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23 de jun. de 2015

Estudo de população com deficiência ajuda a definir políticas de inclusão em Curitiba



Uma pesquisa apresentada pela Secretaria de Assuntos Metropolitanos mostra que, de uma população de 3,2 milhões de habitantes da região metropolitana de Curitiba, 20,5% declararam possuir algum tipo de deficiência, o que contabiliza 661.832 pessoas na RMC com deficiência visual, auditiva, motora, mental ou intelectual. 


O estudo, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base no Censo de 2010, foi apresentado e discutido no 6º Fórum Metropolitano de Gestores Públicos de Políticas para Pessoas com Deficiência, que aconteceu em Rio Negro no dia 12 de junho.


O estudo vai servir de base para a formalização de convênios, troca de experiências e para o debate sobre temas relevantes às políticas públicas de inclusão para pessoas com deficiência.


O menor porcentual de deficiência pode ser encontrado em Itaperuçu, que possui entre a sua população 16,9% de pessoas com pelo menos uma das deficiências investigadas. 


O índice mais alto está em Adrianópolis, com 30,3%, com destaque para a deficiência visual que obteve 83,63% desse índice. 


“O maior porcentual [40,8%] de pessoas com deficiência na RMC é na faixa etária entre 30 e 59 anos”, disse o secretário de Assuntos Metropolitanos, Valfrido Prado, lembrando que dados do Brasil apontam essa mesma faixa como a de maior número de pessoas com deficiência.


“Esse estudo servirá para promover o fortalecimento e a articulação de órgãos gestores de políticas inclusivas para pessoas com deficiência na região metropolitana”, afirmou o secretário.


Criado em março de 2014, o Fórum tem o objetivo de estudar e propor medidas necessárias para a adequação das legislações municipais que efetivem a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência; fornecer subsídios aos gestores municipais para a formulação, implantacão e implementacão de políticas, planos, programas e medidas visando o desenvolvimento da política de inclusão em todas as áreas. 


Também atua em articulação com entidades, órgãos, fóruns e conselhos dos Direitos, instituições públicas e privadas, que exerçam atividades relacionadas à pessoa com deficiência. 


Ainda propõe critérios de apoio governamental à organização, expansão, modernização para atividades de inclusão aos diversos órgãos e entidades das administrações públicas municipais.


O 6º encontro do Fórum Metropolitano de Gestores Públicos de Políticas para Pessoas com Deficiência contou com a presença de servidores dos municípios de Curitiba, Rio Negro, Pinhais, Campina Grande do Sul, Araucária, Quatro Barras, Lapa, Contenda, São José dos Pinhais e Campo Largo, Piên, Agudos do Sul, Campo do Tenente, Mandirituba, Quitandinha e representantes de entidades assistenciais e escolas regionais que atendem pessoas com deficiência. 


O encontro é promovido em parceria entre a Prefeitura de Curitiba, através das secretarias de Assuntos Metropolitanos e a Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência e os municípios da região.


O Presidente do Fórum e coordenador de Políticas Públicas de Defesa de Direitos da Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência, Manoel José Passos Negraes, disse que todas as informações apresentadas servirão de propostas para a Conferência Estadual da Pessoa com Deficiência.
 

Os próximos encontros do Fórum serão em 1 de agosto em São José dos Pinhais, 7 de outubro em Campo Largo e 5 de dezembro em Curitiba, juntamente com a Câmara Técnica de Acessibilidade.


As informações sobre a pesquisa podem ser acessadas no site da Secretaria Municipal de Assuntos Metropolitanos - http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/smam/27






26 de mar. de 2015

Dados do Censo Escolar indicam aumento de alunos com deficiência



Dados do Censo Escolar indicam crescimento expressivo em relação às matrículas de alunos com deficiência na educação básica regular. Estatísticas indicam que no ano de 2014, 698.768 estudantes especiais estavam matriculados em classes comuns.


Em 1998, cerca de 200 mil pessoas estavam matriculadas na educação básica, sendo apenas 13% em classes comuns. Em 2014, eram quase 900 mil matrículas e 79% delas em turmas comuns.


“Se considerarmos somente as escolas públicas, o percentual de inclusão sobe para 93% em classes comuns”, explicou a diretora de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Martinha Clarete dos Santos.


Os números reafirmam a importância da inclusão social celebrada no último dia 21 de março: "Dia Internacional da Síndrome de Down". A data remete à luta para a inclusão das pessoas com a deficiência nas escolas, no mercado de trabalho e nas relações sociais.


