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1 de abr. de 2013

Teresina terá caminhada para celebrar dia de conscientização do Autismo

Multidão caminhando
A Associação de Amigos dos Autistas (AMA) do Piauí celebra durante toda esta semana o Dia Mundial de conscientização do Autismo. 

A semana tem início com a 'Caminhada Azul pelo Autismo', que será realizada nesta terça-feira (2/04), às 17h, na Avenida Raul Lopes.

A Ponte Estaiada e o Palácio de Karnak receberam iluminação especial na cor azul para celebrar a data.

Na sexta-feira (5/04), tem início o ciclo de palestras que será realizado no Cine Teatro da Assembleia Legislativa até domingo (7). Pais, terapeutas e professores podem participar da V Jornada de Autismo da AMA Piauí.

No Espaço Meus Filhos, localizado na Avenida Raul Lopes, próximo a Ponte da Primavera, será realizado um evento de integração social aberto ao público, com atividades de lazer e diversão.

Criada há 13 anos, a Associação de Amigos dos Autistas do Piauí – AMA Piauí presta assistência a crianças, jovens e adultos do espectro do autismo por meio de estudos, apoio familiar, terapias e educação especializada.

A Associação Casulo, fundada em 2011, tem por objetivo a defesa dos direitos e o atendimento das necessidades das pessoas com desordens de comportamento, linguagem e aprendizagem, dentre os quais se inserem as pessoas com autismo.

O autismo é uma desordem global do desenvolvimento, afetando a maneira como esses indivíduos se comportam, comunicam e interagem socialmente. Trata-se de uma questão de saúde pública, de graves proporções, configurando-se como uma síndrome complexa e muito mais comum do que se pensa.

Fonte: G1

18 de mar. de 2013

Cientistas revertem sintomas do autismo em animais

Menino com as duas mãos na cabeça
Com o uso de um medicamento que já existe, cientistas conseguiram reverter comportamentos associados ao autismo em camundongos com a síndrome. 

Em um estudo desenvolvido na Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, esses pesquisadores concluíram que o autismo decorre de um problema na comunicação entre as células, o que acaba interferindo de forma negativa no desenvolvimento e na função cerebral. 

E, de acordo com eles, uma determinada classe de drogas é capaz de restaurar essa comunicação celular e, assim, normalizar o comportamento de pacientes com autismo. A pesquisa foi publicada na quarta-feira (13/03) no periódico PLoS One.

A teoria

Há alguns anos, o professor de medicina da Universidade da Califórnia Robert Naviaux sugeriu que as mitocôndrias, estruturas das células responsáveis por fornecer energia, desempenham um papel importante no desenvolvimento do autismo. De acordo com Naviaux, quando uma célula está doente ou danificada — seja porque está diante de um vírus, inflamação ou substância tóxica, por exemplo — a mitocôndria sinaliza a presença do ‘perigo’ para as células vizinhas. E, a partir desse sinal, as outras células acionam o sistema imunológico e passam a se defender.

Embora a defesa das células as proteja contra uma infecção, também pode prejudicar temporariamente a comunicação entre elas. Porém, quando a infecção é resolvida, esses sinais deixam de ser enviados e a comunicação entre as células é restabelecida. No entanto, segundo a teoria desenvolvida por Naviaux, durante o desenvolvimento inicial do cérebro de uma pessoa, um problema nas mitocôndrias — que pode ser ambiental ou genético — pode fazer com que esses sinais sejam enviados de forma crônica no cérebro e, portanto, que o organismo tenha sempre essa resposta. O resultado disso é a inflamação crônica do cérebro e o desgaste das conexões das células cerebrais.

A solução

A partir dessa teoria, Naviaux e seu time de pesquisadores realizaram testes em camundongos com autismo. Os cientistas avaliaram, por exemplo, a coordenação motora e a interação social dos animais, observando de que forma eles se comportavam quando passavam um tempo junto a outros camundongos.

Depois, parte dos animais com autismo recebeu, durante oito semanas, injeções de suramina, uma droga que bloqueia os sinais de inflamação enviados pelas mitocôndrias e que é utilizada para controlar determinadas inflamações. Segundo os resultados, o tratamento com essa substância eliminou os comportamentos associados ao autismo, mesmo quando foi aplicada muito tempo depois do surgimento dos primeiros sintomas do transtorno.

“A eficácia impressionante mostrada por esse estudo revela a possibilidade de desenvolvermos uma classe de drogas anti-inflamatórias completamente nova para tratar o autismo”, diz Naviaux. Os autores do estudo falam em passar para a fase clínica da pesquisa, que é feita com seres humanos, já em 2014 — uma pesquisa clínica dura, em média, de cinco a dez anos e é composta por três fases.

Fonte: VEJA

6 de fev. de 2013

SP é condenado a pagar indenizações a autist

Foto ressalta estetoscópio
O Estado de São Paulo foi condenado a pagar indenizações de R$ 15 mil às famílias de dois jovens autistas. 

Eles permaneceram internados por dois anos em uma entidade conveniada ao Estado voltada a pessoas com deficiência intelectual e autismo. 

Lá, de acordo com o relato das mães, os jovens receberam um atendimento inadequado.

Laudo do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) de dezembro de 2009 aponta falta de instalações e equipamentos adequados na sala de emergência e armazenamento incorreto de medicamentos, entre outras irregularidades.

