28 de out de 2016

Pai tatua aparelho auditivo igual ao da filha



O neozelandês Alistair Campbell pai da menina Charlotte, de 6 anos teve a ideia de fazer uma homenagem à filha antes de ela se submeter à cirurgia para receber seu segundo implante coclear.


Charlotte tem uma deficiência auditiava grave,fazendo com que fosse necessário utilizar um implante de aparelho auditivo aos 4 anos, pois antes disso ela era surda e conseguiu ouvir graças ao implante coclear . 


E para que ela não sentisse diferente das outras pessoas por conta do aparelho, o pai decidiu tatuar um aparelho exatamente igual ao dela em sua cabeça.


O problema de audição de Charlotte não é o único na família, a esposa de Alistair também precisou de implantes auditivos, enquanto seu segundo filho depende de aparelhos para ouvir melhor. 


Essa é a primeira tatuagem do neozelandês, que confessa ter planos de deixar o cabelo crescer novamente e raspá-lo em ocasiões especiais ou quando a filha pedir.



Fonte: Revista Incluir


 

Exposição de peças confeccionadas em argila por pessoas com deficiência visual




Um grupo de cegos do Centro de Apoio ao Deficiente Visual de São Gonçalo (Cadevisg), no Porto Velho, realiza uma exposição de peças de argila no próximo dia 04/11 às 14hrs.


O tema da mostra é Ver e Voar, que explora a memória visual guardada na mente de cada pessoa com deficiência, para modelar na argila.


“Esse não é apenas um tema, mas uma condição de vermos. Quando voamos, soltamos a imaginação, dando condições de desenvolvermos nossa arte. Deixamos o coração aberto, a mente voar e as mãos virem para que tudo possa ser mostrado”, contou a professora da oficina e vice-presidente da instituição, Nilza Martins.


A execução do trabalho nas peças de argila começou em março e foi trabalhado durante todo o ano. 


As artes ficarão expostas em caixotes lixados com materiais elétricos pelos próprios alunos com deficiência visual, na Galeria João Carlos Lemos, na própria associação. 


Todas as peças poderão ser adquiridas durante a exposição, e os proprietários terão 15 dias para fazer a retirada na Cadevisg.


Os valores das peças ainda não foram estipulados, mas toda a renda será doada para a oficina, com objetivo de comprar argilas e materiais necessários para a confecção de novas peças.


 

26 de out de 2016

Em Santa Catarina, youtuber usa internet para falar sobre inclusão



Me encho de esperança em um futuro melhor quando encontro jovens como a Mariana Torquato, lutando pelo que acredita ser justo, não só para ela, mas para toda a sociedade. 


Ela é natural de Florianópolis e está fazendo sucesso no YouTube com uma proposta bem interessante. Mais do que isto, necessária. Ela tem deficiência física, e usa a internet para divulgar, criticar, elogiar e principalmente para promover ações de cidadania e igualdade.


No último vídeo postado, ela critica uma frase infeliz do prefeito eleito de São Paulo, João Doria Júnior, que usou o termo ‘defeituosas para se referir às crianças com deficiência da AACD. Realmente, o político cometeu uma gafe. 


Tem gente que acha que é muita patrulha se preocupar com essas nomenclaturas politicamente corretas. Algumas eu também acho. Por exemplo: anão é anão, cego é cego. Não vejo problema em falar assim, em vez de dizer pessoa com deficiência auditiva ou visual. Mas a palavra “defeituosa” é pesada, ultrapassada e tem uma conotação muito negativa, em nada contribuindo para a causa.


No vídeo, Mariana critica outra atitude de Doria, que prometeu nos primeiros dias da campanha eleitoral que ao chegar à prefeitura iria enxugar as contas públicas extinguindo secretarias, entre elas a da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. Após a repercussão negativa, ele voltou atrás e afirmou que manteria esta secretaria em seu governo. 


“Agora, de forma contraditória, ele diz que vai doar seu primeiro salário como prefeito de São Paulo para uma entidade que presta serviços a pessoas com deficiência. Isso é pura jogada de marketing pessoal, porque dinheiro ele sempre teve pra doar.”


A youtuber, que é formada em Administração Empresarial e estudante de Ciência e Tecnologia dos Alimentos, faz questão de frisar que não é de caridade que as pessoas com necessidades especiais precisam, mas sim de inclusão, por meio de políticas públicas que garantam seus direitos. 


“Existimos, mas não estamos na tv, nem no rádio, nem na política. Mas existimos, e não somos defeituosos”, reitera. 





 
 
 

TV Cultura e MultiCultura Educação irão transmitir o Teleton



A TV Cultura e o canal MultiCultura Educação, que pertencem à Fundação Padre Anchieta, irão apoiar a 19ª edição do Teleton, que acontece nos dias 04/11 e 05/11, no SBT.  


