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21 de mar. de 2016

Familiares de alunos com deficiência fazem manifestação em Salvador



Profissionais de educação especial, pessoas com deficiência e familiares fizeram um protesto na manhã desta segunda-feira (21/03) em frente à Secretaria da Educação da Bahia, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), que fica na região da Avenida Paralela, em Salvador.


Os manifestantes cobram do estado o atendimento aos direitos da pessoa com deficiência em relação à educação, como por exemplo, a contratação de profissionais especializados em educação especial para atuar na rede estadual de ensino.


A Secretaria da Educação da Bahia (SEC) informou que a contratação emergencial dos profissionais para o atendimento educacional especializado será efetivada a partir desta segunda-feira (21), enquanto não ocorre o processo seletivo para contratação via Regime Especial de Direito Administrativo, o (Reda).


A Secretaria disse também que a solicitação para realização do processo seletivo já foi encaminhada para a Secretaria da Administração do estado da Bahia (Saeb).


  Fonte: Portal G1



24 de abr. de 2015

ATENÇÃO!!!! FIQUEM ATENTOS AO NOVO GOLPE


Homens cegos entram com ação contra aplicativo Uber nos EUA

Foto do aplicativo Uber em funcionamento
A Uber Technologies precisa se defender contra um processo judicial no qual o serviço de caronas é acusado de discriminar pessoas cegas ao se recusar a transportar cão-guia, decidiu um juiz federal.


Em decisão proferida na sexta-feira à noite, o juiz Nathanael Cousins de San Jose, Califórnia, disse que os pleiteantes podem alegar que o Uber é um "serviço de viagens", alvo de potenciais obrigações frente ao ato de proteção aos deficientes norte-americanos.

 
O juiz também rejeitou os argumentos do Uber de que os pleiteantes, incluindo a Federação Nacional de Deficientes Visuais da Califórnia, não poderiam processar a empresa citando as leis federais e estaduais de proteção aos deficientes.


O Uber recebeu 14 dias para responder formalmente à reclamação. A companhia e seus advogados não responderam nesta segunda-feira (20) a pedidos de comentários. A federação de deficientes visuais e advogados dos pleiteantes não responderam imediatamente a pedidos semelhantes.

Serviço de transporte


Avaliado em 40 bilhões de dólares, o Uber diz oferecer seu serviço de transporte por aplicativo de telefone em mais de 270 cidades e áreas geográficas de 56 países, e pode cobrar preços variados de acordo com a demanda.

 
Mas a companhia com sede em San Francisco enfrenta reclamações em diversos países sobre como paga seus motoristas, trata passageiros e garante a segurança.


No caso sobre discriminação, os pleiteantes disseram que a legislação federal requer que operadores de serviços de táxi tais como o Uber levem animais com passageiros com deficiência visual, mas que tem conhecimento de mais de 40 casos em que motoristas do Uber se recusaram levá-los.



 
 
 

28 de mar. de 2015

Pais de deficientes auditivos protestam para cobrar repasse do governo


 
A Associação de Pais do Centro Educacional de Audição e Linguagem Luduvico Pavoni (Ceal), na Asa Norte, realizaram nesta quinta (26) um protesto em frente à Secretaria de Saúde. 


Eles cobram do órgão o repasse de mais de R0 mil, que estão atrasados e são necessários para que a Instituição se mantenha.



De acordo com o Padre José Rinaldi, diretor-geral do Ceal, o movimento partiu da Associação de Pais e contou com aproximadamente 120 pessoas. 


Ele conta que a instituição atende, pelo menos, 100 novos usuários todo mês. "São pessoas de todas as idades, que tenham algum problema de audição", afirmou o diretor.


O Padre declarou que o Ceal não tem como continuar a funionar sem o repasse. "A Instuição não tem como ir para frente sem essa verba", desabafou. Ele explica que o dinheiro seria usado para a compra de aparelho auditivos para aproximadamente 500 usuários.


A instituição funciona há 40 anos, conforme comentado pelo diretor. "A gente costumava 'se virar', recebíamos doações e ajuda da Secretarias de Educação e de Ação Social", contou. "Até que, em 2008, deu-se início ao convênio com a Secretaria de Saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS)", concluiu José Rinaldi.