A advogada da entidade Casa de David, onde os jovens foram internados, Cleize Hernandes Bellotto, afirma que as declarações não procedem. Segundo ela, o processo aberto pelo Cremesp foi arquivado.

— Se procedessem, o processo não teria sido arquivado. Não foram constatadas as irregularidades até então alegadas.


Tratamento

A defensora pública Renata Tibyriçá, responsável pelo caso, conta que os jovens, que têm autismo grave, asseguraram o direito ao atendimento especializado em novembro de 2008 por meio de uma ação que determinou que eles fossem internados na Casa de David.

Segundo Renata, as mães ficaram insatisfeitas com o tratamento oferecido aos filhos. Por isso, a defensoria solicitou uma vistoria na instituição e, diante do constatado, pediu a transferência dos pacientes.

No Hospital João Evangelista, para onde foram levados, exames apontaram desnutrição, parasitose intestinal, micose e piolhos. Um dos pacientes apresentava escoriações. "A ação é referente à indenização por maus tratos sofridos naquele período. 

Isso foi comprovado pelo estado em que chegaram à outra instituição", diz Renata. Para a defensora, a decisão é um precedente importante para alertar que cabe ao Estado fazer uma fiscalização mais direta das instituições conveniadas.

Segundo Cleize, a Casa de David mantém o convênio com a Secretaria Estadual da Saúde desde 1996. A entidade passou a atender autistas em 2008, quando abriu 30 vagas para esses pacientes. Outros 300, que têm outros tipos de deficiência, também ficam internados na instituição.

A Procuradoria-Geral do Estado afirma que interpôs recurso de apelação a essa decisão no início do mês e aguarda nova manifestação do Poder Judiciário.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 

31 de jan. de 2013

Instituto Autismo do Amazonas habilitado a realizar convênios com o Governo do Estado

 
O Instituto Autismo do Amazonas, instituição filantrópica criada em 2011, obteve o título de utilidade pública estadual e agora está habilitado a receber apoio financeiro do Governo do Estado. 

A novidade foi anunciada pelo governador do Amazonas em exercício, José Melo, que prestigiou na manhã desta quarta-feira, dia 30 de janeiro, a inauguração da sede do Instituto, localizada na zona centro-oeste de Manaus, que atende crianças e adolescentes autistas. 

“Até pouco tempo esta instituição não tinha a documentação suficiente para conveniar com o Governo, mas agora eles já conseguiram e se tornaram legalmente uma instituição sem fins lucrativos. Eles estão, agora, perfeitamente habilitados a acessar os recursos do Fundo de Promoção Social do nosso Governo”, afirmou José Melo.

De acordo com o governador em exercício, o Instituto Autismo do Amazonas já recebeu orientação para dar entrada na documentação junto ao Fundo de Promoção Social (FPS), que tem como presidente de honra a primeira-dama do Estado, Nejmi Jomaa Aziz. Somente após a apresentação do projeto, o FPS fará a análise da solicitação e deliberará de que maneira o Instituto será beneficiado.


Ainda segundo José Melo, a política social do Estado prioriza, conforme determinação do governador Omar Aziz, as pessoas especiais, a exemplo dos autistas, “O governo do Omar tem se preocupado com isso, nossa política estadual atende crianças excepcionais que precisam de tratamento diferenciado. Nós temos várias secretarias que trabalham nesse sentido”, pontuou Melo.


Para o diretor-presidente do Instituto Autismo do Amazonas, Joaquim Melo, o apoio do Governo será substancial para a ampliação do número de atendimentos. 

Atualmente a instituição tem capacidade para atender 40 pessoas semanalmente. Recebem apoio psicológico e nutricional, por meio de terapias, atividades lúdicas e de educação física, crianças a partir de 3 anos de idade, além de adolescentes.
 

Uma das principais necessidades da instituição, segundo Joaquim, é a aquisição de um terreno próprio. 

“Esta sede é alugada e futuramente queremos adquirir um terreno próprio para fixar a sede do Instituto. Temos certeza que agora, com tudo legalizado, teremos o apoio que precisamos do Governo. Vamos dar entrada o quanto antes”, disse.

Não há números oficiais, mas a estimativa é que existam 20 mil autistas em todo o Amazonas.

Apoio Voluntário – O Instituto Autismo no Amazonas está precisando de ajuda para mobiliar a sede e também de itens para terapia das crianças e adolescentes autistas. A entidade também necessita de material de expediente e de limpeza.

Entre os itens para estruturação da sede estão: geladeira, fogão, condicionador de ar, armários, prateleiras, bebedouro, mesas para escritório, cadeiras, entre outros.

Para o tratamento oferecido aos autistas, a entidade precisa de espelhos, brinquedos pedagógicos, livros e DVDs infantis, tapetes emborrachados, bolas de pilates, cadeiras infantis, cama elástica etc.

O governador do Amazonas em exercício, José Melo, disse que a ajuda deve partir de toda a sociedade. “Essa é uma tarefa de todos, por isso peço a todos que possam contribuir que façam uma doação. Esse é um bom momento para aqueles que têm bom coração”, ressaltou José Melo.

O Instituto Autismo no Amazonas fica na rua Coronel Brito, número 321, conjunto Santos Dumont, bairro da Paz, zona centro-oeste. Os telefones de contato são (92) 8116-7411 e 9164-2776. Outras informações no site www.autismonoamazonas.com.

