6 de fev. de 2013
Pacientes controlam membro paralisado e robô em experimentos
"Acho que preparamos o terreno essencial para um novo enfoque da reabilitação física e social dos pacientes", declarou o cientista José Millán, professor do Centro de Neuropróteses da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, e coordenador do experimento conhecido como TOBI (Tools for Brain-computer Interaction).
Um pequeno robô apresentado por Millán pode ser comandado por uma pessoa sem movimentos graças à eletroencefalografia, ao reconhecimento de sinais, detectores de obstáculos e à internet.
O paciente foi capaz de se movimentar virtualmente por um espaço por meio de uma câmera e de uma tela incorporadas ao robô.
A pesquisa para a criação da máquina durou quatro anos e contou com a participação de indivíduos com incapacidades físicas graves.
Os voluntários sofreram em sua maioria um acidente vascular cerebral ou algum outro tipo de lesão e perderam o controle, parcial ou completamente, de um ou mais membros.
Em outros casos os pacientes tinham paralisia total. A participação dos voluntários permitiu registrar os impulsos produzidos pelo cérebro quando o doente se concentrava em uma tarefa específica, como levantar um braço, analisá-los em um computador e depois transformá-los em uma ação concreta.
Outro experimento apresentado por Millán consistia em uma interface gráfica que permite uma pessoa completamente imobilizada deslocar um cursor em uma tela até ativar letras ou a ação desejada. "Se a situação permitir, os captadores de impulsos musculares, inclusive ínfimos, podem ser utilizados de maneira complementar", explicou o professor.
A terceira tecnologia é a conectar eletrodos de um eletroencefalograma aos músculos de um paciente, que pode tentar controlar o movimento de uma extremidade após um acidente vascular cerebral. "Em certos casos, um treino intenso com este dispositivo permitiu aos pacientes recuperar o controle de um membro paralisado, e inclusive manter o movimento sem ajuda", explicou Millán.
Para os responsáveis pela pesquisa, financiada pela Comissão Europeia e orientada pela EPFL com a colaboração de instituições científicas de outros países do continente, os avanços servirão de base para novos avanços, inclusive por parte da indústria. Millán disse que as pesquisas foram promissoras, mas ao mesmo tempo conteve o entusiasmo ao lembrar que "o caminho ainda é longo até que produtos prontos para serem utilizados estejam à disposição de médicos e pacientes".
O pesquisador ressaltou que cada cérebro é único "e tem sua própria maneira de enviar impulsos", o que requer dispositivos muito qualificados e que demandam grandes recursos econômicos e técnicos para serem fabricados.
Fonte: http://tecnologia.terra.com.br
SP é condenado a pagar indenizações a autist
O Estado de São Paulo foi condenado a pagar indenizações de R$ 15 mil às famílias de dois jovens autistas.
Eles permaneceram internados por dois anos em uma entidade conveniada ao Estado voltada a pessoas com deficiência intelectual e autismo.
Lá, de acordo com o relato das mães, os jovens receberam um atendimento inadequado.
Laudo do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) de
dezembro de 2009 aponta falta de instalações e equipamentos adequados na
sala de emergência e armazenamento incorreto de medicamentos, entre
outras irregularidades.
A advogada da entidade Casa de David, onde os jovens foram internados,
Cleize Hernandes Bellotto, afirma que as declarações não procedem.
Segundo ela, o processo aberto pelo Cremesp foi arquivado.
— Se procedessem, o processo não teria sido arquivado. Não foram constatadas as irregularidades até então alegadas.
Tratamento
A defensora pública Renata Tibyriçá, responsável pelo caso, conta que
os jovens, que têm autismo grave, asseguraram o direito ao atendimento
especializado em novembro de 2008 por meio de uma ação que determinou
que eles fossem internados na Casa de David.
Segundo Renata, as mães
ficaram insatisfeitas com o tratamento oferecido aos filhos. Por isso, a
defensoria solicitou uma vistoria na instituição e, diante do
constatado, pediu a transferência dos pacientes.
No Hospital João Evangelista, para onde foram levados, exames apontaram
desnutrição, parasitose intestinal, micose e piolhos. Um dos pacientes
apresentava escoriações. "A ação é referente à indenização por maus
tratos sofridos naquele período.
Isso foi comprovado pelo estado em que
chegaram à outra instituição", diz Renata. Para a defensora, a decisão é
um precedente importante para alertar que cabe ao Estado fazer uma
fiscalização mais direta das instituições conveniadas.
Segundo Cleize, a Casa de David mantém o convênio com a Secretaria
Estadual da Saúde desde 1996. A entidade passou a atender autistas em
2008, quando abriu 30 vagas para esses pacientes. Outros 300, que têm
outros tipos de deficiência, também ficam internados na instituição.
A
Procuradoria-Geral do Estado afirma que interpôs recurso de apelação a
essa decisão no início do mês e aguarda nova manifestação do Poder
Judiciário.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Fonte: http://noticias.r7.com
5 de fev. de 2013
Mãe de jovem com Down recorre ao MP e consegue matricular filha na
Daniela Ribeiro, mãe de uma adolescente de 13 anos com Síndrome de Down, conseguiu matricular a filha em uma escola particular de Salvador (BA).
A menina começa o ano letivo de 2013 nesta segunda-feira (4/02). Segundo Daniela, antes disso, ela tentou a matrícula em sete escolas na capital baiana.
Segundo a Lei da Inclusão, os colégios são obrigados a acolher os alunos com deficiência, mas Daniela precisou recorrer ao Ministério Público e ao Conselho Estadual de Educação, para conseguir uma vaga.
