Mostrando postagens com marcador Pessoa com Sindrome de Down. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pessoa com Sindrome de Down. Mostrar todas as postagens

5 de set. de 2013

Fundação Síndrome de Down realiza encontros dedicados ao Dia Mundial da Saúde Sexual, comemorado no dia 4 de setembro


Estes encontros serão abertos para pessoas com deficiência intelectual, famílias, profissionais e comunidade. 


O propósito desse evento é dialogar sobre a diversidade de possibilidades na vivência da sexualidade, incluindo o respeito, cuidado e o afeto.

 
Programação 


11/09/2013 – 19h00 às 22h00 


Cinema, pipoca e bate-papo: Hasta la Vista - Venha como você é
Dirigido por Geoffrey Enthoven (1h53min)
Gênero: Comédia Dramática
Legendado


14/09/2013 – 09h30 às 12h00 


Palestra: Papai, mamãe e outras transas: do amor aos cuidados
Dr. Itor Finotelli Jr – Psicólogo clínico e Psicoterapeuta Sexual



18/09/2013 – 19h00 as 21h30 


De frente com as diferenças sexuais (discussão em grupo com convidados)

 
25/09/2013 – 19h00 as 21h30 


Lançamento do Protocolo de Sexualidade da Fundação
Exposição: A dúvida do Corpo


Público: pessoas com deficiência intelectual, famílias, profissionais e comunidade


Como participar: Evento gratuito. Para participar acesse o nosso site www.fsdown.org.br clique na aba “eventos” e preencha o formulário de inscrição


Endereço: Rua José Antonio Marinho, 430 - Barão Geraldo - Campinas/SP

15 de mar. de 2013

Menos preconceito ajuda pessoas com Down a ter vida amorosa plena

Quatro corações de papel pendurados em uma corda
Samanta Quadrado, 25, está investindo aos poucos em um novo relacionamento, iniciado há seis meses. 

Depois de terminar um namoro de quatro anos, ela quer ir com calma.  "Estamos nos conhecendo", conta.  Samanta mora em São Paulo e está "ficando" com carioca Breno Viola, um dos atores do filme "Colegas", de Marcelo Galvão.

Eles se conheceram na pré-estreia do filme, no Rio de Janeiro, em setembro do ano passado. Desde então, se encontram quando é possível e conversam pelo Skype. 

"Meus pais sempre apoiam meus namoros. Posso conduzir minha relação sozinha, tenho autonomia", explica. Ela trabalha como auxiliar administrativo em uma editora, frequenta grupos de apoio para pessoas com Down e tem planos de morar sozinha daqui a dois anos: "Já tive muitas conquistas, quebrei muitas barreiras. Será mais uma delas", diz.

Samanta faz parte de uma geração de pessoas com Down que cresceu mais distante do preconceito e consegue ver o futuro em condições mais igualitárias. 

O avanço da medicina e o melhor conhecimento das peculiaridades da síndrome permitem que esses jovens estudem, trabalhem e se relacionem mais.

"Percebemos um aumento no número de pessoas com Down que namoram, têm uma vida social boa. Há mais esclarecimento da sociedade, as famílias permitem mais e existem mais oportunidades", afirma o geneticista Zan Mustacchi, um dos maiores especialistas na síndrome de Down no Brasil.

O nível mais aprofundado de informação sobre a síndrome reflete até na expectativa de vida, que, em 1929, era de nove anos, em média. Hoje, a previsão é de 60 anos.

"Por tudo isso, temos de pensar que eles têm direito a uma vida plena. E essa vida inclui a afetividade e sexualidade. Vejo que ainda existe resistência nas famílias em enxergar que os filhos, embora tenham uma deficiência, devem ser livres para se relacionar", diz a advogada Maria Antônia Goulart, coordenadora do Movimento Down. "Parece que, quando o filho tem uma deficiência intelectual, surge a certeza nos pais de que ele não terá vida sexual. Até pais mais progressistas negam isso".

Mas nem sempre a vida afetiva é perfeita –regra que vale para todos. Pedro Brandão Carrera, 18, sempre estudou em escola regular e se apaixonou por meninas de sua classe sem ser correspondido. Voltava de baladas sem beijar na boca, apesar de paquerar bastante.  "Ele chegava em casa chateado, dizendo que não tinha ficado com ninguém", conta a mãe Ana Cláudia Brandão.

