2 de out. de 2013

Pais de deficientes auditivos cobram intérpretes em escola pública de AL

Alfabeto em Libras
Pais de alunos com deficiência auditiva que estudam na escola estadual Tavares Bastos, em Maceió (AL), se reuniram, na manhã desta segunda-feira (30), em frente à sede da Secretaria Estadual da Educação (SEE), no Centro de Pesquisas Aplicadas (Cepa), no bairro do Farol. Eles dizem que os filhos estão sem poder acompanhar as aulas por falta de intérpretes.


Segundo as mães, na escola existem 176 alunos com deficiência auditivas. Destes, cerca de 70 estão sem intérpretes nas salas de aula. 


Preocupadas com a aprendizagem dos filhos, as mães foram para a porta da secretaria para cobrar a contratação dos profissionais.
 
A mãe de um aluno de 12 anos que cursa o 4º ano do Ensino Fundamental, Cristiane de Moraes Santos, disse que seu filho está há mais de dois meses tendo aulas sem intérprete na sala. 


“Meu filho e mais 10 alunos da sala dele com deficiência auditiva estão sem acompanhar o conteúdo das aulas. Ele não quer mais frequentar as aulas porque não consegue acompanhar nada”, reclamou.



No último dia 19 de agosto, algumas mães estiveram na Defensoria Pública para denunciar o problema e buscar uma solução. Na ocasião, a Defensoria Pública deu um prazo de sete dias para que o Estado resolvesse a situação.
 
A SEE, por meio da assessoria de comunicação, informou naquele dia que já estava sendo feito um levantamento de monitores da reserva técnica para repor esses intérpretes e até o dia 26 daquele mês o problema já deve ter sido resolvido.



Fonte: G1 Alagoas

7 dicas de exercícios para turbinar a memória

 

Para você turbinar sua memória, selecionamos 7 exercícios que te ajudarão a melhorar sua atenção e concentração. Confira abaixo:


  • Sair do “piloto automático” e fazer coisas diferentes a cada dia, que saiam um pouco da rotina, já ajudam a trabalhar o que os médicos chamam de atenção ativa. Vale fazer as compras semanais em um supermercado diferente, mudar o caminho para o trabalho ou tentar um restaurante novo no fim de semana. Novidades em geral fazem bem à memória!

  • Para melhorar a sua memória visual, auditiva e tátil, observe detalhadamente uma moeda de 25 centavos e outra de 1 real, estudando bem as semelhanças e diferenças de cada uma. Após um minuto, cubra-as com um papel e tente desenhá-las com o maior número possível de detalhes. Depois, avalie seu desempenho, comparando seus desenhos e as moedas. Em seguida, recomece o exercício, colocando as moedas em um saco e tentando descobrir, pelo tato, qual é a de 25 centavos. Durante o exercício, passe os dedos sobre as moedas e imagine-se olhando para elas.

  • Para associar nomes e fisionomias de pessoas conhecidas, faça associações verbais. Se o objetivo é memorizar um nome, como Alcino, por exemplo, ou uma pessoa que tem um bigode marcante, crie uma associação do tipo: “Ele tem um sino na boca”. Quando o encontrar, você certamente lembrará do sino, e a ligação será quase automática. E arrisque. Quanto mais inusitada a associação, melhor para sua memória.

  • A concentração, importantíssima para o processo de memorização, também pode ser trabalhada com exercícios simples, como a técnica do ponto fixo. Para treinar, fixe um objeto de mais ou menos 5 centímetros de diâmetro à sua frente, na parede. Deixe todos os outros pensamentos de lado enquanto estiver olhando aquele ponto e volte a seu foco de atenção sempre que necessário. Repita o exercício por 3 minutos, todos os dias.

  • A habilidade de resgatar dados também é fundamental para a memória. Para treinar essa capacidade, fale, em voz alta, durante um minuto, o que você consegue comprar com uma nota de 1 real e com uma nota de 10 reais. Em seguida, fale, em voz alta, o que poderia comprar com as duas notas juntas por mais um minuto. Procure lembrar-se de tudo o que falou e escreva. Repita com outros elementos, colocando obstáculos sempre maiores à sua mente. 


  • Se você sempre se esquece se tomou ou não o seu remédio, acostume-se a conversar consigo mesma, dizendo algo como: “Missão cumprida, já tomei meu remédio hoje”,  logo depois de bebê-lo. Essa simples frase ajudará a guardar o ato, já automático, na memória. 