12 de jan. de 2013

Lei que garante direitos a autistas é fruto de mobilização, destaca Mara Gabrilli

 
 
A presidente Dilma Rousseff sancionou, no final do mês passado, uma lei aprovada pelo Congresso que garante mais direitos aos autistas. 

A Lei 12.764/12 assegura aos autistas os benefícios legais de todos os portadores de deficiência, que incluem desde a reserva de vagas em empresas com mais de cem funcionários, até o atendimento preferencial em bancos e repartições públicas.

“A aprovação da proposta é um mérito do próprio movimento autista, que se mobilizou em busca dos seus legítimos direitos”, afirmou a autora do substitutivo aprovado pela Câmara, deputada Mara Gabrilli (SP). A Lei 12.764/12 institui a chamada Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Gabrilli apresentou uma emenda, sancionada pela presidente, que prevê punição para os gestores escolares que recusarem a matrícula dos alunos com autismo ou qualquer outro tipo de deficiência. 

O responsável pela recusa está sujeito a multa de 3 a 20 salários mínimos. Em caso de reincidência, os gestores podem até perder o cargo.

O texto, contudo, foi sancionado com vetos que causaram polêmica entre os representantes do setor. A presidente retirou do projeto dois dispositivos que garantem atendimento especial aos alunos que não puderem frequentar a rede regular de ensino, sempre em função das necessidades de cada estudante.

O argumento do governo é que a possibilidade de exclusão dos alunos autistas das escolas regulares é contrária à Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual o Brasil é signatário. Segundo o acordo, todas as pessoas com deficiência devem ter acesso aos ensinos primário e secundário inclusivos.

Mas, para Eloisa Masson, mãe de Vinícius Masson, de nove anos, o assunto não é tão simples.
Vinícius frequentava uma escola privada de Brasília em classe comum, mas não conseguiu se adaptar à rotina dos outros alunos.

Hoje, Vinícius frequenta uma escola pública com classes especiais. Essas turmas têm uma média de um professor para cada dois alunos e as atividades são planejadas de acordo com as necessidades dos alunos autistas. A ideia é preparar os estudantes para as classes comuns, mas não há prazo máximo para inclusão. A mãe do Vinícius explicou a importância do ensino especial.

O presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, Fernando Cotta, também defendeu o atendimento especial para os alunos autistas.

Outro veto da presidente acaba com a previsão de horário de trabalho especial para funcionários públicos responsáveis por pessoas com deficiência.

Hoje, a Lei 8.112 já assegura um regime de trabalho especial para os servidores públicos com deficiência. A extensão desse benefício aos familiares, segundo a presidente, só poderia ocorrer após iniciativa do próprio Executivo.

10 de jan. de 2013

Lei que garante direitos a autistas já está em vigor

Criança está com as duas mãos na cabeça
A presidente Dilma Rousseff sancionou, no final do mês passado, uma lei aprovada pelo Congresso que garante mais direitos aos autistas.

 A Lei 12.764/12 assegura aos autistas os benefícios legais de todos as pessoas com deficiência, que incluem desde a reserva de vagas em empresas com mais de cem funcionários, até o atendimento preferencial em bancos e repartições públicas.

“A aprovação da proposta é um mérito do próprio movimento autista, que se mobilizou em busca dos seus legítimos direitos”, afirmou a autora do substitutivo aprovado pela Câmara, deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP). 

A Lei 12.764/12 institui a chamada Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Gabrilli apresentou uma emenda, sancionada pela presidente, que prevê punição para os gestores escolares que recusarem a matrícula dos alunos com autismo ou qualquer outro tipo de deficiência. O responsável pela recusa está sujeito a multa de 3 a 20 salários mínimos. Em caso de reincidência, os gestores podem até perder o cargo.
 
Vetos
 
O texto, contudo, foi sancionado com vetos que causaram polêmica entre os representantes do setor. A presidente retirou do projeto dois dispositivos que garantem atendimento especial aos alunos que não puderem frequentar a rede regular de ensino, sempre em função das necessidades de cada estudante.

O argumento do governo é que a possibilidade de exclusão dos alunos autistas das escolas regulares é contrária à Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual o Brasil é signatário. Segundo o acordo, todas as pessoas com deficiência devem ter acesso aos ensinos primário e secundário inclusivos.

Mas, para Eloisa Masson, mãe de Vinícius, de nove anos, o assunto não é tão simples. Vinícius frequentava uma escola privada de Brasília em classe comum, mas não conseguiu adaptar-se à rotina dos outros alunos. “Ele circulava, andava, deitava e a professora tinha que dar atenção para outras 20 crianças. Ele precisava de atenção mais individualizada para que pudesse, aí sim, estabelecer uma rotina”, explicou Eloisa.

Hoje, Vinícius frequenta uma escola pública com classes especiais. Essas turmas têm uma média de um professor para cada dois alunos e as atividades são planejadas de acordo com as necessidades dos alunos autistas. A ideia é preparar os estudantes para as classes comuns, mas não há prazo máximo para inclusão. As crianças ficam nas classes especiais até quando for preciso.

“A grande maioria dos autistas graves necessita da escola especial. Isso vai fazer falta para essas pessoas, que não se adaptam facilmente ao sistema regular e precisam de apoio específico”, alertou o presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, Fernando Cotta. Segundo ele, o grupo pretende mobilizar parlamentares este ano para tentar mudar a lei sancionada.