A dívida


Em nota, a Secretaria de Saúde informou que "a dívida do governo passado com a instituição é de R$ 719 mil". O órgão "firmou o compromisso de reconhecer a dívida, publicar no Diário Oficial do Distrito Federal e realizar o crédito da verba", que vem do Ministério da Saúde.


O diretor José Rinaldi esclareceu que a falta de repasse é referente aos meses de agosto a dezembro de 2014. 


A Secretaria declarou que, "em reunião com representantes do Ceal, na manhã desta quinta (26), ficou acordado que o repasse da verba referente à prestação de serviço, pela instituição, em 2014, será realizado até o final da próxima semana".


O órgão informou, ainda, que "em janeiro de 2015 foram repassados à instituição R$ 156.221,10, referentes ao serviço oferecido no próprio mês". 


Deste modo, o pagamento de fevereiro será efetuado tão logo o Ceal apresente a nota dos serviços prestados. E concluiu afirmando que os pagamentos deste ano estão ocorrendo de forma regular.


A Secretaria de Saúde arremtou a nota explicando que tem todo o interesse em resolver as pendências com as empresas prestadoras de serviço e demais fornecedores. Em resposta, o Padre José disse que "espera que as promessas sejam cumpridas".


 

24 de mar. de 2015

Cadeirante paga construção de rampas nas calçadas em Salvador


 https://acessobrasil.files.wordpress.com/2013/10/51.jpg
Menos de 5% das ruas do país têm rampas de acesso para quem anda de cadeira de rodas. 


A falta de acessibilidade em Salvador levou um cadeirante a resolver o problema por conta própria.


O material de construção que José Wilson tem comprado não é para casa dele. 


Faz um ano que ele começou a gastar do bolso com areia, brita e cimento para tapar buracos e construir rampas nas calçadas, no bairro onde ele mora em Salvador. 


“Tive que construir isso para poder facilitar de andar na calçada. Senão, teria que andar no meio da rua disputando espaço com os carros de alta velocidade, correndo risco o tempo inteiro”, afirma o administrador de empresas, José Wilson Lago.


Em um outro ponto José Wilson não fez só a rampa. Ele mandou colocar barras para não sofrer com a falta de educação de muitos motoristas. Tem gente que estaciona em frente aos acessos para deficientes, e daí de nada adiantaria todo esse trabalho.


Ele já gastou mais de R$ 2 mil com serviços que, por lei, deveriam ter sido feitos pelos donos dos imóveis, já que a prefeitura só tem obrigação de fazer obras de acessibilidade nas praças e outros espaços públicos. Mas José Wilson cansou de esperar. 


“É uma opção é uma falta de opção. Você tem que fazer se quiser se locomover”, diz José Wilson.


É uma barreira a cada esquina para quem vive sobre rodas: buracos, calçadas sem rampas e estreitas demais, faixas de pedestres onde os cadeirantes não têm como descer. 


A prefeitura diz que nos últimos dois anos construiu 700 rampas nas praças e que os donos de imóveis reformaram calçadas em 140 quilômetros de ruas. Mas admite: é pouco.


“Sabemos que temos muito a fazer. A ideia nossa é fazer 100 quilômetros por ano, estamos perseguindo esse objetivo e dando ênfase para que nos próximos anos se amplie esse valor e se chegue a um número ideal de acessibilidade na cidade de Salvador”, afirma o secretário municipal de Mobilidade Fábio Mota.
 

A Associação Baiana dos Deficientes Físicos não aprova a atitude de José Wilson. “Diria a ele até que nos procure para que a gente possa ajudar o poder público. Para transformar essa ação individual em uma ação coletiva”, diz a Associação Baiana de Deficientes Físico Luiza Câmera.


Mas o administrador não quer parar por aí. “Nos locais mais próximos, que possa melhorar o mínimo de acessibilidade para mim, vou fazer com certeza, porque o cadeirante precisa sair de casa, ele não pode ficar preso em casa”, conta José Wilson.