Há um ano, conheceu a namorada em um grupo de jovens com deficiência intelectual e está apaixonado. "Sou um cara romântico, preparo declarações de amor para ela", conta.

Colaboração dos pais

Ana Cláudia conta que colabora para que o namoro do filho progrida, por exemplo, levando o casal ao cinema. "Nós, os pais, não sabemos se eles veem o filme ou ficam se beijando", diz. "Eles precisam que a gente leve e busque.

 Nesse ponto é mais complicado, porque os pais devem dar uma força para que o namoro dê certo. As descobertas perdem um pouco da naturalidade", afirma.

Se a evolução do namoro é monitorada, ao menos os planos podem ser feitos a dois. Pedro deseja se casar com a namorada depois que terminarem a faculdade. Ele quer ser chef de cozinha e abrir um restaurante de massas. "Adoro cozinhar e faço um macarrão ótimo".

Diferentes?

O desejo e a vontade de estar com alguém é o mesmo em todos os jovens. "Tenho um filho adolescente sem a síndrome e percebo que suas questões são as iguais às dos jovens com Down que acompanho no grupo", diz Maria Antonia.

O desenvolvimento da sexualidade ocorre na mesma época, mas nem sempre o amadurecimento emocional acompanha.  "Pessoas com Down podem extrapolar e ir além de situações palpáveis, acreditando que é possível ter uma relação com quem não gosta delas ou com um artista. Acreditam nisso de forma ingênua", diz Zan Mustacchi.

Por isso, a orientação da família é fundamental, não só para evitar decepções como para diminuir riscos de abusos. "Quando o assunto não é tratado, a pessoa com Down perde o referencial. Tudo aquilo que não é dito é fantasiado e isso tende a se distanciar do que se espera no trato social", diz Goulart.

Os jovens com Down também precisam aprender sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e da gravidez. As chances de concepção de um casal em que ambos têm Down é de 80%, segundo Zan Mustacchi. Quando um dos parceiros não tem a síndrome, o número cai para 50%. Homens com Down podem ser inférteis, mas não é regra. "O fato de haver mais homens com fertilidade reduzida do que férteis não quer dizer que não há possibilidade de gravidez", diz o geneticista.


Fonte: Mulher UOL

Foto: Getty Images

28 de fev. de 2013

Após 4 anos morando em hospital no RN, menina com Down recebe alta

Foto ilustrativa de um bebê com síndrome de down no colo de uma mulher
Quatro dos cinco anos de Maria Clara Ribeiro foram vividos em um hospital. Ela tem síndrome de Down e, ao nascer, apresentou complicações no coração e no pulmão. 

Devido a isso, passou por várias cirurgias. Essa realidade vai começar a mudar nesta quinta-feira (28), dia em que Maria Clara vai voltar para casa, na cidade de Nova Cruz, distante 93 quilômetros de Natal (RN).

Maria Clara nasceu prematura aos seis meses. "Ela tinha uma doença cardíaca muito grave, que já chegou para a gente numa situação muito avançada. Além disso, ela era pneumopata. 

Ela tinha fístolas, novelos de sangue dentro do pulmão. Durante o tempo em que Maria Clara esteve conosco, ela passou por oito intervenções. 

Ela passou por situações que podemos dizer que esteve entre a vida e a morte", falou Madson Vidal, diretor da Associação Amigos do Coração da Criança (Amico), instituição sem fins lucrativos que atende crianças cardiopatas no Rio Grande do Norte.

Tantos tratamentos e cirurgias exigiram que a dona de casa Maria Sueli deixasse tudo para trás para cuidar da filha. "Tenho outra filha, marido. Tive que deixar tudo de lado para cuidar da Maria Clara", disse.

Em outubro do ano passado Maria Clara recebeu alta do hospital para se recuperar na Amico. Nesta quarta-feira (27), a ocupação dela foi na arrumação das malas. Na Amico, ela vai deixar saudade em todos que a receberam de braços abertos.

"Maria Clara mostrou que, para os desafios da medicina, a gente é capaz de tratar essas doenças e que a gente nunca deve desistir. Apesar de todas as dificuldades, ela sempre nos apontava que era capaz e que iria sobreviver", completou Madson Vidal.

Fonte: G1

22 de fev. de 2013

Longa-metragem Colegas entra em cartaz em março

Cartaz do dia de lançamento do filme Colegas
O aguardado longa-metragem Colegas vai estrear nos cinemas do Brasil em 1º de março. O filme foi considerado como um dos 13 filmes imperdíveis de 2013.

