1 de out. de 2012

Show com intérprete de LIBRAS

Show com Paulinho Dias e Zé Alexandre

Dia:: 02 de Novembro (Sexta às 22h30)

LOCAL
: Café Paon (Av. Pavão, 950 - Moema)


INFORMAÇÕES: (11) 5041- 6738 / 5533-5100
 

Estudante com deficiência auditiva na rede pública de ensino terá equipamento para facilitar aprendizado

 

A experiência, inédita na rede pública, é uma iniciativa da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação. Mais de 200 estudantes de 80 escolas públicas de todo o país participam do projeto piloto.

“Queremos proporcionar um documento de orientações para expandir o atendimento. Esperamos, a partir de 2013, já atender a educação infantil”, explica a diretora de políticas de educação especial da Secadi, Martinha Clarete Dutra dos Santos. Segundo ela, este primeiro momento será de monitoramento e avaliação dos impactos pedagógicos para os estudantes.


As instituições de ensino foram selecionadas pelas secretarias estaduais de educação. Cada escola elegeu o professor que trabalhará com o equipamento. As unidades de ensino selecionadas, além de públicas, contam com salas de recursos multifuncionais implantadas, oferecem atendimento educacional especializado e têm, matriculados nos três anos iniciais do ensino fundamental, estudantes com deficiência auditiva usuários de aparelho de amplificação sonora ou com implante coclear.


Frequência — O dispositivo adota o sistema de frequência modulada (FM) para filtrar a voz do professor e eliminar os ruídos da sala de aula, de maneira a potencializar a acessibilidade acústica dos usuários de aparelhos de amplificação sonora e implante coclear (dispositivo eletrônico, parcialmente implantado, para proporcionar sensação auditiva próxima à fisiológica).


Com investimento de R$ 1,5 milhão, a pesquisa sobre a nova tecnologia foi desenvolvida pela Secadi em parceria com o Laboratório de Estudos do Comportamento Humano da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e com a Universidade de São Paulo (USP), câmpus Bauru. A evolução do processo nas escolas será acompanhada também por especialistas de outras instituições de educação superior.


Os 80 responsáveis pela implementação do projeto-piloto nas escolas selecionadas, além de pesquisadores das instituições de educação superior integrantes da experiência, participaram de curso de formação, nos dias 25 e 26 últimos. Promovido pelo MEC, o curso abrangeu a formação de pessoas que atuam na área de atendimento educacional especializado.


Fonte:
Portal Brasil e Ministério da Educação

Córnea artificial devolve capacidade de enxergar a deficientes visuais

 
Cientistas do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, desenvolveram uma córnea artificial capaz de devolver a visão a deficientes visuais.

O dispositivo pode, no futuro, auxiliar pessoas que perderam a visão devido a danos na córnea causados por lesões ou doenças.


A cegueira é frequentemente causada por doenças da córnea. O tratamento estabelecido é um transplante, mas em muitos casos isso não é possível em função da escassez de doadores.


Visando melhorar a qualidade de vida dos deficientes, o pesquisador Joachim Storsberg e seus colegas desenvolveram uma córnea artificial. Agora, em colaboração com o Aachen Centre of Technology Transfer, eles estão aprimorando a tecnologia para uso em humanos.


"Estamos no processo de desenvolvimento de dois tipos diferentes de córneas artificiais. Um deles, por exemplo, pode ser utilizado como uma alternativa a uma córnea doada nos casos em que o paciente não toleraria um transplante e na escassez de doadores.


Um grande número de pacientes que sofrem de uma variedade de condições poderão se beneficiar do nosso novo implante, que recebeu o nome de ArtCornea ®", afirma Storsberg.


Os implantes se baseiam em um polímero com elevadas propriedade de absorção de água. Storsberg e sua equipe adicionou um novo revestimento na superfície para garantir a fixação nos tecidos do hospedeiro e a funcionalidade óptica.


A borda externa dos implantes foi quimicamente alterada para encorajar o crescimento celular local. Estas células se unem ao tecido circundante humano, o que é essencial para a ficação do dispositivo no tecido hospedeiro.


Os investigadores aumentaram a área de superfície óptica do implante, a fim de melhorar a penetração de luz para além do que anteriormente tinha sido possível. "Uma vez que ArtCornea ® está no lugar, ele é pouco visível. Também é fácil de implantar e não provoca uma resposta imune", observa Storsberg.


Os especialistas também conseguiram produzir um material de base química, biologicamente inerte e compatível com o segundo tipo de córnea artificial, batizado de TexKpro.


