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29 de jun. de 2015

Campinas promove 1º Concurso e Desfile de Moda para pessoas com deficiência

Foto de uma fita métrica em close

As inscrições para o 1º Concurso e Desfile de Moda para pessoas com deficiência estão abertas em Campinas (SP). 


A oportunidade é para estudantes de ensino superior ou técnico de moda e design de moda de se lançarem como estilistas ao criar peças para este público.



O concurso promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, segue com as inscrições até o dia 31 de julho, através do site. Ao finalizar a inscrição, o candidato recebe um email com a confirmação.



O objetivo do concurso e do desfile é incentivar a inclusão da pessoa com deficiência na indústria da confecção e produção da moda.



Uma comissão julgadora vai selecionar 12 trabalhos. A divulgação dos finalistas será no dia 17 de agosto, pelo Diário Oficial do Município, e o desfile com os desenhos escolhidos será no dia 15 de setembro, com anúncio dos vencedores.



Serão premiados três estudantes, o primeiro lugar vai ganhar uma viagem nacional aérea com direito a acompanhante e uma máquina de costura, além de participar do Desfile Internacional de Moda Inclusiva, que ocorre em São Paulo, em novembro.



O segundo e terceiro lugar vão receber máquina de costura e irão expor as peças na Feira de Reabilitação em São Paulo, também no mês de novembro.



Mais informações no edital do concurso, neste link.




Fonte: G1 / Vida Mais Livre  



4 de jun. de 2015

Abertas as inscrições para a 7ª edição do Concurso Moda Inclusiva de SP

Foto do logo do Concurso


O tema do Quadro Sem Diferença do programa Revista Brasília da última segunda-feira (1°) foi a 7ª edição do Concurso Moda Inclusiva. 


Sobre o assunto, o programa ouviu a vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB-DF, Olívia Danielle. 


Ela conta que o objetivo do concurso é produzir lucros para pessoas com deficiência e compartilhar soluções inovadoras para o bem estar e a qualidade de vida.

 
Para a vice-presidente, o concurso promovido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, já é um sucesso.


Para se inscrever, basta acessar o site Concurso de Moda Inclusiva, gratuitamente, até 31 de julho. 


Podem se inscrever profissionais formados na área de moda ou estudantes matriculados em instituições de ensino superior ou escolas técnicas.  Não podem participar do concurso servidores públicos, dirigentes de órgão ou entidade contratante com o governo ou responsáveis por licitações.
 
O participante terá que ceder integralmente os direitos patrimoniais relativos aos trabalhos inscritos no concurso e poderá utilizá-los em caráter de divulgação, sempre citando o autor. 


Cada participante pode apresentar até 3 trabalhos e a avaliação será feita por um grupo de jurados.
 
Saiba mais sobre a 7ª edição do Concurso Moda Inclusiva nesta entrevista ao Revista Brasília, com apresentação do jornalista Miguelzinho Martins, na Rádio Nacional de Brasília.






9 de dez. de 2014

Desfile de moda inclusiva apresenta modelos com deficiência em SC

Foto do ator Kadu Moliterno e modelos do desfile


Um desfile de moda inclusiva em Florianópolis movimentou a Lagoa da Conceição no último final de semana. O evento teve como modelos apenas pessoas com deficiência moradoras da Grande Florianópolis.


"A finalidade do projeto 'Vem Inclusão' é apresentar o potencial e a beleza das pessoas com deficiência", explicou Karina Carvalho, produtora da iniciativa apadrinhada pelo ator Kadu Moliterno. 


Modelos surdos, representantes do nanismo, pessoas com dificuldades de locomoção, com síndrome de Down e pesscoas com deficiência visual desfilaram em um tapete vermelho coberto com pétalas de rosas, no último sábado (6).


Emoção de ser padrinho
 

As duas modelos cegas entraram na passarela acompanhadas de Kadu Moliterno. "Fui convidado há 1 ano para participar do projeto e topei na hora", declarou o ator, que ficou na capital catarinense por quatro dias para participar do desfile e da final do Prêmio Catarinense de Moda Inclusiva.


"Não tenho deficientes na família, mas acho que é importante participar pela solidariedade, sem pensar em si mesmo e pensando mais no próximo", afirmou Kadu. 


Segundo ele, participar do evento é gratificante. "Eu sempre me emociono. As pessoas não dão valor", disse Moliterno, interrompido pelas próprias lágrimas.

