3 de jun de 2016

Designer cria escada que vira rampa para cadeirantes

 Designer cria escada que vira rampa para cadeirantes


O designer asiático Chan Wen Jie criou uma escada conversível para atender às necessidades de acessibilidade de cadeirantes e pessoas portadoras de dificuldades motoras.


Para acionar a rampa basta pisar em uma alavanca, localizada ao lado do primeiro degrau, e todo o piso fica em ângulo e unido para formar a rampa.


As vantagens do equipamento seriam os baixos custos de implantação, fácil instalação e o mínimo de manutenção.


Apesar de interessante, a utilização deste sistema não seria a solução para acessibilidade de edifícios públicos, comerciais, e de condomínios residenciais brasileiros, já que por lei, todos devem proporcionar rampas de acesso com inclinações mais suaves, para que o cadeirante possa subir sem a ajuda de terceiros.


De acordo com a norma brasileira, a inclinação máxima para rampas é de 8,33% (inclinação suave). No caso desta escada conversível, a inclinação seria muito alta, em torno de 48%, dependendo da altura e largura dos degraus, o que exigiria uma pessoa muito forte para empurrar o cadeirante.


 Veja a seguir os detalhes











Livro infantil aborda olimpíadas e paralímpiadas

 



A editora Evoluir aproveitou a proximidade das Olimpíadas e Paralimpíadas no Brasil para  anunciar o lançamento Os Heróis e o espírito esportivo”, da autora Bia Monteiro, com ilustrações da Casa Locomotiva.


Com 36 páginas, a publicação integra a coleçãoOs Heróis” e conta para as crianças fatos da história dos jogos, olímpicos e paralímpicos e busca mostrar a importância da prática esportiva para a nova geração.


Sinopse:


“É ano de Olimpíadas e os alunos parecem nem dar bola para esse grande evento que vai acontecer em nosso país. A professora Vivi, sempre muito atenta, percebeu que poderia ser muito divertido trazer o mundo dos esportes para a sala de aula – ou melhor para a quadra! Assim, ela convidou o professor Éder para organizar os jogos escolares, disputados entre muitas escolas. Além do conhecimento dos esportes olímpicos e paralímpicos, esses jogos vão trazer um dos maiores valores dos esporte”.

 
Fonte: Vida Mais Livre
 
 
 

Web acessível premia iniciativas no Rio de Janeiro



O Todos@Web, prêmio de acessibilidade na web, chega à quarta edição e reconhecerá, no palco dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, iniciativas acessíveis. 


Promovido pelo Centro de Estudos sobre Tecnologias Web do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, e pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, a ação conta este ano com a parceria da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Empresa Olímpica Municipal (EOM), e apoio do escritório brasileiro do World Wide Web Consortium (W3C Brasil).


A cerimônia de premiação acontecerá no Rio de Janeiro, no dia 15 de setembro de 2016, no Rio Media Center, o centro de mídia da Prefeitura do Rio, que receberá a imprensa durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. 


Além da entrega dos prêmios e da apresentação dos melhores projetos, serão promovidos workshops com especialistas e haverá a participação de atletas paralímpicos.


“Uma Web para todos é possível. Ao homenagear ações que eliminam as barreiras de acesso para pessoas com deficiência, enquanto ocorre no Rio um evento do porte das Paralimpíadas, estamos chamando a atenção de toda a comunidade internacional para a importância da acessibilidade, que deve ser considerada desde o projeto de um website. Mais do que uma vocação para comunicação, a Web é uma ferramenta de participação e inclusão na sociedade, à qual todos têm direito. Estamos em harmonia com o espírito dos Jogos, e essa é uma parceria muito feliz, que fortalece e valoriza o prêmio Todos@Web”, ressalta Vagner Diniz, gerente do Ceweb.br.


A Prefeitura do Rio de Janeiro abraçou a oportunidade de tornar a cidade mais acessível com a conquista do direito de sediar os Jogos Paralímpicos Rio 2016 e hoje temos orgulho de afirmar que a cidade é, sem dúvida, mais acessível do que aquela que, em outubro de 2009, ganhou o direito de receber os maiores eventos esportivos do planeta. 


