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13 de mar. de 2013

Magazine Luiza contrata pessoas com deficiência nos 16 Estados em que atua

Pessoas com deficiência que queiram ingressar no mercado de trabalho pode procurar uma das lojas do Magazine Luiza/Lojas Maia, que está oferecendo 800 vagas em todas as suas unidades distribuídas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão.

As vagas são para cargos em lojas, escritórios e centros de distribuição. Os principais requisitos são o comprometimento e a vontade de trabalhar. Os candidatos serão entrevistados para que seja identificado o potencial de cada um para as vagas disponíveis.

Quem estiver com a documentação em dia, inclusive laudo médico, e tiver o perfil, mas não possuir formação técnica para o cargo que estiver apto a assumir, será contratado e encaminhado para capacitação, conforme a política da empresa.

As características de cada tipo de deficiência serão respeitadas, e a empresa possibilitará que cada um exerça sua competência de forma a não expor a pessoa a riscos desnecessários.

“Estamos adquirindo a licença do software leitor para que o colaborador cego, por exemplo, exerça funções administrativas e de atendimento telefônico”, explica Ivone Santana, responsável pelo Programa de Inclusão no Magazine Luiza.

De acordo com ela, todas as vagas abertas, incluindo as especializadas e de liderança, podem ser ocupadas por pessoas com deficiência se elas preencherem os requisitos necessários.

Inscrições

Os interessados em fazer parte do processo seletivo devem se cadastrar no site www.magazineluiza.com.br, por meio do link “Trabalhe Conosco”. Lá estarão dispostas as vagas com os respectivos cargos e localidades.

Por entender que esse perfil de colaborador precisa de cuidados mais frequentes com a sade, o Magazine Luiza oferece pagamento integral do plano de saúde da empresa, além de assistência odontológica, vale-transporte, vale-alimentação ou refeição, entre outros benefícios especiais como Bolsa de Estudos, Cheque-Mãe (para mães com filhos de até 11 anos de idade) e Cheque Educação Especial (para pais e mães que têm filhos com deficiência, independentemente da idade).

19 de fev. de 2013

200 pessoas com deficiência estão trabalhando no Norte de Minas Gerais

Carteira de trabalho
Superação. Palavra que define os esforços de Ana Paula Soares. Ela tem 27 anos, é surda, e há quatro meses, trabalha como auxiliar de serviços gerais, em um colégio em Montes Claros (MG).

Segundo dados da Associação das Pessoas com Deficiência de Montes Claros (Ademoc), cerca de 20% da população, de 360 mil habitantes da cidade, têm algum tipo de deficiência. 

 A insituição tem um banco de currículos com 540 incritos, dos quais 200 estão empregados no Norte de MG. Os principais postos ocupados são nos setores administrativo e de atendimento.

Ana Paula conta com a ajuda da colega de trabalho, Fernanda Larissa Fonseca, para se comunicar. 

Segundo ela, a principal dificuldade em arrumar um emprego está relacionada a comunicação, já que poucas pessoas dominam a Língua Brasileira dos Sinais (Libras).
 

Fernanda, que aprendeu Libras por influência da irmã, que tem pós-graduação na área, conta que a amiga diz fica confiante em saber que no local de trabalho há alguém que a entenda. "É gratificante poder ajudá-la, no dia em que estava havendo a entrevista para a seleção, eu interpretei o que ela dizia."
 

No colégio em que Ana Paula trabalha há três vagas abertas para profissionais com deficiências. O diretor afirma que está tendo dificuldades para preenchê-las. "A qualificação é o principal obstáculo, além disso, a demanda por estes profissionais está crescente, devido às lei trabalhista que exige um percentual de funcionários com necessidades especiais."

Viviane Martins é cadeirante e há sete anos trabalha com telefonista em uma faculdade em Montes Claros. Para garantir a vaga, Viviane fez cursos na área de atendimento e administração.

"A possibilidade de trabalhar é extremamente importante para mim. As dificuldades maiores que encontrei ao longo da vida profissional foram a acessibilidade e aceitação."
 

A empresa em que Viviane trabalha tem 14 funcionários que apresentam algum tipo de deficiência. As vagas são preenchidas por meio de um banco de currículos. A responsável pela área de recursos humanos, Rejane Vieira, diz que a empresa se prepara para receber os funcionários com deficiências.
 

"Fizemos modificações na nossa estrutura física prezando pela acessibilidade, o local onde os funcionários com deficiências trabalham é diferenciado. Além disso, preparamos os outros funcionários para saberem como lidar com a situação."
 
O que diz a Lei
 
A legislação brasileira prevê por meio da Lei de Cotas 8.213/91, a obrigatoriedade de que empresa com 100 ou mais empregados reservem uma parcela das vagas para pessoas com deficiências.

Montes Claros é a maior cidade do Norte de Minas, com população estimada de 360 mil habitantes, segundo dados do IBGE. Informações da Ademoc apontam que 20% destas pessoas têm alguma deficiência.