Fontes: G1  /   Rede Saci



3 de mar. de 2015

PRF denuncia técnicas de saúde por falta de atendimento a deficiente físico

 


Duas técnicas de enfermagem foram denunciadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Boletim de Ocorrência, após se recusarem a prestar socorro a um deficiente físico de 57 anos. 


O homem teria sofrido um ataque de epilepsia durante uma viagem de ônibus na BR-319, que liga o Amazonas ao estado de Rondônia. 


Entretanto, após o ônibus chegar Manauso serviço de socorro em um posto de saúde no porto da Ceasa, Zona Sul de Manaus, conforme informações da PRF. O fato ocorreu no domingo (1º).


De acordo com a PRF, o ônibus em que o homem estava chegou à base da polícia, instalada no km 1 da rodovia, por volta das 15h. 


O motorista do coletivo informou que um dos passageiros teve convulsões e desmaiou dentro do veículo. Sob orientação dos policiais no local, o coletivo seguiu até uma base de remoção da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), situada no porto do Ceasa.


Entretanto, duas técnicas de enfermagem que atendiam no local não prestaram os primeiros socorros às vítimas, segundo conta o agente da PRF André Costa, que atendeu a ocorrência. 


"Eu vi que ele estava babando bastante, desacordado. Eu segui o ônibus até a base e quando cheguei já vi o coletivo voltando. Perguntei se ele [motorista] tinha deixado o senhor lá, mas as duas técnicas disseram que não fariam o atendimento porque a base só atendia pessoas vindas do interior do Amazonas", contou.


O agente informou ainda que as técnicas se negaram a chamar uma ambulância do Serviço Médico de Urgência (SAMU). 


"Elas disseram que não adiantava ligar porque eles não iriam fazer atendimento naquela área. Disseram que não podiam atendê-lo pois estavam esperando um paciente vindo do Careiro, mas é inadimissível que duas profissionais de saúde tenham sequer ido até o ônibus para ver a situação do homem. E se ele tivesse um infarto? Se estivesse morrendo?"

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Segundo Costa, foi ele quem precisou prestar socorro à vítima. O agente contou ainda que levou o homem - dentro da viatura - até um posto de saúde situado no bairro Mauazinho, na Zona Sul, mas a unidade estava fechada. 


Ele foi então conduzido ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do Educandos, também na Zona Sul, onde recebeu atendimento médico.


Susam comentou caso 


Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) informou que "no Porto da Ceasa funciona apenas uma base de remoção de pacientes, que recebe as pessoas que vêm do interior do estado e precisam ser levados de ambulância para unidades de saúde da capital".


Ainda conforme a pasta, "a coordenação do serviço informou que, quando foi procurada com o caso do senhor, a base estava com uma ambulância fazendo remoção de um paciente que veio do interior para o HPS João Lúcio e a outra ambulância já com paciente embarcado, grave, infartado, pronto para ser removido ao atendimento de urgência".


A Susam disse ainda que a técnica de enfermagem que estava prestando serviço na base teria orientado as pessoas que acompanhavam o homem a acionar o SAMU.


Para a PRF, entretanto, o ato se tratou de omissão de socorro. "Não as levei a delegacia para não causar maior prejuízo, pois só tinham elas na unidade. Nós agentes não medimos esforços para ajudar, mas é um absurdo que quem trabalha com saúde não tenha nem sequer tido a preocupação de ver o estado do homem dentro do ônibus", completou.


O caso foi levado à Polícia Civil do Amazonas. Outra agente que acompanhou o caso registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), como omissão de socorro dolosa. Não há informações sobre o estado de saúde do homem.


Fonte:: Rede Saci


10 de fev. de 2015

Homem deixa 'bronca' em carros estacionados em vaga de prioridade

Foto de uma placa de vaga acessível
O desrespeito às regras de trânsito tem incomodado Teófilo dos Santos. 


Há 20 dias, o técnico judiciário adotou uma forma criativa de chamar a atenção dos motoristas que usam indevidamente as vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência, no estacionamento do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), no Centro de Macapá. 


 A cada infração constatada, o internauta deixa uma mensagem no para-brisa do veículo, lembrando ao condutor que ele está usando uma vaga de prioridade. 