Um legado de inclusão já pode ser experimentado pela população que usa os BRTs, mora em ruas beneficiadas pelo programa Bairro Maravilha, frequenta os novos espaços de lazer da Região Portuária, visita pontos turísticos que ganharam rotas acessíveis e anda nos arredores de instalações esportivas, como o Sambódromo e o Maracanã.


Além das melhorias na infraestrutura sob a perspectiva da acessibilidade, a Prefeitura do Rio está capacitando profissionais de diferentes setores para trabalharem diretamente no atendimento ao público com necessidades especiais e reconhece a importância da acessibilidade digital, se preocupando em disponibilizar ao público ferramentas e meios de comunicação acessíveis, afirma Joaquim Monteiro, presidente da Empresa Olímpica Municipal.


Em sua 4ª edição, o Todos@Web recebe inscrições até 9 de junho e é dividido por categorias que contemplam “Projetos Web(sistemas que não criam barreiras de acesso para pessoas com deficiência), “Aplicativos” e “Tecnologia Assistiva” (aquelas que viabilizam acesso à Web a pessoas com deficiência). 


Os detalhes sobre a premiação e os critérios de seleção estão disponíveis no site oficial do evento para acessar clique aqui.


 




2 de jun de 2016

Garoto surdo mobiliza moradores de BH em ação para voltar a ouvir e falar



Há quem diga que a gargalhada de uma criança é música para os ouvidos, além de ser capaz de preencher com alegria os mais variados ambientes. 


Na casa do pequeno Francisco, de 7 anos, os dias se tornaram silenciosos e menos divertidos nas últimas semanas e, infelizmente, essa realidade deixou de existir. Morador de Belo Horizonte, o garoto nasceu surdo e depende do auxílio de um aparelho para ouvir e falar.


O equipamento quebrou no fim do mês passado e, desde então, ele não consegue mais se expressar com a mesma desenvoltura de antes. 


No entanto, nem tudo está perdido: a irmã dele criou uma campanha que para acessar basta Clicar Aqui por meio das redes sociais para arrecadar dinheiro e tentar comprar o dispositivo, que custa R$ 26 mil.


A iniciativa da estudante de geografia Júlia Milanez, de 21 anos, tem mobilizado internautas de diferentes partes da Capital mineira. 


A página “Ajude o Pequeno Francisco” foi criada no dia 19 de maio e conta com pouco mais de mil curtidas. 


À Bhaz, a jovem contou, nesta quarta-feira (1), que o irmão precisa do aparelho o mais rápido possível para não perder os progressos que fez nos últimos anos. 


“O processo de adaptação pelo qual o Francisco passou para poder falar e se desenvolver é muito lento, já que ele nasceu sem escutar nada. Se ele ficar sem esse aparelho vai perder os avanços que conquistou e retroceder no tratamento”,disse
 

Sobre a deficiência



Quando nasceu, em 2008, Francisco foi diagnosticado com surdez profunda neurossensorial bilateral e, com 1 ano e 2 meses, passou por uma cirurgia em Bauru, São Paulo. 


Ele recebeu um implante coclear, capaz de estimular diretamente os nervos auditivos e provocar sensações sonoras. O sistema possui várias partes. 


A peça externa, presa à cabeça, é a mais frágil e precisa ser adaptada ao passo em que o menino cresce. O valor de cada manutenção pode chegar a mais de R$ 5 mil.


“O Francisco é independente e feliz quando está com o aparelho. Sem ele, fica isolado por não conseguir se comunicar como foi acostumado quando passou a ir para a escola. Não temos condições para comprar outro aparelho. Esse que estragou conseguimos no SUS, mas vive dando problema”, explicou Júlia

.
Segundo a irmã de Francisco o  aparelho foi para a manutenção em São Paulo, mas não temos certeza de valores e o tempo que pode levar para ficar pronto. 