Vadeir Soares, responsável pelo banco de empregos Ademoc, diz que a Associação realiza, em conjunto com o Ministério do Trabalho, visitas às empresas e fiscalizações para ver se a legislação está sendo cumprida. Ele fala sobre o que ainda é preciso ser feito por parte das empresas e dos candidatos às vagas.

"As empresas precisam melhorar as condições de trabalho, principalmente a acessibilidade. E as pessoas com deficiência precisam buscar por qualificação para enfrentar as demandas do mercado. As duas partes precisam se preparar", afirma Valdeir Soares.

 

A Ademoc fica na rua Botafogo, 585, Maracanã. Mais informações pelos (38) 3214-8130 / (38) 3214-9422. No site da Associação é possível ter acesso à Cartilha da Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho.

18 de fev. de 2013

Empresas podem ter redução de IR para contratar pessoas com deficiência

Mão segura carteira de trabalho

A legislação do imposto de renda poderá ser modificada para incentivar a contratação de trabalhadores com deficiência. 

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) já está pronta para votar substitutivo a projeto de lei (PLS 391/2012) do senador Mário Couto (PSDB-PA) que reduz a alíquota deste tributo para as empresas que destinarem pelo menos 10% de suas vagas a pessoas com deficiência.

Quem mantiver esse quantitativo mínimo terá a alíquota do IR reduzida em 2%. Na justificação do projeto, Mário Couto explica que resolveu propor esse benefício para facilitar o cumprimento da "reserva legal" de cargos para pessoas com deficiência estabelecido pela Lei nº 8.213/1991, que regula os planos de benefícios da Previdência Social.

 
Esta norma obriga as empresas com 100 ou mais empregados a preencher de 2% a 5% de suas vagas com profissionais reabilitados ou com deficiência. Cabe ao Ministério do Trabalho fiscalizar o cumprimento desta exigência.


"As empresas enfrentam dificuldades quase intransponíveis para seguir tal comando, ao passo que, caso a exigência legal fosse transformada em incentivos fiscais, o efeito de integração social seria obtido sem dar lugar aos diversos problemas que as empresas têm de enfrentar para cumprir as exigências da "lei de cotas", considerou Mário Couto.

 

O relator da matéria, senador Paulo Paim (PT-RS), também reconheceu as dificuldades enfrentadas para a contratação de empregados com deficiência. 

Assim como o autor do PLS 391/2012, ele considera mais produtivo criar incentivos econômicos para estimular o ingresso desses profissionais no mercado de trabalho do que simplesmente punir as empresas que não estejam seguindo essa política de cotas.
 

Segundo observou Paim, a intenção é fazer com que o empresário cogite a empregabilidade desses profissionais como algo lucrativo, e não como uma constante fonte de multas aplicadas pela legislação trabalhista.

Após passar pela CDH, o PLS 391/2012 vai ser votado em decisão terminativa pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Emprega São Paulo / Mais Emprego tem 501 vagas para pessoas com deficiência na Grande São Paulo

 

 O programa Emprega São Paulo/Mais Emprego, agência de empregos pública e gratuita gerenciada pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT), em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), oferece nesta semana 501 postos de trabalho na Grande São Paulo.

Para o preenchimento das vagas, exigências de escolaridade e experiência variam de acordo com a área de atuação e com a empresa. As oportunidades são para ajudante de produção, operador de caixa e alimentador de linha de produção, nas cidades de Várzea Paulista, Jundiaí e Cotia.


Para ter acesso às vagas, basta acessar o site www.empregasaopaulo.sp.gov.br, criar login, senha e informar os dados solicitados. Outra opção é comparecer a um Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) com RG, CPF, PIS e Carteira de Trabalho.

Em Recife (PE), Parque Dona Lindu traz recursos de acessibilidade

Parque Dona Lindu
Boa Viagem, área nobre do Recife, onde estão concentrados os principais hotéis da cidade e a praia, agora conta com um espaço de lazer e cultura imperdível: o Parque dona Lindu, com o Teatro Luiz Mendonça e a galeria Janete Costa.
O equipamento tem projeto arquitetônico assinado pelo renomado Oscar Niemeyer. E mais: uma quadra poliesportiva, uma pista de skate única no norte e nordeste no formato bowl, uma pista de cooper e um parque infantil.

O Parque dona Lindu homenageia a mãe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um resgate afetivo das mulheres de fibra nordestina que precisaram emigrar com a família em busca de novas oportunidades. na frente do Parque, destaque para uma peça que retrata Dona Lindu com seus filhos ainda crianças.

Recentemente, parte da área externa passou por uma grafitagem no mural e na pista de skate.

O Teatro Luiz Mendonça, que integra os atrativos do dona Lindu e homenageia o diretor teatral e ator pernambucano de mesmo nome, foi concebido para ser um moderno teatro coberto, capaz de abrigar peças e espetáculos com alta qualidade de som, iluminação e palco. O espaço tem 587 lugares e palco reversível para a esplanada. Com isso, podem ser realizados grandes shows ao ar livre.