  •  Essa também melhora a concentração: sem escrever, escolha uma palavra e soletre-a de trás para a frente. Comece com palavras curtas e que conhece bem e passe gradualmente para palavras mais longas e complicadas. Continue o exercício até que verifique que ele já não é tão desafiador.

1 de out. de 2013

Conheça o Programa Viaja Mais Melhor Idade do Governo Federal e Ministério do Turismo

O programa  Viaja Mais Melhor Idade é uma iniciativa do Ministério do Turismo que visa promover a inclusão social de pessoas a partir de 60 anos, de aposentados e de pensionistas, proporcionando-lhes oportunidades de viajar e de usufruir os benefícios da atividade turística, como forma de fortalecimento do setor de turismo no Brasil. 
 
 


Como participar

 

Por meio do portal www.viajamais.gov.br, o turista poderá verificar uma lista permanentemente atualizada de descontos e vantagens oferecidos pelas empresas cadastradas. Escolhida a oferta ou as ofertas desejadas, o cliente tem à sua disposição os links das empresas ofertantes para que ele próprio possa fazer sua compra e viajar pelo Brasil. O portal é uma vitrine de ofertas, ele não intermedia nenhuma compra, ficando o cliente livre para negociar com o vendedor da maneira que preferir. 





Vantagens

Turista e Acompanhante


A segunda edição do Viaja Mais Melhor Idade foi preparada para oferecer descontos e vantagens exclusivas às pessoas a partir de 60 anos, os aposentados e os pensionistas. 


Os descontos são ofertados a partir de 20% e as vantagens são tão variadas quanto as possibilidades existentes, englobando diárias extras, entradas e passeios gratuitos, dentre outros. Inicialmente, os turistas terão a possibilidade de comprar pacotes turísticos, oferecidos por operadoras e agências de viagem, já que este será o primeiro módulo a entrar em operação. 


Mas a segunda edição do Viaja Mais Melhor Idade não contará apenas com pacotes, estando previstas, nos próximos módulos, também ofertas em serviços avulsos: meios de hospedagem, passagens, locação de veículos, atrações turísticas e muito mais.
 
Acompanhantes Também Poderão se Beneficiar.
 

Cada turista beneficiário poderá estender o seu desconto e/ou vantagem a pelo menos um acompanhante que não tenha esse perfil. Contudo, poderá haver ofertas que envolvem mais de um acompanhante. 


 
 
 

Primeira Central de Interpretação de Libras de Minas Gerais começa a funcionar em outubro

Alfabeto em Libras
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) inaugura em outubro, em Belo Horizonte, a primeira Central de Interpretação de Libras (CIL) do Estado. 

O anúncio foi feito em 24/09 pelo secretário adjunto de Desenvolvimento Social, Juliano Fisicaro, durante o seminário “Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência”, realizado, no auditório da Fumec, pela Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (Caade), em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte. 


Outra unidade, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, começa a funcionar em novembro. Já a de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, inicia suas ativdades em dezembro.

 

As centrais vão auxiliar as pessoas com deficiência auditiva em qualquer demanda, como consultas médicas, audiências em fóruns, seleção de empregos, entre outras. O atendimento será feito por dois intérpretes de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) em cada unidade. 


Os interessados vão poder agendar os serviços, prestados de forma presencial, com o intérprete indo ao local da demanda, ou pela web.


A unidade da CIL/Belo Horizonte vai funcionar no 5º andar da Casa de Direitos Humanos (CDH), localizada na avenida Amazonas, 558, no Centro da capital mineira. A Sedese já está finalizando a contratação dos intérpretes para dar início ao serviço, cujo número do telefone será divulgado em breve à população.


Um convênio da Sedese com a Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência do governo federal já garantiu às Centrais de Libras um carro para cada unidade. Inicialmente, os serviços vão estar disponíveis das 8h às 17h, mas a intenção da equipe Sedese é ampliá-lo, para que o atendimento esteja disponível 24 horas.


“Se o deficiente auditivo vai ao médico ele, muitas vezes, tem dificuldades de manifestar os sintomas; se precisa ir ao banco, às vezes também não consegue verbalizar o tipo de serviço que deseja. Então, nós temos em Minas uma lei que obriga todos os equipamentos públicos a terem um intérprete de Libras. E esse profissional vai auxiliar a pessoa com deficiência auditiva nas suas atividades sociais, para desenvolvê-las de forma mais adequada”, explica Juliano Fisicaro.

Seminário


Na abertura do seminário “Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência”, Juliano Fisicaro afirmou que é muito importante diversificar e regionalizar as políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência no interior de Minas. 