Inclusão social

 

A jovem Jéssika Figueiredo, 22 anos, é a prova de que incluir pessoas com a síndrome no ensino regular aumenta as oportunidades de seu desenvolvimento. 


Durante toda a vida, Jéssica estudou em escolas regulares. Hoje, ela atua como fotógrafa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e é, também, relações públicas da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.


“Eu, como pessoa com Síndrome de Down, acredito que aprendi mais estudando no ensino regular. Aprendi com as pessoas, com os professores. Passei a acreditar no meu potencial. Se tivesse sido em uma escola de ensino especial talvez não fosse assim”, opinou Jéssica.


De acordo com diretora de Políticas de Educação Especial, a luta para que crianças e jovens com Síndrome de Down ou qualquer outra deficiência se mantenha na escola é grande.


“Hoje o MEC apoia técnica e financeiramente estados e municípios na formação de professores e oferecendo recursos tecnológicos de suporte aos deficientes”, afirma Martinha.


Segundo a diretora, 42 mil escolas já receberam recursos multifuncionais para acessibilidade e 57 mil escolas tiveram verbas para adequação da estrutura de forma que atenda melhor às necessidades das crianças.

 

Formação

 

Dados do Ministério da Educação (MEC) revelam que também houve um aumento de 198% no número de professores com formação em educação especial. Em 2003, eram 3.691 docentes com esse tipo de especialização. Em 2014, esse número chegou a 97.459.


Na outra ponta, está o pequeno Ylan Mateus, seis anos. Portador da Síndrome de Down, ele acabou de ser matriculado na Escola Classe 413 Sul, em Brasília. A escola, que é regular, já atende a outras seis crianças com necessidades especiais.


Para a diretora da escola, Vera Lúcia Ribeiro, esse tipo de convivência entre as crianças tem trazido resultados relevantes para todos na escola. 


“Essa interação entre as crianças faz com que aprendam a lidar com as diferenças. Elas se envolvem tanto que acabam protegendo umas às outras. Isso é muito bonito”, disse a professora.

 

Política afirmativa


Em nota técnica de 18 de março, a Diretoria de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC orienta os sistemas públicos e privados de ensino sobre a negativa de matrícula a estudante com deficiência. De acordo com o documento, esses estudantes têm direito constitucional à educação.


O direito das pessoas com deficiência à matrícula em classes comuns do ensino regular é amparado no artigo 205 da Constituição Federal, que prevê “a educação como direito de todos, dever do Estado e da família, com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.


A Carta Magna também garante, no artigo 208, o direito ao atendimento educacional especializado.


A nota técnica afirma que compete ao MEC reconhecer, credenciar e autorizar as instituições privadas de educação superior e toda rede federal, e que fica sob a responsabilidade da Diretoria de Políticas de Educação Especial, juntamente com o Ministério Público Federal, o acompanhamento dos procedimentos relativos à recusa de matrícula nessas instituições.


Nas esferas municipal, estadual e distrital, esta competência é das secretarias de educação, que devem fazer a análise e emissão de parecer sobre processos alusivos à recusa de matrícula em instituições escolares, públicas e privadas, sob sua regulação.


As instituições públicas e privadas que se negarem a matricular os estudantes com deficiência estarão sujeitas a multa.


Fontes:  Portal Brasil  /   Rede Saci



7 de fev. de 2014

Balanço aponta sucesso do ‘Praia Acessível’ no primeiro mês da temporada

Cadeira anfíbia
 

Banho de mar para todos. Em Santos (SP), o primeiro mês de funcionamento do Projeto Praia Acessível nesta temporada (completado dia 21) registrou 100 atendimentos a pessoas com deficiência e pessoas com mobilidade reduzida. 


A expectativa da Coordenadoria de Defesa de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, ligada à pasta de Defesa da Cidadania, é realizar 300 atendimentos até o final de março.


Os números são significativos, já que no último verão foram 150 atendimentos em três meses. Desde o ano passado, o projeto vem sendo aprimorado, segundo o secretário da pasta, Marcelo Del Bosco Amaral, com ampliação do local e horário de atendimento, incluindo as quintas e sextas, facilitando a participação de entidades, e a troca das seis cadeiras anfíbias usadas para levar os banhistas ao mar. 


“Nós ouvimos vários relatos de pessoas que nunca tinham tomado banho de mar. Isso dá uma satisfação enorme”.
 

Como participar
 

O projeto está em dois pontos da cidade: perto da Concha Acústica (canal 3) e em frente ao Aquário (Ponta da Praia), sempre de quinta a domingo, e feriados, das 10h às 16h. O banho de mar tem duração de 30 minutos e acompanhamento de monitores capacitados.


