Mostrando postagens com marcador Falta de Acessibilidade e Inclusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Falta de Acessibilidade e Inclusão. Mostrar todas as postagens

23 de ago. de 2016

Locomoção no Rio ainda é desafio para pessoas com deficiência




Com o fim da Olimpíada, as atenções se voltam para os Jogos Paralímpicos que começam no dia 7 de setembro. 


A reportagem ouviu cariocas e turistas para saber se a cidade do Rio de Janeiro está pronta para receber pessoas com deficiência.


A reclamação mais recorrente é de que as calçadas são os principais obstáculos. Especialmente aquelas que têm pedras portuguesas.


Por causa delas, o músico Octávio Soares, que é cadeirante, não conseguiu nem mesmo conceder entrevista por telefone.


O auxiliar administrativo Lucas Pelatti tem mobilidade reduzida e usa moletas. Ele mora em São Paulo e veio ao Rio passear.


Para Lucas, as calçadas também são um problema, mas difícil mesmo é se acostumar a embarcar nos ônibus. Isso porque muitos ônibus em circulação no Rio só têm porta na frente, com a roleta bem próxima.


A arqueóloga Suzana Bulcão tem uma lesão no joelho e usa um apoio para andar. Suzana é carioca e aprovou as obras de revitalização do centro da cidade, como a construção do Boulevard Olímpico, mas destacou que caminhar pelas vias do Centro Histórico, como a Rua da Quitanda, ainda é um desafio.


A professora Raquel Reis tem deficiência visual, mora em Niterói e vem ao Rio trabalhar. Ela avalia que a sede dos Jogos Paralímpicos não tem estrutura para receber adequadamente o público com deficiência visual.


Em nota, a Secretaria Municipal de Conservação do Rio (Seconserva), informou que a responsabilidade pelas calçadas na cidade é compartilhada. Em frente a imóveis particulares é o proprietário quem precisa manter a calçada em ordem.


Já nos locais públicos, como praias, praças e prédios de propriedade municipal, a responsabilidade é da prefeitura. 


A Seconserva disse que fiscaliza calçadas em todas as regiões da cidade e, quando necessário, as obras de reparo costumam durar entre 30 e 60 dias.
 
 
 
 
 
 
 
 

22 de jul. de 2016

Órgão de defesa de pessoas com deficiência se muda para área sem acessibilidade



A nova sede do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Florianópolis não tem acessibilidade para pessoas com deficiência. 


Obstáculos como escadas, meio-fio e calçadas irregulares impedem os usuários da entidade de chegarem ao local, como mostrou o Bom Dia Santa Catarina.


O conselho funcionava no prédio da Secretaria de Assistência Social, na avenida Mauro Ramos, no Centro, mas em junho foi transferido para uma casa na Rua Victor Meirelles, também no centro. 


O imóvel foi reformado e adaptado, mas a troca de endereço não foi aprovada pelos membros do conselho.


“A gente oficializou um posicionamento contrário, mas o gestor encaminhou a mudança do conselho sem que a gente permitisse. Eu, como presidente, sou responsável por isso aqui, então me senti completamente desrespeitado”, disse o presidente do Conselho Leandro de Oliveira.

 

Sem acesso



Instalado em uma rua com forte inclinação, com calçadas antigas e escadas, o trânsito de cadeirantes, próximo ao conselho, tornou-se inviável. Nas imediações do órgão, sequer há estacionamento para pessoas com deficiência física. 


Os membros afirmam que a posição deles sobre mudança de endereço não foi considerada.


“Quem vem pela Praça XV não consegue caminhar com segurança. Como um deficiente visual ou um cadeirante virão trabalhar no conselho se não há acesso?”, questiona Cleusa Costa, participante da entidade.



De acordo com o IBGE, 28 mil pessoas com deficiência física vivem em Florianópolis. Por causa da falta de procura das pessoas com deficiência, segundo a RBS TV, a entidade está parada.

 

Secretaria aguarda MP

 

O diretor da secretaria de Assistência Social disse à RBS TV que não vê problemas de acessibilidade no novo endereço. 


