28 de jul. de 2014

Ato em SP mostra que a inclusão de pessoas com deficiência é possível em todos setores

Foto de pessoas com cartazes no ato em SP


Toda empresa, independente do setor econômico, tem condições de cumprir a Lei de Cotas. Foi o que mostrou a sessão solene que abriu nesta quinta-feira, 24, as comemorações dos 23 da Lei de Cotas, que promove a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. 


O evento aconteceu no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da cidade de São Paulo


“Já está mais que provado, todos podem cumprir a Lei de Cotas. Vamos começar a ter pessoas com deficiência até mesmo na polícia de São Paulo. Isso mostra que não há espaço econômico em que as pessoas com deficiência não possam participar, não há nenhum conhecimento da esfera humana que a pessoa não possa participar”, reforçou o Superintendente Regional do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros.


Prova disso são as metalúrgicas de Osasco e região, que preenchem 91,1% das vagas da Lei de Cotas. 


“A cada 10 vagas para pessoas com deficiência na metalurgia, nove estão ocupadas. Metalúrgica a gente sabe é um setor de risco alto, portanto não tem desculpas para não cumprir a Lei”, ressaltou o diretor do Sindicato João Batista, que também é secretário de Inclusão da Pessoa com Deficiência da Força Sindical SP.


Atualmente, segundo o censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no Brasil, são quase 46 milhões de pessoa com deficiência, o que representa 23,9% da população. 


Só no Estado de São Paulo, são 9,344 milhões. Deste total, de acordo com a RAIS 2012, do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), o Estado tinha 106.133 pessoas empregadas formalmente.


“Para cada vaga na Lei de Cotas só uma é cumprida, mas não falta escolaridade. O Censo do IBGE mostrou que tem 10.200 mil pessoas com superior e ensino médio completo. A Lei de Cotas, se for cumprida 100%, cabe 1 milhão de pessoas nela, quer dizer caberia dez Leis de Cotas só pelo nível de escolaridade que o mercado quer”, enfatizou o vice-presidente do Sindicato, Carlos Aparício Clemente, que também é coordenador do Espaço da Cidadania.
 

Proteção da Lei de Cotas
 

A secretária de Pessoa com Deficiência do governo de São Paulo, Linamara Rizzo Battistella, reforçou que a Lei de Cotas deve ser protegida, precisa ser celebrada e lembrada. 


Além disso, reconheceu o trabalho de Clemente, como dirigente sindical, na inclusão de pessoas com deficiência.


“Nós não faríamos este encontro e nós não teríamos avançado se nós não tivéssemos esta grande parceria com o movimento sindical. E ela não aconteceria se a gente não tivesse Carlos Clemente a frente desta luta. Hoje é um dia de festa”, avaliou.


Linamara também enfatizou a importância da união de forças. “Juntos podemos fazer a transformação da nossa sociedade, por meio dela podemos fortalecer a produção e as riquezas do nosso país. Riquezas materiais e riquezas morais. Em que todos podem contribuir”.
 

Carta em Apoio


Uma carta de apoio ao direito ao trabalho das pessoas com deficiência foi apresentada e aprovada por aclamação, durante a solenidade dos 23 anos da Lei. Ela foi lida por Marinalva Cruz, coordenadora do Padef (Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência).
 

Atrações culturais
 

Após a solenidade diversas atividades aconteceram no centro da cidade, entre elas apresentações culturais, caminhada pelas ruas do centro até o Teatro Municipal e soltura de balões ecológicos.


Fonte: Sindmetal


Reunião discute participação de pessoas com deficiência em corridas de rua em São Luís (MA)

Foto de uma pessoa com deficiência em uma corrida de rua


Uma reunião realizada nesta quinta-feira, 24, na 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Pessoa com Deficiência de São Luís (MA), discutiu a participação de pessoas com deficiência nas corridas de rua realizadas na capital. A reunião foi mediada pelo promotor Ronald Pereira dos Santos.


Uma das demandas das entidades que representam os direitos das pessoas com deficiência é pela previsão de categorias para esse tipo de participantes, inclusive para pessoas com deficiência intelectual.


Além disso, foi solicitado que a premiação pecuniária das corridas seja igual para pessoas com e sem nenhum tipo de deficiência.


Participaram da reunião o presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Márcio André Silva Azevedo; o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Maranhão, Dylson Ramos Bessa Júnior; e os atletas Agemiro Medeiros de Sousa, José Antonio Almeida Pereira, Kátia Cristina Barros Cantanhêde e Maria da Conceição Silva Soares.


