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15 de jul. de 2016

Prefeitura do Rio e concessionária terão de adaptar ônibus para pessoas com deficiência





Por entender que os argumentos dos réus eram frágeis e meramente demonstrativos, o Superior Tribunal de Justiça rejeitou, por unanimidade, o recurso do município do Rio de Janeiro e de uma concessionária de transporte coletivo contra decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro obrigando-os a adaptar os ônibus municipais para pessoas com deficiência física.


Na ação civil pública movida pelo Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), a entidade alegava que o município e as empresas desrespeitam a lei municipal de 1987 sobre a renovação da frota de ônibus, incluindo a adaptação para deficientes. 


A ação ressaltou que o argumento de que o custo alto da transformação impediria o atendimento imediato da solicitação não justifica o descumprimento da legislação.


No recurso ao STJ, o município e a concessionária alegaram que a decisão desrespeita as leis federais e também a Constituição.


 No entanto, o relator do recurso, ministro Herman Benjamin, entendeu que os argumentos dos réus são frágeis e meramente demonstrativos.


“A simples menção a normas infraconstitucionais, feita de maneira esparsa e assistemática no corpo do texto do apelo nobre, não supre a exigência de argumentação adequada do apelo especial. É assente na corte o entendimento de que é condição sine qua non (indispensável) para que se conheça do especial que tenham sido ventilados, no contexto do acórdão objurgado, os dispositivos legais indicados como malferidos”, disse o relator.


O ministro ainda destacou que a contestação dirigida ao STJ demonstra a mesma base no mero inconformismo com a decisão observado nos embargos de declaração no TJ-RJ, já que não há violação a nenhuma lei federal a ser reparada.





26 de jun. de 2015

Metrô-DF lança campanha para uso de carro exclusivo feminino, pessoas com deficiência e ciclistas

O Metrô-DF começou a uma campanha de conscientização para melhor utilizar os carros exclusivos para mulheres e pessoas com deficiência e para os usuários que transportam bicicletas.


Os carros ganharam adesivos de identificação na parte interna dos trens, e os pisos das plataformas estão sendo renovados. 


O carro exclusivo feminino e para pessoas com deficiência foi adotado em cumprimento a uma lei distrital desde o dia 1º de julho de 2013.


O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, no pico da manhã e da tarde, no período das 6h às 8h45 e das 16h45 às 20h15. 


Para usufruir o direito, os usuários devem utilizar sempre o primeiro carro do trem, o chamado carro líder, localizado logo após a cabine do piloto.


Já o transporte de bicicletas deve ser realizado no último carro do trem, não podendo exceder cinco veículos por viagem. 


A recomendação é que, dentro do trem, a bicicleta seja acomodada de forma que não obstrua a passagem e que não perturbe os outros usuários. Isso porque, segundo o Metrô, passageiros sem bicicletas sempre têm preferência de embarque.


Desde seu funcionamento, o carro exclusivo feminino e para portadores de deficiência vem ganhando adesão de usuários. 


Segundo o órgão, diariamente, uma média de 15 pessoas entram em contato com a Ouvidoria para informar e reclamar sobre o descumprimento da lei.


Fontes: R7  /   Vida Mais Livre


2 de jun. de 2015

Motoristas e cobradores de ônibus do AM recebem treinamento para atender pessoas com deficiência




A empresa de transportes urbanos Expresso Coroado, que atende a Zona Leste de Manaus, passa até o final deste mês por uma capacitação para oferecer uma abordagem correta às pessoas com deficiência no transporte coletivo. 


No total, serão treinados 600 funcionários, entre inspetores, cobradores e motoristas. As aulas são dividas em módulos de 40 participantes.


A capacitação é realizada pelo Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conede-AM). 


O treinamento conta com apoio da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped) e consiste em aulas práticas e teóricas sobre a realidade das pessoas que precisam de auxílio para embarcar e desembarcar nos transportes coletivos.


A capacitação foi uma solicitação da própria empresa que busca aperfeiçoar o quadro de colaboradores acerca das terminologias corretas à pessoa com deficiência; direitos e conquistas; condução de cadeirantes, cegos e pessoas com mobilidade reduzida. 


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Manaus possui 461,4 mil pessoas com algum tipo de deficiência, o equivalente a 23% da população.


O palestrante do curso e presidente do Conede-AM, Mário Célio, afirma que é importante ter esse respeito e conhecimento sobre a rotina das pessoas com deficiência na utilização dos coletivos. 