Segundo blog oficial da equipe do filme, em meados de fevereiro, o plano de exibição estará finalizado e eles divulgarão a relação de cidades e salas de cinema onde será possível assistir ao filme. 

Trajetória de sucesso

O longa-metragem dirigido por Marcelo Galvão vem conquistando as plateias por onde passa no país e exterior.  No cenário internacional, Colegas venceu o prêmio de público do 27º Festival del Cinema Latino Americano di Trieste na Itália. Também levou o prêmio de Melhor Filme no festival de cinema International Disability Film Festival Breaking Down Barriers em Moscou (Rússia), além de ter sido exibido no Red Rock Film Festival (Utah, EUA).

No Brasil, venceu o prêmio de Melhor Longa-Metragem Brasileiro no Festival de Gramado 2012 e foi eleito pelo público da Mostra internacional de Cinema de São Paulo como Melhor Filme Brasileiro, levando também o Troféu Juventude (votação do público estudante). Colegas foi aclamado no Festival do Rio (categoria hors concours) e foi o longa-metragem que abriu o Amazonas Film Festival.

5 de fev. de 2013

Mãe de jovem com Down recorre ao MP e consegue matricular filha na

Quadro escolar verde em fundo branco
Daniela Ribeiro, mãe de uma adolescente de 13 anos com Síndrome de Down, conseguiu matricular a filha em uma escola particular de Salvador (BA).

A menina começa o ano letivo de 2013 nesta segunda-feira (4/02). Segundo Daniela, antes disso, ela tentou a matrícula em sete escolas na capital baiana.

Segundo a Lei da Inclusão, os colégios são obrigados a acolher os alunos com deficiência, mas Daniela precisou recorrer ao Ministério Público e ao Conselho Estadual de Educação, para conseguir uma vaga.

"Desde outubro, a gente está em busca de uma escola para Giovana e pasmem: as escolas negam a matrícula só porque ela tem Síndrome de Down. 

Nós passamos por sete escolas, que negaram a matrícula e duas aceitaram. Escolhemos ficar em uma que também não foi muito fácil, porque a princípio a escola tinha aceitado, depois ela voltou atrás dizendo que a cota de inclusão já estava completa e aí eu não aceitei. Eu briguei, eu gritei, eu esperneei e agora ela vai começar as aulas", disse a mãe.

"Eu estou me sentido feliz porque vou conhecer colegas novos, amigos novos e professores novos", disse a jovem.

"Tivemos que denunciar no Ministério Público as escolas, no Conselho de Educação da Bahia também e estamos tentando ver na Justiça. Pode parecer uma coisa corriqueira para todos os pais, levar os filhos  para escola, mas para mim, vai ter um sabor de vitória”, explicou a mãe.

Fonte: G1

24 de jan. de 2013

'Criança com Down não é um fardo na vida', diz mãe

criança com síndrome de down
A advogada Maria Antônia Goulart, 37, é coordenadora-geral do portal Movimento Down, que reúne informações sobre a síndrome. Sua filha Beatriz, de dois anos e meio, nasceu com down.

Ela comenta o novo exame de detecção precoce de síndrome de Down.

"Descobrimos que a Beatriz tinha down quando ela nasceu. Quando a vi, ela estava ali e era minha filha, não um ser imaginário. Não tinha como não amar.

Nos exames de pré-natal, o ultrassom não deu alterações. Se na época tivesse o exame de sangue, seria melhor. Ficamos muito preocupados. A gente descobriu que tinha uma filha com isso e não sabíamos nada sobre a síndrome.

Quando descobrimos as doenças com maior incidência em quem tem down, demos graças da Deus por ela não ter nada. Se ela tivesse uma cardiopatia grave, não tínhamos um cardiologista lá, teria sido importante.

O exame pode dar um tempo a mais para os pais terem acesso a essas informações e vai permitir que as pessoas tomem sua decisão. Para qualquer mulher, cogitar e levar adiante a decisão de um aborto é algo muito duro. Ninguém toma essa decisão facilmente.

Quem quiser abortar vai abortar. Não cabe a mim julgar as decisões. Não acho que o jeito de resolver esse problema seja restringir o acesso à informação, à ciência.

