24 de jun de 2016

Jacques Janine promove curso de automaquiagem para cegas




A incerteza de saber se a maquiagem está boa é uma dúvida que assola todas as mulheres que se produzem. 


Para as mulheres cegas, há todo um ritual: tocar o próprio rosto e sentir onde sobrancelha, lábios, olhos começam e terminam para passar sombra, blush e batom. 


Para promover a independência e beleza das mulheres com deficiência visual, os salões Jacques Janine e a Laramara (Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual) criaram um curso de automaquiagem ministrado por especialistas.


A primeira turma foi encerrada na quarta-feira, 15, e já existe uma fila de espera de 40 pessoas para a próxima, prevista para agosto. 


Em seis aulas teóricas e práticas, as alunas aprendem desde preparação da pele, passando pelas funções dos produtos, até truques de como delinear os olhos – um dos grandes desafios da maquiagem para qualquer um.


“Esse curso me fez pensar a maquiagem de uma maneira diferente. Faz você se sentir mais bonita independentemente de você estar se vendo ou não. Nós que estamos nos vendo sempre no espelho nunca pensamos nisso”, diz Chloé Gaya, maquiadora e consultora de imagem do Jacques Janine.


Geisa Souza Santos, 37 anos, ficou cega aos 26 em decorrência de um glaucoma, e afirma que o curso elevou sua autoestima. 


“Ganhei mais autonomia e independência. Fiquei dez anos sem tirar os óculos escuros, mas agora me encorajei. Posso me maquiar e me sentir tão bonita quanto as outras mulheres”, conta.


Para a massoterapeuta Débora Perossi, de 56 anos, a maquiagem ajuda também no âmbito profissional. 


“Estou me sentindo mais confiante com minha aparência para atender meus clientes”, afirma. 


A Laramara percebeu que as pessoas com deficiência visual atendidas pela associação tinham a necessidade de aprender mais sobre automaquiagem durante as atividades da vida cotidiana.


“Sabemos que não é só a maquiagem que vai definir a autoestima de uma pessoa, mas ela contribui muito para elas se sentirem mais felizes”, coordenadora do Programa do Jovem e do Adulto, Cecília Maria Oka. 


A instituição Laramara também ensina técnicas para que pessoas com deficiência lidem com situações do cotidiano, como limpar a casa, cozinhar, estudar e cuidar da própria higiene pessoal.


 
 
 
 
 

23 de jun de 2016

Novos rumos da Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência




Funcionários da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência aguardam a chegada da nova chefe, Roseane Cavalcanti de Freitas Estrela, a Rosinha da Adefal, nomeada na última segunda-feira, 17, para saber quais serão os rumos da SNPD a partir de agora. 


A escolha recebeu apoio de vários parlamentares, como os senadores Romário Faria (PSB/SP), Paulo Paim (PT/RS), Ana Amélia (PP/RS) e o deputado federal Otávio Leite (PSDB/RJ), todos com reconhecida atuação na defesa dos direitos das pessoas com deficiência.


A nomeação criou também um impasse entre Romário e a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB/SP), que acusou o senador de forçar a escolha de Rosinha para barganhar seu apoio, ou não, ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). 


“Rosinha é minha amiga e não tenho nada contra ela, mas o Romário chantageou o presidente Temer. Ele usou a causa da pessoa com deficiência como moeda de barganha. Essa é a face mais podre da política”, diz Gabrilli.


Procurado pelo blog Vencer Limites, Romário Faria afirmou que ficou surpreso com as colocações da deputada. 


“Quando a procurei, ela disse que não assinaria o ofício, mas afirmou que não tinha nada contra a Rosinha. Inclusive, disse que era um ótimo nome. Foram grosseiras e levianas as insinuações por parte da Mara, de que a indicação da Rosinha foi moeda de barganha para apoiar ou não o impeachment. Além de representatividade na área, Rosinha tem um ótimo diálogo com o Congresso Nacional. Facilitando e garantindo que demandas apresentadas tenham um rápido atendimento”, disse o senador em nota.


