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14 de dez. de 2015

Baterista cria método em braille para ensinar aluno com deficiência visual

Guilherme está ao lado de seu aluno Matheus, que segura uma apostila
Pratos de ataque, chimbal, condução, tambores, surdo e bumbo. 


Para encaixar cada parte de uma bateria e deixar uma música harmoniosa ao som do instrumento, músicos precisam de treino e dedicação. 


Para realizar o sonho de um adolescente de 16 anos, que é deficiente visual, um baterista de Jundiaí (SP) resolveu colocar a intuição em segundo plano e criou um método em braille para o aluno.


Guilherme Favero, que está na profissão há 20 anos, trabalha em um estúdio de música e dá aulas ao adolescente há quatro anos. Sem encontrar um material adequado disponível no mercado, ele passou a procurar outros meios de ensinar Matheus Cauduro. 


“A minha maior dificuldade era fazer meu aluno enxergar as notas do jeito que eu vejo", comenta o professor. 


Depois de mais de um ano de empenho, um método de estudo em braille para bateria saiu do papel direto para as mãos do adolescente.


Antes disso, o professor do adolescente havia procurado por partituras especiais sem sucesso. 


"Comecei a pesquisar, entrei em contato com pessoas envolvidas com esse público e até com uma fundação em São Paulo e ninguém nunca tinha ouvido falar. Até encontramos partituras em braille para outros instrumentos, mas para bateria não existia", relata.



Foi então que o músico começou a desenvolver o projeto especialmente para Matheus. 


"Frequentei semanalmente a Fundação Dorina Nowill, na capital, durante seis meses. Eles cederam uma cartilha que ensinava a ler em braille e ajudaram nas etapas desse piloto. O começo foi dramático, não saiu do jeito que eu gostaria, mas muitos meses depois ficou pronto e começamos a aplicar."
 

Nas batidas do rock



O método de estudo elaborado por Guilherme é composto por 48 exercícios básicos, com grooves para bateria voltados para o rock, gênero musical preferido de Matheus.


As notas e partes do instrumento são indicadas no sistema braille, lidas pelo aluno e memorizadas. 


Essa linguagem é baseada na combinação de seis pontos, dispostos em duas colunas de 3 pontos, que permite a formação de 63 caracteres diferentes, que podem representar letras, números, simbologia aritmética, fonética, musicográfica e informática.


"Trabalhamos isso durante 10 meses. As primeiras aulas foram de adaptação, tanto para mim quanto para ele. Fui estimulando e, aos poucos, ele foi dominando o método", conta Guilherme. 


Antes do método em braille, o adolescente aprendia com ajuda da tecnologia e boa vontade. O professor de música passava exercícios curtos para Matheus memorizar e gravava-o tocando para que, posteriormente, ele pudesse treinar em casa ouvindo essas gravações.


Para Matheus, o método foi um grande facilitador do aprendizado. 


"Iniciei com o método em braille, foi o que me deu a base para o desenvolvimento dos estudos da bateria. São pequenos exercícios que me ajudaram a decorar as notas no instrumento", diz. 


Ao passar pela primeira parte, agora ele se dedica ao estudo de ritmos africanos, jazz e rock.
 

Desafios



O músico e professor Guilherme explicou que os maiores desafios no desenvolvimento foram relacionados à falta de informação, a própria escrita e revisão do material. Ele contou que também desenvolveu um método de estudo para deficientes físicos, mas ainda não foi aplicado em aula.



Agora, Matheus já concluiu todo o método de estudo básico do sistema braille e estuda os ritmos no sistema de gravação, como antigamente. 



"Foi um projeto que partiu de uma curiosidade pessoal minha. Não ganho um tostão com isso e nem quero. O importante foi ver a felicidade do Matheus. Infelizmente, não tenho mais tempo para criar outros métodos, mas esse que fiz fica com ele e pode acabar ajudando outras pessoas também."
 