“Se não tiver vaga para pessoas com deficiência lá, a gente vai apelar para o IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) para urgentemente providenciar uma vaga, inclusive uma para idoso”, disse Luiz Mário Machado.


O conselho procurou o Ministério Público para mostrar que o novo imóvel está prejudicando o serviço. A secretaria foi intimada e participou de duas audiências. 


“Vamos aguardar um parecer técnico do MP para fazer as mudanças necessárias para o uso dos conselheiros”, afirmou o diretor.


Conforme o Ministério Público, foi aberto um inquérito administrativo para avaliar a situação, e vistorias podem ser feitas no local. 


No entanto, em procedimentos deste tipo, não há prazos estabelecidos. O MP enfatizou que a Secretaria de Assistência Social não depende de parecer para fazer as alterações necessárias.


 
Fontes: G1  /  Vida Mais Livre


 

8 de abr. de 2016

Em BH, obstáculos dificultam caminhada em pisos táteis



A locomoção de pessoas com deficiência visual ou baixa visão foi reduzida nos pisos táteis de Belo Horizonte por conta de irregularidades.  


As guias, diferenciadas por cor em destaque e textura distinta, foram instaladas de forma irregular em pelo menos três locais na Região Centro-Sul da capital mineira. Ao invés de orientar, há placas de sinalização, bancas de jornal e árvores no caminho.


Na Rua Dias Adorno, 347, no bairro Santo Agostinho, o deficiente que precisar se orientar para andar pelo piso tátil colocado em frente ao Ministério Público de Minas Gerais corre grande risco de se chocar em uma placa de sinalização de “carga e descarga”, e também de cair dentro do canteiro de duas árvores que estão plantadas no passeio.


Na Avenida do Contorno, 8.000, no bairro Lourdes, próximo à trincheira da Avenida Raja Gabaglia, o piso tátil leva o deficiente a uma banca de jornal, onde a condução é interrompida. A pessoa que tentar se orientar vai dar de cara, literalmente, com a banca.


Perto dali, na Rua Curitiba, 2.081, também no Lourdes, o piso tátil encaminha o deficiente para dentro do canteiro de uma árvore frondosa.


Regras



De acordo com a professora do curso de arquitetura e urbanismo do Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH) Taís Tavares Mascarenhas, a questão da acessibilidade é estabelecida pela norma brasileira (NBR) 9050/2004, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estabelece critérios e parâmetros técnicos aplicáveis a projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade, e que passou por uma revisão em 2015.


Taís explica que existem dois tipos de pisos táteis: o de alerta, com bolinhas, e o de sentido, com barrinhas sequenciais. A arquiteta disse que eles não são somente usados em espaços públicos e abertos, mas também em edificações fechadas como agências bancárias.


“Nas calçadas devem existir sempre quando não tem uma guia onde a pessoa possa pôr a mão, mas existe uma padronização de calçadas para regulamentar o desenho urbano”, explicou a urbanista.


No caso do piso tátil no trecho mostrado pela reportagem na Avenida do Contorno, Taís disse que 40 centímetros antes de o piso chegar à banca, é preciso que um desvio com piso de alerta estivesse no local para orientar o deficiente.


Já nas ruas Dias Adorno e Curitiba como têm calçada portuguesa e ficam dentro do perímetro da Avenida do Contorno, os passeios são considerados patrimônios porque são originários desde a criação de Belo Horizonte. 


Contudo, Taís ressaltou que a segurança das pessoas nas calçadas, independentemente se deficientes ou não, tem que ser garantida.


“Quando tem calçada portuguesa existe um conflito de preservação. Por isso, o piso tátil é colocado próximo ao meio-fio e isso pode coincidir com o mobiliário urbano como bancas de jornal, placas de sinalização, postes, pontos de ônibus”. 


Segundo a arquiteta, o poder público tenta resolver como garantir a história da cidade, sem descaracterizá-la.


Prefeitura



A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou, por meio da Regional Centro-Sul, que a fiscalização constatou as irregularidades no local e que está averiguando quem são os responsáveis e que eles deverão regularizar o passeio no prazo de 30 dias após a notificação.


