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22 de jun. de 2016

Projeto de skate adaptado integra atividades de lazer em Curitiba




Um projeto de skate adaptado para pessoas com deficiência foi lançado na semana passada, realizado em parceria entre a Prefeitura de Curitiba e a iniciativa privada. 


O equipamento será incorporado às atividades do Ciclolazer, que acontece aos domingos, na Praça Nossa Senhora de Salete.


Doze crianças que estudam na Escola Estadual Nabil Tacla testaram o equipamento. 


A ideia é permitir que a criança com deficiência motora possa usar o skate, presa por um colete atado a um cabo de aço, esticado entre dois postes, que permite a movimentação com segurança.


A iniciativa, inédita, tem a participação da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude em parceria com a empresa Anjuss. 


Já existiam ideias semelhantes, com a utilização de gaiolas, mas o projeto da Prefeitura tem a vantagem de proporcionar maior liberdade ao praticante.


“É mais um projeto que torna a cidade mais inclusiva, mais humana, uma cidade que respeita as diferenças e tem um olhar diferenciado para crianças com deficiência. É uma ideia simples, relativamente barata, permitindo que estas crianças tenham uma atividade que, normalmente, a condição delas não permitiria. O sorriso delas já valeu qualquer custo deste projeto”, diz Fruet.


O equipamento foi concebido com o intuito de recreação, mas também pode funcionar como um aparelho de fisioterapia, melhorando as condições de pessoas com restrições de locomoção.


“O projeto vinha sendo estudado há mais ou menos dois anos e conseguimos finalizá-lo, a partir da parceria com a Prefeitura. É uma ideia aparentemente simples, que eu chamo de ‘skateterapia’, pelos resultados positivos que ele traz para quem usa”, diz Heverton de Freitas, skatista que ajudou a desenvolver o projeto. 


A ideia também tem o apoio das secretarias municipais do Meio Ambiente, da Pessoa com Deficiência e da Educação.


“É uma alegria ver meu filho se divertindo, podendo fazer uma coisa que, normalmente, não iria conseguir. É algo que ele gosta. Ele costuma andar de skate em casa, mas sentado. Achei esta ideia maravilhosa",  disse Thais Cristina Kraag Galvão, mãe Tiago, de 5 anos


Segundo o secretário municipal do Esporte, Lazer e Juventude, Aluísio Dutra Júnior, a ideia é aumentar o uso, pois nada é mais emocionante do que ver a alegria destas crianças. Muitas coisas bacanas desenvolvidas por esta gestão são muito simples. Coisas que olham para as pessoas, para o lado humano da cidade.

 
 
 
 
 

26 de jan. de 2016

Pessoas com deficiência têm aulas gratuitas de natação em Uberlândia

 


Pessoas com deficiência física e mental podem aprender natação gratuitamente em Uberlândia. 


O serviço é oferecido pelo Corpo de Bombeiros por meio do programa Novos Horizontes e tem como objetivo principal promover e incentivar a interação interpessoal dos alunos, de forma que o deficiente melhore, gradativamente, sua autonomia, independência e autoestima. 


Desde a criação do programa, em 2009, cerca de 480 alunos já passaram pelas aulas. A nova turma inicia as aulas em fevereiro.


O curso, que tem duração de 12 meses, é ministrado por um sargento e dois soldados especializados. 


As turmas têm no máximo 20 alunos. O soldado Rodrigo Rodrigues de Carvalho e Souza, que trabalha no programa, contou que as aulas são realizadas em horários específicos, às terças e quintas-feiras. 


As turmas são divididas de acordo com as dificuldades motoras de cada grupo de alunos.


Souza disse ainda que os professores avaliam as limitações, dificuldades e as capacidades de cada pessoa. A partir daí, são escolhidas as melhores técnicas e atividades. O soldado explicou ainda que os benefícios são visíveis e positivos.


"Oferecemos uma natação adaptada de acordo com as limitações. Em alguns casos, o ensinamento é quase individual. Temos relatos de alunos e acompanhantes que ressaltam a melhora na qualidade de vida. Os alunos superaram seus próprios limites e se tonam amigos", disse.


Já sobre o aprendizado, Souza garantiu que este varia de pessoa a pessoa. Tem alunos que demoram dias para se adaptar a atividade, outros levam meses. 


"A presença do acompanhante é importante para o desenvolvimento e confiança do aluno", concluiu.

Aulas



O sargento do 5ª Batalhão do Corpo de Bombeiros de Uberlândia, Adelso Aguiar, explica que, além das aulas específicas são desenvolvidas noções de prevenção de afogamentos e acidentes. 


