29 de ago. de 2012

Delegação Brasileira na Abertura das Paraolimpiadas 2012

Instituto de Cegos em Uberaba, MG, promove seminário sobre deficiência visual

Mãos lendo em Braille
O Instituto de Cegos do Brasil Central (ICBC) em Uberaba, no Triângulo Mineiro, faz 70 anos e, em comemoração, promoverá o 1º Simpósio sobre Deficiência Visual de Uberaba: Um Olhar sobre os Olhos, nesta quinta (30/08) e sexta-feira (31/08). O evento será no Centro Educacional e Administrativo da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM).

Estão previstas palestras, exposições e apresentações de trabalhos científicos. Além disso, uma equipe de profissionais renomados discutirá os avanços e desafios das mais modernas formas de intervenção na habilitação e reabilitação visual.

A abertura será nesta quinta-feira, a partir das 18h30. Já na sexta, as atividades serão das 8h às 17h. O simpósio será aberto ao público e as inscrições podem ser feitas no site do ICBC.  

Programação
 

Quinta-feira (30/08)

18h - Entrega de Material
18h30 - Abertura
19h - História dos 70 anos do Instituto de Cegos do Brasil Central (ICBC)
21h30 - Encerramento
 
Sexta-feira (31/08)

8h - Apresentação cultural
8h30 - Palestra: Prevenção e tratamento das deficiências visuais
9h30 - Palestra: Reabilitação visual: interface no processo de inclusão da pessoa com deficiência
10h30 - Coffee break
11h - Palestra: História de vida – o deficiente visual e a legislação na efetivação de direitos
12h - Almoço
13h30 - Palestra: As tecnologias assistivas e a função do cão-guia versos o comprometimento humano como facilitadores da inclusão e acesso da pessoa com deficiência visual
15h - Coffee break
15h30 - Palestra: Ver para além dos olhos: conquistas e desafios
17h  Encerramento
 
Fonte: G1/MG

Daniel Dias pode virar em Londres maior paralímpico do Brasil

Daniel Dias segurando medalha

O sorriso cativante e o carisma continuam os mesmos. Nem a barba de “colocar medo nos adversários” cultivada nas últimas semanas foi capaz de mudar isso. Entretanto, o Daniel Dias que chega a Londres para disputa dos Jogos Paralímpicos é outro, bem diferente do que desembarcou em Pequim quatro anos atrás.

 De fã de Clodoaldo Silva, ele se transformou em ídolo. De revelação na China, ele se tornou a maior estrela de uma delegação de 182 atletas e principal condutor do país na missão de chegar ao inédito sétimo lugar no quadro de medalhas.

Com o visual alterado provisoriamente, já que o acordo com o treinador Marcos Rojo prevê cara limpa na estreia nos Jogos, quinta-feira (30/08), Daniel mergulha na piscina do Parque Aquático de Londres para dar continuidade a algo que se tornou constante em sua vida: subir ao pódio. Dono de nove medalhas em Pequim-2008 (quatro de ouro, quatro de prata e uma de bronze), o paulista de Campinas disputará oito provas na capital britânica e pode se consolidar como maior atleta paralímpico da história do Brasil no ato final de um ciclo que também inclui 11 medalhas de ouro no Parapan de Guadalajara-2011, oito de ouro e uma de prata no Mundial da Holanda-2010 e o prêmio Laureus de 2009.

“Quero representar bem o país e me sinto muito honrado por estar aqui entre atletas como Terezinha (Guilhermina), André Brasil, Clodoaldo Silva, Antônio Tenório... Pequim foi fantástico e espero que aqui também seja. Lá foi algo mais sem responsabilidade. Tinha feito um grande Parapan, mas em nível mundial eu ainda não era muito conhecido. Depois disso, foram quatro anos fantásticos. Ganhei o Laureus, o ‘Oscar do Esporte’, e espero carimbar essas conquistas fechando o ciclo com medalhas de ouro”, disse.

Como se não bastassem as conquistas já listadas, Daniel Dias conta ainda em seu currículo com outros oito ouros no Parapan do Rio-2007, além de três ouros e duas pratas em seu Mundial de estreia, na África do Sul, em 2006. Trajetória avassaladora de quem sequer pensava em se tornar um atleta até Atenas-2004, quando descobriu um mundo de possibilidades ao se encantar com os seis ouros e uma prata de Clodoaldo Silva.