Já a galeria, que homenageia a arquiteta e designer pernambucana Janete Costa, conta com uma sala principal no térreo e um mezanino. Por ter um pé direito duplo, o espaço consegue abrigar peças de grandes dimensões.

Todos os espaços prezam pela acessibilidade para pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção. A entrada do teatro Luiz Mendonça tem rampa, assim como o acesso ao foyer e aos camarins. Há ainda cabines de acessibilidade comunicacional para que profissionais especializados façam a audiodescrição dos espetáculos para deficientes visuais. 

O teatro tem ainda cadeiras para pessoas obesas e espaço para cadeirantes. Na galeria Janete costa há um elevador com acesso ao pavimento superior.

Exposição apresenta cenas da vida de pessoas com deficiência em São Paulo (SP)

Ilustração com máquina fotográfica analógica

O namoro no banquinho ao pôr do sol, o casamento, uma conversa na rua. Essas são algumas das cenas da exposição Vidas em Cenas, que retrata momentos da vida de pessoas com deficiência e pode ser vista até o dia 31 de março no Memorial da Inclusão, zona oeste de São Paulo (SP). 

“As pessoas ditas normais olham para a pessoa deficiente com dó, como se não pudesse casar, não pudesse ser feliz”, destaca a modelo e atriz Priscila Menucci, uma das retratadas na exposição.

A foto favorita de Priscila não é, no entanto, a sua própria, posando ao lado de manequins. Ela gosta muito da imagem que mostra o casamento de uma cadeirante. Para ela, uma comprovação para quem ainda duvida da felicidade das pessoas com deficiência. O riso permeia até o trabalho da atriz, que prefere atuar em comédias, seja no teatro ou na TV. “Prefiro o humor, chorar todo mundo sabe fazer”, diz a artista que tem nanismo.

A curadora do Memorial da Inclusão, Elza Ambrósio, explica que as 12 fotos fazem uma espécie de linha do tempo da pessoa com deficiência. “Desde muito cedo, criança, passando pela adolescência, vida adulta, escola, na vida profissional, namoro, casamento até velhice”, explica.

A exposição temporária é, segundo Elza, uma forma de receber o trabalho de outras pessoas que também se esforçam em prol dos direitos das pessoas com deficiência. “A ideia central do Memorial da Inclusão é falar do movimento social da pessoa com deficiência”, ressalta.

A curadora acrescenta ainda que tanto a exposição fotográfica, quanto a exposição permanente, que apresenta as conquistas dos deficientes no Brasil, podem ser apreciadas por qualquer pessoa. “Trabalhamos com desenho universal. 

Todas as pessoas que chegam neste espaço tem mobilidade. Se entra uma pessoa cega e que apreciar todos os painéis, ela pode ir sozinha, porque tem o piso tátil”, exemplifica. Além de serem de altura apropriada para cadeirantes, os painéis do memorial contam com audiodescrição e textos em braile.


Foto: Jonathan Kitchen / Getty Images

Caravana da Inclusão excursará por dez cidades do interior paulista

Logotipo da Caravana da Inclusão

A partir de 22 de março acontece a quarta edição da Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania. E neste ano, a iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com a União dos Vereadores do Estado de São Paulo (UVESP), será realizada em dez cidades do interior paulista.

A Caravana, que consiste em uma série de encontros regionais, com objetivo de conscientizar os participantes sobre os direitos das pessoas com deficiência, terá sua primeira parada no município de Bebedouro.


O evento é aberto ao público e as inscrições, gratuitas, podem ser realizadas na abertura de cada evento. Confira o calendário da Caravana da Inclusão:


Bebedouro - 22 de março 
Votuporanga - 12 de abril
Itú - 26 de abril  
Lins - 17 de maio
Araçatuba - 21 de junho
Registro - 09 de agosto  
Porto Ferreira - 13 de setembro  
Lorena - 18 de outubro
Dracena - 22 de novembro  
Campinas - 13 de dezembro

Projeto estende isenção tributária a livros e publicações em formato digital

Foto de um livro usando fone de ouvido

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4534/12, do Senado, que altera a Política Nacional do 
Livro (PNL – Lei 10.753/03) para conceder isenção de impostos e de tarifas alfandegárias a livros publicados em formato digital, magnético ou ótico e a produtos convertidos em formato digital que sejam equiparados a livros. 

Atualmente, a PNL só concede isenção aos livros em meio digital destinados ao uso exclusivo de pessoas com deficiência visual.

Autor da proposta, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) afirma que o objetivo maior é ampliar o acesso a leitura. “Não cabe mais neste mundo globalizado e multimídia definir-se livro tão somente como ‘publicação de textos escritos em fichas ou folhas’”, sustenta o senador.

