Mostrando postagens com marcador Pessoas com Mal de Parkison. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pessoas com Mal de Parkison. Mostrar todas as postagens

23 de ago. de 2016

Exame de vista pode vir a detectar Parkinson antes mesmo de primeiros sintomas





Pesquisadores de uma universidade britânica concluíram um estudo considerado animador por neurologistas: testes em ratos mostraram que um exame de vista simples pode vir a detectar a doença de Parkinson em um paciente antes mesmo de os primeiros sintomas se manifestarem. 


Segundo a professora e pesquisadora-chefe do estudo Francesca Cordeiro, da University College London, roedores que ainda não tinham nenhum sintoma da doença passaram pelo exame e apresentaram alterações no fundo dos olhos.


Ela afirmou que o método é barato e não invasivo e que "é potencialmente uma descoberta revolucionária no que diz respeito a diagnósticos rápidos e tratamento no início de uma das doenças mais debilitantes do mundo.Com isso, talvez possamos intervir muito mais cedo e tratar de uma maneira mais eficiente pessoas com essa doença devastadora."


Atualmente, não há exames de imagem ou de sangue que concluam um diagnóstico de Parkinson. 

Passo significante

 

Arthur Roach, diretor de pesquisa da ONG Parkison's UK, disse que há uma 


"necessidade urgente de um método simples e preciso para se detectar essa doença, principalmente nos primeiros estágios. Apesar de a pesquisa ainda estar em seu estágio inicial e precisar ser testada em pessoas com Parkinson, um testes simples e não invasivo, exatamente como um exame de vista, poderia ser um passo significativo no tratamento da doença."


Os pesquisadores disseram ainda que o método pode ser usado também para avaliar como os pacientes estão respondendo ao tratamento. O estudo foi divulgado na publicação Acta Neuropathologica Communications.


Os sintomas de Parkinson - que incluem tremores, rigidez muscular, lentidão nos movimentos e qualidade de vida prejudicada - geralmente surgem após as células cerebrais já terem sido danificadas. 



Fonte:  BBC BRASIL



5 de mai. de 2015

Óculos de realidade virtual ajudam pessoas com Mal de Parkinson a andar

Foto de Pietro com os óculos
No Hospital das Clínicas de São Paulo (HC-FMUSP), um grupo de pacientes com mal de Parkinson conseguiu avanços para voltar a andar com agilidade e segurança graças ao uso de óculos de realidade virtual em sessões de fisioterapia.


O paciente Pietro Azzolini, de 68 anos, já não se desequilibra ao andar na rua. 


Ele foi diagnosticado com a doença há 12 anos. “Depois do tratamento, senti mais firmeza e mais segurança para andar”, diz. 


“O Parkinson de modo geral não tem cura, mas esse tipo de equipamento, que muita gente nem sabe que existe, pode melhorar muito o desempenho das pessoas.”


Segundo a fisioterapeuta Carolina Souza, do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP,  os óculos são especialmente eficazes para tratar um sintoma comum em pacientes com Parkinson em estágio 3 (ao todo, a doença tem 5 estágios): o “freezing”, ou “congelamento”.


O congelamento ocorre quando o paciente começa a andar com passos cada vez menores até parar ou cair. Isso normalmente acontece logo quando ele começa a andar, quando está diante de um obstáculo ou quando tem que mudar de direção.


Carolina conta que, em um grupo de 18 pacientes graves, com doença em estágio 3 ou 4, que começaram a treinar com os óculos na instituição, todos experimentaram uma melhora da marcha e uma diminuição dos episódios de "freezing".

 

Caminho cerebral alternativo



Quando está usando os óculos, o paciente vê um caminho quadriculado em 3D. Um sensor de movimento detecta quando o paciente começa a andar e o caminho quadriculado se movimenta como uma esteira. 


A pessoa também ouve sons que ajudam a ritmar as passadas. Ao coordenar os passos com o quadriculado virtual, o paciente consegue mais equilíbrio.


A fisioterapeuta explica que o Parkinson afeta a região do cérebro responsável pelos movimentos automáticos, como o andar. O que os óculos fazem é estimular que ele adote um caminho cerebral alternativo, mais consciente, para caminhar.


“Ele faz com que o paciente consiga desenvolver outras vias cerebrais, que estão alteradas por conta da doença, e com isso consegue ter uma marcha mais perto da fisiológica”, diz o neurocirurgião Erich Fonoff, do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP.


Tratamentos complementares

 

Não existe nenhum tratamento definitivo para o Parkinson. Até hoje, o que a medicina conseguiu foram várias estratégias que se complementam para inibir a progressão da doença e dar uma qualidade de vida melhor aos pacientes.


O tratamento com remédios visa basicamente à reposição da dopamina, hormônio que está em falta em quem tem Parkinson, já que a doença leva à morte dos neurônios dopaminérgicos. 


Há também um tratamento cirúrgico em que um eletrodo implantado no cérebro promove estímulos elétricos que ajudam o paciente a ter maior controle sobre seus movimentos.


Outra parte essencial do tratamento de Parkinson é a fisioterapia. E é aí que entram os óculos de realidade virtual. Chamado GaitAid, o equipamento foi desenvolvido por uma empresa israelense e custa no Brasil cerca de R$ 15 mil. 


