26 de nov. de 2012

Gusttavo Lima se emociona ao cantar com deficiente visual

Gusttavo Lima está no palco com Jonathan Girotto
O cantor Gusttavo Lima se emocionou durante o show que fazia em Passo Fundo (RS), no último domingo (25).

Durante suas apresentações, o cantor criou um momento chamado Boteco do Gusttavo, onde recebe seus músicos ao redor de uma mesa de bar. 

Dessa vez, ele convidou ao palco o cantor Jonathan Girotto, para participar do boteco. O jovem, que tem apenas 19 anos, é deficiente visual, nasceu na cidade de Cruz Alta (RS) e canta desde pequeno.

Jonathan cantou as músicas Refém, sozinho, e Amor de Primavera, junto com Gusttavo.

Incentivando o trabalho do jovem, Gusttavo declarou: "Você canta muito e é um exemplo para todo mundo. Temos que correr atrás dos nossos sonhos e não desistir nunca". Concordando com o ídolo, a plateia incentivou o jovem Jonathan com uma longa salva de palmas.

25 de nov. de 2012

Atriz sofre lesão cerebral após cirurgia para colocar silicone.

Em 2007, a atriz Ana Lígia Logato sofreu lesão cerebral devido a complicações durante uma cirurgia de implante de silicone. Mãe fala do drama vivido pela família, que tenta uma indenização do hospital.


24 de nov. de 2012

Projeto leva surf e body boarding para pessoas com deficiência

prancha de surf
Utilizar o surf como instrumento de inclusão social e atividades lúdicas.

É com essa filosofia que o projeto Estrelas do Mar, realizado todos os sábados no Bar Abrolhos, em Aracaju (SE), leva aulas de body boarding para crianças, adolescentes e adultos com deficiência.

Criado em 2011, o projeto é uma homenagem ao surfista profissional Ailtinho ‘Kostela’, assassinado depois de tentar impedir um assalto à uma criança. 

“Ele tinha um sonho de dar aulas para as crianças em situação de risco. Então resolvemos fazer esta homenagem pra ele. Começamos com oito crianças oriundas da Apae e hoje nós temos 54 alunos cadastrados, sendo que 34 possuem deficiência”, conta o coordenador e fundador do projeto, Byron Silva.

Atualmente, o projeto conta com 22 voluntários entre professores de educação física, instrutores, pedagogos, psicólogos e fonoaudiólogos. 

“As pedagogas são especialistas em educação inclusiva. Elas preparam a parte pedagógica e interativa, ou seja, alunos com ou sem deficiência fazem a mesma atividade lúdica e de integração e depois partem para a atividade na água”, explica o coordenador.

Além dos voluntários, o projeto conta com o apoio dos pais de alunos e parceria da Waves Escola de Bodyboarding e do Governo do Estado que oferece o ônibus para o transporte dos alunos. “Na verdade, a gente se mantém com recursos próprios, doações de voluntários e dos pais que trazem os lanches e o protetores solares”, revela.

Benefícios

Os benefícios trazidos pelo projeto alegram organizadores, voluntários e pais de alunos. ‘A cognição deles aumenta muito, há um desenvolvimento motor e ainda tem a questão da sociabilização. Eles passam a se sentir mais seguros para brincar com outras crianças e isso é notado por todos os pais que frequentemente relatam estas melhorias”, diz Byron Silva.

A aposentada Marieta Martins traz seu filho de 27 anos ao projeto desde o início das aulas. “Isto é tudo que eles precisam. As crianças desenvolvem muito e isso é uma coisa fabulosa. 

Apesar de meu filho ser quieto e introvertido, a gente nota que ele gosta muito, ele não perde uma aula, faz questão de acordar cedo para vir às aulas e se desenvolveu bastante”, detalha Marieta.

O filho de Laudicélia Santos tem nove anos e também é daqueles que não perdem nenhuma aula do projeto. 

“Meu filho se adaptou bem. Eu já procurava um esporte para eles e quando surgiu esse projeto, eu aproveite a oportunidade. O comportamento dele mudou, já que ele é hiper ativo e aqui gastar as energias”, explica.

Byron Silva faz questão de falar de sua alegria em integrar o projeto. “É uma satisfação muito grande saber que você pode proporcionar bem estar para as pessoas.