Segundo a nota encaminhada pela administração municipal, a princípio, constatou-se que o poste e a banca foram instalados após a sinalização tátil, sem que as readequações necessárias fossem feitas.


Ainda de acordo com o comunicado, bancas de revistas, postes de sinalização e quadrados ecológicos precisam ser contornados pela sinalização tátil conforme o padrão de cada via.
 
 
 
 
 
 

30 de mar. de 2016

Pessoas com deficiência usam recursos próprios para construir rampa em praça pública

Dois homens de cadeiras de rodas em um terreno em obras



Pessoas com deficiência física que praticam basquete na praça Barão do Rio Branco, no Centro de Macapá, juntaram-se e pagaram com recursos próprios um profissional para construir uma rampa de acesso à quadra. 


A obra, que custou R$ 100, foi executada no sábado (26/03), com a ajuda dos próprios cadeirantes. 


Eles compraram um saco de cimento, contrataram um pedreiro e receberam doações de areia e seixo.


O grupo de esportistas, representado pela Associação dos Deficientes Físicos do Amapá (Adefap), informou que há três anos solicita à prefeitura a adaptação do espaço. Eles dizem que o pedido nunca foi atendido.


Segundo a prefeitura, existe um projeto em andamento de revitalização e readequação da praça.


De acordo com o grupo, para entrar na quadra, os deficientes precisavam da ajuda de alguém. A equipe de basquete treina no local há cerca de 2 anos.


“Quando a gente pede acessibilidade, ela não é só para a pessoa com deficiência. Acessibilidade serve para todo mundo, serve para o idoso, serve para a grávida, e serve também para as pessoas com deficiência. A gente precisa ali de, no máximo, um metro. Esse manifesto aqui hoje [sábado] foi para quebrar e, em seguida, recuperar o espaço quebrado”, falou o atleta Rogério Santos.


Demos prazo para eles [prefeitura]. "Avisamos que até sexta-feira [25/03] se não tivesse feito [o acesso], no sábado não precisava mais, porque a gente viria fazer”, disse o vice-presidente da Adefap, Fernando Oliveira.


A associação informou que contratou um pedreiro para fazer a obra de acessibilidade no espaço público.


“Cada um tem que, primeiro, ajeitar a sua casa. Os órgãos públicos não são acessíveis, e não fazem por onde ser. Eles têm a responsabilidade, a obrigação de tornar acessível principalmente a casa deles. Eles não fazem por onde. Ora, se eles não fazem, vamos fazer no lugar deles”, concluiu Samuel Silva, presidente da Adefap.
 

Fonte: G1 /  Vida Mais Livre





6 de nov. de 2015

Cadeirantes reclamam da falta de uso de elevador em aeronaves

 


O modo de embarque e desembarque dos cadeirantes em aviões no Aeroporto de Presidente Prudente tem gerado reclamações na Coordenadoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência. 


Isso porque, ao invés de ser usado um equipamento especifico para a locomoção, estes passageiros são colocados e carregados por uma escada. Essa prática não é proibida, mas desagrada aqueles que necessitam dessa opção.


No dia 25 de outubro, durante a inauguração de um voo, a equipe do SPTV flagrou imagens de uma mulher sendo carregada em uma cadeira de rodas, enquanto o aparelho adequado permanecia parado, o que chama a atenção dos usuários do terminal.

 
O aeroporto de Presidente Prudente possui o ambulift - aparelho específico que proporciona maior agilidade e segurança às pessoas com baixa mobilidade ou alguma deficiência - desde 2013, ano em que foi entregue. 
 
 
Na época, cerca de 60 embarques e desembarques eram feitos por mês, porém, atualmente esse número caiu para cinco.

 
Diante disso, a Coordenadoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência tem recebido reclamações sobre o modo de transporte dos cadeirantes, de acordo com o coordenador do órgão, Douglas Kato.
 
 
“Se nós temos o equipamento que não é barato, o equipamento que nos traz segurança toda, por que não utilizá-lo e deixar de usar um equipamento de qualidade inferior?”, questionou Kato.
 