Storsberg seletivamente alterou o material de base, o difluoreto de polivinilideno, através do revestimento do fluoreto sintético com uma molécula reativa. Isto permite que a córnea do paciente, naturalmente, se una com a extremidade do implante, enquanto a óptica interna do implante, feita de silicone, permanece livre de células.


O segundo modelo de córnea é particularmente adequado como tratamento preliminar, por exemplo, se a córnea foi destruída como consequência de inflamação crônica, um grave acidente, corrosão ou queimaduras.


Os implantes foram testados pela primeira vez pelos médicos no laboratório depois in vivo em vários coelhos. Depois de um processo de seis meses de cura, as próteses implantadas foram aceitas pelos coelhos sem irritação, de forma clara e firmemente fixa no interior do olho. Testes realizados após a operação mostraram que os animais toleraram a córnea artificial.


A equipe agora planeja ensaios clínicos em breve em seres humanos em conjunto com a Eye Clinic Cologne-Merheim

Atleta com deficiência visual marca presença na Brasil Ride

Atletas Adauto e Alex na mesma bicicleta para duas pessoas

Entre as mais de 150 duplas que participaram da Brasil Ride, uma chamou a atenção pela diferente bicicleta. Com uma Tandem (bike para duas pessoas), Alex Arruda aprendeu após dez anos de pedal e Adauto Belli, que tem deficiência visual, deu uma aula de sabedoria. Lição de vida que emocionou a todos na ultramaratona de mountain bike que agitou a Chapada Diamantina, na Bahia,  desde o último domingo (23/09) e terminou neste sábado (29/09).

"Quando eu fiquei sabendo que ia fazer dupla com o Adauto eu comecei a tremer na base. Falei: 'não sei se eu sei andar de bicicleta'. Ainda mais com uma Tandem. Por tudo que o Adauto é, pela deficiência que ele tem, e a responsabilidade que eu tinha em relação a isso. Encarei e a experiência que eu tenho é fantástica.

O que eu aprendi em uma semana eu acho que não aprenderia ao longo de alguns anos", conta Alex, publicitário paulista que participa da Brasil Ride pela terceira vez.

Natural de Brasília (DF), Adauto Belli é treinador de cães explica de onde tira forças para encarar as duras trilhas da Chapada. "Eu venho para cá correr, venho para fazer força, mas quando eu volto para casa, tem sempre um aprendizado. Aqui não acaba.

Você vê que a coisa se repercute de tal maneira que quem tem os mesmos problemas que eu tenho, ou problemas parecidos, se identifica bastante. Então aqui a galera me vê nas mesmas dificuldades que eles como atletas e sabem que eu estou dentro, que eu faço parte. 

E graças a pessoas assim como o Alex é que me possibilita esse convívio, estar junto com todo mundo. Daí você tira bastante força, porque tem sempre alguém te dando a mão. Esse que é o legal", explica.
 
Adauto não nasceu com a deficiência visual. Ele tem retinose pigmentar, uma degeneração progressiva da retina, e passou a perder a visão aos 15 anos. Nada que tirasse dele a vontade de praticar esporte. Além de ciclista, ele também é corredor de ultramaratona.

A amizade entre Alex e Adauto nasceu há uma semana, mas promete crescer ainda mais. "Aprendi coisas com o Adauto que eu não fazia nem ideia que pudesse existir. A sensibilidade dele é como se eu não precisasse nem falar. 

A gente entrou em uma sintonia. Eu conheci o Adauto aqui na prova, faz uma semana que eu o conheço ele pessoalmente. Nos demos muito bem. A sintonia nossa foi muito legal. Já somos como irmãos".

Entre os ciclistas, uma brincadeira comum é dizer que um empurra o outro durante as provas da ultramaratona. Com a Tandem é diferente. "A bike empurra os dois. É um conjunto de três como ele (Adauto) já me falou", diz Alex. 

"Exatamente, a brincadeira não é assim. Não é separar as coisas, é trabalhar mesmo em conjunto a equipe", complementa Adauto.

Finisher

Alex e Adauto não vão ganhar a camisa de finisher, dada aos ciclistas que completaram toda a ultramaratona. Nada que deixe a dupla desanimada, pois ano que vem tem mais. "Infelizmente a gente não vai conseguir pegar o 'finisher', porque tivemos alguns problemas.

 A Tandem é muito difícil. Como é a minha primeira vez, acho que não tive experiência suficiente para poder passar e pegar minha camisa de "finisher". Mas vou treinar para, na próxima vez, quem sabe a gente chega chegando com os caras aí e vamos para as cabeças. Gostei demais. Experiência de vida. Recomendo para qualquer pessoa. Não tem limite para você andar", dá o exemplo Alex.

