27 de set. de 2013

DICA DE FINAL DE SEMANA - Exposição fotográfica acessível fica no Memorial da Inclusão até 20 de outubro

Fotos da exposição dispostas em banner sobre a exposição


Em 12 de setembro, a Associação Morungaba inaugurou a exposição fotográfica Itinerante “Espiralando, que marca o início das comemorações dos 25 anos de sua fundação. A mostra fica no espaço do Memorial da Inclusão, na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, até 20 de outubro.


Na noite de abertura, o Secretário Adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Antonio Pellegrini, agradeceu a presença de todos e falou sobre a exposição e sobre o porquê de ser lançada na sede da Secretaria.


“A exposição é itinerante, mas o trabalho não. Quero dizer que vocês todos fazem parte desse projeto e fazem parte desta Secretaria também. Somos nós que que juntos lutamos pela inclusão”.


Ainda durante a abertura, aconteceu uma mesa redonda sobre o tema “Acessibilidade e Inclusão”, com a participação do Secretário Adjunto, Marco Antonio Pelegrini; de Paulo Romeu Filho, consultor da Organização Nacional dos Cegos do Brasil; de participantes com deficiência do Projeto Use sua Cidade, da Morungaba.


A exposição “Espiralando” é composta por fotografias, de autoria de Ana Alcantara e de Ewandro Consolmagno, que retratam os projetos desenvolvidos pela Morungaba em 2012 e no início de 2013. Também foi apresentado o logotipo da associação produzido especialmente para pessoas com deficiência visual usando resina acrílica.


Todas as imagens tem recursos de acessibilidade: audiodescrição, impressão tátil em resina transparente e resina acrílica, além de uma nota proêmia (na qual uma pessoa envolvida na fotografia a descreve, permitindo uma percepção mais completa). Dessa forma, o evento procura garantir o acesso de todos os públicos aos seus conteúdos.


A exposição é itinerante e permanece no Memorial da Inclusão até 20 de outubro. Depois, será exposta em diversos locais públicos na cidade de São Paulo, até novembro de 2014.

 
Espiralando - Exposição Fotográfica Itinerante  

Período: de 27/09 a 20/10  
Local: Memorial da Inclusão sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, ao lado do Memorial da América Latina, na avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda  
Realização: Associação Morungaba e Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e São Paulo


Barueri (SP) recebe 4ª Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania, nesta sexta (27)

Diversos símbolos ligados às pessoas com deficiência


Na sexta-feira, 27, a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Barueri (SP) recebe, em sua sede, a 4ª Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania, com uma programação que abordará assuntos como “Políticas Públicas em Educação Inclusiva” e “Mercado de Trabalho”. 


Durante a Caravana acontece também o Desfile de Moda Inclusiva, que busca sensibilizar os profissionais e futuros profissionais ligados ao segmento sobre a importância de pensar num vestuário acessível a todas as pessoas, com e sem deficiência.
 


A realização da “Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania” é feita pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com a União dos Vereadores do Estado de São Paulo (Uvesp).


O evento tem como objetivo conclamar esses representantes do povo a terem um olhar mais crítico, com relação à vida das pessoas com deficiência, cujo número no estado de São Paulo ultrapassa a marca de 9,8 milhões pessoas (IBGE 2010).

 
4ª CARAVANA DA INCLUSÃO, ACESSIBILIDADE E CIDADANIA – BARUERI E REGIÃO
 
Data: 27 de setembro
Horário: das 9h às 13h
Local: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Endereço: Rua Vereador Isaias Pereira Solto, 175 – Jardim Belval – Barueri SP

Fonte: Prefeitura de Barueri

26 de set. de 2013

Walmart abre vagas para pessoas com deficiência na Paraíba

Mão segura carteira de trabalho

A rede Walmart está contratando pessoas com deficiência para atuar em suas unidades no Nordeste - inclusive nas vinte lojas da rede na Paraíba


Os contratados irão atuar no setor administrativo e na área operacional. Eles vão atuar nas bandeiras Bompreço, Maxxi Atacado, Hiper Bompreço, Sams Club e Todo Dia.


Para se candidatar a uma das não é preciso ter experiência, apenas disponibilidade e vontade de trabalhar no varejo. 