Os grupos, sejam de Santos ou de outros municípios, precisam fazer agendamento pelo telefone 3202 1911 ou 3201 5075 em horário comercial ou pelo e-mail secid@santos.sp.gov.br . A iniciativa é promovida pela prefeitura em parceria com o governo estadual.






19 de dez. de 2013

Acidentes de trânsito são a principal causa externa de internações no país


 Acidentes de trânsito são a principal causa externa de internações no país
Levantamento mais recente realizado pela Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação mostra que, de todas as causas externas, os acidentes de trânsito são os maiores responsáveis pelas internações nas unidades da Rede (Brasília, Salvador, Belo Horizonte, São Luís e Fortaleza). 


Entre 1º de janeiro e 30 de junho deste ano, eles representaram 44,8% das origens que motivaram a chegada e permanência dos pacientes nos hospitais. As agressões por arma de fogo aparecem em segundo lugar e respondem por 21,1%. Depois, as quedas, com 16,3%.




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 Dados do Ministério da Saúde revelam que os acidentes de trânsito causaram 161,7 mil internações em todas as unidades de referência em alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2012. 


E o número tem aumentado nos últimos três anos. Em 2011, o Brasil teve 155,7 mil internações e, em 2010, 147,7 mil.


Só em 2011, 42.425 pessoas perderam a vida no trânsito. E os custos com os tratamentos são cada vez maiores: em 2010, foram R$ 190,3 milhões, no ano seguinte, R$ 204,6 milhões, e, em 2012, R$ 215,2 milhões.


O atleta profissional da Seleção Brasileira Paralímpica de Tênis de Mesa Bruno de Paula Peres Braga, 22 anos, foi uma dessas vítimas. 


Em 31 de agosto de 2007, uma quinta-feira, Bruno, à época tenista de quadra, depois de treinar durante o dia e a noite, voltava para casa com seu pai por volta de meia-noite. O pai conduzia o veículo quando adormeceu ao volante (ele sofre da doença do sono). 


O carro se chocou contra uma mureta próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília. O condutor teve três costelas quebradas e três fraturas no braço. Bruno, que decidiu dormir no banco traseiro e estava sem cinto de segurança, perdeu todos os movimentos do corpo. “Só acordei uma semana depois, sem mexer nada”, lembra.


Bruno ficou internado um mês em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e depois foi transferido para a unidade centro de Brasília da Rede Sarah, onde ficou por dois meses e meio. 


Em casa, Bruno ficou durante 15 dias, realizou diversas sessões de fisioterapia e, aos poucos, aprendeu o cotidiano de uma cadeira de rodas. Depois, ele voltou à unidade da Rede Sarah e permaneceu por mais dois meses e meio.


Embora, à primeira vista, a cadeira de rodas possa causar impacto ou rejeição no paciente, a coordenadora do Programa de Prevenção de Acidentes das unidades de Brasília da Rede Sarah, Claudia Miani, ressalta que o equipamento não pode ser visto apenas como uma “perda de movimentos”, mas, em muitos casos, ela é um sinal de evolução de um quadro que foi muito grave, como é o caso de Bruno, que ficou tetraplégico.


“A gente pensa que nunca vai acontecer com a gente. Até acontecer e a gente para pra pensar”, conta o atleta. Para ele, a irresponsabilidade é a causa da maioria dos acidentes de trânsito. 


“A gente sabe que tem que usar o cinto, que tem que fazer a coisa certa, mas acaba fazendo a coisa errada. E, numa dessas, a gente acaba se dando mal“, acredita Bruno.


O caso do atleta entra no rol do segundo meio de locomoção que mais se envolve em acidentes. 


De acordo com os dados da Rede Sarah, automóvel, utilitário e caminhonete responderam por 37,8% dos históricos de pacientes recebidos por aquele hospital envolvidos em acidentes de trânsito. Em primeiro lugar, estão as motocicletas, com 47%.



Diferentemente do acidente que resultou na tetraplegia de Bruno, a maioria das ocorrências com automóveis é nas rodovias (75,7%). Nas vias urbanas, os pacientes se feriram, majoritariamente, enquanto eram condutores ou passageiros de motocicletas (47,4%) e bicicletas (48,3%).

 

O caso de Bruno também difere da maioria, quando diz respeito a dia, horário e motivo. Quase a metade (47,6%) dos acidentes analisados ocorreu no sábado e no domingo. A maioria (54,1%) dos acidentes ocorreu no período diurno, com picos entre 7h e 8h e entre 17h e 20h. O principal motivo do deslocamento dos pacientes na ocasião em que ocorreram os acidentes foi o lazer (53,3%).