“Essa programação conta com explicações sobre conceitos e termos usados para abordar as pessoas. A intenção é que todos possam conduzir de maneira corretas essas pessoas e mostrar que as pessoas com deficiência têm direito a esse transporte de uma maneira mais humanizada. A humanização faz parte da sensibilização”, ressaltou.


O cobrador Marinho Gomes, 36, simulou a entrada e saída de um cadeirante no ônibus. Ele comenta que o aprendizado deve ajudar em seu trabalho no coletivo. 


“É importante porque são situações que convivemos, pois tem dias que transportamos três cadeirantes por viagem e temos essa missão de ajudar ao próximo”, disse.




 

29 de mai. de 2015

Pessoas cegas pedem informação em braile em terminal de ônibus em SP

Foto de um ponto de ônibus com piso tátil


O terminal de ônibus de Itapetininga (SP), localizado no Centro, tem piso tátil, utilizado como guia para pessoas com deficiência visual, porém, falha na falta de um cronograma de ônibus com informações em braile, reclama Wesley Gamaliel, que tem deficiência visual e é presidente do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência.


De acordo com Gamaliel, com a falta de informações as pessoas com deficiência precisam da ajuda de outros usuários para poder pegar o transporte público. 


“A acessibilidade tem que ser universal. Então, a partir do momento que tenho o piso tátil, mas não tenho a informação braile, para saber qual ônibus pegar no ponto, não é acessibilidade. Acessibilidade é a gente dar autonomia para a pessoa com deficiência, seja intelectual, visual, física, ou auditiva, a fazer o máximo que puder com independência.”


A Prefeitura e a empresa responsável pelo transporte público na cidade, Rosa Turismo, não responderam sobre a reclamação e sugestão do usuário com deficiência até a tarde desta quinta-feira (28).


No município há outras reclamações sobre falta de acessibilidade. O atleta de goalball e deficiente visual, Rafael Tavares, aponta que obstáculos atrapalham o tráfego pelas calçadas no Centro. 


“Podemos bater a cabeça, machucar o rosto e ferir os joelhos nos bancos. Quando não existe piso tátil os riscos aumentam ainda mais”, afirma.


Para a dona de casa Gisele Caprara, caminhar pela área central é um desafio, afinal, o local é cheio de carros e motos. A deficiente visual lembra que precisa de ouvidos atentos ao atravessar as ruas. 


“Nem sempre as pessoas estão prontas para ajudar e às vezes é preciso arriscar”, conta.


Desafios dos cadeirantes



Os deficientes físicos também têm muitas dificuldades pra poder circular pelas ruas centrais. 


As calçadas esburacadas atrapalham o caminho e muitas vezes a cadeira de rodas não passa. O mecânico Joaquim Pi ressalta também que as más condições das rampas tornam o trajeto ainda mais difícil. 


“A rampa precisa ser mais reta, senão acaba atrapalhando. Fico muito triste com isso porque a gente (deficientes) se sente isolado”, reclama.


A Prefeitura de Itapetininga informa que a Secretaria de Obras conta com nove fiscais que vistoriam se as calçadas estão de acordo com as leis municipais de acessibilidade, ou seja, a calçada não pode ter no sentido transversal degraus e rampas superior a 5%, deve ser revestida com material firme, estável e não escorregadio. A calçada deve obedecer o caimento das guias, diz ainda o Executivo.



Fonte: G1  / Vida Mais Livre



15 de abr. de 2015

Homem cego morre após cair em vão da Estação Sé do Metrô, em SP

Foto da Estação Sé do Metrô


Um homem com deficiência visual morreu na noite do último domingo, 12, ao tentar embarcar em um trem da Linha 3-Vermelha do Metrô em São Paulo. 


Por volta das 21h50, o usuário caiu no vão entre os carros que partiam no sentido Palmeiras-Barra Funda, na Estação Sé, e morreu no local. Ele foi retirado por agentes de segurança do Metrô.


O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom).


Em nota, a assessoria do Metrô disse que está colaborando com a investigação, que "os funcionários do Metrô estão capacitados a auxiliar usuários portadores de deficiências" e "que todas as estações são acessíveis e dotadas de piso podotátil para que os usuários tenham autonomia de locomoção, se assim desejarem".


Segundo o Metrô, a vítima não solicitou ajuda aos funcionários e teria embarcado na Estação Portuguesa-Tietê, da Linha 1-Azul, acompanhada de outro passageiro.