“O objetivo do nosso trabalho é oferecer a essas pessoas a possibilidade de um dia a dia mais ativo. Por meio da natação e dos exercícios adaptados, elas conquistam mais desenvoltura em pequenas atividades diárias. O resultado é a alegria dos nossos alunos, que não tem preço”, conta o sargento Aguiar.


Durante as aulas são praticadas a estimulação essencial - atividades que estimulam a adaptação do cérebro à capacidade de aprendizagem - a adequação ao espaço aquático e a psicomotricidade - que integra as funções motoras e psíquicas em consequência da maturidade do sistema nervoso. 


Também são realizados jogos educativos e há o estímulo à interação entre os alunos e suas famílias.

Depoimento



Para Márcia Lidiane, de 35 anos, a natação mudou a vida do seu filho Damião, de 14 anos. Ele tem paralisia cerebral e faz as aulas há seis meses.


"Ela contou que na primeira semana ficou muito apreensiva. Achei que ele não iria se adaptar. Mas os bombeiros ficaram admirados com o progresso do Damião. Agora, trocamos a fisioterapia pela natação, pois vejo que ele está mais bem humorado e com melhor equilíbrio”, comemorou a mãe.
 

Como se inscrever



Os interessados em fazer o curso podem procurar o 5ª Batalhão do Corpo de Bombeiros de Uberlândia e apresentar o xerox da carteira de identidade, CPF ou certidão de nascimento da criança e de seus responsáveis; atestado médico para a prática da atividade; laudo da avaliação médica da deficiência e duas fotos 3x4.






 

11 de jan. de 2016

Pessoas com deficiência de Gana criam time de futebol jogado com skates



Jogar futebol sobre skates foi a forma que deficientes físicos de Gana encontraram para superar as dificuldades e recuperar a autoestima.


A maioria dos jogadores do time Rolling Rockets é formada por moradores de rua, que pedem dinheiro em cruzamentos equilibrando-se sobre pequenos skates.


Mas desde que eles passaram a se reunir regularmente para jogar em Acra, capital ganense, um grande público começou a se reunir para assistir. 


O sonho deles agora é que a atividade seja um dia reconhecida como esporte paralímpico.


Confira o vídeo da matéria

 









18 de nov. de 2015

Pessoas sem mobilidade nenhuma podem praticar bocha adaptada, o esporte mais inclusivo do mundo




O Brasil foi soberano nas disputas da bocha no Parapan de Toronto, no Canadá. 


Nossos atletas estiveram presentes em todos os pódios e conquistaram nove medalhas – seis de ouro e três de bronze!


Na bocha paralímpica, os atletas competem em cadeiras de rodas lançando bolas para conseguir o maior número de esferas perto da bola-alvo. 


Na classe BC3 da modalidade, os competidores não têm mobilidade nas mãos e precisam de uma rampa para empurrar a bola com uma vara entre os dentes ou presa à cabeça. 


Eles contam com a ajuda de um “calheiro”, que atua como as mãos dos paratletas. A cumplicidade, o olho no olho, é a fórmula da vitória.





 

24 de abr. de 2015

Evento em São Paulo reúne os maiores medalhistas paraolímpicos do Brasil



desde quinta-feira (23/4), as principais esperanças de medalha do Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016 enfrentarão o primeiro desafio do ano que antecede o evento. 



Reunidos em São Paulo, atletas que representam os carros chefe do país nas Paralimpíadas disputam o Open Internacional de natação e atletismo, até sábado, no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães.



O evento é tido como um teste estratégico na preparação de um ano recheado de competições importantes, como os Jogos Parapan-americanos de Toronto, em agosto, em que o Comitê Paralímpico Brasileiro estipulou como meta ficar na primeira posição do quadro de medalhas. 


Além do Parapan, 2015 conta com mundiais nas duas modalidades: o da natação, em Glasgow, será em julho e de atletismo, em Doha, está marcado para outubro.


“No primeiro semestre nosso objetivo é fazer bons resultados aqui no Open, já no segundo, é colocar o nome do Brasil no lugar mais alto do pódio no Parapan e no Mundial”, aponta o corredor de Maceió Yohansson do Nascimento, medalhista de bronze nos 100m na categoria T46.


O Open também atrai o interesse de competidores do mundo todo por ser realizado no país sede das próximas Paralimpíadas. São 597 atletas inscritos de 24 países, incluindo o Brasil. 


Dos 223 estrangeiros, 24 foram medalhistas em Londres-2012. Para não desperdiçar a oportunidade de avaliar o desempenho diante de concorrentes que provavelmente estarão no país no ano que vem, a delegação brasileira foi com uma equipe forte para São Paulo, com 16 atletas que subiram ao pódio na capital inglesa nas duas modalidades.