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Bruno partilha da mesma opinião da maioria dos pacientes analisados pelo levantamento da Rede Sarah. Para 76,2%, os comportamentos ou as atitudes humanas foram a causa que originaram os seus acidentes. 


“O meu pai sofre da doença do sono e eu sei disso desde quando nasci. Eu sempre ia no banco da frente para cutucá-lo e não deixá-lo dormir. Infelizmente, nesse dia, foi diferente. Eu.sabia que eu tinha a minha responsabilidade de ir no banco da frente, mas não fui”, recorda. 


Ele conta que foi preciso trabalhar o psicológico do pai para lidar com a situação e que hoje a família tem uma relação tranquila e saudável.


Rodovias federais / Cinto de segurança


Dados mencionados pelo coordenador-geral substituto de operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), inspetor Estênio Pires, confirmam informações da Rede Sarah. ”Fizemos um estudo e ele revela que 92% dos acidentes são ocasionados por falha humana”, afirma.


Para ele, a imprudência ou a imperícia dos condutores são a principal causa dos acidentes verificados nas rodovias federais. E a velocidade é a responsável, segundo o coordenador, pelo maior envolvimento de acidentes de veículos nas estradas e não nas vias urbanas.


 ”A velocidade empreendida contribui para a gravidade da ocorrência, com a probabilidade de maiores lesões ou fatalidades”, relata.


Pires afirma que o tipo mais grave de acidente verificado nas rodovias federais é a colisão frontal. “Apesar de serem apenas 3% dos acidentes registrados, as colisões frontais são responsáveis por 32% das mortes”, esclarece. Normalmente, esses acidentes são causados por ultrapassagens indevidas, isto é, imprudência ou imperícia.


Outra questão para a qual ele chama atenção é o cinto de segurança. Assim como o para-atleta Bruno de Paula, os passageiros do banco traseiro não têm muito o costume de usar a proteção. 


Segundo o coordenador da PRF, é diferente do que se constata nos bancos dianteiros, onde já se tornou hábito da população a utilização do cinto. ”A gente tem verificado que a gravidade dos acidentes é maior quando condutores e passageiros não usam cinto ou capacete, no caso das motocicletas”, afirma.


Segundo Pires, para cada 100 veículos envolvidos em acidentes nas rodovias federais, um condutor morre, com ou sem cinto de segurança (não há dados separados). No caso das motocicletas, para cada 100 acidentes, 12 que usam capacete morrem. Sem a utilização dos capacetes, o número chega a 55.


A coordenadora do Programa de Prevenção de Acidentes das unidades de Brasília da Rede Sarah, Claudia Miani, também alerta para o uso do cinto de segurança como forma de reduzir as possibilidades de maiores lesões. 


Segundo ela, no ano passado, 67,5% dos pacientes admitidos na Rede e vitimados no trânsito não usavam o cinto na ocasião do acidente. “Ainda precisamos trabalhar incessantemente em informação, pois precisamos desconstruir hábitos errados”, propõe.


Para ela, é necessário transmitir a ideia de vulnerabilidade para que as pessoas se protejam. “Somos frágeis, então, todos os cuidados devem ser adotados para preservar nossa integridade física e emocional”, explica.


Informações da PRF classificam os acidentes também conforme as lesões. Segundo dados de 2011, informados pelo coordenador Estênio Pires, as lesões leves correspondem a 67% das vítimas. 


As lesões graves, normalmente as que deixam sequelas para condutores ou passageiros, equivalem a aproximadamente 25%. “É realmente um número muito grande, quase que se aproximando a 30 mil pessoas por ano que sofrem consequências graves”, diz Pires. As vítimas fatais são 8% dos acidentados. 


Em números absolutos, a PRF registrou 192.188 mil acidentes nas rodovias federais, com 8.661 mortes, 77.626 vítimas com lesões leves e 28.981 vítimas com lesões graves.

 
Álcool


Estudo divulgado, no início deste ano, pelo Ministério da Saúde revela que o consumo de álcool por pessoas envolvidas em acidentes de trânsito tem forte impacto nos atendimentos de urgência e emergência do SUS. 


O levantamento aponta que uma em cada cinco vítimas de trânsito atendidas nos pronto-socorros brasileiros ingeriu bebida alcoólica, o que relaciona a substância a 21% dos acidentes de trânsito. 


Entre as pessoas envolvidas nos acidentes, 22,3% dos condutores, 21,4%, dos pedestres e 17,7% dos passageiros apresentavam sinais de embriaguez ou confirmaram o consumo de álcool. Além disso, o estudo conclui que o uso de álcool resulta em eventos mais graves com mais internações. 