 
Ele informou que já encaminhou um pedido de explicações a uma companhia aérea, mas ainda não recebeu resposta da mesma. 
 
 
O coordenador ainda afirmou que já testou este equipamento, o ambulift que custa quase R$ 300 mil, e que ele é mais seguro e confortável.

 
“Se está no aeroporto a disposição por conta de uma ação do governo do Estado, pode sim ser exigido que seja usado esse equipamento”, explicou Kato.
 
 
Em nota, o Departamento Aeroviário do Estado (Daesp) disse que o equipamento está em perfeito funcionamento, mas o passageiro deve solicitar o ambulift à companhia aérea, que vai pedir para o Daesp. 
 
 
Já a Gol, que fez o primeiro embarque mostrado na reportagem do SPTV, esclareceu que foi usado um outro equipamento que também é seguro e apropriado. 
 
 
Já a Azul, responsável pelo desembarque mostrado na matéria, disse que o cliente optou por usar as escadas e toda a assistência necessária foi prestada.
 
 
 
Fonte: G1  
 
 
 

15 de set. de 2015

Telejornal mostra flagrantes do desrespeito a cidadãos com deficiência no país




Pelo menos em teoria, você, qualquer pessoa da sua família, um amigo, qualquer cidadão têm o direito de ir e vir, no Brasil. Tem artigo da Constituição que trata dessa liberdade, mas isso é só na teoria.


Nesta semana, os repórteres Leandro Cordeiro, Jonathan Santos e Marcos Losekann apresentam um retrato dos problemas de acessibilidade no país. O desrespeito do Brasil com as pessoas que têm alguma deficiência.


Uma pedrinha de nada no caminho de quem usa as pernas é uma montanha intransponível para quem depende de rodas.


Quem usa muleta ou cadeira de rodas sabe bem o que significa um meio fio sem rampa, ônibus que não tem elevador, ou que tem, só que estragado. Buracos que mais parecem crateras. Pedreira para todo lado.


“É de eu cair e não conseguir levantar. Quanto eu estou no chão não consigo levantar”, conta Maria de Lousa de Oliveira, dona de casa.


E quando o problema é não conseguir enxergar? Dentro de casa, Éder Fonseca até que se vira.  
 

O pior é da porta para fora. O que os deficientes geralmente mais valorizam é a própria independência. Poder se virar, sem depender de ninguém. Esse seria o mundo ideal para eles. 


Só que no mundo real, com tantos percalços, não há determinação nem força de vontade que consigam superar as dificuldades espalhadas pelo caminho. E o jeito as vezes é contar com uma mãozinha.


A Natália tem um grande motivo para comemorar. Ela acaba de receber moderníssimos aparelhos de ouvido importados da Europa. 


“Me fez descobrir novos sons que eu não escutava”, diz a jogadora de vôlei.


O que a Natalia sempre teve foi uma boa visão. Na quadra do time de vôlei, inclusive jogando pela seleção brasileira, ela não vê dificuldade.


Um em cada sete habitantes da Terra não enxerga, não ouve, não se move direito ou tem problemas mentais. 


No Brasil, um quarto da população apresenta algum tipo de deficiência, segundo o IBGE. Gente que tem o direito de ir e vir, mas que nem sempre encontra condições para isso. É o que acontece em Brasília. 


Planejada, patrimônio da humanidade, mas essa cidade, construída no centro do Brasil, está longe de ser a capital da acessibilidade.


Outro exemplo é o Rio de Janeiro, a Cidade Olímpica, que vai sediar também os Jogos Paralímpicos no ano que vem. Em termos de acessibilidade, não é considerada maravilhosa. Pelo contrário, o atleta com qualquer tipo de deficiência que decidir sair do centro esportivo para dar um passeio terá muitos obstáculos para superar.

 
Livingston e André não enxergam nada. São jogadores de um time de futebol de deficientes visuais.Invencíveis para eles, só as ruas do Rio, onde vivem.


