26 de ago de 2015

Câmara aprova mensagens de celular com desconto para pessoas com deficiência auditiva





A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, em caráter conclusivo, projeto que assegura a pessoas com deficiência auditiva ou da fala direito a plano com tarifas reduzidas para serviços de mensagem de texto, nas diversas modalidades de pagamento. A proposta aprovada é a PL 3554/12, do Senado.


Hoje, as operadoras já são obrigadas a oferecer esses planos especiais, mas a determinação é feita por meio de resolução da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O projeto torna essa medida expressa em lei

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O relator na comissão, deputado André Fufuca (PEN-MA), votou pela constitucionalidade da proposta original e da emenda apresentada pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.


A emenda modificou o texto original do projeto para determinar que o custo desse desconto seja coberto por recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).





25 de ago de 2015

Projeto mapeia caminhar de idosos para prevenir quedas



Cientistas do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, desenvolvem um projeto que visa prevenir as quedas de idosos. 


A iniciativa é composta de testes que permitem mapear o caminhar destas pessoas. 


O CeMEAI é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). 


O Centro é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial.


Os testes são simples e os idosos são preparados para os exercícios pelas alunas de gerontologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Caroline de Oliveira Silva e Patricia Bet. 


O grupo de pessoas foi selecionado na Fundação Educacional de São Carlos (FESC), onde está a Universidade Aberta da Terceira Idade (UATI).


Um dos desafios é uma caminhada de seis minutos. O percurso é de 12 metros (m) e o objetivo é caminhar em linha reta, ida e volta, até completar o tempo. 

Cada passo é acompanhado e cronometrado pelas estudantes. Na cintura, o idoso coloca o acelerômetro, um aparelho que mede a mudança de velocidade durante o trajeto.


Há também outros exercícios de coordenação motora e cognitiva. No TUG (sigla de Timed Up and Go), o idoso intercala o caminhar com o sentar. 


Ele começa sentado e tem um percurso de 3m para fazer, até dar meia-volta, refazer o trajeto (mais 3m) e se sentar novamente. 


A primeira vez é simples assim. Na segunda, o percurso é feito com um copo de água em mãos. Na terceira vez, é preciso fazer contas de cabeça enquanto caminha. E não só isso: também é necessário trocar de bolso algumas moedas  tudo para saber o quanto a distração influencia no passo do idoso

 

Veja o Vídeo:  

 

 

 

Perda de memória

 

Os idosos também preenchem formulários de identificação e questionários para detectar indícios de perda de memória ou falta de atenção. 


“Sabemos que existe um alto índice de queda em idosos e que os seus agravos são um importante problema de saúde pública. Já existem alguns estudos que usam o acelerômetro para detectar o risco de queda. Porém, são em ambientes simulados e geralmente com pessoas jovens”, diz Caroline.


Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que, por ano, são 424 mil mortes por quedas no mundo. De 30% a 60% da população com mais de 65 anos caem uma vez ao ano, e parte dessas quedas (de 40% a 60%) termina com algum tipo de lesão. 


“Muitas vezes, o idoso começa a cair muito e se limita, acha que ele tem que morar com o filho para ter maior suporte. Então, se a gente tiver esse suporte propriamente na casa do idoso, possibilita sua maior independência”, comenta Patrícia.


Depois da coleta, é feita a análise dos dados. No Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, eles são interpretados e transformados em modelos matemáticos e algoritmos. 


O professor do ICMC, Moacir Ponti, explica que todos os testes são convertidos em gráficos e tabelas. Os pesquisadores analisam, por exemplo, a relação intensidade/tempo. 


“Nós pretendemos, a longo prazo, conseguir extrair um modelo desses dados que permita acompanhar um paciente e prever se houve uma mudança no padrão do seu movimento e que poderia predispor a queda”, completa Ponti.


Quem também integra o grupo de pesquisa é o pesquisador do CeMEAI e também do ICMC André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, da área de Inteligência Computacional. 


Ele explica que a ideia é fazer com que os idosos usem o acelerômetro em casa e que, em eventual mudança de padrão de caminhada, um responsável ou o próprio médico do paciente seja alertado da possibilidade da queda. Além disso, o aparelho também deve ser adaptado. 


