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28 de out. de 2014

'Não abro mão do meu voto', diz homem com deficiência física ao votar, em RO

Foto de uma urna eletrônica


Pessoas com deficiência deixam as dificuldades de lado e comparcem às suas zonas eleitorais para garantir o voto, neste segundo turno das eleições 2014, em Porto Velho


Em uma escola da Zona Sul da capital, o eleitor Renato Siva Barbosa, de 21 anos, conta que mora ao lado do maior colégio eleitoral da cidade, a Escola Joaquim Vicente Rondon, seu local de votação. 


"É bom saber que temos direito por igual de votar, com acesso fácil às urnas", comemora o rapaz ao votar pela segunda vez.


A aposentada Maria Lúcia Lázaro de Jesus, de 62 anos, fez uma cirurgia no quadril e mesmo em fase de recuperação, utilizando um andador, pediu ao filho que a levasse para votar. 


“É nosso direito escolher quem vai administrar nosso estado e país”, disse Maria, que pede pela criação de uma assembleia popular para a diminuição da quantidade de partidos.


Já Edmilson Silva dos Santos, de 52 anos, tem problemas nas articulações e votou acompanhado da filha. 


“Nunca faltei quando tinha boa saúde, não seria a doença que me faria deixar de comparecer à urna”, disse.


No primeiro e segundo turno, Edmilson teve dificuldades para reconhecimento de sua digital no aparelho biométrico, segundo os mesários, esse problema é decorrente das dificuldades em suas articulações e, devido à idade de muitos eleitores, muitas digitais não são reconhecidas. Nesses casos os eleitores ou um responsável assinam o caderno de votação.


Fonte: G1


22 de jan. de 2013

Língua de sinais poderá ser obrigatória em programas eleitorais

alfabeto em Libras
Os programas eleitorais poderão ter que ser também veiculados na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e com legenda. A medida está prevista no Projeto de Lei 4537/12, da deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL).

A autora argumenta que as pessoas com deficiência auditiva precisam de instrumentos que lhes dê acesso à cidadania plena.

“O projeto de lei expressa essa preocupação e se inspira em ofício da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão de Brasília, de iniciativa da procuradora Eugênia Augusta Gonzaga, a qual salienta a importância de se colocar a legenda e janela de Libras à disposição da população surda”, diz.

Tramitação

A proposta, que irá a Plenário, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte
Agência Câmara Notícias

25 de set. de 2012

ELEITOR ABRA O OLHO NA HORA DE ESCOLHER SEUS CANDIDATOS

 

Nessas eleições NÃO escolha candidatos pela simpatia ou sorriso. Escolha por suas idéias e propostas.


Para conhecer os candidatos de sua Cidade ou Municipio e suas propostas acesse: 


http://www.divulgacand2012.tse.jus.br/divulgacand2012/ResumoCandidaturas.action


Flagrantes da (IN) ACESSIBILIDADE para candidatos e eleitores com deficiência

 
 É fato que essas eleições municipais, como as antecedentes, ficarão marcadas pela falta de acessibilidade estampada nas mais diversas formas de barreiras para que pessoas com deficiência participem em igualdade de condições com as demais pessoas, tanto para candidatos quanto para milhões de eleitores. 

Candidatos com deficiência têm de enfrentar e superar barreiras de toda ordem para se equiparar aos demais que militam vaga eletiva no pleito eleitoral de 2012. 

Da mesma forma, eleitores com deficiência, a exemplo do que ocorre com surdos, são descaradamente discriminados e excluídos do processo, por não haver intérprete da Língua de Sinais Brasileira (LIBRAS) para lhes assegurar compreensão daquilo que está sendo apresentado pelos candidatos em suas propostas políticas, como se não tratasse de objeto que lhes digam respeito.

Eleitores ou candidatos com deficiência física e usuários de cadeiras de rodas amargam experiências de transitar com ajuda de terceiros em calçadas com péssimo estado de conservação, até alcançar o local do evento. 

O que desmotiva eleitores com esse perfil a correr risco de quedas que possam comprometer o físico-funcional já reabilitado, expondo-lhes a novos transtornos com transporte, avaliação diagnóstica e agendamento em programas de reabilitação para tratamentos de longo prazo. Razões suficientes para que não se envolvam com eventos do processo eleitoral, haja vista a inacessibilidade que impera nos mesmos.