Funcionários públicos 

Outro veto acaba com a previsão de horário de trabalho especial para funcionários públicos que sejam pais ou responsáveis por pessoas com deficiência. Hoje, a Lei 8.112/90 já assegura um regime de trabalho especial para os servidores públicos com deficiência. A extensão desse benefício aos familiares, segundo a presidente, só poderia ocorrer após iniciativa do próprio Executivo.

Segundo Fernando Cotta, esse veto também prejudica os autistas: “As famílias precisam ser amparadas pelo Estado para dar suporte a seus filhos. Mais tempo com a família significa qualidade de vida para os autistas”.


7 de jan. de 2013

Nova lei obriga diretor de escola a matricular autista

Diversos lápis de cor empilhados
Gestores de escolas que se recusarem a matricular alunos com autismo serão punidos com multa e, em caso de reincidência, poderão perder o cargo. 

A regra integra a Política de Proteção dos Direitos de Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, sancionada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff.

"A lei representa um passo importante, mas, agora, tem de ser colocada em prática", afirmou a presidente da Associação Brasileira de Autismo, Marisa Furia Silva. 

O texto prevê a participação da sociedade em todas as etapas da política: desde a implementação até o controle da execução das ações.

Para Marisa, um dos maiores avanços do texto é deixar claro que o autista deve ser considerado como deficiente. "Até hoje, pessoas com transtorno estavam à margem do sistema de atenção", avalia.

Ela conta que em muitos casos havia dúvida se o tratamento deveria ser feito na área de saúde mental, se o autista deveria ter asseguradas todas as garantias previstas na política de pessoas deficientes. "Isso agora está resolvido", diz.

O mesmo ocorre com o acesso à educação. "Como todo cidadão, o autista deveria ter assegurado todo atendimento e assistência. Mas isso, muitas vezes, ficava apenas no papel, incluindo as vagas nas escolas."

A lei assegura a participação da comunidade na elaboração e no controle da política. As ações deverão ser feitas de forma intersetorial. "A ideia é criar estratégias dentro de várias áreas: saúde, educação, previdência", completa a presidente da associação.

A lei foi batizada de Berenice Piana, em homenagem à autora do projeto apresentado no Congresso, também mãe de autista.

A ideia é assegurar, com a norma, acesso a ações e serviços de saúde, educação, ensino profissionalizante, moradia, mercado de trabalho, previdência e assistência social.

Diagnóstico precoce. Marisa considera essencial garantir o diagnóstico precoce da doença. "Há ainda muito o que melhorar", avalia. Ela observa que quanto melhor a qualidade da assistência, menor o gasto, tanto do governo quanto das famílias de autistas.

Outro ponto importante, completa, é a formulação de um sistema de tratamento para pacientes em todas as fases da vida: desde a infância até a terceira idade. "Quem vai cuidar do idoso autista? Os pais morrem, os irmãos possivelmente também já estarão na terceira idade. É preciso ações para crianças, para estudantes, jovens e idosos."

De acordo com o governo, para o cumprimento das diretrizes de saúde, educação e ensino profissionalizante, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado.


21 de dez. de 2012

Empresa berlinense emprega autistas como consultores de TI

Tobias Altrock sentado à mesa, em frente ao computador 
 
Na maioria das vezes, eles possuem bons conhecimentos profissionais, podem pensar de forma lógica e analítica e têm boa capacidade de concentração – mesmo em tarefas que precisam ser repetidas várias vezes. Eles são detalhistas, precisos e têm um alto padrão de qualidade. Mas nem sempre as empresas correrem atrás de tais empregados.

Por volta de 250 mil autistas com a síndrome de Asperger vivem na Alemanha. Trata-se de uma forma mais branda do autismo, cujos portadores possuem as qualidades acima mencionadas. Apesar disso, eles são frequentemente classificados como inaptos para trabalhar pela Agência Federal do Trabalho alemã.

Somente 15% das pessoas com a síndrome de Asperger têm um trabalho normal. O motivo é que elas têm problemas para se integrar num ambiente social de trabalho. Fica difícil atender às exigências das empresas: espírito de grupo, sensibilidade em lidar com outras pessoas e habilidade de comunicação.

Tobias Altrock, 26 anos, tem autismo de Asperger. Ele largou a escola no segundo ano do ensino médio. Até o fim deste ano, ele estava à procura de uma vaga como aprendiz num programa de formação profissional de alguma empresa.

“Não foi por causa das notas”

“Eu me candidatei muitas vezes, mas nunca fui aceito. Tentei encontrar uma vaga de aprendizado profissional”, disse Altrock. “Com certeza não foi por causa das notas, isso já me foi dito várias vezes. Meu psiquiatra me explicou que ele também não me contrataria, se eu fosse convidado para uma entrevista de trabalho. Pode-se ver no meu rosto que sou diferente e que não funciono da forma como geralmente se espera no mercado de trabalho.”

No entanto, no início de novembro, Altrock ganhou finalmente uma oportunidade na vida profissional. Ele foi empregado como consultor júnior na Auticon, uma firma de assessoria em Berlim – e com salário normal de mercado. A Auticon disponibiliza trabalhadores com síndrome de Asperger como consultores de TI (Tecnologia de Informação) para empresas.