Oito anos depois, o mesmo Clodoaldo virou adversário na classe S5 (nadadores com limitações físico-motoras) e pode ver o fã superá-lo no posto de maior medalhista paralímpico do Brasil. Atualmente, o 
 “Tubarão das Piscinas”, que compete em quatro provas em Londres, enverga 13 pódios (seis ouros, cinco pratas e dois bronzes), assim como a ex-velocista Ádria Santos (quatro ouros, oito pratas e um bronze).
Daniel, que tem nove, pode voltar ao Brasil com 17 no total. A marca, no entanto, está longe de ser prioridade para o nadador.

“Foi tudo muito rápido (na carreira). Não parei para pensar nisso (recorde) e procuro nem pensar. Quero fazer o meu trabalho dentro da piscina. Se o meu melhor naquele momento for uma medalha de ouro, vou ficar extremamente feliz. Superar um grande atleta como o Clodoaldo será espetacular, fantástico, mas se não acontecer também vou ficar feliz. Quero focar nas minhas provas e ajudar os companheiros nos revezamentos”, declarou.

Apesar do discurso humilde, Daniel Dias sabe que superar a marca de 13 medalhas em Londres é uma tendência. O brasileiro é recordista mundial em cinco das seis provas individuais que irá disputar: 50m, 100m e 200m nado livre, 50m costas e 50m borboleta, todas na classe S5. Ele ainda entra na água pelos 100m peito na SB4 - também para atletas com limitações físico-motoras - e nos revezamentos 4 x 100m medley e livre com pontuação máxima de 34 no somatório da classificação funcional dos atletas.

“Espero, sim, medalhas nas seis individuais. Não posso garantir as cores, mas vou dar o meu melhor para quem sabe sair com seis ou cinco ouros”, disse.

A primeira prova de Daniel Dias em Londres será os 50 metros livre, que tem as eliminatórias marcadas para a manhã de quinta-feira. Antes, porém, o nadador tem uma missão importante: será o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos, quarta-feira (29/08), no Estádio Olímpico.

Artista paraplégica faz mergulho com cadeira de rodas subaquática

Artista paraplégica mergulha com cadeira de rodas
Uma cadeira de rodas adaptada para o mergulho e guiada por uma artista paraplégica é uma das atrações da Olimpíada Cultural, série de eventos que acompanha os Jogos Paralímpicos de Londres 2012. 

Os Jogos têm seu início nesta quarta-feira (29/08).

A performance acrobática subaquática foi desenvolvida por Sue Austin, paraplégica desde 1996, que desenvolveu a cadeira de rodas motorizada com a ajuda de acadêmicos e especialistas em mergulho.
 
O protótipo é movido por dois veículos de propulsão subaquática para mergulho e dirigido por meio de uma nadadeira, acoplada a uma correia acrílica operada com os pés.

Um filme com as performances de Sue Austin vai ser exibido entre os dias 30 de agosto e 9 de setembro no  Royal Festival Hall, em Londres. E, na cidade de Weymouth, no litoral da Inglaterra, ela fará mergulhos ao vivo, no show "Creating the Spectacle" ("criando o espetáculo", em inglês).

Austin disse à BBC que teve a ideia após fazer um curso de mergulho em 2005. "Quando começamos a conversar com as pessoas sobre [a cadeira de rodas subaquática], os engenheiros diziam que não funcionaria, que a cadeira entraria em rotação, não tinha sido desenhada para operar na água -- mas eu tinha certeza de que funcionaria", ela contou.
 
Flutuação

No início, foi difícil encontrar um veículo de propulsão subaquática para mover a cadeira de rodas. A maioria dos modelos disponíveis foi desenhada para ser segurada com as mãos, e Austin não tinha força suficiente para tal. Finalmente, ela encontrou um modelo especial para mergulhadores com deficiência e decidiu acoplar dois desses motores à cadeira.

Austin comprou uma cadeira de rodas convencional e, com sua equipe, passou meses adaptando-a para que flutuasse na água. "Se você coloca um mecanismo de propulsão sob a cadeira, toda a força de empuxo está abaixo do centro de gravidade, então você começa a girar", explicou. "Era, com certeza, muito mais acrobático do que eu previa".

A equipe modificou chapas localizadas atrás dos calcanhares do usuário de uma cadeira convencional para que formassem um tipo de barbatana atrás dos calcanhares de Austin. Tiras de borracha foram adaptadas para acoplar as pernas da artista a "asas de acrílico" projetadas para permitir que ela dirigisse a cadeira.