"Então, decidi criar a campanha. Contamos com qualquer tipo de ajuda, seja financeira ou não. O que mais queremos é poder devolver a alegria de viver ao Francisco".

Libras

 

Júlia e Francisco moram com a mãe e o padastro, que são os responsáveis por levar o menino a consultas médicas e para a escola inclusiva. 


Ele também estuda Libras, a língua brasileira de sinais, mas ainda não domina as técnicas de conversação. Para se comunicar, enquanto está sem o dispositivo de audição, o garoto faz leitura labial.


Até a tarde desta quarta-feira (1), a campanha que busca financiar um novo aparelho auditivo para o Francisco conta com pouco mais de R$ 2 mil. 


Apesar do baixo valor arrecadado, até o momento, a irmã do garoto se mostra confiante. “É uma situação muito complicada, mas acreditamos que vai dar tudo certo”, diz a universitária.


“Nos ajude a voltar a ouvir a voz do Francisco, nos ajude a ver a criança maravilhosa, cheia de luz, alegre e esperta que ele é. Tenho certeza que Deus estará abençoando tanto a minha família, quanto vocês que estão fazendo o que podem para nos ajudar.Muito obrigada, do fundo do meu coração, vocês não tem noção da importância que isso é pra ele e pra nós”, escreveu em  trechos do site de arrecadação.


Para Contribuir Clique Aqui


 
 
 
 
 

Presidente do CPB fala sobre desafios dos Jogos Paralímpicos do Rio

 

Os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, que serão disputados semanas depois dos Jogos Olímpicos, devem contribuir para modificar a percepção que a sociedade tem das pessoas com deficiência – estimou o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons.


A 100 dias do evento (que acontece de 7 a 18 de setembro), o responsável – que também é vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional (CPI) – reconheceu à Agence France-Presse (AFP) a dificuldade de encher os estádios e defendeu que a inclusão social é fundamental para as pessoas com deficiência no Brasil e na América Latina.


PERGUNTA: O CPI tem mostrado preocupação com as fracas vendas de ingressos para os Jogos Paralímpicos do Rio. Como se pode reverter isso?

 
RESPOSTA:
Devemos tomar mais iniciativas em termos de comunicação, em particular durante o período de transição (entre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos). Temos uma forte dinâmica graças à rota da tocha olímpica e, depois, os Jogos. Mas devemos procurar escolas e igrejas, assim como outras regiões diferentes do Rio. Os espectadores dos Paralímpicos não serão estrangeiros, e sim brasileiros. Temos mais meios do que nunca e uma imagem que está se fortalecendo no mundo. Mas é certo que nossa principal preocupação são os ingressos.


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P: O que o esporte pode fazer para a integração das pessoas com deficiência no Brasil?

R:
Depois de ter conseguido, pela primeira vez, transmitir ao vivo todos os Jogos Paralímpicos de Atenas (em 2004), temos heróis nacionais. Isso ajudou consideravelmente a modificar a percepção da sociedade brasileira. Essa nova percepção deve se traduzir em ações concretas, mas já vejo algumas, como a transformação da rede de transporte público do Rio. No ano passado, uma nova lei ocupou inúmeros aspectos da vida das pessoas com deficiência, desde a moradia até o acesso ao mercado de trabalho, passando pelos transportes. O esporte olímpico mostrou essas pessoas ao mundo, ao invés de escondê-las. Vejo os Jogos Olímpicos como um catalisador. O Rio não vai se tornar 100% acessível [para as pessoas com deficiência]. Nenhuma cidade do mundo é. Mas a situação melhorou. Quando mostro as lindas imagens do esporte paralímpico nas escolas, ou comunidades, e lhes pergunto o que veem, todos respondem: grandes atuações, velocidade, superação (…). Ninguém menciona a deficiência, porque, nesse contexto, não é importante. O esporte põe a deficiência em perspectiva.


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P: Os Jogos Paralímpicos perdem o dinamismo, devido ao grande número de categorias que dividem as competições e as fazem complexas para o público. Como poderia melhorar esse aspecto?
 