"Mostrar a nossa beleza"
 

A servidora pública Liana Hones, de 25 anos, representa o nanismo nos desfiles realizados pelo país. Ela conta que entrou no projeto por acaso. 


"Eu trabalhei em um dos eventos e fui convidada a desfilar. Abracei a causa. Não gosto de estar parada. É gratificante mostrar que apesar das limitações temos sim nossa beleza", afirmou a modelo.


A modelo surda Emanuelle Schmitt integra uma agência de modelos de Florianópolis e costuma  participar de eventos inclusivos, mas essa foi a primeira vez em um local aberto. 


"É a 1ª vez à beira-mar, causou muita emoção", afirmou a modelo surda Emanuelle Schmitt, através do intérprete de Libras do evento.


Após os desfiles, a cantora com deficiência visual Marjory Porto encerrou o evento, realizado no estacionamento de um restaurante tradicional na Avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição.


Fonte: G1


26 de nov. de 2014

Fisioterapeuta inova na criação de etiqueta braile com melhor custo benefício

 etiquetas de roupas em braille


A fisioterapeuta e idealizadora da primeira loja virtual de moda para pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida, a “Lado B Moda Inclusiva”, Dariene Rodrigues, divulgou durante o “Circuito Estadual de Palestras do 2° Prêmio Catarinense de Moda Inclusiva”, as etiquetas braile.
 

A "Etiqueta Braile Lado B" foi desenvolvida para as peças de roupas da marca, na promoção da inclusão social como parte integrante da moda, principalmente voltada para as pessoas com deficiência visual. 


Durante 6 meses foram realizadas pesquisas relacionadas as norma técnicas do alfabeto braile, a existência de etiquetas no mercado nacional e internacional, a melhor técnica a ser empregada, os melhores produtos a serem utilizados, assim como, a funcionalidade e a viabilidade do produto.


“Outra preocupação importante dentro da pesquisa foi conseguir o relevo para melhor percepção tátil das etiquetas, levando em consideração o baixo custo da "impressão" nas peças. 


Isso seria importante para aplicação nas peças da própria marca, além de conseguirmos oferecer para outras empresas do ramo de confecção e até mesmo para o consumidor final”, diz Dariene Rodrigues.


Para os consumidores com deficiência visual e que tem o conhecimento do alfabeto braile, a Etiqueta Braile Lado B tem o objetivo de fornecer a indicação do Tamanho e Cor das peças, já que o braile ocupa mais espaço do que o alfabeto tradicional.
 
Benefícios:  

  • Facilitar a identificação dos produtos na hora da compra, nas lojas de vestuário.
  • Facilitar a organização das peças dentro dos armários e na hora da escolha de se vestir. 
  • Promover maior independência para os usuários.
  • Promover a melhora da autoestima.


Empresas interessadas em adquirirem a etiqueta braile deverão entrar em contato através do email: contato@ladobmodainclusiva.com.br ou pelo telefone 15-3012-8681


Fonte: Lado B Moda Inclusiva

16 de out. de 2014

Prêmio catarinense de moda inclusiva anuncia finalistas de desfile

Foto de roupas inclusivas


A organização do 2º Prêmio Catarinense de Moda Inclusiva divulgou os finalistas selecionados para participar do desfile no dia 4 de dezembro em Florianópolis, na Fiesc. 


Ao todo, 20 estudantes de moda e design foram escolhidos para confeccionar roupas para pessoas com algum tipo de deficiência física. As melhores criações serão premiadas.


O evento recebeu inscrições de 100 estudantes de dez cidades catarinenses. A organização realizou palestras e debates em universidades de sete municípios entre os dias 16 a 24 de setembro, por meio do Circuito Estadual de Moda Inclusiva. Os finalistas apresentaram os melhores projetos aliando design e conforto.


O evento é uma ação cultural de moda que busca fomentar o surgimento de novas soluções em vestuário para pessoas com deficiência. No dia do desfile, modelos com deficiência participam. 


A ativista social Maria da Penha, que ficou paraplégica após agressão do companheiro em 2006, inspiração direta da Lei de proteção da mulher, estará presente.


A relação completa de finalistas está na página oficial do prêmio.


Fonte: G1


11 de jun. de 2014

Desfile com cegos e cão guia encerra Casa de Criadores

Foto de duas modelos com deficiência visual no desfile


A 35ª Casa de Criadores terminou nesta sexta-feira (6) com um desfile de cegos. Com o tema Novos Olhares, o projeto feito em parceria com a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de São Paulo. 