 

3 de mar. de 2015

Ônibus: MP quer que Etufor conceda gratuidade a deficientes auditivos


 


A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) poderá ter quer garantir o deslocamento diário gratuito por meio de transporte coletivo aos deficientes auditivos. 


Ação Civil Pública com esse objetivo foi ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Ceará, atrav´s dos pelos promotores de Justiça Hugo Frota Magalhães Porto Neto e Paulo Roberto Barreto de Almeida. 


Eles solicitaram à Justiça que empresa municipal conceda de forma imediata a gratuidade aos deficientes auditivos que tiveram os seus pleitos indeferidos entre 2012 e 2015. 


Além disso, deve promover a revisão dos pleitos, reconhecendo para o conceito de deficiência auditiva com perda unilateral, conforme o Superior Tribunal de Justiça, o gradiente de 41 decibéis calculado pela média das quatro frequências (500, 1000, 2000 e 3000hz), conforme estabelece a Organização Mundial de Saúde (OMS) ou o conceito de perda bilateral com a aferição do gradiente de 41 decibéis em apenas um dos ouvidos, podendo o outro possuir perda inferior em decibéis, conforme também estabelece a OMS.


A ação foi motivada após denúncias de uma usuária com deficiência auditiva que estava sendo prejudicada quanto à concessão do benefício de gratuidade para os transportes coletivos urbanos de Fortaleza. 


O MPCE chegou a requisitar informações relativas aos anos anteriores a fim de aferir outras eventuais violações que poderiam estar sendo praticadas pela Etufor. 


Em 2013, foram verificadas 12 pessoas com deficiência auditiva que tiveram o benefício indeferido. Em 2012, foram 15 sem o mesmo benefício de gratuidade.


O entendimento do MPCE é que os dados demonstram o dano que a Etufor vem causando à coletividade. Por isso, a ação pede que, além dos prejudicados em 2012 e 2013, todos os que se enquadrem no conceito legítimo e jurídico de deficiência auditiva tenham assegurado o transporte coletivo urbano gratuito em Fortaleza.


Fonte: Ceará Agora 

 

26 de fev. de 2015

Conheça as linhas e itinerários do "Noturno - Rede de Ônibus das Madrugada


Está chegando a hora! 


No próximo sábado, 28 de fevereiro, começam a circular as 151 linhas do ‪#‎Noturno‬, rede de 
ônibus que funcionará na cidade da 0h às 4h 


Saiba mais sobre as linhas e itinerários no site da SPtrans:  

Clique Aqui Para Entrar no Site da SPtrans


6 de fev. de 2015

Idosos e pessoas com deficiência têm direito ao transporte público de graça em MG

Foto de uma representação de ônibus com fundo amarelo
Idosos e pessoas com deficiência e com renda individual inferior a dois salários mínimos têm direito à gratuidade no serviço intermunicipal de transporte coletivo de passageiros. 




Para obtê-la, o interessado deve comparecer a um dos postos de atendimento do Sindpas levando os seguintes documentos: cópias da carteira de identidade, CPF e comprovante atualizado de endereço; uma foto 3x4 recente e sem rasuras; comprovante de renda.


Aposentados e pensionistas do INSS devem apresentar o demonstrativo de crédito e benefício (DCB), emitido pelo banco onde eles recebem seus benefícios. 


Pessoas com deficiência precisam também apresentar o laudo médico-pericial emitido por profissional de saúde pertencente a entidade integrante do Sistema Único de Saúde (SUS). A carteira fica pronta em 30 dias e deve ser retirada no mesmo local onde foi solicitada.


Há um posto de atendimento na rodoviária de Belo Horizonte e também no Espaço Cidadania da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). 


Este posto funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 17h. O endereço é Rua Martim de Carvalho, 94, no bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul da capital mineira. Mais informações no site do Sindpas.


Texto Original: G1

 

21 de jan. de 2015

Prefeitura de Maceió lança aplicativo de ônibus para pessoas com deficiência visual

Foto do logotipo da empresa CittaMobi


Quem tem deficiência visual ou é cadeirante sofre com os obstáculos para andar de transporte público em Maceió. Visando melhoria na acessibilidade, a prefeitura lançou, por meio da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), o aplicativo CittaMobi Acessibilidade. 


O lançamento aconteceu na última segunda-feira (19), na sede das promotorias do Ministério Público, no Barro Duro.


