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29 de fev. de 2016

Ferramenta faz avaliação sexual de homens com lesão medular



 


A paralisia dos movimentos de membros superiores e inferiores é o aspecto mais visível em pessoas que sofreram lesão na medula espinhal. 


No entanto, outros domínios são prejudicados, como a sexualidade, afetando a qualidade de vida dessa população, segundo pesquisadores da Divisão de Urologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). 


Por isso, a importância de avaliar o grau da disfunção sexual e incluí-la no tratamento.


“Os médicos, em geral, estão muito preocupados com a reabilitação motora dos pacientes e negligenciam a avaliação sexual e o seu tratamento, tanto em homens quanto em mulheres. Um estudo mostra que, para os homens paraplégicos, o principal anseio é voltar a ter vida sexual, superando o retorno do movimento das pernas. Com os tetraplégicos, só o movimento das mãos supera o desejo de voltar a ter vida sexual, então isso tem um grande impacto para os pacientes”.


O alerta é do pesquisador e urologista do HC Eduardo de Paula Miranda, um dos autores de estudo que propõe uma nova ferramenta para analisar a disfunção sexual em homens com lesão medular: o Quociente Sexual Masculino (QSM).


Trata-se de um questionário de avaliação sexual em português e traduzido para o inglês, desenvolvido e validado no Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas, com 10 perguntas para avaliar os cinco domínios da função sexual: ereção, desejo, ejaculação, orgasmo e satisfação sexual.


“Esse questionário já existia para aplicação na população em geral, mas, pela primeira vez, foi utilizado para homens com lesão medular. Ele é rápido e fácil de ser aplicado”, afirma Miranda.


Diferentes análises


 
No estudo, os pesquisadores compararam o QSM com um questionário padrão de avaliação sexual, o Sexual Health Inventory for Men (SHIM), composto por cinco perguntas. 


Os dois questionários foram aplicados em 295 homens com lesão medular traumática em acompanhamento no serviço de Reabilitação Raquimedular do HC.


A prevalência de disfunções sexuais foi extremamente alta, de forma que desse total de pacientes, 159 não eram sexualmente ativos. 


De acordo com a pesquisa, as pontuações do QSM e SHIM se correlacionam, mas o QSM fornece uma avaliação mais abrangente da disfunção sexual.


“O SHIM é voltado mais para a análise da ereção, mas homens com lesão na medula espinhal têm muitos outros problemas. A aplicação do QSM nos mostrou que a incidência de problemas de ejaculação (89,4%) e orgasmo (74,5%) é muito alta entre os pacientes”, ressalta o urologista.


Entre os problemas detectados em pacientes com disfunção sexual, a partir da aplicação do QSM, estão: 

  • Diminuição do desejo sexual (28,8%);
  • Falta de confiança para a sedução do parceiro (38,3%); 
  • Insatisfação com as preliminares sexuais (48,8%);
  • Frustração com satisfação do parceiro sexual (54,6%);
  • Incapacidade de obter uma ereção (71,0%);
  • Dificuldade em manter a ereção (67,8%);
  • Falta de ereções completas (64,4%); 
  • Problemas na ejaculação (89,4%); 
  • Incapacidade de atingir o orgasmo (74,5%);
  • Insatisfação em geral com a relação sexual (51,1%).

“Entender a dinâmica da vida sexual do paciente possibilita várias intervenções médicas, por isso é importante esse tipo de avaliação com questionários. Existem remédios por via oral, medicações injetáveis, próteses penianas, entre outros tratamentos”, destaca Miranda.


A pesquisa também coloca que dos domínios avaliados pelo questionário QSM, o interesse sexual foi classificado mais alto por mais de metade dos pacientes. 


De acordo com o pesquisador, esses números são significativos porque confirmam que o interesse sexual é elevado na maioria dos homens com lesão na medula espinhal e reforçam a necessidade de cuidados dos médicos em estar ciente desse problema e compromete-se a discutir o assunto com seus pacientes.



 
 
 

12 de jan. de 2016

"As pessoas acham que por ter a deficiência, os cegos não possuem desejo sexual", diz especialista

 



Tudo bem que pode ser um pouco mais complicado explicar para um rapaz ou a uma moça cega sobre o uso da camisinha , mas é claro que eles precisam aprender. 