“Estamos competindo em casa e é muito válido para o atleta brasileiro já ter uma pequena noção do que vai ser 2016”, avalia o nadador Daniel Dias, dono de dez medalhas de ouro paralímpicas. 


“Claro que não tem como comparar a dimensão de uma Paralimpíada com uma competição dessas, mas já é um bom teste para avaliar nosso trabalho”, emenda a estrela da natação brasileira paralímpica.


No primeiro dia de competições na capital paulista, o mistério fica por conta da participação de Alan Fonteles no atletismo. 


O corredor que chamou a atenção do mundo em Londres-2012 por vencer a então estrela Oscar Pistorius, nos 200m rasos no T44, chegou a aparecer no complexo desportivo, mas segue como dúvida por conta de problemas com a prótese.



Reportagem: Maíra Nunes


Fontes: Super Esportes  /  Rede Saci




 

5 de nov. de 2014

Em Santos, Escola Radical de Surf lança prancha multifuncional

Foto de um aluno na prancha com pessoas da equipe em volta
 

A Escola Radical de Surf de Santos (SP) apresentou, na manhã deste sábado, uma prancha multifuncional para auxiliar alunos com deficiências. 


O coordenador da escola, Cisco Araña, desenvolveu o equipamento baseado na experiência com alunos cegos, tetraplégicos, déficit de atenção, Down, autistas e os que sofrem de paralisia cerebral.


O equipamento contém vários elementos adaptáveis (módulos removíveis), construídos de material flexível e anti-impacto, que permitem anatomicamente um encaixe mais seguro para o aluno durante as atividades. 


Segundo Araña, a nova prancha foi uma adaptação de outro modelo lançado há sete anos.


- É uma evolução da (prancha) desenvolvida em 2007, para pessoas com deficiência visual, dentro do Projeto Sonhando Sobre as Ondas, que apesar de excelente se mostrou mais limitada para outras patologias - revelou Cisco.


Primeiro surfista cego do Brasil, Valdemir Pereira, de 45 anos, esteve no lançamento do novo equipamento. Ex-aluno da Escola Radical de Surf, ele aprovou as adaptações e comemorou a iniciativa.


- Fico muito satisfeito, sabemos que aqui o artigo 5º da Constituição está sendo cumprido, com igualdade e oportunidade para todos - afirmou Valdemir.


Além da prancha multifuncional, a escola radical inaugurou o Núcleo de Terapia com Pranchas de Surf Adaptadas para Pessoas com Deficiência, que oferecerá aulas às segundas-feiras e já conta com 20 crianças com necessidades especiais inscritas. 


A Escola Radical de Surf fica na Praia da Pompéia e conta com dez professores que realizam aulas de surf e body board.




24 de jul. de 2014

Goiânia recebe Regional Centro-Oeste de basquete em cadeira de rodas

Foto de uma cadeira de rodas na quadra


Começa nesta sexta-feira, 25, em Goiânia, Goiás, o Campeonato Regional Centro-Oeste de Basquete em Cadeira de Rodas.


A competição vai até o domingo, 27, e conta com a participação de cinco equipes: Adefirv (GO), Caira (MS), Adesc (GO), ADGE (DF) E Asdeniq (GO).


O evento será realizado no Sesi Clube Ferreira Pacheco. As agremiações jogam em chave única, com sistema de pontos corridos. As duas equipes mais bem colocadas garantem presença no Campeonato Brasileiro da Divisão de Acesso, que será disputado em novembro, em Manaus, no Amazonas.


O Regional Centro-oeste será o segundo evento regional da temporada 2014. Entre maio e junho, Recife, no Pernambuco, recebeu o Regional Nordeste. A taça ficou com a equipe maranhense Cenapa, e o vice com os paraibanos da Asdef.




18 de jul. de 2014

Projeto ensina capoeira para adolescentes com deficiência em Joinville (SC)

Foto de alunos da Apiscae praticando capoeira


O projeto “Benguela” visa o desenvolvimento motor e cognitivo de seus frequentadores por meio da prática da capoeira, assim como os programas de reabilitação, capacitação e inclusão profissional, que já são ofertados na unidade de Joinville (SC). 


Os adolescentes recebem aulas de capoeira quatro vezes na semana e segundo a coordenadora da Apiscae, Sandra Maria Pedrelli, já são visíveis as transformações pelas quais eles estão passando. 


“A capoeira é um esporte completo. Eles desenvolveram muito a parte motora e também a social", afirma.