 Nós recebemos e damos muito carinho, aprendemos a valorizar a vida. Companheirismo e solidariedade são valores que ficam evidência entre nós. Crescemos como pessoa e valorizamos o ser humano”, opina.
 
Estrelas do Mar

Segundo Byron Silva, o nome do projeto tem a influência especial de um conto. “Um escritor e um pescador andavam a beira da praia quando viram uma estrela do mar queimando ao sol. 

O escritor viu que o pescador jogava de volta ao mar estrelas que estavam ao sol e perguntou o qual o motivo que o levava a fazer aquilo, sabendo que não conseguiria devolver todas à tempo. 

O pescador então respondeu que estava fazendo a parte dele. Aquelas que ele pudesse devolver a vida, ele devolveria. Ele faria sua parte, tudo o que podia, mesmo sabendo que não poderia fazer por todos”, conta o fundador.

Teatro Internacional de Bonecos chega a Salvador, com audiodescrição e libras

Boneco
Depois de quatro anos, o maior festival de teatro de bonecos do País volta a Salvador, agora na versão internacional: Sesi Bonecos do Mundo. 

A primeira edição do projeto na capital baiana encantará crianças e adultos com dez espetáculos inéditos de grupos dos Estados Unidos, Peru, Brasil, Japão, Itália e Rússia. 

Ao todo, são mais de 20 apresentações, em cinco dias de festival, que acontece gratuitamente no Teatro Jorge Amado, de 21 a 23 de novembro, e no Jardim de Alá, nos dias 24 e 25.

Idealizado pela diretora de Criação da Aliança Comunicação e Cultura, Lina Rosa Vieira, também curadora do festival, o Sesi Bonecos (que existe nas versões Brasil e Mundo) foi criado em 2004 e já percorreu os 27 estados brasileiros, totalizando um público de 1,8 milhão de pessoas.

É a primeira vez do Sesi Bonecos do Mundo em Salvador, cidade que já recebeu duas edições do Sesi Bonecos do Brasil, em 2004 e 2008, com público de 70 mil espectadores.

As montagens sempre prezam pela democratização do acesso à cultura. Além de gratuitos, todos os espetáculos do Jardim de Alá contarão com audiodescrição e tradução simultânea em libras. 

A programação completa, fotos, vídeos e outras informações podem ser conferidos no site www.sesibonecos.com.br.


Venda de guirlandas ajuda pessoas com deficiência em Mogi das Cruzes

Guirlanda
Símbolo de paz, prosperidade, evolução e recomeço, a guirlanda de natal é um item bastante comum nas decorações natalinas. 

Anterior ao cristianismo, o adorno sempre foi usado para passar mensagens de boas-vindas ao visitante.

 Unindo estes significados positivos a ações de solidariedade, a ONG Trabalho de Apoio ao Deficiente (Tradef) inaugurou a sua 6ª Exposição Guirlanda Solidária no Shopping de Mogi das Cruzes.

Trinta e oito artistas plásticos do Alto Tietê desenvolveram guirlandas de natal que estão à venda no shopping até o dia 25 de novembro. 
  
Os preços variam entre R$ 50 e R$ 150, e todo o dinheiro arrecadado vai para os projetos desenvolvidos pela Tradef. Nas edições passadas, a organização conseguiu reformar e adequar os espaços onde são realizados os atendimentos às pessoas com deficiência.
Sobre a Tradef

Criada em 1988, a Tradef é uma Organização Não-Governamental que atende diversos tipos de deficiências. Mais de 200 pessoas que são moradoras do Alto Tietê são atendidas pela instituição que é gerenciada pela Presidente da Tradef, Iêda Tereza Boucault.

Exposição Guirlandas Solidárias

Até 25 de novembro, no Shopping de Mogi das Cruzes.
Horário
: de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h.
Endereço
: Avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, 1001, no Socorro.

22 de nov. de 2012

Seis estados aderem ao programa de qualificação para pessoas com deficiência do Pronatec

Diploma está sobre teclado de notebook
Seis estados aderiram nesta terça-feira (20), em Brasília, ao Bolsa-formação, do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

 A solenidade de adesão ocorreu durante reunião de capacitação sobre o programa, realizado pela Secretaria de Diretos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). 

Com a assinatura, Amazonas, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Tocantins passarão a contar com diversos cursos de formação profissional em diversas áreas para as pessoas com deficiência.