Em termos gerais, 78,3% das vítimas (acidentes de trânsito, quedas, agressões etc) que não ingeriram bebida alcoólica receberam alta logo após o atendimento de urgência e emergência. Entre os que beberam, esse número cai para 66,2%.


O para-atleta Bruno de Paula, nos cinco meses em que ficou internado em uma unidade da Rede Sarah, viu que a maioria dos pacientes que ali estava era devido a acidentes de trânsito causados por imprudência ou ingestão de álcool.


 “O álcool é a pior droga que existe porque mata muita gente no trânsito e, se não mata, lesiona uma pessoa, a deixa numa cadeira de rodas, com sequelas na cabeça”, acredita Bruno.


O inspetor da PRF Estênio Pires ressalta também que o álcool contribui consideravelmente para o maior número e maior gravidade dos acidentes. 


Segundo o coordenador, os acidentes mais graves verificados nas rodovias federais ocorrem principalmente de sexta-feira a domingo, dias em que, geralmente, ingere-se mais álcool. 


“No domingo, inclusive, chega a ser o dobro do número de mortes registradas numa quarta-feira”, aponta.


Prevenção


Alertar para os perigos resultantes da imprudência no trânsito é um dos trabalhos da Rede Sarah. O objetivo é informar os jovens estudantes sobre o que ocorre no trânsito e despertar a cidadania e o respeito pelo próximo. 


Para isso, são realizados palestras, exibição de vídeos e animação nas escolas. “Precisamos mostrar a importância do cuidado com a vida, um bem precioso, que nem sempre teremos uma segunda chance para voltar atrás e corrigir os atos e comportamentos de risco”, explica a coordenadora do Programa de Prevenção de Acidentes das unidades de Brasília da Rede Sarah, Claudia Miani.


Esse é um pensamento partilhado pelo para-atleta Bruno. “Eu costumo dizer que a vida é feita de escolhas. Eu não creio que seja o destino que torna a nossa vida boa ou ruim. A gente pode escrever o nosso destino. E, para isso, a gente tem que fazer as escolhas, certas ou erradas. Dependendo disso, as consequências virão. Você tem que optar pelos caminhos que você quer trilhar na sua vida. Você que trabalha no trânsito, com entrega, com carro, pensa um pouquinho, tenha um pouquinho de paciência, ajude o próximo. Costumo ver no trânsito, em alguns carros, o adesivo “gentileza gera gentileza”. 


Se cada um fizer o seu pouquinho, todos nós temos a ganhar. E só melhora o trânsito e a vida em si”, acredita.


Fonte: Agência CNT



31 de out. de 2013

Senado inicia segunda edição de pesquisa sobre a realidade da pessoa com deficiência

 O Senado Federal inicia, na próxima semana, a coleta de dados para a segunda edição da mais completa pesquisa de opinião já feita junto a pessoas com deficiência no Brasil. 

O trabalho conduzido pelo DataSenado, com a parceria do IBDD, vai ouvir pessoas em todo o país e colher opinião sobre temas como legislação, acessibilidade, transporte, mercado de trabalho, qualificação, benefício, educação, saúde e lazer. 

“Só uma base consistente de dados, obtida através de pesquisas com séries históricas robustas, possibilita o planejamento adequado de políticas públicas.” argumenta a superintendente adjunta do IBDD, Raphaela Athayde. Saiba mais.


 



Segundo pesquisa DataSenado e IBDD, os direitos da pessoa com deficiência não são respeitados:


pesquisa data senado


NÃO 77%

SIM 21%
NS/NR 2%



 

6 de mai. de 2013

Nove milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva, afirma IBGE

Símbolo da deficiência auditiva
Dados do IBGE afirmam que 9 milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva. Muitas vezes, o problema começa com o uso de fones de ouvidos ou com a exposição excessiva ao barulho de lojas, bares e casas noturnas.

Segundo a fonoaudióloga Patrícia Caldas, um dos sintomas da perda auditiva é o aumento da intensidade da voz, mas somente esse fator não é suficiente para dar o diagnóstico. 

“Trabalhar exposto a ruídos podem provocar perdas auditivas e exames periódicos podem indicar o problema. Outros sintomas seriam zumbidos e dificuldade para entender as pessoas”, afirma.

Os zumbidos estão relacionados à intensidade do ruído e ao tempo de exposição. Segundo o otorrinolaringologista Lupércio Brito, eles podem ser temporários, mas, se houver uma exposição continuada, eles podem tornar-se crônicos.