“Nós, do Estado, temos um desafio muito grande, que é implementar a política da pessoa com deficiência, promovendo seus direitos em toda Minas Gerais”, disse.


Juliano Fisicaro lembrou que é inadmissível, hoje, se falar em ajuda às pessoas com deficiência quando, na realidade, o que existe é a promoção dos direitos. 


“Eles têm direitos. Isso é a conquista mais nobre. Hoje temos marcos legais fundamentais, mas são necessárias ações para materializá-los, pois nada anda sozinho”, afirmou. 


Durante o evento, o secretário fez uma explanação sobre as ações que estão sendo desenvolvidas dentro do Plano Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência em Minas Gerais – o “Minas Inclui”.


Hoje, em Minas, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), 4,43 milhões de pessoas têm deficiência. No entanto, uma das grandes barreiras enfrentadas por elas ainda tem sido a falta de informações para acesso aos serviços disponíveis na rede de atendimento. 


Em muitos casos, os recursos existem, mas o acesso é dificultado por preconceito, discriminação, negligência e até mesmo por falta de conhecimento sobre as dificuldades enfrentadas por essa população.


Durante o seminário, foram realizados painéis com todas as secretarias do Estado, abordando temas como trabalho e qualificação profissional, acessibilidade, educação, cultura, saúde, reabilitação, órtese e prótese, além de tecnologia assistiva e assistência social, como forma de facilitar o acesso da população a esses serviços.


O seminário faz parte da 19ª Semana da Pessoa com Deficiência – Inclusão sem Limite é Direito de Todos!. A ação integra as comemorações do Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, celebrado no último dia 21.


Além de Juliano Fisicaro, o evento contou também com as presenças da subsecretária de Estado de Direitos Humanos da Sedese, professora Carmen Rocha, a secretária Municipal de Políticas Sociais de Belo Horizonte, Gláucia Brandão, entre outras autoridades municipais e estaduais.


Adaptar carro à necessidade do motorista pode "zerar" desconto

Carro com porta traseira adaptada para receber cadeira de rodas


Em muitos casos, apenas um câmbio automático não é suficiente para que as pessoas com deficiência possam dirigir com segurança. 


É aí que entram as adaptações, feitas por diversas empresas especializadas neste tipo de serviço. O custo delas pode igualar, ou até superar, o desconto obtido na compra do veículo devido às isenções fiscais.


Uma das mais conhecidas é a Cavenaghi, que tem 40 revendas autorizadas espalhadas pelo país. A rede oferece soluções para os mais diversos problemas, garante Raul Oliveira, gerente comercial. "Temos desde os equipamentos mais simples, como inversor de pedal e freio e acelerador manual, até os mais complexos, como um sistema para quem só dirige com os pés", explica.


Na Cavenaghi, o valor das adaptações parte de R$ 300 e pode ultrapassar os R$ 40 mil. "Tudo vai depender do tipo de deficiência do cliente e do que for especificado pelos médicos e pelos órgãos de trânsito para que ele possa conduzir o automóvel", diz Oliveira.


Segundo o gerente comercial, mesmo com as modificações o automóvel não perde a garantia de fábrica. A empresa é parceira das montadoras, e as adaptações não interferem no funcionamento usual do modelo.


Outra companhia que trabalha com adaptações de veículos é a Technobras, ligada ao grupo italiano GuidoSimplex, mas ela apenas revende os produtos, sem instalação. 


É o caso de uma central de comandos que permite que ao motorista deficiente dirigir com apenas um braço e acionar itens (buzina, setas, faróis) teclando os botões correspondentes sem tirar as mãos do volante (preço sob consulta).


As duas empresas também oferecem equipamentos que facilitam o transporte de cadeirantes. Entre eles, as plataformas elevatórias e as rampas de acesso. 


De acordo com Marcela Raíssa Andrade Resende, gerente administrativa da Technobras, o valor fica entre R$ 31 mil e R$ 35 mil. Nos dois casos citados na reportagem sobre isenções para deficientes, este preço supera, e muito, o desconto obtido.


Fonte: UOL Carros

Pessoas com deficiência levam meses para obter desconto em carro, mas valor compensa

Mão está sobre direção de um automóvel
Em 2011, depois de enfrentar o lúpus (doença autoimune) por vários anos, a aposentada Márcia Maria Cestari, 44 anos, decidiu voltar a dirigir. 


Por conta das sequelas provocadas pela enfermidade, que incluem perda de parte dos movimentos dos pés, das pernas e das mãos, ela conseguiu comprar um Volkswagen Fox com isenção total de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).