A firma foi fundada há cerca de um ano por Dirk Müller-Remus, que deixou para trás seu cargo de executivo numa empresa de tecnologia médica. 

“A mudança foi ocasionada pelo fato de eu ter um filho com síndrome de Asperger”, disse. Segundo Müller-Remus, seu filho quase não é capaz de dar conta de sua vida cotidiana, mas possui enormes talentos e qualidades.

Para Müller-Remus, era difícil imaginar que seu filho poderia exercer uma profissão normal. “Daí tive a ideia de fundar uma empresa que se baseasse nos pontos fortes de autistas.”
 
Bons na gestão de qualidade

Os pontos fortes de muitos autistas com síndrome de Asperger estão principalmente na área de gestão de qualidade, diz Müller-Remus. Na maioria das vezes, eles podem pensar de forma bastante estruturada, analítica e lógica. E como há uma grande demanda por testadores de software, sua firma se especializou em treinar portadores da síndrome de Asperger nessa área e disponibilizá-los para empresas.

Para tal, a Auticon se baseia no conhecimento profissional que o candidato já possui. Muitos dos autistas com síndrome de Asperger aprendem temas da Tecnologia de Informação de forma autodidata. “Desde que tenho oito anos de idade, eu me interesso por questões de informática, por programação, hardware, software e lógica em geral. Tudo o que está ligado a algoritmos e lógica, esse é o meu talento, é o que eu posso fazer muito bem”, disse Altrock.

Para que um ambiente normal de trabalho não seja obstáculo para um consultor de TI, a Auticon lhes disponibiliza os chamados treinadores de trabalho, como Elke Seng. Num estágio inicial, ela identifica qual ambiente se adapta a cada funcionário, qual o tipo certo de iluminação, que tipo de barulho deve ser evitado, onde deve se localizar a mesa de trabalho, se a temperatura deve ser mais quente ou mais fria.

Quando, então, o consultor é inserido em alguma empresa, ela é responsável pela concepção adequada do local de trabalho e conversa com outros funcionários e com os chefes sobre as características do autismo de Asperger. 

“Muitos têm medo de autistas e pensam que eles podem fazer algo errado ou quebrar alguma coisa”, disse Seng. Segundo Müller-Remus, é preciso simplesmente “informar as firmas, bem e abertamente, que está chegando alguém que é diferente e de que forma ele é diferente”.
 
Expansão planejada

Em Berlim, até o momento, a Auticon já empregou seis consultores. Até o fim do ano, esse número deverá se elevar para 12. Também em Munique encontra-se em planejamento uma nova filial que deverá empregar, no início do próximo ano, seis autistas com síndrome de Asperger.

E graças a uma cooperação com a firma de telefonia móvel Vodafone, quatro postos de trabalho para portadores da síndrome de Asperger irão surgir numa nova filial que está sendo montada em Düsseldorf. Enquanto em outros países já existem empresas similares, na Alemanha, a Auticon é a primeira a treinar autistas com síndrome de Asperger para empresas.

O filho de Müller-Remus ainda não pôde se beneficiar da empresa de seu pai, pois seus talentos estão na área musical. Segundo levantamentos estatísticos, somente 15% dos autistas com síndrome de Asperger se interessam pela área de TI, disse Müller-Remus.

Por esse motivo, ele considera expandir gradualmente o portfólio de serviços da Auticon em torno do tema da gestão de qualidade. De modo que, no futuro, também possam ser empregados funcionários que tenham, por exemplo, seus pontos fortes nas áreas de idiomas e música.
 
Vantagens econômicas

Para a economia alemã, significa o aproveitamento de um grande potencial inexplorado; para o Estado, uma carga menor de assistência social. Mas e para os afetados?

“Eu ouvi e li biografias muito tristes e muito chocantes”, explicou Elke Seng. “Para muitos, e isso eles mesmos dizem, trata-se da última ou única oportunidade que tiveram no mercado de trabalho.”

Na Auticon, disse Seng, o potencial de tais empregados pode florescer num espaço mais curto de tempo. “Outro dia, um dos novos funcionários me disse: ‘Sra. Seng, na verdade eu tinha uma consulta com o psiquiatra, mas desde que eu comecei a trabalhar aqui, eu não preciso mais ir, porque estou me sentindo muito bem’.”
 

19 de dez. de 2012

Diurético pode aliviar sintomas do autismo, diz estudo

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Um medicamento diurético poderia aliviar os sintomas de certos distúrbios do autismo, segundo um estudo realizado por cientistas do Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica francês Inserm, divulgado esta terça-feira (11).

O ensaio foi realizado pelo método duplo-cego aleatório, que permite analisar a eficácia de um novo medicamento, evitando que o cientista e o indivíduo testado tenham conhecimento se a substância usada é experimental ou uma substância inócua.

Participaram do estudo 60 crianças com idades entre 3 e 11 anos, portadoras de várias formas de autismo, que tomaram, aleatoriamente, durante três meses, ora o diurético bumetanida -- na proporção de 1 mg por dia -- para "reduzir os níveis de cloro" nas células, ora um placebo.

As crianças foram acompanhadas durante quatro meses, o último deles sem terem ingerido o medicamento.

A severidade dos distúrbios autísticos das crianças foi avaliada no início do estudo e ao final do tratamento, ou seja, ao cabo de 90 dias e um mês depois deste prazo.