Atualmente, além dos livros, algumas publicações impressas já têm direito a isenção por serem equiparadas a eles. No entanto, o projeto também equipara aos livros os seguintes produtos impressos em braille ou convertidos em formato digital, magnético ou ótico:

– fascículos, publicações de qualquer natureza que representem parte de livro;
– materiais avulsos relacionados com o livro;
– roteiros de leitura para controle e estudo de literatura ou de obras didáticas;
– álbuns para colorir, pintar, recortar ou armar;
– atlas geográficos, históricos, anatômicos, mapas e cartogramas;
– textos derivados de livro ou originais, produzidos por editores, mediante contrato de edição celebrado com o autor; 
 – periódicos e matérias avulsas ou artigos autorais, originários de periódicos.

Gurgacz argumenta que existem hoje no mundo mais de 2 milhões de aparelhos para leitura de publicações em formato digital, e que esses equipamentos podem baratear o acesso à leitura. “A diferença de preço varia de 15% a mais de 100% a favor dos e-books”, explica ele, citando como exemplo a compra de um livro digital em uma loja no exterior.
 
E-readers
 
O projeto concede isenção tributária ainda aos equipamentos cuja função exclusiva ou primordial seja a leitura de textos em formato digital ou a audição de textos em formato magnético ou ótico, estes apenas para o acesso de deficientes visuais.

A Constituição proíbe União, estados, municípios e Distrito Federal de instituírem impostos sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à respectiva impressão. Já a PNL assegura isenção tributária para a importação de livros em língua estrangeira ou portuguesa.
 
Tramitação
 
O projeto será analisado de forma conclusiva e em regime de prioridade pelas comissões de Educação e Cultura; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Cresce movimentação para garantir inclusão de pessoas com deficiência nas empresas

Mão segura carteira de trabalho
A articulação de uma rede para compartilhar informações e ações voltadas à inclusão de pessoas com deficiência é uma das resoluções do encontro entre autoridades, ativistas da luta pela inclusão e representantes de empresas e escolas realizado na quarta-feira, 6, na Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão (SDTI) de Osasco.

A conclusão partiu da carência de uma base de dados sobre a inclusão e de informações sobre a qualidade da inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O problema foi apontado pela SDTI, Gerência Regional do Trabalho e Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho.
 
Ano ibero-americano - Tais informações subsidiarão as ações pela inclusão, neste que é o ano ibero-americano para a Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho. “A gente percebe que é possível fazer muita coisa pensando em rede para potencializar nossas ações”, explicou o coordenador do Espaço da Cidadania, Carlos Aparício Clemente.

A existência de base de dados é importante, por exemplo, para colocar abaixo antigos mitos, como o da insuficiência escolar desses brasileiros. No estado de São Paulo há com idade de trabalhar 2,6 milhões de pessoas com deficiência com ensino médio ou superior completo e na região de Osasco há 163 mil pessoas com esta escolaridade, número três vezes maior que o de analfabetos com o mesmo perfil, como demonstrou o Censo 2010 elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) .

Inclusão nas metalúrgicas – Também foi apresentada uma prévia da 7ª Pesquisa sobre Presença de Trabalhadores com Deficiência no Setor Metalúrgico de Osasco e Região, cuja íntegra será divulgada no próximo dia 27.

A pesquisa tem como base os registros de 104 empresas situadas na região de Osasco. É a mais completa de toda a série, iniciada em 2006. Realizada com trabalho conjunto do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e região e da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Osasco, aponta resultados que interessam não apenas a empregadores e trabalhadores, mas a toda a sociedade.

Nesse encontro, haverá um esclarecimento sobre funcionamento e fortalecimento de sistemas públicos para captação de vagas e encaminhamento de candidatos com deficiência, bem como orientação sobre a Lei de Cotas e a participação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA e dos profissionais do SESMT, na inclusão de trabalhadores com deficiência. (A participação é gratuita)

A inscrição deve ser feita pelos e-mails celia.assessoria@sindmetal.org.br ou  

Fernando de Noronha faz mudanças para ser acessível a turistas com deficiência

Trilha em Fernando de Noronha 
 
"Quando entrei naquele mar maravilhoso, a impressão foi que meu corpo ganhou outra forma e que eu era outra pessoa, com muito mais movimentos", diz o suíço Michael Peneveyle, 46.

Ele é diretor da ONG Rodas da Liberdade e uma das primeiras pessoas tetraplégicas --com movimentos restritos abaixo do pescoço-- a nadar nas águas da praia do Sueste, em Fernando de Noronha (PE), a mais calma do local, e que agora é totalmente acessível.

Neste mês, ao lado de Yoko Farias, 28, também tetraplégica, Peneveyle conheceu uma realidade ainda distante da maioria das praias do país. Sobre as pedras, foi erguida uma plataforma que desemboca, por meio de uma rampa, diretamente na praia. 

O turista com deficiência ou com movimentos restritos pode entrar na água com cadeiras especiais e a ajuda de monitores. Há também esteiras que facilitam o deslocamento. "A sensação de liberdade que tive foi única", diz Peneveyle.

A palavra de ordem em Noronha tem sido tornar os espaços de bares, pousadas, serviços e atrações turísticas preparados para receber pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Além do Sueste, há estudos para viabilizar acessos em outras três praias de Noronha.