Alguns estilistas mostraram peças com texturas diferenciadas e bolsos específicos para facilitar o dia a dia das pessoas com deficiência visual.


Desfilaram pessoas totalmente cegas e outros com apenas parte da visão comprometida. O estilista Arnaldo Ventura mostrou um vestido de lã folgado na altura dos joelhos, fácil de ser colocado (sem botões) para que a bailarina cega Geyza Pereira usasse. 


Grávida de sete meses, ela mostrou o look e ainda ensaiou alguns passos na ponta, com a sapatilha de balé. O garoto cego foi vestido com camisa, jaqueta e bermuda. Bolsos específicos eram feitos para achar objetos com mais facilidade.


De acordo com o estilista, a pedido dos próprios modelos, as roupas não foram feitas de forma tão diferente das outras. “


Eles disseram que o fato de serem cegos já era um diferencial, assim a roupa não precisava também chamar mais a atenção”, afirmou Arnaldo. 


O resultado são peças de uso para qualquer pessoa, com ou sem deficiência.


O estilista Alê Brito fez uma capa de vinil roxa desfilada por uma jovem que entrou com um cão guia na passarela.  


“Uma sociedade que não é capaz de proporcionar condições de convívio e independência ao deficiente visual é uma sociedade com deficiência. Uma sociedade que só percebe a beleza no que consegue enxergar é uma sociedade cega”, diz o manifesto divulgado pelo evento, dirigido por André Hidalgo. Rober Dognani, Walério Araújo, Fernando Cozendey, Weider Silveiro, entre outros, também participaram da ação.
 

Desfile
 

O último dia da Casa de Criadores mostrou as criações para o verão 2015 de mais quatro marcas e estilistas: Alê Brito, Trendt, Danilo Costa e Fernando Cozendey. 


Alê deixou um pouco de lado o trabalho com couro sintético, que sempre o marcou, para usar peças transparentes, de plástico, misturadas com tecidos leves. Danilo Costa manteve-se fiel ao seu lado lúdico, com peças com brilhos para os homens e flores para as mulheres.


A Trendt mostrou um verão mais escuro, apostando em tons de cinza. E Fernando Cozendey, com seu trabalho em Lycra, levou peças com efeito trompe l´oiel, com desenhos engraçados e muitas com mangas mais amplas. A última noite contou ainda com desfiles de peças criadas por alunos do Senac.


Fonte: Terra


22 de nov. de 2013

Desfile apresenta vencedores do 5º Concurso Moda Inclusiva

Finalistas, vencedores, estilistas e Dra Linamara fazem pose para foto


Na noite da última terça-feira, 19 de novembro, aconteceu no Mube – Museu Brasileiro de Escultura, em São Paulo, o Desfile do 5º Concurso de Moda Inclusiva, que apresentou os três vencedores deste ano, de uma lista de 20 finalistas.
 
Com o intuito de trazer à tona a discussão sobre moda acessível a todos, o evento também contou com o II Fórum Internacional de Moda Inclusiva e Sustentabilidade, que ocorreu durante a tarde, no mesmo local. 
 
O objetivo de ambos é promover o debate sobre moda diferenciada e acessível, além de incentivar o surgimento de novas soluções e propostas em relação ao vestuário para as pessoas com deficiência.  
 
Estiveram presentes no desfile a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, o Secretário Adjunto da Pasta, Marco Antonio Pellegrini, a Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti e o Presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência – CEAPcD, Ronilson Aparecido da Silva. 
 
O Concurso Moda Inclusiva selecionou os vinte melhores trabalhos, que participaram da segunda fase: a confecção de suas peças. Os vinte “looks” selecionados foram apresentados ao corpo de jurados no Desfile de Moda Inclusiva. Neste ano, o Concurso contou com finalistas de diversos municípios do Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Amazonas, além de participação da Índia. 
 
A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, falou sobre a influência do Brasil no meio da moda inclusiva e a importância da discussão sobre a temática. “O Brasil não é apenas pioneiro da Moda Inclusiva, é protagonista. Esse novo conceito de moda vai abraçando cada cidadão, transformando a sociedade cada vez mais solidária. É uma alegria imensa recebê-los aqui e ver os nossos alunos, estilistas, e modelos que vão desfilar na Moda”.
 