Também não é exigido o Ensino Médio completo. Os contratados terão direito à assistência médica (extensiva aos dependentes legais) e odontológica, seguro de vida e vale-transporte.


Na Paraíba, os currículos devem ser enviados para diversidade@wal-mart.com e gmonica@wmne.com.br ou entregues nas 20 lojas dos oito municípios onde são localizadas as unidades da rede.


Em MS, pessoa com deficiência auditiva supera obstáculos para conseguir emprego

Símbolo de deficiência auditiva


Uma lei garante que empresas com mais de 100 funcionários destinem um percentual de 2 a 5% das vagas para pessoas com deficiência.


Nesta semana, em que é comemorado o dia nacional do surdo, a reportagem do Bom Dia MS mostra como as pessoas com deficiência auditiva enfrentam obstáculos no mercado de trabalho e de que maneira eles superam os desafios.


Neide Severina é uma das funcionárias mais antigas de uma editora em Campo Grande (MS). Ela é surda e começou a trabalhar no local há 27 anos, quando ainda não existia a lei que garantia vaga para pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Zaqueu Ribeiro Braz é o responsável pelo setor onde Neide trabalha. 


Ao longo dos anos, ele percebeu a necessidade de aprender a linguagem de sinais para poder compreender a colega. “Eles não têm audição mas ficam com a visão e o tato bastante apurados, e a gente percebe o quanto eles são eficientes”, conta Zaqueu.


De acordo com a Fundação Social do Trabalho (Funsat), em Campo Grande existem 1,2 mil pessoas com 100% de deficiência auditiva, e desse total, cerca de 300 estão empregadas. 


Em todo estado, são mais de 100 mil deficientes auditivos. Segundo a coordenadora de promoção ao trabalho da pessoa com deficiência, Eliene Rodrigues de Souza, apesar da lei, há desafios a serem superados. 


"O que falta ainda é desmitificar a incapacidade da pessoa por conta da não acessibilidade de comunicação. O surdo tem capacidade intelectual fantástica, o que falta realmente é acreditar no potencial desse trabalhador", explica Eliene.


Fonte: G1

Plenário da Câmara será reformado para facilitar acesso de deputados com deficiência

Símbolo de acessibilidade

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, anunciou nesta terça-feira (24), durante a reunião do Colégio de Líderes, que o acesso à Mesa do Plenário da Casa vai passar por uma reforma no próximo ano, a fim de facilitar o acesso de deputados com deficiência ou que possuem dificuldade de locomoção.


A reforma será feita em agosto e setembro de 2014, período em que o ritmo de trabalho da Casa diminui em decorrência da campanha eleitoral.


Durante as obras, as sessões serão realizadas em outro local da Câmara, o auditório Nereu Ramos. Na década de 1990, o local também substituiu o Plenário durante uma reforma do painel eletrônico de votação.
 

Reivindicação antiga
 

Segundo Alves, a mudança é uma reivindicação antiga de parlamentares que têm dificuldade de locomoção. O projeto da reforma foi feito em 2009 por Fabiano Sobreira, arquiteto da Casa, e recebeu, à época, a chancela de Oscar Niemeyer (1907-2012), que concordou com a solução proposta.


Pelo projeto, a Mesa onde fica o presidente durante as sessões será rebaixada em 30 centímetros e haverá rampas nos dois lados, facilitando também o acesso às duas tribunas usadas pelos parlamentares para discursos.


A reforma será feita com pessoal e materiais já existentes na Câmara. A maior dificuldade da obra, segundo o Departamento Técnico (Detec) da Casa, é preservar os cabos elétricos e eletrônicos que correm por baixo do piso do Plenário e que controlam os computadores e o painel de votação.



SÍNDROME DE BURNOUT


 
O que é Burnout?

O termo Burnout tem origem na língua inglesa, a partir da união de dois termos: burn out, que respectivamente significam queimar e fora. A união dos termos é melhor traduzida por algo como “ser consumido pelo fogo”. 
 
 
A partir da década de 80, autores como Maslach passaram a usar esse termo para designar a síndrome decorrente da exaustão emocional humana, ou seja, uma condição em que o sujeito tem suas energias consumidas. 
 
 
A Síndrome de Burnout, como é chamada, compreende uma condição de estresse ligado ao trabalho, cuja definição ainda não é um conceito fechado. 
 