A transmissão será ao vivo, na sexta-feira à noite, no sábado de manhã e durante o encerramento. O evento também será exibido (na íntegra) pelo canal de multiprogramação MultiCultura Educação (6.3), e pelo Youtube.


A TV Cultura liberou Adriana Couto, do Metrópolis, e Aldo Quiroga, do Jornal da Cultura Primeira Edição, que participarão do Teleton na sexta-feira à noite. No sábado de manhã, quem marca presença é a turma do Quintal da Cultura.


Com o tema Igualdade, o Teleton, maior plataforma de arrecadação de recursos da televisão brasileira, trabalha o conceito somos todos iguais, somos todos Teleton, para ajudar a sensibilizar o público e atingir a meta de R$ 27 milhões.


O tema visa destacar que todos têm sonhos e objetivos semelhantes, independente das diferenças. Além de promover a reflexão, ressaltando que a ajuda de cada um é muito importante, já que o Teleton é um dos principais meios de captação de recursos para a AACD


Neste ano, a criança símbolo será o paciente Samuel Silva, de 11 anos, que teve os dois braços amputados em um acidente com fios de alta tensão enquanto empinava pipa e está na AACD há um ano e meio. 


Samuel passou pela reabilitação física tendo um tratamento bem sucedido e, atualmente, já realiza tarefas com autonomia, além de praticar natação e capoeira pela AACD Esportes


“A nossa intenção é entrar nas casas dos telespectadores brasileiros, conseguindo mostrar as diversas histórias de superação que nos encantam diariamente pelos corredores da AACD, evidenciando que elas só são possíveis com a colaboração de todos por meio de doações” – afirma Angelo Franzão, superintendente de Captação de Recursos e Marketing. 


Doações:



Por telefone

  • 0500 12345 05 para doar R$ 5 
  • 0500 12345 15 para doar R$ 15
  • 0500 12345 30 para doar R$ 30
  • 0800 776 2016 qualquer valor acima de R$ 30

Por SMS: Envie uma mensagem de texto para 28127 com a letra T

 
Pelo site: www.teleton.org.br


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Final de semana tem Dança sem Fronteiras na Praça das Artes e no Minhocão





Nos dias 28 e 29/10, sexta e sábado, na Praça das Artes, acontecem apresentações do espetáculo Frestas do Olhar, dirigido pela premiada bailarina e coreógrafa Fernanda Amaral, da Cia. Dança sem Fronteiras – companhia que trabalha com e pela diversidade, formada por intérpretes de habilidades mistas (com e sem deficiência). No domingo, 30/10, é a vez do Minhocão receber o espetáculo.   


A produção faz parte do projeto Novas Fronteiras do Olhar, contemplado pelo 19º Fomento à Dança da Cidade de São Paulo, que envolve um vasto programa de ações da companhia para promover a dança contemporânea como um bem cultural acessível a todos


Outras apresentações do espetáculo também acontecem no MAM, dia 05/11, no Parque da Luz, dia 20/11, e no Parque da Água Branca, dia 27/11.


Frestas do Olhar dá continuidade à pesquisa da Cia. Dança sem Fronteiras sobre o tema da visão e da criação de um novo olhar


Durante um ano a companhia investigou as relações entre o espaço corporal e o espaço urbano para montar seu novo espetáculo itinerante, feito para espaços abertos. 


Dramaturgia e coreografias do espetáculo foram criadas a partir da individualidade dos intérpretes com habilidades mistas, incluindo pessoas com e sem deficiência, e de suas formações variadas em dança. 


Com diversos corpos a companhia pesquisou as possibilidades dos intérpretes de se mover com o auxílio de tecnologias assistivas (muletas, andador e cadeira de rodas) ou não, tanto para facilitar o movimento como para modificá-lo e criar coreografias. Toda a pesquisa da Cia. tem como base o princípio de que não há um corpo certo ou errado, mas sim um corpo único. 


“Trabalhamos com e pela diversidade. Em meu trabalho celebro as diferenças e não procuro minimizá-las ou disfarçá-las. No momento estamos promovendo muitas ações pela cidade de São Paulo e o público, sempre convidado, pode ver e experimentar uma verdadeira inclusão”, afirma Fernanda.   



 
 
 

Mostra de arte inclusiva Música em Cores, de Antônio da Silva, chega a Blumenau



Canções populares, cores, toques e humanização. Estes são alguns dos elementos que compõem a exposição de arte inclusiva Música em Cores, do intérprete, compositor e artista plástico, Antônio da Silva. 


A abertura ocorre no dia 03/11, às 15h, no Centro Cultural da Vila Itoupava, em Blumenau. 


A mostra conta com 20 telas, com tamanhos que variam de 0,65x0,50 a 1,20x0,80 metros, algumas delas produzidas para serem tocadas, sentidas pelas pontas dos dedos, possibilitando a integração das pessoas com deficiência visual a este universo.