Dentro do Parque Nacional Marinho, administrado pela concessionária Econoronha, por exemplo, foram construídos 4.500 metros de trilhas que podem ser vencidas por um cadeirante e que levam à contemplação de símbolos do arquipélago como o Morro Dois Irmãos e ao ponto de apreciação de golfinhos

A concessionária investiu R$ 10 milhões para criar a estrutura que conta com pontos de apoio para o turista com banheiros, bares, lojas de souvenires e pessoal de apoio. Para entrar na instalação é preciso pagar R$ 65.

Há nove anos, Mosana Cavalcanti, 48, fez a trilha até a Baía do Sancho caminhando normalmente por uma trilha rústica. Na última quinta-feira, voltou em uma cadeira de rodas, pois ficou paraplégica em um acidente de carro. 

"É emocionante demais para mim e para toda pessoa com deficiência poder ter a chance de contemplar essas belezas", afirma Cavalcanti, que atua na Secretaria de Turismo de Pernambuco em projetos de acessibilidade.

As embarcações de Fernando de Noronha também estão se preparando. No barco "Navi", que tem uma lente no fundo que permite a visão de criaturas e objetos no fundo do mar, está em teste uma exibição do passeio por áudio, o que ajuda os cegos e pessoas de baixa visão. É possível levar dois cadeirantes ao mesmo tempo.

As mudanças em Noronha já estão refletindo na economia local. A empresária Silvana Rondelli viu o movimento de idosos crescer de 6%, em 2011, para 15%, em 2012. Com isso, resolveu ampliar as condições de acesso em sua pousada, a Beco de Noronha. Outros sete proprietários estão fazendo o mesmo.
 
OUTRAS PRAIAS

A experiência de Fernando de Noronha é apenas o primeiro passo de uma iniciativa ambiciosa do governo pernambucano de levar acesso facilitado para onze praias do Estado.

Estão sendo investidos R$ 7 milhões, recursos do governo federal para tornar a estrutura urbana de 12 cidades pernambucanas mais acessíveis, visando a Copa de 2014.

Em março, a praia de Boa Viagem, em Recife, começa também a dar infraestrutura para que todos possam ter direito ao banho de mar. Em seguida, Porto de Galinhas receberá o projeto batizado de Pernambuco Sem Barreiras.

Os jornalistas JAIRO MARQUES e APU GOMES viajaram a convite da Secretaria de Turismo do Estado de Pernambuco

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ (Jairo Marques)
 

8 de fev. de 2013

Sindicatos assinam acordo para incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Mão segura carteira de trabalho
O Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincova), o Sindicato dos Comerciários de São Paulo e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP) firmaram em dezembro de 2012 um acordo para estimular e facilitar a inclusão de pessoas com deficiência e reabilitados do INSS no mercado de trabalho. Nesse caso, é cumprido o Artigo 93, da Lei nº 8.213/91, mais conhecido como Lei de Cotas.

As empresas que fazem parte da categoria econômica representada pelo Sincovaga podem aderir facultativamente ao acordo. 

Essas empresas terão o compromisso de cumprir as cotas legais de contratação de pessoas com deficiências dentro de prazos estipulados. A partir da assinatura, os prazos serão: 30% da cota em 6 meses; 60% em 12 meses; 80% em 18 meses e 100% da cota em até dois anos.

De acordo com o Termo de Compromisso, as empresas deverão promover a capacitação profissional das pessoas com deficiência, por meio de treinamentos adequados às necessidades das funções que irão desempenhar. 

O acordo também prevê a troca de informações sobre vagas disponíveis e cadastro de currículos, ampliando as condições de captação da mão de obra.

“O respeito a esta reserva de vagas é uma obrigação legal, mas reconhecemos que o processo só se transformará em mecanismo efetivo de inclusão com a articulação de toda a sociedade, em particular as empresas, o Ministério do Trabalho e Emprego e os sindicatos”, afirma o Coordenador do Projeto de Inclusão da Pessoa com Deficiência da SRTE/SP, José Carlos do Carmo.

As entidades e as empresas que aderirem deverão realizar campanhas internas de valorização da diversidade. 

Além disso, deverão coibir a discriminação à pessoa com deficiência ou reabilitada, garantindo a ela condições e oportunidades de carreira iguais às oferecidas aos demais trabalhadores. O ambiente de trabalho também deve receber as adequações necessárias, para que se respeite à acessibilidade.

O Sincovaga contratou uma especialista em programas de diversidade e inclusão no mercado de trabalho, Maria de Fátima e Silva.

Ela prestará assessoria à entidade com o objetivo apoiar e orientar as empresas representadas que aderirem ao acordo. “Há mais de 45 milhões de pessoas com deficiência no País. 

Mesmo que nem todos sejam elegíveis para o trabalho, o volume é expressivo. Se houvesse uma mudança cultural nas empresas, não seria mais necessário ter lei para inseri-los no mercado”, diz Maria de Fátima.