O internauta contou que percebeu a situação quando começou a utilizar a vaga de prioridade do estacionamento na instituição. Ele disse que perdeu a visão do olho esquerdo há dois anos e desde então começou a usar a vaga.


"Certas pessoas não têm o costume de respeitar regras. Justamente por este motivo devemos nos unir para combater certos abusos. O direito que os idosos e pessoas com deficiência têm sobre a vaga de estacionamento especial não deve ser tratado de forma diferente. Me causa grande descontentamento presenciar cenas em que motoristas ocupam indevidamente estas vagas e, por este motivo, decidi protestar", frisou.


Teófilo conta que decidiu criar a mensagem com a "bronca", baseado em um protesto semelhante que acompanhou em Brasília, no Distrito Federal.


O veículo que é flagrado estacionado na vaga recebe a "autuação", que vem na forma de mensagem, dizendo: "Você estacionou em vaga destinada a deficiente físico sem a devida credencial. Caso seja deficiente, por favor, procure a CTMAC e regulariza-se. Caso contrário, não se reproduza. A humanidade agradece!", diz o aviso.


O internauta conta que em duas semanas de monitoramento, quase 30 motoristas foram flagrados usando indevidamente as vagas de idosos e deficientes. Para ele, a atitude é uma forma de conscientizar os motoristas infratores.


"Como na forma verbal é difícil, resolvi deixar estes recados. Mas não está surtindo efeito. A gente espera que os órgãos de trânsito possam intervir para tentar mudar essa situação", pediu.


Nota da Redação: A Companhia de Trânsito de Macapá (CTMac) informou que não tinha conhecimento sobre as infrações, mas disse que vai enviar uma equipe para monitorar o estacionamento do Tjap. 


Os motoristas que forem flagrados usando indevidamente o espaço serão autuados. O órgão ressalta que a população também pode realizar as denúncias pelo número 2101-1201.


Texto Original: G1
 
Fonte: Vida Mais Livre
 
 
 


5 de fev. de 2015

Internauta flagra carro da PM parado em vaga de deficiente em Itapetininga



Uma vendedora de Itapetininga (SP) flagrou um carro da Polícia Militar estacionado em uma vaga para deficientes físicos na Praça do Rosário, no Centro, na tarde desta quarta-feira (4). 


Ela enviou a imagem por meio do aplicativo TEM Você. Ainda segundo a internauta, o veículo permameceu no local por meia hora porque policiais militares estavam em uma ocorrência.


A moradora que registrou as imagens, e que não prefere se identificar, reclama do comportamento dos policiais militares. 


Ela diz que passa diariamente pela praça, pois é caminho para o trabalho, e que, sempre quando há abordagens da polícia no local, a vaga costuma ser ocupada pelos PMs. 


“Isso é rotina. O que era para ser exemplo, quem deveria fiscalizar, é justamente aquele que faz errado”, lamenta a denunciante.


Resposta da PM
 

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que a legislação permite que veículos prestadores de serviços públicos e de fiscalização de trânsito, como o da PM, possuam livre parada e circulação quando em atendimento de ocorrência e fiscalização. Mesmo assim, o batalhão determinou a abertura de apuração do fato.


Fonte:Rede Saci


2 de nov. de 2014

5ª edição da passeata do Movimento SuperAção em Porto Alegre





 

Amanhã acontece a 5ª edição da passeata do
Movimento SuperAção em Porto Alegre.
 
A concentração será às 10h30 na avenida Setembrino, próximo ao Espelho D'água.

Vamos pra rua porque a causa é justa!


14 de ago. de 2014

Deficientes físicos vivem novela para conseguir tirar Carteiras de Motorista no RN

A vida das pessoas com deficiência não é nada fácil.


Além das barreiras arquitetônicas elas também enfrentam barreiras burocraticas.


É o que nos conta a caicoense Cláudia Medeiros de Araújo, Deficiente física e diagnósticada com  siringomielia – uma espécie de cistos na medula – e escoliose, desvio na coluna.