A adição do segundo mecanismo de propulsão e da segunda barbatana tornou pouco prático o uso das asas de acrílico, mas Austin decidiu manter as asas por razões estéticas.
 
"Eu adoraria criar uma versão com controles manuais, mas preciso ter os braços livres para a performance", disse Austin.
 
Interessados

A cadeira de rodas foi projetada para que possa ser desmontada e transportada. O protótipo está sendo patenteado e ainda não tem nome, mas já há interessados, ela contou.

“Diretores da Padi (Associação Profissional de Instrutores de Mergulho, na sigla em inglês) e mergulhadores experientes pediram para alugá-la", disse Austin. "E o departamento de oceanografia da Universidade de Plymouth, onde fiz um bacharelado em Artes Performáticas, disse que a cadeira tornaria seus cursos acessíveis a estudantes portadores de deficiências".

Existe, no entanto, um problema com o protótipo: a estrutura de metal começou a enferrujar. Austin disse que o ideal seria que o próximo modelo fosse feito de titânio.

Fonte: G1/BBC

BOA SORTE A TODOS OS ATLETAS PARAOLIMPICOS!!!!


 

Bom hoje se da inicio a PARAOLIMPIADAS, vamos torcer pelo nosso Brasil e vamos torcer por aqueles que são além de atletas ja considerados campões por conseguir lutar com garra e coragem pelas conquistas de seus sonhos.

PARABÈNS A TODOS OS ATLETAS E BOA SORTE!!!!


Acessibilidade ainda sem valorização

 A lei não é nova, mas, pela quantidade de prédios privados e públicos sem as devidas adequações para acesso de portadores de deficiência, em Montenegro, não é o que parece. Em vigor desde o dia 19 de dezembro de 2000, a lei federal número 10.098 estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.
A secretária municipal de Obras Públicas, Karina Daudt, explica que a adaptação às normas impostas pela lei é um trabalho gradual, e como é uma lei pouco flexível, fica difícil a adaptação ser feita de forma tão rápida.
Desde março de 2010, o Município não aprova qualquer construção ou reforma de prédios, públicos e privados, sem que em seus projetos esteja incluída a acessibilidade. Já os comerciantes e prestadores de serviços receberam alvarás temporários, com prazo para se adaptarem.
Como em Montenegro não há nenhuma lei municipal sobre o assunto, foi criada uma portaria que nomeia a 
Comissão de Estudo da Acessibilidade no Município. O grupo foi formado em junho do ano passado, e é 
composto por representantes da Secretaria de Obras Públicas (Smop), Diretoria de Fiscalização de Obras e Posturas (DFOP), Procuradoria Geral do Município (PGM), Secretaria Municipal de Gestão e Planejamento (SMGEP), Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI), Sindicato dos Lojistas (Sindilojas), Associação dos Deficientes Físicos e Ostomizados de Montenegro (Assdefo) e Associação dos Arquitetos e Engenheiros de Montenegro (Aemo).
O grupo vem, desde então, buscando alternativas para flexibilizar as questões de acessibilidade onde a legislação federal não é clara, para que o mínimo de pessoas sejam prejudicadas. O decreto está em fase de finalização e a previsão é que, ainda este ano, sejam colocadas em prática as normas previstas.

As dificuldades de quem é cadeirante

Rosane Saticq, 49 anos, luta diariamente contra a falta de acessibilidade em Montenegro. Seu filho Diego, 25, sofreu um acidente de moto há sete anos e teve traumatismo craniano. Desde então, ficou totalmente dependente da mãe.

Rosane conta que a maior dificuldade é na hora das consultas, pois muitos médicos têm seus consultórios em edifícios, e a maioria não têm acessibilidade. “Em prédios com muita escadaria, o médico tem que descer para atender o Diego, e a consulta é feita ali mesmo.

 Os mercados em geral estão com bom acesso para deficientes, mas muitas lojas, e principalmente prédios comerciais, deixam a desejar”, afirma Rosane.
Mas, além de a Prefeitura tomar as providências necessárias, a população precisa se conscientizar da importância da acessibilidade. Os deficientes físicos, bem como todas as pessoas com mobilidade reduzida permanente ou temporária, necessitam dos mesmos serviços que o resto da população e, para isso, precisam ter acesso a eles.

Fonte:Jornal Ibiá