De acordo com a coordenadora, além dos benefícios corporais, a capoeira também os ajuda no reconhecimento deste exercício, como uma atividade de expressão cultural brasileira. "É um benefício para eles, além da atração por uma atividade folclórica", destaca.


O projeto vem se mantendo durante este tempo, com recursos do FIA (Fundo da Infância e Adolescência de Joinville), que liberou R$ 17 mil. 


O CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) é quem fiscaliza e faz visitas periódicas na unidade para acompanhar esta atividade.


O FIA mantém os projetos por um determinado tempo. O presidente do CMDCA, Robson Duvoisin, explica que os recursos servem para que o projeto seja implantado como uma incubadora. 


Depois um determinado período, o projeto deve procurar outros parceiros para que, segundo ele, se mantenha o conceito de sustentabilidade. “A entidade tem que se manter após o término do recurso, isso já deve vir especificado no projeto”, explica.


E é isso que a coordenação da Apiscae está trabalhando agora. Na busca por parceiros que queiram apoiar o projeto. 


“Nós não temos como manter sozinhos, precisamos cuidar da manutenção do projeto”, aponta Sandra. A coordenadora se refere a compra de abadás e também transporte, por que o grupo faz apresentações para a comunidade fora da associação.
 

Apiscae
 

A Apiscae é uma sociedade civil de duração ilimitada e sem fins lucrativos, fundada em 1998. Ela atua na promoção de medidas que visem assegurar o bem-estar do adolescente e jovem que apresentam situações diferenciadas de aprendizagem. 


Atualmente, a associação atende  65 famílias, sendo que 28 pessoas com deficiência estão no mercado de trabalho, 20 inseridas no ensino regular e 30 em processo de capacitação para o mercado de trabalho. 




Adaptado para o inverno, Praia Acessível realiza atividades especiais na orla de Santos (SP)

Foto do projeto Praia Acessível


O Programa Praia Acessível deu início em Santos (SP), no último sábado, a atividades especiais para a temporada de inverno. 


Na data, o ponto de funcionamento do programa na orla do Boqueirão, próximo à Avenida Washington Luís (Canal 3), recebeu uma exposição feita a partir da reciclagem de pranchas de surfe.


A mostra foi elaborada pelo artista plástico Daniel Frank, que levou desde sua primeira criação feita há cerca de quatro anos, até uma peça elaborada, especialmente, em alusão ao programa.


“Durante os meses de inverno é natural que a procura pelo banho de mar diminua. Pensando nisso, reinventamos o projeto para essa temporada de baixa temperatura, sempre pensando em seu caráter principal, que é garantir acesso ao lazer para pessoas com deficiência”, destaca Eduardo Ravasini, coordenador municipal de defesa de políticas públicas para pessoas com deficiências.


Quem participou da atividade, aprovou. “A ideia de fazer exposições com qualidade para deficientes está crescendo em vários lugares. A praia tem que estar cada vez mais acessível a todos. É uma iniciativa excelente”, afirma Daniel Monteiro, deficiente visual, 28 anos, morador do Gonzaga. Através do tato, e com o auxílio de monitores, ele conheceu as obras de Daniel Frank.


Fonte:A Tribuna
 
 

4 de jul. de 2014

Pessoas com deficiência aprendem com as ondas a surfar nos obstáculos do dia a dia

Foto da equipe do Adaptsurf


Os benefícios dos exercícios físicos são amplamente conhecidos e as desculpas para não praticá-los também. Mas e quando os empecilhos são bem maiores do que a simples falta de tempo e a preguiça? 


Esse é o caso de muitas pessoas com deficiência, que, além de enfrentar as próprias limitações, não encontram muitas opões de esportes que atendam e respeitem a redução de mobilidade.


Foi pensando em ajudar esse pessoal que Henrique Saraiva criou a ADAPTSURF, uma associação sem fins lucrativos que promove a inclusão no esporte de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. 


Tudo começou em 2001, quando o próprio gestor de projetos, por insistência do amigo surfista Marcos Sifu, experimentou a ‘kneeboard’, um modelo especial para surfar de joelhos. Henrique, que perdeu os movimentos das pernas após levar um tiro durante um assalto em 1997, sentiu os benefícios da prática e decidiu passar adiante.


- O surfe ajudou e ajuda muito na minha recuperação motora, além de fazer bem para minha coluna. Além disso, é muito bom ter o contato com a natureza e praticar um esporte junto com meus amigos, de igual para igual. 


Por todos esses benefícios, sempre fui muito grato ao Marcos pelo incentivo e sempre tive vontade de repassar isso e o sentimento de superação que o surfe me trouxe. 