Em depoimento ela conta todas as barreiras burocráticas que a impediram de conquistar a tão sonhada carteira de motorista.


A seguir, o desabafo na íntegra:

Venho por meio deste pedir que denuncie a partir desse meu relato o desrespeito com as pessoas com alguma deficiência física no RN que buscam tirar sua Carteira Nacional de Habilitação. 
 
 
Como essa questão se constitui em um total desrespeito com o cidadão e, por conseguinte com a constituição, vejo a possibilidade da mídia e das redes sociais darem visibilidade e dizibilidade a essa questão, para que chegue, de forma mais rápida, ao conhecimento de quem possa interceder e cooperar com as pessoas com deficiência física. 
 
 
Bem para início de conversa me chamo Cláudia, moro em Caicó e tenho deficiência física e no início desse ano fui ao DETRAN com a pretensão de obter minha Carteira Nacional de Habilitação e lá fui informada que eu teria que ir a Natal, para eu poder ser avaliada por uma junta médica especial que no meu caso, expediu um laudo que determinava que eu era obrigada a dirigir veículo com transmissão automática, direção hidráulica e com prolongadores dos pedais e elevação do assoalho e/ou almofadas fixas de compensação de altura e/ou profundidade, devido a minha deficiência física. 
 
 
Sai do DETRAN de Natal, super feliz com essa probabilidade, já sentindo aquela impressão de liberdade e ao mesmo tempo pensando que não ia mais furar os meus pés em espinhos ou cacos de vidro, nem atolar as muletas na lama quando chovia, nem muito menos me queimar debaixo do sol causticante do nosso Sertão seridoense durante as idas e vindas do trabalho. 
 
 
E foi com essa alegria que corri para fazer minha matrícula em uma auto escola de Caicó-RN e lá veio o primeiro balde de água fria, que fez com que meu contentamento logo desse lugar a uma baita dor de cabeça, pois para meu espanto fui avisada que eu não poderia fazer as aulas práticas em Caicó, pois a cidade não possuía nenhuma empresa de Formação de Condutores que dispusesse de veículo com transmissão automática e direção hidráulica atendendo assim as minhas necessidades. 
 
 
Mesmo assim decidir fazer as aulas teóricas em Caicó, e enquanto eu cursava as aulas pesquisava a existência de alguma auto escola no Estado que me atendesse. 
 
 
Descobrir a existência de uma em Parnamirim, entretanto eles logo me avisaram que apesar do veículo ser adaptado era uma adaptação manual, ou seja, com ela o motorista usa as mãos para frear e acelerar. Informei que no meu caso a adaptação era outra já que constava no laudo. 
 
 
Tentei ainda explicar que esse tipo de adaptação que existia no carro deles era voltada para atender pessoas paraplégicas, ou seja, que não possuem movimentos da cintura para baixo. 
 
 
Já a minha deficiência era diferente pois, tenho os movimentos das pernas entretanto, possuo baixa estatura. No entanto, foram taxativos ao afirmarem que a adaptação era a que eles possuíam. 
 
 
Diante dessa situação continuei a busca por outra auto escola já que o veículo da empresa de Parnamirim não atendia as minhas necessidades, e fui informada da existência de uma na cidade de Mossoró depois de ter sido aprovada no curso teórico e com a proximidade das minhas férias do trabalho fui a Mossoró. 
 
 
Lá eu fui bem recebida, vi o carro, conversei com o instrutor, com o proprietário da escola e ficaram acertadas as aulas para as minhas férias, pois o horário do meu trabalho não permitiria esse translado entre Caicó-Mossoró diariamente. 
 
 
Foi marcado o início das aulas para o dia 07/07/2014, todavia adoeci com uma conjuntivite e passei uma semana sem poder sair de casa fazendo o tratamento recomendado pelo médico. 
 
 
Remarcamos então para o dia 22/07/2014, entretanto a pessoa que faz as adaptações no único carro que podia me atender sofreu um acidente e está impossibilitado de fazer as adaptações e consequentemente eu fiquei sem as aulas e ainda não sei quando será possível fazê-las. 
 