Romário também ressaltou que sugeriu o nome de Rosinha da Adefal há mais de um mês, apoiado por parlamentares de vários partidos. 


“A deputada Mara Gabrili também foi procurada, mas não quis apoiar o nome, sugerindo outra pessoa para o cargo”, comentou. 


O senador destacou que Rosinha tem um longo histórico de luta em favor das pessoas com deficiência, bagagem que lhe conferiu um mandato de deputada federal em 2010, quando ela atuou ao lado dele e outros parlamentares que lutam pela causa.


Para Mara Gabrilli, é quase certo que Rosinha, apesar da nomeação para a SNPD, assuma uma cadeira na Câmara dos Deputados em breve. 


“Ela é primeira suplente do PTdoB e há um parlamentar do partido que deve sair candidato a prefeito. Eu acredito que a presença dela na Câmara tem muito mais força para a luta pelas pessoas com deficiência do que no comando da SNPD, porque nossas atuações seriam somadas”, afirmou Mara Gabrilli.

Outra crítica feita pela deputada diz respeito à forma como foi tratado o metroviário Marco Pellegrini, que havia sido anunciado como o novo secretário nacional, mas que jamais foi nomeado. 


“Encontrei com o Samuel Moreira (secretário-chefe da Casa Civil do governo de SP) e ele havia acabado de assinar a exoneração do Pellegrini no cargo que ocupava na secretaria estadual da pessoa com deficiência, sem saber que ele não seria mais o secretário. Essa nomeação foi um atropelo”, diz.


Sobre a transferência da SNPD para o Ministério da Justiça, Mara Gabrilli afirma que o mais importante é que o ministro (Alexandre de Moraes) e o presidente da República apoiem as ações da secretaria. 


“O tema precisa ser prioridade no País”, cobrou a deputada.



Mara Gabrilli disse ainda que a Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência precisa de mudanças. 


“Falta uma articulação eficiente dentro dos ministérios, porque a SNDP nunca terá os recursos necessários para dar andamento a todas as políticas. Por isso, é preciso haver uma proximidade com, por exemplo, a pasta de Cidades, para tratar da acessibilidade do Minha Casa Minha Vida, e na Saúde, porque nosso programa atual de órteses e próteses é um dos piores do mundo”, ressaltou a parlamentar.


A deputada também avaliou negativamente os resultados do programa ‘Viver sem Limites’, um dos principais projetos da SNPD. “Isso está na mira do Tribunal de Contas. 


Em estados como Maranhão e Roraima, a entrega de uma cadeira de rodas demora mais de 5 anos. O projeto é muito mais um holofote”, concluiu Mara Gabrilli.


O blog Vencer Limites entrou em contato com a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência e pediu uma entrevista com a nova secretária, mas foi informado que ela ainda não foi oficialmente apresentada à equipe da SNPD. Também pedimos informações ao Ministério da Justiça e ainda não houve resposta.


Quem é Roseane Cavalcante Freitas, a Rosinha da Adefal


Roseane Cavalcante Freitas, a Rosinha da Adefal, nasceu em 22 de abril de 1973. 

Aos dois anos de idade foi acometida por uma poliomielite (paralisia infantil), que lhe retirou a mobilidade das duas pernas. 


Comandava atualmente a Secretária Estadual da Mulher e dos Direitos Humanos de Alagoas. Foi deputada federal pelo PTdoB.


Recebeu a comenda do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Maceió (19º Região) e também o Prêmio Selma Bandeira, criado para homenagear mulheres que se destacam nos segmentos sociais em Alagoas. 


Em 2009, chefiou a delegação da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC) na Guatemala.


Foi ainda conselheira titular do Conselho Nacional de Defesa dos Direitos de Pessoa com Deficiência (CONADE), do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência de Maceió, do Conselho Municipal da Condição Feminina de Maceió e suplente no Conselho Municipal de Entorpecentes de Maceió. 