O que acho importante como ativista e familiar de uma pessoa com down é esclarecer a sociedade de que ter um filho com a síndrome não é o fim do mundo. Tem cuidados a mais, mas é um filho que vai ter uma vida feliz, produtiva. Pessoas com síndrome de Down trabalham, namoram, têm vida social.

Julgar que as pessoas com a síndrome vão ter mais dificuldade é impedir que elas possam nos surpreender e elas sempre nos surpreendem. 

Hoje há mais campanhas nos meios de comunicação, temos o filme 'Colegas', com protagonistas com a síndrome, que decoram falas, compreendem a complexidade dos personagens, cumprem horários.

Isso dá a percepção de que eles podem ser felizes e acalma o coração de uma mãe que está num dilema como esse. Uma criança com down é mais um filho e não um fardo na sua vida."


23 de jan. de 2013

Exame de sangue que detecta síndrome de Down chega ao país

Desenho de um DNA 
 
Laboratórios brasileiros começam a oferecer um exame de sangue para gestantes que detecta problemas cromossômicos no feto a partir da nona semana de gravidez.

O teste é colhido no consultório como um exame de sangue comum e vai para os EUA, onde é feita a análise do material genético do feto que fica circulando no sangue da mãe durante a gestação.

A versão mais completa é eficaz para detectar as síndromes de Down, Edwards, Patau, Turner, Klinefelter e triplo X e custa R$ 3.500 no IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia), em São Paulo.

Nos próximos meses, o laboratório do hospital Albert Einstein e o Fleury também vão comercializar exames similares, que já estão disponíveis no mercado americano há pouco mais de um ano.

Hoje, o diagnóstico dessas síndromes congênitas é feito por meio do ultrassom e do exame do líquido amniótico ou da biópsia do vilo corial, em que é retirada uma amostra da placenta. Esses testes são invasivos e trazem um risco de até 1% de abortamento.

Além de não aumentar o risco de complicações na gravidez, o novo teste pode ser feito antes dos tradicionais, indicados, em geral, a partir do início do quarto mês de gestação. 


O resultado fica pronto em cerca de 15 dias. Segundo o ginecologista Arnaldo Cambiaghi, diretor do IPGO, nenhuma amostra de sangue foi enviada para análise ainda.

O obstetra Eduardo Cordioli, coordenador-médico da maternidade do hospital Albert Einstein, lembra que, se o resultado do teste de sangue for positivo, o diagnóstico deve ser confirmado por meio da biópsia do vilo corial. "O novo teste vai reduzir o número de biópsias feitas de forma desnecessária. Mas é preciso confirmar os resultados positivos."

ABORTOS

O problema é o que fazer diante de um resultado positivo. O aumento no número de abortos foi uma preocupação de grupos da sociedade civil na Europa e nos EUA após a aprovação desse tipo de teste nesses mercados.

No Brasil, o aborto é proibido a não ser em caso de anencefalia, violência sexual ou risco de vida para a gestante, mas estima-se que mais de 1 milhão de mulheres o pratiquem por ano. "Por um lado, o exame vai tranquilizar a grande maioria que não vai ter problemas. 

Por outro, permite que os pais se preparem caso vão receber uma criança com alguma anomalia cromossômica", afirma Cambiaghi.

Entre as síndromes detectadas pelo exame, a de Edwards e a de Patau são praticamente incompatíveis com a vida, de acordo com Artur Dzik, diretor científico da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

Para ele, a entrada do teste no país não deve aumentar o número de abortos porque o acesso ao exame de preço alto será restrito e porque as mulheres que vão procurá-lo já teriam indicação para realizar os testes tradicionais. "Isso vai fazer parte do pré-natal de alto risco, para mulheres com mais de 38 anos."

No caso das síndromes de Patau e Edwards, afirma Cordioli, do Einstein, é possível pedir uma autorização judicial para realizar o aborto. "Mas cada caso é analisado separadamente."

Para síndrome de Down, anormalidade cromossômica mais comum, esse tipo de autorização não pode ser pedida, porque o problema não é incompatível com a vida.

Volnei Garrafa, professor titular de bioética da UnB (Universidade de Brasília), diz que a oferta de um teste como esse e as questões morais ligadas a ele deveriam passar por uma discussão ampla, em um conselho de bioética e no Congresso.

"Para interromper a gravidez, os pais teriam de pedir liminares. Como o Legislativo não faz as leis, o Judiciário acaba fazendo, o que é uma distorção da democracia."