 
É significante informar que a justificativa dos proprietários das auto escolas para não possuírem os veículos adaptados é que esses possuem um custo elevado para atenderem uma pequena clientela. 
 
 
Para mim, esse discurso não se sustenta, pois como professora sei que quando uma criança com deficiência chega a uma escola seja ela pública ou privada, somos obrigados a recebê-la e darmos o mínimo de condições para que ela estude, sob pena de respondermos na justiça.Afinal de contas a educação é um direito de todos e para todos. Ou seja, para recebermos essa criança a escola precisa construir rampas, instalar elevadores, adaptar banheiros, adquirir mobiliário especial e softwares, etc. E essas adaptações também têm um custo elevado para atender um pequeno número de crianças. 
 
 
Da mesma forma, espaços públicos como shopping, restaurantes, bares, lojas etc, são obrigadas a se adequarem, respeitando assim o direito da pessoa com deficiência física de ir e vim. 
 
 
Do mesmo modo os concursos públicos e as empresas são obrigadas a respeitar a cota para deficientes. 
 
 
E é seguindo essa linha de raciocínio que questiono até quando os direitos de igualdade, acessibilidade e dignidade das pessoas com deficiência serão desrespeitados pelas auto escolas do RN e especialmente de Caicó (Centro Regional da Região do Seridó)? 
 
 
Será que as pessoas sem deficiência no RN e especialmente no Seridó vão continuar participando de suas aulas e exames práticos, sem maiores problemas, pois existem veículos em número suficiente para atendê-los, enquanto isso, pessoas com deficiência como eu, tem que sair de sua cidade, se cansar com longas e onerosas viagens e ausentar-se do trabalho durante vários dias? 
 
 
Fui aconselhada por algumas pessoas com deficiência física a comprar logo o meu carro, mandar adaptar e assim resolver logo o meu problema. 
 
 
Entretanto, é importante lembrar que as pessoas sem deficiência realizam suas aulas nos veículos da auto escola (eles tem seguro, caso o aluno gere algum dano material e/ou pequenas colisões suscetíveis de acontecer durante o curso prático o aluno não terá nenhuma despesa extra), então por que com as pessoas com deficiência tem que ser diferente? 
 
 
Também não posso esquecer de citar aqui, que os veículos das auto escolas se diferenciam dos demais veículos que circulam pelas vias públicas, por possuírem uma enorme faixa amarela com letras pretas onde está escrito “AUTO ESCOLA”. 
 
 
Essa diferença existe para informar aos pedestres e motoristas que redobrem a atenção, pois quem está conduzindo aquele veículo é um aprendiz e este ainda não tem total habilidade. 
 
 
E se eu for ter minhas aulas práticas no meu próprio carro, essa informação não será difundida, ou seja, a segurança será aqui esquecida. 
 
 
Por fim, questiono até quando o Detran que é o órgão que coordena o serviço das auto escolas, vai fazer vista grossa a essa realidade?
 
 
E caso eu não consiga fazer o curso prático,( até o mês de janeiro/2015 período em que meu processo se vence), ficarei mesmo no prejuízo? 
 
 
Termino aqui agradecendo a sua atenção e com a esperança de que alguma autoridade competente possa responder a todos esses questionamentos e quem sabe modificar essa humilhante situação. 


Quem quiser ajudar a Claudia nessa luta pode entrar em contato por facebook :



8 de jan. de 2014

Mãe de deficiente intelectual denuncia preconceito em central do VEM

Símbolo de acessibilidade é formado por diversas pessoas
Uma mãe que levava o filho com deficiência intelectual e epilepsia de difícil controle até a central de atendimento do cartão VEM (Vale Eletrônico Metropolitano), na rua da Soledade, bairro da Boa Vista, disse ter sido vítima de discriminação por parte dos funcionários do local. 


Segundo Nieta Kátia Brasiliano, de 45 anos e mãe da pessoa com deficiência neurológica José Luiz da Silva Júnior, de 23 anos, por volta das 12h30 desta sexta-feira (3), ao perguntar se poderia ir até algum banheiro para trocar a fralda de seu filho, teria sido vítima de gestos e piadas preconceituosas.