Situações que contrastam com o moderníssimo prédio administrativo dos Jogos Olímpicos. A começar pelas rampas, que realmente dão acesso. O Augusto é o engenheiro responsável.


Tem surdos e também cegos na equipe dele. Mais de 70 funcionários. No paraíso da acessibilidade, eles mal lembram das dificuldades.


“Eu tenho essa sensação. Eu só percebo a minha deficiência quando falta acessibilidade”, diz Augusto Fernandes, engenheiro.


O instrutor e auditor da Associação Brasileira de Normas Técnicas aceitou o desafio de andar por alguns lugares mais famosos do mundo: o Calçadão de Copacabana.


“Não tem piso uniforme, contínuo. Isso porque a gente está em Copacabana que não é um dos piores lugares por aqui”, diz Edison Passafaro, instrutor e auditor-ABNT.


Mas tem rampa, não é? “Isso aqui e nada é a mesma coisa. A mesma habilidade que eu uso para descer aqui, eu uso para descer o meio fio. Uma rampa armadilha”, afirma.
 

Armadilha que não poupa ninguém. Acessibilidade, cidadania, respeito. Juntar tudo isso pra permitir a convivência de todos: está aí uma missão pra quem enxerga longe, sabe ouvir críticas e sugestões e se mexe.


A prefeitura do Rio declarou que está trabalhando para tornar a cidade mais acessível, que, em breve, vai adaptar o acesso aos principais pontos turísticos do Rio para pessoas com deficiência. E instalar mais de 500 rampas na cidade.


 
Fonte: G1 / Vida Mais Livre  
 
 
 
 

1 de set. de 2015

Falta de acessibilidade em avenida de Belém prejudica pessoas com deficiência



 A população que possui algum tipo de deficiência física reclama que as rampas de acesso para cadeirantes, na avenida Perimetral, em Belém, terminam onde não devem  e os pisos para os deficientes visuais possuem postes no meio do caminho. 


Segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop), a rede Celpa já foi notificada sobre os postes nas calçadas e, os antigos, estão sendo remanejados.


“Um país como o nosso devia ter acesso melhorado para as pessoas com deficiência e nós não temos todo esse acesso”, desabafa o universitário Ernani Alex, que é cadeirante e se locomove com dificuldade pelas rampas da Perimetral.


A tia do universitário, Jacira Mendonça, afirma que faz o que pode pelo sobrinho, mas fica desgastada pelas dificuldades. 


“Quando chega o final do dia, eu fico cansada. Não é nem por empurrá-lo e sim por causa de dificuldade que a gente encontra para se locomover. É muito difícil”, explica.


Já o piso tátil feito para os cegos se guiarem acaba no poste de iluminação, que fica no centro da passagem de pedestres. 


“O poste chegou primeiro e depois eles colocaram o piso. Não têm condições para um deficiente andar por essa calçada”, diz o comerciante Júnior Aragão.


Ainda de acordo com a Sedop, de 90 postes que existem nas calçadas, cerca de 62 já foram substituídos . 


A rede Celpa informou que já foi notificada e que o trabalho de remanejamento dos postes ocorre dentro do cronograma da obra de duplicação da avenida


Obras na Perimetral



A avenida Perimetral está passando por obras de duplicação desde 2014. A via deve ficar pronta em 2016. Segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop), por causa disso nem tudo está perfeito


Faltam as entidades representativas e legítimas do segmento serem ouvidas  e consultadas porque só nós sabemos das nossas dificuldades e necessidades, mas as obras são construídas de cima para baixo sem ouvir a população. 


"Nós nos incluímos no meio da população, pois não somos consultados e nem ouvidos. Quando as obras saem são bonitas, mas inacessíveis”, explica o assistente social da Associação Paraense de Pessoas com Deficiência, Jordeci Santa Brígida.


“Isso daqui é horrível e não dá para passar cadeirante por aqui. Um dia desse eu vi um senhor de bengala passando por aqui, com risco de uma bicicleta bater nele. Isso aqui ainda não está concluído direito”, conta a dona de casa Carmem Martins.