Aí, em 2007, a Luana (parceira no projeto) fez um trabalho para a faculdade sobre o surf adaptado e a partir daí tomamos conhecimento de projetos de surfe adaptado e acessibilidade de praia em várias cidades mundo. 


Eu sabia que no Rio não havia nada parecido, então sugeri ao Phelipe (outro parceiro da ONG) e a Luana que desenvolvêssemos um projeto aqui – conta Henrique.


Na época, os três não tinham muito mais do que a vontade de levar essa oportunidade para outras pessoas, mas juntos, os amigos fisioterapeuta, educadora física e surfista adaptado já formavam uma equipe. Aos poucos a ONG foi ganhando forma e hoje já tem um time de cerca de 20 pessoas.


- Atualmente contamos com voluntários para as atividades na praia e na parte administrativa. Temos desde agências que nos ajudam a formatar as apresentações, vídeos, identidade visual, até pessoas que ajudam na captação de recursos, fotógrafos, fisioterapeutas, psicólogos, instrutores de surfe, entre outras coisas – explica.


O esforço conjunto é recompensado. Atualmente a associação atende 60 alunos, todos com algum tipo de deficiência física, intelectual, visual e/ou auditiva. 


 Além das aulas práticas, eles convivem com ensinamentos comuns ao esporte, como a importância de manter uma boa alimentação e de preservar a natureza.


- O surfe é uma excelente ferramenta de inclusão, pois proporciona que pessoas com e sem deficiência, de diferentes classes sociais, sexo, idade, culturas possam praticar juntos. 


Além disso, não há necessidade de segmentar em diferentes deficiências, todos podem praticar juntos. E não é necessário surfar bem para aproveitar os benefícios. Independente de surfar deitado, de joelho ou em pé, todos se divertem e são beneficiados pelo esporte – diz Henrique, que ainda ressalta os benefícios psicológicos, como a auto estima.


- Entrei no ADAPTSURF em 2010 e isso mudou a minha vida. A ONG não me ensinou somente a surfar no mar, mas na vida também. Hoje me sinto capaz e confiante. As ondas me ensinaram a ser forte e nunca desistir. 


Além dos sentimentos o surf me ajudou fisicamente, me dando a independência e a determinação para passar por cima de qualquer obstáculo. 


Hoje me sinto como as ondas do mar, sou independe e feliz! – conta Monique Oliveira, 26 anos, portadora de paralisia cerebral.


A proposta da ADAPTSURF de inclusão e integração social ultrapassou os limites do dia a dia e chegou aos grandes campeonatos. 


Os surfistas da ONG já participaram de etapas de WQS, WCT e do Circuito Brasileiro de Surf na Barra da Tijuca, além de ganharem uma competição própria.


- O objetivo principal do Circuito ADAPTSURF é promover a integração dos alunos da Barra e do Leblon, mas é sempre aberto a surfistas de outras regiões do Brasil. 


Aproveitamos o campeonato para tentar desenvolver metodologias onde possamos segmentar as categorias e pontuar os competidores de forma justa, o que é bastante complicado quando tratamos de surfe, uma modalidade totalmente subjetiva – explica Henrique.


Interessou? As aulas gratuitas ocorrem aos sábados, no Posto 2 da Praia da Barra da Tijuca, e aos domingos, no Posto 11 da Praia do Leblon, sempre das 9h às 14h.


Fonte: G1


20 de jun. de 2014

Lesão na medula faz publicitário criar surfe adaptado

Foto do publicitário Henrique Cardoso Saraiva


Em 1997, o profissional de marketing Henrique Cardoso Saraiva, 34 anos, teve a sua vida alterada por conta de um assalto, no bairro da Lagoa, Rio de Janeiro. 


Com a mobilidade nas pernas reduzida decorrente de uma lesão medular, foi obrigado a mudar sua rotina e superar novos desafios. Mas como fazer isso, sem deixar de lado o contato com o esporte e a natureza? Se adaptando. 


Com a ajuda do surfista profissional Marcos “Sifu” Menezes, Saraiva “atirou-se ao mar” apenas três anos depois. E, por sete anos, adaptou-se ao surfe.


“Decidi surfar por ser um esporte praticado na água, onde minhas limitações são reduzidas, além de estar ligado à natureza e eu poder estar junto aos meus amigos. O surfe me deu muita disposição e alegrias”, explica.


Em 2007, já “surfista adaptado”, Saraiva decidiu dar esta mesma oportunidade a pessoas em situação parecida, idealizando a ONG Adaptsurf – Associação Adaptação e Surf, junto com a professora de Educação Física Luana Nobre, 30 anos, e o fisioterapeuta Luiz Phelipe Nobre, 36 anos, e mais uma dezena de apoiadores.