Adauto comemorou a evolução. "Eu estou sempre dando um passo a mais. No ano passado eu fui até tal ponto e agora já estou em outro estágio. Vamos dizer assim: esse ano agora já foi um treino para o ano que vem. Então, espero chegar mais longe ainda ano que vem, sempre com ajuda de pessoas como o Alex", projeta. As pedaladas de superação continuam e não têm razão para parar.
 
Projeto

Em Brasília, Adauto Belli participa de um projeto chamado Deficiente Visual na Trilha (DV naTrilha). "Hoje nós contamos com 17 Tandems e com muitas pessoas com deficiência visual que vão fazer um passeio ciclístico. Contamos também com a ajuda de voluntários”, disse.

Fonte: iBahia (Hailton Andrade)

Em creche de SP, crianças aprendem a conviver com pessoa com deficiência sem preconceito

Diversos lápis coloridos
As crianças estão curiosas: seus olhos atentos seguem a repórter, o fotógrafo e uma das funcionárias que acompanha a visita da equipe à creche. Mas essa novidade não causa estranheza ou medo – afinal, o ambiente ali foi configurado para que o diferente fosse bem aceito e tolerado.

Lucas, 5, é o primeiro a puxar conversa. “Você conhece minha sala? Vou te mostrar”, diz o menino que tem síndrome de Down

 Ele mostra o que trouxe na mochila, apresenta a sala e já repassa a rotina do dia:  Na creche pré-escola Oeste da USP (Universidade de São Paulo), a diversidade é parte da rotina. A unidade, que fica na Cidade Universitária, em São Paulo, recebe, com naturalidade, alunos com deficiência, estrangeiros recém-chegados ao país e crianças das diversas classes sociais.

Mais tolerantes


Essa abertura – ou tolerância como alguns preferem chamar – é uma característica que tende a acompanhar essas crianças ao longo de suas vidas. Uma pesquisa realizada pelo
Instituto de Psicologia da USP, justamente com os “alunos” dessa creche, mostrou que vivenciar a experiência da educação inclusiva na pré-escola pode evitar diversos tipos de preconceito de forma duradoura.

Segundo Marie Claire Sekkel, coordenadora do estudo, “as crianças mantêm atitudes de abertura ao relacionamento com pessoas significativamente diferentes, independentemente de valores familiares”.

Tiano 5, que é de Moçambique , quer falar sobre a história da família. Antônio também deseja participar, mas corre, com vergonha. Laura pede para trocar de roupa.

Inclusão num sentido amplo

A creche possibilita essa oportunidade para que essas crianças aprendam a trabalhar e a conviver em grupo com quem é diferente (seja por alguma condição física ou social) e a aceitar essas diferenças. Esse tipo de experiência é positivo no desenvolvimento da educação infantil.

Nesse sentido, a educação inclusiva, que integra alunos em situação de inclusão a turmas regulares, evidencia esse espírito de “estar com o diferente” e aprender com essas relações. As crianças, segundo princípios da educação inclusiva, devem aprender juntas, independentemente das dificuldades que possam ter.

“Nosso foco principal é olhar para a criança em situação de inclusão e ajudá-la a participar das propostas junto ao grupo dela, facilitando as relações entre eles, a aquisição de conhecimento, de descobertas, o fomento a criatividade, ao conhecimento, sendo crianças em situação de inclusão ou não”, explica Prislaine Krodi, psicóloga da Creche/Pré-Escola Oeste da USP.

Motoristas de ônibus no CE fingem ter deficiência para testar veículos

ônibus adaptado
Motoristas, cobradores e fiscais de ônibus de Fortaleza fingiram ter deficiências para testar a qualidade do transporte público na cidade.

Eles usaram falsa barriga para se fingir de grávida e vendaram os olhos para testar se um cego tem condições de usar o veículo.

O projeto faz parte de um curso de conscientização dos funcionários para tratar melhor as pessoas com deficiências. 


"Isso ajuda realmente a ter aquela compreensão da dificuldade daquela pessoa não igual à de outro cidadão com a saúde normal", diz o presidente do Sindicato das Empresas de ônibus, Dimas Barreira.

"A partir de hoje, minha consciência vai trabalhar com mais cautela", diz um motorista que recebeu o curso para tratar melhor as pessoas com algum tipo de deficiência.

O Sindiônibus recebe mensalmente cerca 500 reclamações de freios perigosos e maus tratos a pessoas com deficiência. Com o curso, o sindicato espera reduzir o número de reclamações e aumentar o número de deficientes nos transportes públicos de Fortaleza.

 
E não esqueçam de assinar o abaixo-assinado http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N29558
Reinvidicando um transporte com respeito e qualidade para as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida

Fonte: http://g1.globo.com/ceara/