 
 
 

20 de ago. de 2015

Amazonas é o pior Estado em infraestrutura escolar acessível




O Amazonas é o pior Estado do País em infraestrutura nas escolas - incluindo banheiros - para o acesso adequado de pessoas com deficiência. 


Só 7% dos colégios no Estado, incluindo os públicos e privados, são acessíveis e apenas 12% têm sanitários de fácil acesso, segundo o Censo Escolar 2014, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 


Os outros dois Estados piores são Maranhão e Pará, com 11%. Os melhores são Mato Grosso (54%), Goiás (43%) e Rio Grande do Sul (39%).


Com relação apenas às escolas públicas no Amazonas – estaduais, municipais e federais -, só 6% contam com itens básicos de acessibilidade como rampas, corrimãos e sinalização. E só 10% contam com sanitários adaptados para deficientes. 


O Estado tem 5.247 escolas públicas: 188 com dependências acessíveis e 500 com sanitários adaptados aos portadores de deficiência.

 

Situação crítica



No caso das 4.536 escolas públicas municipais, a situação é mais crítica: só 2% têm dependências acessíveis às pessoas com deficiência e 7% têm sanitários com acessibilidade. 


Entre as  696 estaduais, são, respectivamente, 10%  (68) e 26% (184). Entre as escolas particulares do Amazonas, os números são bastante diferentes: 63% (175) contam com dependências acessíveis e 65% (179) têm sanitários para as pessoas com deficiência.


No Brasil, três em cada quatro escolas não contam com itens básicos de acessibilidade. 


Dados do portal QEdu indicam que apenas 23 municípios do Brasil contam com todas as suas escolas acessíveis – incluindo banheiros totalmente adequados a deficientes. 


Os números revelam as barreiras para se cumprir um princípio básico previsto por lei: o direito de todas as crianças de frequentar uma escola.


Adaptação



Manuelina Martins, vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), diz que o dado é preocupante. 


“A questão da acessibilidade é fundamental. Hoje, há um número significativo de alunos incluídos na rede. É preciso investir na adaptação desses locais”.

 
O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps, concorda. 


“Na época, não havia esse tipo de preocupação e de consciência na sociedade de garantir o acesso. Pelo contrário. Isso vem, inclusive, de uma lógica de segregação”, disse.


De acordo com dados do Censo Escolar, no Brasil há cerca de 700 mil alunos com deficiência matriculados no Ensino Básico – um número que não para de crescer.


O Ministério da Educação (MEC) diz que, apesar de a Educação Básica ser de responsabilidade dos sistemas estaduais, municipais e do Distrito Federal, oferece um apoio suplementar por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola/Escola Acessível. 



“Anualmente, são transferidos cerca de R$ 100 milhões aos sistemas públicos de ensino para ampliar a adequação dos prédios escolares”, informou o MEC.


De acordo com o Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionado em julho deste ano, “é dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação”.



A lei afirma ainda que o poder público precisa “assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar”, entre outras coisas, “acessibilidade para todos os estudantes, trabalhadores da educação e demais integrantes da comunidade escolar às edificações e às atividades concernentes às modalidades, etapas e níveis de ensino".

 
 
 

30 de jul. de 2015

Pais de crianças com deficiência relatam falta de leite e transporte em São Carlos, SP



Pais de filhos com deficiência reclamam da falta de transporte e leite em São Carlos (SP). 


Pacientes de postos de saúde também se queixam da falta de remédios na cidade, cuja Prefeitura afirma que vai analisar os casos.


Daiane Cristina Camargo é uma das mães que lidam com a questão. Há duas semanas, a administração municipal deixou de fazer o transporte da filha mais velha dela, Raíssa, para a Apae e a artesã não tem condições de levar a adolescente.


“Quando voltou das férias foi um dia só e o ônibus quebrou, aí até hoje nada. E na escola tem fisioterapia, tem fono, tem tudo e em casa não tem o que fazer, praticamente fica na frente da televisão, dá uma volta na rua, é só isso que ela faz”, disse.