27 de set. de 2012

Pessoas com Síndrome de Down ganham cartilha

Uniforme com estetoscópio
O Ministério da Saúde lançou ontem, quarta-feira (26) diretrizes para o atendimento de pessoas com Síndrome de Down na rede pública. 

O documento, preparado com a colaboração de entidades sociais, traz orientações que vão desde a melhor forma de contato com a família até cuidados de saúde que tem de ser adotados, como exames para doenças mais prevalentes.

Além do documento voltado para profissionais de saúde, foi lançada uma cartilha para as pessoas com a síndrome. 

Ali estão contidas informações sobre a síndrome, suas causas, consequências e cuidados que devem ser adotados em várias fases da vida. "Esse é o primeiro de uma série", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

De acordo com ele, deverão ser feitas diretrizes também para pessoas com paralisia cerebral, adultos com deficiência permanente.

O material, de acordo com Padilha, foi produzido para humanizar e capacitar o atendimento de pessoas com Síndrome de Down. "Elas têm um risco maior para problemas na tireóide ou cardíacos, por exemplo. A ideia é alertar profissionais sobre quais cuidados devem ser adotados, quando e quais exames têm de ser feitos", disse.

De acordo com Padilha, uma das razões que levaram o preparo da cartilha foram relatos feitos pelas associações de usuários e parentes sobre a necessidade da capacitação dos profissionais.

"As informações têm de ser dadas para médicos de todas especialidades", disse. Até há pouco tempo, disse, informações para doença eram mais comuns entre pediatras. 

 "A realidade mudou. Muitas vidas foram salvas, a expectativa de vida aumentou de forma significativa e profissionais têm de estar preparados para atender pacientes em todas as etapas da vida".

Serão impressos cerca de 200 mil manuais, que serão distribuídos para secretarias de Saúde, a partir de novembro. O material também pode ser encontrado na versão eletrônica.
 

26 de set. de 2012

MS lança diretrizes para atender pessoas com Síndrome de Down

 

O Brasil possui hoje 300 mil pessoas com Síndrome de Down e para que os profissionais de saúde estejam preparados para dar um atendimento qualificado a este público, o Ministério da Saúde lança as Diretrizes de Atenção à Saúde da Pessoa com Síndrome de Down. 

O lançamento oficial foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta quarta-feira (26), no Rio de Janeiro. “Seja qual for o tipo de deficiência, os limites que essas pessoas enfrentam são impostos pela sociedade, pela falta de acessibilidade e pelo preconceito. Nosso propósito é mobilizar esforços para romper qualquer limite que a sociedade impõe ao portador de necessidades especiais”, destacou Padilha.

O documento foi construído ao longo de cinco meses com a colaboração de entidade sociais e especialistas. Deste documento foi elaborada uma versão simplificada, denominada de Cuidados de Saúde às Pessoas com Síndrome de Down, elaborada em parceira com jovens que têm Síndrome de Down para que tivesse uma linguagem acessível para este público.

Voltado às equipes multiprofissionais do SUS para o cuidado à saúde da pessoa com Síndrome de Down, a proposta desse documento é qualificar e humanizar o atendimento desde os primeiros dias de vida do paciente, alertando sobre as patologias que têm maior prevalência e os principais cuidados para garantir o desenvolvimento saudável.

No documento há informações que ajudam o profissional a identificar as características físicas da Síndrome de Dow como pregas palpebrais oblíquas para cima, base nasal plana, face aplanada, protusão lingual, cabelo fino entre outros. Essas informações são importantes uma vez que a presença isolada de uma das características listadas no documento não confirma o diagnóstico. 

 A análise genética, o cariótipo, complementa o diagnótico. “Nosso objetivo é contribuir com a qualificação dos profissionais que atuam na atenção à saúde e promover o acolhimento e a integralidade do cuidado à saúde no âmbito do SUS”, diz Vera Mendes, coordenadora da Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde (MS).

Esta é a primeira de uma série de diretrizes de cuidados às pessoas com deficiência que será lançada pelo Ministério da Saúde. 

O documento traz recomendações aos profissionais sobre, por exemplo, como dar a notícia da família de forma humanizada tirando dúvidas, incertezas e inseguranças com relação à saúde da criança e para que a família compreenda a necessidade dos exames e dos procedimentos solicitados.

 Há orientação sobre o diagnóstico clínico e os exames necessários em cada fase de crescimento da criança: de zero a dois anos; de dois a 10 anos; de 10 a 19 anos; e do adulto e do idoso. 