"Desde outubro, a gente está em busca de uma escola para Giovana
e pasmem: as escolas negam a matrícula só porque ela tem Síndrome de
Down.
Nós passamos por sete escolas, que negaram a matrícula e duas
aceitaram. Escolhemos ficar em uma que também não foi muito fácil,
porque a princípio a escola tinha aceitado, depois ela voltou atrás
dizendo que a cota de inclusão já estava completa e aí eu não aceitei.
Eu briguei, eu gritei, eu esperneei e agora ela vai começar as aulas",
disse a mãe.
"Eu estou me sentido feliz porque vou conhecer colegas novos, amigos novos e professores novos", disse a jovem.
"Tivemos que denunciar no Ministério Público as escolas, no Conselho de Educação da Bahia
também e estamos tentando ver na Justiça. Pode parecer uma coisa
corriqueira para todos os pais, levar os filhos para escola, mas para
mim, vai ter um sabor de vitória”, explicou a mãe.
Fonte: G1
Travessia põe pessoas com deficiência em risco em Franca (SP)
A falta de um semáforo e de uma faixa especial em frente ao prédio da instituição que auxilia pessoas com deficiência visual em Franca (SP) coloca em risco a segurança dos frequentadores do local.
O estudante universitário Marcial Petroline enviou um vídeo ao VC no G1 onde registra o grande fluxo de veículos no trecho no bairro Jardim Betânia e que, segundo ele, pode provocar um grave acidente.
De acordo com Petroline, o prédio da Sociedade Franca de Instrução e Trabalho para Cegos fica no cruzamento das ruas Santa Catarina e Minas Gerais.
O único dispositivo de sinalização instalado, segundo o estudante, alerta apenas os motoristas sobre a travessia de pessoas com deficiência.
O único dispositivo de sinalização instalado, segundo o estudante, alerta apenas os motoristas sobre a travessia de pessoas com deficiência.
Petroline conta que a empresa onde ele trabalha fica ao lado do prédio
onde funciona a instituição. “Muitas vezes eu e meus colegas paramos o
trabalho para ajudar as pessoas com deficiência a atravessar a rua. Não
há mecanismos que os auxilie.
Toda vez que escuto uma freada brusca olho
pela janela para ver se alguma pessoa com deficiência foi atropelada”,
diz o rapaz, que relata a frequência de acidentes com carros no trecho.
O estudante lembra ainda que uma vez um assaltante fingiu ajudar uma pessoa com deficiência a atravessar a rua e roubou R$ 400 da vítima.
Petroline afirma que já fez denúncias à Prefeitura, mas que nenhuma providência foi tomada. “Tudo o que escuto é que eles irão mandar alguém para analisar o caso, mas ninguém aparece para vistoriar.”
Segundo a lei federal 10.098/00, as vias públicas, os
parques e os demais espaços de uso público existentes, assim como as
respectivas instalações de serviços e mobiliários urbanos deverão ser adaptados,
obedecendo-se ordem de prioridade que vise à maior eficiência das
modificações, no sentido de promover mais ampla acessibilidade às
pessoas com deficiência.
O secretário de Segurança e Cidadania de Franca, Sérgio Buranelli, afirmou que não há prazo para a adequação da travessia. O secretário também disse que os próprios motoristas deveriam respeitar a velocidade na via, já que eles sempre ultrapassam o limite.
Fonte: G1
Mirella Prosdocimo assume Secretaria da Pessoa com Deficiência
A especialista em inclusão Mirella Prosdocimo é a nova secretária da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de Curitiba.
Ela foi recebida nesta quinta-feira (31) pelo prefeito Gustavo Fruet e
irá substituir o até então titular da pasta, Ronaldo Vadson Schwantes,
que pediu para ser substituído devido a problemas de saúde. Schwantes
ocupará o cargo de assessor especial do prefeito.
Mirella Prosdocimo é conhecida por sua atuação em prol da pessoa com deficiência. Ela disse que pretende seguir à risca a recomendação do prefeito, de atuar em conjunto com as outras secretarias.
“Fiquei muito feliz com o convite. Fazer parte da equipe do Gustavo
Fruet é uma honra. Fico contente de saber que a inclusão de pessoas com
deficiência é uma das prioridades da nova administração e quero dar
minha contribuição para melhorar de vida destas pessoas”, comentou.
Vítima de um acidente de trânsito, há 20 anos, a nova secretária é tetraplégica
e um exemplo de superação. “Nos primeiros dez anos fui bastante
limitada, mas descobri que é possível superar o problema e levar uma
vida ativa”, afirmou.
Formada em Letras, pós-graduada em Educação Especial e Inclusão e
consultora, ela tornou-se um referência na área. Foi a idealizadora da
campanha “Esta vaga não é sua nem por um minuto”, que buscava conscientizar as pessoas para que não ocupem vagas de estacionamento destinadas a pessoas com deficiência.
O vídeo da campanha foi um grande sucesso, com mais de 5 milhões de
acessos nas redes sociais, no ano passado. “Conseguimos uma mobilização
muito grande de pessoas que, até então, não tinham ligação próxima com o
assunto”, disse ela.
O currículo da nova secretária
Mirella Prosdocimo é formada em Letras pela Universidade Tuiuti, em
2005, e pós-graduada em Educação Especial e Inclusão – pela mesma
universidade, também em 2007 – e em Gestão Social e Sustentabilidade,
pela Universidade Positivo, em 2012. É consultora especializada em
inclusão e na preparação de ambientes para receber pessoas com
deficiência.
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