Já a auxiliar de serviços gerais Maria Cícera Borges da Silva sofre com a falta 
de alimento especial para a filha de 16 anos.  Janaína não consegue mastigar ou engolir. Seu único alimento é uma espécie de leite dado por sonda. Ela toma 15 latas por mês, mas há três meses a mãe consegue obter apenas 10 unidades no posto.


“Não está tendo. As 10 latas eu divido para ela e durante esses três meses ela já emagreceu 3 kg”, afirmou a trabalhadora.  


“Ela sofre porque não tem leite e eu sofro junto porque não tenho como dar outro leite para ela”.


E os problemas não param por aí. Moradores afirmam que não conseguem remédios nos postos. “Meus parentes estão me ajudando a comprar”, disse a aposentada Marilena Soares Carvalho, que tem úlcera varicosa e artrite e gastou R$ 170 para adquirir os medicamentos indisponíveis na rede pública.


“Antibiótico eu precisei comprar. Eu saí desse posto chorando”, contou a dona de casa Lúcia Helena Moraes, com uma infecção há 20 dias.


A vendedora Ketllen Coladelli também saiu de mãos vazias e relatou que há um mês seu filho de 6 anos está sem o medicamento para convulsão. 


“Isso não é certo. A gente trabalha, a gente tem que ter direito à saúde, remédio, educação e a tudo, a gente tem que ter”, desabafou.


Prefeitura



Procurada pela produção do Jornal da EPTV, a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Carlos informou que cada um dos casos vai ser analisado.



Fontes: G1 / Vida Mais Livre
 
 
 

29 de mai. de 2015

Centro Histórico impede tráfego de pessoas com deficiência em São Luís, MA



Considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, a cidade de São Luís recebeu o título graças ao valor histórico do conjunto arquitetônico encontrado no bairro da Praia Grande. Mas essa riqueza não está sendo apreciada por todas as pessoas. 


As pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida enfrentam muitos problemas para se locomover no Centro Histórico. A falta de rampas de acesso aos prédios e calçadas é só um deles.


Pelo menos é o que diz a autônoma Maria de Jesus Rocha. Ela, que é cadeirante, trabalha nas proximidades e afirma que enfrenta uma verdadeira maratona para passar pelo o Centro Histórico. 


Além de ter que ser obrigada a subir e descer calçadas que não são adaptadas, ela ainda tem que caminhar entre buracos e as péssimas condições nas ruas e calçadas.


“É um raly de cadeira de rodas porque é complicado não só para o cadeirante, mas também para quem tem deficiência visual e auditiva. É muito complicado porque tem vários obstáculos”, relatou a cadeirante.


Os obstáculos dos cadeirantes ou de quem tem dificuldade de locomoção são antigos e já renderam até uma Ação Civil Pública. 


No entanto, não é só o cadeirante que enfrenta problemas. Os donos dos estabelecimentos também. Para tornar o lugar mais acessível e colocar uma rampa, por exemplo, só mesmo com a permissão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e tem que apresentar um projeto no órgão e só depois conseguir uma autorização para mudar alguma coisa.


O comerciante Francisco Rego não conseguiu e resolveu fazer por conta própria uma rampa, só pra não perder a clientela que tem algum tipo de deficiência. 


“Eu avisei e o Iphan não permitiu, mandou que eu tirasse. A Prefeitura mandou que eu colocasse e o Iphan mandou que eu tirasse e eu não tirei. Afinal de contas, aqui a gente não sabe quem obedece: se é o Iphan ou se é a Prefeitura, se é o Estado”, explicou.


Esses problemas são discutidos há anos entre as pessoas com deficiência e o poder público. Agora, o Ministério Público Federal no Maranhão está cobrando uma resposta do município de São Luís através de uma Ação Civil Pública para saber o que aconteceu com o plano de mobilidade e acessibilidade urbana para o centro de São Luís.


A especialista em Acessibilidade Cultural pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ufrj), Alessandra Pajama, afirma que o debate em torno desse assunto já dura desde o ano de 2010. 