O representante da Federação Atlética Maranhense (Fama), Márcio Batista Miguens Silva falou sobre as normas que regulamentam as corridas de rua. A Norma 07, que disciplina o reconhecimento e homologação das corridas de rua, por exemplo, é omissa em relação à participação de pessoas com deficiência. O tema também não está previsto na Norma 12, que trata das categorias nas corridas.


O major Arnaldo Martins Macedo, do Corpo de Bombeiros, negou qualquer tipo de discriminação nas corridas e outras atividades desenvolvidas pela corporação. 


De acordo com ele, o objetivo do Corpo de Bombeiros é fomentar o esporte em São Luís, sem preocupações com ranking, premiação ou categorias.


Ao final da reunião, Miguel Miguens se comprometeu a realizar ampla campanha de divulgação sobre as normas dos eventos esportivos, além de encaminhas à questão à Confederação Brasileira de Atletismo, sugerindo a criação de norma que regulamente a participação de pessoas com deficiência em corridas, defendendo a equiparação das premiações.


Fonte: O Imparcial


25 de jul. de 2014

Pesquisadores criam ferramenta para cegos



Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte criaram uma ferramenta importantíssima para pessoas com deficiência visual.


Cada degrau é um obstáculo a menos para Bruno Lima. A bengala é a única ferramenta que ele tem para andar com um mínimo de segurança nas ruas. Mas ela não evita os acidentes.


"Orelhão é um caso seríssimo, porque a bengala não consegue detectar a parte de cima do orelhão. Ela só consegue detectar o chão”, explica o professor Bruno Lima.


Vanessa já passou por situações mais graves. "Fui acidentada em dois bueiros: um na universidade, outro próximo à minha casa. Ao chegar, caí, me machuquei, arranhou as pernas e a cabeça também bateu, na hora que eu caí", lembra a funcionária pública.


Em Natal, como na maioria das cidades do Brasil, a situação das calçadas é esta: tem carro estacionado em local onde só deveria ter pedestre, tem calçada desnivelada. Uma delas foi transformada em escadaria. 


Isso sem falar nos buracos, nos postes, enfim, diversos problemas que são difíceis de ser combatidos.


Mas um grupo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte resolveu ajudar as pessoas com deficiência visual a enxergar estes problemas de outra forma.O primeiro teste foi num estúdio, com obstáculos que simulam situações encontradas na rua.


O projeto, apelidado de “olho biônico” usa a mesma técnica dos morcegos, que emitem ondas de ultrassom. Ao encontrar obstáculos, essas ondas retornam. Com base no tempo desse retorno, é possível calcular a distância até o objeto.


O sistema utiliza três sensores: um instalado na aba do boné. Outro na altura da cintura, na própria bengala; e o terceiro na ponta da bengala.


“Ele pega aquela emissão de som e transmite esse sinal para o sensor auditivo do deficiente visual, orientando ele sobre a distância, se é um buraco, a que distância está esse buraco ”, explica Ricardo Valentim, coordenador do projeto.


Um aplicativo, instalado no celular, emite os alertas sonoros. Levamos o equipamento para rua. Durante a caminhada a pessoa escuta mensagens diferentes. O resultado surpreendeu.


"Eu estou até emocionada, sabe, assim, de perceber que a gente vai poder andar na rua sem se machucar", afirma Vanessa da Silveira, funcionária pública.


E os pesquisadores disseram que gastaram um total de R$ 60 para desenvolver esse primeiro aparelho.


Fonte: Rede SACI


Ensaio discute sexualidade de pessoas com deficiência

Foto de um dos modelos do ensaio, surdo desde os 6 anos


Se a sexualidade já é um tabu, a vida sexual de pessoas com alguma deficiência é um assunto ainda mais delicado.

 
Para romper esse preconceito, o projeto dinamarquês LigeLyst promove a educação sexual de jovens com paralisia cerebral, amputados, cadeirantes e outras condições.

 
A ideia é trabalhar especificamente a dificuldade de cada um, por meio de palestras e aconselhamento, para desenvolver uma sexualidade saudável e segura.

 
Para estimular esse debate e inspirar educadores a tratarem o tema de forma mais consciente, o LigeLyst apresentou uma exposição sobre a sexualidade de pessoas com deficiência.
 