Atuou também na Associação Dos Deficientes Físicos em Alagoas (ADEFAL) e na Organização Nacional de Entidades de Deficientes Físicos (ONEDEF).

 
 
Fonte: Blog Vencer Limite


Documentário retrata a vida e os desafios de paratletas brasileiros



Antes do início da prova de 200 metros rasos nas Paralimpíadas de Londres, em setembro de 2012, o atleta sul-africano Oscar Pistorius sorria confiante de sua vitória. 


Até então considerado como o maior atleta paralímpico, nos últimos segundos da corrida se vê surpreendentemente ultrapassado pelo brasileiro Alan Fonteles. 


“Ele simplesmente chegou de lugar nenhum”, exclama o narrador nas primeiras cenas do documentário Paratodos, que estreia nesta quinta-feira (23) nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Recife, Belo Horizonte, Salvador, Palmas e Londrina.


O filme dirigido por Marcelo Mesquita vai muito além do esporte como inclusão social de pessoas com deficiência. Ele mostra o cotidiano de esportistas profissionais de alta performance que têm uma intensa rotina de treinamentos, que suportam altos níveis de pressão e de cobrança – própria, dos treinadores, patrocinadores e do comitê – e que têm seus conflitos internos, suas dúvidas e fraquezas, assim como qualquer pessoa. 


Além de tratar sobre superação e quebra de barreiras, o longa-metragem também sai do lugar comum porque aborda questões pessoais como autoestima, perfeccionismo e o companheirismo entre os paratletas.


De 2013 a 2016, a equipe do filme acompanhou de perto as equipes paralímpicas de natação, atletismo, canoagem e futebol em campeonatos realizados na França, no Canadá, Japão, na Itália, no Catar e Brasil. 


Além de Alan Fonteles, Paratodos traz as histórias do nadador Daniel Dias; do ex-Big Brother e tetracampeão de paracanoagem Fernando Fernandes; da velocista Teresinha Guilhermina; da nadadora Susana Schnarndorf; de Yohansson do Nascimento, do paratletismo; Fernando Rufino Cowbói, da paracanoagem; e de Ricardinho, que é jogador de futebol de 5.


Depois de alguns minutos em frente à tela, desaparecem as deficiências e fica apenas a imagem dos esportistas como um todo.


 A cada prova mostrada, vem junto a tensão, a pressão, as alegrias da vitória, as decepções e os entraves da classificação, que divide os “níveis” de deficiência. 


Não ficam de fora as arrogâncias, questões ligadas à autoestima, o bullying, os momentos de descontração e de companheirismo entre os atletas.


A superação dos próprios limites é um tema presente do início ao fim do longa-metragem, porém ela vai além das limitações impostas pelas deficiências físicas. 


A busca pelo tempo cada vez melhor, pela performance perfeita, pela medalha de ouro e pelo primeiro lugar no pódium estão lá da mesma forma que estariam se os esportistas em foco não fossem paratletas. 


“Se você olhar para o que uma pessoa pode fazer em vez do que ela não consegue fazer, a perspectiva muda e perde-se a visão de coitadinho”, afirma Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.


Esporte como trabalho e motivação



“O esporte paralímpico não é só inclusão social. No começo, ele é inclusão social, mas quando chega aqui, ele é alto rendimento, é performance. Isso aqui é meu trabalho, eu sobrevivo disso”, declara Fernando Fernandes, da paracanoagem. 


Além de ser o trabalho desses paratletas, o esporte é, muitas vezes, o que os mantém vivos e motivados.


É o caso da ex-triatleta, hoje nadadora, Susana Schnarndorf, a única atleta da delegação paralímpica brasileira a ter representado o país tanto entre os convencionais, antes de sua doença se manifestar, quanto entre os paralímpicos. 