A prevenção pode ser feita através de uso de Equipamentos de Proteção Individual, além da realização de exames periódicos, para quem precisa trabalhar exposto aos ruídos.
Fonte: G1

27 de nov. de 2012

Novo programa traça perfil e dá suporte a pessoas com deficiência

Mão digita sobre teclado
O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, o secretário dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Irajá de Brito Vaz, e o presidente do Instituto Curitiba de Informática (ICI), Renato Rodrigues, lançaram nesta quinta-feira (22) o programa Quem é Você e um portal específico para a o suporte e o reforço de políticas públicas voltadas ao atendimento de pessoas com deficiência.

Pelo Quem é Você, a Prefeitura terá um levantamento mais apurado da situação da pessoa com deficiência em Curitiba, por meio da coleta de informações como endereço, tipo de deficiência, nível de mobilidade, inserção no mercado de trabalho, grau de instrução, entre outras.

O programa tem como ferramenta um portal exclusivo na internet no qual poderá ser feito o cadastramento e a divulgação de informações, de políticas e serviços para as pessoas com deficiência e para cidadãos que se interessam pelo assunto.

“Ao longo desses dois anos da criação dessa secretaria, a população pode perceber mais de perto as ações e as obras de acessibilidade desenvolvidas na cidade”, disse o prefeito Luciano Ducci, acrescentando que o projeto Quem é Você é um bom exemplo de ação concreta. 

Para ele, o projeto é uma grande ferramenta que funcionará como um canal oficial de informações que possibilitarão um diagnóstico preciso da situação das pessoas com deficiência na cidade. “Com isso as ações da Prefeitura serão diretamente focadas nas demandas necessárias da população", afirmou o prefeito.
  
Dados consistentes - Acessibilidade e informação foram a base do desenvolvimento do portal, que pretende ser um ponto de referência sobre o assunto na cidade. Por meio dele, a pessoa com deficiência terá acesso aos serviços oferecidos pela secretaria, notícias e publicações, eventos, legislação e também a uma lista com os endereços de todas as escolas e entidades de ensino especial da cidade. 

 “Esta é uma ferramenta que irá colocar Curitiba na vanguarda e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, disse o secretário Irajá de Brito Vaz.

O secretário destacou que levantamento do IBGE aponta que Curitiba tem 354.964 pessoas com algum tipo de deficiência. 

"Trata-se de um trabalho feito por amostragem, que auxilia, mas não fornece dados mais consistentes e necessários para o bom desenvolvimento de políticas públicas e projetos de mobilidade voltados aos direitos desses cidadãos", observou Irajá.

Ele, que é cadeirante, lembrou que quando foi pesquisado para o Censo do IBGE não foi perguntado sobre sua deficiência ficando constado no seu cadastro que naquele domicílio não havia ninguém com deficiência. “Por isso decidimos criar o programa. Queríamos uma ferramenta que nos oferecesse o máximo de informações e com riqueza de detalhes. Esse software desenvolvido pelo ICI vai nos dizer exatamente quem são, onde estão e quais são as necessidades dessas pessoas”.

De acordo com o presidente do ICI, Renato Rodrigues, a ideia do portal é atender à necessidade da secretaria, que precisa dessa ferramenta para se comunicar como as pessoas deficientes. “Essa medida faz parte de um projeto de soluções que transformou Curitiba na cidade mais digital do país”, disse. Para ele o programa idealizado pelo secretário Irajá é mais que uma ousadia, “é uma inspiração”.

21 de nov. de 2012

IBGE: 93% dos municípios têm iniciativas para inclusão da pessoa com deficiência na escola

Mão segura giz e escreve na louza
Depois de estruturar as políticas de educação, os municípios estão avançando para as ações de inclusão e combate à violência nas escolas.

É o que mostra a Pesquisa de Informações Básicas Municipais – Perfil dos Municípios (Munic) de 2011, divulgada nesta terça-feira, dia 13 de novembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a gerente da Coordenação de População e Indicadores Sociais (Copis) do IBGE, Vânia Pacheco, as estruturas educacionais estão bem estabilizadas em todos os municípios brasileiros.

“Todos os municípios têm um órgão gestor para tratar de política de educação e agora vem aumentando a preocupação em ter programas de inclusão de pessoas com deficiência, escolas aptas a receber pessoas com deficiência, esse tipo de coisa tem sido foco da preocupação da política de educação também.”

Os dados da Munic 2011 mostram que 93,7% dos 5.565 municípios brasileiros tinham implantado iniciativas para a inclusão de pessoas com deficiência. 