Durante o evento, o público receberá gratuitamente um CD com seis canções compostas e interpretadas por Antônio, que também fazem parte da exposição e que já estão liberadas para ouvir e baixar pelo www.soundcloud.com/antoniodasilvaoficial/sets/musica-em-cores


Segundo Antônio, é uma forma de estimular e instigar as pessoas à arte visual, auditiva e táctil, incluindo o público ao universo do artista, onde o ser humano, a cultura brasileira e o samba lhes são referência e grande fonte de inspiração. 


A exposição segue até o dia 07/12 e a entrada é gratuitaO projeto Música em Cores é patrocinado pelo Fundo Municipal de Apoio à Cultura e a produção executiva é da Mono Produções Culturais.


“Pensamos em uma forma diferente de exposição, envolvendo a música e as artes visuais no mesmo ambiente. Talvez uma forma mais pessoal, mais popular, de humanizar estes elementos em um mesmo espaço, onde o público poderá ver, tocar, ouvir e sentir as obras. O sentimento que me pertence é o de que quanto mais humana, mais inclusiva é a exposição. Esperamos que o público sinta e goste da mostra”, reflete Antônio da Silva.


Como contrapartida social, o projeto Música em Cores levará oficinas de “Arte e integração Antônio da Silva” para instituições de Blumenau


Nos dias 05/11 e 06/11, será na Associação Blumenauense de Amparo aos Menores (ABAM), das 9h às 12h (para alunos da instituição).




Procura-se profissionais para cuidar de pacientes com paralisia cerebral



A Paralisia Cerebral (PC) é uma doença pouco conhecida pela população brasileira, sendo resultado de uma lesão no sistema nervoso central em desenvolvimento, que pode ocorrer intra-útero, durante o parto ou nos dois a três primeiros anos de vida. 


O termo PC traz uma falsa impressão de que o cérebro está paralisado, que não haverá nenhum tipo de desenvolvimento motor ou intelectual. Mas, na realidade, a lesão cerebral não é progressiva. Além disso, com as terapias atuais, podem-se observar pacientes com boas aquisições motoras e cognitivas.


Recentemente, com a epidemia de infecção congênita pelo vírus Zika (microcefalia associada ao vírus Zika), estima-se que haja um aumento relevante na incidência de paralisia cerebral, visto que o dano cerebral causado pelo vírus é extenso. 


O tratamento envolve um trabalho multiprofissional, com a intervenção de uma equipe médica formada por neuropediatra, pediatra e demais especialidades além dos profissionais das áreas de enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, odontologia, nutrição, psicologia e serviço social. 


As intervenções visam corrigir e prevenir deformidades motoras por meio das terapias e, muitas vezes, associa-se o uso de medicamentos. Vale ressaltar o trabalho importante frente aos agravos respiratórios, presentes em muitos pacientes.


Torna-se fundamental aprofundar as discussões e as reflexões sobre a necessidade da conscientização dos profissionais da área da saúde, mostrando a eles que nem sempre é possível alcançar a reabilitação plena ou a cura. 


Quando se deparam com casos como os pacientes com paralisia cerebral grave, eles encontram muitas dificuldades na adaptação dessa mudança de expectativa.
 

É preciso realizar um trabalho para desenvolver nesses profissionais a sensibilidade e a percepção da diferença entre o desejo de fazer e o que é possível realizar pelo paciente. Exemplo disso está no trabalho promovido pela Associação Cruz Verde (www.cruzverde.org.br),instituição filantrópica que atende bebês, crianças, jovens e adultos com paralisia cerebral grave. 


A entidade mantém um hospital com 204 leitos, sendo que a maioria dos pacientes, cerca de 60%, é vítima de abandono, 70% são tetraplégicos e 30% fazem uso de dieta enteral. Conta também com duas unidades para pacientes externos, realizando aproximadamente 1.800 atendimentos por mês.


A equipe é multiprofissional e a maioria dos profissionais chega ao hospital sem nunca ter vivenciado a oportunidade de conhecer ou ter acompanhado um caso de paralisia cerebral em suas formações. 


Por conta disso, necessitam de um trabalho de integração e aprimoramento no que se refere aos cuidados que um paciente com esse diagnóstico requer, além das outras demandas do ponto de vista assistencial, terapêutico e afetivo.


Uma coisa é certa: aqueles que realmente querem trabalhar com pacientes em condições graves, crônicas e complexas, desenvolvem um forte sentimento de compaixão, e esse sentimento passa a nortear os cuidados, as intervenções e todo o relacionamento deles com esses pacientes. 


São pessoas que aprendem a valorizar o mínimo e, a partir daí, buscam conseguir o máximo. Precisamos de mais profissionais com este perfil.