De lá para cá, foram mais de 3 mil aulas de surfe adaptado e muitas batalhas por praias mais acessíveis. A cada final de semana, ao menos 50 alunos aprendem gratuitamente o surfe adaptado nas praias da Barra da Tijuca e do Leblon, no Rio. 


São crianças, jovens, adultos das mais diversas classes sociais, com uma ou múltiplas deficiências físicas e intelectuais.
 

Voluntariado
 

O Adaptsurf funciona com o apoio de 20 voluntários fixos da área da saúde e outros, aleatórios. E se foca em três aspectos: inclusão social, acessibilidade e educação ambiental. 


Através do esporte, o aluno melhora sua força, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica, assim como autoestima e socialização.


“O surfe é um esporte muito completo, por ser democrático e praticado ao ar livre, num local público, o que acaba trazendo só benefícios ao praticante. É muito inclusivo porque consegue, em um mesmo lugar, inserir pessoas com diferentes tipos de deficiência e fazê-las interagir com pessoas sem quaisquer deficiências”, enfatiza Luiz Phelipe Nobre, diretor da ONG. 


“A maior recompensa que podemos ter é o desenvolvimento de cada aluno, que no início se encontra triste, sem esperança, e ao final do dia, com muitas ondas, volta para casa forte, feliz e satisfeito.”


Fonte: Terra


Cegos aprendem a andar de bicicleta em projeto realizado em Joinville (SC)

Foto de uma pessoa cega andando de bicicleta com seu guia


"O vento bate no rosto e refresca." Essa é a sensação que a estudante Luana Mendes, 8 anos, tem quando anda de bicicleta. 


Ela perdeu a visão há dois anos e mesmo assim não abandonou uma das atividades preferidas: pedalar.


A diferença é que a magrela que ela ganhou antes de completar três anos foi substituída por uma adaptada, que hoje é motivo de liberdade e felicidade para a menina que vive com o sorriso estampado no rosto. Mas nem todos os cegos têm a mesma oportunidade que ela, ou não teriam há um mês.


Em maio, cerca de oito pessoas com deficiência  visual começaram a ter aulas para aprender a andar de bicicleta. 


A ação é uma parceria entre a Associação Joinvilense para Integração do Deficiente Visual (Ajidevi) e o Movimento Pedala Joinville.


No entanto, o projeto ainda esbarra na falta de equipamentos adequados para o desenvolvimento do trabalho dos guias voluntários.


"Nós temos apenas uma bicicleta adequada, o que limita o número de participantes. Por isso, nós estamos buscando apoiadores e também aceitamos doações", diz o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comde), Paulo Sérgio Suldoski.


As aulas ocorrem todas as tardes de teras na sede da Ajidevi, no bairro Floresta. O objetivo é dar a oportunidade para quem tem deficiência visual de viver a emoção de pedalar na cidade das bicicletas, incentivar a prática do exercício físico e a inclusão social.


Suldoski diz que o cego tem uma tendência a ser sedentário pela falta de acessibilidade e da necessidade de contar com o auxílio de um guia para correr ou fazer outras atividades esportivas.


O caso da pequena Luana é uma exceção, pois ela tem uma bicicleta adaptada e o apoio dos pais para pedalar nos finais de semana. A mãe dela, Sandra Tromm, contou que sempre incentivou a filha a continuar pedalando e considera o projeto uma iniciativa muito importante.


"Quando a Luana ficou cega, ela perguntou: mãe, como eu vou andar de bicicleta? Aí a gente foi atrás e conseguiu adaptar uma", lembra Sandra.


Não fosse a bengala que Luana carrega na mão, ninguém perceberia que ela não tem a visão. Apesar disso, a estudante revela que andar de bicicleta é muito fácil.
  

Projeto conta com mais guias do que bicicletas adaptadas
 

O alto custo das magrelas adaptadas é o principal problema para ampliar o projeto iniciado pela Ajidevi e o Movimento Pedala Joinville. O valor de uma bicicleta adequada para cegos varia entre três e quatro mil reais.


"Hoje, nós temos mais guias voluntários do que equipamentos para utilizar nas aulas", revela o guia Genivaldo Limas, 33 anos. 


Ele também explica que a única magrela disponível para os treinos não é o modelo mais ideal e não poderia ser usado para passeios mais longos, devido a falta de segurança e conforto.


A experiência de andar de bicicleta adequadas é tão emocionante para os cegos quanto para os guias. Limas e Charles Lúcio Schwartz afirmam que é um aprendizado pedalar em dupla. 