R: São os mesmo princípios de quando separam homens e mulheres nos Jogos Olímpicos. Existem também categorias de peso no boxe e no judô. Claro que sempre podemos tentar simplificar, mas é algo com que os meios de comunicação devem lidar. Isso não atrapalha o desenvolvimento da imagem do esporte.


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P: Quais são os objetivos do Brasil nos Jogos Paralímpicos?
 
R: A quinta colocação na classificação de medalhas, depois de ter terminado em sétimo, em Londres, e em nono, em Pequim. Mas a verdadeira referência será ver mais pessoas com deficiência começarem a praticar esportes. Esse é nosso objetivo final.


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P: Londres marcou a história dos Paralímpicos. O que perdurará do Rio?
 
R: O feito de organizarmos pela primeira vez os Jogos na América Latina. É uma parte do mundo onde o esporte paralímpico é necessário. Em muitos países, os cidadãos que vivem com deficiência têm um longo caminho para percorrer antes de serem respeitados. Quem tem deficiência pode ser um bom profissional, um bom chefe, uma boa esposa. 


Assim, não podemos dizer a ele “Vou te dar tudo, tem todos os direitos, mas vou te colocar aqui, em um canto”.

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Pesquisadores do Canadá identificam gene relacionado à esclerose múltipla

 


Pesquisadores do Canadá descobriram um gene relacionado à esclerose múltipla. É uma doença que afeta 2,5 milhões de pessoas.


Ann Smith é enfermeira e já sofreu os piores sintomas da esclerose múltipla. Chegou a ter cegueira temporária, paralisia e a dormir no trabalho de tanta exaustão.


Agora, os pesquisadores da Universidade de British Columbia, no Canadá, descobriram que essa doença degenerativa do sistema nervoso central é ligada à mutação de um gene chamado NR1H3


Ela aparecia em cinco pessoas da mesma família que tinham esclerose múltipla em estágio avançado.


Os testes revelaram que pessoas com a mutação genética correm 70% de risco de desenvolver a doença.


Na esclerose múltipla, o sistema imunológico destrói a mielina, que é o isolamento dos nervos. 


Eles passam a funcionar como um fio desencapado: a transmissão dos impulsos nervosos fica prejudicada e as mensagens do corpo chegam truncadas ao cérebro.


Com a nova descoberta, os médicos acreditam que vão poder desenvolver novos tratamentos para a doença.






 

1 de jun de 2016

Menino com autismo combate seus medos lendo pra animais de abrigo

À esquerda da foto, Jacob lê para um cachorro que está dentro de uma gaiola.


Crianças com autismo costumam ter dificuldades de socialização e não se adaptam facilmente a ambientes com muito barulho ou estímulos visuais. 


Porém, o convívio com animais pode ser bastante benéfico para os pequenos que convivem com o transtorno – é o que diz um estudo da Universidade de Missouri citado em matéria da Veja


Mais do que apenas pesquisas, a experiência também mostra que essa fórmula dá certo, como no caso do menino autista Jacob Tumalan, de seis anos.


Toda a quinta-feira, Jacob visita o abrigo de animais Carson, em Gardena, nos Estados Unidos, com um propósito sério: o pequeno aproveita o tempo depois da escola para ler para os animais que vivem no abrigo. 


O ritual é repetido há seis meses e começou com um empurrãozinho da tia de Jacob, Lisa Dekowski-Ferranti, que trabalha com o resgate de animais.


A experiência de voluntariado do menino o ajuda a ter um senso de propósito e melhorou muito suas capacidades linguísticas. 


Os animais também se beneficiam da iniciativa, que os ajuda a se socializar enquanto se preparam para encontrar um novo lar. 


A ação faz parte do projeto Rescue Readers, em que crianças são voluntárias para ler para os animais do abrigo.


Um vídeo sobre o caso está disponível na página original da reportagem para acessa-lo  clique aqui


Fontes: Hypeness / Vida Mais Livre