Nieta Kátia foi, acompanhada do filho, até a central do VEM para realizar a troca da antiga carteira de livre acesso, documento que permite a gratuidade de passagens de ônibus para deficientes na Região Metropolitana do Recife – RMR, pela nova edição da carteira. Ao chegar ao local, o seu filho, que utiliza fraldas geriátricas, acabou defecando.


“O meu filho usa fraldas e não sujou nada. Eu só perguntei se poderia levá-lo até algum banheiro, mas fui alvo de chacotas e olhares preconceituosos dos funcionários. Eles afastaram as cadeiras do meu filho e fizeram sinais com o dedo no nariz. Meu filho é só um deficiente, ele não é um monstro”, disse, enquanto enxugava as lágrimas, a mãe do rapaz.


Gabriela Sales, 35 anos e operadora de telemarketing, tinha ido até o local para retirar a segunda via do seu cartão VEM e acabou testemunhando o ocorrido. 


“Um funcionário se aproximou da mãe do rapaz e disse algo, mas não cheguei a escutar o que ele falou. Vi também que o funcionário levou uma cadeira embora. Depois disso, uma pequena confusão se formou e a mãe do rapaz começou a gritar que a culpa, por não existirem banheiros no VEM, era do governo e não dela”, contou.


Abordados pela reportagem do portal FolhaPE, dois funcionários da central de atendimento do cartão VEM, que não quiseram se identificar, disseram que não existe nenhum tipo de banheiro, para pessoas com deficiência ou não, no espaço, que funciona de segunda a sexta-feira, das 07h às 20h, e atende a centenas de pessoas por dia.


A assessoria de comunicação da Urbana-PE (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Pernambuco), entidade responsável pela central de atendimento VEM, informou que uma estrutura com diversos banheiros químicos adaptados foi montada para uso dos deficientes físicos que fossem até o local para realizar a troca da antiga carteira de Livre Acesso pelo novo Cartão VEM Livre Acesso, mas que esses banheiros foram removidos após o término do primeiro período de troca de carteiras, que se encerrou no último dia 30.


Ainda segundo a Assessoria de Comunicação da Urbana, os funcionários da central VEM poderiam ter conduzido a pessoa com deficiência, junto com sua mãe, até um banheiro que fica em uma área restrita aos trabalhadores da Central. 


Perguntada sobre o processo de capacitação dos funcionários da central VEM, a assessoria da Urbana não soube dizer se existem capacitações específicas para atendimento a deficientes, mas lamentou o ocorrido e informou que a empresa tem se esforçado para atender a diferentes públicos.


Fonte: Folha PE


2 de out. de 2013

Distrito Federal agora conta com Disque-acessibilidade

Símbolo de acessibilidade



A Secretaria de Justiça do Distrito Federal, em parceria com a Agefis, o Detran e o DFTrans, inaugurou na segunda-feira (30) o serviço “disque-acessibilidade”, para receber denúncias sobre falta de acessibilidade a pessoas com deficiência. A inauguração aconteceu às 15h, na Praça do Cidadão, na estação 114 Sul do Metrô-DF.


O serviço vai funcionar das 8h às 17h pelos telefones 2104-1173 / 2104-1174 / 2104-1175. Segundo o subsecretário de Defesa das Pessoas com Deficiência do DF, César Pessoa, o disque-acessibilidade vai permitir que as medidas contra transtornos aos deficientes sejam tomadas de forma mais ágil.


“Temos, por exemplo, uma parceria com a Agefis, que é nosso órgão fiscalizador e que pode embargar obras ou não conceder alvarás em construções com problemas de acessibilidade. 


O serviço vai agilizar na busca de soluções das reclamações. Antes [a secretaria] recebia a denúncia e tinha que oficializar”, afirma.


O serviço vai receber denúncias sobre respeito a vagas para deficientes, espaços não adaptados, discriminação e maus tratos às pessoas. Além da Agefis, participam o Detran e o DFTrans.


O lançamento do programa aconteceu na Praça do Cidadão, na estação 114 Sul do Metrô-DF porque o espaço é utilizado diariamente para atendimento à pessoa com deficiência. 