A proporção cai para 88,5% nas cidades com até 5 mil habitantes e sobe para 100% nas com mais de 100 mil habitantes.

A pesquisa aponta que 73,3% dos municípios registravam ações de combate à violência escolar. Já o combate à discriminação nas escolas está presente em 69,4% das cidades.

De acordo com o levantamento, as principais formas de hostilidade na escola dizem respeito ao preconceito de gênero, raça, orientação sexual e contra pessoas com deficiência intelectual.

19 de nov. de 2012

42% das prefeituras do Brasil não têm acesso para deficientes, afirma IBGE

Símbolo de acessibilidade

Quase metade das cidades brasileiras não tem estrutura de acesso para pessoas com deficiência nos prédios de suas prefeituras.

É o que mostra a pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros, feita em 2011 e divulgada nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE,
42,6% das cidades dizem não ter nenhum dos 13 itens listados; apenas 3,8% apresentam seis ou mais deles. Ao todo, 3.195 municípios declaram ter alguma estrutura para deficientes.

Ainda segundo os dados, 22,3% dos prédios das prefeituras têm apenas um tipo de estrutura voltada para deficientes, estrutura que vai desde uma equipe preparada até um banheiro adaptado. 

Já com dois tipos de estrutura aparecem 14,7% das prefeituras, e com três tipos, 8,4%. Os percentuais de prédios com mais de quatro itens de acessibilidade são ainda menores: 5,4% deles têm quatro itens e 3%, cinco.

Na pesquisa, o IBGE diz que "a prefeitura é um órgão que centraliza vários serviços" e, por isso, "suas edificações e equipamentos devem ser inclusivos e permitir que toda a comunidade tenha acesso a espaço físico com facilidade".


Itens de acessibilidade

Para tabular as cidades, o IBGE estipula 13 de "itens de acessibilidade". São eles: rampas de acesso, equipamento para deslocamento vertical, sanitário acessível, piso tátil, elevadores com braile e sonorização, telefone público adaptado, mobiliário de recepção adaptado, pessoal capacitado para atendimento, disponibilidade de áreas especiais de embarque e desembarque, vagas especiais para veículos com pessoas deficientes, sinalização de atendimento prioritário a elas, permissão de cão-guia e rampa externa.

Os itens que mais estão presentes nos prédios das prefeituras são as rampas de acesso, rampas externas e sanitários acessíveis. Ao todo, são 2.150 cidades que dizem ter as rampas de acesso, o que corresponde a 38,6%. As rampas externas aparecem em 1.763 cidades, o equivalente a 31,7% do total. Já aquelas com sanitários acessíveis totalizam 1.028 mil, ou 18,5%.

Os itens mais raros dentre as mais de 3 mil cidades com algum tipo de estrutura para deficientes são pessoas capacitadas, permissão de cão-guia e piso tátil. Somente 316 cidades têm equipe treinada e 290 permitem a entrada de cães-guia. O piso tátil é o que menos aparece nos prédios das prefeituras do país – são 219 cidades que os têm, totalizando 3,9%.


Segundo a
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada em 2009, qualquer pessoa com deficiência deve ter as mesmas condições de acesso a serviços que uma pessoa sem deficiência. E quem deve assegurar esse direito é o Estado, conforme prevê a Constituição.

31 de jul. de 2012

Número de pessoas com deficiência aumenta em cidades como São José dos Campos (SP) e Taubaté (SP)

"Censo do IBGE mostrou alta nos últimos dez anos nas duas cidades. Mesmo com crescimento, pessoas ainda enfrentam muitas dificuldades"

Ilustração com o símbolo da acessibilidade
Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com deficiência aumentou em São José dos Campos, (SP).

De acordo com a pesquisa, realizada em 2010, 22% da população da cidade tem algum tipo de deficiência. O número passou de 62 mil para 140 mil pessoas. O índice engloba as deficiências visual, auditiva, motora, física e intelectual.

Segundo a prefeitura, o aumento na porcentagem de pessoas com deficiência é devido à mudança na metodologia da pesquisa do IBGE. Em TaubatéSite externo. (SP), atualmente são 67 mil pessoas com algum tipo de deficiência, que representam 24% da população. Em 2000, eram 29 mil pessoas, ou 12 % dos moradores.

Luiz Antônio da Silva, Assessor de Políticas para Pessoa com Deficiência de São José, fala sobre as adaptações que já foram feitas. “Os grandes locais de fluxo de pessoas, já estão adaptados. Os nossos equipamentos esportivos, muitos prédios públicos já são adaptados. Os cursos oferecidos para pessoas com deficiência são cursos inclusivos, as nossas escolas já tem todo um aparato técnico para isso. Então a maior questão a ser resolvida é a atitude das pessoas”, explicou.