A maior dificuldade é manter o mesmo ritmo e a força durante o passeio. "A gente também avisa quando precisa frear, virar à esquerdar ou diminuir a velocidade, por exemplo", explica Limas.


Para tentar compreender melhor as dificuldades que os cegos enfrentam para se locomover de bicicleta, eles fizeram um teste. 


De olhos vendados, Limas fez um percurso que já conhecia e garantiu que não é uma tarefa fácil. 


"Eu fiquei com medo de cair e perdi o equilíbrio. A gente estava na direita e eu pensei que estávamos na esquerda, isso que eu já conhecia o trajeto", conta Limas.


Mesmo assim, ele e Schwartz estão empolgados com o projeto e destacam que todas as pessoas devem estar em harmonia com o trânsito, independente de ser deficiente ou da classe social.
 

Como doar 


Projeto para ensinar cegos a andar de bicicleta
 

Projeto: Ajidevi e Pedala Joinville
Contato: (47) 3454-8542 ou (47) 3436-3126


Fonte: A Notícia


18 de jun. de 2014

Governo de São Paulo anuncia Centro Paradesportivo em Mogi das Cruzes

Foto da quadra do Centro Paradesportivo


Na manhã do último sábado, 14 de junho, o Governador Geraldo Alckmin e a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linarama Rizzo Battistella, anunciaram a criação do Centro Paradesportivo “Professor Cid Torquato”, em Mogi das Cruzes.


O descerramento da placa aconteceu às 9h e foi feito durante inauguração do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes. O Centro Paradesportivo, quando inaugurado, atenderá jovens a partir dos 10 anos de idade em 8 modalidades paradesportivas.


Além desse anúncio, serão descerradas as placas da ETEC de Ribeirão Pires, da creche escola de Biritiba Mirim, além da entrega da Carreta Via Rápida Soldagem e das assinaturas de autorizo de liberação de Recursos FUMEFI para Rio Grande da Serra e do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias – DADE, para os Municípios Salesópolis e Ribeirão Pires.




2 de mai. de 2014

Exposição no Rio traz fotos de surf adaptado para pessoas com deficiência

Foto de uma das alunas da ONG surfando


Começa dia 03 de maio, no Rio de Janeiro, a Expo Adaptsurf, exposição que reúne fotos e vídeos sobre surf adaptado para pessoas com deficiência. 


O objetivo do evento é mostrar como o esporte representa uma ferramenta de inclusão social dessas pessoas na sociedade por meio da natureza.


A exposição faz parte do aniversário de sete anos da Associação Adaptação e Surf (Adaptsurf), liderada por Phelipe Nobre, Luana Nobre e Henrique Saraiva, vencedores do Prêmio Empreendedor Social de Futuro em 2011.


Os visitantes poderão conferir painéis feitos com material 100% reciclável, com mais de 50 fotos e 20 vídeos, com imagens dos alunos da ONG surfando. 


"Além disso, vamos apresentar pranchas especiais que usamos na aulas e expor uma cadeira de rodas anfíbia, que serve para levar pessoas com deficiência para dentro d'água", conta o cofundador da ONG Phelipe Nobre, 36.


As fotos das exposição foram feitas pela fotógrafa Regina Tolomei, que acompanha a ONG há cinco anos. 


O evento também reúne cliques de outros fotógrafos, como Fábio Minduim, Daniel Smorigo, Paulo Barcelos e Bruno Big. Eles registraram imagens durante aulas e campeonatos de surf dos quais os alunos participaram.


A Adaptsurf trabalha para promover a inclusão social das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, garantindo igualdade de oportunidades e acesso ao lazer, esporte e cultura, através do contato direto com a natureza. Atualmente, a ONG tem alunos com deficiência física, auditiva, intelectual e múltipla.
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Expo Adaptsurf - Na Onda da Inclusão  

Quando: de 03 de maio a 11 de maio; às quintas, sextas-feiras, sábados e domingos, das 10h às 16h  
Onde: Centro Cultural do Surf. Av. Sernambetiba, 17.900 - Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro  
Quanto: Gratuito




26 de dez. de 2013

Alunos com deficiência se divertem com esportes náuticos

Instrutor auxilia homem dentro de um caiaque

 Cerca de 30 alunos com deficiência intelectual viveram uma experiência diferente, em 13 de dezembro, no Setor Náutico da Semes, na Ponta da Praia, em Santos (SP). Eles puderam fazer uma aula de caiaque e stand up, sempre acompanhados pelos professores.