Dra. Linamara também falou sobre a importância de uma interlocução sobre o tema e parabenizou Daniela Auler, coordenadora do Concurso. 


“Tudo se deve a Daniela Auler, que realmente materializa aquilo que chamamos de políticas transversais, quando há a interação da sociedade”. 


A Secretária continuou: “nós acreditamos na mudança que o mercado pauta, é preciso que o mercado se aproprie de uma ideia e que os fabricantes e consumidores entendam a grandeza do conceito, para que o agente público possa entrar como o mobilizador, e depois de algum tempo, como espectador”.
 
Os vencedores da noite foram Nadir Rodrigues de Almeida, em terceiro lugar, de Sorocaba (SP), com look desfilado pelo atleta do Time São Paulo, Bruno Landgraf; Eligolande Furtado, de Pelotas (RS), em segundo lugar, tendo seu look desfilado por Thiago Cenjor; e Patrícia Helena Galves, a grande vencedora, de São Paulo, capital, com a modelo Maiara Barreto.  
 
O look de Nadir Almeida buscou transformar uma calça jeans em algo mais confortável para os homens cadeirantes. Com fechamento lateral em velcro e bolsos internos, a calça torna-se o ponto forte da combinação. Eligolande trouxe para seu look mobilidade em um casaco, para homens cadeirantes. O estilista trouxe um sistema de articulação interno coberto com plástico em todo o look, além de uma abertura na gola. 


A estilista Patrícia levou à passarela um look totalmente usual para mulheres cadeirantes. O casaco com cotoveleiras com malha e abertura no decote visam dar mais segurança, além disso, a calça com bolsos diferenciados, joelheiras e a parte de trás de malha proporcionam conforto e praticidade, conquistando os jurados, que deram a este look o primeiro lugar.
 
Foto: Simone Nieves
 




5 de ago. de 2013

Fisioterapeuta cria roupas e abre loja virtual para pessoas com deficiência

Mulher em cadeira de rodas utiliza saia com botões


Calças jeans com elástico e velcro e agasalhos com aberturas nas laterais estão entre as peças adaptadas vendidas no site de roupas para pessoas com deficiência lançado no começo de julho pela fisioterapeuta Dariene Rodrigues, de 35 anos, de Sorocaba, no interior de São Paulo. 


Os modelos buscam atender a demanda dessas pessoas por peças confortáveis e fáceis de vestir – o que facilita a vida, por exemplo, de cadeirantes ou de quem precisa usar sondas ou fazer fisioterapias.


“A ideia surgiu] de tanto eu ouvir as pessoas que eu atendia, principalmente as pessoas com deficiência física, que são os paraplégicos e tetraplégicos, a dificuldade de usar, ter uma vestimenta adaptada”, explica.


O projeto demorou três anos para ser colocado em prática. Dariene revela que o pontapé inicial surgiu “meio que sem querer”, quando recebeu a indicação de uma estilista que poderia tornar reais os modelos que imaginava. 


“Eu tinha um projeto em mente e meio que me faltava uma pessoa para poder confeccionar a minha ideia, confeccionar esse molde (...). Acabei encontrando uma estilista, e a gente criou um projeto piloto”, explica.


Para a elaboração dos modelos, Dariene afirma que avalia todas as necessidades das pessoas com deficiência com as quais tem convivência.


"De início eu pensei na questão da pessoa com cadeira de rodas, que usa prótese de membro inferior. Dependendo da patologia que ela teve, da sequela, acaba tendo dificuldade.


Às vezes é com o comprometimento da parte urinária, às vezes essa pessoa usa fraldas. Se antes ela vestia número 40, vai ter que comprar um número a mais”, diz. Por isso, o modelo de calça que desenvolveu tem elástico e é um pouco mais “fofo” atrás caso a pessoa use fraldas.


As peças também têm aberturas dos lados e fechamento com velcro, que facilitam na hora de serem vestidas (um cadeirante, por exemplo, consegue se vestir deitado). 


“Algumas pessoas usam cateterismo que é uma sonda de alívio, têm a necessidade de tirar a calça a cada três horas.” Os modelos facilitam, ainda, a vida daqueles que precisam da ajuda de um cuidador para se vestir, comenta.

Mercado
 

Em cerca de duas semanas de funcionamento do site, foram vendidas dez calças jeans. Os preços, contudo, são um pouco superiores aos de modelos convencionais encontrados em grandes varejistas, e são em torno de R$ 200. 