O aplicativo disponibilizará um áudio que informa ao cego o ponto de ônibus mais próximo. Permite também que as linhas sejam selecionadas pelo usuário por meio da voz, como também quais são os coletivos adaptados para cadeirantes. 


A SMTT que já lançou um aplicativo para facilitar o transporte público para a população em geral, tem como objetivo tornar acessível a nova ferramenta para todos os usuários de coletivos em Maceió.


O programador de computadores, Luiz Eduardo, é o idealizador do projeto. Aos 23 anos ele já trabalhava com programação e acabou ficando cego. 


"Eu tive que me adaptar para continuar criando [programação]. Sentia muita dificuldade de me locomover, ficava mais de 40 minutos no ponto para tentar pegar o ônibus, fazia sinal para todos eles. Foi quando decidi fazer o aplicativo a partir das minhas necessidades e da minha esposa, que também tem deficiência visual", afirma.


Para o presidente da Associação de Cegos de Alagoas, Roberto Freire, o aplicativo vai ajudar muito os cegos do Estado. 


"Isso vai dar uma independência para quem tem deficiência. Agora eles poderão ir para onde quiser sem precisar da ajuda de ninguém. É uma grande evolução", afirma.


De acordo com o prefeito Rui Palmeira, mais de 70 mil pessoas já baixaram o aplicativo de monitoramento de ônibus lançado no ano passado. 


"Nós temos um aplicativo que facilita a vida dos usuários de ônibus de Maceió. Por dia, registramos uma média de 58 mil consultas. Maceio é a segunda capital que tem esse aplicativo para deficiente visual e acreditamos que vai melhorar a vida de todos", afirma.


O aplicativo está disponível para os sistemas operacionais Windows Phone, Android e iOS ou através do site. A SMTT também informou que a partir da próxima segunda-feira (19) o aplicativo CittaMobi será disponibilizado para Windows Phone.


Fonte: G1


5 de dez. de 2014

Pessoas com deficiência sofrem para usar transporte público no País

Foto de um ônibus com rampa de acessibilidade


A partir da última quarta-feira (03), toda a frota de ônibus e trens do Brasil deveria estar adaptada para permitir o acesso das pessoas com deficiência. 


As empresas tiveram 10 anos para se preparar, mas não conseguiram atender as exigências da lei. Os flagrantes das dificuldades enfrentadas pelos deficientes se repetem em várias cidades.


O operador de telemarketing Lindovando Rodrigues Lima pega dois ônibus todos os dias para ir e voltar do trabalho. 


É um exercício diário de muita paciência. “Causa muito prejuízo porque eu chego no trabalho atrasado, chego no colégio atrasado devido ao transporte”, afirma.


A equipe do programa Bom Dia Brasil acompanhou Lindovando no Centro do Rio. Em cinco tentativas, três ônibus que passaram pelo ponto estavam adaptados com elevadores e motoristas treinados para usar o equipamento. “Meu ônibus sempre está funcionando, senão não anda”, diz o motorista de ônibus.


Mas outro ônibus estava fora do padrão. E o motorista não quis conversa.


Bom Dia Brasil: Sem elevador como fica a situação?
 

Motorista: Não dou entrevista não.


Outro ônibus também não estava adaptado, como manda a lei. O motorista se ofereceu para carregar o cadeirante, mas ele se recusou. “Eu prefiro nem entrar porque é constrangedor você ter duas pessoas para te pegar para te deixar lá em cima dentro do ônibus”, afirma Lindovando.


No Rio de Janeiro, as dificuldades de acessibilidade também são enfrentadas nos trens e até nos BRTs. “A parte de acesso ao ônibus precisa ser modificada porque eu não conseguiria fazer isso sozinho. Sem a cadeira elétrica, eu não conseguiria”, diz um cadeirante.


Uma lei aprovada em 2004 determinou que a partir desta quarta-feira (03), a frota de transporte coletivo urbano e rodoviário de todo país esteja acessível a pessoas com deficiência física. As empresas tiveram 10 anos para se adaptar, mas nem todas conseguiram.


De acordo com a lei, são considerados acessíveis todos os ônibus com piso baixo e rampa de acesso, elevador ou ainda com acesso em nível em pontos de parada elevados. Basta um desses itens para que lei seja cumprida.