Para garantir a eficácia do processo de inclusão e avaliar os resultados obtidos será criada uma Comissão Intersindical, com integrantes das duas entidades, das empresas e também da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, que se reunirá mensalmente para realizar um balanço da iniciativa.

7 de fev. de 2013

Pessoas com deficiência são beneficiadas com novas vagas de emprego

Homem com um headset
Empresas comerciais e industriais do Rio estão oferecendo – por intermédio da Secretaria Municipal de Trabalho e Emprego – novas oportunidades de trabalho a pessoas com deficiência. Inscrições de segunda a sexta-feira, entre 8h e 18h, no Ciad Mestre Candeia (Av. Presidente Vargas, 1.997, perto da Rua de Santana). Cadastramento dos interessados com documento de identidade, carteira profissional, CPF e PIS.

Pessoas com deficiência física leve, auditiva parcial, visual parcial, mental leve ou nanismo, e Ensino Fundamental incompleto, podem candidatar-se a duas vagas para cozinheiro-geral, doze para auxiliar de limpeza, dez para empacotador, cinco para repositor de mercadorias, cinco para operador de caixa e 108 para operador de vendas.

Com Ensino Fundamental completo e deficiência auditiva parcial, física leve, mental leve ou visual parcial, as oportunidades são para auxiliar de lavanderia (duas vagas), auxiliar de limpeza (cinco), lavador de veículos (duas), ajudante de cozinha (quatro) e copeiro (quatro).

Com Ensino Médio incompleto e deficiência auditiva parcial, física leve, mental leve ou nanismo, são oferecidas duas vagas para auxiliar de administração e duas para auxiliar de almoxarifado. 

Já com Ensino Médio completo e deficiência auditiva parcial, física leve, mental leve, nanismo ou cadeirante, há uma vaga para auxiliar de escrituração fiscal, quatro para operador de circuito interno de televisão, quatro para operador de telemarketing ativo, três para assistente administrativo, quatro para auxiliar de pessoal, duas para cuidador de saúde, duas para conferente de documentação de importação e exportação, cinco para auxiliar de depósito, quatro para auxiliar de administração, uma para técnico de enfermagem e duas para manipulador em laboratório de farmácia.

Com Ensino Superior incompleto, as oportunidades (duas) são para auxiliar de administração.

Os Centros Públicos de Emprego, Trabalho e Renda, vinculados àquela Secretaria, no centro e nos bairros, dão mais detalhes sobre novas vagas que estão sendo oferecidas.

Praia adaptada garante a diversão de deficientes em Vila Velha, no ES



A população e os turistas que possuem deficência física podem aproveitar melhor a Praia da Costa, em Vila Velha, na Grande Vitória. O local conta com esteiras, cadeiras anfíbias (que flutuam na água), rampa, chuveiros e banheiros adaptados na orla.

O objetivo do projeto, segundo a prefeitura, é fazer a inclusão social das pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida, por meio da acessibilidade às praias. Todos os serviços serão executados por uma equipe especializada durante todo o verão, das 8h às 18 horas.

Profissionais acompanham pessoas com
deficiência. (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
Profissionais acompanham pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

O aposentado Jaime de Aguiar gostou muito da novidade. "Há mais de 10 anos que eu não entrava no mar. A água estava muito boa", contou o aposentado.

Agora os cadeirantes não ficam mais só olhando para o mar, com as cadeiras anfíbias, feitas para entrar na água, os eles também podem se refrescar. "Tudo de bom, agora a gente pode usufruir melhor e curtir a praia", contou Alzemar Silva.

Além do banho assistido, os deficientes podem jogar vôlei sentado e frescobol. Para o banho assistido, a pessoa é transferida de sua cadeira de rodas, que fica guardada no posto de atendimento, para uma cadeira anfíbia e é levada pelo profissional até a água, onde permanece durante um período máximo de 20 minutos.

No calçadão, próximo à rampa acessível, um posto de informação foi instalado com mobiliário de suporte aos professores, para informação e diculgação do projeto. No local, o público também pode se cadastrar como voluntário ou usuário do projeto.

Fonte: G1

MP obtém sentença que obriga Município e Estado a contratarem cuidadores para alunos com deficiência

O Ministério Público obteve da Justiça sentenças condenando o Município de Santa Mercedes e o Estado a providenciarem a contratação de profissionais cuidadores para atender a dois alunos com deficiência da rede pública de ensino de Santa Mercedes e de Panorama.

De acordo com as ações, ajuizadas pelos Promotores Antonio Simini Júnior e Rufino Eduardo Galindo Campos, ambos de Dracena, uma aluna da Escola Municipal Presidente Castello Branco, de Santa Mercedes, apresenta paralisia cerebral, com comprometimento neurológico permanente. 

A documentação comprovando a situação da menor foi encaminhada pela Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) de São Paulo, onde ela já havia sido acompanhada. Outro menor, da Escola Estadual Dom Lúcio Antunes, de Panorama, apresenta atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, e deficiências auditivas. Nos dois casos, a condição dos alunos exige a necessidade de atendimento por cuidadores.