Depois de um treinamento apropriado, o paciente poderia usá-lo em casa. Porém o valor ainda torna a tecnologia inacessível a muitos pacientes. Segundo Carolina, o HC-FMUSP é uma das únicas instituições no país a oferecer fisioterapia com o equipamento.






13 de abr. de 2015

Doença de Parkinson afeta mais de 200 mil brasileiros, mas há tratamento para redução dos sintomas


 


No dia 11 deste mês é celebrado o Dia Mundial do Parkinson, para lembrarmos da importância do diagnóstico e tratamento precoce desta doença neurodegenerativa e incapacitante que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), acomete cerca de 100 a 200 pessoas por 100 mil habitantes acima de 40 anos, ou aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos. Só no Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas sejam portadoras da Doença de Parkinson.


Para a Dra. Lorena Broseghini Barcelos, neurologista especialista em Distúrbios do Movimento do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, poucas pessoas sabem que a doença tem um tratamento eficaz para diminuição dos sintomas, como os conhecidos tremores e a rigidez do corpo.


Com maior prevalência a partir dos 65 anos, quando o envelhecimento dos neurônios torna-se mais acentuado, a Doença de Parkinson ocorre em consequência de uma deficiência na produção de dopamina cerebral, neurotransmissor produzido pela região do cérebro chamada “substância negra”, responsável principalmente pelo controle dos movimentos do corpo, humor, emoções, cognição, sono e memória.


Essa doença neurodegenerativa é caracterizada clinicamente pela presença de tremor, rigidez, lentidão dos movimentos e alteração do equilíbrio postural. A doença acomete no início um lado do corpo, geralmente braços e pernas que, posteriormente, progride para o outro lado. 


Também é bastante comum a presença de sintomas não motores, como a redução do olfato, alterações urinárias, distúrbios do sono, depressão, ansiedade, fadiga, constipação e dificuldade de concentração e memória. “Que estão entre as outras características da Doença de Parkinson”, explica a Dra. Lorena.


Embora a maioria dos casos seja de causa desconhecida, existe o Parkinson de origem genética com crescentes evidências e descobertas de novos genes, particularmente quando a idade de início dos sintomas é menor do que 50 anos. 


As exposições a algumas substâncias químicas, como os agrotóxicos, estão entre os fatores de risco para a doença.


O diagnóstico é essencialmente clínico, por meio de avaliação de um neurologista. Inicialmente, o tratamento se dá com medicamentos para controle dos sintomas motores e não motores, associado à realização de atividade física e fisioterapia motora.


Em alguns casos, informa a especialista em Distúrbios do Movimento, a cirurgia de estimulação cerebral profunda pode ser indicada. 


Essa opção terapêutica é recomendada, em geral, após cinco anos do início da doença em pacientes que não respondem ao tratamento com medicamentos e que não apresentam alterações cognitivas e psiquiátricas. 


Neste procedimento, o neurocirurgião realiza o implante de um eletrodo na região responsável pelo circuito cerebral que controla o tremor, rigidez e lentidão dos movimentos. 


No pós-operatório, após algumas semanas, o neurologista acompanha o paciente ambulatorialmente, programando o eletrodo implantado e ajustando o tratamento com medicamentos, explica a Dra. Lorena.


Sobre o Hospital 9 de Julho: 



Fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho tornou-se referência em medicina de alta complexidade e tem focado seus investimentos no atendimento a traumas (incluindo médicos especializados em queimados) e nos Centros de Referência: Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional; Rim e Diabetes; Oncologia; Gastroenterologia; Controle de Peso, Cirurgia Metabólica e Bariátrica; Trauma ; Infusão, Medicina do Exercício e do Esporte; Reabilitação; Clínica da Mulher e Longevidade.


Com cerca de dois mil colaboradores e quatro mil médicos cadastrados, o complexo hospitalar possui 318 leitos, sendo 78 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, especialistas em procedimentos de alta complexidade, além de um Centro Cirúrgico com capacidade para até 14 cirurgias simultâneas.



Fonte:  Comunique-se  /  Rede Saci



28 de nov. de 2014

Google cria colher para ajudar pacientes com Parkinson a comer

Foto de uma mão segurando uma colher


Uma startup de São Francisco (Estados Unidos) chamada Lift Labs, adquirida recentemente pelo Google, criou a Liftware Spoon, uma colher com um adaptador que permite pessoas com doenças que causam tremor, como a doença de Parkinson, a comer normalmente, sem derramar a comida.


O produto possui no cabo um sensor que identifica o tremor e aciona na sequência um sistema estabilizador que mantém a comida no lugar quando a mão da pessoa está tremendo. 


A importância do feito conquistado pela startup fica clara quando se assiste ao vídeo de apresentação do produto, bastante emocionante.


A startup agora integra o Google X, uma divisão secreta do Google dedicada a avanços tecnológicos de ponta.


O Google afirma que o dispositivo reduz em 76% a queda de alimentos e que a tecnologia pode ser adaptada para outros utensílios usados por pessoas com doenças que causam tremores no dia a dia.  O produto já está à venda no site da startup Lift Lab por US$ 295.


O interesse do Google na área é relacionado não só ao investimento cada vez maior da empresa em soluções na área da saúde. A mãe do cofundador Sergey Brin foi diagnosticada com a doença de Parkinson em 2009.


Veja o vídeo abaixo que mostra o funcionamento da colher:

 





 Fonte: Estadão