 "As peças são personalizadas e acabam levando uma quantidade maior de tecido devido às adaptações. Também procuramos levar em consideração a qualidade da matéria-prima. Porém, há a facilitação de parcelamento, permitindo a compra em até 12 vezes", diz.
 
Ao todo, foram investidos R$ 40 mil no projeto e criação da empresa, que recebeu o nome de Lado B – Moda inclusiva. 


“Contei com os serviços de uma agência de publicidade para desenvolvimento da marca, assim como de uma agência de website para a criação da loja virtual”, diz. “A nossa expectativa é que se torne um negócio realmente sólido e lucrativo”.


Ela diz que uma das coisas que levou em consideração na hora de formular esse projeto é que, de acordo com censo do IBGE de 2010, 45,6 milhões têm algum tipo de deficiência no país. 


“Então, existe, sim, público consumidor para isso, mas há falta de produto, de locais, as empresas acabam esquecendo um pouquinho desse público, que é um potencial consumidor.”


A fisioterapeuta explica que ainda não começou a divulgação propriamente dita, mas espera que os consumidores apareçam quando tomarem conhecimento da marca. 


“Inicialmente, como qualquer negócio, a gente lógico que vai passar por um período de divulgação do produto, da própria marca, para que mais para a frente um pouco a gente comece a ter, sim, um retorno financeiro”, relata.
A ideia é aumentar cada vez mais o leque de produtos, com a inclusão de peças que acompanhem a moda. “A gente vai acompanhar as tendências mesmo”, diz, acrescentando que pretende se qualificar na área de moda para aprimorar os modelos.

Outros projetos
 

Mas Dariene não é a primeira a pensar em peças de roupas que buscam atender as necessidades das pessoas com deficiência.


Para promover ideias como a da fisioterapeuta, por exemplo, Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo realiza, há cinco anos, um concurso anual de moda inclusiva.


As estilistas Julia Sato e Inaye Brito, ambas de 25 anos, participaram de uma das edições do concurso e criaram uma marca para o setor, a Lira. Ficaram em segundo lugar. “De lá para cá, já desenvolvemos vários projetos juntas, trabalhos apresentados em outras cidades brasileiras e no exterior”, conta Julia.
 
Atualmente, elas dizem que vendem em pequena quantidade e por encomenda. “Estamos analisando o mercado e estruturando um projeto para atender da melhor forma um maior número de pessoas”, afirma Julia. Pensam em desenvolver pesquisas na área e também oferecer consultoria.


 A empreendedora conta que as peças da última coleção têm preço médio de R$ 100 a R$ 200. “Todas foram elaboradas para atender a ergonomia da pessoa sentada e dão atenção especial às limitações do corpo do cadeirante. As roupas são confortáveis e versáteis, valorizam a parte superior do corpo como colo, ombros e braços”, explica. Ela afirma que são feitas adaptações como uso de elásticos e botões mais fáceis de abrir e fechar.
 

“Para desenvolver as peças, seguimos o conceito de design universal, ou seja, as roupas possuem adaptações importantes, mas que são imperceptíveis”, diz. Ela cita, ainda, que as peças não excluem, pois podem ser utilizadas por pessoas sem deficiência física.
 

A estilista Driélli Valério de Oliveira, de 25 anos, que usa o nome de Drika Valério para divulgar seu trabalho, também participou do concurso. Foi a vencedora do ano passado. Ela desenvolveu um vestido de noiva adaptado, mas percebeu que a demanda maior mesmo é por peças do dia a dia. 


“Quando eu comecei a trabalhar com isso, comecei a receber muito pedido de peça casual, os de vestidos são casos mais específicos, 90% são peças casuais.”


Ela afirma que já vendeu aproximadamente 50 modelos por encomenda, como blusas e calças. Ela também é do interior de São Paulo, da cidade de Bauru.


Drika também diz que pensa em peças que não sejam “exclusivas”, explicando que os modelos podem ser usados por qualquer pessoa.


Criou uma marca chamada "Somos todos nós". “Já estou com lote de moletom, camiseta e calças sendo feito, que estará pronto para lançar na internet [no Facebook] para vendas”, afirma.


Ela diz, que no caso do moletom, por exemplo, pensou em uma blusa mais larga do que as convencionais, sem costura nos punhos. Nesse caso, o preço inicial sugerido é de aproximadamente R$ 69. No caso das blusinhas, disse que saem por R$ 40.