Uma das principais triatletas brasileiras, com participação em 13 edições na prova Iron Man, ela descobriu por volta dos trinta anos que tinha uma grave doença degenerativa que faz com que seu cérebro fosse aos poucos “desconectando” e “desligando” suas funções.


“Foi um ano bem difícil. [Diziam] ‘Você tem 6 anos de vida, 3 anos de vida…’ E eu tinha uma filha de seis meses nessa época. Foi difícil pra mim aquilo. Ninguém tem bola de cristal para saber quanto tempo você tem aqui, mas eu decidi fazer do tempo que eu tenho aqui o mais feliz que eu posso ter”, afirma Susana. 


Foi por meio da natação que ela conseguiu recuperar parte de seus movimentos e voltou a competir como paratleta.

 
Além levar essas histórias às telas dos cinemas, Paratodos também estará disponível para exibição em instituições, organizações sociais que trabalham com a inclusão da pessoa com deficiência e em escolas da rede pública de ensino espalhadas por todo o país. 


O desafio é chegar a 2 mil unidades escolares e aproximadamente 200 mil alunos até o fim de 2016. Para promover a exibição, é preciso se cadastrar no site de mobilição Taturana Mobi.






22 de jun de 2016

Rede Lucy Montoro desenvolve cadeira de rodas mais leve



A Rede de Reabilitação Lucy Montoro desenvolveu um novo modelo de cadeira de rodas para atender às necessidades dos pacientes atendidos nas unidades da rede. 


A nova cadeira tem tamanho reduzido e pesa oito quilos, metade das cadeiras convencionais.


Características como peso, tamanho e resistência foram reformulados e adaptados às necessidades de cada paciente. 


Por ser uma cadeira não dobrável, a estrutura do equipamento é mais resistente, apresenta uma durabilidade maior do que os modelos disponíveis no mercado e melhor alinhamento. Ela também pode ser desmontada.


A  Rede Lucy Montoro ressalta que o projeto não é uma distribuição de cadeiras de rodas. A ação é específica para os usuários atendidos pela rede e quando os médicos percebem a necessidade. 


Uma vez entregue ao paciente, a cadeira é dele. As cadeiras são custeadas pelo SUS. Clique aqui para conferir as unidades da Rede Lucy Montoro.


Pedido de cadeira de rodas através da rede municipal
 

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS) informa em nota que há um edital de chamada pública para contratação de empresas fornecedoras de cadeira de rodas para ampliar o acesso dos munícipios que necessitam deste produto.  


Atualmente 1,6 mil usuários estão na fila de espera para cadeira de rodas.


Após o atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), o  usuário é encaminhado a uma das unidades do Núcleo Integrado de Reabilitação (NIR) da capital.  


O NIR avalia o usuário e prescreve o modelo de cadeira necessário.  Caso haja no estoque da instituição e dependendo do tipo/modelo de cadeira solicitada, a entrega é imediata. Caso contrário, a cadeira é entregue em média após um mês da data de avaliação. Cadeira de rodas com adaptação demora mais tempo para ser entregue.


Fonte: G1



Quando a deficiência vira eficiência para as empresas




Você sabia que mais de 24% da população brasileira é composta por pessoas com deficiências (visual, auditiva, física e intelectual)? E de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaIBGE, 6% delas estão aptas a exercerem uma atividade profissional.  


No entanto, apesar disso, muitas empresas ainda possuem certa resistência em relação à contratação dos colaboradores PcDs.


A Lei 8.213/91 determina que as empresas com cem funcionários ou mais precisam preencher de 2% a 5% de seus cargos com funcionários reabilitados ou PcDs que possam realizar as atividades profissionais, mas a grande questão é  transpor as barreiras, principalmente em relação aos prédios que ainda não são adaptados para receber esses colaboradores. 