Fundação Dorina Nowill



A Fundação Dorina Nowill lembra que Guilherme contou com o atendimento especializado do Editorial Braille, tomando conhecimento do sistema braille para a escrita da música, chamado de "musicografia braille".


“O aluno [Matheus] já era dotado de uma aguda percepção, memória e boa coordenação na bateria, embora, até então, só aprendesse ‘de ouvido’. Apesar do talento, ele precisava aprender partitura musical. Como tinha um cadastro com a biblioteca da Fundação, ele recebeu a doação de seu método de bateria em musicografia braille”, comenta Jonathan Franco, profissional de musicografia braille da Fundação Dorina Nowill.


Assim como Matheus, outras pessoas com deficiência visual podem ter acesso a materiais escritos em braille. 


Basta entrar em contato com a biblioteca da fundação pelos telefones (11) 5087-0991 ou (11) 5087-0990, fazer um cadastro gratuito e solicitar a doação do material transcrito em musicografia braille.


Atualmente, o acervo de musicografia braille da fundação conta com 356 títulos de música. 


Entre os livros completos estão os gêneros de teoria musical e harmonia, repertório dos clássicos de Bach, Mozart, Beethoven, Chopin, Liszt, Villa-Lobos e demais métodos para piano, violino, violão, sanfona, cavaquinho, canto, entre outros.






29 de mai. de 2015

'Música não tem a ver com visão', diz tecladista com deficiência visual

Foto da banda Eletronaipe; Luiz está à esquerda de óculos escuros


"Ouvir, sentir e conhecer". Assim o tecladista da banda Eletronaipe descreve a sua relação, um pouco diferente da maioria dos músicos, com seu instrumento.  


Sem enxergar desde o nascimento, Luiz Otávio foi seduzido pelos sons do teclado logo aos quatro anos e agora disputa com a sua banda mais uma fase do programa SuperStar.


Para ele, ser músico envolve muito mais sentimento do que técnica. "Acredito que a música não tem a ver com visão. Você toca primeiro porque sente e conhece o instrumento. A partitura você vai ler, mas aquilo que se ouve é o que determina se está tocando certo ou não. Acho que tocar tem a ver com ouvir, sentir e conhecer o instrumento", explica o tecladista.


A relação com os companheiros de banda não é afetada pela deficiência do tecladista. Dudu, companheiro do Eletronaipe, garante que o tratamento dado a Luiz é mérito do próprio. 


"Ele é um cara do bem e super querido, por isso ele tem um tratamento especial. Não é pela deficiência", garante Dudu. Luiz diz que pessoas como ele precisam apenas de auxílio: "Eu procuro não me diferenciar de ninguém", explica.


Com mais de 20 anos de carreira e uma passagem aos 11 anos pelo Domingão do Faustão ao lado de Alexandre Pires, Luiz Otávio tem pouca idade, mas muita bagagem, graças ao incentivo de sua mãe. 


"A música brotou na minha vida quando eu era criança. Minha mãe achou que eu tinha talento, me deu um teclado e a coisa começou a se desenvolver sozinha", conta.


Depois de três anos aprendendo a tocar de ouvido, Luiz Otávio ingressou em uma instituição especializada no ensino para pessoas com deficiência visual no Rio de Janeiro e os convites começaram a acontecer. 


Entre apresentações na igreja e na escola, o tecladista fez sua estreia nos palcos do bairro onde morava, Campo Grande no Rio de Janeiro, para uma plateia de 800 pessoas aos nove anos. "Foi uma emoção enorme!", pontua.



Fonte: GShow  /  Vida Mais Livre



24 de abr. de 2015

Fanático por Kiss aos 11 anos, menino com Down realiza sonho após campanha

Montagem de quatro fotos de Gabriel com os integrantes da banda Kiss
Aos 11 anos, Gabriel Mudesto ficou encantado ao conhecer seus ídolos da banda Kiss, após campanha divulgada pelo pai e o tio. 


O garoto com síndrome de Down é apaixonado pela banda - toca bateria, coleciona toda a vasta linha de merchandising e sabe as músicas de cor.