“Uma coisa que o idoso nem perceba que esteja usando. Por exemplo um relógio desses mais modernos que têm funções inteligentes e que tenha o acelerômetro”, conclui Ferreira de Carvalho.

Para Paula Castro, professora do curso de Gerontologia e coordenadora da pesquisa na UFSCar, a longo prazo a intenção é mudar as estatísticas e introduzir o mapeamento de risco de quedas nas políticas públicas. 


“As intervenções do sistema público podem ser focadas em atender especificamente as pessoas que caem ou que vão cair, e, assim, melhorar o atendimento do ponto de vista de rapidez e de qualidade e diminuir os gastos com saúde pública”, conclui a pesquisadora.


Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras seis instituições associadas:



  • Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); 

  • Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); 

  • Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); 

  • Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP);

  • Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); 

  • Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).


Mulher com deficiência tenta licença para dirigir há seis anos em Salvador




A designer Cátia Madalena Ramos Moraes Sales, de 24 anos, tenta há seis anos autorização do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) para dirigir um carro e ganhar a autonomia que precisa. 


Ela perdeu um dos braços e partes das duas pernas em um acidente causado por um choque elétrico, na laje de casa, em Salvador, quando tinha cinco anos. 


Atualmente ela usa próteses nas duas pernas e, apesar de ser considerada inapta pela junta médica do Detran-BA, diz ser capaz de dirigir um carro automático.


“Logo que completei 18 anos, em 2009, minha intenção era tirar habilitação. Fiz o psicoteste e me mandaram para perícia médica. Na perícia, tinham dois peritos que mal olharam para minha cara e disseram que eu estava inapta”, diz Cátia. 


Ela resolveu tentar novamente tirar a carteira de habilitação três anos depois, no ano de 2012, mas recebeu outra resposta negativa.


Cátia então recorreu da decisão ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran), que fiscaliza o Detran, mas desde então não consegue resposta. 


“Pesquisando na internet o meu caso, aparece que a perícia está me chamando. Quando eu ligo para o Detran, quem atende diz que a pessoa responsável está em reunião e nunca consigo falar”, conta.

Cátia afirma que tem capacidade para dirigir o carro automático da sua mãe e só precisa da licença para sair nas ruas. 


“Eu dirijo bem, sem nenhuma dificuldade. Minha frustração é de não conseguir a autorização. Você quer andar na lei e não consegue, porque fica sendo enrolado. Não me permitem o direito de ir e vir”, reclama.


Com as próteses, a designer diz que consegue realizar atividades diárias e inclusive cuida da filha de dois meses sem dificuldades. 


“Já tem seis anos nessa desculpa esfarrapada, e nunca resolvem. Eu acho que é uma falta de respeito. Acho que, se fosse questão de burocracia, já teria resolvido meu caso”, afirma.

 

Outro caso



A administradora Andrea Lucia Teixeira de Carvalho, de 41 anos, que não tem os dois braços, também relata que passou por dificuldades antes de conseguir a licença para dirigir. 


Ela só obteve a habilitação para conduzir um carro adaptado após um ano de tentativas no Detran-BA.


Andrea deu início ao processo de solicitação da carteira de motorista no final de 2013, mas inicialmente foi considerada inapta pela junta médica do órgão.


A administradora conta que a equipe médica do Detran-BA não tinha informação sobre a autorização para pessoas com o seu tipo de deficiência. 


“Me disseram que nunca tinha chegado uma demanda deste tipo, então eles ficaram perdidos, mas também não correram para buscar informações. Eu que levei informações sobre o assunto, sobre empresas que adaptam carros e contatos de juntas médicas de outros estados”, diz. 


Ela chegou a fazer aulas teóricas em uma autoescola, mas quando seguiria para as aulas práticas, teve o pedido negado pelo Detran-BA.


Andrea teve que procurar novamente o órgão para que reavaliasse seu pedido. Ela conta que foi, junto com um médico do Detran-BA, para um congresso de clínicas credenciadas a departamentos de trânsito, realizado em Salvador, em julho de 2014. 


Eles conversaram com um médico do Conselho Nacional de Trânsito (Conatran), que mostrou a possibilidade de um veículo ser adaptado para pessoas com a deficiência de Andrea.


O perito do Detran - Ba decidiu reavaliar o caso e permitir que ela dirigisse um carro adaptado. “Tive que refazer o processo. 