“Desde 2010 que houve um Termo de Ajustamento de Conduta que a gente aguarda que tenha um desfecho. Pessoas com baixa mobilidade, que não tem nenhum tipo de deficiência já tem aquela dificuldade de mobilidade por conta das pedras, que é histórico e a gente respeita isso, mas o que a gente quer garantir é o Patrimônio da Humanidade com a humanidade fazendo parte desse patrimônio também. Eu acho importante que a gente tenha esse pensamento inclusivo. Apesar da gente não gostar muito da inclusão. A gente quer é acesso”.


O Iphan, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vai adaptar 22 casarões e alguns espaços públicos para pessoas com deficiência. Nos prédios vão ter elevadores, rampas, piso tátio e barras de apoio. 


A Superintendente do Iphan no Maranhão, Kátia Bogéa, afirma que as pessoas com pouca mobilidade serão atendidas, contudo tendo cuidado com o acervo arquitetônico do Centro Histórico de São Luís.


“Dentro do PAC das Cidades Históricas o Iphan já teve essa preocupação. Aliás, não é preocupação, é obrigação porque está na legislação de contratar todos os projetos, dos equipamentos culturais, espaços urbanos que nós estamos intervindo com o programa de acessibilidade. Claro que em alguns momentos a gente tem certas restrições, certos limites. Temos que atender a acessibilidade, mas também temos que olhar para a questão da originalidade do monumento em questão, mas sempre adaptando”, esclareceu.



Fonte: G1  / Vida Mais Livre



14 de mai. de 2015

Maioria dos estabelecimentos não tem acessibilidade em Uberlândia, diz MP

 


O Ministério Público (MP) de Minas Gerais realizou em Uberlândia uma audiência para discutir sobre acessibilidade em estabelecimentos comerciais e outras instituições nesta segunda-feira (11). 


Segundo o MP, 90% dos 40 mil estabelecimentos e indústrias da cidade funcionam com alvarás provisórios porque não têm acessibilidade.

 
Desde dezembro de 2014 a emissão de alvarás de funcionamento está suspensa por recomendação do MP. Pelo menos 27 mil pedidos aguardam avaliação. 


“A constituição estabelece o princípio de igualdade para o deficiente. Nós estamos em uma situação de verdadeiro descaso com essas pessoas que necessitam estar no mercado e que na realidade não estão por questões especialíssimas”, comentou o promotor Fernando Martins.


De acordo com o promotor Fabrício José Fonseca, é necessário um trabalho conjunto para a regularização a fim de não prejudicar o consumidor que tem deficiência.


O empresário David Moreira coordena uma casa de shows e investiu R$ 35 mil para uma adequação. “Apesar de ter dúvidas sobre colocar uma pessoa com dificuldade de locomoção na parte superior, nós compramos um elevador e adquirimos o equipamento para atender uma solicitação do ministério público”, afirmou.


Uma cartilha educativa foi elaborado para auxiliar os empresários. De acordo com o coordenador do Núcleo de Acessibilidade, Idarí Alves, o material pode ser encontrado no núcleo ou para download no site da Prefeitura. 


“Nossa intenção é orientar a engenharia, arquitetura, construtores e comerciantes a adequarem seus espaços. O núcleo ainda oferece uma equipe de técnicos para auxiliar no que for preciso”, explicou.
 

Legislação



A acessibilidade é lei em Uberlândia desde o ano 2000 e a cobrança ficou ainda maior depois da aprovação da lei federal em 2005. 


No entanto, a responsável pela fiscalização do Procon, Regina Sturn, disse que os proprietários sempre alegam o desconhecimento da lei. 


“Essa desculpa não pode ser utilizada. A partir do momento que um estabelecimento abre as portas para o mercado de consumo, o proprietário é obrigado a estar ciente de toda a legislação necessária e se adequar a ela”, destacou.

 
Os estabelecimentos que não estão de acordo com a lei estão sujeitos a punições. Segundo o promotor Fernando Martins, o próximo passo é a fiscalização. “Iremos fornecer a esses empresários um prazo de 180 dias para priorizar os estabelecimentos”, explicou.


Fonte: G1 - MG