Ver uma apresentação exclusiva para fãs na primeira fila, tirar fotos, falar com os ídolos, e mais tarde assistir ao grande show, na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba na terça-feira (21), foi o final feliz da campanha #GabrielMeetKiss. 


O movimento foi criado pai, Ronaldo Mudesto, e o tio, Rodrigo Toninato.


Gabriel mora em Ribeirão PretoSite externo., e viajou para Curitiba em uma aventura: o pai e o tio não tinham certeza que haveria o encontro. 


Alguns dias antes do show, eles e os amigos começaram a espalhar mensagens nas redes sobre a vontade de Gabriel de chegar perto dos músicos.


Eles conseguiram contatos com pessoas do fã-clube e produtores, que indicaram o caminho: Curitiba, onde haveria show exclusivo da banda. Lá a missão seria mais possível, pois o encontro com fãs era menos concorrido que em outros locais, especialmente SP. A banda ainda vai a BH (23), Brasília (24) e SP (26).


Ao chegar ao "meet and greet" (encontro pago com fãs), eles conseguiram convencer os produtores. O próprio pai ficou de fora, enquanto o tio, que tinha comprado entrada, levou o menino (em outras ocasiões, crianças são barradas no "meet and greet", mas os responsáveis abriram espaço para Gabriel).


"A banda e os outros fãs tiveram muito carinho com Gabriel. Deixaram ele ficar na frente, falaram com ele, e ficaram surpresos com sua animação", conta o tio. "Fiquei impressionado com a recepção e o profissionalismo de uma banda veterana com um garoto brasileiro", elogia o pai. 


Mais tarde, Gabriel, "extasiado" (como descreve o pai), cantou todos os hits no meio do público em Curitiba.


Ilustração
 
 
 
 
 
 
 

1 de out. de 2014

Edu Camargo, participante do programa "The Voice", vence #deficiênciavisual e ajuda a família como cantor

Foto de Edu Camargo recebendo um beijo da cantora Claudia Leitte


Edu Camargo descobriu o talento musical que mostrou no palco do The Voice Brasil desde muito cedo. Influenciado pelo pai, pela irmã Simone e pelas aulas de música no Instituto de Cegos Padre Chico, o paulistano decidiu que seguiria carreira musical já com sete anos. 


O talento precoce contribuiu para que Edu ajudasse no sustento da casa desde os 12. Ele e a irmã formaram uma dupla e se apresentavam na noite de São Paulo. "A música mudou a nossa vida", garante Edu.


"Meu pai, Joaquim, faleceu quando éramos muito pequenos, e minha mãe cuidava da gente sozinho. Começamos a cantar e ajudar em casa. A música foi um verdadeiro divisor de águas na nossa família", explica o cantor. 


"Compramos nosso primeiro rádio, ajudamos a trocar os móveis e a comprar roupas e sapatos", relembra Simone, três anos mais velha que Edu. Os irmãos nasceram com glaucoma congênito e são cegos desde a infância.


Os dois cantavam juntos interpretando diferentes estilos, de música sertaneja a Beatles. Eduardo costumava soprar as letras que a irmã esquecia. 


"Ele cantava a estrofe antes, no estilo que o Padre Marcelo faz", lembra ela, aos risos. A dupla se desfez depois de três anos, quando Simone decidiu se dedicar ao goal ball, um esporte paralímpico.


Segundo Eduardo, a deficiência visual nunca o impediu de realizar qualquer atividade, principalmente quando o assunto é cantar. 


"A música prevalece com qualquer condição. Sempre levei minha deficiência com naturalidade", explica o cantor, que também é tecladista e compõe. "Distância", sucesso na voz do grupo Os Travessos, é de autoria dele. 


Já a irmã Simone acredita que ainda existe preconceito, mas que a entrada de Edu Camargo no programa é uma prova de que a arte venceu. 


 "Tem gente que faz um pré-julgamento se a pessoa é mesmo capaz. Isso acontece diariamente com a gente. O Edu está tendo uma oportunidade ímpar, na minha opinião, de ser reconhecido por seu talento e não pela deficiência", afirma.