Embora não seja uma cura, o tratamento permitiu a três quartos das crianças tratadas uma diminuição da severidade dos distúrbios autísticos, segundo pesquisadores do instituto francês cujo trabalho foi publicado esta semana no periódico "Translational Psychiatry".

Com a suspensão do tratamento, alguns problemas reaparecem."Mesmo que não possa curar a doença, o diurético diminui a severidade dos distúrbios autísticos da maioria das crianças. 

Segundo os pais destas crianças, eles são menos presentes", segundo Yhezkel Ben-Ari, pesquisador do Inserm em Marselha, na França, um dos co-autores do estudo. A título de exemplo, os profissionais notaram melhora na atenção e na interação.

Para determinar a população abrangida por este tratamento, os cientistas apresentaram um pedido de permissão para fazer um estudo em vários centros em escala europeia e, no futuro, obter uma autorização para esta indicação.

Os cientistas reforçaram a necessidade de se avaliar o efeito a longo prazo deste tipo de tratamento e aprofundar a pesquisa sobre seus mecanismos de ação.

Em um comentário divulgado pelo periódico, um especialista, o professor emérito Uta Frith, do Instituto de Neurociência Cognitiva da University College, de Londres, na Inglaterra, disse ser "cético" por ver vários tratamentos do autismo surgir e depois desaparecer.Ele julgou "modesto" o efeito do medicamento, mas destacou, entretanto, a seriedade do estudo.

Fonte: G1

6 de dez. de 2012

Aprovada política nacional de proteção aos autistas

Criança com autismo
O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (5), Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. 

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 168/2011, de autoria da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), estabelece os direitos fundamentais da pessoa autista e equipara a pessoa com esse distúrbio à pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, além de criar um cadastro único dos autistas, com a finalidade de produzir estatísticas nacionais sobre o problema.
 

O texto tem como base sugestão da Associação em Defesa do Autista (Adefa). 

 A política de proteção deverá articular, conforme o projeto, os organismos e serviços da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios nas áreas de saúde, educação, assistência social, trabalho, transporte e habitação, com vistas à coordenação de políticas e ações assistenciais.

A Câmara dos Deputados apresentou três emendas ao texto, que receberam parecer favorável na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Já a CDH aprovou o relatório do senador Wellington Dias (PT-PI) modificando a redação da segunda emenda que prevê multas de três a 20 salários mínimos e sanções administrativas para o gestor escolar que recusar a matrícula de aluno com autismo, por entender que se trata de uma atitude discriminatória.


No Plenário do Senado foi aprovado parecer contrário à emenda 3, que previa as penas para as práticas de castigo corporal, ofensa psicológica, tratamento cruel ou degradante à criança ou adolescente com deficiência ou com autismo como forma de correção, disciplina ou outro pretexto. O relator argumentou que as penas previstas no Código Penal (Lei 9.455/1977) são mais severas que as propostas no texto.

 
A matéria agora vai à sanção presidencial. Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) cumprimentou todo os colegas senadores e deputados pela aprovação do projeto. – O Senado hoje dá mais um passo importante no sentido de implementar a Convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência aprovado pelo Congresso Nacional com status constitucional – comemorou o senador.

27 de nov. de 2012

Revisão do "Manual de Diagnóstico e Estatistico de Transtornos Mentais - DSM-5" traz nova visão sobre o autismo

Criança com autismo
Sem conseguir olhar nos olhos, com dificuldade de se comunicar e de interagir socialmente, os autistas se fecham num mundo particular. 

Compreender este universo é o desafio da Associação Americana de Psiquiatria, que lançará em maio de 2013 uma revisão do “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais” (DSM-5), seguido por organizações de todo o mundo e que traz, entre outras medidas, novas diretrizes sobre a síndrome.

  As mudanças têm gerado polêmica em alguns países. No Brasil, o desafio maior é ainda o da sensibilização da importância do diagnóstico precoce.

A reformulação prevê usar o termo “espectro autista” para o que antes era conhecido por profissionais como “transtorno invasivo do desenvolvimento”. Sob este guarda-chuva estavam síndromes, como a de Asperger, de Rett, desintegrativa da infância e o autismo clássico, que deixarão de existir. Em vez disso, o paciente do espectro autista será avaliado por níveis, de leve a grave.

A força-tarefa da associação defende que a nova categoria ajudará clínicos a diagnosticar os sintomas e comportamentos de cada indivíduo com mais precisão, evitando colocar rótulos que não garantem um melhor tratamento. Já alguns especialistas e organizações — especialmente as de defesa de pacientes com Asperger, considerado um transtorno mais leve —, temem um estreitamento do diagnóstico e que o grupo seja subavaliado, perdendo direitos como o de tratamento em centros específicos.


— Esta é, de fato, uma preocupação. Os dados utilizados para apoiar a mudança vêm de uma grande amostra muito bem caracterizada, e nela cerca de 10% dos casos perderam o diagnóstico. Mas minha preocupação, na verdade, é que poderá haver um número muito maior de casos, e há outros dados que sustentam isto — avaliou o especialista em autismo Fred Volkmar, diretor do Centro de Estudos da Criança da Escola de Medicina de Yale, nos Estados Unidos.