Segundo o subsecretário, cerca de 500 pacientes passam pelo local diariamente. Neste lugar, estão instalados órgãos que oferecem acesso a diversos serviços públicos ao deficiente.


8 de jul. de 2013

Protesto de deficientes auditivos ocupou duas faixas na av. Paulista

Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), por volta das 19h15, o grupo ocupava as duas faixas da direita da via, na altura da al. Ministro Rocha de Azevedo, no sentido Paraíso.

Na quarta-feira (3) o grupo fez uma manifestação semelhante, também na Paulista, onde ocorriam pelo menos outros dois protestos simultaneamente.

Na ocasião, uma intérprete do movimento disse que serviram de motivação para o protesto recentes pronunciamentos da presidente Dilma na televisão em que não houve legendas nem intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais).

O grupo defende também a adoção de legendas ou intérpretes em teatros e espetáculos em geral. 

"Estamos revoltados porque não temos direitos. Faltam intérpretes para gente. Somos cidadãos e merecemos", disse, naquele dia, o educador Leonardo Castilho, 25, deficiente auditivo.


2 de jul. de 2013

Prefeitura de São Paulo quer acabar com o transporte ATENDE para pessoas com deficiência

Mais uma vez a prefeitura de São Paulo quer tirar o direito ao transporte de pessoas com deficiência. Precisamos urgententemente do apoio de todas as pessoas com e sem deficiência. 

 Protestem compartilhando ou da forma que puder, não permitam que a prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, excluam novamente as viagens do SERVIÇO ATENDE*, “VIAGENS CHAMADAS POR ELES de EXTRAS ou EVENTUAIS”

As Viagens extras ou eventuais são para consultas e exames médicos, sem essas viagens eventuais as pessoas com deficiência não terão condições de irem as suas consultas ou exames médicos, e também não conseguirão ter uma programação de viagens “exigida pelo ATENDE que NÃO ATENDE”, uma vez que não passarão por consultas e exames médicos. 

MUITAS PESSOAS PODERÃO MORRER PRESAS EM SUAS CASAS POR FALTA deTRANSPORTE.

O prefeito Fernando Haddad e seus “secretários” estão repetindo um crime contra a vida de milhares de pessoas com deficiência, crime este já cometido em 06 de agosto de 2001, quando Marta Suplicy era prefeita de São Paulo. 

Não permitam mais essa maldade contra nossas vidas, não podemos permitir que isto ocorra novamente.

Não espere acontecer com você para começar a lutar por acessibilidade e inclusão.


ASSISTA no vídeo abaixo, parte da fala de Valdir Timóteo em Audiência Publica realizada na Câmara Municipal de São Paulo, no dia 29 de Junho de 2013.


*O Serviço de Atendimento Especial – ATENDE foi criado por meio do decreto nº 36.071 de 09 de maio de 1996. É uma modalidade de transporte porta a porta, gratuito aos seus usuários, com regulamento próprio, oferecido pela Prefeitura do Município de São Paulo, gerenciado pela São Paulo Transporte S.A. e operado pelas empresas de transporte coletivo do município de São Paulo. Destina-se às pessoas com deficiência física com alto grau de severidade e dependência, no horário das 7h às 20h, de segunda-feira a domingo. 

O atendimento é prestado a clientes cadastrados, com uma programação pré-agendada de viagens. 

Além do atendimento porta a porta a clientes cadastrados, o Atende oferece atendimentos nos fins de semana, denominados de “eventos aos fins de semana”. Neste tipo de serviço, os pedidos de transporte são feitos diretamente pelas instituições que trabalham com pessoas com deficiência (com, no mínimo, uma semana de antecedência). 

As instituições precisam efetuar cadastro prévio na SPTrans. O Atende tem veículos devidamente adaptados e roda cerca de um milhão de quilômetros/mês. 

Todos os usuários do Serviço de Atendimento Especial – ATENDE e demais munícipes interessados em obter informações, podem fazê-lo por meio do telefone 0800-015 52 34 e pela Central de Atendimento 156 da Prefeitura ou ainda nos postos de atendimento das Subprefeituras.

Fonte: Movimento Inclusão Já