Por meio do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, o Pronatec vai disponibilizar 150 mil vagas de bolsa-formação, até 2014, exclusivamente para o segmento.

Durante o evento, o secretário Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência (SNPD), Antonio José Ferreira, explicou as ações que serão empreendidas para alcançar as metas do programa. 

 “É um desafio que precisamos superar, viabilizando através do Pronatec o acesso da pessoa com deficiência ao mercado de trabalho”, afirma. A secretária-Executiva da SDH/PR, Patrícia Barcelos, também esteve presente no evento.

Formação – O Bolsa-formação, do Pronatec, oferece cursos de educação profissional a estudantes, trabalhadores, pessoas com deficiência e beneficiários dos programas federais de transferência de renda.

Secretário diz que pessoas com deficiência devem trabalhar

Mãos se cumprimentam e, ao fundo, pessoas olham
Mostrar às pessoas com deficiência a importância de entrar no mercado de trabalho foi um dos desafios destacados hoje (19) pelo secretário de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Antonio José do Nascimento Ferreira, no 2º Encontro Nacional do Programa de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social à Qualificação Profissional e ao Mundo do Trabalho (BPC Trabalho).

De acordo com ele, a ideia de que pessoas com deficiência não devem trabalhar, mas receber benefícios, tem de ser superada. "Temos de fazer essas pessoas entenderem que podem entrar no mundo do trabalho, ter autonomia, ser protagonistas e contribuir para o país. 

Por que a pessoa com deficiência não pode trabalhar, só ficar em casa recebendo benefício? Essa é a visão que grande parte da sociedade tem."

No encontro, foram feitas avaliações sobre os obstáculos à implementação do programa, criado em agosto de 2012, que está em fase de experimentação em alguns municípios como São Paulo, Belém, Campo Grande, Fortaleza, Porto Alegre e Teresina.

O BPC Trabalho é um programa de medidas de capacitação da mão de obra de pessoas com deficiência entre 16 e 45 anos beneficiárias do Beneficio de Prestação Continuada (BPC) com dificuldade de acesso ao mercado de trabalho. Até março de 2012, o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome registrou 3,6 milhões de pessoas beneficiárias do BPC, das quais 1,9 milhão tem deficiência.

Atualmente, recebem o BPC – no valor de um salário mínimo (R$ 622) por mês – idosos e pessoas com deficiência, de qualquer idade.

Para ter acesso ao benefício, a pessoa ainda tem de comprovar não ter meios para garantir o próprio sustento e renda mensal familiar inferior a um quarto do salário mínimo –cerca de R$ 155.

A proposta do BPC Trabalho é viabilizar que a pessoa continue recebendo o BPC enquanto estiver se qualificando para entrar no mercado.

No caso de contratação para aprendizagem, o benefício deve continuar sendo pago por até dois anos. Se a pessoa perder o emprego em qualquer momento, pode voltar a receber o benefício cessado anteriormente devido a contrato de trabalho, independentemente do motivo do fim do vínculo empregatício.

Segundo a diretora do Departamento de Benefícios Assistenciais da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social, Maria José de Freitas, não basta proporcionar a entrada das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho, mas é preciso ampliar as condições de acesso e de permanência no emprego.

"Não podemos vislumbrar somente o emprego, mas possibilitar que essas pessoas façam parte do mundo social, se sentir um ser útil."

De acordo com a diretora, a oferta e a promoção de serviços adequados, a capacitação de profissionais para lidar com deficiências e a acessibilidade dos espaços físicos são iniciativas que podem viabilizar a implementação do BPC Trabalho. Maria José ainda enfatizou que devem ser formatadas propostas normativas que adequem o recebimento do BPC à renda do trabalho ou da aprendizagem – possivelmente, aumentando o teto permitido para receber o benefício.

A coordenadora-geral de Desenvolvimento e Monitoramento de Programas Educacionais e Tecnológicos da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Nilva Schroeder, explicou que as ações do BPC Trabalho têm de ser voltadas ao êxito, pois qualificação não é sinônimo de empregabilidade.

"As pessoas das quais estamos falando têm histórico de educação precarizada. Se não criamos as condições, teremos um histórico de frustração, tanto para o sujeito quanto para nós, que não veremos os resultados das nossas ações. Tem de ser feita uma inserção socioprofissional", informou Nilva
.