Mais de 13 milhões de brasileiros são portadores de algum tipo de deficiência motora. Se a lei fosse cumprida à risca, a partir desta quarta-feira (3), nenhum cidadão passaria pelos constrangimentos que o Lindovando ainda passa. E olha que o Rio de Janeiro é um dos lugares do Brasil onde a acessibilidade no setor de transportes está menos atrasada.


No Rio de Janeiro, 76% dos coletivos já estão preparados. Só no fim de 2015 a frota será toda acessível. Na capital paulista, o percentual é quase o mesmo do Rio, 75,8%. 


A acessibilidade total será alcançada à medida que a frota for renovada. Em Belo Horizonte, 89% dos ônibus estão adaptados. Em Teresina, o índice de cobertura é de 37%.


Para a superintendente do Instituto Brasileiro da Pessoa com Deficiência Tereza Amaral, as autoridades deveriam ser mais rigorosas na cobrança do cumprimento da lei. “Nem o poder público, nem nós cidadãos podemos aceitar que uma lei não pegue. Nós precisamos de alguma forma lutar para que essa lei seja implementada”, afirma.


A Agência Nacional de Transportes Terrestres informou que metade das linhas interestaduais e internacionais está adaptada. Para as empresas que exploram essas linhas, a agência deu prazo até janeiro.


Fonte: G1


4 de nov. de 2014

Projeto de Lei prevê transporte gratuito para deficientes em Maceió




O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), encaminhou à Câmara Municipal um Projeto de Lei que dispõe sobre o direito à gratuidade no pagamento de tarifas do sistema de transporte público de passageiros de Maceió. 


O projeto foi encaminhado para apreciação dos vereadores por meio de uma publicação no Diário Oficial do Município desta terça-feira (4).


O objetivo, segundo Palmeira, é beneficiar a população maceioense, em especial, às pessoas com deficiência ou com doenças incapacitantes no sistema de transporte público.


Para ter direito ao benefício, no entanto, é preciso preencher os requisitos necessários a exemplo da inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais, ter uma renda familiar bruta até dois salários mínimos, o domicílio no município de Maceió, além da exclusão do mercado de trabalho no caso de doenças incapacitantes.
"Com a medida, a prefeitura busca amenizar e reduzir as imensas barreiras enfrentadas por essas pessoas, de maneira que usufruam do mais básico direito assegurado constitucionalmente, dentre os quais o direito de 'ir e vir'", diz o prefeito na publicação.


A medida se enquadra no caso de pessoas que possuem algum tipo de deficiência física, auditiva, visual, mental e autistas. 


Os beneficiários do transporte público gratuito deverão obrigatoriamente, efetuar o cadastro na Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Maceió (SMTT), mediante atestados, exames médicos, entre outros.
 

A prefeitura destaca que a concessão do direito ao passe livre poderá ser estendida a  um
acompanhante nas mesmas condições já garantidas ao portador de deficiência, desde que seja necessário tal acompanhamento, bem como esteja devidamente previsto no atestado médico essa possibilidade.


Fonte: G1 


21 de jul. de 2014

São Caetano do Sul (SP) ganha aplicativo que garante às pessoas cegas informações completas sobre ônibus urbanos

Foto do logo do aplicativo Cittabus


Em conjunto com a Prefeitura de São Caetano do Sul (SP) e a empresa de ônibus VIPE, a Cittati, empresa de soluções inteligentes para Mobilidade Urbana, acaba de lançar o aplicativo CittaBus Acessibilidade nessa cidade. 


Trata-se de um programa para pessoas cegas ou com deficiência visual que se utilizam de smartphones com plataformas iOS e Android. 


O aplicativo, quando acionado, fornece em tempo real informações completas sobre o sistema de ônibus urbano da cidade (paradas, linhas e previsões de chegada).


O CittaBus Acessibilidade é gratuito. Funciona através das informações enviadas pelos cerca de 50 ônibus que circulam na cidade equipados com GPS. 


São Caetano do Sul é a primeira cidade do Estado de São Paulo a contar com esse sistema em 100% da frota. Os dados enviados ajudam a fornecer informações para o aplicativo.


O aplicativo é uma versão desenvolvida especialmente para pessoas cegas. Foi idealizado pelo desenvolvedor de software Luiz Eduardo Porto, que possui deficiência visual. "Esta solução é um complemento importante do nosso portfólio. 


Estamos trabalhando para levar o CittaBus Acessibilidade para mais cidades do país", diz Ramon Canales, gerente de produto.