Não pensar nisso é uma lógica que desacompanha as demais conquistas, além de reforçar preconceitos. 


Se houve avanços consideráveis no mercado de trabalho, mobilidade e opções de lazer,  temas como relacionamentos, namoro e sexo precisam ser encarados. Mas, ainda tabu em parte da sociedade, a sexualidade ganha outros contornos quando envolve jovens nessa condição. 


É o que diz a doutora em Ciências da Saúde e professora na Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia, Dalva França, autora da tese:

"Sexualidade da pessoa com cegueira: uma questão de Inclusão Social".


Ela analisou como pessoas com cegueira congênita percebem o direito à sexualidade. 


Entre os resultados, aponta, estão a consciência e a necessidade de buscar pelos direitos. Mas também a constatação de políticas públicas escassas ou não acessíveis às pessoas com cegueira. 


Confira a entrevista


Apesar dos avanços, a sociedade ainda trata o cego como um ser assexuado?


Sim, avançamos nas leis em um processo de inclusão social das pessoas com deficiência, porém na prática a sociedade ainda os vê como assexuados, como revela essa fala de uma pessoa cega. As pessoas acham que cego não deve casar, acham que por ter a deficiência eles tem necessidade sexual.


Isso é restritivo aos cegos?


Não. Entendemos que esse pensamento da sociedade, de que os cegos são assexuados, não se restringe a esse grupo de pessoas, pois as pessoas com deficiência de maneira geral são vistos pela sociedade como seres assexuados, desinteressantes, incapazes e outras denominações preconceituosas.


E a pessoa com essa limitação, como se coloca frente a essa questão (sexualidade)?


As pessoas com cegueira têm percepção positiva da sexualidade, compreendendo-a como manifestação natural do ser humano, algo importante que envolve doação, intimidade, afirmação de ser homem ou mulher, podendo propiciar situações positivas nas suas vidas.


Quais as dificuldades que eles encontram?


Enfrentam obstáculos ao expressar sua sexualidade, entre eles o preconceito e a falta de informação sobre a sexualidade da pessoa com cegueira.


Famílias com pessoas cegas encontram mais dificuldades para falar de sexualidade com seus filhos do que outras que não enfrentam a limitação?


Geralmente falar de sexualidade com os filhos já é uma dificuldade e quando há uma situação de deficiência isso se agrava, pois nossa cultura ainda acredita que a sexualidade é propriedade apenas dos ditos ¿normais¿. Porém observamos que já existe algum movimento dos pais na busca de orientação para lidar com a sexualidade de seus filhos cegos, pois falta-lhes ainda informação.


O que a senhora acha da análise de que o erotismo veiculado pela mídia privilegia quase que exclusivamente a visão?


Não só a mídia, assim como todas as dimensões da sociedade, como a educação, os museus, os monumentos, os parques, os teatros e os cinemas são destinados a quem enxerga. Porém algumas iniciativas começam a aparecer no sentido de contemplar os cegos com a utilização de audiodescrição. 
 

  

13 de jun. de 2015

Casais superam deficiência e provam que amor está acima de preconceitos




Ainda que a deficiência física limite alguns movimentos e mude a rotina de um casal, não é empecilho algum para namorados que provam que o amor verdadeiro supera obstáculos e as barreiras de qualquer preconceito. 


É com bom humor e naturalidade que dois casais de Uberlândia lidam com a situação e se tornam exemplos de um sentimento genuíno.


João Paulo Amaral tem uma má formação congênita, que forçou o estudante a usar prótese para uma das pernas e também fazer uso da cadeira de rodas. Para ele, a deficiência é muito mais superação do que limitação. 


“Ter uma deficiência pode ser muito mais um dom e uma graça que Deus nos deu para mostrar que somos fortes”, disse.


A partir de encontros no grupo de jovens e um correio elegante, ele conheceu a também estudante Fernanda Gardusi, 22. 


Como o namorado é bem-humorado, os dois se divertem muito e ela nunca se constrangeu com a situação. Cada vez que alguém pergunta o porquê de ele não ter uma perna, ele diz que é de tanto tomar sorvete, ou porque não come brócolis, ou por estar com um machucado igual ao que a pessoa está, apenas para descontrair com o assunto.