Fonte: GShow


20 de dez. de 2013

Garanta sua vaga no Projeto Guri 2014 para cursos gratuitos de música em todo o Estado

 

O Governo do Estado de São Paulo vai abrir inscrições para novos alunos nos cursos de música dos polos do Projeto Guri em todo o Estado no início do próximo ano. 


Na capital, o período de matrículas vai de 21 de janeiro a 18 de fevereiro, enquanto que nos polos do interior e litoral as inscrições poderão ser feitas de 3 de fevereiro a 7 de março de 2014.

 
Os cursos são gratuitos e se destinam a crianças e adolescentes com idades entre 6 e 18 anos. Para participar, não é preciso ter conhecimento prévio de música nem realizar testes seletivos, é necessário estar matriculado em qualquer instituição de ensino da rede pública ou particular.

 
Os interessados poderão se inscrever em cursos de canto, violão, violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta transversal, clarinete, saxofone, trompete, trompa, trombone, tuba, eufônio e percussão. 


Para efetuar a matrícula basta ir diretamente ao polo em que desejam estudar, acompanhados por pais ou responsáveis, levando RG (ou certidão de nascimento) comprovante de residência e de matrícula escolar.

 
Os cursos estão divididos em duas categorias. A primeira, de iniciação, é destinada a crianças de 6 a 9 anos, com duração de dois anos e duas aulas semanais. 


Conhecer, tocar e construir instrumentos, cantar canções brasileiras e de outros países, ampliar a percepção auditiva e desenvolvimento rítmico-motor são alguns dos temas trabalhados com os alunos.

 
Já para as crianças e adolescentes de 10 a 18 anos, o Guri oferece os cursos sequenciais, com até quatro aulas coletivas semanais ao longo de oito semestres. Além de estudar instrumentos específicos, neste programa os alunos têm aulas de canto coral, teoria musical e prática de conjunto.

 
O Projeto Guri é gerido pela Santa Marcelina Cultura na capital e pela Associação dos Amigos do Projeto Guri na capital, Organizações Sociais (OSs) qualificadas pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

 
Sobre o Projeto Guri
 

Criado em 1995, o Projeto Guri é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo que desenvolve o ensino musical e a inclusão sociocultural. É administrado por duas organizações sociais ligadas à Secretaria de Estado da Cultura.

 
Na capital e Região Metropolitana o projeto é gerido pela Santa Marcelina Cultura desde 2008. A OS é responsável pela administração de 46 polos com aproximadamente 14 mil Guris.

 
Os mais de 370 polos distribuídos pelo interior e litoral do Estado, com aproximadamente 35 mil guris, são dirigidos pela Associação de Amigos do Projeto Guri (AAPG).

 
A gestão compartilhada do Projeto Guri atende a uma resolução da Secretaria que regulamenta parcerias entre o governo e pessoas jurídicas de direito privado para ações na área cultural.

 
Período de matrículas 2014


Capital
 

Matrículas de 21/1 a 18/2
Organização Social: Santa Marcelina Cultura
Diretor Artístico-Pedagógico: Paulo Zuben
Sede: Largo General Osório, 147 - Luz - São Paulo - SP
Fone: (11) 3585-9888

 
Interior e litoral
 

 Matrículas de 3/2 a 7/3
Organização Social: Associação dos Amigos do Projeto Guri ¬ AAPG
Diretora Executiva: Alessandra Costa
Sede: Avenida Francisco Matarazzo, 682 - Água Branca - São Paulo - SP
Fone: (11) 3874 - 3355
 




Fonte:Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo





6 de set. de 2013

Show da cantora Luiza Caspary no CCSP, com audiodescrição e Libras

Luiza Caspary
Em 21 de setembro é comemorado o Dia Nacional de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência. 