 


Última sessão com acessibilidade do espetáculo Tribos, em SP

Foto do espetáculo Tribos


No dia 26 de julho, o espetáculo Tribos, comédia perversa com Antonio Fagundes e Bruno Fagundes, fará sua última sessão com acessibilidade para surdos


Nesta data, a intérprete de Libras, Mirian Caxilé, traduzirá tudo o que é dito no palco, além disso, vinte tablets com legendas, para o caso de surdos não oralizados (que não sabem libras), serão disponibilizados gratuitamente pela Steno Brasil - conforme ordem de chegada.


O espetáculo está em cartaz há 11 meses no teatro TUCA, em Perdizes, e no dia 17 de agosto, encerra as apresentações para uma temporada em Portugal, porém já prevê turnê pelo Brasil, a partir de novembro. 


Com texto de Nina Raine e direção de Ulysses Cruz, Tribos discute questões polêmicas como a surdez universal e a utilização de libras.


Livros infantis do projeto Baú das Artes recebem recurso acessível de audiodescrição

Foto da capa do livro Baú das Artes

A Editora Evoluir lançou recentemente o projeto Baú das Artes - Edição 2014, que distribui materiais paradidáticos para escolas municipais de Ensino Fundamental (EMEF). 


Entre eles, estão 20 livros que foram adaptados com o recurso acessível de audiodescrição. Diferencial que beneficia, especialmente, crianças com deficiência visual, baixa visão e até mesmo deficiência intelectual.


Como explica Thiago Barros, roteirista audiodescritor da Iguale Comunicação de Acessibilidade, empresa responsável pela execução deste projeto acessível para a Editora Evoluir, o trabalho de desenvolvimento dos audiolivros com audiodescrição compreende a intercalação, em meio ao texto original e às falas das personagens, das descrições das imagens dessas personagens, suas ações e os locais onde se encontram. Feito que garante ao público-alvo uma compreensão mais assertiva acerca do conjunto de cada obra.


Segundo Thiago, uma das peculiaridades deste trabalho foi, além da revisão cognitiva feita por uma pessoa com deficiência visual – procedimento padrão nas produções da Iguale para avaliar a qualidade do recurso acessível que está sendo produzido –, a consultoria da pedagoga de Educação Especial para Deficiência Visual e presidente fundadora do Projeto Acesso, Vera Lucia Lorenzzi Triñanes Zednik.


“Essa consultoria garantiu que aspectos pedagógicos importantes não fossem deixados de lado no processo de adaptação das ilustrações para a audiodescrição”.


Todo o trabalho da Iguale compreendeu as seguintes etapas: adaptação de conteúdo; revisão cognitiva; composição das trilhas sonoras específicas para cada um dos livros; gravação, edição e mixagem dos áudios (total de 123 horas de trabalho) e revisão do conteúdo. 


Em cada audiolivro, além do narrador principal e do narrador audiodescritor, outros atores interpretam as personagens. E mais, todos os CDs receberam o título do livro em Braile, para a devida identificação.


“Os temas dos livros da Evoluir estão sempre ligados à sustentabilidade e qualidade de vida, assuntos que, como a acessibilidade, ganham cada vez mais importância na sociedade contemporânea. A Iguale Comunicação de Acessibilidade entende que tratar esses conceitos como parte da educação desde a infância é fundamental para a estruturação de cidadãos mais conscientes, atuantes e participativos”, complementa Thiago sobre a identificação da empresa para com a proposta do projeto Baú das Artes.


A diretoria da Editora Evoluir considera o trabalho da Iguale, empresa pioneira em comunicação acessível, sério e profissional, assim como de muita competência, tal qual o trabalho desenvolvido pelo Baú das Artes. Por isso, acredita que esta é uma parceria que condiz com os seus objetivos de levar acessibilidade aos alunos beneficiados pelo projeto.


Ainda de acordo com a diretoria da Editora Evoluir, a decisão de se fazer os audiolivros ocorreu a partir da entrega da coleção anterior do Baú das Artes nas escolas e, também, nas suas apresentações em workshops, com os próprios gestores e professores. 


Nestas ocasiões observou-se que alguns alunos não conseguiam interagir com a metodologia porque tinham algum tipo de deficiência, principalmente a visual. Foi então que se comprovou a necessidade de se pensar o Baú das Artes também de modo acessível.


Mais informações sobre o Projeto Baú das Artes no www.baudasartes.net.