No ano passado, os dois alunos foram encaminhados para inclusão nas escolas e encontraram dificuldades para permanecer nas instituições de ensino devido às limitações que possuem. Nas ações, os Promotores sustentaram a necessidade de um cuidador para acompanhar os alunos individualmente durante o período escolar, já que eles não possuem autonomia para as atividades diárias, como a convivência com os colegas de classe, locomoção, idas ao banheiro e alimentação.

Foram concedidas liminares nas duas ações, em agosto e novembro, que foram cumpridas pelo Município e pelo Estado, este no caso de Panorama. No dia 17 de dezembro, o Juiz Douglas Borges da Silva, da Comarca de Panorama, julgou o mérito nas duas ações, ambas com sentença favorável ao Ministério Público.

Com isso,  o Município de Santa Mercedes e o Estado foram condenados a providenciar  a contratação de profissionais cuidadores para prestar atendimento aos alunos.

6 de fev. de 2013

No Recife, AACD faz carnaval para incluir crianças com deficiência física

Fotografia mostra baianas de carnaval 
 
A Associação de Assistência à Criança Deficiente de Pernambuco (AACD-PE) realizou, na tarde desta terça-feira (5), uma folia carnavalesca para promover a inclusão social de crianças com deficiência física. A primeira matinê aconteceu na sede da instituição, na Ilha Joana Bezerra, área central do Recife.

O carnaval envolveu pacientes, familiares e colaboradores da AACD, e contou com a participação da banda A Barca Maluka, com repertório infantil para contagiar os pequenos, do Homem da Meia Noite, maestro Spok, André Rio, passistas e blocos líricos.

Os voluntários saem alegres com o resultado de tanto trabalho e dedicação. "Eles ficam realmente super felizes quando sentem que as crianças entraram no clima do carnaval", afirma a voluntária Ivone Matias. "A gente vem pra ajudar, mas é mais ajudado por eles. A gente sai daqui 100% alegria", completa Lucas Cruz, também voluntário.

Para enfeitar as crianças, fantasias foram preparadas pela estilista Xuruca Pacheco e a decoração ficou por conta do artista plástico Rinaldo e do cenógrafo Diogo Balbino. As cadeiras de rodas foram enfeitadas com adereços de carnaval, e mais pareciam carros alegóricos coloridos, prontos para desfilar.

A matinê da AACD também preparou camarins com maquiagens e adereços para os que participaram da festa pudessem se produzir de acordo com o que o carnaval pede: cores e vibração.

De acordo com a AACD, a celebração proporciona aos pacientes o contato mais próximo com cultura do carnaval. É também o momento de festejar a própria alegria e experimentar sensações.

"A gente dá a oportunidade de viver desejos, sonhos, fantasias, que nem sempre eles costumam viver porque a deficiência física é o foco principal. A gente oportuniza também que elas se aproximem da cultura local e que elas possam se sentir socialmente incluídas", explica a psicóloga Cecília Braga.

Fortaleza (CE) credencia idosos e pessoas com deficiência para uso de vagas exclusivas

Vaga de estacionamento sinalizada para pessoa com deficiência
A Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC), de Fortaleza (CE), por meio de sua unidade móvel, continua realizando atividades volantes pela cidade no mês de fevereiro.

 A partir dessa quarta-feira (6) até sábado (9), na Praça do Ferreira, os idosos e pessoas com deficiência poderão fazer seu credenciamento para a utilização das vagas de estacionamento exclusivas. O atendimento será feito das 8h à 19h.

A Praça do Ferreira foi escolhida pela AMC por ser um ponto tradicional de encontro de idosos e aposentados, no qual foi percebido uma grande demanda no local.

 A praça também conta com vaga de estacionamento exclusivo para pessoas com deficiência, o que facilitaria o deslocamento. Segundo Clébio Lima, responsável pela unidade móvel, “o objetivo do serviço é garantir mais comodidade aos usuários das vagas, facilitando o acesso ao credenciamento”.

Os interessados devem apresentar a documentação necessária e cumprir alguns requisitos exigidos, como ter mais de 60 anos, no caso de idosos, e comprovar a deficiência através de laudo médico, no caso de pessoas com deficiência.

A credencial é entregue na hora e já pode ser utilizada imediatamente. Vale ressaltar que o documento é pessoal e intransferível, ou seja, pode ser utilizado pelo credenciado em qualquer veículo que estiver trafegando.

Durante o período de 22 a 31 de janeiro, em frente a Praça dos Estressados, na Av. Beira Mar, a AMC emitiu cerca de 2000 credenciais, ultrapassando as metas estabelecidas para a ação. A unidade móvel irá percorrer outras áreas da cidade e a população será informada com antecedência.

O serviço de credenciamento também é disponibilizado de segunda a sexta-feira na sede da AMC (Av. Aguanambi, 90 – José Bonifácio), sendo necessária a apresentação dos mesmos documentos.