Plotei o carro que comprei na autoescola e fiz o curso direitinho. Em dezembro, recebi a carteira com ressalvas. Só posso dirigir meu veículo, com o volante interligado com o pé”, afirma.


A administradora pagou cerca de R$ 29 mil para adequar o carro comprado de fábrica, em uma empresa especializada na adaptação, sediada em São Paulo. 


Ela diz que não há empresas na Bahia que fazem o ajuste que precisava para dirigir. Além do volante interligado à embreagem, o veículo também tem um painel adaptado, localizado na lateral do banco do motorista.


Andrea tem a síndrome de talidomida, doença congênita causada pelo uso do medicamento talidomida, cujo uso por gestantes causa deformação em bebês. 


De acordo com a Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome (ABPST), os efeitos negativos do remédio foram descobertos em 1961, mas a droga só foi proibida no Brasil para mulheres em idade fértil em 1997.

 

Licença médica



O assessor da diretoria-geral do Detran-BA, major Luide Souza, afirma que a liberação da licença para pessoas com deficiência é de responsabilidade da junta médica do órgão, e não da administração do departamento. 


“Em momento algum o Detran dificulta que se habilite. Acontece que uma decisão médica que torna ele inapto. O Detran não pode intervir em uma decisão médica”, justifica.


Ele diz que cabe apenas aos médicos do órgão decidir sobre a possibilidade de adaptação do veículo para a pessoa com deficiência. 


“É muito difícil dizer o que aconteceu em cada caso. Seria preciso ter acesso ao laudo médico para dizer. O ponto chave é que não é decisão administrativa, e sim médica”, diz.


Ele informa que a pessoa com deficiência que tem interesse em ser habilitado deve se dirigir a qualquer unidade da Detran-BA e custear um laudo específico. 


Em seguida, será encaminhada para uma junta médica multidisciplinar



"A pessoa vai ser examinada por um clínico especialista em medicina de tráfego. A junta médica vai avaliar, então, de acordo com a necessidade especial. Se for dificuldade de locomoção, será um ortopedista que vai avaliar", afirma.


Com o laudo do Detran-BA, a pessoa então pode adquirir veículo com isenção do Imposto Sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA), para que possa adaptar o carro e conseguir dirigir. 


“O laudo diz o tipo de adaptação e a pessoa adquire o veículo com isenção de impostos. As aulas são feitas na autoescola com o próprio veículo. E no dia do exame no Detran a pessoa vai fazer o teste com esse veículo”, explica.


O assessor do órgão diz que, no caso de Andrea, "é possível que o médico da Bahia desconheça a tecnologia de outro estado e, com base nisso, tenha mudado a avaliação".


O Detran-BA informou que realizou, de janeiro a junho deste ano, 1.400 perícias médicas para concessão de carteira de habilitação de veículos em Salvador.  No interior do estado, foram realizadas 1.200 perícias no mesmo período.

 

Desconto no IPVA

 


Pessoas com algum tipo de deficiência têm direito à isenção do Imposto Sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) na Bahia, o que foi regulamentado no decreto estadual de número 16.032, de 10 de abril deste ano. 


Em quatro meses desde a resolução, 832 pediram a isenção do imposto à Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz), segundo dados obtidos pelo G1. 


No histórico da pasta, 5.629 contribuintes estão isentos na Bahia, dos 1.752.756 veículos tributáveis.



Fonte: G1Vida Mais Livre



Aposentados receberão adiantamento do 13º em setembro



O pagamento da primeira parcela do 13º salário para mais de 28 milhões de segurados da Previdência Social começa no dia 24 de setembro. No total, serão pagos cerca de R$ 16 bilhões.



Essa é a terceira vez que o adiantamento – estabelecido em 2006 – será depositado junto aos benefícios de setembro. 


Os pagamentos seguem até o dia 7 de outubro. O decreto com a medida será publicado nos próximos dias.



Nesta primeira parcela não será descontado o Imposto de Renda – no caso de valores que estejam dentro das faixas de cobrança. 


De acordo com a legislação, o IR sobre o 13º só será pago quando for depositada a segunda parcela da gratificação natalina, de 24 de novembro a 7 de dezembro. 


Entre os beneficiários da antecipação, cerca de 70% recebem o salário mínimo, e não terão o desconto.