Segundo a motorista, moradora de São Bernardo do Campo (SP), devido à dispensa no pagamento dos tributos o veículo, que custaria cerca de R$ 50 mil na época já com os opcionais incluídos, saiu por menos de R$ 37 mil (cerca de 26% de desconto).


Os benefícios concedidos a Márcia, além de praticamente indispensáveis devido aos custos de adaptação posterior do veículo, não são privilégio dela.


No Brasil, desde 24 de fevereiro de 1995, com a entrada em vigor da lei 9.989 (vigência prevista até 31 de dezembro de 2014), pessoas com deficiência física, ainda que menores de 18 anos, têm o direito de adquirir diretamente ou por intermédio de seu representante legal veículos sem a cobrança do IPI


Em 2003, o auxílio também passou a valer para pessoas com deficiência visual, mental severa ou profunda e autistas.


A isenção do ICMS veio mais tarde, em 2007, e por enquanto pode ser solicitada até 31 de dezembro deste ano – provavelmente haverá prorrogação. A Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991, com validade indeterminada, já concedia a isenção de IOF (Imposto sobre Operação de Crédito, Câmbio e Seguro). 


Em muitos Estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Paraná, as pessoas com deficiência contam ainda com outra desobrigação, a do pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Na capital paulista o benefício é concedido desde 2008 e não tem prazo para ser encerrado.
 

PACIÊNCIA  

 
O processo para obtenção das isenções é bastante demorado (pode passar de seis meses) e cheio de exigências. 


De acordo com Thayse Kessuane Gil Moreira, analista de documentos do Lyon Despachantes, filiada à Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef), o primeiro passo é pedir ao médico um laudo com a CID (Classificação Internacional de Doenças) da enfermidade e as restrições provocadas por ela.


Em seguida, se o próprio solicitante for o condutor, ele tem de procurar uma autoescola especializada para obter a troca da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Mas a mesma só será emitida após a realização dos exames médico, psicotécnico e prático.


 "Na nova carta deverão constar todas as condições necessárias para a direção e também as relacionadas às adaptações do veículo. Por exemplo, se o motorista só puder pilotar carros automáticos, essa informação irá aparecerá lá", explica Thayse.

A próxima etapa é requerer junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran), ou nas clínicas credenciadas, o Laudo para Condutor.


 Nele, o médico indicado atestará o tipo de deficiência, a eventual incapacidade física para dirigir veículos com câmbio manual, e indicará o tipo de carro ideal, com suas características e adaptações necessárias. Caso o pleiteante não seja o condutor do veículo, no laudo deverá constar apenas o código CID e o grau de deficiência física ou visual.
 

FEDERAL, ESTADUAL
 

Com tudo isso em mãos, o solicitante deve ir até a Receita Federal, responsável pela concessão da isenção de IPI e IOF, e apresentar uma série de documentos, como declaração de disponibilidade financeira ou patrimonial, cópia da CNH, do RG e do CPF e prova de contribuição ao INSS (holerite ou extrato da aposentadoria são algumas aceitas), além dos formulários de pedido de dispensa do pagamento dos impostos fornecidos pela própria Receita Federal.



Francisco José Branco Pessoa, coordenador estratégico da Equipe de Isenção de IPI e IOF no Estado de São Paulo (8ª Região Fiscal) da Receita Federal, diz que o tempo para a obtenção das autorizações varia em todo o Brasil. 


"Na capital paulista a análise é feita por uma equipe regional de especialistas, constituída em julho de 2012, e, atualmente, o tempo médio de espera é de 40 dias", relata.


Após essa primeira liberação, o postulante tem 180 dias para procurar a Secretaria da Fazenda e pedir o benefício do ICMS. 


Entre os documentos exigidos estão os mesmos determinados pela Receita Federal, o que inclui os laudos médicos, além de declaração da concessionária onde será feita a compra do automóvel, comprovante de residência, extrato bancário, requerimento fornecido pelo órgão e autorização expedida pela Receita para aquisição do veículo com isenção do IPI e do IOF. Se deferido, o que normalmente ocorre em 30 dias, será dada a licença, também válida por 180 dias a partir da data de emissão.


Já a petição da isenção do IPVA só é feita após a aquisição do carro. O prazo para a solicitação, também junto à Secretaria da Fazenda, é de até 30 dias da data do documento fiscal. 

Para isso, deve-se apresentar todos os documentos anteriores e mais cópia da nota fiscal ou do Danfe (Documento Auxiliar de Nota Fiscal Eletrônica) e declaração de que não possui outro veículo com o benefício.