Responsável pelo Setor Náutico, Cássio Gimenez vê nas atividades muitos benefícios aos alunos, já que estimula a concentração, equilíbrio e coordenação. “Sem falar do contato com a natureza, já que o mar relaxa e traz paz”. Diogo Gaulia, 33 anos, se divertiu com a atividade. “Foi muito legal, não é fácil, mas me senti seguro”.


Modalidades
 

A Seção de Esportes Adaptados presta atendimento a cerca de 40 pessoas com deficiência intelectual, a partir de oito anos. São oferecidas aulas de basquete, natação e capoeira, todos adaptados, e também esportes inclusivos como ciclismo, musculação e futebol.


O atendimento é feito no Complexo Rebouças (pç. José Rebouças s/nº, Ponta da Praia). Informações: 3261-1980.




22 de nov. de 2013

Pessoas com deficiência física têm acesso a caiaque adaptado no ES

Pessoas auxiliam pessoa com deficiência dentro do caiaque


Pessoas com deficiência física passaram a ter acesso a um caiaque adaptado e podem aproveitar por completo a região da Curva da Sereia, na Praia da Costa, em Vila Velha, durante o verão. A iniciativa faz parte do projeto 'Praia Legal'.
 
Há três anos em atividade, o projeto possibilita que deficientes físicos aproveitem o mar por meio de equipamentos e estrutura adaptada. Por intermédio do atleta e instrutor Alexandre Vagner, além de se banharem na orla, agora eles também poderão andar de caiaque. 


“Toda vez eu me deparava com os cadeirantes sem poder usufruir dessa beleza maravilhosa. Eu conversei com alguns amigos e empresários, e eles me ajudaram a proporcionar essa oportunidade”, diz Alexandre.
 
O caiaque adaptado proporciona segurança e possui um espaço próprio para a acomodação do banhista. Assim que se sentir cansado, o cliente pode solicitar que o instrutor tire-o da água. 


De acordo com o aposentado e usuário do equipamento, Luiz Carlos, a iniciativa possibilitou, além de diversão, outras oportunidades. “Eu estou muito feliz. Isso ajudou muito no desenvolvimento da minha coordenação motora”, relata Luiz.
 
A população em geral também aprovou a novidade. Segundo o subsecretário de Pessoas com Deficiência, Anibal Chieza, o serviço estará a disposição do público, sem a necessidade de agendamento prévio. “Fora do período da alta temporada, funcionaremos sexta, sábado e domingo, das 8h às 17h. Na alta estação estaremos disponíveis todos os dias, no mesmo horário”, finalizou.





10 de out. de 2013

Municípios de São Paulo vão receber equipamentos de ginástica adaptados para pessoas com deficiência

Pessoa em cadeira de rodas faz exercício para os braços


Trinta e três cidades da região central e sul do Estado de São Paulo irão receber da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência equipamentos de ginástica adaptados por indicação do deputado Pedro Tobias (PSDB). 


Cada município contemplado receberá um kit com dez equipamentos, que terão como objetivo proporcionar uma melhor qualidade de vida às pessoas com deficiência por meio das atividades físicas.


Fazem parte da lista dos municípios contemplados Agudos, Arealva, Macatuba (Apae), Barra Bonita, Bernardino de Campos, Bocaina, Boraceia, Cabrália Paulista, Cafelândia, Dourado, Coronel Macedo, Duartina, Espírito Santo do Turvo, Garça, Getulina, Guaiçara, Guaimbê, Guarantã, Ibitinga, Igaraçu do Tietê, Itapuí, Júlio de Mesquita, Lençóis Paulista, Lins, Mineiros do Tietê, Pirajuí, Piratininga, Pongaí, Sabino, Santa Cruz do Rio Pardo, Trabiju, Bariri e Uru. Arealva receberá dois kits, um deles será instalado na Apae e o outro em uma área indicada pela prefeitura. Os equipamentos deverão ser instalados em uma área mínima de 120 metros quadrados.


Cada kit será composto por uma máquina tríceps, bíceps, supino vertical, remada sentado, abdominal, twist, jogo de barras, jogo de barras paralelas, giro de punho e bicicleta de mão. 


De acordo com as cláusulas do convênio que será firmado entre município e Estado, cada prefeitura ficará responsável pela indicação de um profissional que irá supervisionar o uso dos equipamentos. A cada dois meses, o município deverá enviar um relatório das atividades e dos resultados obtidos com a miniacademia.


Para o deputado Pedro Tobias, os equipamentos adaptados será de grande ajuda para a inclusão das pessoas com deficiência, auxiliando inclusive na elevação da autoestima, além de possibilitar a prática de exercícios físicos a uma parcela da população que normalmente tem dificuldades para usar os equipamentos convencionais.


 Fonte: JCnet