Os depósitos começam no dia 24 para os segurados que recebem até um salário mínimo e possuem cartão com final 1, descontando-se o dígito. 


Os segurados que recebem acima do mínimo terão seus benefícios creditados a partir do dia 1º de outubro.



O extrato mensal de pagamento estará disponível para consultas na página do Ministério da Previdência Social na internet a partir do dia 24 de setembro.

 

Valor da antecipação




Aposentados e pensionistas, em sua maioria, receberão 50% do valor do benefício. 


A exceção é para quem passou a receber o benefício a partir de janeiro desse ano. Neste caso, o valor será calculado proporcionalmente.



Os segurados que estão recebendo Auxílio-Doença também terão uma parcela menor do que os 50%. Como esse é um benefício temporário, é calculada a antecipação proporcional ao período. 


Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais (Loas) não têm direito ao 13º salário, o que corresponde a cerca de 4,380 milhões de benefícios.



Fonte: Portal Brasil


XXI SEMANA ESTADUAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA



Com o tema Acessibilidade e Inclusão: você no protagonismo desta história, as atividades desta edição seguem até o próximo dia 28 de Agosto. 


A programação é voltada à inclusão e promoção, com o intuito de conscientizar a sociedade quanto aos direitos das pessoas com alguma deficiência, e principalmente, incentivá-las a ter ativa participação e destaque em todos os segmentos. 


As ações estão direcionadas às áreas de educação, saúde, cultura, paradesporto, comunicação, trabalho e empreendedorismo.


O secretário da Justiça e dos Direitos Humanos, Cesar Faccioli, afirmou que, diante da difícil situação por que passa o Estado, o compromisso formal do governador, ao assinar o decreto, "significa uma tomada de decisão". 


Para ele, a Semana serve para promover o debate, o diálogo e reflexões sobre a importância da participação das pessoas com deficiência na sociedade.


A organização é da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades no RS (Faders), vinculada à Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH). 


De acordo com o presidente da Faders, Roque Bakof, é necessário abrir espaços para diálogos de ações de autonomia, com a ideia de que as pessoas com deficiência são seres sociais, com direitos, que podem e devem ser protagonistas de suas vidas. 


"Temos que ter a visão de que acessibilidade e inclusão não são um favor a pessoas com deficiência, mas a criação de condições para que elas se expressem nas suas potencialidades. Isso é um ganho total da sociedade", frisou.


A Semana Estadual da Pessoa com Deficiência conta com apoio:


  • COEPEDE- Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, 

  • SJDH - Secretaria da Justiça dos Direitos Humanos,
  • Secretaria Estadual de Saúde e equipe Proser, 

  • Secretaria Estadual da Educação, 

  • Secretaria da Cultura e Casa de Cultura Mario Quintana, 

  • Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer, juntamente com a Fundergs, 

  • Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social, 

  • FDRH - Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos, 

  • TCE/RS -Tribunal de Contas do Estado , 

  • TJRS -Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, 

  • SRTE/MTE - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado, 

  • Grupo CEEE, 

  • ACERGS -ssociação de Cegos do Rio Grande do Sul e demais colaboradores.


Confira a programação da 21ª Semana Estadual da Pessoa com Deficiência no site da Fader: http://www.portaldeacessibilidade.rs.gov.br/secoes/20/81


Veja o vídeo de divulgação da abertura oficial: http://www.rs.gov.br/lista/740/videos/video222886


Também confira o áudio sobre assinatura do decreto: http://www.rs.gov.br/radio?cod=222887


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Texto: Mirella Poyastro/Palácio Piratini
 
Edição: Rui Felten/CCom


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Fonte: Diversidade na Rua   


24 de ago de 2015

Esporte adaptado: a importância e os desafios



Que praticar esportes é fundamental para a saúde, todo mundo sabe. Para pessoas com deficiência, a prática é ainda mais importante. 


As diversas modalidades melhoram a condição cardiovascular de quem as pratica, aprimora a força, a agilidade, a coordenação motora, o equilíbrio e o repertório motor. 


Além disso, o esporte proporciona a oportunidade de sociabilização e torna quem tem deficiência mais independente, melhorando a autoconfiança e elevando a autoestima.


Embora seja uma modalidade recente, o esporte adaptado surgiu na primeira década do século XX, há quase 100 anos. 