As isenções de IPI e ICMS valem para automóveis de passageiros ou de uso misto, fabricados no Brasil ou nos países do Mercosul, e com preço até R$ 70 mil (veja modelos no final desta reportagem). 


Elas podem ser solicitadas a cada dois anos, tanto pelo condutor quanto por seu representante legal. 


Caso a pessoa com deficiência não seja o condutor do carro, este será dirigido por motorista autorizado pelo requerente (podem ser indicadas até três pessoas). 


Para o IPI, as alíquotas mudam de acordo com o tipo de veículo a ser adquirido e, até 31 de dezembro deste ano, vão de 2% (carro 1.0) a 25% (carro a gasolina acima de 2 litros).
 

PÉS PELAS MÃOS


Já o valor do ICMS muda em cada Estado. Em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro é de 12%; na Bahia, de 17%. No caso do IOF, adianta Pessoa, existem algumas restrições para se conseguir a dispensa do pagamento: a potência do carro não deve ultrapassar 127 cavalos e o benefício só pode ser usufruído uma vez -- e somente pelo condutor.


"O benefício varia em função do valor que for financiado, observando que, se a aquisição for feita por arrendamento mercantil [leasing], o requerente não terá direito à isenção de IPI.


As alíquotas vigentes de IOF são de 0,0041% ao dia mais o adicional de 0,38% sobre as operações de crédito, independentemente do prazo do financiamento contratado pela pessoa física", explica Pessoa, da Receita Federal.


Assim como no IOF, a isenção do IPVA vale apenas para o condutor do automóvel. As alíquotas atuais variam entre 3% e 4%, dependendo do tipo de veículo e do Estado onde será feita a compra. A analista de documentos Thayse diz que a autorização pode levar até seis meses para ser aprovada.
 

RECOMPENSA
 
 
Apesar da demora e da burocracia, quem já conseguiu o benefício diz que valeu a pena. É o caso de Itamar Tavares Garcia, 48 anos, sócio do Lyon Despachantes. Em abril do ano passado ele solicitou as isenções pela quarta vez. 


O veículo escolhido, que só pôde ser comprado quase 11 meses depois, foi um Honda Fit. "O preço de tabela do carro era de cerca de R$ 56 mil, mas paguei R$ 45 mil", lembra (desconto de 20%).


Garcia teve poliomielite aos oito anos de idade. Como não movimenta os membros inferiores, seu carro precisou ser adaptado com acelerador e freio manuais.


Márcia Cestari, a vítima do lúpus, também garante que a espera é recompensada. "Gastei R$ 500 no processo todo e ainda tive de esperar as autorizações por quase quatro meses, mas o desconto de R$ 13 mil que consegui foi ótimo, até porque ainda tive de desembolsar mais de R$ 1 mil para a instalação de freio e acelerador no volante", conta.
 
A aposentada ficou tão satisfeita que até já deu entrada em novas isenções. Ela pretende trocar o Volkswagen Fox que dirige no dia-a-dia por um modelo da Honda. "Ainda estou em dúvida, mas provavelmente será um Fit", finaliza.


Fonte: UOL Carros

Lei define reserva de 20% ingressos em eventos socioculturais para pessoas com deficiência em Montes Claros

Rolo de filme de cinema meio desenrolado 
 

Foi sancionada neste mês de setembro a lei que garante a reserva de ingressos gratuitos em eventos socioculturais para pessoas com deficiência em Montes Claros (MG). A alteração foi na lei municipal nº 4.383, de 2011.
 
Com a alteração, 20% dos ingressos e vagas nos eventos socioculturais devem estar reservados para pessoas com deficiência. Integram a esta classificação os realizados para oferecer lazer, entretenimento, informações, cultura, dentre os quais, ocorridos em feiras, exposições, cinemas, teatros, circos, entre outros.
 
"A mudança na lei ocorreu ao estipular a quantidade de vagas que deveriam ser reservadas pelos estabelecimentos e organizadores. Isso não existia antes", afirma o autor do projeto de mudança, vereador Valcir da Ademoc (PTB).
 
A legislação considera como deficiente físico, pessoas com alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo, que comprometem a função física, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.
 
O deficiente auditivo é definido como aquele que tem perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500, 1.000, 2.000 e 3.000 Hz. Deficientes visuais, pessoas com cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica, a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica, os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores.
 
"Só poderão usar deste direito os deficientes que se identificaram usando o cadastro deles nas associações que representam eles, e que são fiscalizadas pelos conselhos de Assistência Social e do Direito da Pessoa com Deficiência", diz o vereador.