A estudante nota que quando os dois saem juntos, ele na cadeira de rodas, algumas pessoas ficam olhando e às vezes até acham engraçado por estarem de mãos dadas, já que de um lado ele empurra a cadeira e, do outro, Fernanda o puxa pela mão. 


“Respeitamos o entendimento de cada um. Para viver o amor não é preciso uma cor de olho, de pele, um braço, uma perna, um corpo, nem um pensamento, basta um sentimento”.

 

Da baixa autoestima ao noivado



Depois de sofrer um acidente de trabalho, o para - atleta Lucas Silva Medeiros, 23, amputou uma perna e perdeu completamente a autoestima por achar que ninguém se interessaria por ele, já que estaria dependendo de cuidados e de uma cadeira de rodas. 


“Na época do acidente eu me sentia inválido, me sentia horrível e não queria sair de casa, nem olhava nos olhos das pessoas”, contou


No ano passado, todos os pensamentos negativos do uberlandense caíram por terra ao conhecer a técnica de análises clínicas, Nairijane Pereira de Lima, 25 anos. 


Ela trabalhava na rodoviária da cidade e ele iria viajar a trabalho. O resultado desse encontro foi a troca de olhares, de telefones e o pedido de noivado pouco tempo depois que começaram a se relacionar.


A técnica já havia visto o futuro noivo algumas vezes no terminal rodoviário e tinha receio de perguntar sobre a deficiência por achar que de alguma forma fosse constrangê-lo. 


Porém, a limitação de Lucas nunca impediu que o sentimento dela florescesse e nem a constrangeu por isso. 


“Independente de qualquer tipo de deficiência física ou mental, devemos amar sem olhar a quem. O amor não precisa ser perfeito, ele precisa apenas ser de verdade e recíproco”, opinou Nairijane.


Fonte: G1Vida Mais Livre



25 de jul. de 2014

Ensaio discute sexualidade de pessoas com deficiência

Foto de um dos modelos do ensaio, surdo desde os 6 anos


Se a sexualidade já é um tabu, a vida sexual de pessoas com alguma deficiência é um assunto ainda mais delicado.

 
Para romper esse preconceito, o projeto dinamarquês LigeLyst promove a educação sexual de jovens com paralisia cerebral, amputados, cadeirantes e outras condições.

 
A ideia é trabalhar especificamente a dificuldade de cada um, por meio de palestras e aconselhamento, para desenvolver uma sexualidade saudável e segura.

 
Para estimular esse debate e inspirar educadores a tratarem o tema de forma mais consciente, o LigeLyst apresentou uma exposição sobre a sexualidade de pessoas com deficiência.
 
 


5 de set. de 2013

Fundação Síndrome de Down realiza encontros dedicados ao Dia Mundial da Saúde Sexual, comemorado no dia 4 de setembro


Estes encontros serão abertos para pessoas com deficiência intelectual, famílias, profissionais e comunidade. 


O propósito desse evento é dialogar sobre a diversidade de possibilidades na vivência da sexualidade, incluindo o respeito, cuidado e o afeto.

 
Programação 


11/09/2013 – 19h00 às 22h00 


Cinema, pipoca e bate-papo: Hasta la Vista - Venha como você é
Dirigido por Geoffrey Enthoven (1h53min)
Gênero: Comédia Dramática
Legendado


14/09/2013 – 09h30 às 12h00 


Palestra: Papai, mamãe e outras transas: do amor aos cuidados
Dr. Itor Finotelli Jr – Psicólogo clínico e Psicoterapeuta Sexual



18/09/2013 – 19h00 as 21h30 


De frente com as diferenças sexuais (discussão em grupo com convidados)

 
25/09/2013 – 19h00 as 21h30 


Lançamento do Protocolo de Sexualidade da Fundação
Exposição: A dúvida do Corpo


Público: pessoas com deficiência intelectual, famílias, profissionais e comunidade


Como participar: Evento gratuito. Para participar acesse o nosso site www.fsdown.org.br clique na aba “eventos” e preencha o formulário de inscrição


Endereço: Rua José Antonio Marinho, 430 - Barão Geraldo - Campinas/SP