De acordo com o censo 2000 do
IBGE, estima-se que haja 454.706 crianças com transtorno invasivo do desenvolvimento no Brasil, com uma taxa de prevalência de uma para 150. Nos EUA, de acordo com um levantamento publicado este ano pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, há um autista para cada 88 indivíduos (em 2002, havia um para 155 no país). Além disso, há duas vezes mais homens que mulheres autistas. A frequência do espectro autista tem aumentado há décadas, mas pesquisadores não chegam a um acordo se a tendência é resultado de maior preocupação e conhecimento sobre o transtorno ou se existe realmente um aumento de incidência.

— Se a criança consegue ter uma intervenção antes dos 3 anos, ela chega a ter uma melhora de 80% nos sintomas autistas. Se consegue desenvolver a linguagem simbólica, ou seja, entender o dito pelo não dito, antes de 5 anos, a melhora pode chegar a 90% — afirmou o chefe do Setor de Psiquiatria Infantil da Santa Casa de Misericórdia, Fabio Barbirato, que ministra o VII Simpósio Nacional em Psiquiatria para a Infância e Adolescência, nos próximos dias 7 e 8.


A importância do diagnóstico precoce

Notar se o bebê tem interesse por outras crianças, se ele costuma fazer imitações e se olha para os pais são alguns dos sinais que podem ser percebidos no dia a dia e ajudar no diagnóstico. Como parte do tratamento, Barbirato recomenda fonoaudiologia e terapia cognitiva-comportamental. Dietas, como a do glúten, não têm comprovação científica. O psiquiatra ainda orienta os pais a buscar profissionais habilitados pelas associações médicas.

— Existem muito mais crianças sem o diagnóstico do que com diagnóstico, principalmente em zonas rurais, e que estão sem tratamento — diz Barbirato, citando empecilhos como o despreparo de profissionais e a falta de conhecimento ou receio de pais de lidar com o tema.


Apesar de a ciência ainda investigar o que pode causar o autismo, já se tem melhor compreensão do seu cérebro. O periódico “Journal of the American Medical Association” (Jama), por exemplo, publicou no ano passado um estudo mostrando que as crianças autistas tinham 67% mais neurônios numa região chamada córtex pré-frontal, associada ao desenvolvimento cognitivo e emocional. O órgão também era 17,6% mais pesado do que os de crianças não autistas. Apesar de mais neurônios, o peso do cérebro era aquém ao esperado, sugerindo haver uma patologia neurológica.


Além do DSM-5, existe a
Classificação Internacional das Doenças (CID-10), no âmbito da Organização Mundial de Saúde (OMS), que também passa por reformulação. Ambos guias fornecem informações a profissionais e pesquisadores sobre o diagnóstico de doenças, e a CID ainda é usada como base de governos para produzir estatísticas. A próxima CID-11 está prevista para ser aprovada pela Assembleia Mundial de Saúde em 2015.

— Estamos cientes das propostas do DSM-5. Esta é uma das várias opções que vamos considerar para a CID-11 — afirmou o diretor sênior do Projeto de Revisão da CID-10, Geoffrey Reed, que ponderou: — Vamos avaliar a visão da sociedade civil, que expressou grande preocupação sobre o colapso destes diagnósticos, em particular da perda de um diagnóstico separado da síndrome de Asperger.
 

17 de out. de 2012

Centro Integrado do Autismo inicia atendimento em Manaus (AM)

Criança está com as duas mãos ao lado da cabeça
A partir da próxima segunda-feira, 15, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), vai iniciar o atendimento no Centro Municipal de Atenção Integrada ao Autismo, situado na rua Sapeaçu (antiga rua 18), nº 380, Alvorada II, zona Centro-Oeste. 

Manaus é terceira cidade brasileira a adotar políticas públicas específicas para atender em tempo precoce, os nascidos com essa deficiência e os demais já diagnosticados que necessitam de tratamento, mantendo uma equipe multidisciplinar para atender crianças com idade de 14 meses a 14 anos, informou a secretária Mônica Mendes, titular da Semasdh.

A abertura do centro foi feita na manhã desta quinta-feira, com a presença do secretário municipal de Educação, Mauro Lippi, da subsecretária municipal de Saúde, Denise Machado, e do vereador Homero de Miranda Leão, autor da proposta de criação do centro à Prefeitura de Manaus.

 Criado com base na Lei nº 1.495 de 26 de agosto de 2010, que reconhece o autismo como uma deficiência para implementar os direitos assegurados na Lei Orgânica de Manaus, o Centro Municipal será uma espaço multidisciplinar onde as secretarias de Assistên cia Social (Semasdh), Educação (Semed) e Saúde (Semsa) irão atuar em conjunto, cada qual em sua especialidade, para dar atendimento ao autista, bem como à sua família, informou Mônica, apontando o impacto positivo que esse serviço trará para as inúmeras famílias que tem crianças com autismo.

O trabalho a ser executado é voltado para o desenvolvimento global ao usuário, dando prioridade para a habilitação, reabilitação, potencialização das habilidades e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. 

Para o secretário de Educação, Mauro Lippi, esse trabalho integrado repercutirá positivamente na melhoria da qualidade de vida dessas crianças e adolescentes.

 Já o vereador Homero de Miranda Leão disse que seu mandato de vereador ficará marcado pela alegria de ver seu projeto se tornando realidade. 