O documento integra as ações do Plano Viver sem Limite, lançado em novembro do ano passado, pela presidenta Dilma Rousseff, que reúne ações que beneficiam as pessoas com deficiência.
 
O Ministério recomenda, no documento, que o exame ecocardiograma seja solicitado tendo em vista que 50% das crianças com Síndrome de Down apresentam cardiopatias. Assim como hemograma (para afastar a possibilidade de alterações hematológicas como policitemia e leucemia) e da função de tireoideana são alguns dos exames solicitados nos dois primeiros anos de vida.

Bastante satisfeito de participar deste trabalho, o integrante do Conselho Editorial Acessível do Movimento Down, Breno Viola afirma que apesar de ter sido um trabalho difícil. “Aprendi muitas coisas com a cartilha. Agora sei o que é cromossomo, as características das pessoas com síndrome de Down e também sei sobre saúde. Jovens e adultos podem falar sobre si próprios e é muito importante conhecer o próprio corpo”, completou.

Coordenada pelo Ministério da Saúde, a elaboração das diretrizes conta com apoio de especialistas e entidades sociais como a Associação Movimento de Ação e Inovação Social, o Movimento Down, o Observatório de Favelas e a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down. Desde o ano passado, eles discutem o tema para traçar as linhas desta proposta com objetivo de proporcionar mais autonomia, a inclusão social e pleno exercício pleno da cidadania a toda pessoa com Síndrome de Down.

A cartilha Cuidados de Saúde às Pessoas com Síndrome de Downcontém uma linguagem diferenciada, com ilustrações e informações de forma simples e direta para que a pessoa com deficiência intelectual compreenda os cuidados que deve ter com a saúde. O lançamento das duas publicações faz parte das celebrações do Dia Nacional de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência, comemorado no último dia 21 de setembro.

Políticas Públicas - Recomenda-se que o cuidado com a saúde da pessoa com Síndrome de Down seja norteado pelas políticas públicas do Ministério da Saúde como a Política Nacional de Humanização, Política Nacional da Atenção Básica, Programas de Saúde da Criança e do Adolescente, Saúde da Mulher, do Homem, do Idoso, Saúde Mental e pelo Relatório Mundial sobre a Deficiência. E ainda, que utilize os pressupostos teóricos da clínica ampliada, da integralidade e do cuidado compartilhado, com vistas à humanização, autonomia e protagonismo dos sujeitos nas práticas de saúde.

A orientação para o profissional é que deve ficar claro que o cuidado com o bebê e, durante todo o seu crescimento, será compartilhado entre a família e a equipe multiprofissional, e que a família não estará sozinha e sem apoio neste processo.




24 de set. de 2012

Manual da saúde da pessoa com Síndrome de Down

Movimento Down e o Ministério da Saúde convidam todos os familiares, profissionais e pessoas com síndrome de Down para o evento de lançamento do manual Diretrizes de Cuidado à Pessoa com Síndrome de Down, e sua versão acessível, Cuidado de Saúde para as Pessoas com Síndrome de Down. 

O evento contará com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O Movimento Down, em parceria com o Ministério da Saúde, tem orgulho de convidar para o evento de lançamento do manual Diretrizes de Cuidado à Pessoa com Síndrome de Down e sua versão acessível, Cuidado de Saúde para as Pessoas com Síndrome de Down. 

O evento, que será realizado no dia 26 de setembro, contará com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Fruto do Grupo de Trabalho realizado pelo Ministério da Saúde com a Participação do Movimento Down e de outras organizações, Diretrizes de Cuidado a Pessoa com Síndrome de Down e Cuidado de Saúde para a Pessoa com Síndrome de Down são as primeiras publicações do Ministério voltadas para o público com síndrome de Down e dentro de um formato adequado para a leitura e compreensão.

A versão acessível contou com a consultoria do Conselho Editorial Acessível do Movimento Down, formado por especialistas e pessoas com síndrome de Down. 

O material traz conteúdos sobre saúde e qualidade de vida adaptados para que possam ser assimilados sem dificuldades por quem precisa de facilitação na comunicação. 

Data - 26 de setembro 

Local - Centro de Referência da Pessoa com Deficiência, Endereço - Av Monsenhor Felix, 512, Irajá-RJ

Horário - 10h30

Fonte: Inclusive