Com o aplicativo, o usuário de ônibus consegue saber qual os pontos mais próximos de onde se localiza, quais as linhas que percorrem esse ponto e em quanto tempo os ônibus chegam na parada. 


Também é possível obter essas mesmas informações de pontos distantes de onde o usuário do aplicativo se encontra. Basta localizar no mapa. "Isso garante bastante independência para quem tem deficiência visual", afirma Porto.


Recife foi a primeira cidade do Brasil a ter o mesmo serviço. Em fevereiro, a capital de Pernambuco lançou o CittaBus, aplicativo que contempla o mesmo tipo de informação para toda a população. 


3 de jul. de 2014

Nova lei deixa todos os assentos de ônibus de Fortaleza prioritários

Foto de uma placa de assento preferencial


Todos os assentos de transportes coletivos de Fortaleza (CE) passarão a ser destinados preferencialmente para mulheres, idosos, obesos e pessoas com deficiência. 


A determinação segue lei aprovada esta semana pela Câmara Municipal e que vai agora para sanção do prefeito Roberto Cláudio (Pros). Com a aprovação da norma, empresas de ônibus e vans terão até trinta dias após a publicação para se adequarem à lei.



De acordo com o texto votado no dia 25 de junho, serão afixadas placas nas entradas dos transportes com os dizeres: “Todos os assentos deste veículo, por força de lei municipal, são de uso preferencial por mulheres, idosos, obesos, pessoas com deficiência ou com limitação temporária de locomoção”.



Antes da nova medida, apenas uma pequena parcela dos assentos de coletivos eram destinados a grupos preferenciais. 


A lei antiga também não abrangia o benefício às mulheres, agora contempladas. Na justificativa da proposta, o autor da proposta, Carlos Dutra (Pros), argumenta que a ampliação do direito vem no sentido de coibir abusos ou assédios sexuais em coletivos.



“É uma questão de educação. A pessoa precisa, até por compaixão humana, olhar para o lado e entender as dificuldades do outro. Às vezes você vê uma gestante em pé e ninguém se preocupa. Então, tem que ser preferencial total”, diz Dutra, que admite não se locomover de ônibus no dia a dia.



A medida causou grande polêmica entre usuários de ônibus, principalmente nas redes sociais. Na página do O POVO Online no Facebook, matéria sobre o assunto ficou como a mais acessada do dia, com mais de três mil “curtidas” e 1,1 mil “compartilhamentos” na rede.


Sanções
 

O projeto aprovado, no entanto, não determina que tipo de sanção será aplicada no caso de desrespeito à norma. 


Também não é especificado a que órgão municipal caberá a fiscalização da aplicação da lei, bem como se punições serão aplicadas às empresas ou diretamente aos transgressores da lei.
 
O POVO procurou o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus), Dimas Barreira, para comentar o caso. 


A assessoria da entidade, no entanto, comunicou que ele se encontrava em viagem. Já a assessoria de imprensa da Etufor afirmou que só posicionará sobre o assunto após a sanção de publicação da lei.



Fonte: O Povo



27 de mai. de 2014

Metrô reabre licitação para implantar acessibilidade em 21 estações do DF

Foto do metrô do Distrito Federal


O Metrô reabriu nesta segunda-feira (26) a licitação que prevê a implantação de acessibilidade em 21 estações do Distrito Federal. 


A concorrência já havia sido anunciada em março, mas precisou ser refeita, segundo a presidente da comissão que a conduz, Cleonice Silva, depois que a empresa que venceu o certame foi desclassificada por não apresentar a documentação necessária. As obras devem durar 165 dias, por preço estimado de R$ 1,8 milhão.


As reformas preveem instalação de rampas, pisos táteis e sinalização nas estações mais antigas. 


Com isso, apenas a 102 Sul, 112 Sul e Guará ficam excluídas da obra. De acordo com a autarquia, as adaptações atendem à Lei Federal 10.048, que determina que pessoas com deficiência, idosos e gestantes tenham atendimento adequado em empresas que prestam serviços públicos. 


Ainda segundo o Metrô, 140 mil pessoas usam o serviço diariamente. A estação com maior fluxo é a Central, na Rodoviária do Plano Piloto, por onde passam 20 mil pessoas todos os dias. 


A autarquia prevê a ampliação do sistema, além da construção da primeira estação da Asa Norte. Os projetos estão sendo analisados pela Caixa.


Fonte: G1