pelo site oficial do concurso: http://modainclusiva.sedpcd.sp.gov.br, onde há informações completas sobre o assunto.
 

Os 20 looks selecionados pela Comissão Julgadora serão apresentados no site do Moda Inclusiva e no Portal oficial da Secretaria (www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br), antes do desfile, em agosto deste ano.

Moda Inclusiva
 

O concurso tem o objetivo de contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva, na qual todos tenham acesso igualitário aos produtos, bens e serviços disponíveis. 


A finalidade do concurso é promover importante debate sobre moda diferenciada, além de incentivar o surgimento de novas soluções e propostas em relação ao vestuário para as pessoas com deficiência.
 
O Concurso Moda Inclusiva é uma iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e foi o primeiro realizado no Brasil e também inédito no âmbito internacional nesse formato. 


O concurso culmina com os vencedores desfilando sua criação para autoridades e convidados. 


A primeira edição foi na sede da Secretaria, em 2009; a segunda, no Museu da Língua Portuguesa, em 2010; sua terceira edição foi realizada no Museu da Casa Brasileira, em 2011; e a quarta e quinta edições, no Museu Brasileiro de Escultura – MuBE, em 2012 e 2013.
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6º Concurso Moda Inclusiva – Edição Internacional
 
Data de inscrições: até 20 de maio de 2014   
Regulamento e inscrições: http://modainclusiva.sedpcd.sp.gov.br





 

Primeiro parque infantil para crianças com deficiência de São Paulo é inaugurado

Homem está em balanço junto com menina em cadeira de rodas



Em abril de 2012, o executivo Rudi Fischer largou uma bem-sucedida carreira no Banco Itaú para trabalhar em casa e ficar mais próximo da primeira filha, Anna Laura, então com três anos de idade. Um mês depois, no entanto, a menina morreu tragicamente em um acidente de carro.
 
A dor da perda seria parcialmente aplacada naquele mesmo ano, durante uma viagem a Israel, quando Fischer fez uma espécie de imersão nos preceitos do judaísmo. 


"Aprendi que deveria realizar algo positivo em nome dela para ajudar a elevar sua alma", lembra. 


Faltava o formato para implementar o plano, que foi encontrado em Jaffa, a 50 quilômetros de Jerusalém, quando ele conheceu um escorregador adaptado para crianças com deficiência (possuía uma rampa em vez de escada).


Nasceu ali a ideia de construir o primeiro parquinho infantil acessível da cidade de São Paulo, que foi inaugurado no dia 25 de janeiro, em uma unidade da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), no Parque da Mooca, na Zona Leste.


Batizada de Anna Laura Parques para Todos, a iniciativa conta com a colaboração da própria AACD, que disponibilizou terapeutas para ajudar a projetar os brinquedos, ao lado de engenheiros e arquitetos voluntários. 


Ao todo, são quinze peças no local, como balanços para crianças com dificuldades motoras e equipamentos com recursos para o uso por cadeirantes.


O investimento total foi de 120 mil reais, bancados integralmente por Fischer, hoje aposentado do mercado financeiro. 


A ação será levada adiante com a inauguração de mais espaços semelhantes, o próximo no Parque do Cordeiro, em Santo Amaro, ainda neste ano. Outros devem ser implantados em cidades como Recife e Porto Alegre. 


"É emocionante poder ajudar o próximo por meio de uma homenagem à minha filha", diz. Ele ainda pretende lançar um livro com a história da menina nos próximos meses e fundar uma ONG de auxílio a pais em luto.




Obras de acessibilidade devem ser executadas em 7 pontos turísticos

Símbolo de acessibilidade
Os pontos turísticos considerados mais importantes de Cuiabá (MT) deverão receber cerca de R$ 1,4 milhão para investimentos em acessibilidade


De acordo com a prefeitura, sete locais devem passar por adequações, como a construção de rampas e instalação de elevadores, bem como adaptação de banheiros, até a Copa do Mundo em junho na capital.
 
O recurso deverá facilitar o acesso de idosos e pessoas com deficiência ao Museu do Morro da Caixa d'Água Velha, ao Museu da Imagem e do Som (Misc), ao Museu do Rio, ao Mercado do Porto e ao Centro Geodésico da América do Sul. O Palácio da Instrução e o Parque Mãe Bonifácia também deverão ser contemplados.
 
Proveniente do Ministério do Turismo, o montante deverá ser repassado pela Caixa Econômica Federal. Após a aprovação do banco, deverá ser assinado um convênio para a realização da licitação das obras. A previsão é de que as adequações sejam concluídas até o mês de abril.
 
No Parque Mãe Bonifácia, deverá haver a reforma das rampas e adaptação dos banheiros da entrada principal. O elevador do Palácio da Instrução deverá ser consertado e as rampas, refeitas. Já no Museu da Caixa d'Água haverá a implantação de acessibilidade para cegos.
 
De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo, já havia a proposta destas obras desde a gestão passada, e o projeto executivo foi elaborado e aprovado no atual comando. 


Além disso, existem projetos para construção de dois quiosques de atendimento ao turista e aquisição de dois Atendimentos Móveis ao Turista em Cuiabá. Entretanto, ainda não houve aprovação.
 


Coelba já oferece opção de fatura em Braille para deficientes visuais

Dedos estão sobre texto em braille
Com o objetivo de atender aos clientes com deficiência visual, a Coelba, empresa do Grupo Neoenergia, oferece a estes consumidores a opção de receber a fatura de energia em Braille.
 
Esta opção está disponível desde 2004 e acontece em parceria com o Instituto de Cegos da Bahia


Para receber a conta de luz em Braille, o cliente deve solicitar o serviço em uma das agências de atendimento da concessionária ou através das centrais de teleatendimento 0800 071 0800 e 0800 281 0142 (atendimento exclusivo para deficiente auditivo ou de fala).