 
Alguns autores afirmam que a denominação deve levar em conta a questão da exaustão emocional, outros autores afirmam que essa síndrome é uma resposta inadequada do sujeito diante de uma situação de estresse crônico. 
 
 
Entre as principais características da exaustão característica da síndrome de Burnout, está a falta de energia, a sensação de sobrecarga emocional constante e de esgotamento físico e mental.
 
Quais são os sintomas da Síndrome de Burnout?
 
 
A palavra síndrome designa um conjunto de sintomas, que podem ser físicos, psíquicos, de comportamento etc. 
 
 
No caso da Síndrome de Burnout, os sintomas mais expressivos são: crescimento da fadiga constante, distúrbios de sono, dores musculares, dores de cabeça e enxaquecas, problemas gastrointestinais, respiratórios, cardiovasculares. 
 
 
Em mulheres, as alterações no ciclo menstrual são um sintoma físico importante. Além desses, existem sintomas psicológicos como: dificuldade de concentração, lentificação ou alteração do pensamento, sentimentos negativos sobre o viver, trabalhar e ser, impaciência, irritabilidade, baixa autoestima, desconfiança, depressão, em alguns casos paranoia.
 
 
A partir desses sintomas, o sujeito acometido pela Síndrome de Burnout desenvolve comportamentos como: negligência ou perfeccionismo, agressividade nas relações cotidianas, perda da flexibilidade emocional e da capacidade de relaxar e planejar. Além disso, tende ao isolamento, à perda de interesse pelo trabalho e outras atividades.

Quais podem ser as causas?
 
 
As causas da Síndrome de Burnout compreendem um quadro multidimensional de fatores individuais e ambientais, que estão ligadas a uma percepção de desvalorização profissional. Isso significa dizer que não se pode reduzir a causa a fatores individuais como a personalidade ou algum tipo de propensão genética. 
 
 
O ambiente de trabalho e as condições de realização deste podem também determinar o adoecimento ou não do sujeito.
 
 
Alguns autores afirmam que a configuração do caso de Burnout passaria por estágios que vão desde uma necessidade de autoafirmação profissional, passando por estágios comuns de intensificação da dedicação ao trabalho que, levada a consequências extremas, resultaria no esgotamento característico da síndrome. 
 
 
Entre outros estágios, podemos destacar o caminho que passa pelo descaso crescente com relação às atividades de cuidado de si, como comer e dormir, acompanhado por um recalque de conflitos, caracterizado pelo não enfrentamento de situações que incomodam e pela negação dos problemas. 
 
 
Além desses, o sujeito passa por um processo de reinterpretação que faz com que coisas importantes sejam descartadas como inúteis.
 
 
Nesse quadro, já se pode falar em uma espécie de despersonalização, uma vez que o sujeito age de formas tão distintas que se torna “outra pessoa”, marcada por sinais de depressão, desesperança e exaustão, ou seja, uma espécie de colapso físico e mental que pode ser considerado quadro de emergência médica ou psicológica.

 
Quais são os tratamentos possíveis?
 
 
Como a grande maioria dos casos de adoecimento psicológico com consequências de somatização, o tratamento da Síndrome de Burnout deve compreender uma estratégia multidisciplinar: farmacológico, psicoterapêutico e médico. 
 
 
É sempre importante ressaltar a relevância de um diagnóstico realizado de maneira competente, para que não se cometam erros, como a confusão entre Burnout e Depressão, bastante comum nos estágios iniciais, pela similaridade de sintomas.
 
 
Com relação ao uso de medicamentos, o tratamento normalmente associa-se a antidepressivos e ansiolíticos.
 
 
Este tratamento deve estar vinculado ao acompanhamento psicológico, que potencializa os efeitos do uso de medicamentos através da ressignificação e da retomada dos sentidos da história de vida do sujeito. Além desses, o acompanhamento médico e a alteração de hábitos são dimensões importantes. 
 
 
O encaminhamento para novas práticas cotidianas como exercícios físicos e de relaxamento é de extrema importância.
 
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Artigo de Juliana Spinelli Ferrari
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em psicologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista
Curso de psicoterapia breve pela FUNDEB - Fundação para o Desenvolvimento de Bauru
Mestranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP - Universidade de São Paulo