Embora o Centro Cultural São Paulo (CCSP) desenvolva ao longo de todo o ano uma programação voltada à acessibilidade, no mês de setembro apresentará uma série de eventos gratuitos relacionados ao tema para celebrar a data, contando com o apoio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, a fim de expandir essa discussão, proporcionar ao público com deficiência o acesso à programação cultural e propiciar aos artistas com deficiência a chance de apresentar seu trabalho.

A cantora Luiza Caspary apresenta o espetáculo "O caminho certo", com repertório do álbum homônimo recém-lançado.

O show traz músicas compostas pela artista em português, inglês e espanhol. A poesia presente nas letras aborda questionamentos típicos da juventude. 


O "caminho certo" será realizado com audiodescrição, recurso de acessibilidade para pessoas com deficiência visual ou baixa visão, compromisso que Luiza assumiu desde o início de sua carreira, quando foi a primeira no Brasil a lançar um videoclipe com AD. Também haverá interpretação em Libras - Língua Brasileira de Sinais).
 
Luiza Caspary é uma artista que nasceu baiana, cresceu gaúcha e hoje vive em São Paulo. Embora muito jovem (24 anos), já coleciona 16 anos de carreira. Sua voz é conhecida por cantar trilhas de campanhas publicitárias para grandes marcas. Algumas de suas músicas fizeram parte da trilha sonora de filmes e séries de TV.
 
Além de mostrar que é uma artista antenada com questões sociais, se estabelece como uma das vozes mais promissoras da nova geração de artistas brasileiros.
 
A banda é formada pelos músicos Luciano Lobato na bateria, Leo Mereu no baixo e Gabriel von Brixen na guitarra. Terá também a participação especial do cantor Gabriel Camilo e do violoncelista Bruno Serroni.
 
LUIZA CASPARY
 

Data: dia 8 de setembro, domingo
 
Horário: às 12h
 
Local: Centro Cultural São Paulo - Sala Adoniran Barbosa
 
Quanto: entrada livre  

Endereço: Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso (Próximo às estações Paraíso e Vergueiro do metrô)
 
Informações ao público: 11 3397-4002 -  www.centrocultural.sp.gov.br



Foto: Leandro Neves

18 de abr. de 2013

Musical Um Amigo Diferente? tem apresentações gratuitas em BH

Personagens do espetáculo Um Amigo Diferente
O espetáculo "Um Amigo Diferente" chega à capital mineira, depois de já ter sido visto para mais de três mil pessoas no Rio de Janeiro, durante turnê em 2011. Considerado um marco na história do teatro infantil brasileiro por ser o primeiro a contar com total acessibilidade na comunicação, o musical rock para crianças e adolescentes volta aos palcos nos meses de abril e maio, em cinco cidades do país. 
A turnê começa por Belo Horizonte, com apresentações nos dias 12 e 13 de abril, seguindo para Juiz de Fora, dias 26 e 27 de abril, Brasília, dias 10 e 11 de maio, Santos, dias 17 e 18 de maio, finalizando em São Paulo, nos dias 24 e 25 de maio. 

Sobem ao palco os integrantes do grupo Os Inclusos e Os Sisos - Teatro de Mobilização pela Diversidade. O espetáculo conta com recursos que permitem que todos os públicos possam aproveitar a apresentação. “Há intérprete de Libras desde a fila – e durante todo o espetáculo, visita ao cenário para pessoas cegas meia hora antes de começar a peça, programas em linguagem mais simples para ser distribuído para as crianças - e outro para as pessoas adultas, sendo que ambos os programas também estarão em Braille e letra ampliada para crianças e adultos, audiodescrição e legenda, além de atendimento prioritário e acessibilidade física. A Escola de Gente só se apresenta em teatros acessíveis”, conta a fundadora da Escola de Gente, Claudia Werneck.

O espetáculo "Um Amigo Diferente?" é uma realização da ONG Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, patrocínio da MRS Logística, por meio da Lei Rouanet, e apoio da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

A turnê integra a campanha Teatro acessível: arte, prazer e direitos, lançada em 2011, pela Escola de Gente - que no mesmo ano recebeu o prêmio Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República-,  e pelo Ministério da Cultura, com o objetivo de mobilizar governo e sociedade civil ao cumprimento das leis de acessibilidade em toda e qualquer iniciativa cultural.