As primeiras atividades competitivas eram voltadas a jovens com deficiência auditiva, que participavam de modalidades coletivas. 


Alguns anos depois, foram adaptadas atividades para jovens com deficiência visual, especialmente a natação e o atletismo. 


Para pessoas com deficiências físicas, o esporte foi adaptado ao final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, quando soldados voltaram para os seus países com mutilações e outras deficiências. No Brasil, a prática surgiu por volta de 1960.


O País está cada vez mais conquistando seu espaço em competições


Recentemente, nossos atletas tiveram o melhor rendimento brasileiro dos jogos Parapan-americanos em toda a história da competição. 


A delegação chegou a incríveis 257 medalhas, sendo 109 de ouro, 74 de prata e outras 74 de bronze. O segundo lugar no quadro geral, o Canadá, não chegou à metade das medalhas de ouro brasileiras, com apenas 50 conquistadas.


Existem alguns critérios na hora da adaptação da modalidade. É aconselhável que o espaço (quadra, campo, pista, etc.) seja limitado e bem sinalizado, sem qualquer tipo de obstáculo que possa dificultar a locomoção dos atletas. 


Os materiais utilizados também devem ser apropriados para cada tipo de modalidade e deficiência. Além disso, algumas regras são alteradas para que atendam melhor ao perfil e às limitações de cada deficiência para que se tenha o máximo de igualdade entre os atletas.


Confira abaixo as modalidades mais usuais e melhor adaptáveis, de acordo com cada deficiência:
 

Deficiência visual: atletismo, ciclismo, futebol, judô, natação, goalball, hipismo, halterofilismo e esportes de inverno.
 

Deficiência auditiva: atletismo, basquetebol, ciclismo, futebol, handebol, natação, vôlei, natação, e muitas outras (quase as mesmas das pessoas sem deficiência, pois não existem grandes limitações dos deficientes auditivos).
 

Deficiência física: atletismo, arco e flecha, basquetebol em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, esgrima em cadeira de rodas, futebol para amputados e paralisados cerebrais, halterofilismo, hipismo, iatismo, natação, rugby, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa, voleibol sentado e para amputados e modalidades de inverno.


Para informações específicas sobre as modalidades e suas adaptações, acesse o site do Comitê Paralímpico Brasileiro


 
 
 
 
 

Mostra 'Diálogo no Escuro' leva público a um passeio cego em SP

Foto da porta de entrada da exposição



Você já se imaginou ser guiado por alguém com deficiência visual em ambientes totalmente escuros?


Essa é a proposta da mostra sensorial “Diálogo no Escuro”, em cartaz desde de sábado, dia 22 de agosto, no Unibes Cultural – novo nome do Centro da Cultura Judaica, do ladinho da estação Sumaré do Metrô.


Pela primeira vez na capital, a exposição desafia o público a conhecer o mundo com outros sentidos e pode ser conferida de segunda a sábado, das 11h às 19h, até o dia 20 de fevereiro de 2016. 


O ingresso para a experiência custa até R$ 30, às sextas e aos sábados; R$ 24, às segundas, quartas e quintas e, às terças, o centro cultural tem entrada gratuita.


Em “Diálogo no Escuro” não há quadros expostos, nem obras monumentais. 


Na mostra, o público é divido em grupos de até oito pessoas que são instigadas por um guia a explorar quatro ambientes totalmente escuros, de 45 a 60 minutos, utilizando apenas três de seus sentidos: tato, audição e olfato.


Privados do sentido que coordena praticamente todas as ações do corpo humano, os participantes são colocados em outra dimensão. 


A única pessoa que está totalmente inserida naquele mundo é o guia, já que fora dali ele também não consegue ver nada, além da escuridão.


A exposição tem o propósito de inserir o público num contexto diferente do que se é vivido. 


Num mundo onde quem enxerga não enxerga, em que não se há noção de distância ou profundidade. "Diálogo no Escuro" faz com que os participantes superestimem a capacidade dos deficientes visuais e gere uma reflexão poderosa, na qual se é despido de preconceitos estéticos e vestido de confiança, respeito e alteridade.


A experiência da mostra, que já rodou 32 países e mexeu com o psicológico de mais de oito milhões de pessoas – visto que é quase impossível sentir-se indiferente à experiência -, desperta em você a certeza de que todo mundo é igual.