“Cada deficiência é muito específica, então vamos tentar nos focar em lesão medular (por enquanto) e trabalhar peças bonitas, na moda e funcionais, que vistam com mais facilidade em pessoas que utilizam cadeira de rodas e têm dificuldade em se vestirem sozinhas ou usarem um jeans. 


Mas o objetivo para o longo prazo é atender a todas as deficiências, inclusive investir em etiquetas e detalhes em braile, para deficientes visuais”, revela.




15 de mai. de 2013

Inscrições para o V Concurso Moda Inclusiva

 

Criado em 2009 pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, o Concurso Moda Inclusiva visa apresentar e discutir novos conceitos de criação e desenho para a cadeia produtiva do setor, estimulando jovens designers brasileiros a contemplar a perspectiva da pessoa com deficiência em seus projetos de vestuário, buscando ideias inovadoras para atender esse segmento.

O objetivo é mostrar soluções que podem transformar o ator de se vestir em algo mais prático e confortável. Este ano, o Concurso Moda Inclusiva tem dimensão internacional, atraindo participantes de todo o mundo para compartilhar ideias e soluções inovadoras que podem contribuir no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas com deficiência, bem como apresentar novos conceitos de usbilidade e sustentabilidade para toda a cadeia produtiva do setor.

Em novembro, paralelo ao 5º Concurso de Moda Inclusiva - Edição internacional, acontecerá o II Fórum Internacional de Moda Inclusiva e Sustentabilidade, reunindo especialistas, empresários, estilistas, professores e estudantes de escolas brasileiras e estrangeiras de design.

Mais do que influenciar novas tendências para o mercado da moda, o Concurso Moda Inclusiva tem o desafio de propor a todos os setores da sociedade uma profunda reflexão sobre a necessidade do desenvolvimento de produtos e serviços que elvem em consideração a enorme diversidade humana, atendendo equanimente às suas particularidades.

12 de ago. de 2012

Fundação Dorina Nowill para Cegos inaugura outlet com proposta inovadora


A loja vai reunir produtos da Olympikus, Le Postiche, Azaléia, Grendene e outras grifes com até 85% de desconto, e quer se tornar referência em acessibilidade

A partir de 21 de agosto, a Fundação Dorina Nowill para Cegos abre as portas de seu ‘Dona Dorina Outlet Multimarcas’ como nova forma de captação de recursos. A data também inaugura um novo conceito de loja mantida por uma instituição sem fins lucrativos: todos os produtos são novos, foram doados pelas marcas parceiras do projeto e serão vendidos com a garantia dos menores preços. Entre as grifes estão Olympikus, Missinclof, Le Postiche, Opanka, Azaléia, Grendene e Prelúdio.

O Dona Dorina Outlet Multimarcas tem o objetivo de ser referência em acessibilidade, desde o espaço, a sinalização, até a disposição dos produtos. Além disso, o treinamento dos funcionários foi pensado para promover a inclusão de pessoas com deficiência nos estabelecimentos comerciais. A loja, que também vai abrigar uma unidade do Ekoa Café - uma cafeteria com princípios sustentáveis -, contou com a parceria da decoradora Tania Bulhões.

Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos:


Fundada há 66 anos pela pedagoga Dorina Nowill, a instituição facilita a inclusão social de crianças, jovens e adultos cegos e com baixa visão, por meio de serviços gratuitos de reabilitação, educação especial, clínica de baixa visão e programa de empregabilidade. A fundação é referência na produção de livros e revistas acessíveis, nos formatos braille, falado e Daisy. Os materiais são distribuídos gratuitamente para pessoas com deficiência visual e para mais de 5 mil escolas, bibliotecas e organizações em todo o Brasil. Além de transcrever e adaptar livros, cardápios, bulas e outros materiais, realiza a audiodescrição de filmes, campanhas publicitárias e exposições. Ainda oferece treinamentos para empresas interessadas em dicas de atendimento e relacionamento com as pessoas com deficiência, bem como consultoria em acessibilidade. Para conhecer mais sobre o trabalho da fundação, acesse aqui o site.