O espetáculo

"Um amigo diferente?" tem roteiro assinado por Marcos Nauer, diretor do espetáculo. O espetáculo é baseado no livro homônimo de Claudia Werneck, autora de 14 livros sobre direitos humanos, diversidade e inclusão, e no conto “Nós não somos figurinhas”, também de Claudia Werneck,  cujo protagonista é o gato Bandidão que “sabe tudo de inclusão”.

Publicado pela WVA em 1994, o livro foi traduzido para o espanhol e o inglês e integra o acervo de bibliotecas e escolas públicas de todo o Brasil. “Um Amigo Diferente?” conta a história de Lucas, um menino considerado esquisito pelos vizinhos e colegas de classe, em uma jornada de busca pela verdadeira amizade. No percurso dessa aventura, ele descobre que quanto mais diferentes são as pessoas, mais divertida é a vida - verdade que nem sempre os adultos revelam.

O conteúdo e as metodologias da Escola de Gente também serviram de referência para as letras que compõem a trilha sonora do espetáculo. Compostas pelos integrantes e fundadores do grupo, elas foram musicadas por Maria Gadú. “Nosso objetivo é sensibilizar o público, por meio da história de Lucas e seu fiel gato Bandidão, para perceber que as diferenças estão em todas as pessoas, e compará-las é uma perda de tempo”, diz Claudia Werneck.

Elenco

Os Inclusos e os Sisos – Um projeto de arte e transformação social da Escola de Gente, o grupo foi criado em 2003 por estudantes de artes cênicas, entre eles a atriz e ex-VJ da MTV Tatá Werneck. Mais de 50 mil pessoas já assistiram por todo o país aos espetáculos e esquetes de humor que tratam de forma leve o tema da inclusão.

“Eu acho que o grupo Os Inclusos e os Sisos é, provavelmente, a mais importante estratégia para despertar em pessoas e instituições um cotidiano inclusivo, responsabilizando-as para que assumam o que precisam fazer com urgência para que a gente reverta a história.”, complementa Claudia Werneck.

Oficinas de Teatro Acessível

Além das apresentações, o público também poderá participar de Oficinas de Teatro Acessível ministradas pelos atores e o diretor dos Inclusos, Marcos Nauer. Com metodologia e supervisão da Escola de Gente, as oficinas buscam propor situações que promovam mais espaço interno para as pessoas se exercitarem na perspectiva inclusiva, desconhecida, como prática, para um importante contingente populacional. São várias vivências, jogos, dinâmicas e propostas.

As Oficinas Inclusivas já foram multiplicadas mais de 400 vezes em países das Américas, Europa, Oceania e África. “Tudo é muito instigante, provocador, ousado e faz com que o público de artistas, produtores, educadores, funcionários de empresas, conselheiros de direitos, e tantos outros públicos, abram espaços internos e externos de diálogo com outras pessoas e seus modos de sentir, existir, se comunicar.

Nas Oficinas de Teatro Acessível é possível ousar e testar os limites daquilo que se pensa, no dia a dia, ser inclusão. Buscamos expandir consciências e explorar estratégias e novos modos de atuação por uma construção coletiva de sociedades inclusivas”, comenta Claudia Werneck.

SERVIÇO:


JUIZ DE FORA
Apresentações:  26 de abril, às 15h // 27 de abril, às 16h
Oficina de Teatro Acessível: 27 de abril, das 10h às 13h
Local: Teatro Pró-Música

BRASÍLIA
Apresentações: 10 de maio, às 15h // 11 de maio,às 16h
Oficina de Teatro Acessível: 11 de maio, das 10h às 13h
Local: Teatro do Brasil 21 Cultural – Sala 2

SANTOS
Apresentações: 17 de maio, às 15h // 18 de maio, às 16h
Oficina de Teatro Acessível: 18 de maio, das 10h às 13h
Local: Teatro Guarany

SÃO PAULO
Apresentações: 24 de maio, às 16h // 25 de maio, às 11h
Oficina de Teatro Acessível: 24 de maio, das 10h às 13h
Local: Teatro Itália


26 de nov. de 2012

Gusttavo Lima se emociona ao cantar com deficiente visual

Gusttavo Lima está no palco com Jonathan Girotto
O cantor Gusttavo Lima se emocionou durante o show que fazia em Passo Fundo (RS), no último domingo (25).