Existem diversos fatores a serem considerados em relação à contratação das PcDs. Vamos listar três deles para que os Empreendedores possam fazer a diferença e oferecê-los uma oportunidade:


  • Vencer o preconceito: os cidadãos e cidadãs com deficiência são pessoas competentes e capazes de atuar profissionalmente, mas é preciso respeitar as limitações de cada um. As empresas precisam romper esse preconceito ocasionado por falta de conhecimento e uma certa resistência.  
 
  • Responsabilidade social: além de cumprir a lei as empresas precisam se reinventar e se conscientizar que ao contratarem pessoas com deficiências eles serão os maiores beneficiados, assumindo um importante papel de responsabilidade social. 

  • Incentivo aos talentos: a partir do momento que o governo cria uma lei que destina uma parte do quadro de funcionários para as pessoas com deficiência indiretamente está incentivando as PcDs a desenvolverem suas habilidades profissionais e a conquistarem seu espaço como cidadão.


O principal é que todos serão beneficiados e é necessário ter um olhar mais amplo em relação à contratação das PcDs. 


As empresas acabam esquecendo, em algumas situações, de olhar o outro como um indivíduo cheio de sonhos e expectativas e que para que eles possam aumentar seu potencial é necessário que uma empresa abra suas portas para receber esse profissional.  


O profissional com deficiência, após a contratação, terá inúmeros benefícios que contribuirá para mantê-lo motivado, o principal deles é a elevação da autoestima, que acabará refletindo na sua vida pessoal e profissional como a maior conquista para o indivíduo. 


Além disso, ele irá contribuir com o aumento da renda familiar e consequentemente a melhoria da qualidade de vida, sendo que se tornará um consumidor de bens e serviços, desta forma aumentará os postos de trabalho e manutenção dos mesmos. 


Ele também irá encarar o trabalho como uma oportunidade de aprendizado e como uma possibilidade de investir na continuidade dos seus estudos para que tenha condições de crescer profissionalmente.


A empresa por sua vez será beneficiada inicialmente por atender a lei e se livrar do risco de multas desnecessárias. 


Além disso, a organização estará agregando valor à imagem e ao seu negócio, promovendo a inclusão da Pessoa com Deficiência estará garantindo o direito ao trabalho e ao desenvolvimento integral. 


Ao dar oportunidade a uma Pessoa com Deficiência a empresa poderá ganhar um colaborador que se entrega de forma integral, engajado e comprometido, que normalmente se orgulha do seu trabalho. 


Vale ressaltar que os benefícios são mútuos, tanto para as empresas como para os profissionais PcDs. É uma relação que funciona como uma via de mão dupla, onde ambos crescerão juntos, por meio dessa oportunidade.  







Projeto de skate adaptado integra atividades de lazer em Curitiba




Um projeto de skate adaptado para pessoas com deficiência foi lançado na semana passada, realizado em parceria entre a Prefeitura de Curitiba e a iniciativa privada. 


O equipamento será incorporado às atividades do Ciclolazer, que acontece aos domingos, na Praça Nossa Senhora de Salete.


Doze crianças que estudam na Escola Estadual Nabil Tacla testaram o equipamento. 


A ideia é permitir que a criança com deficiência motora possa usar o skate, presa por um colete atado a um cabo de aço, esticado entre dois postes, que permite a movimentação com segurança.


A iniciativa, inédita, tem a participação da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude em parceria com a empresa Anjuss. 


Já existiam ideias semelhantes, com a utilização de gaiolas, mas o projeto da Prefeitura tem a vantagem de proporcionar maior liberdade ao praticante.


“É mais um projeto que torna a cidade mais inclusiva, mais humana, uma cidade que respeita as diferenças e tem um olhar diferenciado para crianças com deficiência. É uma ideia simples, relativamente barata, permitindo que estas crianças tenham uma atividade que, normalmente, a condição delas não permitiria. O sorriso delas já valeu qualquer custo deste projeto”, diz Fruet.