Documentação necessária

Para fazer o credenciamento a pessoa com deficiência precisa ter em mãos a cópia do laudo ou atestado médico; cópia do RG; cópia do CPF; cópia do comprovante de residência: água, luz ou telefone e no caso de menores de idade, acrescentar cópias dos documentos do responsáveis. O idoso precisa dos mesmos documentos, com exceção do laudo médico.

Credenciamento de idosos e pessoas com deficiência para vagas exclusivas de estacionamento
Local
: Praça do Ferreira – Centro

Horário: 8h às 19h

Fonte: http://www.fortaleza.ce.gov.br

Ônibus terão de ser acessíveis até 2014, diz secretária

Ônibus acessível
Até o fim de 2014, todos os ônibus terão de oferecer acessibilidade a deficientes físicos. A obrigatoriedade, estipulada em decreto federal, será cobrada pela secretária especial da Pessoa com Deficiência, Marianne Pinotti (PMDB).

Nesta segunda-feira (4), em entrevista à TV Estadão, ela disse que São Paulo está no caminho certo, mas, por enquanto, só alcançou metade do índice. Hoje, 8,9 mil veículos dos 15 mil estão adaptados.

— Há outros problemas: as pessoas precisam chegar até o ponto de ônibus e as interligações com metrô ou trem são feitas em estações não completamente acessíveis.

Para acelerar uma reforma ampla no calçamento público, a secretária defende ainda uma mudança na atual legislação que impõe multa ao contribuinte que não faz manutenção de sua calçada. Para Marianne, a autuação não deveria ser imediata, como ocorre hoje. — Dessa forma, ele poderia usar o dinheiro para arrumar a calçada.
A secretária ainda planeja espalhar pela cidade novas rotas de acessibilidade. — Elas visam a atender os centros dos bairros, onde estão comércio, sistema de saúde e de educação.

Em função da Copa de 2014, rotas sairão do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, com destino ao Vale do Anhangabaú, onde será montado um telão, e ao Itaquerão, estádio que receberá a primeira partida do Mundial.

Com R$ 12 milhões de orçamento, a pasta espera ter financiamento federal. A ideia é receber uma fatia do programa Viver sem Limite, que prevê R$ 7,6 bilhões em ações afirmativas. — Vamos elaborar os projetos e buscar os recursos.

Fonte: http://noticias.r7.com

Pacientes controlam membro paralisado e robô em experimentos

Desenho de um cérebro com suas ligações nervosas
Uma equipe de cientistas europeus apresentou nesta quarta-feira novas formas de interação entre o cérebro e uma máquina para que pessoas com deficiências físicas severas possam se comunicar e melhorar suas relações sociais.

"Acho que preparamos o terreno essencial para um novo enfoque da reabilitação física e social dos pacientes", declarou o cientista José Millán, professor do Centro de Neuropróteses da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, e coordenador do experimento conhecido como TOBI (Tools for Brain-computer Interaction).

Um pequeno robô apresentado por Millán pode ser comandado por uma pessoa sem movimentos graças à eletroencefalografia, ao reconhecimento de sinais, detectores de obstáculos e à internet.

O paciente foi capaz de se movimentar virtualmente por um espaço por meio de uma câmera e de uma tela incorporadas ao robô.

A pesquisa para a criação da máquina durou quatro anos e contou com a participação de indivíduos com incapacidades físicas graves.

Os voluntários sofreram em sua maioria um acidente vascular cerebral ou algum outro tipo de lesão e perderam o controle, parcial ou completamente, de um ou mais membros.

Em outros casos os pacientes tinham paralisia total. A participação dos voluntários permitiu registrar os impulsos produzidos pelo cérebro quando o doente se concentrava em uma tarefa específica, como levantar um braço, analisá-los em um computador e depois transformá-los em uma ação concreta.

Outro experimento apresentado por Millán consistia em uma interface gráfica que permite uma pessoa completamente imobilizada deslocar um cursor em uma tela até ativar letras ou a ação desejada. "Se a situação permitir, os captadores de impulsos musculares, inclusive ínfimos, podem ser utilizados de maneira complementar", explicou o professor.

A terceira tecnologia é a conectar eletrodos de um eletroencefalograma aos músculos de um paciente, que pode tentar controlar o movimento de uma extremidade após um acidente vascular cerebral. "Em certos casos, um treino intenso com este dispositivo permitiu aos pacientes recuperar o controle de um membro paralisado, e inclusive manter o movimento sem ajuda", explicou Millán.

Para os responsáveis pela pesquisa, financiada pela Comissão Europeia e orientada pela EPFL com a colaboração de instituições científicas de outros países do continente, os avanços servirão de base para novos avanços, inclusive por parte da indústria. Millán disse que as pesquisas foram promissoras, mas ao mesmo tempo conteve o entusiasmo ao lembrar que "o caminho ainda é longo até que produtos prontos para serem utilizados estejam à disposição de médicos e pacientes".

O pesquisador ressaltou que cada cérebro é único "e tem sua própria maneira de enviar impulsos", o que requer dispositivos muito qualificados e que demandam grandes recursos econômicos e técnicos para serem fabricados.

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br