Durante suas apresentações, o cantor criou um momento chamado Boteco do Gusttavo, onde recebe seus músicos ao redor de uma mesa de bar. 

Dessa vez, ele convidou ao palco o cantor Jonathan Girotto, para participar do boteco. O jovem, que tem apenas 19 anos, é deficiente visual, nasceu na cidade de Cruz Alta (RS) e canta desde pequeno.

Jonathan cantou as músicas Refém, sozinho, e Amor de Primavera, junto com Gusttavo.

Incentivando o trabalho do jovem, Gusttavo declarou: "Você canta muito e é um exemplo para todo mundo. Temos que correr atrás dos nossos sonhos e não desistir nunca". Concordando com o ídolo, a plateia incentivou o jovem Jonathan com uma longa salva de palmas.

16 de out. de 2012

Casa de Cultura da Brasilândia oferece curso de música para deficientes visuais

partitura
A Casa de Cultura da Brasilândia está com inscrições abertas para o curso de música para pessoas com baixa visão e deficientes visuais.

 As aulas ocorrem todas as quartas-feiras no período da manhã, com a musicista e professora Iris Faceto.

O curso, que é gratuito, não tem restrição de idade e nem precisa de conhecimentos musicais. Exige apenas que os interessados tenham mais de 7 anos de idade para efetuar as inscrições.

Para participar, basta entrar em contato pelo telefone (11) 3922-7664 / 3922-9123 ou ir pessoalmente ao local.

A Casa de Cultura Brasilândia fica à Praça Benedicta Cavalheiro, s/nº, Brasilândia. Funciona de segunda à sexta, das 9h às 17h.

Curso de música gratuito para deficientes visuais

 
Data: Todas as quartas-feiras
Horário
: 9h às 12h
Local
: Praça Benedicta Cavalheiro, s/nº, Brasilândia

25 de set. de 2012

Pessoas com deficiência auditiva ensaiam para formar coral no AM


 


Com gestos e expressões, jovens e adultos ensaiam para um grande desafio: a formação de um coral composto por deficientes auditivos.

 O grupo iniciou os trabalhos neste ano no Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, localizado no Sambódromo de Manaus.

O repertório do coral vai abranger canções da Música Popular Brasileira e o grupo já possui 10 alunos. 

Com o apoio de um professora voltada para a expressão corporal, a ideia do projeto é dar movimento aos coralistas. 

"Estamos trabalhando de uma forma que o público possa, através do corpo dos integrantes do grupo, que se emocione com as coreografias, com os passos. Que a gente consiga fazer algo de qualidade", disse a professora Kellen Maciel.

Para que o aprendizado fique mais fácil, os professores receberam aulas de libras para facilitar na comunicação durante as aulas. "Temos aprendido cada dia com eles a melhor forma de lidar e transmitir os conhecimentos", afirmou a regente do coral Emmeli Holanda.

Outra atividade voltada para os deficientes auditivos no Liceu Cláudio Santoro é o curso de percussão e bateria.

Segundo o professor Aírton Gaúcho, o desafio é manter a atenção nos movimentos e no sincronismo dos alunos. "Eu monto, por exemplo, a bateria e peço para eles ficarem em círculo. Isso serve para que todos fiquem atentos ao que o outro está fazendo", disse.

Para os professores envolvidos no projeto, o resultado tem sido positivo, pois os estudantes conseguem, mesmo sem ouvir, sentir o som da música.

Fonte: G1