As academias ao ar livre, instaladas por toda a cidade, possuem equipamentos adaptados. Mas, para as pessoas que têm alguma deficiência física, chegar até algumas delas é uma ginástica difícil. O aposentado e cadeirante, Benedito Parente, procura uma explicação para essa dificuldade enfrentada. “Projetos novos, como esse do Urbanova, não dá para entender porque não contemplar, de imediato, o novo projeto com acesso para pessoa com cadeira de rodas”, questiona.

Fonte: G1


9 de jul. de 2012

IBGE - Estatística de Portadores de Deficiência

O Censo 2000 revelou que 14,5% da população brasileira era portadora de, pelo menos, uma das deficiências investigadas pela pesquisa. A maior proporção se encontrava no Nordeste (16,8%) e a menor, no Sudeste (13,1%). 

A nova publicação traz o número absoluto de cegos e surdos no País. Em 2000, existiam 148 mil pessoas cegas e 2,4 milhões com grande dificuldade de enxergar. Do total de cegos, 77.900 eram mulheres e 70.100, homens. A região Nordeste, apesar de ter população inferior ao Sudeste, concentrava o maior número de pessoas cegas: 57.400 cegos no Nordeste contra 54.600 no Sudeste. São Paulo é o estado com o maior número de cegos (23.900), seguido da Bahia (15.400).
O número de surdos no Brasil era de 166.400, sendo 80 mil mulheres e 86.400 homens. Além disso, cerca de 900 mil pessoas declararam ter grande dificuldade permanente de ouvir. Entre os estados, Roraima tem o menor número de surdos (191 pessoas). 

Dos 9 milhões de portadores de deficiência que trabalhavam, 5,6 milhões eram homens e 3,5 milhões, mulheres. Mais da metade (4,9 milhões) ganhava até dois salários mínimos.
Em relação ao rendimento das pessoas ocupadas, verificou-se que as diferenças relacionadas a ser portador ou não de deficiência eram da ordem das diferenças por gênero e ambas menores que o diferencial por cor. Por exemplo, 22,4% da população ocupada sem deficiência ganhavam até 1 salário mínimo. Entre os portadores de deficiência, esse percentual era de 29,5%. Entre homens e mulheres que não tinham deficiência os percentuais eram de 19,3% e 27,3%, respectivamente. Já a proporção de pessoas que se declararam brancas que ganhavam até 1 salário mínimo era de 18,15% e a de pessoas que se declararam pretas, 34,50%. 

Entre os portadores de deficiência que trabalhavam, a maior proporção (31,5%) era de trabalhadores no setor de serviços ou vendedores do comércio. Porém, enquanto uma em cada quatro pessoas portadoras de deficiência era trabalhadora agropecuária, florestal ou de caça e pesca, somente 16,4% da população sem nenhuma incapacidade exerciam essas ocupações.
No aspecto educacional, em 2000, a taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade era de 87,1%. Já entre os portadores de, pelo menos, uma das deficiências investigadas era de 72,0%.
Do total de pessoas de 15 anos ou mais de idade sem instrução ou com até 3 anos de estudo, 32,9% eram portadoras de alguma deficiência. Regionalmente observaram-se percentuais semelhantes de portadores de deficiência para este nível de instrução. O grande diferencial se produz a partir do 1º grau completo ou 8 anos de estudo: aí o percentual de pessoas com deficiência cai para valores próximos a 10%. Ou seja, enquanto no grupo com menos instrução, quase uma entre três pessoas era portadora de deficiência, entre os que concluíram pelo menos o 1º grau, somente uma em cada dez pessoas possuía alguma incapacidade.

No Brasil, a freqüência escolar das pessoas de 7 a 14 anos de idade, estava praticamente universalizada (94,5%), mas para os portadores de, pelo menos, uma das deficiências investigadas o percentual era menor (88,6%) e caía para 74,9% no caso das deficiências severas. A menor taxa de freqüência escolar foi observada entre as pessoas que tinham alguma deficiência física permanente (61,0%).
Quanto à esperança de vida ao nascer (tabela 25), o brasileiro vive em média 68,6 anos e passa 80% da vida sem apresentar nenhuma incapacidade. Como a esperança de vida livre de incapacidade é de 54 anos, a população viverá em média 14 anos com algum tipo de deficiência. 


Fonte: IBGE
< http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/27062003censo.shtm >