“A ideia do centro nasceu depois de ver dezenas de mães que não sabiam para onde levar os filhos autistas e fico feliz de saber que o município agora tem um espaço par a essas crianças”, assegurou.

Estimativas dão conta de que devam existir cerca de 20 mil autistas em Manaus, número que pode ser bem maior, lembrou Mônica, afirmando que o Centro de Atendimento Integrado de Saúde, Educação e Assistência Social, Especializado no Tratamento e no Desenvolvimento da Pessoa com Transtornos do Espectro Autista será um marco para a cidade de Manaus.

O Centro Municipal vai atender crianças entre 14 meses de idade a 14 anos que já tenham diagnóstico médico. 

A intervenção terá procedimentos específicos para dar prioridade para a habilitação, reabilitação, potencialização das habilidades efortalecimento de vínculos familiares e comunitários. 

As crianças terão atendimento com neurologista (neuro infantil e adulto), psiquiatra, fonoaudiologista, odontologia, fisioterapia, terapia ocupacional, nutrição e enfermagem. E atividades de natação, prática desportiva, informática,arteterapia, brinquedoteca, musicoterapia, hidroterapia e circuito psicomotor.
 

3 de out. de 2012

Prática esportiva ajuda no tratamento de crianças com autismo

Menina joga bola para criança em cadeira de rodas
Cerca de dois milhões de brasileiros sofrem de autismo. Entre eles está Alana França, de apenas quatro anos. Seus pais, Fabíola e Renato, utilizaram a música como forma de estimular a filha. 

Porém, não foram as notas musicais as responsáveis pela maior evolução da criança. Alana passou a interagir com o mundo por meio da ginástica artística.

"Ela era uma criança muito fechada e, hoje em dia, a gente nem precisa falar. Quando vem para o Rodrigo, ela muda completamente", diz a mãe, Fabíola França. Rodrigo, a quem se refere, é o professor e o principal responsável pela evolução de Alana.

Quando chega na academia, a menina se transforma. Em casa demonstra timidez; mas nas aulas ela corre, pula, dá cambalhota e não se contém de tanta felicidade.

 "A ginástica tem a particularidade de ser um esporte muito completo. Trabalha força, equilíbrio, flexibilidade. Pode ser daí o êxito com essas crianças. Eu tento trabalhar com elas do jeito que são, falando comigo, me abraçando ou não", explica o professor Rodrigo Brívio.

Após assistirem a uma reportagem exibida no "Esporte Espetacular" em 2010, a família de
Manaus, no Amazonas, encontrou esperança para melhorar a vida da filha. Mudou-se para o Rio de Janeiro para que Alana pudesse interagir física e socialmente através do esporte.

"Vendo essa matéria, a gente decidiu vir para cá em busca de um sonho, de trazer nossa filha para o nosso mundo. A primeira vez que eu a vi abraçando uma pessoa que não seja da família foi lá, com o Rodrigo. O esporte é uma uma das melhores ferramentas para a inclusão social", lembra o pai.

A experiência do psiquiatra Fábio Barbirato com Alana serviu de exemplo para a adoção da prática esportiva no tratamento do autismo em outros pacientes. 

"A educação física foi uma consequência de toda essa melhora que ela teve neste um ano, junto com toda a parte motora e social. Ela tem mostrado mais interesse para se sociabilizar, tem melhorado a parte locomotora, o pegar das coisas", explica o especialista.

Alana é uma vencedora. Conquistou medalhas ao lado de mais de 80 atletas na Copa de Ginástica Artística para crianças com autismo.

28 de set. de 2012

Comissão da Câmara aprova benefícios para autistas

 

A Comissão de Educação, Cultura e Turismo da Câmara de Vereadores de Curitiba deu parecer favorável, nesta quarta-feira (26), à inclusão de pessoas com autismo na relação de cidadãos que deverão receber dedicação especial da prefeitura. 

Com o projeto de lei apresentado como Polícia Municipal de Atendimento aos Portadores de Transtornos do Espectro do Autismo, o objetivo é garantir um atendimento digno a essas pessoas em áreas como educação e saúde. O texto agora segue para o plenário. 

A medida prevê a criação de um núcleo específico dentro da administração para acompanhamento dos casos diagnosticados, treinamento dos profissionais de saúde e educação e abertura de vagas específicas na rede municipal de saúde. 

O objetivo é facilitar aos cidadãos a conquista da autonomia pessoal, qualidade de vida e participação plena na sociedade. 

Conforme a proposta, a política municipal abrangeria o autismo infantil, o autismo atípico e os portadores da Síndrome de Asperger, que é semelhante ao autismo.

 No projeto, o autismo é definido como uma síndrome, com sinais e sintomas claros, causados por uma desordem orgânica, com perfil psico-educacional diferenciado de todas as outras necessidades especiais, que não afeta a capacidade intelectual. 

Caso aprovada, além da rede pública, entidades especializadas poderiam receber apoio da prefeitura, para facilitar às pessoas o acesso a tratamento adequado em áreas como fisioterapia, fonoaudiologia e psicopedagogia. 

Informações ficariam disponíveis em uma central e campanhas educativas sobre a Síndrome de Autismo seriam realizadas pela administração municipal. A proposta está apta a ir ao plenário e foi aprovada anteriormente nas comissões de Legislação e Saúde.

Fonte:  Portal Bonde