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9 de out. de 2015

No Paraná, Setran testa semáforos para pessoa com deficiência visual

Faixa de pedestres com o botão de pedestres em primeiro plano


A Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) instalou dois equipamentos sonoros em semáforos da Av. Visconde de Guarapuava e da Rua Cel. Dulcídio, nas proximidades do Instituto Paranaense de Cegos. 


Os dispositivos irão auxiliar a travessia de pessoas com deficiência visual que frequentam a instituição.


Os equipamentos são acionados por uma botoeira especial e emitem uma vibração e um alerta sonoro, indicando o momento mais seguro para a travessia. 


A tecnologia é da empresa Tesc e será testada por 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias, pela Setran.


“Os engenheiros da Setran irão avaliar os dispositivos. Se a tecnologia for aprovada, poderá servir como base para uma futura licitação de equipamentos para esse cruzamento e outros pontos da cidade que a secretaria irá identificar, em conjunto com a Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência”, diz a secretária de Trânsito, Luiza Simonelli.

 


 

8 de ago. de 2013

Deficientes visuais cobram implantação de sinais sonoros nos semáforos

Semáforo

Em muitas cidades, a travessia de vias públicas de pedestres com deficiência visual é facilitada por equipamento que emite sinal sonoro suave em complemento aos sinais visuais (semáforos)


Uberaba (MG) já possuiu o sistema, que foi retirado, e os deficientes visuais cobram a instalação de sinais sonoros nas principais vias da cidade, para maior segurança e facilitar a locomoção pelas ruas. 


“No cruzamento da avenida Jesuíno Felicíssimo e rua Padre Leandro com a rua Marquez do Paraná, há um semáforo que não possui o sinal sonoro. 

Para atravessar o cruzamento, temos que ficar aguardando a boa vontade das pessoas, pois, o fluxo de veículos é intenso no local”, relatou Cristian Vieira.
Vieira chama a atenção das autoridades, pois a ausência de semáforos com sinal sonoro prejudica o trânsito de pessoas com deficiência. Ele reivindica às autoridades que vários pontos da cidade necessitam de adaptações para os deficientes. 


“Nos finais de semana, por exemplo, o semáforo instalado no cruzamento da avenida Leopoldino de Oliveira com a rua Artur Machado funciona no modo intermitente, o que dificulta a nossa passagem”, argumentou.


Cristian lembra que a cobrança é antiga, mas nenhuma autoridade dá atenção à solicitação que garante a segurança e a liberdade de ir e vir. 


“A implantação do equipamento em vários semáforos servirá de guia ou orientação para a travessia de pessoas com deficiência visual, promovendo a acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida”, ponderou.


1 de ago. de 2013

São Paulo possui apenas cinco semáforos sonoros para deficientes visuais

Semáforo
A locomoção está entre as principais dificuldades dos cegos e pessoas com baixa visão


Um dos recursos urbanos que contribuem no direito de ir e vir destes brasileiros são semáforos de tecnologia assistiva


Mas de acordo com João Felippe, professor de orientação e mobilidade da Laramara - Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, “a cidade de São Paulo possui apenas cinco equipamentos sonorizados para orientar a travessia de pessoas com deficiência visual”.
 



Onde eles estão:


 - Rua Conselheiro Brotero nº 338 - Barra Funda (em frente à Laramara);
 
- Cruzamento da rua Conselheiro Brotero e a rua Brigadeiro Galvão – Barra Funda;
 
- Rua Vergueiro – Paraíso (em frente ao Centro Cultural São Paulo);
 
- Avenida Nazaré – Ipiranga (próximo ao Instituto de Cegos Padre Chico);
 
- Rua Pensilvânia, 115 - Brooklin  (em frente ao Centro de Apoio Pedagógico Especializado - CAPE).

 
Outros estados enfrentam o mesmo problema, além de São Paulo. “Existem várias cidades brasileiras com semáforos sonoros, mas o número não é significativo. Não existe norma técnica e, tampouco, uma política definida sobre a colocação desses equipamentos”, ressalta Felippe.
 
Em algumas cidades de países, como Espanha, Portugal, Reino Unido, França, Suécia, Dinamarca, Holanda, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Austrália, já está incorporada na política de mobilidade urbana a instalação de semáforos sonoros e informações sonorizadas em pontos de ônibus, estações de trens, metrô e outros serviços, que atende ao conceito da acessibilidade universal.
 

5 de fev. de 2013

Travessia põe pessoas com deficiência em risco em Franca (SP)

Foto de um semáforo
A falta de um semáforo e de uma faixa especial em frente ao prédio da instituição que auxilia pessoas com deficiência visual em Franca (SP) coloca em risco a segurança dos frequentadores do local. 

O estudante universitário Marcial Petroline enviou um vídeo ao VC no G1 onde registra o grande fluxo de veículos no trecho no bairro Jardim Betânia e que, segundo ele, pode provocar um grave acidente.

De acordo com Petroline, o prédio da Sociedade Franca de Instrução e Trabalho para Cegos fica no cruzamento das ruas Santa Catarina e Minas Gerais. 

O único dispositivo de sinalização instalado, segundo o estudante, alerta apenas os motoristas sobre a travessia de pessoas com deficiência. 

Petroline conta que a empresa onde ele trabalha fica ao lado do prédio onde funciona a instituição. “Muitas vezes eu e meus colegas paramos o trabalho para ajudar as pessoas com deficiência a atravessar a rua. Não há mecanismos que os auxilie. 

Toda vez que escuto uma freada brusca olho pela janela para ver se alguma pessoa com deficiência foi atropelada”, diz o rapaz, que relata a frequência de acidentes com carros no trecho.

O estudante lembra ainda que uma vez um assaltante fingiu ajudar uma pessoa com deficiência a atravessar a rua e roubou R$ 400 da vítima.

Petroline afirma que já fez denúncias à Prefeitura, mas que nenhuma providência foi tomada. “Tudo o que escuto é que eles irão mandar alguém para analisar o caso, mas ninguém aparece para vistoriar.”

Segundo a lei federal 10.098/00, as vias públicas, os parques e os demais espaços de uso público existentes, assim como as respectivas instalações de serviços e mobiliários urbanos deverão ser adaptados, obedecendo-se ordem de prioridade que vise à maior eficiência das modificações, no sentido de promover mais ampla acessibilidade às pessoas com deficiência.

O secretário de Segurança e Cidadania de Franca, Sérgio Buranelli, afirmou que não há prazo para a adequação da travessia. O secretário também disse que os próprios motoristas deveriam respeitar a velocidade na via, já que eles sempre ultrapassam o limite.

Fonte: G1