Maiores e mais aguçadas se tornam as razões que levam candidatos com deficiência, a defender direitos fundamentais de seus pares, tão violados e subjugados ao longo da nossa história. Assim, candidatos com deficiência não tem outra opção, a não ser enfrentar as adversidades decorrentes do descumprimento da legislação vigente para participar dos comícios e demais atos públicos da agenda eleitoral, por maior que se constituam barreiras arquitetônicas, comunicacionais, entre outras.

A inexistência de piso tátil no entorno ou mesmo no local do evento para orientação geográfica dos cegos, assim como ausência de placas sinalizadoras com legendas em braile, infringem direito à liberdade dessas pessoas quanto ao ir e vir, além de lhes cercear direitos à dignidade humana com acesso à informação e comunicação, direitos fundamentais da pessoa com deficiência. Tudo isso contrariando preceitos elencados na Convenção das Nações Unidas sobre Direitos da Pessoa com Deficiência.

Barreiras de toda natureza que encaramos na vida cotidiana por falta de opção, parte do habitual desafio de sobreviver na adversidade e se apresentar combatente na incansável batalha pelos direitos que a Carta Magna do Brasil nos confere. 

Se tomarmos como elemento norteador das nossas reivindicações o delimitado pela Convenção das Nações Unidas sobre Direitos da Pessoa com Deficiência, hoje, equivalentes à emenda constitucional, não haverá norma infraconvencional (lei ordinária municipal, por exemplo) ou qualquer outra regra proferida pelos Poderes Legislativos federais, estaduais, distritais e municipais que a sobreponha.

O cumprimento dos artigos da Convenção está diretamente relacionado a nossa capacidade de mobilização, organização e defesa de seus conteúdos, como se fossemos seus fiéis defensores e guardiões. Nada nos chegará sem que tenhamos empenhado esforços para alcançar, e os candidatos com deficiência podem ser nossos representantes nesse cerimonial cívico. Apostemos nisso! 

A disposição de se lançar candidato nesse pleito eleitoral exige da pessoa com deficiência gasto de energia hercúlea, preparo e afinação com o discurso contemporâneo das grandes questões sócio-políticas do Brasil.

Conhecimento e domínio das nuances contidas nas entrelinhas das políticas públicas voltadas para esse segmento social, devidamente articuladas com o geral, universal, contextual, são deveras essenciais e indispensáveis na construção e composição das idéias que o candidato deverá elaborar para respaldar seus argumentos escritos e proferidos oralmente.

Tudo cuidado é pouco quando se trata de coerência entre a retórica eprática, até porque somos responsáveis pelo que pensamos, falamos e a maneira como agimos, em particular, com nossos semelhantes pares ou não.

Quem por nossos atos adversos seja prejudicado, a qualquer hora pode se apresentar para acertos, ocasiões em que podemos ser flagrados por fatais contradições. Conduta correta, ética, fraterna e humanitária é fundamental nos que se pretendem respeitáveis personalidades políticas.

Nesse aspecto, recomenda-se que o eleitor com deficiência exerça sua consciência cidadã, votando e elegendo candidatos comprometidos com a militância desse segmento social organizado, pessoas com histórico de luta em prol da inclusão e cidadania de seus pares.

Que tragam seus familiares e também busquem se informar e atualizar quanto aos instrumentos legais que lhes estejam a disposição, tanto no concernente aos seus direitos quanto deveres. Não devemos perder de foco que nossos direitos terminam no ponto que começam os das outras pessoas, com ou sem deficiência, inclusive, em determinadas situações podem se cruzar, ocasiões em que necessário se faz recorrer ao bom senso, sensibilidade e reciprocidade.

Temos como meta a construção de uma sociedade igualitária, não obstante as diferenças individuais que nos caracterizam humanos e singulares. As eleições municipais estão aí. Que façamos dessa oportunidade momento ímpar de contribuir para a transformação do status quo, começando a mudar as coisas onde a gente vive, nos nossos municípios, para, mais adiante, poder mudar em maior escala nas eleições de 2014.
 

24 de set. de 2012

Pessoas com deficiência podem ser ajudadas no dia da eleição

"Além de ter prioridade no dia da eleição, pessoas com deficiência podem receber ajuda para fazer o voto. O teclado da urna eletrônica também é preparado para receber eleitores com deficiência visual, já que estã em Braille"

Veja o vídeo da reportagem:



Fonte: EBC

20 de set. de 2012

TRE capacita pessoas com deficiência


 
 O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE/RR) atendendo à solicitação da Promotoria de Justiça de Defesa da Pessoa com Deficiência do Ministério Público de Roraima (MPRR) realizou ontem pela manhã capacitação de um grupo de pessoas com deficiência sobre o manuseio da urna eletrônica para votação.