Dona Dorina Outlet Multimarca
Rua Doutor Diogo de Faria, 558 -  Vila Clementino, São Paulo
De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h | Sábados das 10h às 14h
Aceita todos os cartões
Tel:  (11) 5087-0997  | www.donadorinaoutlet.com.br

Fonte: Caras

3 de ago. de 2012

Estudante cria vestido de noiva inclusivo

Mulher em uma cadeira de rodas na praia
Ao ver se aproximar a data em que teria de escolher um tema para seu projeto de final de curso, a estudante de design Drielli Valério de Oliveira, a Drika, 24, chegou a perder noites de sono de tanto pensar. Ela gostaria de desenvolver um projeto sobre moda, mas não queria nada banal ou sem utilidade social.

Numa dessas noites insones, veio a ideia. A estudante resolveu criar um vestido de noiva inclusivo. Um modelo que possa ser usado por mulheres de todos os tipos, inclusive as que estão acima do peso ou com algum tipo de deficiência física. A jovem não é do tipo de estudante que entrega o trabalho de conclusão de curso apenas para conseguir nota e ser aprovada. Com jeito de empreendedora, quer fazer uma apresentação brilhante e prepara surpresas para a defesa, que será em agosto.

Drika foi à luta e estudou noções de ergonometria. Também se dedicou a entender o que é acessibilidade. Na Sorri, entidade que trabalha na inclusão de pessoas com deficiência, fez um sorteio entre três cadeirantes e ganhou uma parceira, Roberta Rieni Ramos de Jesus, sua modelo para o vestido de noiva. O figurino não vai ficar apenas no papel. Com uma lista de lojas especializadas na mão, a estudante foi atrás de patrocínio e conseguiu, no primeiro lugar em que entrou, a Lauviah Noivas e Festas. Depois de pronto e apresentado, a intenção é que o vestido fique à disposição para aluguel.

Além de apresentar o vestido inclusivo na faculdade em que estuda, no Instituto de Ensino Superior de Bauru (IESB), na cidade de BauruSite externo. (SP), Drika participa do 4º Concurso Moda Inclusiva, promovido pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. Por causa das regras do concurso, não pode revelar detalhes do modelo.

Ateliê

Drika sempre gostou de moda e desenha desde criança. No quarto dos pais, uma mesa cheia de papéis e lápis coloridos é seu local de trabalho. Futuramente, ela quer construir um ateliê no quintal da casa, no Mary Dota. Na infância, a estudante gostava de ficar ao lado da tia costureira. E também criava modelos para suas bonecas.

Agora, prestes a virar profissional, comprou uma boneca vestida de noiva para fazer testes. Precisava de uma cadeira de rodas de brinquedo, não conseguiu e não teve dúvidas: criou uma com material improvisado, como pires e espetinhos de churrasco.

De uma vizinha, emprestou uma cadeira de rodas de verdade para aprimorar o estudo.  Num único projeto, Drika trabalha para apresentar algo diferente e ao mesmo tempo útil para um segmento social. Tudo o que queria alcançar nas noites sem dormir.
 
Inclusão abrange vários segmentos

Para a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, atender as necessidades desse público não se restringe a construir rampa ou garantir uma prótese. As medidas  não devem ser isoladas.
 
Modelo conta que é difícil encontrar roupas

Ninguém melhor para relatar as dificuldades para se vestir do que Roberta Rieni Ramos de Jesus, 23, que atua como modelo de Drika para a confecção do vestido de noiva inclusivo. Segundo ela, além da dificuldade de acesso às lojas ainda não adaptadas para receber pessoas com algum tipo de deficiência física, é complicado encontrar roupas adequadas.

Calça jeans, por exemplo, é quase impossível. A localização de botões e zíper é outra dificuldade encontrada. Roberta está animada com a decisão da estudante de se dedicar à moda inclusiva. “Não sei como ninguém pensou nisso antes”, diz.

Separada e mãe de dois filhos, de nove e três anos, Roberta afirma que um de seus sonhos era usar um vestido de noiva. Mesmo sem entrar na igreja, o projeto de Drika de certa forma realiza esse desejo. Ela teve um tumor na medula que a deixou paraplégica e faz tratamento para recuperar os movimentos.

Depois de apresentar o trabalho de conclusão de curso e participar do concurso, a estudante planeja desenvolver sua vida profissional como estilista de moda inclusiva. No Facebook, ela criou o grupo  Projeto Vestido de Noiva Inclusivo e usa a internet para conversar com pessoas com deficiência que ajudam na criação do vestido e de outras peças. Uma das perguntas postadas, por exemplo, é sobre as dificuldades encontradas na hora de se vestir e o que pode ser feito para minimizar essa situação.


Fonte: Diário de São Paulo