O equipamento foi concebido com o intuito de recreação, mas também pode funcionar como um aparelho de fisioterapia, melhorando as condições de pessoas com restrições de locomoção.


“O projeto vinha sendo estudado há mais ou menos dois anos e conseguimos finalizá-lo, a partir da parceria com a Prefeitura. É uma ideia aparentemente simples, que eu chamo de ‘skateterapia’, pelos resultados positivos que ele traz para quem usa”, diz Heverton de Freitas, skatista que ajudou a desenvolver o projeto. 


A ideia também tem o apoio das secretarias municipais do Meio Ambiente, da Pessoa com Deficiência e da Educação.


“É uma alegria ver meu filho se divertindo, podendo fazer uma coisa que, normalmente, não iria conseguir. É algo que ele gosta. Ele costuma andar de skate em casa, mas sentado. Achei esta ideia maravilhosa",  disse Thais Cristina Kraag Galvão, mãe Tiago, de 5 anos


Segundo o secretário municipal do Esporte, Lazer e Juventude, Aluísio Dutra Júnior, a ideia é aumentar o uso, pois nada é mais emocionante do que ver a alegria destas crianças. Muitas coisas bacanas desenvolvidas por esta gestão são muito simples. Coisas que olham para as pessoas, para o lado humano da cidade.

 
 
 
 
 

Festival de Cinema Acessível está chegando





O Festival de Cinema Acessível está de volta a Porto Alegre. A segunda etapa do Festival começa dia 8 de julho (sexta-feira), com “Se eu fosse você”, na sala Paulo Amorim da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico). 


O Festival segue nos dias 29 de julho, com “Tropa de Elite 2” e 19 de agosto, com “O Palhaço”, sempre às 19h30 e com entrada franca. Haverá distribuição de senhas no local 1 hora antes de cada sessão.


O Festival é o primeiro do país a exibir clássicos do cinema brasileiro com audiodescrição, legendas e língua brasileira de sinais. 


Os filmes são exibidos com os três recursos de forma simultânea, permitindo que pessoas cegas, com baixa visão, deficiência auditiva, surdas ou sem nenhuma deficiência assistam aos longas na mesma sessão – o que permite a troca de experiências em um ambiente que valoriza as diferenças. 


A iniciativa é uma realização do Som da Luz, com patrocínio de Banrisul Consórcios, Badesul e IMEC Supermercado, através da Lei Rouanet.

 
Conforme o idealizador do Festival e diretor do Som da Luz Sidnei Schames, o sucesso da primeira etapa do evento evidenciou que o público está ávido por produções cinematográficas e atividades culturais com acessibilidade.


 “Estamos contagiando as pessoas e mostrando que cinema pode – e deve – ser uma experiência vivenciada por todos. Acredito que estamos contribuindo com uma mudança de paradigma, em que a arte passa a ser pensada para todos e não apenas para um segmento da população”, afirma ele.


No ano passado o Som da Luz promoveu a primeira etapa do Festival de Cinema Acessível, com a exibição de cinco longas-metragens. 


Ao longo do primeiro semestre deste ano as obras do Festival foram exibidos nas principais cidades do interior do Estado através de uma ação de treinamento do Banrisul. 


Além disso, a equipe do Festival está visitando escolas públicas e privadas para levar cinema e debater questões de acessibilidade com alunos e professores.

Muitos músicos e artistas já manifestaram publicamente o seu apoio ao Festival, postando vídeos e convidando o público a prestigiar o evento. Acompanhe tudo na página oficina do Festival no Facebook (link para o facebook).

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Festival de Cinema Acessível



Realização: O Som da Luz
 
Datas: 8 de julho (Se eu fosse você), 29 de jullho (Tropa de Elite 2) e 19 de agosto (O Palhaço)  

Local: Sala Paulo Amorim da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico – Porto Alegre)  

Horário: 19h30

Ingresso: gratuíto, com distribuição de senhas 1 hora antes

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