De acordo com a lei, o cidadão com deficiência é considerado um eleitor comum, desta forma tem a obrigação de se cadastrar a partir dos 18 anos e votar até os 70 anos de idade. 

No entanto, não estará sujeita à sanção a pessoa com deficiência que torne impossível ou demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais, relativas ao alistamento e ao exercício do voto.

A equipe da Justiça eleitoral mostrou a cada uma das pessoas presentes, no Espaço da Cidadania, como realizar a escolha dos candidatos. Muitos participarão do processo eleitoral deste ano e estavam com dúvidas ou nunca tinham tido contato com a urna eletrônica. Foi simulada a votação de candidatos fictícios. As pessoas com deficiência conheceram a urna eletrônica, a disposição das teclas e o recurso auditivo disponível para facilitar a votação.

O aposentado Pedro Alves de Sousa, 66, tem deficiência visual desde a infância. Até pela falta de informação de como proceder para participar e ter acesso ao processo eleitoral, ele contou que nunca votou e se mostrou alegre em simular a escolha de candidatos.

“Foi a primeira vez que tive contato com uma urna eletrônica. Aprendi mesmo a votar e não achei difícil. A posição das teclas é igual a do telefone, por isso ficou fácil. Agora vou tirar meu título de eleitor para participar desse ato de cidadania. Estou animado para votar”, destacou Alves.

José Carvalho de Oliveira, que também é deficiente visual, informou que já participou de eleições passadas, mas que ainda pairavam algumas dúvidas que foram sanadas com a capacitação. “Acho muito importante votar. Acredito que é necessário esse tipo de orientação não só para os deficientes, mas para todos os eleitores”, disse.

A promotora de Justiça Érika Lima Gomes Michetti explicou que a ideia da capacitação surgiu da demanda apresentada pelo pai de uma pessoa com deficiência. “Um pai preocupado em capacitar seu filho para votar nos procurou e, em contato com a Justiça Eleitoral, marcamos essa capacitação estendendo para mais pessoas. É uma forma de fazer com que elas tenham maior intimidade com a urna garantindo o acesso ao voto, que é um direito”, ressaltou.

DIREITOS - O Código Eleitoral brasileiro (Lei 4373/1995) prevê que o eleitor deficiente visual, no dia da eleição, pode assinar a folha individual de votação em letras do alfabeto comum ou do sistema Braille; assinalar a cédula oficial, utilizando também qualquer sistema ou usar qualquer elemento mecânico que levar ou lhe for fornecido pela Mesa, que lhe possibilite exercer o direito de voto; o uso do sistema de áudio, quando disponível na urna, sem prejuízo do sigilo do voto e o uso da marca de identificação da tecla número 5 da urna eletrônica.

O Código Eleitoral dispõe que os Tribunais Regionais Eleitorais deverão, a cada eleição, expedir instruções aos juízes eleitorais, para orientá-los na escolha dos locais de votação de mais fácil acesso para o eleitor com deficiência física.


“Colinha” já começou a ser distribuída para a população que vai votar no dia 7 de outubro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibilizou mais de 88 mil colas para auxiliar os eleitores de Roraima no dia da eleição, no próximo dia 7 de setembro, a organizarem os números de seus candidatos a vereador e prefeito para votação.

O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE/RR) já distribuiu os folhetos em todas as zonas eleitorais do Estado para que os eleitores tenham acesso. A utilização da “colinha” é indicada para não errar na hora do voto. 

O folheto tem espaço para preencher o número dos candidatos escolhidos para vereador e prefeito. O papel pode ser levado para ajudar o eleitor quando estiver na urna eletrônica.

Além das colas, o TSE disponibilizou para o Estado 900 cartazes sobre a Ficha Limpa, 2.600 explicando como votar e 1.100 cartazes ilustrativos sobre o voto consciente. O material está sendo fixado nos cartórios, prédios públicos e outros lugares de grande acesso da população. 

Cartazes informando como justificar o voto também foram produzidos pelo TSE. O material explica que quem não votar, deve justificar a ausência no dia da eleição – nos postos da Justiça Eleitoral – ou após a data – no 1º turno até o dia 6/12/12.